Eleições no Sporting: O milagre da multiplicação

18 755 votantes, 83 244 votos. Este é que é o verdadeiro milagre.

A semana que passou

O entrudo veio à rua e confirmou-se que a terça-feira de Carnaval é dia de chuva, antecedido e precedido de abundante sol. Más notícias para as nádegas com Parkinson, como lhes chamou Bruno Nogueira.

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Tivemos uma semana pródiga em disfarces, com os nossos políticos a usarem máscaras, mesmo para além da quarta-feira de cinzas. Foi o que aconteceu hoje, quando o nosso ex-Primeiro-Ministro afirmou não conhecer “nenhum facto que, há (sic) luz das disposições legais, impeça o governador Carlos Costa de fazer o seu mandato.” Disfarçou-se de  despercebido, ao fazer de conta que não percebeu que os documentos da reportagem “Assalto ao Castelo” trazem para a ordem do dia uma questão que tinha ficado por responder: Porque é que o governo PSD/CDS reconduziu Carlos Costa como Governador do Banco de Portugal, sabendo o que se sabia na altura?

Mas este não foi o único folião da semana – já lá vamos, logo depois de sublinhar uma mais coisita. [Read more…]

Alguém da UEFA está a ver o que se passa na Feira?

É que não é por nada mas o Benfica tem uma pena da UEFA suspensa por mau comportamento dos adeptos por 2 anos, na sequência dos episódios de Madrid na época passada. 

O Sultão do Bósforo

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O presidente turco Erdogan pertence à perigosa cepa de homens cuja virilidade se enfoca numa sensibilidade exacerbada àquilo que entende por sua honra e numa desmedida ambição de poder.

Carismático e eloquente, aplica extensivamente e com êxito a sua receita populista: a polarização como meio de mobilizar os seus adeptos e dividir a sociedade, atemorização e repressão dos que se atrevem a não estar do seu lado. Metade da população está com ele, a outra metade (turcos liberais, curdos, alevitas) não tem direito à existência. Declara que “representa o povo”, tudo o resto é ilegítimo.

Após a tentativa de golpe militar de 15 de Julho do ano passado, Erdogan vem dando crescentes largas aos seus instintos ditatoriais. Não lhe basta ter extinguido a liberdade de imprensa (a Turquia ocupa o lugar 151 de 180 no ranking da liberdade de imprensa da “Repórteres sem Fronteiras”; “na maior prisão mundial de autores” estão mais de 150 jornalistas e escritores, todos acusados de apoio ao terrorismo) e atirado para a cadeia muitas centenas de milhares de pessoas; Erdogan quer mandar como um verdadeiro sultão, desde o seu palácio de mil divisões. [Read more…]

Há gente em Braga…

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Jaime Manso

Braga é uma cidade atrasada no tempo, com gente desfasada da realidade. Com gente que devia andar descalça no meio dos campos, e a prestar contas ao senhor feudal.
Braga regride e distancia-se de todas as outras em tudo o que é mau, porque Braga tem gente que não gosta de gente que trabalha à noite. Braga tem gente que tem inveja de quem sai à noite. Braga tem gente intolerante, e quando se queixam e lhe dão uma solução, essa gente não quer a solução.
Braga tem gente que acha que grande festa é a cidade Romana, que não é mais que todas as outras festas, de todos os vilarejos medievais, onde a toga é enfeitada com louros. Em Braga festeja-se a cidade Romana em vez da cidade dos Bracarae, esses bem diferentes dos romanos, até nas roupagens. Em Braga, ha gente que gosta da Noite Branca e a confunde com cultura, sendo a cultura do nada, onde a gente se veste de branco sem saber porquê, veste-se. Sobe-se e desce-se a avenida de sorriso escachado na cara, como se fosse S. João, e vai-se ao bares da Sé beber copos…
Nessa noite até dão jeito. Nessa noite, até dão jeito. [Read more…]

No rumo certo

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Terminou em Amesterdão. Obrigado jogadores! Obrigado Martim Aguiar! Obrigado Ian Smith! Obrigado a todo o staff que proporcionou um altíssimo rendimento a todos os atletas! Obrigado Luis Cassiano Neves e restante direcção da Federação Portuguesa de Rugby! O rugby português está de parabéns: a nossa selecção acaba de atingir o 5º triunfo consecutivo, passou para a liderança do grupo C da Rugby Europe e deu um passo de gigante rumo à subida para o nosso lugar natural que é o Grupo B e quem sabe rumo ao Mundial 2019 no Japão!

A última vez que isto se sucedeu foi, para terem a noção, foi no período de jogos realizados entre 2002 e 2004 quando obtivemos 8 vitórias consecutivas!

