Marco António Costa, o secretário da sensibilidade social

É refrescante saber que há políticos que dizem a verdade: Marco António Costa reconhece que este Governo “não aceita lições sobre sensibilidade social”. Efectivamente, este é o governo que quer resolver o problema da dívida privada (ou contraída por gente privada de seriedade, usando dinheiros públicos) custe o que custar, apresentando a factura aos que não contraíram a dívida, retirando-lhes direitos, cortando-lhes salários e aumentando preços.

Marco António é Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, o que constitui um outro exemplo de sinceridade, porque da designação do cargo transparece que está solidário com os interesses privados e que é seguro que, em termos sociais, a diferença entre ricos e pobres continuará a aumentar.

Aqui Não Fazes XIXI

NO CHÃO DO PORTO NÃO COSPES, NÃO URINAS, NÃO DEITAS PAPEL
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PROIBIDO FAZER XIXI
Aqui no Porto somos mais terra a terra e dizemos que no nosso chão não deixaremos escarrar, mijar ou grafitar. Quem o fizer está lixado.
Já não era permitido lavar o carro apesar de ser uma acção saudável e que nos permitia poupar algum graveto, mas, enfim, o que tem de ser tem muita força e nós precisamos de mostrar que sabemos ser educados e ter uma cidade limpa, moderna e saudável.
Também já não poderemos fazer limpezas domésticas na via pública, seja lá isso o que for e quiser dizer. Imagino que não estarão a pensar na lavagem de louça ou de roupa, já que não estou a conseguir imaginar seja quem for a fazê-lo.
Atirar com papeis para o chão, mesmo em sítios em que não haja papeleiras vai também ser alvo dos olhares da polícia.
Os tipos que  a coberto da noite ou escondidos num qualquer recanto menos visivel costumam mijar, encostados a uma parede ou a uma sebe, ou os que sem qualquer cuidado ou respeito pelo próximo escarram nos nosso passeios, vão passar a poder ser multados pela Polícia Municipal.
Amanhã esta proposta do Presidente da Câmara do Porto vai a votação, esperando-se que não tenha votos contra, nem sequer abstenções, já que eles e elas, a existirem, terão um significado que não dignificará quem assim proceder.
Depois dessa prevista aprovação, não se compreenderá que os senhores da Polícia Municipal, não actuem em conformidade.

Coincidência do carago!

Deixem-nos Ser Professores, imagem de uma das manifestações de ProfessoresAqui no Porto, a semântica do título seria diferente, mas atendendo ao bom nome da casa  vamos adoptar uma referência mais simpática: CARAGO!

Que a vida nas escolas está longe de ser brilhante, todos o sabiam. Que se transformaram, muito depressa, em espaços de solidão onde os professores não vivem. Sobrevivem apenas no meio de tarefas sem sentido e no meio de gente que não quer saber, nem quer aprender…

São coincidências do carago ou talvez não, mas se eu fosse Professor de Biologia mudava de grupo

Carnaval, carnaval, carnaval

Depois de anos como assunto oficioso, a parvalheira é agora tema oficial das discussões políticas deste país falido. E quanto custa o pagode? Usando um trabalho do Público sobre o carnaval de 2011, vemos que quatro municípios (Ovar, Mealhada, Torres Vedras e Loulé), só em dinheiro vivo, deram para esse carnaval 950 mil euros, ao qual se somou apoio logístico e humano, este num valor não especificado. Noutro ponto de vista, em ajustes directos entre 2009 e 2011 (detalhes; dados recolhidos com o auxílio do site Despesa Pública),  2,882,505.67 € saíram directos do bolso dos contribuintes para a folia.

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Até Parece que o 1º de Dezembro ou o 5 de Outubro São Menos Importantes que a Terça-Feira de Carnaval

UMA CAMBADA DE PARVALHÕES

Quando o senhor Primeiro Ministro anunciou que não iria haver tolerância de ponto para o funcionalismo público, brinquei com o assunto colocando a canção de Jacques Brel “Ne me quittes pas”.

