Terapia de Casal para um Escritor e o seu Livro

 

O sentimento é, talvez, comum a todos os artistas ou todos os criadores que se aventuram no processo de dar origem a algo. Seja esse algo um livro, um quadro, uma escultura, uma música, um filme. E esse sentimento é uma relação agridoce com a primeira criação, ou com as primeiras criações (para carreiras mais longas). Talvez nem todas as pessoas o sintam. Mas eu senti. Tive, durante muito tempo, uma relação complicada com o primeiro livro que publiquei. Eis as razões para isso.

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O Equilíbrio do Terror #1 – Realpolitik, from Kiev, with (no) love

Quando o Kosovo declarou independência da Sérvia, a decisão foi entusiasticamente reconhecida e apoiada pela Administração Bush. A Federação Russa, por seu lado, já com Putin ao leme, condenou e opôs-se àquilo que considerou uma agressão à soberania da Sérvia. Foi em 2008. Ontem, portanto.

De lá para cá, passaram-se 13 anos. E ontem, sem grande surpresa, os papéis inverteram-se. Putin, qual Bush, decidiu reconhecer a independência dos oblasts de Lugansk e Donetsk como repúblicas independentes. Biden, qual Putin, não demorou a condenar a violação da soberania ucraniana.

Reduzir o que se passa no leste da Ucrânia a “bons” contra “maus” é um completo absurdo. O que se passa na fronteira russo-ucraniana é realpolitik a acontecer. É um embate entre duas potencias que pretendem exactamente o mesmo: reforçar a sua posição e o seu poder. Estão-se nas tintas para os ucranianos, estão-se nas tintas para os separatistas do Donbass, estão-se nas tintas para a segurança da UE. Todos eles são meios para fins que se estão igualmente nas tintas para os actores secundários. Em realpolitik, não existe espaço para considerações éticas ou morais. Hard power, bruto e sem sentimentos, como Nye o descreveu.

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As viúvas do outro senhor não mudam….

Ali para os lados do twitter anda a rapaziada a discutir umas coisas sobre o ex-presidente do Sporting e a namorada e o Big Brother Famosos. Entre os partidários de uma senhora intitulada “Pipoca mais Doce” e os partidários de Bruno Carvalho a coisa está mais bélica que a fronteira da Ucrânia. De repente, foi lançado um morteiro deste calibre:

O tempo passa mas as viúvas do outro senhor não mudaram nadinha. É o que temos.

Há pessoas a viver na minha mente

Se pensarmos bem, a leitura é uma espécie de alucinação positiva. Esta ideia circula pela internet com alguma facilidade pela sua natureza humorística mas, sobretudo, porque assenta numa lógica de realidade: é que passamos horas a ler livros, que são árvores transformadas enquanto temos alucinações, porque imaginamos coisas que não existem mas que, na nossa cabeça, parecem tão reais. 

Concordando com esta ideia, não posso deixar de pensar na forma como também a escrita é uma espécie de alucinação mas de uma forma mais concreta e palpável. É que somos nós, escritores, que criamos as condições para que os leitores possam alucinar com as nossas histórias. O processo para chegar aí… tem tanto de prazeroso como de, lá está… alucinante. 

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O sítio do Pica-Pau laranja

 

O PSD perdeu as eleições. Na noite eleitoral o seu Presidente foi, na minha opinião, ambíguo quanto à sua permanência como líder. Entretanto tem havido movimentações várias, umas noticiadas, outras não, sobre a vida interna do PSD. Rio vai embora, Rio não vai, Rio vai mas…..

Enfim, um barco encalhado, em que o comandante diz que só desencalha quando achar (tem mau perder, e quer condicionar tudo e todos, para tentar negociar com António Costa alguns assuntos, regionalização, por exemplo, pois quer ser mais um líder regional, perdida a hipótese de ser 1º. Ministro). Rui Rio, que se acha um homem providencial, quer definir o futuro do partido, pasme-se! 

Os eventuais candidatos Rangel, Pinto Luz, Montenegro, continuam no jogo táctico, qual ciclistas num velódromo, antes da última volta, a marcarem-se uns aos outros. O outro eventual candidato, Ribau Esteves, também quer ser líder regional e daí se ter atirado para o jogo.

