Quincy Jones (1933-2024)

Michael Jackson, Frank Sinatra, Elvis Presley, Ella Fitzgerald, Count Basie, Ray Charles, Duke Ellington e Dizzie Gillespie passaram-lhe pelas mãos. Entre tantos e tão influentes outros. Fica para a história como um dos grandes obreiros da música do século XX, mas a sua influência continuará a fazer-se sentir até já nenhum de nós estar cá. Well done, Quincy Jones. RIP.

Camilo Mortágua, resistente antifascista (1934-2024)

Se estivéssemos a falar de um venezuelano anti-Maduro que tivesse tomado um paquete ou um avião de assalto, a direita radical e a extrema-direita fariam dele um herói. E como até um relógio avariado acerta na hora duas vezes por dia, teria que lhes dar razão. Qualquer um que resiste a uma ditadura, que arrisca a sua vida para a derrubar, é um herói da liberdade. Camilo Mortágua foi essa pessoa, goste-se ou não do homem. As acções em que esteve envolvido fizeram parte do caminho para a libertação do regime fascista de Salazar. Sou-lhe grato como sou grato a todos os resistentes antifascistas que lutaram para que eu pudesse viver em liberdade. Que descanse em paz.

 

As senhoras Futebol Clube do Porto!

Hoje, a equipa feminina de voleibol do Futebol Clube do Porto entra em campo, nas Canárias, para a segunda mão da fase de qualificação para a prova máxima, a Liga dos Campeões. Tem tudo para ser um dia especial.

Desde o início do vólei, o FCP venceu todos os campeonatos em disputa (excluindo o da COVID, que ficou inacabado) e fez belas campanhas europeias. Hoje tem a oportunidade de chegar à competição onde todas quem estar, a prova onde andam as melhores jogadoras do mundo. E isto, para mim, tem um sabor especial, pois é uma equipa diferente. É, sem dúvida, a equipa mais acarinhada no Dragão. Uma equipa que arrasta adeptos até ao João Rocha, até Fiães… E a mim até arrastou para Béziers, uma vila francesa, na época passada. São a personificação daquilo que é o Porto para nós.

Hoje, têm nas mãos a possibilidade de fazer história. Espero que consigam não só pelo resultado, mas por elas. Pelos sacrifícios que fizeram, pelo que lutaram num desporto que não tem as condições ideais, que já jogaram em muitos pavilhões que não são os mais desejáveis, pelos momentos de conciliação entre estudos, trabalho e voleibol. As modalidades têm isto. Da mesma forma que as condições são diferentes, a empatia e a ligação também são.

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A esquerda que se vendeu

Apesar de defenderem modelos económicos que dificilmente significam prosperidade, algo que sempre aproximou as pessoas da esquerda foi a defesa intransigente dos trabalhadores contra as elites, principalmente num país como Portugal, em que as elites e o Estado andam de mãos dadas como se fossem um só. Eram quase sempre pessoas de esquerda que questionavam os mais poderosos num país pobre, que alertavam para abusos sobre trabalhadores, que defendiam melhores condições. Sim, porque é possível ser de direita e reconhecer abusos sobre trabalhadores, tal como é possível ser de esquerda e condenar os crimes cometidos em nome do comunismo. Mesmo que não acreditemos no efeito das ideias de esquerda no lugar de poder, é indesmentível que são historicamente mais chatos que a direita. Chatos, no bom sentido. São rebeldes que não se contentaram com o “mas as coisas são assim” dito por aqueles que já têm tudo ou que, pelo menos, têm acesso a tudo.

Como tudo, o mundo também mudou. A esquerda rebelde que desafiava as leis em nome do progresso deve-se envergonhar do que temos atualmente. Temos uma esquerda escrava de governos que lideram através do medo. É medo de uma pandemia, é medo de uma Guerra, é medo da extrema-direita, é medo de tudo. Os mesmos que antes davam a vida pelos trabalhadores não são os mesmos que serviram de altifalante em cada declaração da OMS durante a pandemia. É uma esquerda que trocou o povo pelas guerras culturais dos Estados Unidos, que defende um governo contra uma rede social, que defende governos que controlaram informação. Uma esquerda que não denuncia a neo-escravatura que existe em Portugal por medo de parecer racista.

A esquerda está a deixar que os chatos pela defesa da liberdade de expressão e do povo passem a estar no outro extremo e que são bem mais perigosos. Preferiram passar a lutar por uma ideia do que por um ideal. Correu mal. A esquerda rebelde que não era solução nenhuma passou ainda a ser menos quando se tornou defensora acérrima da indústria farmacêutica, da Guerra e dos Governos corruptos que nos lideram.

A Liberdade e o Genuflexório foram a Peniche

Foi há uma semana que começou o Campus da Liberdade de 2024. Foi a quarta edição do Campus promovido pelo Instituto Mais Liberdade. Cerca de 200 jovens juntaram-se em Peniche neste evento pró-liberdade, apartidário e que procura tornar acessível mais conhecimento que nos ajuda a desenvolver a nossa opinião.