Apesar de ainda existirem algumas arestas por limar neste mandato federativo, em especial no que concerne à politica de desenvolvimento, a alguns aspectos relacionados com o quadro competitivo juvenil e sénior, no que concerne às selecções, o trabalho que está a ser desenvolvido pela actual equipa federativa e pelo staff de todas as selecções está a ser simplesmente 5 estrelas! A seguir à tempestade (a descida do Grupo B em 2016) vem a Bonança! Martim Aguiar é o homem certo para o lugar certo: sem os marialvismos do passado está a construir a pouco e pouco a equipa que quer para o nosso futuro a médio prazo, mesmo apesar de continuarmos sistematicamente a não poder contar com os nossos jogadores que alinham no estrangeiro, Martim Aguiar está a incutir algo que falta há muito ao rugby português: exigência, competitividade e espírito vencedor!

Ora vejam lá bem se…

… não é o maior milagre da história a seguir à passagem de Santo Agostinho do estatuto de maior putanheiro da Idade Média a Santo.

Andas com pouco sentido de humor, comentador do Aventar

Como sabes, comentador do Aventar, eu sou de Esquerda. Mas de Esquerda mesmo Esquerda. Não deste PS travestido de Esquerda que hoje governa o país com o apoio da Esquerda mesmo Esquerda. Eu é mais PCP ou Bloco.
Mas desde que deixei de ser um aspirante a betinho do Pinheiro Manso sem qualquer consciência política, nunca mudei.
No blogue, também não. Bati sem descanso em José Sócrates e dei descanso à Direita. Bati como se não houvesse amanhã em Pedro Passos Coelho e esqueci os ontens de José Sócrates. E agora, para dizer a verdade, comentador do Aventar, não quero saber de Pedro Passos Coelho para nada e interessa-me é o que está este Governo a fazer. E sempre que estiver a fazer mal, António Costa há-de levar como levaram os outros. Isto porque tenho uma ideologia, mas não tenho grandes ilusões acerca do ser humano.
Sabes, vou dizer-te um segredo: o meu maior sonho era ver um Governo de Esquerda mesmo Esquerda a governar Portugal. Um Governo do PCP e do Bloco! Mas nesse mesmo dia, estaria na linha da frente para lhe bater sempre que fosse preciso.
Eu não mudei, pois. Mas algo mudou.
É que a certa altura, comentador do Aventar, vinhas para cá fiado de que ias ler coisas de Esquerda. E ultimamente – e como rejubilo! – a Direita voltou finalmente à luta e agora volta a haver um certo equilíbrio.
Isso não deve tirar-te o sentido de humor. Por exemplo: [Read more…]

Assim vai o rectângulo…

Teodora Cardoso teve esta semana uma expressão infeliz, quando considerou milagre o défice de 2,1%. Em primeiro lugar porque milagres não existem e bastaria dizer o óbvio, mais uma vez existiram medidas extraordinárias sem qualquer redução estrutural da despesa. A senhora não é política, não lhe peçam grandes discursos ou tiradas retóricas, mas anda nisto há muitos anos para ver a competência posta em causa por ilusionistas políticos que dominam a arte da demagogia. Alguns dos que a criticam agora, aplaudiam-na quando ela na anterior legislatura também colocava o dedo na ferida, desagradando ao governo de então. É assim a independência, não tem que se agradar a ninguém, fazer jogo político, obedecendo a estratégias partidárias. [Read more…]

Emil Forsberg: desmistificar a verdadeira posição 10

A propósito da posição de Chico Geraldes, ouvi João Alves dizer num dos últimos episódios do programa playoff dizer uma baboseira de todo o tamanho. Afirmou o luvas pretas nesse episódio, perante o sábio Rodolfo, tantas vezes citado aqui no Aventar por um grande amigo meu, que o clássico número 10 é um jogador que joga obrigatoriamente atrás dos avançados, com a função de criar no corredor central. Respeito muito o João Alves mas, à semelhança do que os compadres da terra dele (Albergaria-à-Velha) dizem ao tasqueiro quando o vinho não é maduro (por norma uma reserva com mais de 6 anos), o João Alves está passado. Como futebolista foi um grande jogador, tendo aberto o filão do estrangeiro para todas as gerações que se seguiram. Como treinador foi mediano. Como comentador, a idade, bem, a idade pesa-lhe e fico-me por aqui: está passado!

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É perguntar ao camarada Bernardino como funciona a democracia a Oriente…

Fraquinho este Miguel Tiago. Na Coreia do Norte sabem lidar melhor com opiniões divergentes da versão oficial. Perder o emprego? Não me parece suficiente…

Carlos Costa, é sempre bom recordar

Foi nomeado governador do Banco de Portugal por José Sócrates em Junho 2010.