O Chega e a IL agradecem.

António Costa assiste com um sorriso de orelha a orelha.

Capitalismo e crime

Credit Suisse, uma das maiores e mais poderosas instituições bancárias do planeta, é o centro do Suisse Secrets, o novo escândalo ético-financeiro que foi hoje revelado. Segundo a investigação do Süddeutsche Zeitung, o banco suíço terá servido de esconderijo para os milhões de criminosos ligados ao tráfico de droga, a violações gravíssimas de direitos humanos, a corrupção e lavagem de dinheiro. Se não servir para outra coisa, que sirva para que nunca nos esqueçamos que os bancos têm poder a mais para que os deixemos sem escrutinio. E enquanto permitirmos que instituições da dimensão do Credit Suisse sejam albergue das fortunas de ditadores e mafiosos, não manchadas, mas a pingar sangue, argumentando que os Estados não podem interferir no sector privado, a nossa capacidade de dar lições de moral aos regimes autoritários está e estará comprometida. E não é só na banca, e muito menos se resume ao Credit Suisse. É na energia, nas telecomunicações, nos fundos de investimento, na têxtil, na automóvel, na aviação e, claro, no futebol. Quem pactua com este estado de coisas escolhe um lado, e não é o lado da democracia.

Um tacho, é um tacho é um tacho….

Nunca fui meigo quando a coisa vinha do PS. Nunca serei meigo quando a coisa é obra do PSD. A fonte é o Observador, a realidade é portuguesa. E não há inocentes nesta matéria.

O drama dos sem abrigos deve chocar todos, JN.

Existem peças jornalísticas que são autêntico serviço público e esta, do Jornal de Notícias é uma delas. Porém, o título é todo um programa.

E qual é o título? É este: “O drama dos sem-abrigo nas ruas do Porto está a chocar os turistas”. A chocar os turistas? Porquê, não nos choca a todos? Não choca os responsáveis pela gestão da cidade? Não choca os poderes públicos? Ou só interessa que não choque os turistas? Eu quero acreditar, mais, eu acredito que o jornalista Alfredo Teixeira cometeu um erro no título mas isso não invalida da importância do seu trabalho como uma forma de chamar a atenção dos poderes locais para este problema social grave.

A câmara diz que o número de pessoas que vivem na rua não aumentou. Não? Então não percebo. É preciso recuar muitos anos para me lembrar de ver a cidade com tantos sem abrigo. Muitos anos. É preciso recuar aos tempos em que um vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, de seu nome Paulo Morais, tomou em mãos o problema e, aí sim, diminuiu drasticamente o número de pessoas a dormir nas ruas da cidade do Porto. Ora, quando no passado mês de dezembro (e janeiro) estive na cidade fiquei chocado com a quantidade de sem abrigo espalhados pela cidade. Não só na Baixa como na Boavista e na Foz, só para citar três exemplos. E isso deve chocar todos. E deve ser resolvido não porque incomode os turistas mas porque nos incomoda a todos como seres humanos. A mim incomoda-me que só seja um problema porque “choca os turistas”. A mim incomoda-me que a cidade, nomeadamente os poderes públicos da mesma, não tomem medidas para resolver este problema, a exemplo do que no passado foi feito. Olhem, falem com o Paulo Morais ou com alguém que tenha pertencido à sua equipa. Quem sabe se desviarem umas verbas do marketing e comunicação do município e o aplicarem na resolução deste flagelo. Quem sabe se a câmara com a ajuda da Misericórdia possam investir na resolução deste problema social e dou o exemplo da misericórdia pois vejo que a esta não lhe tem faltado dinheiro para a recuperação do seu património, para investir na comunicação e promoção (nomeadamente dos seus dirigentes)…

É uma questão de prioridades. É uma questão de humanidade.

 

(a fotografia é do JN)

Futebol Clube do Porto Canal

O universo do futebol, como qualquer universo, contém monumentos espectaculares e lixeiras a céu aberto, artistas geniais e gente pouco recomendável.

