
A Bette tem uma mensagem para vocês.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

A Bette tem uma mensagem para vocês.
Meter a IL e o CH no mesmo saco é, tão somente, um favor que se faz ao CH. E a todos os que pretendem um fosso tão grande entre a esquerda e a direita que acabe de vez com a comunicação. Não darei para esse peditório. Não faço favores à extrema-direita. Quem quiser que os faça.
João Tilly, oficial de alta patente da Unipessoal de André Ventura, brindou-nos com esta aula de Introdução ao Grunhez. Percebe a influência que tem no partido. Comparado com a esmagadora maioria da extrema-direita, o professor de Grunhez é um filósofo.

O CH expulsou José Dias, um dos seus fundadores. O motivo, ao que tudo indica, terá sido invocar o santo nome de Ventura em vão. Mas a minha dúvida é esta: sendo o fundamentalismo religioso uma das características definidoras do partido, diz-se “expulsar” ou “excomungar”?

Pelo vigésimo ano consecutivo, as contribuições para a Segurança Social dos estrangeiros que residem e trabalham em Portugal ultrapassaram largamente os apoios sociais de que beneficiam. A diferença é abismal.
Igualmente abismal é a diferença entre a realidade e a narrativa populista da extrema-direita e de parte da direita radical, que continuam a sua cruzada xenófoba, instrumentalizando politicamente o ódio, o medo e a ignorância, alicerçados na mentira de sempre: os imigrantes são uma cambada de parasitas a viver à nossa custa.
Só que não.
E Portugal precisa deles.

Ahhh não! Golpistas Bolsonaristas pedindo ajuda extraterrestre com celular na cabeça, fazendo sinais de luz e pedindo ajuda do “general”. Inacreditável! pic.twitter.com/XLZsXaYYKd
— Lázaro Rosa 🇧🇷 (@lazarorosa25) November 21, 2022
Os minions de Bolsonaro continuam a sua saga pela twilight zone, desta vez expandindo o golpe para o espaço sideral. Sim, isto provoca uma certa vergonha alheia. Mas há que admitir que é refrescante ver este exército de alucinados a assumir a sua chalupice. Em código Morse.

Se estivessem a lutar por melhores salários, condições de trabalho dignas, melhores serviços públicos ou contra o uso de combustiveis fósseis, era tudo uma cambada de mandriões subsídio-dependentes que não queriam trabalhar. Como são bolsominions a exigir um golpe de Estado, por não saberem aceitar a derrota, são patriotas e pessoas de bem. Não se riam. Os sindicatos do Ventura estão a caminho e vai ser a mesma merda.
Peraí!!! Se elas estão aí, quem está na Havan de Palhoça?!?
— Antonio Tabet (@antoniotabet) November 12, 2022
P.S.: Quem não riu na parte do cachorro tá morto(a) por dentro. pic.twitter.com/SZ57cbaEMX
Mulheres. Querem. Golpe. Aposto. Que. Amanhã. Não. Vão. Trabalhar.
Os bolsominions estão cada vez mais parecidos com os talibans. E o meu coração está com aquele cão que aparece no colo da alucinada no final da fila. Pobre animal. Ninguém merece aturar gente tão absurda.
.@WalshFreedom: “Democracy is under attack.” pic.twitter.com/4QNfhcebKq
— COURIER (@CourierNewsroom) October 28, 2022
Joe Walsh é um ex-congressista do Partido Republicano. Que nos alerta para a tomada do partido por extremistas como Trump, DeSantis, Marjorie Taylor Green ou Kari Lake. Que nos alerta para os esquemas desta extrema-direita fundamentalista, que usa o seu poder para dificultar o voto em zonas predominantemente democratas, que vai armada para os locais de voto com o intuito de intimidar os seus adversários, que nunca aceita resultados eleitorais, excepto quando estes ditam a sua vitória e que defendem golpes de Estado e intervenções militares em caso de derrota.
Por algum motivo, para mim incompreensível, é nos exigido que tratemos esta gente como moderada. E ai de quem os trate com eles realmente são: uma extrema-direita fundamentalista, autoritária e anti-democrática. Porque o problema não é a segregação eleitoral, a violência armada, a rejeição da democracia ou o apelo ao golpe militar. O problema são as pessoas LGBT, os pronomes, o wokismo, os impostos e ciência. Não admira que celebrem Putin e rejeitem os valores da democracia liberal.