Estava longe de imaginar que os responsáveis políticos nacionais colocassem essa questão na ordem do dia e do fim de semana, de tal modo que pareceria que nada mais fosse importante.
Eu entendo que os responsáveis pelo Carnaval e “corso” carnavalesco das terras onde ele se verifica anualmente e traz muita gente para assistir, tenham aproveitado os 15 minutos de fama que esta atitude do governo lhes deu, e bradassem aos céus, arrepelando os cabelos, gritando que desta forma iriam cair numa desastrosa falência.
Eu entendo que os políticos de carreira, que nada mais sabem fazer do que isso, mandatados pelos seus chefes, viessem para a praça pública, lançar invectivas contra o governo e contra o seu responsável máximo.
Eu entendo que sindicalistas, [Read more…]

Portugal falha acordo. Zona Euro já admite bancarrota

Chegaram ao fim, sem acordo, as negociações entre o Governo português e a troika. As negociações vão prosseguir na segunda-feira.

A reunião entre os três partidos da coligação que está no Governo e os representantes da Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) acabou sem acordo quanto às medidas de austeridade e reformas estruturais que o país está disposto a adoptar para continuar a receber a ajuda internacional.

A troika «exige mais austeridade do que aquela que o país é capaz de suportar», afirmou o líder da PSD, Pedro Passos Coelho citado pela AFP, à saída do encontro.

Já o líder do CDS, Paulo Portas, justificou o falhanço das negociações porque «não queria contribuir para a explosão de uma revolução» e aceitar as medidas exigidas pela troika poderia ter esse efeito.

Representantes da banca internacional juntaram-se também este domingo à maratona negocial que envolve o Governo português e a troika para a adopção de novas medidas de ajuda externa àquele país, avançou a agência France Press. [Read more…]

Celorico de Basto, a Estação

Celorico de Basto e a Linha do Tâmega por volta de 1972.
Não havia democracia nesta terra!, nem Albertino Mota e Silva e Cavaco Silva tinham chegado ao poder.

 

Hoje dá na net: Solaris de Andrei Tarkovsky

Quando por aqui estreou este filme de Andrei Tarkovsky foi hábito confrontá-lo com 2001 Odisseia no Espaço. Já vi comparações piores. O mundo de Tarkovsky numa nave espacial, de uma beleza aterradora.

Ficha IMBD. Legendado em inglês.

SNS: A reforma à Macedo (II)

reforma do SNS (2)

A equipa do Ministro Paulo Macedo é constituída por génios. Prova de que estão atentos à necessidade de racionar, é o recurso a um sistema de sorteio na distribuição dos medicamentos. O que há é pouco e o medicamento como prémio é dado a quem a sorte aleatoriamente contemplar. E os outros? Sofrem e possivelmente alguns morrem. Sem remédios, não há outro remédio.

Angola, emigração e direitos humanos

O jornal ‘Público’, a propósito da emigração e integração no ambiente sociopolítico e económico de Angola, revela um série de opiniões de portugueses a viver naquele país; onde, dizem, não existir liberdade de expressão e ser caracterizado por corrupção endémica.

Ressalte-se a coragem do jornalista Miguel Madeira, pelas denúncias e duras críticas formuladas ao governo de José Eduardo dos Santos – o “Zézinho” antigamente e “Zedu” na versão pós-moderna; e a coragem é, a meu ver, tanto maior quanto é verdade que o jornal em que trabalha integra um grupo económico, presentemente envolvido em investimentos no mercado angolano. Anseio pela não reedição do triste episódio Pedro Rosa Mendes. A notícia em detalhe pode ser lida aqui.

Em jeito de defesa em relação eventuais comentadores críticos – alguns até injuriosos – a questionar se eu, português, tenho o direito de opinar sobre a vida política e social de Angola, desde já avanço com três argumentos:

Não se percebe, não!

Corsários da Barbária

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O Estreito de Gibraltar

Desde o declínio do Império Romano que os piratas Norte Africanos, conhecidos como piratas da Berbéria ou da Barbária, termo derivado da designação dada pelos romanos ao troço Ocidental da costa do Magrebe, atacavam navios mercantes e povoações costeiras mal defendidas, de forma indiferenciada, e buscando apenas o saque que daí obtinham. A partir do século XII a actividade dos piratas da Barbária ganha outros contornos, já que passa a integrar-se no contexto da guerra entre muçulmanos e cristãos, com o início dos ataques aos navios que transportam os cruzados para a Palestina e ataques às próprias povoações costeiras que lhes dão apoio.

Esta alteração legitima a sua actividade perante as autoridades do Norte de Africa e os piratas passam a ser considerados como corsários. As conquistas cristãs no século XIII no Al-Andalus e os êxodos de populações que se lhes seguiram, concretamente nos séculos XV e XVII, com a conquista do Reino de Granada, o estabelecimento da inquisição e a expulsão dos mouriscos, são a principal fonte de recrutamento para a actividade corsária ou corso.

