Estes economistas já vêem Portugal fora do euro e dizem como vai ser

No jornal I.

Sair do Euro e ficar na Europa é possível?

Há uns dias, a propósito da situação em Chipre, escrevi:

sou, desde sempre um internacionalista a quem agrada, MUITO, uma Europa das Pessoas e por isso quero ser parte de uma solução que junte povos e pessoas e não uma saída que nos separe a todos – não concordo com a proposta do PCP. Penso, no entanto que começa a valer a pena olhar para dois casos: a Islândia e a Argentina – algures ali no meio estará a saída para Portugal, não?

Hoje, ao ler no público sobre a aposta chinesa em África ocorreu-me que a existência da Europa, como projeto político interessa a pouca gente, não?

De fora, Americanos, Chineses e Russos não têm qualquer interesse numa Europa forte, até porque, às fatias, podem vir buscar a parte deles – os Americanos na Irlanda, os Russos em Chipre e nos países do Báltico, os Chineses em Portugal (EDP). Fará esta leitura algum sentido?

Isto é, há claramente uma pressão externa que força a destruição da UE e só assim é possível entender esta crise dominó que vai derrubando um a um.

Mas e internamente? Há interesse, fundamentalmente da Alemanha, em manter o Euro? E a Europa?

Confesso que não consigo ver uma saída para Portugal fora do EURO, mas dentro da Europa. E que consequências terá para nós o regresso ao Escudo?

PC e BE estão já a fazer caminho nesta reflexão – será que o PS poderá ir por aqui na construção de uma alternativa real à TROIKA?

Nota: alguém sabe explicar qual é o problema dos russos terem o dinheiro nos bancos de Chipre?

Governo já temos

pessoas para abate

 

Fábrica de Carnes em Santarém recruta trabalhadores para abate de animais.

O Grande Orientado

Lixo Político e HumanoFaça-se-lhe justiça: o Absoluto Desavergonhado sempre se orientou. Orientou-se, fodendo-nos o Presente e o Futuro, pois uma coisa seguia paralelamente à outra. Luxo. Barriga. Lábia de fajuto.  [Read more…]

The Dark Side of the Moon

Fez hoje 40 anos que saíu, eu apanhei-o mais tarde, numa das esquinas da minha vida

dodo…dede….

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O pequeno Chipre e as imensas trevas do ‘euro’

Houve 1,2 milhões de Austríacos que prestaram serviço durante a guerra nas unidades alemãs. Os Austríacos estavam sobre-representados nas SS e nas administrações dos campos de concentração. A vida pública e alta cultura austríacas estavam cheias de simpatizantes do nazismo. Por exemplo, 45 dos 117 membros da Orquestra Filarmónica de Viena eram nazis (enquanto a Filarmónica de Berlim tinha apenas 8 membros do Partido Nazi em 110 músicos).

Tony Judt em ‘Pós-Guerra – História da Europa desde 1945’, página 77

Esta citação, destinada em especial aos mal-informados ou mal-intencionados, serve para demonstrar que a sintonia e a concertação entre Austríacos e Alemães têm constituído, de facto, um fenómeno da História desde há muito – o próprio Thomas Mann, alemão e Nobel da Literatura, faz referência a essa cumplicidade em ‘A Montanha Mágica’.

Consequentemente, e na voracidade com que os actuais líderes Alemães e Austríacos estão empenhados em alimentar a turbulência da UE e da Zona Euro, a partir da descapitalização e necessidades de financiamento da banca cipriota, não é surpreendente a seguinte revelação do ‘Expresso’:

Marcando já terreno, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirma  no “Welt am Sonntag” que “não será chantageado por Chipre”. Entretanto, também,  Ewald Nowotny, o, o governador do Banco Central da Áustria, repetiu, na edição de  fim de semana do jornal “Oesterreich”, o argumento da chanceler alemã Ângela  Merkel que o “modelo de negócio” de Chipre é insustentável. [Read more…]

Notícias do PIB

PIB

Leica

leica

Leica é a máquina que queremos ter quando formos grandes, embora a maioria de nós não o consiga. Leica é a máquina que todas as outras máquinas querem ser quando forem grandes, embora nenhuma consiga. Há quem pense que é um luxo, mas, fora alguns exemplares criados para coleccionadores desvairados, as Leicas são caras – muito caras, ai, ai – porque são incrivelmente boas, porque estão à beira do que é humanamente possível fazer de melhor nestes domínios.

