O “FdP”

Estou cada vez mais convencido que não são as diferenças ideológicas que nos separam, mas o carácter de cada um de nós. Na clara evidência que muitas opções políticas que cada um escolhe, são, desde logo e obviamente, determinadas pelo nosso perfil psicológico.

Mas para não descer à minudência dos pequenos pormenores que, bem ou mal, estabelecem as diferenças entre nós, o que levaria a discussão para patamares exponenciais e microscópicos, retirando-lhe, na prática, qualquer benefício, tentarei expor apenas uma distinção maior, mais abrangente e também mais determinante.

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TrumpTok

Trump em 2020: Vamos banir o Tiktok. Esta aplicação é uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

Trump em 2025: O Tiktok não pode ser banido. Vou reverter a lei para proteger a segurança nacional dos EUA.

Director Nacional da Polícia Judiciária dá murro na mesa

Quatro minutos. Quatro. Foram o suficiente para o director nacional da Polícia Judiciária conseguisse desmontar as narrativas racistas e xenófobas da extrema-direita, às quais se atrelaram governantes alaranjados. Agora, esperamos a resposta do totó e macaquinho de imitação que é o Primeiro-ministro que temos.

Quantas greves são greves a mais?

Marques Mendes, no seu espaço de intoxicação alimentar, declarou que, nas escolas públicas, há greves a mais, há baixas por doença a mais e os sindicatos exageram (ouvir a partir dos 12 minutos e qualquer coisa).

Como é que se sabe se uma classe profissional faz greves a mais? Haverá um banco de horas de greve? Haverá um gestor de conta que negue um levantamento de horas de greve porque já se gastou o limite de crédito e agora só para o ano? Deveria existir o cargo de provedor do grevista?

Não sabemos, mas Marques Mendes sabe. Marques Mendes também sabe que, nas escolas públicas, há baixas por doença a mais e sabe que toda a gente acha o mesmo. Como é que Marques Mendes sabe? Acha que há. E também acha que os sindicatos exageram.

Marques Mendes é uma pessoa que acha muito e, por isso, tem opiniões. Só lhe faltam fundamentos e é por não fundamentar o que afirma que chegou a comentador televisivo.

Então, mas…

PSD e Iniciativa Liberal estão a estudar novas coligações autárquicas

Propaganda liberal espalhada pelo país. A/C Iniciativa Liberal.

Imagens curiosas do Google Street View (I)

Rua da Bombarda, Lisboa, Agosto de 2024

Um prefácio que não se despede

Não é fácil escrever um prefácio, mais ainda se esse prefácio for para a obra de um pai, numa viagem em carne viva pelas palavras que sulcou ao longo da vida, no fim da vida. Um prefácio que, entretanto, renasce numa mensagem que recusa despedidas.

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Adoro velhas/os

 

O povo não quer ouvir a opinião de Santana Lopes

sobre as presidenciais. O povo quer é saber a razão pela qual Santana Lopes escreveu “agora facto é igual a fato (de roupa)“. Efectivamente.

Anschluss?

Parabéns a todos os americanos que elegeram este Adolfo, e também a todos os fascistas por essa Europa fora, que rejubilaram com a sua vitória. Estou em pulgas para ouvir as balelas nacionalistas de Ventura e respectiva entourage, no dia em que vierem pelas Lajes.

Mouthpiece é difícil de pronunciar:

até para um falante L1 de inglês (Mark Zuckerberg).

Propinai!

O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, em entrevista recente, anunciou a intenção de proceder ao descongelamento das propinas no próximo ano lectivo, considerando que o não pagamento de propinas não é o que garante a equidade.

E que tal ainda não foi feito porque o Governo está a “a avaliar o sistema da acção social”.

A sério?! O mesmo Governo que ainda hoje não sabe quantos são, afinal, os alunos do secundário sem aulas?!

É claro que o descongelamento das propinas dificulta o aceso ao ensino superior. E não faltam já obstáculos bastantes para alguém que quer aceder.

A começar pela quantidade de alunos deslocados, cujas famílias não têm meios financeiros para pagar balúrdios pelo alojamento, dada a especulação actual no mercado habitacional.