Ron De Santis quer ser presidente. O seu discurso de vitória disse-o e a claque presente gritou “two more years”, pese embora o cargo de governador seja para quatro.
Trump terá, finalmente, um adversário de peso: um Trump letrado. Tem o crachá da NRA, debita a narrativa securitária, aprecia a xenofobia e a homofobia, tem populismo para dar e vender e adora meter Deus ao barulho. Seja o grunho ou o educado, os eleitores de extrema-direita ficarão igualmente bem servidos com qualquer um dos Trumps.
Que loucura meu pai pic.twitter.com/X2VtkGscdU
— Kallil Oliveira (@kalliloliveira_) November 8, 2022
Sou do tempo em que esta malta se suicidava em grupo.
Atenção!!! Este vídeo NÃO é do Porta dos Fundos. Não passou por mim na reunião de roteiro.
— Antonio Tabet (@antoniotabet) November 3, 2022
Infelizmente. pic.twitter.com/X2upgrr2L4
Hoje trago-vos um bolsonarista que nasceu para um dia presidir ao Ministry of Silly Walks. Ou à associação de utentes do Magalhães Lemos brasileiro. Numa das dias fará uma grande carreira.
Bom demais! pic.twitter.com/SdV6ot6IC2
— Marcelo OG 🕷️ (@MarceloOG3) October 31, 2022
No caption needed.

A extrema-direita…perdão, o centro-direita é pela família. Desde que a mulher se conserve no recato do lar, de preferência entre a cozinha e o local onde estão guardados o balde e a esfregona, que não há economia que aguente mulheres letradas.

Pintou um clima, disse Bolsonaro. Sorte a dele, logo saiu um puritano com a máxima “Deus acima de todos” tatuada na testa, ao lado da marca so gelado, para recordar que sexo com menininhas de 14 ou 15 anos não conta como pedofilia. Um alívio. Só de pensar que um homem de Deus se poderia envolver com menores… Oh, wait!

Se tivesse que escolher entre uma porta e um Bolsonaro para presidente do Brasil, escolheria a porta sem pestanejar. Escolher o Lula é fácil, mas escolher um liberal ou um conservador de direita que se opusesse à agenda do ódio, do fanatismo e da violência seria igualmente fácil.
Na pior das hipóteses existe sempre um mal menor. No caso, o mal menor é o antigo presidente que mais oportunidades criou para os mais desfavorecidos, que mais brasileiros tirou da miséria, que mais saúde, educação e esperança deu aos mais pobres entre os mais pobres. Uma porta, repito, seria melhor que Jair Bolsonaro. Lula da Silva, caso seja eleito, não será apenas melhor. Poderá muito bem ser a solução para apaziguar um Brasil dividido pelo extremismo bolsonarista.
Neste momento, Lula lidera por curta margem, cerca de 3%, mas a segunda volta parece inevitável. Estou fora, racho lenha, mas não tenho a mínima dúvida sobre qual é a minha trincheira: é Lula.

Luís Montenegro está a dar tudo para fazer o frete ao CH. Por estes dias, está transformado num embaixador dos interesses da extrema-direita, que de resto nasceu no seu partido. Talvez chegue a vice-primeiro-ministro de André Ventura.
Que não restem dúvidas sobre o buraco em que Montenegro está a enfiar a direita moderada. E depois não venham com tretas que a culpa é da esquerda que empurrou a direita para os braços da extrema. Não é. Foi uma escolha deste PSD. Uma escolha consciente e informada.