Sempre foi assim. Há quarenta anos, um administrador da marca, admirando filigranas minhotas, teve a intuição de que a gente que fazia aquelas peças delicadas e magnificas seria a ideal para fazer os seus complexíssimos sistemas ópticos e máquinas fotográficas. E assim acontece desde então. Nas mãos dos melhores fotógrafos do mundo estão Leicas feitas em Portugal. A marca, contra as expectativas reinantes, acaba de inaugurar mais uma fábrica em Vila Nova de Famalicão, num investimento de dezenas de milhões de euros apostando, mais uma vez, em mão de obra de qualidade. Nos tempos que correm, esta é uma boa notícia. E lembra-nos que certos anti- germanismos generalizantes que andam por aí deviam pensar melhor. Os preconceitos nunca acertam.

Leixões e Ribeirense a caminho da final

Está aí a segunda volta da fase final do Campeonato Nacional de Voleibol Feminino.volei2

O Ribeirense (Açores) está no primeiro lugar e das três equipas do grande Porto que procuram um lugar na final, o Leixões aparece com maiores possibilidades de lá chegar.

Hoje, domingo, joga-se o segundo jogo da 4ª jornada dupla – ficarão a faltar 4 jogos a cada equipa – no Castêlo da Maia, às 15h, a equipa da casa recebe o Leixões. Nos Açores o Gueifães tenta manter-se na corrida.

Para as próximas semanas teremos a visita das Açoreanas a Matosinhos e os jogos do Leixões, também em casa com o Gueifães. Claro que também teremos os jogos, sempre em dose dupla por fim-de-semana: Castêlo / Gueifães e Castêlo / Ribeirense.

Combate ao abandono escolar por Daniel Sampaio

A redução do abandono escolar é uma conquista, mas não pode fazer esquecer a realidade do insucesso, da indisciplina e das dificuldades emocionais que, infelizmente, caracterizam o quotidiano de muitas crianças e jovens das nossas escolas. Por isso, não pode estar certa a ideia de dispensar, por exemplo, cem professores, muito menos a de mandar para o desemprego dezenas de milhares. A não ser que se deseje ficar mesmo sem professores.

Na Revista do Público de hoje, um artigo de Daniel Sampaio que vale a pena ler.

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Desculpe, foi você quem pediu para ficar de cócoras?

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Ponto prévio: nunca despi um(a) polícia nem o(a) pus de cócoras. Desconheço, por isso, que pena teria de cumprir se o fizesse.

Outro ponto prévio: já andei pendurado em eléctricos. Felizmente, não nas Mercês, por isso, nunca nenhum(a) polícia me despiu ou pôs de cócoras. Desafio, aliás, qualquer dos meus pares a jurar que nunca andou pendurado em eléctricos, ou, pelo menos, não teve essa tentação, que não concretizou por medo, apenas… [Read more…]

Estado da nação

inauguracao joana vasconcelos
Fotografia de Carlos Vaz Marques Graça Costa Pereira na inauguração da mostra de Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda, do telemóvel para o Facebook.

Putos de 21 e 22 anos

Nomeações destas é merda de garotada. Certa múmia dissertou uma vez sobre a boa e a má moeda. Devia ser disto que falava. Ver também este post.

Estratégias Editoriais

Eu abro uma casa de chá cor-de-rosa num aglomerado residencial com 10 mil habitantes. Conquisto a simpatia e a visita de, digamos, 10% do Bairro, que passa a frequentar o meu estabelecimento.
Um investidor olha para o meu negócio e para os meus clientes e acha que o que dá para um dá para dois. E vai daí abre uma casa de chá cor-de-rosa e assim consegue dividir os meus 10% ao meio, ficando cada um de nós com 5% dos moradores do bairro.
Se tivesse aberto um café azul iria conquistar o seu próprio público, constituído por aqueles que não gostando de casas de chá cor-de-rosa todavia apreciam cafés azuis.
Eu manteria os meus 10% e ele “criaria” um mercado novo de outros 10%. Entre ambos passaríamos a ter 4 mil clientes em vez dos 2 mil da primeira hipótese.

Assim estão as televisões e os OCS nacionais. Copiar o do lado e partilhar públicos é que é. Criar novos é muito arriscado!

Empreendedorismo no seu melhor.

Distracção

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Quem tem Joana Vasconcelos não precisa de photoshop

Inauguração da exposição de Joana Vasconcelos, no Palácio da Ajuda, ontem.