Passando pela inoperância do apoio social escolar e a sua desadequação em matéria de critérios de análise e de concessão. Acrescida da falta de meios para dar resposta, mas com a perene promessa de que isso vai mudar.

Continuando pelos constantes atrasos e distorções na atribuição de bolsas de estudo.

Não é à toa que este ano foi anunciado um aumento de 11,73% de abandono escolar no primeiro ano de licenciatura. A mais alta em 8 anos. [Read more…]

Nótula sobre a qualidade analítica da propaganda anti-Lage

Top quality research requires outstanding methodological skills.
KP/LDC

 

Equiparar os quatro pontos em quatro jornadas de Lage aos quatro pontos em quatro jornadas de Pereira só pode ser natural num jornal português praticante da resistência silenciosa em tempos de liberdade (exactamente) e que capitula perante o nefando AO90. No mundo real, não é natural que Rogério Azevedo não indique explicitamente o seguinte: nos quatro pontos em quatro jornadas de Pereira, houve uma derrota contra uma equipa actualmente com 22 pontos, enquanto os quatro pontos em quatro jornadas de Lage têm uma derrota contra uma equipa actualmente com 41 pontos e que (credo!) é o actualíssimo campeão nacional. Lá se foi a comparabilidade. E o cálculo é simples. O resto, sim, aceita-se: Braga e Santa Clara (derrotas) têm os mesmos pontos e Gil Vicente e AVS – Futebol SAD (empates) distam uns míseros três pontos entre si. O Benfica e o Sporting ganharem a Estoril e Boavista é absolutamente normal. O que não é normal é continuarmos a ter propaganda, em vez de análise rigorosa. Ainda por cima e repito, para cálculos tão simples.

Chilly Gonzales — Dot

Governo não queria poupar dez mil euros por mês

Até há dois ou três dias, o governo considerava fundamental gastar 16 000 euros mensais com Hélder Rosalino. Depois da desistência deste, o cargo de secretário-geral do executivo será ocupado por Carlos Costa Neves, que ficará cerca de dez mil euros mais barato por mês.

No mundo da alegada meritocracia que faz corresponder o volume salarial à competência, poderemos dizer que Carlos Costa Neves é dez mil euros menos competente que Hélder Rosalino? Isso não será demasiada competência a menos? Ao contratar uma pessoa tão barata, não estará, ainda, o governo a prescindir de uma grande quantidade de competência, pondo em risco o desempenho de um cargo que, com certeza, será considerado fundamental? Entretanto, o que aconteceu para que, só passado quase um ano, um governo tenha descoberto que é fundamental criar este cargo?

Se, afinal, era possível gastar bastante menos, não será que o governo anda a brincar com dinheiros públicos? Mas há governo?

Parece que fazem de propósito

Em 2022, Fernando Medina gizou um despacho ministerial para garantir que Miguel Martín, à data na calha para suceder à Cristina Cavalinhos no IGCP, mantinha o salário que auferia na Ascendi: 15 mil euros.

À direita, muitos não perderam tempo. Acusaram – e bem – o governo de favorecer o gestor com legislação feito à medida dos seus interesses. No reino digital, a opinião era unânime: estávamos perante mais um caso de “socialismo”.

Dois anos e uns trocos depois, eis que o “socialismo” tomou conta do governo Montenegro/Melo. Hélder Rosalino, um dos nomes incontornáveis dos tempos da austeridade, era o preferido do primeiro-ministro para ocupar o recém-criado cargo de secretário-geral do governo. [Read more…]

O Diário da República em 2024: três momentos

‘Wait a minute, before you answer… You saw that fat man.’
‘Yes.’
‘His name is Mel. He’s from California. I don’t know his real name, but he calls himself Mel. I happen to know that in Detroit his name is Hennessy’
‘ You know him , then.’
— Arthur Miller, Focus

***

Chegados a 2025, reflictamos acerca destes três momentos ocorridos em 2024.

Comecemos pelo momento isto não são gralhas, senhores:

Passemos agora ao momento isto é grave, gravíssimo:

Terminemos, pois, com um momento isto é velho e relho, sim (cf. p. 7 deste pdf), mas continua tudo como dantes:

Até breve.