Recordar o “louco” Tour de France de 1998

Pelo periscópio de Jeremy Whittle aqui no Cycling News.com

O AVENTAR não é, nem nunca foi um blogue de esquerda, nem de direita. Mas algo mudou!

Autor: Rui Naldinho

Há dias, num post aqui colocado pelo fundador deste blogue, Ricardo Ferreira Pinto afirmava sem quaisquer preconceitos ideológicos, que o Aventar não era um blogue de esquerda, nem um blogue de direita.

Leio o AVENTAR há alguns anos. Numa primeira fase fazia-o de forma intermitente. Com excepção de uma intervenção escrita neste blogue, no ano de 2014, quando Nuno Crato resolveu alterar a legislação de acesso ao Ensino Superior das Escolas Artísticas, nunca escrevi texto algum, ou comentário que fosse. Isto se a memória não me falha. O meu vínculo profissional ao Estado impedia-me de participar neste tipo de fóruns, a não ser que o fizesse sob anonimato. Nunca fui grande apologista de utilizar nomes que não correspondam à minha própria identidade. Respeito quem o faça, mas eu acabei por desistir dessa ideia.

No entanto, há uma coisa que eu reparei no AVENTAR, com estes olhinhos que a terra há-de comer, nos anos que por aqui fui passando. Algo mudou! [Read more…]

Luis Filipe Vieira; as mil formas de coacção e o ódio, aquele sentimento visceral

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Vi com a máxima atenção a entrevista exclusiva que a CMTV levou a cabo na noite de ontem a Luis Filipe Vieira. Pela primeira vez concordei com algumas das posições do presidente do Benfica, apesar de continuar a discordar do seu método de actuação.

Cumpre-me saudar o facto do presidente do Benfica ter sido um dos primeiros dirigentes senão mesmo o primeiro a admitir que um erro de arbitragem beneficiou o seu clube, mesmo apesar da habitual (clássica) tentativa de spin para o lance do penalty que ficou, a meu ver, injustamente por marcar em Setúbal. Continuo a acreditar, em questões de arbitragens que não existem erros admissíveis assim como continuo a acreditar piamente que em relação ao meu clube, indiferentemente da postura mansa ou agressiva dos nossos presidentes e dirigentes, existe (factualmente) uma postura por parte da arbitragem, dos seus dirigentes e das influencias que historicamente os movem ou moveram uma intenção deliberada de errar para o segregar e para o excluir das vitórias. Se acredito que existem árbitros que erram por clubite aguda ou por instruções de terceiros? Se acredito que existem encomendas? Claro que acredito. Faz parte do futebol. O que não faz parte do futebol é errar sempre para o mesmo lado. Tanto erro, para o mesmo lado, é uma evidência clara de um futebol altamente viciado, que a continuar assim, diga-se a bom da verdade, irá afastar investidores e consumidores.

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Era tão bonito

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Projecto de lei XYZ/2017

Tendo em conta a enorme destreza, sagacidade, inovação, competência e eficiência do actual governo em matéria económica e financeira, bem como a certeza absoluta e irredutível que estamos, realmente, no bom caminho e que o tempo da austeridade imposta por Bruxelas, pelas Agências de Notação e pelo grande capital se encontra já, definitivamente, ultrapassado, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, as Deputadas e os Deputados do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português e do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (o deputado do Partido Animais Natureza aproveitou este momento para ir, convenientemente, à casa de banho) apresentam o seguinte Projecto de Lei:

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“Juntam-se duas coisas que nunca se tinham juntado antes”

A “Lagoa dos Peixes” passa boa parte do ano congelada. Saber isto provoca algum desconforto, porque é inevitável pensar nos peixes, os tais que dão o nome à lagoa, e que passam nove meses aprisionados num cubo de gelo. Talvez houvesse peixes muito lá no fundo, sob a capa glaciar que reveste a lagoa. Talvez seja esta, afinal, a época mais tranquila das suas vidas, quando são poucos os seres humanos que se aproximam da lagoa e nenhum ousa perturbar a sua superfície gelada.

A estrada sinuosa que conduz ao lugar estava desimpedida, apesar do muito gelo que ainda havia no topo da montanha. E foi na beira dessa estrada que encontrei María de los Milagros, uma velhinha de cara enxuta e mãos fortes que me agarraram com força para a fotografia. Estava sentada a tomar o precioso sol de Inverno serrão, ela e um grupo de gente da sua idade, homens e mulheres, imóveis como pedras, mas com o olhar perspicaz para avistar forasteiros e rir, sem mover um músculo, dos seus arrebatamentos paisagísticos. [Read more…]

Momento “rigor” do dia

Quando a SIC usa um software de antivírus para ilustrar uma reportagem sobre as transferências para offshores. E daí, atendendo ao efeito virulento das offshores, se calhar até nem está mal visto. Só que tal software, que remova os paraísos fiscais, ainda não existe.

