#pl118, é que não faltava mais nada

Ao longo de uns bons anos fui recuperando a minha discoteca em vinil no formato mp3. Estavam riscados, muito uso, e nem agulha tenho no prato há bastante tempo.

Ia comprar os cd’s? isso é que era lindo. Já paguei o que era devido aos autores, quando adquiri os LP´s. As editoras quero que desapareçam do mapa, já faltou mais para comprar directamente ao produtor como gostaria de fazer com o vinho e as batatas, infelizmente não digitalizáveis.

Paguei o devido a quem cantou, tocou, escreveu? duvido, as editoras sempre ficaram com a parte de leão. Esta proposta ainda aceito discutir: “no preço de cada CD ou livro vendido, incluam uma percentagem para permitir a cópia privada dessa obra de autor.” Mas com reticências, porque carga d’água tenho de pagar para copiar o que comprei? e se não copiar, também pago?

Uma discussão bizantina. No mundo digital mais tarde ou mais cedo não haverá direitos de autor tal como ainda os concebemos. Não é uma opinião: é inevitável. Não perceber isto é tão tolo como discutir DRM’s, falando em “limitações técnicas“: algum DRM resistiu mais de um mês a ser crakado?

Entrevista de Umberto Eco – 80 anos de futuro

Nos últimos dias do ano passado, a revista Brasileira Época, do Universo da Globo, publicou uma Entrevista com Umberto Eco, onde, entre outras coisas, o autor e pensador reflecte sobre a Internet e o seu papel como instrumento pedagógico:

PROFESSOR O pensador e romancista italiano Umberto Eco completa 80 anos nesta semana. Ele está escrevendo sua autobiografia intelectual (Foto: Eric Fougere/VIP Images/Corbis

PROFESSOR O pensador e romancista italiano Umberto Eco completa 80 anos nesta semana. Ele está escrevendo sua autobiografia intelectual (Foto: Eric Fougere/VIP Images/Corbis

“A internet é perigosa para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece – e sabe onde está o conhecimento. A longo prazo, o resultado pedagógico será dramático. Veremos multidões de ignorantes usando a internet para as mais variadas bobagens: jogos, bate-papos e busca de notícias irrelevantes. “

Leitura obrigatória.

MacTrete

Os ricos e leituras recomendadas para pobres

Esta coisa de os ricos terem percebido que a austeridade não lhes dá jeito nenhum e por isso desistiram de investir em Portugal (o mais importante ângulo do caso Pingo Doce/Holanda e por isso mesmo o mais ocultado) deu direito a mais uma enxurrada de púdicas defesas dos criadores de riqueza, generosos inventores de empregos, gente honrada e trabalhadora. Nuns casos falam assim por má-fé, noutros por ignorância.

A estes últimos recomendo mais uma vez a leitura de Os Donos de Portugal. Está lá tudo: na generalidade dos casos em Portugal as grandes fortunas fizeram-se à pala do estado, da capacidade de influenciar governos e outras trafulhices mais variadas. Percebe-se que na maioria é gente sem escrúpulos, para quem negociar com o Hitler ou Pinochet pode ser o ex-líbris da família Espírito Santo e o lado para onde melhor dormem.

Quanto à forma como a comunicação social tem lidado com este e outros casos sugiro a leitura de A subserviência dos jornalistas perante o poder económico, uma boa sistematização do Daniel Oliveira.

A opinião de Francisco José Viegas sobre a linha do Tua

O Aventar tem falado sobre a Linha do Tua, o Douro, as barragens e a forma como tem sido tratado o dito património da humanidade e o seu VEU (Valor Excepcional Universal). Eu também podia recordar aqui a única viagem de comboio que fiz por esse paraíso ameaçado, mas não o faço – e logo por duas razões. A primeira, acabei de a dizer: fiz apenas uma viagem. A segunda, muito mais importante, porque não o faria tão bem como Francisco José Viegas – que tanto e tão comovidamente por lá viajou – o fez em Maio de 2010, na revista LER, quando ainda não era Secretário de Estado da Cultura.

