O regresso

antero38

Jornalismo neurótico

Não vou comentar o desempenho de Sócrates. Haverá muito quem o faça e a minha opinião negativa sobre a personagem não deixa dúvidas. Mas dispus-me a ouvir. Não há possibilidade. O revoltante jornalismo por encomenda de entrevistadores que se portam como aqueles cães pequenitos que ladram constantemente por tudo e por nada, que nos dão umas ferraditas nas calças em regime de toca e foge, na ânsia de agradar ao dono, não o permite.

São jornalistas fala-barato, que adoram ouvir-se e não suportam a fala do interlocutor, não lhe permitem um minuto seguido de argumentação. Pensam eles que estão a ser duros. Estou a vê-los no bar lá do sítio, gabando-se aos seus comparsas de que “torceram” o inimigo. Mas, no fundo, estão só a ser incompetentes e grosseiros para com o entrevistado e, sobretudo, para connosco, o público.

Uma entrevista dura e exigente não é nada disto. Exige gente preparada a sério, que saiba pôr questões pertinentes e implacáveis, mas que saiba, também, ouvir o entrevistado no sentido de, a partir das suas respostas, o interpelar sem concessões mas, também, sem provocações infantis. A entrevista de Sócrates foi insuportável. Mas, sejamos honestos, desta vez a culpa não foi do ex-primeiro ministro mas dos jornalistas que nem sequer perceberam a encomenda que, mais que provavelmente, os seus mandantes lhes fizeram. No fim de tudo isto quem me lê deve estar a pensar que estou solidário com Sócrates. Não se trata disso. É que este tipo de jornalismo não o atinge só a ele, nem principalmente a ele. Por isso, protesto. Como cidadão que quer os direitos respeitados.

Avariou…

tv avariada

… a ver vamos se ainda está na garantia. Terão já passado os dois anos?

#socratesrtp E o BPN, pá?

Digam-me o que eles não perguntam e responderei quem são.

#socratesrtp

PEC 4: a troika sem troika é que era porreira, pá.

Os professores explicados aos não professores

Ser Professor é um problema, principalmente, quando queremos explicar o que se passa com os professores aos que não são professores.

Prometo que não vou contribuir para a retórica da classe de que se trabalha muito, de que se leva trabalho para casa, que…  Vamos esquecer isso tudo e olhar para o momento com um outro olhar – o olhar de pai.

Vejamos:

– de acordo com o Sr. Ministro Nuno Crato teremos em Portugal cerca de 105 mil docentes nos quadros e, um pouco mais de 10 mil contratados. Ou seja, em menos de 600 mil funcionários públicos, temos cerca de 115 mil professores. Logo, quando o Governo tem como prioridade despedir pessoas (há quem lhe chame poupança) diria que, 1 em cada 6 terá que ser professor.

– nos dois últimos anos o MEC recorreu a duas armas: despediu docentes a contrato e empurrou mais uns milhares (20 mil) para a aposentação.

Aparentemente, nas Escolas, do ponto de vista dos pais, continua tudo a correr com relativa normalidade. Mas, então, isso significa que Nuno Crato tinha (tem!) razão quando dispensou tantos Professores? [Read more…]

É a narrativa pá!

Narrativa, narrativa, narrativa, narrativa, narrativa, narrativa…

É que é tudo mau

O que concluo desta entrevista de José Sócrates é que um curso de filosofia de dois anos em Paris não serviu para o senhor aprender coisas que pudessem modificar o seu discurso/maneiras/pensamento etc. Continua exactamente na mesma. É quase assustador. Anda uma pessoa a pagar propinas para isto.

Ligar

entrevista-socrates-rtpAo contrário do que pressagia o João Paulo, é tempo de ligar.
@ Campanhã.

Desligar

Acho que está na hora!

desligartv

As incoerências de Cavaco Silva

O Presidente da República, o Mais Alto Magistrado da Nação, tem estado a exercer uma função marcada por níveis qualitativos de desempenho e imagem dos mais baixos, no conjunto das ‘performances’ de todos os Chefes de Estado pós-estabilização da democracia – bem sei que sondagens são meras sondagens, como argumentam políticos e comentadores; porém, se este conceito é verdadeiro para o actual presidente, também o deveria ter sido para os antecessores no cargo.