Vários jornais portugueses recebem ameaças de morte

A man wears a shirt reading "Rope. Tree. Journalist." as supporters gather to rally with Republican presidential nominee Donald Trump in a cargo hangar at Minneapolis Saint Paul International Airport in Minneapolis, Minnesota, U.S. November 6, 2016. REUTERS/Jonathan Ernst     TPX IMAGES OF THE DAY

A imprensa portuguesa vive dias conturbados. A sucessão de factos alternativos, o clickbait primário, as ligações suspeitas ao poder político e económico, a perda de leitores e credibilidade. Mas aqueles que mais perdem com tudo isto, não tenhamos dúvidas, somos nós, the people. Porque num momento em que figuras sinistras emergem e tomam o poder, figuras que desprezam a imprensa livre e a liberdade de expressão, precisamos de uma imprensa mais forte do que nunca. Uma imprensa do lado da democracia. [Read more…]

A insustentável extraordinariedade do milagroso défice geringonço

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Teodora Cardoso afirmou que o facto do défice se ter fixado nos 2,1%, “ate certo ponto”, foi um “milagre”, e que o resultado foi obtido através de medidas extraordinárias que não são sustentáveis. E talvez tenha razão. Eu, depois de ver no que deu a Geringonça condenada à nascença, deixei de ter certezas. Tantas profecias da desgraça não podiam estar erradas. Só que estavam.

Claro que eu, ao contrário da Dra. Cardoso, não percebo nada de economia e finanças. What do I know? And yet, não preciso de um curso na Business School da moda para perceber que medidas extraordinárias insustentáveis foram o prato do dia no tempo da Caranguejola, como o foram de todas as caranguejolas que a antecederam. Fossem o património público que o ex-primeiro não ia vender “como quem vende os anéis para ir buscar dinheiro”, fossem os cortes e os brutais aumentos de impostos, o défice de Passos e Portas, como o dos seus antecessores, nunca cumpriu a meta europeia. Aliás, governo algum conseguiu um défice mais baixo que os 2,1% da Geringonça. E não faltaram medidas extraordinárias insustentáveis nos últimos 20 ou 30 anos.  [Read more…]

Assalto ao Castelo – Reportagem SIC sobre o colapso do BES e o papel do BdP

A SIC teve acesso a documentos vindos do “Castelo”, metáfora visual para o Banco de Portugal (BdP). Todos com o selo de confidencial, vindos directamente do departamento mais sensível do BdP, a Supervisão Micro-Prudencial.

Ao longo da reportagem, é explicado, brevemente, o passado do BES, bem como a constante promiscuidade entre o poder político e o banco. Define-se o que é a idoneidade dos banqueiros e os poderes que o BdP tem para a remover, assim implicando a demissão dos cargos.

BES - ligação política (clicar para ampliar)

BES – (alguma da) ligação política

Num desses documentos confidenciais, os técnicos do BdP afirmavam que uma “actuação tempestiva” poderia vir a ser necessária. Vários factos são apresentados para consubstanciar uma coisa simples: O Governador do BdP, Carlos Costa, soube dos riscos inerentes ao GES pelo menos nove meses antes da resolução do BES mas optou por não agir. [Read more…]

A morte por asfixia do Serviço Nacional de Saúde; a droga, a indústria do álcool – um breve relato.

Ontem, conforme a marcação previamente acordada com o Hospital de São Teotónio em Viseu, dirigi-me ao serviço de cirurgia para executar uma operação cirúrgica de pequena escala. Preparado que estava por antecipação, cheguei ao hospital 1 hora antes da hora acordada. Do ponto em que me encontrava pude espreitar durante horas a fio o lufa-lufa das urgências através das vidraças. O que previsivelmente me iria demorar umas 3 horas entre espera, intervenção (a um quisto na zona do cóccix) e alta clínica acabou por demorar 6 devido a um conjunto de circunstâncias extraordinárias ocorridas durante o dia de ontem no referido hospital.