[Read more…]

Para Começar Bem 2012 – De Braga para o Mundo…

TEDx_BRAGA com Miguel Gonçalves, sempre a bombar, e com sotaque à Braga.

Mete qualquer jotinha no bolso…

Barragem do Tua: O relatório do ICOMOS / UNESCO que o Governo tentou esconder

No seguimento da luta que tem vindo a desenvolver a favor do Vale e da Linha do Tua, o Aventar teve acesso ao Relatório do ICOMOS / UNESCO sobre a Barragem do Tua e os seus efeitos na classificação do Douro como Património Mundial.

É um relatório arrasador, no qual a autora afirma peremptoriamente que «a área de intervenção da Barragem afecta totalmente a Região do Douro Património Mundial»; ou que «a construção da Barragem significaria um impacto muito grande na Região do Alto Douro Património Mundial que implicaria a perda do VEU (Valor Excepcional Universal) e sérias ameaças à sua autenticidade e integridade»; ou ainda que «Medidas compensatórias, mesmo que tenham de ser revistas à luz do Plano de Gestão, não são o ponto mais importante, mas sim se a Barragem de Foz Tua deve ser construída de todo».
É com grande prazer, mas com enorme pesar, que publicamos hoje o Relatório da Missão Consultiva do ICOMOS / UNESCO para o Alto Douro Vinhateiro e impactos da construção da Barragem de Foz Tua. A tradução portuguesa é o nosso contributo para a defesa do Tua e do Douro.

Download do Relatório original (em inglês):
REPORT Advisory Mission Alto Douro ICOMOS_20110805

TRADUÇÃO PORTUGUESA a cargo de Ricardo Santos Pinto, Helder Guerreiro e Carlos Fonseca [Read more…]

É p’ramanhã! bem podias fazer hoje…

Corre viral a carta de uma cidadã indignada, filha de emigrantes, mãe, licenciada e mestre que diz viver uma vida precária. De seu nome Myriam Zaluar, a indignada investigadora de Braga aponta  a Pedro Passos Coelho, culpando-o pelo incitamento à emigração, pela situação em que se encontra, pelo Passado, pelo Presente e pelo Futuro. A carta, embora extensíssima, não impressiona pela descrição contundente como impressionaria a de uma mãe desesperada com os filhos nos braços a pedir pão à porta de uma igreja. Mas é, de facto, um desabafo sentido como muito que se ouvem e leriam (se todos os estigmatizados escrever pudessem) em tempo de crise. Há, contudo, gente que não tem facebook onde possa lançar as suas queixas, nem carro, nem casa própria. Nem filhos. Não obstante, li com atenção a mensagem da Dr.ª Myriam. De resto as notas públicas do seu facebook estão cheia de alusões à luta popular e à defesa das acampadas que, durante o verão, se reproduziram viralmente, muito embora a Dr.ª Myriam diga que, quanto à ideologia política, “está muito à frente” (o que talvez seja equivalente à antiga formula tabeliónica: quanto aos costumes nada). [Read more…]

Querido pai – para falar (em três tempos),das atrocidades da guerra e a ditadura

fala-do-pai-e-do-filho-thumb3517145.jpg

 

Parte do livro que preparo em castelhano chileno e que me afastará de vós por longo tempo: Memórias de un extranjero extravagante

[crescimento]

Fizeste-me. Embora ninguém o queira dizer. Dizem por ai ser a mãe que faz filhos.

 

Mas, eu sei, todos sabemos que me fizeste. Sem esperma o óvulo é um ninho vazio. Como os pais que defendem a Pátria, dos ricos que vos esfomeiam. Tu nos defendes deles, n estes tempos de guerra de classe social internacional. Confio e ti, nas tuas forças para abater os que nos atacam e nos tiram o trabalho, os estudos, a fortaleza para os confrontar, que nos vendem ou nos envia ao estrangeiro para encontrar estudos e emprego. [Read more…]

EDP ou a “Casa Amarela”.

