A partir do momento em que um país se abre ao mundo, após quarenta e oito anos de clausura, é natural que a Educação beneficie, porque as ideias entram, o saber espalha-se, os livros circulam, as mentalidades mudam, enfim, tudo aquilo que a História da Educação em Portugal já sabe e mais saberá no futuro, esse sítio em que o passado fica mais distante e menos presente.
Ainda assim, os que se preocupam verdadeiramente com o assunto vivem insatisfeitos, especialmente quando se fica com a impressão de que o Ministério da Educação é uma instituição cujo principal objectivo é atrapalhar a vida das escolas, introduzindo alterações sobre alterações, sempre com a colaboração de departamentos universitários ou de cliques partidárias.
De qualquer modo, repita-se, as melhorias são evidentes e naturalmente demoradas, porque a Educação leva o seu tempo e porque há, como vimos, quem goste de a atrasar. [Read more…]
Sala de consultas num hospital público (porque é fundamental defender o Serviço Nacional de Saúde). O doente (utente para ministros e gestores) entra, cumprimenta o médico e senta-se.
David Dinis
Deus não está muito bem, graças a si mesmo, Marx sobrevive com dificuldades, a Esquerda vai andando e a direita está catatónica, pelo menos em Portugal.
As escolas – e, portanto, todos aqueles que aí trabalham – são rochedos que vão resistindo como podem às muitas intempéries a que estão sujeitos. Políticos, professores universitários de muitas áreas, empresários, teóricos, cronistas, jornalistas, analistas, todos pensam saber mais sobre Educação do que aqueles que trabalham nas escolas. O costume: num convívio de dez pessoas em que uma seja professor, os outros nove têm sempre explicações a dar e medidas infalíveis para propor,
Sem a Utopia o que é o homem mais do que besta sadia, cadáver adiado que procria? Não foi bem isto 
Elena Ferrante é autora de
Em
Começo por uma declaração de interesses: se eu mandasse, João César das Neves nunca seria impedido de falar, porque acredito que o mundo precisa de risos, de sorrisos, de gargalhadas. Por outro lado, também é verdade que o mundo precisa de economistas. Com César das Neves, temos divertimento garantido.
João Miguel Tavares diz que
Um
Pelas europas eurocratas, vai uma espécie de alarido, com Jean-Claude Juncker a apoplexizar indignações pelo facto de Durão Barroso se ter transferido para a Goldman Sachs. Neste momento, existe, até, a 
Ontem, numa hora, para mim, matinal, saí de casa, a fim de tomar o primeiro café do dia. A minha única preocupação era saber que teria de disputar o jornal “da casa” com os quatro ou cinco reformados que passam por cada página com uma calma enervante, incluindo a necrologia e os anúncios das meninas que prometem dar vida a mortos. Ao passar pela caixa de correio, verifiquei que já lá estava o habitual prospecto de uma imobiliária. Na frente e no verso, podia ler-se “Contate [sic] hoje mesmo!”, como poderão confirmar na imagem que simpaticamente compartilho. A urgência do primeiro café tornou-se ainda mais urgente. É nestes momentos que admiro a fleuma do
Prometi, ontem, que voltaria à expectativa
Havia quem
Segundo parece,
Pedro Passos Coelho é um homem ocupado, já se sabe, e é, portanto, natural, que nem sempre tenha tempo para pensar naquilo que diz, até por falta de hábito. Nos últimos tempos, o ex-governante está demasiado “focado”, para usar um verbo que está na moda, em repetir a ideia de que as possíveis sanções por défice excessivo não se devem ao facto (repito: facto) de que o seu governo deixou um défice excessivo, mas sim à falta de competência do actual governo que ainda não pôde gerar défice excessivo. Passos Coelho é como as criancinhas que partem uma jarra e culpam outro menino que tinha acabado de entrar na sala.
Não faltará quem diga que o título é um trocadilho engraçadinho e que o autor tem a mania que tem piada. É tudo verdade e outras coisas piores que queiram pensar.
Não é bonito apontar para os erros dos outros, quando nos chamam a atenção para os nossos. Não há cantilena mais embirrante do que a lamúria do pois toda a gente faz o mesmo e eu é que sou condenado.
Há pouco tempo, 





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