***

Auto do Rosalino

Personagens: Montenegro, Rosalino, Voz da Decência

Montenegro: Rosi, venho convidar-te para secretário-geral, porque é preciso organizar melhor as coisas da administração pública.

Rosalino: Ou seja, acabar com a administração pública, não é, Monte?

Montenegro: É por isso que eu sabia que eras o homem ideal para o cargo.

Rosalino: Pois, ó Monte, mas há um problema.

Montenegro: Os problemas resolvem-se, Rosi. Fala.

Rosalino: É que não posso passar a ganhar um terço do que ganhava.

Montenegro: Tens toda a razão. Isso de cortar salários é inadmissível!

(Riem-se ambos, a ponto de quase chorarem)

Montenegro (recuperando o fôlego com dificuldade): Vou ligar ao Centeno, ele continua a pagar-te e pronto.

(Montenegro pega no telemóvel, caminha um pouco e desliga irritado)

Montenegro: Este gajo veio-me lá com um paleio qualquer de regras ou o carago!

Rosalino: Monte, já te disse, assim não posso. Aquele dinheiro faz-me falta.

Montenegro: Rosi, não te preocupes, a malta arranja aqui uma leizita só para ti e ficas a ganhar o mesmo.

Rosalino: Pronto, assim, já fico.

(Ouve-se a notícia de que há partidos que querem fiscalizar a lei)

Rosalino: Olha, afinal, já não fico.

Montenegro: Nunca gostei do Centeno e agora também não gosto. Tenho pena, pá, porque não estou a ver mais ninguém para fazer cortes como tu fazes. Os teus cortes são os melhores que já vi.

Rosalino: Olha, não se perde tudo: continuo a ganhar o mesmo, que é o mais importante.

Montenegro: Olha lá uma coisa!

Rosalino: O que é?

Montenegro: Não era para entrar também a Voz da Decência nesta peça?

Rosalino: Pois era, mas não ouvi nada, Monte.

Montenegro: Pois, nem eu.

Rosalino: Deixa lá. Ficas a dever-me um almoço.

Jimmy Carter (1924-2024)

Jimmy Carter foi, de todos os presidentes americanos, aquele que mais vezes esteve do lado certo da história. O mais decente, a meu ver, dos inquilinos da Casa Branca. E se a sua morte era expectável, pelos 100 anos e pelo estado muito debilitado da sua saúde, não deixa de ser significativo que a sua partida coincida com o momento mais frágil da história da democracia americana. Que descanse em paz.

Fala-se de ídolos

Não é sobre resultados, campeonatos, títulos ou qualquer dado mensurável. É sobre emoção, sentimento, devoção e amor. É sobre Sérgio Conceição.

No desporto, sempre que há uma personagem forte a defender aquilo que lhe pertence, há duas possibilidades comuns: ou é muito bom, porque é dos nossos, ou é um arruaceiro da pior espécie, porque é dos outros. As cores que trazem vestidas fazem com que a opinião varie e depois é necessário arranjar um argumento qualquer para não dar ideia de fanatismo. Percebe-se que Sérgio Conceição não seja um nome consensual. Por Portugal, facilmente se pintou uma figura de arruaceiro, de pessoa que não sabe estar, de pessoa nefasta ao futebol nacional. Compreendo que assim seja e a culpa é dele. Cometeu o enorme erro de vencer títulos, de defender o seu clube em todos os momentos e fazer frente a quem ninguém fazia. Nunca confundiu educação, que sempre a teve, com etiqueta. Os que criticam Conceição são aqueles que preferem ladrões de gravata do que pessoas honestas em fato macaco.

Conceição é um arruaceiro que apoia famílias em situações de necessidade, que apoiou uma equipa de futebol da distrital que foi enganada, que sempre teve consciência do lugar de privilégio que ocupava, recusando desculpas e romantismos parvos. Somou mais de 20 expulsões nas competições portuguesas e teve 0 nas europeias, ao contrário do Guardiola, por exemplo. Felizmente, o Conceição, apesar de ser um perigoso arruaceiro, não agrediu árbitros nem selecionadores.