As urgências estavam como sempre abarrotadas de pessoas, principalmente idosos. Durante as 4 horas em que pude observar o serviço apercebi-me do ambiente em que diariamente trabalham dezenas de profissionais de mão cheia, diga-se a bom da verdade: existe uma falta notória de pessoal (apesar do hospital já contar com 4 médicos estrangeiros; contudo existem especialidades em que o médico de serviço não tem mãos a medir para a afluência que se regista), de espaço para colocar os doentes (os corredores principais das urgências estavam abarrotados de macas e pessoas literalmente empilhadas em cadeiras de rodas; havia filas de macas até a sala de TACs; apesar de já existir um projecto, as urgências do Hospital de Viseu precisam muito de ser ampliadas porque o hospital, central a praticamente 3 distritos, já não tem capacidade de resposta para a enorme afluência) e de meios para intervir nos casos mais complicados.

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Os cidadãos possuem ou não o direito à informação e à verdade?

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Tiago Petinga – Agência Lusa

Núncio, não me venhas com tretas. A sério, por favor, não nos tentes engrolar.

Achas mesmo que ao ocultar as estatísticas da saída de capitais para offshores estavas a dar vantagem aos infractores e poderias estar a prejudicar o combate à fraude fiscal quando o próprio Estado tem leis e programas de recuperação (para não dizer que são autênticos programas de perdão fiscal; veja-se os juros que Ricardo Salgado pagou no âmbito do seu pedido de legalização de milhões que ilegalmente tinha nas suas sociedades offshore no âmbito dos RERT I,II,III) de capitais (não-declarados e não-taxados) feitos à medida das pessoas que os colocam? Essa é a desculpa mais esfarrapada que ouvi nos últimos tempos.

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Carta aberta ao Director de Informação da SIC-Notícias

[Autor: Carlos Paz]

Meu caro Ricardo,
No programa “Negócios da Semana” de ontem, 1 de Março de 2017, o jornalista José Gomes Ferreira, que é teu Director Adjunto, teve como convidados, entre outros, os ilustres Professor João Duque, académico, e Dr. Tiago Caiado Guerreiro, advogado fiscalista.
As grandes notícias do dia foram:
– A audição na AR dos secretários de estado, actual e antecessor, sobre uma colossal fuga de capitais do País, ao longo de anos, que não foi escrutinada pelas finanças;
– A emissão, pela SIC, canal do mesmo grupo, da primeira parte de um programa sobre o Banco de Portugal e a sua imensa responsabilidade em tudo o que a economia portuguesa e os portugueses, em geral, sofrem, têm sofrido e irão continuar a sofrer por muitos anos.
Apesar da relevância de qualquer destes temas, e até da sua potencial inter-relação, o programa “Negócios da Semana” escolheu como seu tema do dia a Caixa Geral de Depósitos, os SMS’s do Ministro das finanças, as opções (que são só do conhecimento de José Gomes Ferreira) da Administração Domingues que, de facto, praticamente nem esteve em funções e, prato forte, o programa de recapitalização da CGD.
Não há aqui nenhum problema deontológico. O canal SIC-Notícias, e o seu Director Adjunto José Gomes Ferreira, tem o direito de fazer as suas escolhas editoriais.

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Quinta-feira e outros dias 

O enredo do filme é do Núncio. A montagem é da Geringonça. A produção é do Homem mais honesto que hão-de nascer duas vezes para igualar. Os bilhetes são pagos por nós.

Computemos

Fartos de estar no fim da cadeia de culpados, decidiram inventar uma máquina a que pudessem atribuir, também eles, culpa. Estava inventado o computador-máquina.

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Somos cada vez mais a m̲e̲r̲c̲a̲d̲o̲r̲i̲a̲

Em vez de sermos os clientes.

O «spin» dos 10 mil milhões funcionou

Ninguém mais quis saber dos sms do Centeno (estão bem é uns para os outros).

Porque mentiu Paulo Núncio?

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Quando o caso emergiu, Paulo Núncio tentou atirar as responsabilidades para a Autoridade Tributária (AT). Porém, rapidamente foi desarmado pela AT, que explicou que a publicação dos dados referentes a transferências offshore para 2011 dependiam da autorização e de um despacho governamental. A situação manteve-se durante toda a vigência do mandato do ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF).

Encostado à parede, Núncio lá teve que dar razão à AT e assumir a responsabilidade política pela não publicação dos dados em causa, remetendo Luís Montenegro e a sua indignação de ocasião para o embaraço total, o que é sempre bonito de se ver. Para a história fica uma atitude soez e indigna do antigo SEAF, que tentou esquivar-se às suas responsabilidades, nem que para isso fosse necessário queimar a AT. E fica também o triste papel protagonizado por Passos Coelho, mais um, quando por estes dias afirmava, convicto, não estar em causa qualquer tipo de responsabilidade política.  [Read more…]

Mike Pence a fazer figura de Trump

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