Miguel Albuquerque expõe toda a sua admiração e vassalagem a Alberto João Jardim. Na Madeira, o regime será sempre o regime.
A distribuição de panelas no IV Reich
Existem 149 cargos de gestão de topo na UE, cerca de 1/6 (23) são ocupados por alemães. Os restantes 126 que se dividam entre os outros 27 países que constituem o império. E não se queixem, dá quase 5 lugares para cada um.
Contos para crianças IV: estabilidade no sector privado
“Insolvências de empresas voltam a aumentar no primeiro trimestre” (via Diário Económico)
Parece que a Alemanha precisa de mais emigrantes
Os nossos amigos da Fosun estão em todas
REN, Tranquilidade, Espírito Santo Saúde e, quem sabe, o Novo Banco, e ainda têm tempo para ir ali comprar o Cirque du Soleil. Eles andem aí!
esguichos de estupidez
Ontem esta notícia indignou-me, como imagino que tenha indignado todas as pessoas que tenham um cérebro e que conheçam minimamente o que podem fazer com ele. Tipo pensar. Tipo conhecerem os seus direitos (e deveres), entre os quais, os direitos e deveres das mulheres que amamentam e os direitos e deveres dos pais (mulheres e homens) relativamente à aleitação dos seus filhos.
Eu ajudo um bocadinho, recorrendo à notícia que antes mencionei:
«A dispensa para amamentação é um direito previsto no Código de Trabalho. O artigo 47.º prevê que a mãe que amamenta o filho tem direito a dispensa de trabalho para o efeito durante o tempo que durar a amamentação. No primeiros 12 meses, mesmo que não haja amamentação, qualquer um dos pais pode usufruir de dispensa de trabalho para aleitação até o filho perfazer um ano.
A dispensa diária é gozada em dois períodos distintos com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com o empregador. Está previsto que constitui contra-ordenação grave a violação do disposto neste artigo.
PME que contratem desempregados vão receber 80% do salário [*]
Lembram-se do tal governo que queria menos estado e que a recuperação estava a ser tão fantástica que o emprego estava a baixar a pique?
Arranca hoje o programa de estágios Reativar. O governo vai pagar pelo menos 65% do valor do estágio às pequenas e médias empresas que contratarem desempregados com mais de 31 anos. A ideia será reduzir o desemprego de longa duração. Mas nem todos acreditam na eficácia da medida que mantém remunerações baixas e os estágios só duram seis meses [**]. [TVI]
Ora, é o mesmo governo que aumenta o papel do estado na economia [***].
Aqui está, em todo o seu esplendor, a explicação da surpresa.
O ministro da Economia, António Pires de Lima, considerou hoje [07-08-2013] “surpreendente a forma como a taxa de desemprego se reduziu”, pedindo, no entanto, “cautela” na avaliação destes dados, uma vez que é necessário “expurgá-los do efeito da sazonalidade”. [DN]
Marco António Costa alveja o pé e o chefe
Foto: Fernando Veludo@Público
Houve um tempo em que Marco António Costa (MAC) era o nº 2 de Luís Filipe Menezes na CM de Gaia, um tempo em que a gestão camarária do PSD enterrou a autarquia em dívidas, quais socialistas a gastar acima das suas possibilidades. Desse tempo ficam as memórias de esquemas mil, e um nome salta à vista: Webrand, a empresa de comunicação no epicentro daquela a que a revista Visão chamou “A Face Oculta do PSD“, e que envolve não apenas Menezes e MAC mas também a referida empresa, o suspeito secretário de Estado Agostinho Branquinho, a NTM e a Gaianima.
Sobre o milagre do emprego III
“Portugal vai entrar na próxima década sem conseguir recuperar sequer metade dos postos de trabalho que foram destruídos durante o programa de ajustamento” (via Diário Económico)
Contos para crianças III: que se lixem as eleições
Arranca hoje mais uma acção de campanha da coligação PSD/CDS-PP com os olhos postos nas Legislativas. Não admira que as sondagens favoreçam o regime.
Um cavalo de Tróia chamado TTIP
Foto: Björn Kietzmann@Demotix
Passaram em branco na imprensa nacional as manifestações que se realizaram ontem em 22 países europeus contra o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (Transatlantic Trade and Investiment Partnership – TTIP). Apenas o jornal comunista Avante e o bloquista Esquerda.net fizeram referência à ocorrência.
A Euronews refere cerca de 200 manifestações um pouco por toda a Alemanha, com milhares nas ruas de Berlim, Estugarda, Frankfurt ou Munique, mas também em Bruxelas, Viena, Madrid ou Helsínquia. Refere também uma sondagem feita na Alemanha pelo YouGov que revela que 43% dos inquiridos acredita que o TTIP terá um impacto negativo no país contra 26% que vêm o acordo como um avanço positivo.