Se ser arruaceiro é ter a coluna no sítio, lutar pelo que se quer e não ser sonso, espero que continue assim por muito tempo. Infelizmente, não será de azul e branco, mas um ídolo é um ídolo. A partir de agora, o Milan ganhou mais um adepto. Conceição é muito mais do que vitórias, é um exemplo de vida e de luta.

Andiamo!

Bruce Springsteen and the E Street Band no Howard Stern Show

O jantar dos No Name Boys e a percepção de (in)segurança

No final da passada semana, a claque No Name Boys reuniu cerca de 500 elementos para um jantar de Natal, num restaurante em Sintra.

Sem surpresa, alguns membros da claque causaram distúrbios no interior do restaurante, acendendo tochas e causando diversos estragos.

Chamada ao local, a PSP foi recebida com violência, sendo alvo de arremesso de garrafas e outros objectos. Um dos agentes ficou ferido. [Read more…]

Olhe que não, senhor arcebispo, olhe que não

O arcebispo de Évora, Francisco Senra Coelho, agradeceu a resistência ucraniana contra as “ondas avassaladoras do comunismo ateu”, pese embora a Federação Russa seja hoje o típico regime ultraconservador e nacionalista de extrema-direita, apoiado pela cúpula de igreja ortodoxa russa, com a qual o Kremlin mantém laços tão fortes e estreitos como aqueles que uniam a igreja católica e o Estado Novo.

Se o objectivo do senhor arcebispo era picar os comunistas, faria mais sentido atirar-lhes a China à cara. A central de financiamento da extrema-direita populista está mais próxima do pensamento político da ICAR do que do PCP. A Rússia de 2024 não é a URSS da Guerra Fria. Ou o senhor arcebispo julga que Putin financiou católicos militantes como Le Pen e Salvini por caridade?

Provavelmente a última central nuclear da Europa

Este sábado, em Flamanville no norte de França, foi ligado à rede o novo reator EPR. O EPR era um projeto franco-alemão, acrónimo de European Pressurized water Reactor. Quando a Alemanha abandonou o projeto EPR passou a designar-se Evolutionary Power Reactor. Os EPR oferecem uma potência cerca de 50% superior do que a generalidade dos reatores e sobretudo são muito mais seguros, constituídos por cúpulas capazes de resistir a um embate de uma avião de linha e com galerias de transporte de plasma em caso de fusão do reator.

No entanto, este é um projeto que começou com um orçamento de 3,3 mil milhões de euros e terminou em 13,2 mil milhões. É o sexto edifício mais caro do mundo. Representando custos de 8250€/KW para a capacidade instalada. O fotovoltaico anda nos 600€/kW. A construção eternizou-se ao longo de 17 longos anos. A história dos outros EPR construídos pela EDF, na Finlândia e ainda em construção Hinkley Point no Reino Unido, não é muito diferente, verificaram-se também derrapagens colossais de custos e atrasos inaceitáveis.

Mais do que um estrondoso falhanço para a indústria nuclear, esta pode ser a última central a ser construída na Europa. A construção da central de Hinkley Point está praticamente parada e é a única em construção na Europa. Este ano Hinkley Point perdeu alguns dos seus principais investidores e não há nenhuma hipótese viável no horizonte para os substituir. A EDF, responsável por Hinkley Point, foi salva pelo estado francês que absorveu uma dívida de 60 mil milhões de euros. A EDF não tem capacidade de investimento. A americana Westinghouse foi à falência e foi comprada por um grupo canadiano sem experiência em centrais nucleares. Neste momento há zero centrais a serem construídas nos EUA… A japonesa TEPCO foi à falência e passou para os contribuintes japoneses mais de 200 mil milhões de dólares e Fukushima está muito longe de estar limpa. A coreana KEPCO ainda não faliu, mas tem uma dívida de 150 mil milhões de dólares. A russa Rosatom é atualmente a única empresa com capacidade para construir fora de portas, graças às contas à Putin, que não presta contas aos contribuintes russos.