Há, neste universo, muita gente a fazer figuras tristes. Neste mesmo universo, são sempre os outros que fazem figuras tristes e nunca os nossos. Os nossos, no máximo, reagem a provocações, os outros é que são violentos, desonestos e malcriados.

O último Porto-Sporting ficou marcado por vários episódios tristes, com direito a final apoteótico, no pior sentido da palavra.

Acabado o jogo e recolhidos jogadores, treinadores e dirigentes, eis que todos iniciaram o discurso da culpabilização alheia, reclamando virtudes próprias e escarrando defeitos alheios.

Frederico Varandas, que sempre teve mau perder ou mau empatar, usou a sala de imprensa do Dragão para atribuir as culpas de todos apenas a Pinto da Costa. Do outro lado, os portistas, oficiais e oficiosos, defenderam o presidente portista, erguendo o pendão dos títulos alcançados, quando o que estava em causa era o contributo, directo e indirecto, que tem dado para a lixeira a céu aberto que é o universo do futebol. [Read more…]

Guerra Ayuso vs Casado….

….and the winner is:

O humor do Pravda de Carnide

A treta de falidos a piscar o olho ao dinheiro do Estado. A mama.

Se eu monto um negócio e ele não corre bem porque os consumidores ou não gostam ou não sentem necessidade do produto que eu lhes vendo vou a correr pedir ao Estado para o financiar? Este momento de humor é Portugal no seu melhor….

Na falta do Ministério Público e da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, não era de substituir o Bruno Carvalho por um par de nazis no Big Brother?

Pode ser uma captura de ecrã do Twitter de uma ou mais pessoas e texto que diz "Mario Machado @MarioMachado777 Em resposta @Richard 1143 E prostituição forçada das gajas do Bloco. 17:03 17 fev. 22 Twitter Web App Ricardo Pais @ricardojp1143 4h Concordo. Incluam as do PCP, MRPP, MAS e PS. Mario Machado @MarioMachad... .4h Em resposta @ricardojp1143 @Richard_ 1143 Tudo, tipo arrastão. Ricardo Pais @ricardojp1143 Em resposta @MarioMachado777 @Richard_1143 A Renata Cambra terá tratamento VIP. 1 Ricardo Pais @ricardojp1143 3h Em resposta @ricardojp1143 @MarioMachado777 @Richard_ Servirão para motivar as tropas, na reconquista."

A “Renata Cambra (…) as gajas do Bloco (…) PCP, MRPP, MAS e PS”, foram vítimas da ameaça pública que se pode ler, feita pelos nazis que apoiam o Chega. Bem sei que não se trata do Big Brother, nem de um tolo do qual o país faz troça há alguns anos, mas será que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género ou o Ministério Público vão exigir as devidas consequências? Será desta que o Tribunal Constitucional revê a ideia de aprovar partidos a milicianos deste calibre?

Canto a Vozes de Mulheres à Lista Nacional do Património Cultural Imaterial

Já sabemos que a luta pela Cultura, mais ainda a que é imaterial, é uma luta de passada difícil, pelo que a ajuda de todos conta. Subscreve aqui.

“Em 2020, cerca de trezentas cantadeiras decidiram criar a Associação Fala de Mulheres e formular o pedido de inscrição do Canto a Vozes de Mulheres na Lista Nacional do Património Cultural Imaterial. Este repertório é cantado a três ou mais vozes sobrepostas em movimento predominantemente paralelo e tem localmente diferentes designações, tais como “cantada”, “cantaraço”, “cantaréu”, “cantarola”, “cantedo”, “cantiga”, “cramol”, “lote”, “moda” ou “terno”. É cultivado no centro e norte de Portugal há sucessivas gerações e pode também encontrar-se em comunidades e(ou) grupos geograficamente distantes, mas que, de algum modo, tiveram ao longo da sua história contacto com essas práticas performativas. As cantadeiras argumentam que este canto é uma expressão artística, um património imaterial que vincula as mulheres no combate à vulnerabilidade das comunidades onde residem e reforça a identidade local. Com esta iniciativa pretendem também desocultar o papel das mulheres nos processos e práticas culturais. Apelam, agora, ao seu apoio com a subscrição desta lista, ou, se preferir, através de uma carta endereçada à Associação Fala de Mulheres. Consciente da importância de salvaguardar este património imaterial, cada um dos subscritores declara perante a Direção-Geral do Património Cultural o seu apoio à inscrição do Canto a Vozes de Mulheres na Lista Nacional do Património Cultural Imaterial.”