O semi-deus norte-coreano
Contos para crianças II: o crescimento económico
Segundo o Expresso, que cita dados do “professor” FMI, Portugal será a sétima economia mais lenta do mundo no período 2011-20. O Fundo prevê que Portugal seja ultrapassado pela Grécia em termos de PIB per capita até 2020.
A irrevogável lata de Paulo Portas
A propósito da anunciada greve dos pilotos da TAP, Paulo Portas vestiu o habitual disfarce de falso moralista e, em tom de profunda e fabricada consternação, afirmou que o protesto de 10 dias não é “razoável” e que não é “aceitável” que um grupo de pessoas “capture” uma empresa inteira, apelando de seguida ao “patriotismo” contra a decisão dos pilotos da transportadora portuguesa. E bem vistas as coisas, esta greve parece revelar uma tentativa do sindicato dos pilotos de conseguir para os seus associados uma fatia da empresa e não tanto uma preocupação genuína com o futuro da mesma.
Mas as palavras do profissional da pandeireta remetem-me para um passado não muito distante em que um destacado governante português tomou uma decisão pouco “razoável” e muito menos “aceitável” perante o contexto do momento em si, que resultou na apresentação da sua célebre e irrevogável demissão e que “capturou” não uma empresa mas um país inteiro, que como consequência dessa decisão assistiu a uma subida violenta dos juros da dívida pública. Será que alguém tentou apelar ao “patriotismo” desse governante? É possível. Mas ele estava mais focado nos seus objectivos pessoais, que como sabemos culminaram na sua promoção a vice-primeiro-ministro. Que autoridade tem agora esse sujeito para criticar a escolha dos pilotos da TAP que, tal como Portas fez, estão a olhar pela sua vida? Nenhuma. Mas lata tem de sobra.
Uma noite nos noticiários

É espantosa a lata de alguns comentadores e jornalistas. Garantem que a questão das presidenciais é prematura, mas deleitam-se em especulações, por vezes, delirantes, sobre o tema. A apresentação de Sampaio da Nóvoa, sobretudo, parece provocar-lhes uma certa urticária mental. Por uma lado, não se calam com o facto do candidato ser desconhecido. Por outro, acusam-no de apresentar a candidatura prematuramente com o objectivo – natural, digo eu – de se dar a conhecer a si e às suas propostas. Em que ficamos?
E já agora: não têm nada a dizer sobre umas eleições legislativas que por aí vêm? Ou estão felizes com a forma absolutamente canalha com que todos – sublinho: todos! – os canais de televisão e jornais vão, com a vossa ajuda, embalando os vossos concidadãos? Talvez seja muito esforço para as vossas cabeças – por receio de cansá-las ou, até, perdê-las – confrontar as muitas iniciativas e propostas que os vários partidos vão apresentando; e quando falo em vários partidos, gostava de sublinhar aqueles que existem para além dos do governo (conhecem?), com ideias muito diferentes, imaginem, daquela verborreia entre o imbecil e o terrorista com que os governopatas nos vai brindando (em que o esbulho de seiscentos milhões aos pensionistas, anunciado pela Maria Luís, é compensado com o patriótico orgulho de, quiçá por decisão governamental, termos a onda mais alta do mundo surfada por, ao que parece, Paulo Portas)?
Segundo li, a ciência mostra que – desculpem a dureza do exemplo – se colocarmos certos animais – uma rã, por exemplo – em água a ferver, o animal reage e faz uma tentativa desesperada para sair da armadilha. Mas se colocarmos o animal em água fria e aquecermos a água lentamente, o infeliz nela permanecerá, placidamente, até morrer.
Então, prezados concidadãos? Não estais a sentir-vos ligeiramente cozidos?
(foto de Uma Noite na Ópera, dos irmãos Marx)
18 anos
É o tempo que falta até que o rácio da dívida pública atinja 60% do PIB, segundo o novo Programa de Estabilidade do governo. Será que é desta que acertam? É esperar até 2033. Até lá procurem evitar as urgências públicas.
Como iludir o consumidor
O ministro Moreira da Silva anunciou ontem que a venda de combustíveis simples permitiu uma poupança média de 0,03€ para o consumidor. Pena o aumento de 0,03€ em todos combustíveis previsto para a próxima semana.
Multas e penas de prisão para desempregados
é a mais recente alucinação do déspota bielorrusso. Sim, é na Europa.
