Maria Luís Albuquerque tem feito furor com o novo refrão estival “Se eu fosse ministra das Finanças, a questão das sanções não se colocava.” Desde “Maria, quero cheirar teu bacalhau” que o Verão português não conhecia um sucesso tão grande, o que é óptimo, porque não há nada melhor do que ir em cantigas.
Alguns jornais têm assinalado que o chamado défice excessivo pelo qual Portugal poderá vir a ser punido é o de 2015, ano em que as finanças portuguesas estavam a cargo da mesma pessoa que declara que não haveria punições se ainda fosse responsável pela área das contas públicas. A antiga ministra das Finanças também terá dito que isso de ser multado por ir em sentido proibido não se colocaria se fosse ela a conduzir.
Alguns mais distraídos poderiam pensar que o défice é apenas uma questão de números, mas as declarações da própria Maria Luís, uma economista, mostram que não é assim. No fundo, Maria Luís é da escola sampaísta, que defende que há vida para além do orçamento. [Read more…]
Depois de, 
Quando eu era miúdo, vivia convencido de que era um dos melhores jogadores da minha rua, o que era verdade, porque não havia assim tantos miúdos na minha rua. Na realidade, tinha uns pés jeitosos, o que me valia umas marcações mais duras que me assustavam e/ou irritavam, levando-me a críticas azedas aos adversários, seres horríveis que não me deixavam driblar à vontade ou mostrar a minha esplendorosa visão de jogo. No fundo, não estava muito acima das criancinhas que ficam zangadas com as mesas contra as quais se magoaram, porque a culpa só pode ser da mesa.

Confesso que tenho um estranho fascínio pelo popularucho. Fico mesmerizado diante do ridículo das letras de músicas pimba, rebolo-me de gozo sempre que vejo populares a ser entrevistados sobre qualquer assunto (adivinhar resultados de futebol ou mandar beijinhos para todos os primos e amigos espalhados pelo mundo), sustenho as gargalhadas para poder ouvir sem ruído as conversas inenarráveis entre os pastores e os fiéis da IURD, guincho a ouvir rádios locais enquanto viajo e pasmo diante das astrólogas/tarólogas/cartomantes que têm programas televisivos à disposição.
Num manual de Português de 9º ano, reencontro o poema “Uma pequenina luz”, de Jorge de Sena. O manual, evidentemente, segue (ou tenta seguir) o chamado acordo ortográfico (AO90). Reparo que os vv. 21 e 28 contêm o adjectivo “indefectível”, assim mesmo, com C. Como sempre articulei aquela consoante, pareceu-me óbvio que ali se mantivesse, porque, segundo o espírito do AO90, consoante articulada é consoante grafada.
Numa entrevista ao canal televisivo do Senado Francês, Jean-Claude Juncker declarou que
O actual ministro da Educação já fez algumas asneiras e muita coisa me diz que continuará a fazer, entre o aprofundamento da municipalização e o afundamento de currículos. Admito, até, que, por questões ideológicas e/ou pessoais, haja quem não concorde com a decisão de rever alguns contratos de associação, mesmo que muitos desse contratos desrespeitem a lei. Essa revisão terá, com certeza, implicações negativas, também no que se refere à vida profissional de professores e é certo que não serve de consolo saber que Nuno Crato conseguiu fazer o mesmo a muitos mais.

João Salgueiro, um homem que vive no sistema bancário, veio avisar que
Ontem,
A Educação, em Portugal, continua a ser palco de lutas feudais, o que inviabiliza a existência de pactos, de consensos ou, no mínimo, de um debate sério.
Um dia, num futuro muito distante, haverá um ministro da Educação que, entre outras coisas,
Ontem, foi publicada uma reportagem com o título
Ameaçar críticos com umas bofetadas não fica bem a um ministro e não me escandaliza que seja causa para a sua demissão, porque, apesar de tudo, é bom distinguir uma conversa entre amigos de uma proclamação. Ora a promessa de umas estaladas no facebook não é uma conversa entre amigos, ao contrário do que se pensa, especialmente num mundo em que os jornais e as televisões escrutinam, ao milímetro, o que se escreve nas redes sociais.
Nos últimos dez a quinze anos, várias vozes – com uma desfaçatez cada vez maior – têm defendido que a qualidade dos professores é o principal (ou o único) factor de que depende o sucesso dos alunos (mesmo que não haja sequer a preocupação de se saber exactamente o que é o “sucesso dos alunos”).





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