Ao cuidado da extrema-direita que ainda não saiu do armário

Há quem não compreenda as dimensões racista, xenófoba, misógina ou globalmente autocrática – to name a few – do Chega. Pior: há quem as compreenda, compreendendo também as consequências que daí resultam, mas opta por desvalorizar e normalizar, por ódio à esquerda, por simpatia envergonhada pelo Chega ou por comungar do mesmo ideário. Ou por todos estes motivos. E mais alguns.

Daqui salta-se quase sempre para a vitimização. E uma das modalidades de vitimização mais comuns é esta: então e a extrema-esquerda? Quando me deparo com esta sobrevorização do papel de micropartidos como o MRPP ou o MAS, fico sempre perplexo. Bem sei que o MRPP defende a morte dos traidores, mas será que alguém os leva a sério? Têm relevância política? Recebem financiamento significativo que possa transformar estes partidos numa ameaça real? Não, não e não. Três vezes não.

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Diogo Pacheco de Amorim, és tu?

A que horas começa a invasão da Ucrânia?

Nos últimos dias, assistimos a uma parada opinativa de especialistas instantâneos em política internacional, conflitos militares, geopolítica e estratégia. Quase todos asseguraram, baseados em rigorosamente nada, que Putin ordenaria a invasão da Ucrânia ainda hoje. Tão certo como a existência das armas de destruição maciça que Saddam nunca teve, facto que não impediu os freedom fighters liderados pelo Tio Sam de conseguirem a proeza de causar mais danos ao Iraque e aos seus habitantes do que meia dúzia de Saddams. Estranhamente, ninguém ameaçou aplicar sanções aos EUA, UK, Austrália e Polónia, em princípio por se ter tratado de uma invasão do bem. E nada como uma invasão do bem para justificar a destruição de um país e a morte de milhares de civis, que nada teve a ver com os interesses geoestratégicos dos EUA no Golfo. Tal como a tensão na fronteira russo-ucraniana não tem nada a ver com a construção do Nord Stream 2. Só um socialista-comunista-soviético-norte-coreano da Venezuela poderia achar tal coisa.

O Diário da República e o infinitivo pessoal

 

Podem sêrem… não é linguagem de cá.
Cândido de Figueiredo

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O infinitivo pessoal é um tema fascinante. Distingue-se do infinitivo impessoal por ser flexionado — chamar-lhe flexionável pareceria, à primeira vista, uma denominação mais correcta, mas levar-nos-ia por caminhos tortuosos. A denominação infinitivo flexionado vinga em palcos que me agradam particularmente e há excelentes artigos que se debruçam sobre o assunto (e.g., Madeira et al., 2010; Fiéis & Madeira, 2014).

Gosto imenso do infinitivo pessoal e daquela tão desconhecida regra que determina a incorrecção do recurso à contracção de preposição com artigo ou pronome, quando estes iniciam uma oração infinitiva.

Lembrei-me disto, ao ler hoje o Diário da República, mais concretamente, quando me estatelei naqueles da e do (contracções de de + a e de + o) em vez de me deleitar com uns de a e de o (formas “descontraídas”):

Ninguém reparou no fato?

Ah!

Já agora, venha o resto. [Read more…]

É por estas e por outras….

Quando nos perguntam o porquê da nossa antipatia, o porquê do nosso “contra tudo e contra todos”, os motivos do nosso asco, estas coisas respondem.
E as minhas desculpas aos amigos por publicitar aqui o Pravda de Carnide.

A chapada e a queda das máscaras

Após dias de autêntica vergonha nacional, em que o respeito pelo votos dos emigrantes andou a ser arrastado pela lama, valeu o Tribunal Constitucional ter tido a coragem de obrigar a classe política a fazer algo que deveria ser básico, mas, infelizmente, não é: cumprir a lei.