Ao longo dos quatro dias, tivemos o privilégio de ouvir desde Bruno Ferreira Costa a Margarida Balseiro Lopes, passando por António Vitorino, Carlos Guimarães Pinto, entre outros. E a convite de André Pinção Lucas, eu tive a honra de moderar a conversa com Zita Seabra, que deu o seu testemunho, falando da passagem pelo PCP, do 25 de Abril e do 25 de Novembro. Também houve oportunidade de confraternizar com pessoas vindas de todo o país, a maioria sem atividade política, e trocar ideias sobre o país e o mundo (de nada, Rodrigo Guedes de Carvalho).

E claro, foi por este magnífico certame que começou a utilização constante da palavra “genuflexório” no comentariado nacional. Depois de um momento no primeiro dia de evento, já Carlos Guimarães Pinto, Eva Brás Pinho, Marques Mendes e André Coelho Lima espalharam este termo. Será palavra do ano? Provavelmente, não. Mas é uma boa demonstração de que é possível ser sério e ter bom humor ao mesmo tempo. No fundo, é um momento bastante liberal.

Foi uma honra. Até para o ano, Campus!

James Earl Jones – “Is his voice”

Por ocasião da cerimónia de homenagem a Sean Connery pelos seus pares, cerimónia do AFI Life Achievement Award ocorrida em 2006, uma das personalidades homenageantes foi James Earl Jones, que começou o seu elogio dizendo “Is his voice”.

Realmente, a voz de Sean Connery, o seu timbre, a sua pronúncia, são distintivos e até objecto de algum gozo (coisa que o próprio, por regra, não achava grande graça).

Recordo este episódio porquanto agora que James Earl Jones já não está fisicamente entre nós, também ele é comummente referido como possuidor de uma voz única. Qualquer interpretação sua frente às câmaras ou num palco, qualquer narração, ganhava uma dimensão de solenidade e de profundidade impossível de não ser notada e identificada.

Do drama à comédia, da ficção científica ao policial, muitos foram os estilos em que interpretou as suas personagens. Mas, para mim, a sua grande interpretação foi a de Douglass Dilman, no filme “O Homem” – uma adaptação cinematográfica da obra literária homónima do grande escritor norte-americano Irving Wallace, levada a cabo com Rod Serling.

A imensidão que representa um só homem – Douglass Dilman, o primeiro negro a tornar-se presidente dos EUA  -, de Senador a Presidente, por todo um calvário de circunstâncias e das suas respectivas forças, tecido pela sua raça, pelas responsabilidades do cargo, pela sua vida privada, por todos aqueles que o rodeiam e pelo acaso, é interpretada de forma absolutamente genuína por James Earl Jones. Tão genuína, quanto a sua voz. Numa clara e perene prova da sua excelência.

A sua voz, as suas interpretações, ficarão para sempre entre nós.

RIP

31093: FC Porto e a História de mãos dadas

Há muitos anos que o futebol feminino era assunto no FC Porto, mas não pelas melhores razões. Há quem quisesse muito a categoria no Clube, outros nem tanto. A verdade é que enquanto outros clubes portugueses iam fazendo história e a seleção portuguesa também melhorava os seus resultados, por aqui existia apenas um debate de ideias sobre a possibilidade de existir uma equipa.

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Afinal, qual é o limite da liberdade?

Numa altura em que o mundo anda preocupado com vários conflitos, a pergunta que mais se devia colocar é sobre a liberdade. Mas a liberdade como um fim em si mesmo, sem olhar ao lado que nos dá jeito e depois arranjar argumentos que se equiparam ao bola na mão ou mão na bola. Infelizmente, desde há muito que nos foi retirada a real possibilidade de colocar questões legítimas sobre as ações de determinados estados. Sim, podemos colocar as questões, mas não são levadas a sério e não obtém respostas além de um “cala-te, querias viver na Rússia ou na Coreia do Norte, era?”. Vivemos numa era em que um militar antipático interpreta tecnicamente uma guerra e é considerado um assalariado de Moscovo, mas que se idolatra um populista pró-Ucrânia por ter mulher ucraniana e um barbudo que grita asneiras na televisão. Nada procuram sobre a verdade, procuram cavalgar a popularidade de um assunto e desta forma mostrar um caminho àqueles lá em casa que não percebem nada disto.

O Ocidente percebeu que o povo já não tolera a falta de pilares básicos para o funcionamento de uma democracia, entre eles a possibilidade de votar e a liberdade de expressão. Desta forma, teve de arranjar outra forma para controlar as massas. Através de uma falsa ideia de liberdade de expressão, limita as opções dos outros através dos seus instrumentos democráticos. Em vez de permitir apenas comer carne de vaca, permite comer vaca e porco. Aqueles que são beneficiados por este sistema e que alinham no seguidismo ocidental que têm como maiores bastiões os EUA e a NATO dirão que ao menos há democracia. Eu acredito que devemos ser muito mais exigentes com a nossa liberdade, pois estamos mais próximos de sermos a Rússia do que sermos um povo livre.

