«A ideia original não era má, quando se começou a espalhar passou a ser perigosa e quando foi adoptada por tudo e por todos passou a ser uma desgraça». Será que Ricardo Costa se refere ao Acordo Ortográfico de 1990? Terá “a ideia original não era má” alguma coisa a ver com o “tudo começou em 1967, em Coimbra”, do excelente ensaio de Fernando Venâncio? Estará o “quando se começou a espalhar passou a ser perigosa” de algum modo relacionado com a forma como o Poder tem ignorado aquilo que sobre o Acordo Ortográfico de 1990 tem vindo a ser denunciado na praça pública? Será que o “quando foi adoptada por tudo e por todos passou a ser uma desgraça” se refere à Choldra Ortográfica em geral ou ao Diário da República em particular? Perdão, terei eu próprio escrito “Acordo Ortográfico de 1990”? Acordo Ortográfico de 1990? Aquele cuja aplicação está a ser acompanhada pela Assembleia da República? Aquele que o Expresso ia adoptar? Ricardo Costa é director do Expresso? E não adopta o Acordo Ortográfico de 1990? Será que o director do Expresso já assinou a Iniciativa Legislativa de Cidadãos e ninguém deu por nada?
Já um Isaltino não pode almoçar descansado
Anos a fio sem actuar, resolveram deter o homem ao almoço. Isaltino, em vez de bem almoçado, ficou exaltado, claro…
Não há tradução para português e não se fala mais nisso
De vez em quando, tão certo como dois e dois serem quatro, aparecem as objecções à TRR, emerge a enigmática figura da letra C em aflição e em aflito, projecta-se o espectro da corrente mais extremada do “anti-AO” (*) e intervêm os adeptos do “não há tradução” e do “não há palavra em português”. Dizer-se “não há palavra para X em português” ou “Y é intraduzível” é, amiúde, uma forma requintada de impressionar os indígenas e de disfarçar uma momentânea preguiça ou uma quebra de ânimo, preferindo-se o impressionante requinte ao taxativo “não sei” ou aos matizados “não me lembro” e “não me ocorre”.
Confesso que não estava à espera de ler Miguel Esteves Cardoso a achar que não há tradução para termo tão prosaico como fairness (felizmente, apesar de utilizar o termo propinas em inglês, Esteves Cardoso não o remeteu para o catálogo da intraduzibilidade). Por exemplo, há uns anos, depois de quatro shallows, Vasco Pulido Valente lá acabou por se lembrar de superficial. Esqueceu-se foi o jornalista de lhe recordar que, afinal, sempre havia tradução. Contudo, para nosso descanso, no título da entrevista, adoptou-se a versão portuguesa.
(*) Em meu entender, José Mário Costa atribui uma imerecida relevância a inócuo artigo que escrevi no Público, em Junho de 2011 (acrescento que, na versão em linha, há dois parágrafos, nos quais discorro acerca da introdução de 1949 do Was ist Metaphysik?, de Heidegger, escrito vinte anos antes). Aliás, certamente por lapso ou distracção (o depoimento tem vinte e seis notas), José Mário Costa esqueceu-se de indicar o artigo. Felizmente, o artigo, aludido, mas não referido, decerto por lapso ou distracção de José Mário Costa, pode ser encontrado através do Google. Basta procurar “greve na CP para comboios em todo o país” e aparecem quer a notícia, quer o artigo, quer a alusão sem referência de José Mário Costa.
Actualização (08/10/2013): Hiperligação em “não sei”.
De regresso ao passado
Por Santana Castilho
1. Nuno Crato, antes de ser ministro, tinha um farol para a Matemática: o TIMMS (Trends in International Mathemathics and Science Study), programa prestigiado internacionalmente, que, de quatro em quatro anos, mede os resultados do ensino da Matemática, num conjunto extenso de países. Clamava pela necessidade de entrarmos nessa roda, onde, em 1995, ocupámos um dos últimos lugares. Talvez por isso, ficámos de fora em 1999, 2003 e 2007. Voltámos em 2011, ano da Graça em que Crato passou a ministro e emudeceu em relação ao TIMMS. Porquê? Porque as pessoas que ele denegriu e os métodos que ele combateu fizeram história no seio do TIMMS. Portugal, em 2011, foi 15º em 50 países. Portugal foi o primeiro na escala que mediu o progresso: foi o país que mais progrediu no universo dos 50 classificados. Portugal foi melhor que a Alemanha, Irlanda, Áustria, Itália, Suécia, Noruega e Espanha, entre outros. E que fez Nuno Crato? Acabou com o programa de Matemática do ensino básico, que contribuiu para um sucesso a que não estávamos habituados. Substituindo qualquer avaliação fundamentada por juízos de valor, alicerçados no “achismo” que o caracteriza. Surdo à indignação dos docentes. Contra as associações de professores da disciplina. Com um comportamento autocrático, guiado pela sua nova luz: a do regresso às décadas do Estado Novo. [Read more…]
Esposas de Viseu não estão disponíveis
Saudades das esposas de Viseu. É pena ver um serviço público terminar.
E se de repente tiver vontade de dizer parvoíces sobre o desemprego
…isso é impulso jovem.
