Foto: Capa “Der Spiegel”
Isto foi um verdadeiro policial e uma galhofa que entreteve o pessoal durante toda a semana. É que no meio de assuntos tão confrangedores como a questão dos refugiados, crises financeiras, paraísos fiscais e que tais, de repente temos um caso satírico no centro das atenções, um caso simplesmente ridículo elevado à categoria de caso diplomático, com potencial para
- provocar um agravamento da relação com a Turquia com a inerente problemática relativa aos refugiados
- provocar uma desavença entre os partidos da coligação no governo
- provocar uma actualização do código penal alemão.
Aqui vai a história completa: Primeiro foi uma música com letra dedicada às brutais tropelias de Erdogan, apresentada num programa de sátira política alemão, que motivou Erdogan a convocar o embaixador alemão em Ancara para exigir a extinção do vídeo. Uma semana mais tarde, o governo federal alemão rejeitou o protesto, declarando que a liberdade de imprensa e opinião “não é negociável”. Parecia assim estar encerrada a contenda. [Read more…]





Foto: DR










Ameaçar críticos com umas bofetadas não fica bem a um ministro e não me escandaliza que seja causa para a sua demissão, porque, apesar de tudo, é bom distinguir uma conversa entre amigos de uma proclamação. Ora a promessa de umas estaladas no facebook não é uma conversa entre amigos, ao contrário do que se pensa, especialmente num mundo em que os jornais e as televisões escrutinam, ao milímetro, o que se escreve nas redes sociais.
Nos últimos dez a quinze anos, várias vozes – com uma desfaçatez cada vez maior – têm defendido que a qualidade dos professores é o principal (ou o único) factor de que depende o sucesso dos alunos (mesmo que não haja sequer a preocupação de se saber exactamente o que é o “sucesso dos alunos”).








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