Condenar agressões a protestantes pró-Palestina em países europeus não é desculpar as atrocidades cometidas pelo Hamas. Defender o direito de Israel existir não é defender um genocídio. Defender Pavel Durov, fundador do Telegram, e a possibilidade de haver informação de dois lados da barricada numa rede social não é defender a invasão russa. Defender que os EUA promoveram uma escalada na Guerra não é defender que a Ucrânia não tem direito a ser defendida. Defender a liberdade de expressão de uma forma ampla no ocidente e combater a turba defensora de governos corruptos e corporações que nos governam oficiosamente não é legitimar ataques aos direitos humanos na Arábia Saudita, na China, no Irão, no Afeganistão, etc.

A liberdade é um bem tão precioso que merece ser cuidada todos os dias como um bem em si mesmo e não apenas quando favorece o meu quintal. Lembremos que nenhum Estado está em condições de dar lições de moral aos outros e que o mundo não se esgota na Europa agradável que temos para viver. Num mundo global, se há algum par que não é livre, então eu não posso ser realmente livre.

Quando um Homem Parte Cedo Demais – Fausto (1948 – 2024)

Deixou-nos uma das vozes da revolução. Cantou pela liberdade, fez música com Zeca Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho ou Adriano Correia de Oliveira, e deu-nos temas eternos e intemporais como “O Barco vai de saída”, “A Guerra é a Guerra”, “Quando um Homem Quer Partir” ou “Por este rio acima”.

Fausto tinha 75 anos e partiu cedo demais.

Um dia triste para a democracia, para a música e para a cultura portuguesas.

Que descanse em paz.

Maria João Marques, juíza, procuradora e tudo

Ontem, foi um dia triste: fui bloqueado pela Maria João Marques no X.

A colunista do Público e comentadora no Malditas Segundas Feiras na SIC Notícias publicou o seguinte tweet, a propósito da libertação de Assange:

Resolvi comentar o que se segue:

Fui, finalmente, brindado com esta edificante resposta.

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O Costa do Castelo

Quando a emigração é muita, há fortes possibilidades de que o país não ofereça o suficiente aos seus cidadãos, que, naturalmente, irão procurar no estrangeiro aquilo que a pátria não tiver.

António Costa, como qualquer outro cidadão, tem direito a emigrar. Efectivamente, Portugal já não tinha capacidade de albergar um político tão hábil, pelo que é justíssimo que suba dentro da estrutura da Multinacional onde foi obrigado a começar por baixo, exercendo o cargo de primeiro-ministro de Portugal.

É fácil confirmar a extrema habilidade de António Costa. Em primeiro lugar, conseguiu, com a Geringonça, criar a ilusão de que o país foi governado à esquerda. Depois, ainda transmitiu a impressão de que ficara contente com a maioria absoluta que lhe caiu indesejavelmente no colo. Após vários casos e casinhos, alcançou o objectivo de se sentir obrigado a demitir-se, mostrando-se suficientemente revoltado para parecer que estava descontente com a decisão de Marcelo Rebelo de Sousa. E estamos a falar apenas dos últimos oito anos, que o currículo de Costa é vastíssimo.

Lisboa é pequena para quem revelou tanta competência. Bruxelas e a Europa serão suficientes durante uns anos.

Entretanto, Costa será uma referência para todos aqueles, dentre nós, que têm esperança em subir na vida, um modalidade de alpinismo que, em Portugal, só se exercita verdadeiramente no estrangeiro, esse país que nos fascina.

PPD/PSD: 50 anos de um ADN mal resolvido

O PPD surge no pós-25 de Abril, pela mão de, entre outros, outrora liberais da Assembleia Nacional. A dita Ala Liberal tolerada pelo Estado Novo. Como se tratasse de uma irreverência bem comportada, em nada semelhante à contestação merecedora de espancamento, prisão, deportação ou mesmo assassinato.

Não foi difícil que, em pouco tempo, começassem apelidos pouco elogiosos, como “guarda-chuva dos fascistas”. Um estigma que cedo Francisco Sá Carneiro percebeu que tinha de resolver. Tanto mais que o socialismo era a palavra de ordem.

Ao tempo, ser de Esquerda era ser de vanguarda e afinava pelo diapasão dominante. E nada como a Social-Democracia, para o PPD ser legitimamente de Esquerda com o carimbo PSD que, à época, ser liberal não seria bom caminho.

Já o PPD defendia – ou dizia defender -, então, o socialismo. E até tentou entrar para a Internacional Socialista. Mas, Mário Soares não andava a dormir.

Surge, então, em Outubro de 1976, o PSD (curiosamente o mesmo nome de um partido criado por Adelino da Palma Carlos, que não seguiu caminho), que se apresenta de Esquerda, na palavra dos seus próprios fundadores.