A EDP, que tenta ocultar o seu carácter empresarial feroz com a pele de um cordeiro filantropo, anda a pintar barragens de amarelo, sob o pretexto de Arte pública ou activo turístico. O Henrique Pereira dos Santos, consegue por-se na pele do lobo e chama-se a si próprio o conservador contraditório (eu chamaria a isso ser do contra, quando todos estão a favor e estar a favor quando todos estão contra). Eu acho que a EDP nos anda a roubar há tempo de mais. Com a agravante de pagar a alguém 150 mil euros (!) para gozar connosco em tom de amarelo. É como escrever num muro, em letras garrafais: ide-vos ****. Isto também pode ser considerado arte, pois as palavras também combinam bem com a natureza. Juízo! Até a população, que costuma usar a mesma paleta de cores que o Cabrita Reis nas fachadas das casas, acha a cor um asco. Uma habitante local chega mesmo a comparar o flagrante mau gosto com a bandeira nacional que podia lá ser colocada e tinha o mesmo efeito repelente. Não bastava a auto-estima deste país litoral estar em baixo, ainda vão ao interior atemorizar os pobres autóctones com a cor da loucura.

Olhar Para as Cenas

Tem que nascer duas vezes quem olhe para as cenas como Ele.

Braga 2012 CEJ:

Em apenas 72 horas, um grupo de jovens foi para as ruas de Braga. Aqui fica o resultado:

Sobre aquilo que começou com Vasco da Gama e acabou faz agora 50 anos

Contêm partes eventualmente chocantes e uma das razões porque ao passar na Ponte Vasco da Gama tenho vergonha de ser português.

Então [Vasco da Gama] mandou aos batéis que fossem roubar os pageres que eram dezasseis e as duas naus, em que todos acharam arroz e muitas jarras de manteiga e muitos fardos de roupa. Então tudo isto recolheram aos navios e a gente toda das naus grandes, e mandou que recolhessem o arros que quisessem, que tomaram quatro pageres, que vazaram, que não quiseram mais. Então o capitão-mor mandou a toda a gente cortar as mãos e orelhas e narizes e tudo isto meter em um pager, em o qual mandou meter o frade [o brâmane que, ao chegar a frota a Calecute, entrou a bordo] também sem orelhas, nem nariz, nem mãos, que lhas mandou atar ao pescoço com uma ola para ele-rei, em que lhe dizia que mandasse fazer caril do que lhe levava o seu frade.

E a todos os negros assim justiçados mandou atar os pés, porque não tinham mãos para se desatarem, e porque se não desatassem com os dentes com paus lhes mandou dar neles que nas bocas lhos meteram por dentro, e foram assim carregados uns sobre os outros, embrulhados no sangue que deles corria, e mandou sobre eles deitar esteiras e ola seca e lhes mandou dar as velas para terra com o fogo posto, que eram mais de 800 mouros, e o pager do frade com todas as mãos e orelhas também à vela para terra sem fogo, com que foram logo ter a terra, onde acudiu muita gente a apagar o fogo e tirar os que acharam vivos, com que fizeram seus grandes prantos.

Gaspar Correia, Lendas da Índia

A nossa decadência nestas partes é inteiramente devida ao facto de tratarmos os nativos como se fossem escravos e pior do que se fôssemos mouros

António de Melo e Castro, Vice-Rei da Índia, 1664

Retirado da compilação Ministros da Noite, Livro Negro da Expansão Portuguesa, de Ana Barradas, Antígona, 1991

Os Carteiros São a Alma de Portugal

© Maria Amália Cidália Marques

Os Carteiros – que perifrasticamente a burocracia chama de “agentes de distribuição postal” – são os portugueses que melhor conhecem Portugal. Mais do que qualquer sociólogo ou turista acidental, muito mais do que qualquer político em campanha eleitoral. Os carteiros portugueses percorrem a pé, de bicicleta, de mota, de metro* ou de carro todos as avenidas, ruas, vielas, estradas, ladeiras e caminhos de Portugal, 260 dias por ano. Em todos esses muitos dias, os carteiros portugueses vão à procura e ao encontro de milhões de portugueses. Os carteiros estão em toda a parte, os carteiros são nossos amigos. Os portugueses confiam mais nos carteiros que nos advogados e nos juízes. 