Afinal, Portugal é mesmo racista!

O ano está a acabar e sempre me convenço mais de que todos os anos são iguais. Começa com o primeiro bebé do ano e reportagens muito giras, há dia dos namorados e reportagens à porta dos shoppings, há dia do pai, há dia da mãe, há temperaturas altas no verão, há temperaturas baixas no inverno. Só isto? Não, haverá muito mais, mas também foram incluídos neste rol estudos que apontam que há racistas em Portugal. É algo chocante, ninguém esperava que houvesse racistas num aglomerado de 10 milhões de pessoas. Choque. Horror. Tragédia. E outras quantas emoções.

Desta vez, vemos um estudo que revela que os portugueses querem menos imigrantes indostânicos e mais ocidentais. Esta gente não deve estar a falar do mesmo país que não se importa de falar mal de franceses, que detestava a gorda da Merkel, que fica doente quando ouve um espanhol sem fazer o mínimo esforço em roçar o português, mas pronto. Continuamos a ler o estudo e percebemos que os inquiridos dão respostas que facilmente seriam de centro-esquerda há alguns anos. Mas, hoje em dia, a preocupação com as tensões que podem ser geradas devido a imigração tornou-se algo de extrema-direita e esta mesma ganha com isso. Parece que ouço uma celebração na casa de cada facho sempre que lhes dão material.

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Como o Hamas derrubou Al-Assad

Ironicamente, o atentado terrorista do Hamas contra civis israelitas, a 7 de Outubro do ano passado, foi o último prego no caixão do regime de Bashar al-Assad.

Como?

Assim: Israel reagiu com a brutalidade genocida que é conhecida, o que levou o Irão a ordenar que o seu proxy Hezbollah explorasse as (alegadas) fragilidades do exército israelita a norte.

Como essas fragilidades não existiam, Israel respondeu com a aniquilação total do topo da cadeia de comando e destruiu a infraestrutura dos fundamentalistas libaneses, deixando o Hezbollah a soro. [Read more…]

William Labov (1927–2024)

Anyone who begins to study language in its social context immediately encounters the classic methodological problem: the means used to gather the data interfere with the data to be gathered.
William Labov

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Há uns anos, dediquei muitas horas ao /R/ português, porque é interessante, importante e relevante e até pode ser, imagine-se, contrastivo: caro/carro, pára/parra (note-se que pára/parra não é exactamente a mesma coisa que para/parra), muro/murro e a lista continua. O projecto acabou por ficar em banho-maria, como diriam os outros, due to lack of interest/tomorrow is cancelled e entretanto há outras emergências mais urgentes. Soube; há umas horas, que morreu um dos meus autores favoritos, o Labov, craque do /R/ na margem ocidental do lago e alhures. Fica aqui, além da triste  nótula, o meu artigo preferido dele (e, creio, o mais conhecido): The Social Stratification of (r) in New York City Department Stores (pdf) e este vídeo magnífico sobre o /R/ do homem que deveria ter sido presidente dos Estados Unidos da América.

Almada Contreiras (1941-2024)

Ontem, perdemos mais um dos heróis da democracia.

Almada Contreiras foi o Capitão de Abril que teve a brilhante ideia de sugerir a eterna Grândola Vila Morena como senha que colocaria os militares em marcha, rumo à revolução que libertou Portugal da longa noite fascista.

Que descanse em paz, como merece.

Muito obrigado, comandante.

O governo caiu, mas os alemães têm memória

O governo alemão caiu. Especialistas instantâneos em política interna alemã apressaram-se a garantir que vem aí a extrema-direita, porque Trump ganhou nos EUA e porque Le Pen está na linha da frente para suceder a Macron.

Sucede que na Alemanha, ao contrário de França e sobretudo dos EUA, vigora um sistema político cujo poder reside no Parlamento e no governo que dele resulta. E, ao contrário daquilo que acontece com a direita liberal e conservadora em países como Portugal, Espanha ou França, na Alemanha não há registo de cedências à extrema-direita. [Read more…]

Smashing Pumpkins • “Ava Adore” • 1998

Pinkpop, 1998