(Fonte: Presidência da República)

Falem mal de mim, mas falem…

A receita é antiga. Nada como uma boa polémica para vender, principalmente em tempos de crise. Aparece sempre alguém disposto a desempenhar o papel de idiota útil. As feministas moderam o isco…

Azar Nacional. Olho Velhaco. Beiço Belfo

Há tesão no ar. A tribo de conas que um dia viu a aparição Sócrates e se prostrou para sempre perante tamanho dinamismo de assaltante de Bancos já não contém os esfíncteres: ele voltou! O meu problema é como me defender da lei gravítica de postar a esse respeito. Temos excesso de comentário político nas TV, a disputa de share é renhida. Organizar a minha agenda de paciente espectador torna-se-me um desafio cruel. Entre o olho velhaco de Sócrates e o beiço belfo de Marcelo, andarei numa fona para comentar o comentador do comentador, pelos oito dias da fugaz semana.

Nunca desejei a morte de ninguém e menos ainda a de Sócrates. Juro. De resto, em casos como o dele, seria necessário morrer mil vezes por minuto para compensar imperfeitamente o impacto brutal de semelhante criatura na vida de milhões de portugueses. Sócrates foi a verdadeira praga de gafanhotos sobre a colheita verde e fresca de uma Nação tosca. Somente um pulha e miserável para não reconhecer o grau de sofrimento e devastação deixado para atrás. Também, repito, não estou, nunca estive, apostado em que deixasse de falar com os amigos, de consultar a internet, ler jornais, ver televisão, enfim, ver a merda que fez, actos e efeitos pelo quais todos os dias é justissimamente atacado, caluniado com a verdade, responsabilizado a doer e no entanto em vão por muitas das desgraças e petas perpetradas ao País a sangue frio em conluio com parte da Banca nacional sem escrúpulos. [Read more…]

Perseguição

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Mulher polícia perseguindo miúdos que tomavam banho em Hyde Park, Londres 1926

Cidadãos da Lusa Bizâncio

PS pró caralhoAcreditai! Se o Morcão Seguro apõe uma Moção de Censura à Naviarra do Coelho, isso quer dizer «alternativa». [Read more…]

António Borges, o economista de puro sangue lusitano

António Borges, economista de puro sangue lusitano, portuense com raízes em Alter do Chão, é figura de que os jornais se servem, ao mesmo ritmo, que a capa da ‘Playboy’ nos lança as provocações corporais das Irinas, Alines, Vanessas, Tamaras, e de outras frutas, oriundas dos quatro cantos do mundo. Há, todavia, uma diferença de tratamento . Elas variam, ao passo que o Borges é único e insubstituível.

A  ideia com que fico é de, à míngua de acontecimentos para noticiar e ao excesso de espaço disponível, Borges é um daqueles que está sempre à mão e dá jeito usar a qualquer redacção e editor. Hoje, foi a vez do ‘Público’ que, entre outras qualificações, lhe chama  ‘economista controverso’. Ignoro se se trata de linguagem codificada e controverso, neste caso, significa ‘cretino, descarado e bem na vida’.

Traga-se à memória este artigo, na coluna ‘É preciso topete’, de Paulo Gaião, no ‘Expresso’, criticando declarações controversas (ou cretinas), das quais damos os seguintes exemplos:

(I) diminuir salários não é uma política é uma urgência (II) a política tem de permitir aos políticos ter uma vida razoável. Não consigo  perceber como é que alguém com o estatuto de um secretário de Estado consegue  viver com os ordenados que eles vivem (III)A grande maioria das pessoas que está nas empresas não pode ir para o Governo.  Veja-se este escândalo pateta do tipo do BCP que foi para a Direcção-Geral dos  Impostos […]

Há que estender a passadeira vermelha aos dislates do Borges, conselheiro do governo de Passos Coelho, em acumulação com a função de vendedor das jóias da coroa (TAP, Correios e Águas de Portugal). Quando tudo estiver vendido, entraremos no paraíso montados num puro sangue lusitano. Cretinos mesmo!

I’ll be back

terminator - I'll be back

A guerra começa na quarta com uma entrevista. Servirá para quê? Para dizer o que ele faria no lugar de Seguro ou para assegurar que os sucessivos PEC que estava a implementar trariam um caminho diferente do de Passos Coelho? É irrelevante. Em 2008 ele podia não ter nacionalizado o BPN nem ter estoirado o dinheiro que estoirou na Parque Escolar e nas autoestradas. Fê-lo e agora tudo o que disser será mera propaganda pechisbeque.