De facto, a guerra aos cristãos levada a cabo pelos Andalusinos acaba por se transferir para o mar, estabelecendo-se muitos dos expulsos em núcleos costeiros de Marrocos, que se tornam autênticos “ninhos” de corsários que atacam permanentemente os navios e as costas da Ibéria. [Read more…]

Pais interessados, filhos preocupados

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Para Camila Iturra e Felix Ilsley, parte da minha descendência preocupada!

Não é por acaso que em 1924, Marcel Mauss falava, na Revista dos Sociólogos, l’Annéee Sociologique, IIª Edição, editado pela Editora Félix Alkan, Paris, que havia uma circulação de bens entre os seres humanos, circulação essa, baseada na acção que ele denominava gratuita ou recíproca, como comento no meu livro O presente, essa grande mentira social, Afrontamento, Porto, 2007.

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P183, o pintor que saiu do frio

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Chamam-lhe o Bankski por comparação com o artista de Bristol e ataca nas ruas de Moscovo. Consta que tem 28 anos e se chama Pavel, o que sabemos é que assina P183, e nos aparece como mais um génio das artes plásticas contemporâneas, feitas no único espaço onde a arte ainda faz sentido: a rua.

Deixo-vos também dois vídeos: [Read more…]

Um mundo de elefantes brancos

Que o Brasil ande deslumbrado com a sua nova condição de potência emergente, parece-me natural. Que o deslumbramento o leve a cometer os mesmos erros de muitos “novos-ricos”, parece-me pouco inteligente.

Há uma certa tendência para o exagero e para a celebração de nacionalismo bacoco na organização de grandes eventos mundiais. Os exemplos de Portugal, da África do Sul, etc., etc., deviam estar presentes quando o sonho se torna megalómano.

Mas acima de tudo, instituições como a FIFA ou UEFA deveriam ser mais contidas no plano das exigéncias, em vez de se portarem como uma espécie de FMI dos eventos e imporem condições tão exigentes que, para atingirem os fins a que se propõem, deixam agonizantes (ou, pelo menos, muito mais depauperados) os países que os acolhem.

Eu não quero pagar os estrangeiros das equipas madeirenses… nem do continente, claro!

Voleibol

São 15h. No pavilhão do Gueifães está a começar um jogo de voleibol entre o Gueifães e o Leixões. A equipa de matosinhos luta pelo primeiro lugar no campeonato nacional feminino e as maiatas procuram um lugar na fase final que vai disputar o título. A luta pelo quarto lugar é com o Braga e com o Castêlo da Maia.

Já apuradas estão uma equipa dos Açores, o Ribeirense e uma outra da Madeira – o CSMadeira. Ambas com um plantel quase constituído por atletas profissionais vindas do outro lado do atlântico.

Quando se sucedem as notícias que dão conta das dificuldades que os clubes da Madeira sentem para honrar os seus compromissos por força do aperto financeiro importa questionar que sentido faz a aposta insular na profissionalização das suas equipas com atletas estrangeiras.

Que o “meu” dinheiro seja usado para apoiar o desporto, tudo bem e em particular o desporto jovem, fantástico.

Que o “meu” dinheiro seja usado para apoiar os clubes que estando numa ilha têm dificuldades inerentes à descontinuidade geográfica, tudo bem na mesma.

Que o “meu” dinheiro seja usado para ir buscar brasileiras, entrar em campo com 6 estrangeiras profissionais que vão competir com equipas do continente completamente amadoras é que não!

Se a TROIKA não servir para nada, que sirva para moralizar a verdade desportiva.

Orquídeas III: Paphiopedilum

A viagem do Aventar pelo Universo das Orquídeas leva-nos hoje, depois das Cattleyas da América do Sul, até à Ásia.

Paphiopedilum

Paphiopedilum, Manuel Lourenço, Vila Nova de Gaia, Portugal

As Paphiopediluns estão distribuídas um pouco por toda a Ásia e aqui no cantinho que liga a Europa ao Atlântico chamamos a esta planta sapatinho, talvez pela forma do labelo central. Indo à origem latina da palavra Paphiopedilun encontramos uma referência à sandália de Vênus, que nos leva para um universo mais simbólico do que simplesmente sapatinho…

Cada planta entrega aos nossos olhos uma única flor de beleza singular que podemos observar em algumas das galerias disponíveis na web.

Volta para a tua terra

Hoje dá na net: Nostalgia de Andrei Tarkovsky

A obra-prima de Andrei Tarkovsky? todas as obras de Tarkovsky são a.