Na visita a uma empresa de peixe congelado, criticou:

jogadas político-partidárias que não acrescentam um cêntimo [à economia] [Read more…]

Globalização das lojas vazias no País dos pobrezinhos

Goran-Divac_Cavalo-de-troia

Embora os governantes estejam constantemente a apregoar as políticas de apoio ao desenvolvimento económico do País (as que ainda hão-de vir, dizem), a verdade, clara como água límpida, é que a economia portuguesa está de rastos. Sabêmo-lo todos, nós os seus moribundos e ex-consumidores frenéticos – nós os aburguesados dessa opulência doce e gorda que sucedeu sem transição à miséria endémica que vemos agora a espreitar no horizonte miserável e familiar daquilo a que chamamos destino. No entanto, acabo de descobrir a que ponto isso é verdade e grave. Se já me tinha apercebido do estranho fenómeno que transformou, desde o passado dia 1 de Janeiro, a facturação com ligação directa ao Ministério das Finanças numa ida aos infernos para a generalidade dos comerciantes, [Read more…]

Passos Deve Demitir-se. E já!

nada mudarOs resultados da política deste Governo são para esquecer no estrito âmbito da economia. Talvez nenhum outro fizesse melhor no plano financeiro, mas isso só sublinha a completa e execrável actuação no plano mais importante de todos numa governação vinculada a um Povo e honesta para com ele, que a possibilitou: proteger e salvaguardar as pessoas, evitar, com o máximo de empenho possível, um empobrecimento aviltador e indigno dos mais vulneráveis. Creio que Passos foi dando mostras de um vazio e uma insensibilidade que, no fundo, repetem tudo quanto passámos e suportámos com José Sócrates. Num, a corrupção de Estado, intrincada, enraizada, tentacular, sufocante, ambiciosa, insaciável, grotesca. Noutro, a frieza, a traição à palavra dada, a mentira banalizada, a lentidão na velha reforma do Estado, e um tipo de desprezo pelas pessoas concretas, que Sócrates nunca disfarçou, traduzido em boa parte das medidas e das políticas covardes e consecutivas do que vinha de trás, do Acordo Porcográfico à plácida não hostilização do que de pior e mais negro corrompeu e passou impune no socratismo. Passos é, por assim dizer, um continuador e um conservador do Sistema Político-Partidário Putrescente que José Sócrates levou à perfeição, sistema que enclavinha e estrangula o Regime, sistema que resume e rasura o Regime. Passos veio para não mudar coisa nenhuma. Passos é Sócrates. Downgrade dele. [Read more…]

Há quem nos diga que os porcos voarão

Santana Castilho *

1. Quando, em dois de Janeiro passado, antecipei nesta coluna o descambar da situação do país, logo no fim do primeiro trimestre da execução do orçamento de 2013, não fui original. Tão-só acompanhava a voz dos que não acreditavam que algum dia os porcos voassem. Aumentou o desemprego. Cresceu o défice e a dívida. Galoparam a recessão e o sofrimento dos portugueses. E, enquanto a realidade evidencia que nenhum problema foi resolvido e todos se agravaram, há quem diga, de cara dura, que é uma questão de tempo, que sim, que os porcos voarão.

2. Crato regressou da sua viagem à volta da Terra, em 14 dias, depois de a troika ter aviado a sétima avaliação. Fez bem. Assim, a troika decidiu por ele, sem lhe perguntar se concordava com a chuva. Nada do que se passa, aliás, depreende-se das declarações do ministro à chegada, tem a ver com ele, porque, disse, “… o mundo está a mudar muito depressa …”, “… a situação política é volátil …” e, além disso, “… não há nenhum ministro que decida tudo por si…”. Querem razão mais científica e tempo mais propício para um saltinho à China, Chile e Brasil?

3. E que se passa, afinal? [Read more…]

Sexo-Emboscada

Há quem perca a cabeça só para lhe sentir o cheiro enganador. [Read more…]

O espião que voltou para o quentinho

não será excedentário?

