Tenho um amigo que responde frequentemente aos interlocutores com um desconcertante “Em que aspecto?” Resulta sempre. Imagine-se uma ameaça de agressão física:
– Vê lá se queres levar na tromba!
– Sim, mas em que aspecto?
Também serve para responder a comunicações inócuas:
– Vou à casa de banho.
– Em que aspecto?
Como vêem, o absurdo pode ser simples e está ao alcance de todos. Fiquem à vontade para usar, porque, no mínimo, será fonte de descontracção.
O absurdo, no entanto, tem um problema: por vezes, faz sentido. Ontem, quando Cavaco Silva, espumando, acusou certos e determinados partidos de serem anti-europeístas, saiu-me um “Mas anti-europeístas em que aspecto?” E a pergunta fez sentido.
Já se sabe que a expressão faz parte de um conjunto de chavões utilizados por pessoas perigosamente destituídas, mas não é má ideia pensar um pouco mais sobre o assunto. [Read more…]

























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