Ficou, apenas, a proclamação de baptismo e nada mais. Porque ao longo das décadas que se seguiram, o PSD foi tudo menos socialista. Nem sequer Social-Democrata. Pois que a Social-Democracia é coisa que só o Partido Socialista, de quando em vez, foi e vai sendo, naqueles raros exercícios de socialismo que pratica. É que, ao longo da maior parte da história da democracia portuguesa, o socialismo está para o Partido Socialista, como Clark Kent está para o Super-Homem.

Mas, voltando ao PSD, desde o modelo económico traçado durante o Cavaquismo, até à doutrinação Passista do “ir além da Troika”, feitas as contas, o PSD não é de Esquerda; não é socialista; tem medo de dizer que é de Direita; balança entre o conservadorismo e o liberalismo quer na economia quer nos costumes; face à ameaça do Chega na disputa do seu eleitorado, exercita uns passes de dança entre o popularucho e o conservadorismo saudosista; diz-se reformador e é profundamente messiânico.

Quem o viu e quem o vê: está na mesma.

3 Indignações sobre o caso Boaventura

(notícia de hoje no Dário de Notícias)

Ponto prévio. Este problema não é exclusivo do CES, nem da UC, nem da academia portuguesa. É um problema enraizado em sociedades cujas gerações conheceram o peso do patriarcado no quotidiano. A estrutura hiper hierarquizada do meio académico apenas fornece oportunidades em ouro a uma larga variedade de predadores. A grande diferença é que já existem instituições que criaram mecanismos credíveis e eficientes para lidar com estes problemas.

1- A UC deveria comunicar sobre este tema com muito mais clareza e sobretudo anunciar à comunidade UC o que já mudou, o que vai mudar, se ainda vai ouvir a comunidade (que tal um inquérito individual?), etc. Se não fica a sensação que a rede de conflito de interesses sobre este caso, rede esta que é mais extensa do que parece à primeira vista, está a conseguir travar e apagar com subtileza este caso da atualidade. É muito importante que a comunidade UC tenha confiança na instituição e que esta dê garantias que no futuro não se vão repetir os erros deste caso. Por exemplo a NASA providencia um serviço eficaz e independente que dá garantias de proteção de anonimato para apoio às vítimas de assédio. É um exemplo, existem outros;

2- O silêncio pesado sobre este assunto de quem à esquerda sempre se bateu pela justíssima causa do assédio moral e sexual. Não precisamos de discursos contendo acusações veladas ou explícitas, nem de nomes, muito menos de lavagem de roupa suja em público, precisamos de assertividade sobre este assunto, uma ou duas frases inteligentes que demonstrem uma posição clara e inequívoca;

3- Gurus de esquerda? Tenham juízo. Uma terra sem amos e sem gurus.

Zaporijjia e a segurança das Centrais Nucleares

No plano inicial do 11 de Setembro constavam 10 alvos, um desses alvos era a central nuclear de Inidian Point que fica a 60 km de Nova Iorque. Segundo a informação recolhida, a central nuclear foi retirada da lista de alvos porque foi considerado que as consequências poderiam ser muito mais nefastas do que o pretendido.

Até 2001, as estruturas das centrais foram projetadas para resistir ao embate de um pequeno avião de turismo, da categoria de um pequeno Cessna. Na altura julgou-se que o pior cenário poderia ter origem num erro de um piloto de um avião desta categoria que voa a mais baixas altitudes e que eventualmente se aproximasse demasiado de uma central. 85% das centrais nucleares existentes foram projetadas para este cenário. Depois do 11 de setembro de 2001, esse paradigma mudou. Um avião de linha poderia servir de projétil contra uma central. Realizaram-se simulações para tentar avaliar a capacidade das centrais existentes para resistir a um embate de um avião de linha, mas na esmagadora maioria dos casos os resultados não foram divulgados e muitos mostraram que em determinadas condições os danos causados nas centrais nucleares poderiam causar um acidente muito grave. Poucas foram as centrais que reforçaram as estruturas. Por exemplo, os reatores de Zaporijjia estão parcialmente protegidos por uma estrutura envolvente ao edifício de cada reator quase da altura da cúpula. Esta estrutura pode ser muito eficiente para um embate de um avião de linha ou um projetil de artilharia, mas pode ser facilmente contornada por um míssil com boa precisão.

No entanto, para que um acidente grave possa ocorrer não é necessário atingir o edifício do reator. [Read more…]

Legislativas 2024 – Sosseguem: isto ainda pode piorar

Nada ficará decidido hoje.

E será interessante perceber o que farão os protagonistas nos próximos dias.

O PS não quer acordos com o CH.

Montenegro disse que “não é não”.

Ventura já se fez à AD e até avisou, há dias, que tinha amigos no PSD. Apesar de se referir ao partido como “prostituta”.

Problema: se PS e AD se entenderem, a oposição fica entregue ao CH. E isso fará com que o CH cresça ainda mais.

Outro problema: se a AD fizer um acordo com o CH, perde a face e será penalizado no futuro.

Terceiro problema: o PS até pode ganhar, mas não tem ninguém com quem se entender.

Tenho o pressentimento que teremos novas eleições em breve.

Por isso sosseguem: isto ainda pode piorar.