Em Itália, sem grandes surpresas, a extrema-direita triunfou. A única surpresa foi ver órgãos de comunicação social portugueses, alegadamente sérios, a referir-se à falange de Meloni como “coligação de centro-direita”. Que é mais ou menos a mesma coisa que dizer que entre a Lega de Salvini, os Fratelli di Italia de Meloni e o PSD da São Caetano não existem diferenças. Bem sei que estes últimos se têm esforçado por normalizar a extrema-direita, mas ainda existe uma diferença considerável entre normalizar e ser.
Dito isto, recordo que vivemos num país onde, frequentemente, nos é dito que a imprensa bate continência à esquerda, em particular os OCS do Grupo Impresa. Curiosamente, foi a SIC Notícias quem ontem insistiu na ideia de que uma coligação entre Salvini, um fascista de créditos firmados, Berlusconi, um populista corrupto, e Meloni, uma admiradora de Mussolini com o slogan Deus, Pátria, Família representa o centro-direita. Em nome do rigor jornalístico, seria de bom tom que a SIC Notícias dissesse a verdade. E a verdade é esta: sempre que o centro-direita cede à extrema, é comido e desaparece. Foi isso que aconteceu em Itália, em França e na Hungria. Não aconteceu na Alemanha porque Merkel aprendeu as lições da história e soube gerir a situação, quando, por exemplo, preferiu entregar o poder ao Die Linke, na Turíngia, ao invés de governar a região com o apoio da AfD.
Contudo, é preciso ser claro: quando a extrema-direita destrói o centro-direita, a primeira não passa a ocupar lugar do segundo. O que acontece é que o segundo desaparece. A extrema-direita será sempre extrema, mesmo nas situações em que o espectro a tem apenas a ela.
#Acreditar2026 pic.twitter.com/e9RwuQaA3G
— volksvargas (@volksvargas) September 22, 2022
Miranda Sarmento, líder da bancada parlamentar do PSD escolhido por Luís Montenegro, apelou aos seus colegas conservadores para votarem no candidato da extrema-direita para a vice-presidência da AR, alegando tratar-se de uma prática parlamentar, pese embora aquilo que está consagrado no regimento seja apenas a possibilidade de propor alguém para lugar, cabendo aos deputados decidir se aprovam ou não.
E se o critério são práticas parlamentares fundadas na tradição, seria de esperar que a maioria dos deputados do hemiciclo, incluindo os parlamentares do PSD, se mantivessem fiéis aquela outra que se traduz na boa velha máxima, “fascismo nunca mais”, mantendo a robustez do cordão sanitário à volta dos herdeiros da ditadura salazarista.
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Morreu a Acácia do André Ventura e a credibilidade de todos os órgãos de comunicação social que consideraram isto uma notícia e entraram em modo revista Maria. Descansem em paz. Todos sentiremos a vossa falta, em particular naquele tempo em que faziam jornalismo.

Que Jair Bolsonaro é um fanático religioso já todos sabíamos, mas levar o ayatollah Malafaia para o funeral da rainha foi mais uma prova da teocracia que pretende impor no Brasil, até porque o pastor fundamentalista não desempenha qualquer função que o torne elegível para marcar presença num funeral de Estado. Silas Malafaia agradece e põe o seu exército pessoal de jihadistas cristãos a distribuir propaganda da extrema-direita no final da missa. Brasil e Irão, a mesma luta.



Registe-se, para memória futura, que Marcelo Rebelo de Sousa participou alegremente nesta comemoração, transformada em comício da extrema-direita brasileira.
Pese embora as muitas razões que o presidente nos tem dado para sentir embaraço e vergonha alheia, nada me incomodou até à data como ver Marcelo neste teatro de marionetas fascistas.
E nem vamos falar sobre o que diriam os guardiões da moral e dos bons costumes se fosse outro a “profanar” a bandeira brasileira desta forma. Este é também um bom momento para atestar a sua hipocrisia.
https://twitter.com/AnonNovidades/status/1566540067300163591?t=9KEV1w3b5bzV51pDbkHFUA&s=09
Palavras para quê? É o líder da máfia de fascistas milicianos e ser o que sempre foi: um corrupto.

Quando Sérgio Figueiredo era director de informação da TVI, Fernando Medina, então presidente da CML, era comentador residente. Comentava a actualidade, comentava política interna, comentava eleições. Comentava tudo. E ganhava uns trocos, que a vida em Lisboa está é para os camones.
Agora, que Fernando Medina é ministro das Finanças, e Sérgio Figueiredo enveredou pela consultoria, os papeis inverteram-se. E o antigo director da TVI foi agora contratado pelo antigo presidente da CML, por ajuste directo, para prestar serviços de “consultoria estratégica especializada”, pela módica quantia de 4767€/mês, valor que se equipara ao auferido pelo próprio Medina.
Isto corrói a democracia mais do que qualquer venturice. Porque é exactamente disto que se alimentam as venturices. De portas rotatativas que tresandam a compadrio e outras coisas que vocês sabem. Na falta de emigrantes, muçulmanos e elevada criminalidade, melhor combustível não há.