Zona Euro, o frenético desatino

Por imperativos de ordem familiar, mas profissionais, lembro-me do relato de comportamentos de doentes mentais hospitalizados. Um dos que me ocorre é o desassossego intenso e colectivo, despoletado subitamente por um único dos internados – na altura seriam no mínimo 40, por enfermaria.

Toda aquela gente é atacada por violenta perturbação. Os incidentes fundavam-se, é evidente, em razões patológicas mentais: o grupo era, pois, atormentado a partir de um pesadelo, de alguém que gritava, gesticulava, ofendia e chegava a agredir os companheiros, incluindo os enfermeiros e outros profissionais.

Tudo isto vem a propósito das declarações de Jeroen Dijsselbloem, novo presidente do Eurogrupo, ao assegurar que ‘o modelo aplicado em Chipre de confisco de 30 a 40% de depósitos acima dos 100.000 se tornará regra para outros países com bancos em situações semelhantes’ – a D. Merkel para escaldar a polémica, e em clara defesa dos investidores alemães, valeu-se do argumento de falsa solidariedade com os contribuintes… enfim, disparates e desconchavadas justificações mal sintonizadas. [Read more…]

Clarice Falcão, uma cachopa que sabe a chocolate

Não sei de cantora que tão bem o amor trate, na minha língua.

(lista de reprodução para ouvir até ao fim ou fugir já)

Cada vez soa mais a governo à beira da demissão

O descaramento nas nomeações continua. Um claro assegurar tachos aos amigos.

Os “grandes depósitos”

A União Europeia prepara-se para arrasar Chipre com medidas ainda mais gravosas que aquelas que, há dias, indignaram todas as pessoas decentes. As fronteiras, neste caso, nem são as que separam direita e esquerda. A medida é de uma estupidez insana, qualquer que seja o volume dos depósitos atacados, por razões que, de tão óbvias, me dispenso de enumerar. Todavia, não sei se sou eu que estou a ver coisas, as manobras de comunicação passam por referir até à náusea “os grandes depósitos”, dando à canalhice uma espécie de simulacro de justiça social e tentando despertar a inveja que se recolhe, larvar, em muitos espíritos.

Estas referências aos “grandes depósitos” aparecem misturadas com as que são feitas à oligarquia russa, à lavagem de dinheiros, ao paraíso fiscal (como se o núcleo de poder de UE não estivesse cheio deles – mas são os “bons”, são do norte). E como se unifica isto tudo? Qual é o conceito de milionário com que opera a maioria dos nossos jornalistas e os tartufos políticos? São os depósitos de mais de cem mil euros. Quer dizer: as poupanças de uma vida de uma família de classe média-média (igual a metade do ordenado mensal de alguns dos nossos gestores, uma fracção do que recebem alguns CEO só por serem transferidos, uma semana de ordenado de um bom – mas não dos maiores – jogador de futebol, alguns minutos de lucro de alguns “investidores”, alguns segundos de outros e por aí fora) são consideradas riqueza ao nível dos depósitos de milhares de milhões. [Read more…]

Ó redundante Sr. Costa 2,3% ainda é curto, upa!, upa!

carlos costaCarlos Costa, governador, apresentou o Boletim Económico da Primavera do BdP, destacando a previsão de queda de – 2,3% no PIB para este ano. O ‘Público’ adita algumas informações de pormenor, mas relevantes.

Impressiona-me observar que,  várias instituições e  os sábios líderes, apoiados por técnicos e estruturas de dimensão considerável, saiam a público para transmitir com estridência informação que já sabíamos – além da ‘troika’, Vítor Gaspar também já havia anunciado a previsão de quebra este ano de – 2,3% para o PIB.