Foi uma bela e firme chapada que o Tribunal Constitucional deu, de forma a arrancar as máscaras que escondiam os rostos hipócritas dos partidos políticos que há anos andam a brincar com os votos dos emigrantes. Como se os partidos políticos tivessem qualquer tipo de legitimidade para violar a lei aplicável, só porque estão de acordo em fazê-lo.

Os mesmos partidos que durante anos não mexeram uma palha para estabelecer um regime de votação justo, ágil e consentâneo com a realidade social e tecnológica dos dias de hoje.

Mas, porquê esta desconsideração pelos emigrantes?

É que, num país que tanto tempo e dinheiro gasta a celebrar a famosa “diáspora”, a emigração é, na verdade, uma pedra no sapato dos partidos políticos. Pois é a prova cruel e peremptória da incompetência da classe política em concretizar o país justo, coeso, solidário e próspero, que a Constituição da República consagra.

Ao fim de mais de 40 anos de democracia, continua-se a emigrar para buscar fora o que aqui não há: melhores salários, melhores carreiras, respeito e estímulo à progressão e à valorização, etc. Ou seja: continua-se a emigrar para encontrar o respeito que por cá não mora. Respeito por quem investe nos estudos, na inovação, no conhecimento, no apuramento de aptidões. Respeito pelo valor do trabalho.

E esta é a melhor prova de que os partidos políticos intervenientes em todo este processo – os mesmos que não legislam quando e como devem, antes se põem de acordo em não cumprir a lei de acordo com as conveniências -, são incompetentes e hipócritas.

Porque é que estamos sempre na “cauda” da Europa?

E quando não estamos, para lá caminhamos?

Há algo de profundamente errado no Povo Português. Como também há algo de maravilhosamente bom, generoso e, tantas vezes, genial. Mas, infelizmente, esta reflexão é sobre o que nos atrasa, sobre o que, implacavelmente, nos leva à pobreza e à infelicidade.

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Podem fechar a net por hoje

Como assim, o Big Brother deu merda?

Como assim, o Big Brother é um degredo que não tem razão de ser sem polémica e violência?

Como assim, o Bruno Carvalho é tóxico e conflituoso, e foi precisamente por isso que foi escolhido para o programa?

Como assim, o modelo de negócio da TVI assenta no sensacionalismo, no escândalo e na exploração de emoções primárias?

Como assim, a Cristina Ferreira indigna-se e denuncia de casos de violência doméstica na sua revista e no programa da tarde, para depois pactuar com eles enquanto membro do Conselho de Administração da TVI, Directora de Entretenimento e apresentadora do Big Brother? Querem ver que a self made woman da Malveira é uma hipócrita?

Fui apanhado de surpresa, confesso. Não estava nada à espera destas informações dramáticas. Serão verdadeiras?

Dia da Paixão

Ontem, no dia dos namorados, houve Paixão. Um clássico.

Eu não esqueço o jogo com o campomaiorense 99/00

As perícias financeiras da Polícia Judiciária e do Ministério Público à empresa informática que terá servido de ‘saco azul’ ao Benfica, pela forma como recebeu 1,9 milhões de euros do clube por serviços de consultoria fictícios, encontraram, por ali, pagamentos de milhares de euros ao árbitro Bruno Paixão, conforme apurou a TVI.
E os indícios no processo são de corrupção desportiva – uma forma encapotada de o Benfica subornar um árbitro. Se ficar provado, o Benfica pode descer de divisão.
O próprio Bruno Paixão admite à TVI ter recebido dinheiro – mas apenas por “um serviço de controlo de qualidade” à empresa. Diz que se trata de uma mera coincidência o facto de ter trabalhado, no mesmo período de tempo, durante as épocas em que era árbitro da superliga, para o empresário suspeito de esconder 1,9 milhões do Benfica.
Ainda não foi contactado pela PJ, garante, e diz que desconhecia quaisquer suspeitas sobre ele por corrupção desportiva.