Vá lá que o ADN não elegeu um chalupa. Mas faltou pouco.

 

Em 2019, o exército de perfis falsos do CHEGA foi financiado ilegalmente?

Em 2019, aquando da candidatura de André Ventura às presidenciais, do nada surgiram centenas de páginas facebook oficiais e não oficiais do CHEGA. Enquanto as páginas oficiais revelavam uma baixíssima atividade, comparável aos restantes partidos pequenos/novos, já os sites oficiosos do CHEGA pareciam inundados de apoiantes e imensamente profícuos em comentários. Como foi denunciado na altura em reportagem jornalística, o CHEGA teria criado cerca de 20 mil perfis falsos. E era nestas páginas oficiosas do CHEGA que eles faziam o seu trabalho, e aqui sublinho a palavra trabalho, porque era evidente que havia perfis que dedicaram meses de trabalho a tempo inteiro à criação de páginas, de conteúdos, de perfis falsos e à escrita de comentários das 8h às 24h. Um desses perfis, era esta Sophia Vilaverde ou “Vani para os amigos”. Era evidente que a Vani estava a fazer um trabalho remunerado, como é que se pode explicar que geria a página “CHEGA Portugal – Força Nacional” (encerrada entretanto pelo facebook) que produzia conteúdos da manhã à noite e tinha centenas de comentários em cada post. Quanto mais racista fosse o post mais comentários atraía. A Vani passava o dia a responder aos comentários dessa página bem como de outras páginas oficiosas do CHEGA.

Como foi paga a Vani? Quem pagou a Vani?

Esta é a grande questão. Mais do que analisar aqui os milhares de comentários de incitamento ao ódio racial, ao genocídio ou ainda aqueles em que se faziam ameaças explicitas à integridade física de minorias, de mulheres e de portugueses racializados. Quem e como pagou à Vani e às restantes dezenas de gestores de páginas oficiosas do CHEGA que se escondiam por trás de perfis falsos , quem pagou aos criadores de conteúdos e aos gestores dos tais 20 mil perfis falsos, que surgiram do nada de um dia para o outro, num partido pequeno e acabado de criar? [Read more…]

O Malhão sempre era reaccionário

A idade faz mal a todos, mas faz pior a uns que outros. Este, que já tocou acordeão para o Zeca, confirma agora que o seu malhão é mesmo reaccionário.

U2 – This is 40′

Foram 40 noites e 40 concertos em Las Vegas. Ou como alguns dizem, foram 40 noites no deserto.

A inauguração da Sphere foi o mote: a Sphere é a nova excentricidade de Las Vegas, uma espécie de pavilhão em forma de esfera construído para ser a melhor sala de espectáculos do Mundo. E a tecnologia da coisa não engana: um ecrã com quase 55 mil m2 que ocupa metade da esfera no seu interior (efeito 180°) e a totalidade da mesma no seu exterior, com uma qualidade nunca antes vista e o mesmo se diga em termos de som com as suas mais de 160 mil colunas de som. A capacidade ronda as 18 mil pessoas. Não existe nada igual ou parecido. E custou uma fortuna à MGM (os proprietários da Sphere), qualquer coisa como 2,3 biliões de dólares.

Para inaugurar a Sphere foram escolhidos os U2. E porquê estes irlandeses? O tempo deu razão à MGM: eram para ser só 8 concertos mas esgotaram em minutos. Passaram a mais 12 e a coisa repetiu-se. Não chegava para as encomendas e tiveram de ser 40 (e na verdade, talvez fossem precisos mais 40 para responder à procura). Vieram de todo o mundo e quando digo “todo o mundo” não estou a exagerar. Que o digam a BA, a Qantas, a Air Lingus, a Singapore Airlines ou as várias companhias aéreas da América Latina, da América do Sul ou da Ásia. Para Las Vegas foi excelente e para a Sphere foi a cereja no topo do bolo. E lá vamos outra vez a números: foram 40 concertos, mais de 700 mil espectadores e uma verdadeira fortuna ganha pela banda (4 milhões de dólares por concerto acrescido de uma percentagem sobre a bilheteira). Números de uma grandeza típica dos Estados Unidos.

A Sphere não são só números. Estes justificam apenas a “boa” loucura cometida pela MGM. Foi feita para preencher uma lacuna: ter uma sala de espectáculos pensada e construída para concertos de música e multimédia. Onde a qualidade do som e da imagem fossem excepcionais. E são. A qualidade da imagem é surreal e a excelência sonora é absolutamente incrível. Já fui a centenas de concertos e sempre me deparei com o mesmo problema: falta de qualidade do som. Não esqueço os fabulosos concerto que assisti em Portugal (e fora) de bandas como os U2, Sigur Ròs, Portishead, Placebo, Tindersticks, Bjork, Madredeus, Vetusta Morla, The National, Nick Cave entre tantos outros mas de nenhum deles posso afirmar que a qualidade do som era excelente. Nenhum. Até assistir a U2:UV na Sphere. Até a respiração dos membros da banda era perceptível. Como se estivesse a assistir com auscultadores nas orelhas. Absolutamente impressionante. E a qualidade de imagem? Nem numa sala de cinema IMAX.