Percebe-se bem o crescimento da extrema-direita, quando olhamos para a forma como o ódio se propaga no futebol, no seio do qual individualidades muitíssimo inteligentes concluem que insultar em massa um jogador vai fazer com que jogue melhor. Não admira, portanto, que o CH tenha sido cozinhado num programa de “debate” futebolístico, nessa ágora de erudição que dá pelo nome de CMTV.
Não sou do Sporting, não vi o jogo com o Braga e não reconheço a cara do Ricardo Esgaio se o vir na rua, mas tem toda a minha solidariedade. Já os adeptos de futebol chegados de 500.000 AC deviam ter acesso bloqueado às redes sociais. Desejar a morte de alguém por um erro num jogo de futebol é estar ao nível de um neo-nazi. Não tem espaço numa sociedade democrática e, seguramente, não encaixa nos parâmetros de liberdade de expressão. É, isso sim, discurso de criminoso.

A unipessoal “anti-sistema” do ex-PSD pede compreensão para o maior escândalo de pedofilia nacional da história deste país. Para os restantes pedófilos há histerismo, ódio, castração e prisão perpétua.
Ventura é o produto acabado do sistema: no futebol é lacaio de Vieira, na Igreja tolera pedófilos, na política serve a elite.
Este vídeo mostra a senhora q tanto se falou esta semana.
— LUiS PiNHΞiRO 🍉🍒 (@Be_Yourself_76) August 3, 2022
Como se pode verificar não é brasileira como várias pessoas tentaram passar a ideia (se fosse seria igual).
O racismo e a xenofobia não têm nacionalidade, são um mal transversal q só por ignorância existe. #RacismoeCrime pic.twitter.com/ksvLFwPkw6
Racista, xenófoba, histérica, mal-educada e (aparentemente) a beber acima das suas possibilidades. Eis uma “portuguesa de bem”, acabadinha de chegar da década de 60.
Sim, é a mesma racista que insultou, há dias, os filhos de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. E sim, também bebeu acima das suas possibilidades nesse dia. Podes tirar a extrema-direita da tasca, mas nunca conseguirás tirar a tasca da extrema-direita

Mais um golpe de Estado em marcha.

O ano de 2022 tem sido fértil em tragédias e desilusões, com a invasão da Ucrânia à cabeça, perpetrada por esse antigo investidor de referência do neoliberalismo dirigente, hoje convertido em hitleriano ditador, a quem, ainda assim, continuamos a comprar commodities.
Contudo, do Kremlin nunca esperei democracia. Daí que considere mais preocupante, no que ao nosso modo de vida e à democracia diz respeito, assistir à capitulação da Suécia e da Finlândia, que se ajoelharam e ofereceram a democracia numa bandeja a outro ditador, que só não rosna mais por não se lhe conhecer arsenal nuclear.
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Penso que a capa do jornal que entrevistou o cruzado Artur Mesquita Guimarães, bem como o meme que com ela fizeram, ilustra bem a novela que estamos a assistir, e que se resume a isto: um pai profundamente formatado pelo radicalismo da sua ideologia político-religiosa, que impõe autoritariamente aos filhos, pretende combater aquilo que considera ser uma imposição ideológica do sistema de ensino, instrumentalizando para tal os seus filhos e o seu bem-estar.

Seria cómico se não fosse tão triste. E não, não é muito diferente do pai muçulmano que retira a filha de uma escola ocidental, que alegadamente profanará a sua existência. Mas o que verdadeiramente assusta, no meio de tudo isto, é que a ascensão da extrema-direita abriu a porta do armário dos Talibans cristãos e isso terá profundas consequências para todos. Basta olhar para o que se passa do outro lado do Atlântico.

Entre os dois passados sábados, estive em Toronto. Efectivamente. No Verão do maldito ano de 2024, de férias no Canadá, também fora a Toronto, mas soubera-me a pouco. Muito pouco. Assim, aproveitei a presença no New Sounds, oh yeah, para me estrear na Queen Books da Queen e também na Type Books e na She […]

Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Chega aproveitou ranking manipulável para prometer limpar ‘gueto de Lisboa’.
Pois. Mas ainda não fez mea culpa quanto ao “agora facto é igual a fato (de roupa)“.
O “eu não sou jurista” é sempre seguido de um “mas”.
o Polígrafo continua a achar que António Costa é presidente da Comissão Europeia.
A sério? As pessoas? Talvez. Políticos? Olhe que não.
deve entender-se do ponto de vista metafórico e não literal.
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