Passos Coelho criticado
Nem a propósito, agora que voltam ao ataque
SPA Rende 1 Cêntimo a Autor dos The Curimakers. Vergonhoso.
Só sei que estou vivo porque me esporrei
Calma, é só uma passagem do livro de Hugo Santinhos Pereira, «Quando dormes nunca te odeio», que a Caixa Geral de Depósitos pretendia oferecer aos seus clientes.
Uma passagem que, de resto, não tem nada de especial. E que não deixa de ser verdade. O Hugo Santinho Mendes só está vivo porque alguém se esporrou. É mesmo assim.
Pornográfico, isto? Mais pronográfica é a política do actual Governo para a Caixa Geral de Depósitos. Quem tem um instrumento como a Caixa para dinamizar a economia e insiste em ignorá-lo durante 2 anos é verdadeiramente pornográfico. Tão pornográfico que merecia sabem o quê? Perguntem ao Hugo Santinhos Pereira.
Um partido de banqueiros
Depois de ter criado o BPN, o PSD vai criar um banco de fomento. Déjà vu?
O Diletante e a Quimera, de Pedro Medina Ribeiro
Saíu hoje, Dia Mundial do Livro, o novo título de Pedro Medina Ribeiro.
Ainda não o li e não posso opinar sobre ele. Mas sobre a escrita bela, luminosa e transparente de PMR, posso.
A seu tempo, aquando da saída do seu primeiro livro, dei disso notícia no Aventar. Volto agora a fazê-lo a propósito de “O Diletante e a Quimera” com a certeza comprovada e consabida de que recomendo um grande escritor, de voz clara e cristalina, alheio a modas e contemporaneidades algo vácuas e fúteis, como se o nosso tempo não fosse plural e vário, como se não fôssemos quase todos tocados pela emergência do “hoje cheirando a amanhã” na actual configuração multimédia do mundo.
Por isso mesmo a escrita de Pedro Medina Ribeiro se impõe como “diferente”, por parecer alhear-se da necessidade imediatista de afirmar-se “moderna”, por ser sua, genuína e extraordinariamente bela, por nos remeter para um tempo que, paradoxalmente, transporta algo de intemporal. [Read more…]
O cê de ‘actual’, Expresso! O cê de ‘actual’!
Alguém, no Expresso, lê o Aventar. E faz muito bem. O Aventar é excelente. Já agora, retirar o acento à flexão verbal (pára —> para) e colar o ‘co’ ao ‘autor’, suprimindo o hífen, não chega. Falta o resto (ontem, tive o cuidado de indicar as palavras em ortografia portuguesa europeia com uns círculos azuis). Falta o cê de ‘actual’! Será por causa da Activa? Vá lá, mais um esforço . Está quase…
O concurso de professores e seu rabo de fora
O concurso de mobilidade interna, quadrienal, para professores do básico e secundário trouxe este ano mais uma novidade: há, mas não há, existe mas é um zero.
Tentando explicar a quem está de fora: não se trata de um concurso para “entrar na profissão”, ou que de qualquer forma contemple poupanças ao estado nessa disforme gordura chamada escola pública. Nada disso: normalmente existiriam milhares de vagas mas que seriam apenas acedidas a quem já está na profissão, e que assim se aproximaria de casa, já que numa tentativa de acabar com o nomadismo da vida docente sucessivos governos deixaram essa hipótese remetida para um de 4 em 4 anos, e vais com sorte. Absolutamente mais nada, a menos que as vagas superassem as 12000 (número que corresponde vagamente ao de professores sem horário na sua escola, mas que não coincide de forma alguma com ausência de horários, ous seja de trabalho), e eis que surgem 600.
Quer isto dizer? Qual é a ideia, não havendo poupança alguma? Chatear umas dezenas de milhares de pessoas? Penso que visa duas patifarias conjuntas. [Read more…]
Podia ter acontecido…
…a Sarah Palin meter a Tchetchénia na Rép. Checa? podia, mas desta vez foi puro humor somado à credulidade portuguesa.
280 mil euros?!
Sr. Bentley quase enrabava passarinhos na CGD.
Não é isso que os bancos nos fazem?!
Dia Mundial do Livro
Como hoje, 23 de Abril, se comemora o Dia Mundial do Livro, vale a pena aproveitar o dia para reflectir.
Portas compareceu à posse dos novos secretários de Estado
O requinte da deferência do Dr. Portas. O meu obrigado e votos de célere demissão.
9 em cada 10 clientes do mercado liberalizado são da EDP
Pois é, e eu que pensava que isto do mercado liberalizado era para estimular a concorrência…
Para onde vão os seus impostos, A Tale of Two Narratives

Há tempos, a long, long time ago, houve um governo que nos fez um desenho sobre o destino dos nossos impostos, mais concretamente, do IRS (como se IVA, taxas, ISP, cortes, contribuições extraordinárias, licenças, IMI, IMT, contribuições, etc., etc. não fossem igualmente impostos). [Read more…]
Como vai ser a tradução do WordPress para português?
Participe na sondagem para não ficar indiferente sobre este desacordo que nem pára nem arranca.
Um cagalhão pode ser secretário de estado?
Pode. Francisco Almeida Leite, o mentiroso do DN, recebeu os três dinheiros.
















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