Os U2 aproveitaram a “residência” para comemorar os 30 anos do seu álbum “Achtung Baby”, tocado na íntegra durante as duas horas de concerto (acrescido de alguns dos seus hits de outros trabalhos). Tudo isto acompanhado pela projecção espectacular de vídeos feitos para esta apresentação. Foram duas horas de tirar o fôlego a qualquer um em 40 noites que começaram no final de setembro de 2023 e terminaram esta madrugada (3 de Março 2024).

Se a Zoo TV Tour (1992) fez história nos anos 90 pela revolução que representou para o futuro dos concertos em estádio, a U2:UV Sphere Vegas marca o início de uma nova era para os grandes concertos do futuro. Existirá um antes e um depois, tal como aconteceu nos anos 90 e, uma vez mais, são estes irlandeses a dar cartas. Estes rapazes que caminham para os 50 anos de carreira (2026) e que agora, terminada a aventura em Las Vegas, rumam para o seu estúdio para terminar o novo trabalho (a apresentar no final deste ano) e preparar a World Tour 2025 (onde já se prevê uma paragem prolongada em Vegas num regresso à Sphere). A U2:UV Sphere terminou esta madrugada como devia terminar, ao som de “40” do álbum WAR:

Ficará guardado nas minhas memórias para sempre. Como ficará o grupo de Facebook “U2 at Sphere” onde mais de 22 mil pessoas se juntaram, de todas as partes do Mundo, ajudando quem queria ir ver o concerto partilhando informação e ajudando nas dificuldades. Fosse na aquisição de bilhetes, na escolha de voos sem esquecer aconselhamento em hotéis, restaurantes ou locais a visitar em Vegas. Uma verdadeira comunidade. E deixo aqui, para terminar, a foto de um grande fã português dos U2, o Sérgio Barbosa, um daqueles que nestas coisas dos U2 nunca falha:

A herança da 1ª AD foi a bancarrota de 83. A desta poderá ser pior

Durão Barroso apareceu ontem num comício da AD – e não saiu a meio, espantem-se – para nos recordar que foi o PS que nos atirou para a última bancarrota.

É verdade.

Como é verdade que foi precisamente essa a herança da AD anterior, que rebentou com as contas públicas do país e o atirou para a bancarrota e para o segundo resgate do FMI, em 1983.

Foi esse o legado da AD que agora se reedita.

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Tax the rich

É todos os anos o mesmo: Lá estão as elites económicas reunidas em Davos com os políticos, no Fórum Económico Mundial, o “Baile dos Vampiros” – para discutirem o estado do mundo e moldarem as “soluções”. Chegam nos seus jets privados e aproveitam o fórum da melhor maneira, para influenciarem os políticos que, de qualquer maneira, não sabem fazer mais do que lhes lamberem as botas.

As mega multinacionais chegam a alugar prédios inteiros e convidar os políticos para os seus eventos: por exemplo, o Grupo Meta abriu o seu próprio escritório de lobby em Davos e Sam Altman, chefe da empresa de inteligência artificial Open AI, oferece eventos em salas alugadas especialmente para o efeito.
Lá estão 14 das 20 maiores corporações do mundo, que detêm monopólios e asseguram vigorosamente a sua posição de poder, investindo muitos milhões de euros em lobbying. Monopolistas e poderosas como são, as Google, Amazon, Meta, Apple ou Microsoft não precisam se preocupar com a concorrência ou com medidas políticas – elas são praticamente “irreguláveis”.

E como também anualmente acontece, sai nesta altura o novo relatório da Oxfam, que consecutivamente denuncia mais uma brutal extremização da desigualdade. Nos últimos dois anos, os cinco homens mais ricos do mundo mais do que duplicaram a sua riqueza, ao mesmo tempo que cinco mil milhões de pessoas (60%), se tornaram mais pobres.

Há décadas que a economia neoliberal demonstra a sua letal capacidade para produzir desigualdade e destruir o planeta. Mas dado que serve os ricos e poderosos, continua a impor-se com o maior êxito e eficácia. Basta ver os Chegas, IL e AD a encherem a boca com reduções de impostos e o PS a dar borlas fiscais aos mais abastados. [Read more…]

AD????

Os fundadores da AD, a verdadeira Aliança Democrática, estão a dar voltas no caixão….

Para os “whataboutistas” que agora já não o são

@CNNPortugal

“Atão”? Onde está esse desejo tão, tão piedoso que rogava aos Ucranianos que se rendessem para evitar um “banho de sangue” e para que a paz pudesse regressar?

Nem que para isso, a Ucrânia tivesse de se submeter, aceitar resignadamente as ocupações consumadas e comprometer-se a desistir definitivamente de outras aspirações.

Porque e como “juravam a pés juntos”, só, só, mas mesmo só lhes interessavam a paz e o respeito pelas vidas humanas.