Com esta se abre um ciclo dedicado ao realizador soviético, cortesia da Mosfilm que tem colocado grande parte do seu acervo na net.

Ficha IMBD. Legendado em português (clique em CC para seleccionar a legenda).

Este golo é tão belo como a Vénus de Milo

espero que haja mais gente a dar por isso. Esculpido por Hugo Viana, num jogo entre o Braga e o Portimonense.

Father and Son

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=aVuX7znwqKw]
Portugal é uma república secular, peculiar; em Celorico de Basto, como aliás na Coreia do Norte, subsiste um enclave democraticamente governado por um pai que, pela vontade do povo, transmite o ceptro ao filho. Alegria é isto. Alegria é quando a vontade dos astros se alia à vontade do povo. Alegria. Progresso. Dinamismo!

No concelho mais pobre de Portugal…

Nem pão nem circo

Louvo a decisão de Passos Coelho: quem tira o pão em coerência também deve tirar o circo. Agora, e em coerência, espero os veementes protestos da Igreja: o Carnaval é uma festa tão religiosa como o Natal, ambas de origem pagã e a seu tempo adoptadas pelo cristianismo versão Vaticano.

O facto de esta medida apenas atingir a função pública (no privado, porque não se trata de um feriado, cada um sempre fez o que entendeu), tem um toque de crueldade socrática em ritmo de samba. E lá chegaremos ao fim do ano como o país da Europa que mais dias e horas trabalha e menos por isso recebe. Uma combinação perfeita para a festa final: esta gente vai sair vestida de alcatrão e penas, o traje mais que merecido. Vai ser um carnaval.

“Canção de Inverno”– Sara Bareilles e Ingrid Michaelson

Da corrente de ar frio vindo da Sibéria, abrigo-me no calor desta “Canção de Inverno”, plena de harmonia e reconfortante. No espectáculo, a que assistiriam Obama, Michelle e filhas, Sara Bareilles, em interpretação vocal e ao piano, e Ingrid Michaelson, apenas voz, são acompanhadas pela Banda da Guarda Costeira dos EUA.

O desempenho instrumental e as vozes de Sara e Ingrid fazem parte das companhias desta tarde fria, vivida em saboroso recanto.

The Offshores – Inner Light

Dizem que hoje é um dos dias mais frios do ano. Bom para ficar em casa, quentinho, a ouvir The Offshores, uma banda que não parece portuguesa, mas é. Um luxo!

4 de fevereiro de 1961

Mel de caju

manel cruz

A Isabel nunca andara na Faculdade, para falar tão bem nas traseiras do sentimento, mas foi criada de servir em Bissau, o que, numa aldeia do mato, era um curso superior. Isabel era uma mulher muito bonita, daquelas que são sempre futuro, ainda que a pele se engelhe. As suas formas afeiçoavam-se aos olhos, mais despindo a existência do que o corpo. Uma espécie de mulher à flor da pele, bem calculada por dentro. Mulheres nascidas de si mesmas, sem vida nos outros. Mulheres de além-desejo, voo de ave, caminhando fora dos passos. Isabel, um torvelinho de tonturas. [Read more…]

Hoje dá na net: Jethro Tull – Live at Madison Square Garden 1978

Aos 19:53 inicia-se o concerto propriamente dito.

Alinhamento:

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As Noites Quentes de Barcelos

As noites quentes de verão chegaram hoje a Barcelos; na Assembleia Municipal teria sido debatido o tema do século: a água.

 

Ah Carnaval, Ne Me Quitte Pas

NÃO HAVERÁ TOLERÂNCIA DE PONTO NO CARNAVAL, CUSTE O QUE CUSTAR

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NINGUÉM PERCEBERIA SE ASSIM NÃO FOSSE!

Ne me quitte pas

Kuwait invadido…

…pelos assessores presidenciais que tão bons conselhos e sapiência prodigalizam ao Prof. Cavaco Silva.

O Kuwait foi parte de uma República nos saudosos tempos do Senhor Saddam Hussein, mas tal felicidade foi sol de pouca dura, pois o emir regressou. Mesmo assim, pretendendo nomear um Leitão como embaixador português naquela Monarquia muçulmana, o Palácio de Belém tomou um lugar numa máquina do tempo e decretou um posto naquela  “antiga parte de República”.

Um simples fait-divers que passou despercebido a PPC e a PP. É a República Portuguesa no seu melhor. Viva…