A este  repetir de comunicação do que outro tinha comunicado chama-se redundância. No mínimo, é censurável e controverso que, de várias fontes pagas pelos contribuintes, existam diversas entidades a realizar o mesmo trabalho. O facto é ainda mais controverso, porque os líderes comunicadores, em outras ocasiões, não se fatigam de reclamar que o grande desafio a empresários e trabalhadores portugueses se centra no aumento da produtividade. [Read more…]

Quero mentiras novas

figasEm plena semana pascal, enquanto a Europa versão euro falece em Chipre e as putas dos costume defendem Markel porque ainda não tinham nascido quando os pais defendiam Hitler, anseio pelo 1º de Abril.

Marcelo Rebelo de Sousa é basicamente um mentiroso compulsivo, a política, entendida aqui como o jogo do rotatitividade do poder e dos interesses, circula-lhe nas veias a uma velocidade estonteante, e ele nem repara nisso. Por isso mesmo é o mentiroso mais bem pago em Portugal, e ninguém se escandaliza com o facto, que o coloca de resto a caminho da sua outra especialidade, a derrota eleitoral, nas próximas presidenciais.

Os máximo que as televisões portuguesas concedem em termos de pluralismo políticos (a que todas estão obrigadas) é oferecer a outro caramelo do mesmo quilate mas sempre do outro partido de alterne o mesmo tempo de antena. A comunicação social em Portugal funciona na roda livre dos negócios (olha o António Vitorino), não cumpre os seus deveres (que eu saiba nenhum partido ganhou a concessão de um canal de tv), e ninguém repara nisso.

Neste mesmo país aquele que era até há bem pouco tempo o pior dos chefes-de-governo pós-74 regressa hoje de um breve exílio. É obviamente um direito seu, e claramente uma opção sua que demonstra o que é: um carreirista irresponsavelmente ambicioso, sem escrúpulos de se exibir contra todas as evidências do efeito que vai causar. [Read more…]

Por favor, onde fica o gabinete de ajustes directos?

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Não deixa de ser interessante que, em antecipada pré-campanha para as autárquicas, comecem a ser revelados alguns pecados da actual gestão em algumas autarquias. Uns, veniais, coitadinhos; outros, cabeludos como o diabo.

Mas não deixa de ser interessante, também, a forma como o vulgo reage às notícias.

Estava eu integrado, por vizinhança, numa conversa de café, daquelas que surgem ao cair da bica (minha singela homenagem ao linguajar da capital) quase sem nos darmos conta. Está-se a falar do tempo, da bola, das pernas da Maria, e, de repente, é um refastelar de críticas à política.

Raramente os argumentos são os mais salutares, o que mais interessa à causa pública, não se cura de saber como as coisas acontecem, só que acontecem, sempre para o mesmo lado, ora dos bons (poucos) ora dos tratantes (a maioria). Mas sempre o mesmo lado político consoante a circunstância. É a circunstância que escolhe o lado, não a militância. E a suprema discussão está tantas vezes na razão inversa da importância do que se discute. [Read more…]

As Gueixas de Sócrates e o seu Mulo Híbrido

gueixas de SócratesNão posso dar descanso ao tema que a tantos irrita eu aborde, não só porque tenho alívio e consolo nele, mas sobretudo porque as gueixas de Sócrates não dão descanso ao assunto. Dizem as gueixas de Sócrates que há uma reacção da Direita Portuguesa à figura patranhesca e piranhesca de José Sócrates. É falso. Há uma reacção transversal e vertical de rejeição a Sócrates. A Esquerda Portuguesa, prefigurada pela Igreja PCP, odeia Sócrates pelas políticas de Direita, pelo rapadorismo infrene dessa governação, por ter, em suma, criado todas as condições para o Pacto de Agressão, hostilizando os comunistas gratuitamente; o BE, esvaziado de bandeiras pelo hibridismo oportunista e rançoso dos gays e abortistas socratistas, odeia Sócrates por ter sido humilhado bastas vezes na caricatura em que, com Sócrates, consistiam os debates pesporrentes na Assembleia da República. Sócrates gritava mais alto. Sócrates era o mais histérico. Vencia debates após debates à conta do campeonato de decibéis. Louçã era atirado ao pó e à humilhação. Em resumo: as gueixas de Sócrates deveriam saber que todo o espectro político nacional com dois palmos de testa e um mínimo de honestidade intelectual e política abomina Sócrates por causa de Sócrates, para quem todos os fins justificavam os meios. [Read more…]

É na Terra, não é na Lua…

… que se podem ver em streaming os melhores documentários europeus sem gastar um tostão e de forma legal.