Resta saber que PS está por trás destas manobras de preparação das eleições para Parlamento Europeu, se o Partido de Seguro, se o Partido de Sócrates. Independentemente dos jogos palacianos, os socialistas respiram de alívio: desviando a atenção do governo, o risco de irem já para o governo baixa.

Is it *hironic? Isn’t it ironic?

Em meados dos anos 90 do século passado, era frequente ouvir-se uma pergunta muito concreta de Alanis Morissette: “Isn’t it ironic?”. Apetece responder: “Sim, Alanis, é ironic, mas há quem discorde”.

Àquele que partiu

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Antes do luto, saboreie-se a inteligência do homem que partiu.

Foram 95 anos doados à causa pública, como cidadão exemplar, como linguista, crítico e literato. Até como académico, que sempre se recusou a ser.

Diziam que era um homem bom, eu reconheço que foi um padrão seguro para tantos que, como eu, ainda conservam nas suas estantes a inultrapassável História da Literatura Portuguesa, de que foi coautor. Para todos aqueles que se reveem na literatura como alfobre dos saberes e da identidade de um povo.

E saúdo o idealista que nunca fez das perseguições de que foi alvo, por ter uma alma livre, um muro de lamentações.

Boa viagem, Óscar Lopes.

E não lhe posso chegar

tenho barcos, remo

Mobilidade Especial via Paris

Agora já percebi! Finalmente, ufa!

Vejamos: Sócrates, que foi primeiro antes de ser engenheiro, seguiu a dica do Relvas e foi atrás de uma oportunidade lá fora, creio que em Paris. E o sucesso é total – depois de dois anos com horário zero na cidade Luz é colocado, em Mobilidade Especial, na RTP. Creio que, também neste caso, há mão do Relvas – como diz o Pacheco Pereira, é melhor ter o mal ao virar da esquina. [Read more…]

Sócrates, RTP, a Insolência e o Despudor

Não foi o cidadão hoje desempregado ou emigrado, em vias de uma rescisão amigável na Função Pública, com os subsídios decapitados ou envergonhado dos últimos capítulos de um abismo nacional anunciado por Gaspar que decidiu abominar Sócrates unilateralmente. Sócrates fez-nos o favor de mostrar o que é a corrupção moral na Governação. Foi ele que nos ensinou o que é a desonestidade. Foi ele que levou o abespinhamento à sua mais contumaz manifestação como forma estéril e estúpida de estar no Poder, fazendo da confrontação impostora e gratuita a manobra de diversão perfeita enquanto decorria o infinito abichar de comissões à pala do Poder Político, que explicam Paris e explicam o enriquecimento ilícito que a Lei não persegue.

Propaganda esmagadora e burla em doses cavalares deveriam chegar para nos foder a todos. E chegaram. Não é à toa que António Costa e Francisco Assis qualificam a despudorada contratação de Sócrates pela RTP enquanto ‘comentador político’, outro comendador do Regime Putrefacto, como algo que não parece boa ideia. É uma ideia parida por aflitos e desmiolados, só pode. [Read more…]

Tomem nota: 7 e 10 de maio são os exames

Poderá e deverá ser um excelente dia para ficar em casa!

Ao Coelho, ao Belmiro e a todos os neo-esclavagistas

Com dedicatória no verso, cujo texto por linguagem rude e perversa, mas sincera, não divulgo, ofereço este vídeo a Pedro Passos Coelho, Belmiro de Azevedo e a todos os neo-esclavagistas do mundo:

Trata-se de representação teatral, dramática e realista, de um actor norte-americano. A mensagem é universal e critica o desumano mundo em que vivemos.

O Coelho, na AR, defendeu que a redução do “salário mínimo nacional” criaria aumento do emprego. Imagine-se que uma empresa reduziria em 10% o SMN a 100 trabalhadores. Segundo a teoria do PM, no dia seguinte, aumentaria para 110 o n.º de trabalhadores. Em que obra ou modelo macroeconómico se baseia para fundamentar a tese que divulgou no parlamento. É matéria complexa, apenas ao alcance de detentores de insuperáveis saberes.

A seguir veio o Azevedo e afirmou:

Se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém, [Read more…]