O mais interessante já nem é a completa ausência de qualquer coisa que se assemelhe com honestidade, dignidade ou coerência. A isso, vocês já nos habituaram. Não, o mais interessante é mesmo o facto ostensivo e incontestável de nenhum de vocês conseguir sequer ter um “mícron” de lucidez que vos permita perceber que a vossa cegueira ideológica já não é só patética. Passou (há muito) a ser anti-humanidade. Os gajos do “Chega” são uns “bem-intencionados” em comparação convosco.

E continuo, apesar de tudo, a opor-me à ilegalização dos partidos comunistas e coisas do género. Apenas defendo que sejam considerados sem atenuantes falsas e hipócritas, sem “double standards” e exactamente pelo que realmente são: a escória das escórias.

Os partidos comunistas não podem continuar a ser normalizados como ainda o são. E o mesmo se aplica aos outros vigaristas intelectuais que sendo “iguaizinhos” por dentro, agora se anunciam como sociais-democratas “desde pequeninos”.

Um desporto, dois sistemas

aqui falei sobre a violência policial que pudemos assistir nas imediações do Estádio de Alvalade no dia do clássico entre o Sporting e o FC Porto. Deixei aqui testemunhos de vítimas que relatam o terror que se viveu e acesso a links nos quais podem ver a brutalidade policial.

Ontem, recebi esta notícia. Além de ser uma mentira, é uma forma cobarde de sacudir a água do capote. A polícia que causou feridos e que mandou pessoas para o hospital, pessoas essas que estavam a celebrar, inclusive mulheres e crianças, como se pode ver pela imagem, passa ainda como elemento importante para acabar com confrontos. A mesma polícia que mete uma criança desesperada à procura do pai num cenário de guerra. Tudo por causa de confrontos que não existiram.

Como é que me vou sentir seguro nas imediações dos estádios, com os meus a comer, a beber, a cantar… Se corro o risco de ser agredido pela polícia sem ninguém me defender?

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Acordo UE-Mercosul: Felizmente, ainda não foi desta

Mais uma vez, saiu gorada a data prevista e conjurada para a finalização do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul. E ainda bem, dizem sindicatos e ONGs, tanto deste, como do outro lado do Atlântico.

Há já 23 anos que a União Europeia (nessa altura constituída por 15 estados) e o Mercosul (que inclui a Argentina, o Brasil, o Paraguai o Uruguai, e ao qual a Bolívia acaba de aderir) o preparam. Em 2019, durante o governo de Bolsonaro no Brasil, os dois blocos chegaram a um “acordo de princípio” sobre a parte comercial, não tendo, no entanto avançado, devido à vigorosa oposição de países como a França e a Áustria, que invocaram razões ambientais e climáticas.

Quando, em 2022, Lula voltou ao poder, a ânsia dos dois blocos em finalizar o acordo reavivou-se: foram múltiplas as declarações oficiais dos dois lados em favor da conclusão do acordo, frequentes as viagens de altos representantes e, nos últimos meses, o ritmo das negociações chegou a ser semanal. A Presidência rotativa do Mercosul pelo Brasil, e a da UE pela Espanha, – ambos fortes apoiantes do acordo – abria, até ao fim de 2023, uma “janela de oportunidade única”. Em Setembro, no seu discurso “State of Union 2023″, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reiterava que as negociações deveriam ser concluídas até ao final do ano. [Read more…]

Repressão Policial? Terrorismo Oficial!

Segunda-feira, foi dia de Sporting vs FC Porto. Como sabem, eu sou portista. É um jogo quentinho, é um jogo que nos coloca a semana toda com uns sentimentos estranhos que vão do “é desta que goleamos os gajos” ao “vamos perder o campeonato aqui”. Coisas de adepto da bola que deixa a emoção sobrepôr-se à razão, mesmo reconhecendo por vezes.

Levo quase 10 anos de jogos de futebol. São muitos anos a levar com uma indústria altamente minada, com estádios sem condições para visitantes, com revistas abusivas, com policias desejosos por ter um alvo fácil. Tanto me cansei, que apesar de ter ido a Alvalade, aproveitei o facto de estar a viver em Lisboa para falar com um grande amigo meu sportinguista. Em vez de ir para aquele cortejo em que somos tratados como ovelhas, fui para as rulotes que estavam repletas de adeptos do Sporting. Fui tratado de uma forma irrepreensível. O ambiente estava incrível, típico de clássico. Umas tochas se abriam de vez em quando, muitos telemóveis a filmar, muita gente orgulhosa do ambiente que se vivia ali. Se me custou? Não, porque tenho mais de 15 anos e percebo o que vai naqueles corações. O amor ao clube pode ter cores diferentes, mas é entendido por quem partilha desta doença.

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Salvem as empresas, já!