O que muda na nossa vida quando começamos a escrever todos os dias

A primeira memória que tenho de escrever uma história remonta ao 3º ano de escolaridade. Meia dúzia de páginas sobre um grupo de adolescentes que ia passar uns dias de férias a uma casa no meio da floresta e cada um deles ia aparecendo morto, de formas diferentes, porque criatividade acima de tudo. Andava, provavelmente, a ver demasiados filmes de terror de série Z; no entanto, só alguns anos mais tarde descobri a paixão pela escrita, com um texto, também em contexto escolar, sobre o poder da escrita.

E, desde aí, passei por várias fases, até que, há algum tempo, decidi começar a escrever todos os dias, sem excepção. E percebi que é algo absolutamente essencial para quem quer dedicar a sua vida à escrita. Há coisas que mudam na nossa vida quando escrevemos todos os dias.

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Europeu??!!!

Hoje é o dia europeu da disfunção eréctil.

Frederico Bruno Varandas de Carvalho

A declaração à imprensa de Frederico Varandas no final do jogo entre o FC Porto e o Sporting é um verdadeiro tratado de manipulação. Expectável e até compreensivo.

O ainda presidente do Sporting vive na angústia e no medo. Não é fácil ser presidente de um clube do tamanho do Sporting, o terceiro maior clube português tendo contra si a principal claque do clube, a Juventude Leonina. Uma claque conhecida pela sua violência, cujos acontecimentos de Alcochete vieram apenas sublinhar o que todos no mundo da bola já sabiam. Ora, Varandas ganhou as eleições com um discurso duro contra os membros desta claque a quem apelidava de guarda pretoriana do anterior presidente, Bruno de Carvalho. Após a sofrida vitória, procurou cortar o mal pela raiz. A juventude leonina nunca lhe perdoou. Mesmo com a vitória no campeonato a coisa amainou mas não acabou. Temos que ter a noção de que não é fácil para a família de Varandas conviver com o medo, com as constantes ameaças e o perigo que é estar na mira dos elementos mais violentos do futebol. Quem conhece o mundo das claques dos grandes clubes percebe melhor do que estou aqui a falar.

Ora, Varandas precisava desesperadamente de algo que fizesse aproximar as partes. É preciso encontrar um inimigo e transforma-lo em inimigo comum. A vitória nas próximas eleições internas está mais que garantida mas a paz com os elementos mais violentos do clube ainda está longe. Ou estava. 

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Pós-eleições tardio; uma dúvida pertinente

Ando inquieto com isto.

Será que o sr. Luís, de 60 anos, de Valpaços, talhante, com um ordenado de 700€, está interessado na Flat Tax e em pagar a mesma percentagem de impostos que o Martim, 39 anos, de Lisboa, gestor de recursos humanos na EDP, com um ordenado de 3500€?

Dúvidas que me assolam… mas amanhã vou lá perguntar, sabendo que o mais certo é que o sr. Luís me diga :”Flate o quê? Fala português, rapaz!”.

De presidente para presidente

Marcelo Rebelo de Sousa e o ministro Santos Silva não perdem uma oportunidade de enfatizar a relação privilegiada e próxima com Moçambique e o seu governo, empolando o papel de Portugal no seio da UE para apoiar aquele país “irmão”. Marcelo está outra vez em vias de visitar “a sua segunda pátria”, sabe-se lá para quê, mas aqui lhe deixo um recado:

Não o choca mesmo nada a estrondosa imoralidade do filhinho do seu amigo Filipe Nyusi por oposição à miséria da grande maioria da população moçambicana? Não seria sua obrigação segredar ao seu amigo e homólogo, assim de presidente para presidente, que é inadmissível e revoltante esse avantajado personagem esgalhar sem matrícula pelas ruas de Maputo nos diversos bólides que possui?

Depois vêm falar das catástrofes em Moçambique e da ajuda urgente e necessária, como se os sucessivos governos moçambicanos estivessem, de facto, muito preocupados em melhorar as condições de vida dos moçambicanos. Não estão. A menos que se trate do seu clã.

 

O grande vencedor deste fim-de-semana

Com algumas espinhas, mas sem qualquer escandaleira.

Fotografia: AFP