O universo do futebol, como qualquer universo, contém monumentos espectaculares e lixeiras a céu aberto, artistas geniais e gente pouco recomendável.
Há, neste universo, muita gente a fazer figuras tristes. Neste mesmo universo, são sempre os outros que fazem figuras tristes e nunca os nossos. Os nossos, no máximo, reagem a provocações, os outros é que são violentos, desonestos e malcriados.
O último Porto-Sporting ficou marcado por vários episódios tristes, com direito a final apoteótico, no pior sentido da palavra.
Acabado o jogo e recolhidos jogadores, treinadores e dirigentes, eis que todos iniciaram o discurso da culpabilização alheia, reclamando virtudes próprias e escarrando defeitos alheios.
Frederico Varandas, que sempre teve mau perder ou mau empatar, usou a sala de imprensa do Dragão para atribuir as culpas de todos apenas a Pinto da Costa. Do outro lado, os portistas, oficiais e oficiosos, defenderam o presidente portista, erguendo o pendão dos títulos alcançados, quando o que estava em causa era o contributo, directo e indirecto, que tem dado para a lixeira a céu aberto que é o universo do futebol. [Read more…]


Rui Rio, como muita direita portuguesa, tem um problema com o 25 de Abril, o que é natural. Essa direita, também de Rio e alegadamente democrática, chega mesmo a relativizar a ditadura do Estado Novo, enveredando por preciosismos terminológicos, tentando provar que não era fascismo. Até imagino que, num acto de revisionismo analgésico, os que foram torturados pela PIDE, por exemplo, relembrem o seu passado e esqueçam as suas dores, ao descobrir que, afinal, os torturadores não eram fascistas.












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