Há uns dias, o Expresso presenteou-nos com uma reportagem sobre um fenómeno que, pelos vistos, era do desconhecimento de todos: o Ressenteeism. Parece que isto acontece quando um trabalhador não se sente feliz no local de trabalho, mas mantém-no por razões financeiras. Acho que é importante falarmos deste fenómeno. É uma realidade e não é nada positiva. Mas, como é óbvio, o grande foco desta obra jornalística não é o trabalhador que apenas mantém o seu trabalho por querer, vá, comer e manter uma casa. O foco são as empresas que têm visto a sua produtividade a descer. Temos empresas, principalmente as grandes, a tratar trabalhadores como carne para canhão, exploram pessoas fisica e emocionalmente, e admiram-se quando as bases estão desanimadas. O foco devem ser aqueles que necessitam de estar infelizes a trabalhar para terem um sustento, mesmo quando é bastante pouco. É para estes que devemos virar as atenções e procurar soluções. Porque se uma empresa fecha, outras se abrem e isso é menos prioritário do que a vida de pessoas que são forçadas a contribuir para uma cadeira que não querem, por nos encontrarmos num país em que as elites e o Estado estão entrelaçadas e escrevem as regras a seu favor. E depois a culpa é de quem se manifesta. A culpa é de quem faz greves. A culpa é de quem está oito horas a olhar para o boneco a pensar como poupará até ao fim do mês. A culpa nunca é de quem beneficia diretamente de um sistema desigual, que promove a desigualdade e que depois ainda vem de forma sobranceira perguntar “e depois quem cria postos de trabalho?”.

Só as elites, que estão delineadas em dinastias desde os tempos da monarquia, é que olham para isto e acham que podem ter alguma solução. Aqueles que nunca visitaram Castelo Branco, mas que sabem o que é melhor para essas pessoas, porque leram num livro qualquer de um self made man.

Era uma boa ideia começarmos a distinguir liberalismo de ser cão de guarda das grandes empresas que tudo podem, das elites que capturaram a economia, funcionam em cartel e usam as pessoas como peões. Ser liberal não é defender o contrário da esquerda. Ser liberal é defender o indivíduo antes de tudo e não as instituições que alimentam o nosso estilo de vida. Mas aí a esquerda tem razão. Aquela que se diz de direita vive capturada pelas empresas que querem jogar apenas com as suas regras. Se um liberal é liberal nos bons momentos e pedinchão nos maus, desconfia. Não é liberal, é parasita.

Na COP28, o lobo protege o galinheiro

Imaginem o PAN liderado por um toureiro. Ou o PCP por um latifundiário. Ou o CDS por um muçulmano. Imaginem a CGTP liderada pelo patronato ou a CIP pelo operariado.

Imaginaram?

Agora imaginem a COP28 liderada por Sultan Ahmed al-Jaber, o ministro designado pela monarquia absoluta dos Emirados Árabes Unidos para presidir à Adnoc, a petrolífera do regime.

Imaginem também mais uma cimeira de fachada, onde nada verdadeiramente se resolve ou sequer caminha nesse sentido.
Onde centenas de chefes de Estado e outros políticos, empresários e líderes de opinião chegam de jacto privado. [Read more…]

Viva Portugal, Viva a Restauração, abaixo da tralha fascista

Em 1640, os patriotas atiraram o traidor do Vasconcelos pela janela e mandaram os espanhóis para a terra deles.

Em 2023, Putins da Wish armados em patriotas vão a Madrid bater continência ao espanhol que exibe mapas de Espanha com Portugal anexado, e as únicas pessoas que mandam para a terra deles, mesmo quando a terra deles é Portugal, são emigrantes fragilizados e pessoas que não encaixam na sua paleta racista.

Viva a revolução de 1640, viva a Restauração e viva Portugal 🇵🇹

E que se f*da a tralha fascista ✊

Holodomor

“They tried to exterminate us – they failed”
“Нас намагалися винищити – не вдалося”
Volodymyr Zelensky, 2023.11.25

O 4º sábado de cada mês de Novembro foi instituído como o “Dia da Memória das Vítimas da Fome e das Repressões Políticas” ou “Dia da Memória das Vítimas do Holodomor”. Neste ano de 2023, aconteceu a 25 de Novembro. E, infelizmente, não mereceu muita atenção. Aliás como o próprio Holodomor.

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«Não te contaram a história toda sobre a tua liberdade»

Graças às grandes comemorações do 25 de Novembro, descobri a existência do Instituto Mais Liberdade, uma espécie de braço intelectual e propagandístico do chamado liberalismo português.

Na extensa lista de fundadores, temos Carlos Guimarães Pinto, Rodrigo Moita de Deus ou Pedro Mota Soares. Cecília Meireles é directora não executiva. João Miguel Tavares faz parte do Conselho de Curadores. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral é Adolfo Mesquita Nunes.

Entre outras actividades, o Instituto Mais Liberdade criou a exposição 25N, que estará presente em frente às câmaras de Lisboa e do Porto e em mais de 200 escolas. Se não estou em erro, a página 25n.pt também será da responsabilidade deste instituto.

A exposição tem como divisa «25N – A História que não te Contaram». A página exibe a frase «Não te contaram a história toda sobre a tua liberdade».

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