Os Correios de Portugal organizaram um concurso de fotografia para carteiros. Chegaram (no correio?) de todo o país fotografias de todo o país. As mais bonitas estão em exibição em Lisboa. Espero que a exposição seja levada aos outros portugueses. Ficou claro que Portugal não é só Lisboa.

* noutros tempos, os carteiros viajavam de “ambulância“.

Há 50 anos, a invasão

Quando Soares visitou Goa, uma cerimónia esperava-o no Palácio do Hidalcão e as necessárias formalidades protocolares foram cumpridas.

Ao ver a bandeira portuguesa subir no mastro, um velho goês, ostentando as suas condecorações dos seus tempos de servidor do Estado Português da Índia, disse a quem o quis ouvir, neste caso os milhões que na altura seguiam o telejornal da RTP:

-“Há trinta anos que esperava por este momento!”

Como já se tornou habitual, Soares regressou de Goa, Damão e Diu, declarando-se “espantado” pela ainda tão forte presença nacional naqueles territórios. Se isso lhe serviu de lição às balelas ocas que o Esquema vigente propala, ou contribuiu com algo que pudesse acarinhar aquelas gentes e manter os laços culturais com a antiga pátria, essa é uma outra questão. Aliás, nem sequer é questão, pois não existe.

Guerra na praça Tahir e censura no Facebook

Confrontos violentos na praça  Tahir transmitidos em directo aqui:

http://occupy.elementfx.com/occupytv

Este endereço está bloqueado dentro do Facebook. Começou a outra internet, aquela onde os governos são senhores e a liberdade de expressão acabou.

Actualização: Como era de prever este artigo, na sua forma de publicação automática foi censurado pelos filtros do Facebook por conter a ligação maldita.

É muito fácil a um estado bloquear uma ligação no facebook, basta que umas centenas denunciem, neste caso um link, automaticamente bloqueado antes de ser revisto por um humano. O princípio do bloqueio contra ou a favor de um estado é intolerável.

EDP contrata Souto de Moura

A EDP vai contratar o laureado arquitecto português Souto de Moura para “melhorar o enquadramento ambiental” do paredão de 108 metros da barragem de Foz Tua, em pleno Douro Vinhateiro, Património da Humanidade (não é só dos portugueses, é da Humanidade). Como o ilustre arquitecto parece não conhecer o ciclo da água que “vai para o mar” e tanta falta faz para produzir energia (limpa!) neste país que gasta o dobro da energia por unidade de PIB da Dinamarca, deixo aqui a ideia de lhe ser ofertado um kit de maquillage e o livro O Ciclo da Água.

Para ser mesmo bonito, e fazer boa figura, esta oferta bem poderia ser entregue por José Carcarejo, o visionário autarca de Alijó, defensor incondicional do Património do concelho e, por conseguinte, do seu alagamento por via de uma barragem inútil. Os autarcas vizinhos de Carrazeda de Ansiães, Murça e Vila Flor poderiam irmanar-se, digo eu, no pagamento desta benfeitoria cultural. A Bem da Nação.

EDP Dá-me Cócegas e Faz-me Rir

O Plano Nacional de Barragens Vai-Nos Custar 16,000,000,000.00 euros!…

ps: alguém explica a Souto de Moura o ciclo da água?

Procura-se Francisco José Viegas por crimes contra a Humanidade

Por ironia do destino, Francisco José Viegas nasceu no Pocinho, terra onde termina uma das mais belas linhas ferroviárias do nosso país, a Linha do Douro. O Pocinho fica no concelho de Vila Nova de Foz Côa, local onde há uns anos se conseguiu impedir a construção de uma Barragem que iria submergir um extenso conjunto de gravuras rupestres do período Paleolítico.
Alguns anos depois, Francisco José Viegas, que não se comove com essas coisas, prepara-se para ser o coveiro de uma das mais belas regiões do país, o Vale do Tua, e seguramente da mais bela linha ferroviária de Portugal e da única ligação que ainda permanece ao serviço das populações de Trás-os-Montes. Pelo meio, ainda será capaz de destruir a classificação do Douro como Património da Humanidade.
Aliás, a estratégia dos últimos dias parece ser essa. Ameaça-se com a perda da classificação do Douro, para, no final, garantir a continuidade da mesma e, como estava planeado, destruir o Vale e a Linha do Tua. [Read more…]