Quem não se consegue governar a si próprio…
Acaba vivendo acima das possibilidades, avançando com teorias que as dívidas não são para se pagarem mas para serem geridas. O pior é que para suceder aos incompetentes que nos (des)governam já se perfilam os incompetentes que nos (des)governaram. A alternância está garantida, mas a mediocridade permanecerá imutável. O Estado a que a choldra chegou, ou uma versão sec. XXI para “de vez em quando é preciso mudar algo para que tudo fique na mesma”. Em Portugal mudamos de governo…
Chama-se-lhe governo
“Não pode existir um grupo de pessoas que capture uma empresa”, disse o primeiro-irrevogável do governo que se apossou de empresas estratégicas para as vender aos chineses e aos angolanos.
Mariano Gago, 1948-2015
A ameaça azul que paira sobre o reich
Sim, eu sei: estamos habilitados a chegar a Munique na próxima Terça-feira e sermos atropelados pela Blitzkrieg alemã. Mas quantos acreditavam, há três dias atrás, que recambiaríamos o Bayern para casa com três balázios na cabeça? Pois, em 87 também ninguém acreditava. A verdade é que, tal como os nazis do video em cima, o nervosismo parece ter tomado conta do adversário do FC Porto e as críticas vão chovendo. Até o médico com quase 40 anos de casa se pôs a andar. Força Porto, faz aos alemães do futebol aquilo que devíamos fazer aos alemães da política. Fá-los engolir a arrogância. Para abanar o rabo já cá temos o primeiro-ministro e a senhora das Finanças.
O fanatismo wahhabita e o paradoxo saudita
O fundamentalismo islâmico é-nos muitas vezes vendido como um fenómeno circunscrito a meia dúzia de organizações, das quais a Al-Qaeda e mais recentemente o Estado Islâmico parecem ser as principais embaixadas onde tudo começa e acaba. Por várias vezes, o João José Cardoso chamou neste espaço a atenção para diferença entre a generalização que se faz do radicalismo islâmico e o wahhabismo, a interpretação mais radical e opressiva do fanatismo religioso que tem na acção das organizações referidas a sua máxima expressão. O financiamento, esse, chega em quantidades industriais da Arábia Saudita, destacado parceiro comercial do Ocidente moralista repleto de Charlies que gostam de aparecer mas que na realidade se estão nas tintas para o alto patrocínio que o regime de Riade disponibiliza para os criminosos que erguem o Corão em nome da destruição arbitrária.
Conferindo
Presidida por Luís Marques Guedes e comandada por Maria Luís Albuquerque, – acompanhados por um jovem g.n.i. (governante não identificado) – ocorreu mais uma conferência de imprensa do governo. Correu tudo bem. A ideia era a de levar a cabo uma operação de terrorismo comunicacional sem que as vítimas sentissem dor (como acontece com as mordeduras dos vampiros). E assim foi. Sei que foi assim porque não aconteceu nada aos conferencistas – que se retiraram com o mesmo ar sonso com que entraram -, sem que alguém, ao menos, lhes subisse para a mesa e lhes atirasse…confetis. Os jornalistas “independentes” convidados, depois, a comentar, estiveram todos a contento, fornecendo mais uma dose de anestesia. De modo que, quando o untuoso Paulo Rangel, desbundou em entusiástico apoio, já pareceu normal a muita gente. Destoou Manuela Ferreira Leite que malhou no governo com juvenil entusiasmo. Ao que isto chegou!
Num país que já foi inventado: Portugal Anedótico e digno de registo
Joaquim Vitorino
1. Estava eu a alinhavar um artigo onde queria fazer referência a um texto publicado por um correspondente do jornal “O Concelho da Murtosa”, mensário, edição de Agosto de 2006.
2. Dirigi-me à redacção e director do jornal para aquela consulta e ouvi isto: não temos. Perguntei onde podia encontrar, e a resposta foi: na biblioteca municipal.
3. Lá fui e disse ao que ia. A senhora foi ver e disse: só temos até 1996. E perguntei onde poderia encontrar. A resposta foi: na Câmara, no gabinete do senhor vereador do pelouro da cultura. Estranhei muito e fui a outra biblioteca, que supostamente teria.
4. Dirigi-me à biblioteca municipal de Estarreja, uma vez que aqueles dois concelhos são gémeos e o que se publica dum lado publica-se do outro. E aí, ouvi isto: temos até 2005, mas depois a Câmara deixou de comprar.
5. Fui então à Câmara da Murtosa e na recepção (lá escrito receção), disse ao que ia, e que na biblioteca não havia. Respondeu ele: então vá ao jornal. Lá tive que contar todos os passos anteriores. Aí, disse-me para esperar e subiu as escadas. Voltou alguns minutos depois, dizendo. Temos; e o que é que o senhor pretende? Respondi que queria consultar e, eventualmente obter fotocópia duma página. Mandou-me subir e dirigir-me a um dado gabinete, que a senhora já sabia o que eu queria. [Read more…]















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