O celebrado “É na Terra, não é na Lua” de Gonçalo Tocha, filmado na ilha do Corvo, é um deles e pode ser visto aqui.

Até domingo, seis filmes que se destacaram no Festival de Cinema Documental de Lisboa vão estar disponíveis.

sal

THE RISE OF THE SALT MOUNTAINS // COMO AS SERRAS CRESCEM (Orig.)
 DIR: Maria João Soares
2010 / Portugal / 28 min

Ajustes directos à moda do Porto

Ou da inutilidade das leis em Portugal (via O País do Burro).

“Vem aí a guerra, prepara-te”

cartazobedecerchefe

«Doce inocência, tranquila ignorância… (…) É este encolher de ombros que levou o historiador Ian Kershaw a escrever que “a estrada de Auschwitz foi construída pelo ódio, mas o seu pavimento foi a indiferença.» Por Ester Mucznik, na sua crónica no Público

Mexilhões serão mexilhões

Sucursais dos bancos cipriotas em Londres não fecharam, nem impuseram limites aos levantamentos. [Púbico]

O mais perigoso dos Euro-loucos & Cia.

três loucos

Holandês louco e burro

Jeroen Dijsselbloem, holandês na figura ladeado por Lagarde e Oli Rhen, depois de aprovada a operação de resgate do Chipre, garantiu:

O programa de emergência acordado para Chipre, segunda-feira, representa um novo modelo para a resolução de problemas de bancos da Zona Euro e de outros países que possam ter de reestruturar o sector bancário…

Consiste em penalizar com o corte de 30% os depósitos de valor acima dos 100.000 euros  – estima-se que 37% dos depositantes afectados sejam russos; porém, não devem ignorar-se que, no Chipre, existem cerca de 70.000 residentes britânicos, permanentes, intermitentes ou fictícios, assim como cidadãos de outras origens – espanhóis, italianos ou mesmo portugueses.

Não é despiciendo que, entre os visados, existam muitos cidadãos cipriotas que, com poupanças de 110.000 ou 120.000 euros, por exemplo, sofrerão substanciais reduções nas poupanças, no momento em que o Chipre entrará, fatalmente, em crescente e profunda recessão. Nada garante que, nos impactos desta e das habituais medidas da ‘troika’, haja reformados que, além do confisco da poupança, venham a ser atingidos por cortes de prestações sociais – pensões, reformas e outros subsídios. [Read more…]

Paraquedas via rede

Ser natural ou habitante de uma terra não constitui condição suficiente para ser um bom autarca. Mas, conhecer o local a que se candidata, nas suas diferentes dimensões, é uma condição sine qua non para poder ser uma opção válida para os eleitores. E, sou dos que pensa que ver Gaia pelo Google Earth ou estar cá e sentir o pulsar da terra não são bem a mesma coisa.

E, hoje, com o recurso às redes sociais podemos perceber muitas coisas e à distância de um ou dois cliques conseguimos revelar aos nossos 100, 500 ou 5000 amigos o humor com que acordamos, a alegria pela vitória do nosso clube, a opinião relativamente a um assunto, o gosto por determinado relógio ou restaurante e podemos até, através de uma aplicação instalada no telemóvel, revelar o local que acabamos de visitar. Aliás, as pessoas gostam de mostrar quando estão num lugar único ou agradável, num local que lhes é querido, que tem uma importância especial ou que tem um determinado significado. Pode dizer-se que há inclusivamente uma certa sensação de realização quando fazemos o check-in em determinados locais.

Por isso, podemos com relativa facilidade perceber por onde andaram, por exemplo, os candidatos a uma autarquia  – claro que podemos ver isto como uma espécie de big brother, mas a exposição pública tem destas coisas, que é como quem diz, quem anda à chuva molha-se. E, sabemos também, que isto está longe de ser uma ferramenta exaustiva – digamos que é uma amostra de mercado… [Read more…]

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