«Vimos por este meio solicitar que à Região do Alto Douro Vinhateiro seja retirada de imediato a classificação de Património da Humanidade»

Carta enviada hoje por Correio para os responsáveis da UNESCO e do ICOMOS. Enviado também por mail para todos os membros das duas instituições. Enviado pelo Facebook para todos os apaixonados pelo Douro em Portugal e no Mundo*

Dear Sirs,

In 2001, UNESCO classified the Alto Douro Wine Region in northern Portugal, as a World Heritage Site.
In February 2011, the construction of a hydroelectric dam near the mouth of the River Tua, Dam Foz-Tua began, after the project was approved by the Government of Portugal. This dam will destroy all the Tua Valley and its railway and it will cause irreparable losses with regards to the natural, cultural and human heritage of that area and all the Alto Douro Wine Region, classified as World Heritage by UNESCO.
In December 2011, the Government of Portugal, through the Secretary of State for Culture, announced that the construction of the dam wouldn’t be suspended.
Therefore, we hereby request that the classification of heritage site is removed immediately from the Alto Douro Wine Region, since such a classification is not compatible with a landscape marked by a pile of concrete that destroys one of the most important natural regions of Europe.
If it doesn’t happen, UNESCO itself is in question, since it accepts that a landscape is totally garbled after being classified as a World Heritage Site.

Yours Sincerely,

Attachements:

Before: Tua Valley and its Railway – video and photos
Now: Works at Tua Valley
After: Dam Foz-Tua

————————————————————————————

TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS [Read more…]

A Câmara Municipal de Alijó Pratica a Censura no Facebook

Já era de prever. A página Alijó 360º, mantida pela Câmara Municipal de EDP, perdão, Alijó, foi censurada hoje pelas 23h, poucos minutos depois de eu ali ter comentado um post. (Aparentemente, alguém pago com dinheiros públicos está a fazer horas extra! – a Bem da Nação)

Desapareceram alguns cometários e desapareceu também a possibilidade de serem feitos novos comentários a posts existentes. A verdade e a vergonha na cara parecem incomodar José Cascarejo, esse grande  defensor do progresso que a barragem do Tua há-de trazer. Aposto que esta personagem fosca da democracia transmontana vai, já nos próximos dias, manifestar-se totalmente CONTRA a barragem… pífia gente.

Depois de a EDP ter fechado o seu mural fendido no facebook, depois de Assunção Cristas, ministra do Ambiente, ter feito o mesmo, quem será o próximo a sentir-se incomodado pelas verdades em torno do embuste do Plano Nacional de Barragens?…

Rupturas

Com a Revolução do 25 de Abril, milhões de trabalhadores e de jovens, de todos os sectores da sociedade portuguesa, uniram-se para tomar em mãos os seus destinos.

Apostaram, então, na construção de uma nação livre e independente, que proclama a paz, que quer um País assente na justiça social, na saúde, na qualificação e na cultura, na cooperação entre os povos.

Um segmento importante destes homens e mulheres, destes jovens, voltou-se para o Partido Socialista (PS), construíram-no como o partido que defendia os sindicatos livres (unidade sindical) e independentes, a liberdade e a existência das comissões de trabalhadores, a banca nacionalizada (ao serviço da economia nacional), bem como da nacionalização dos sectores vitais da economia (transportes, energia, comunicações), para uma sociedade democrática e de progresso. [Read more…]

A mini-hídrica do Mondego e o homem que odeia Coimbra

Imagine um rio pelo qual os peixes não sobem desde que lhe meteram um açude no meio. Ao fim de muitos anos lá se constrói uma escada para peixes que custou 3,6 milhões de euros.

Vai daí o governo do homem que têm um ódio profundo à cidade onde se formou como engenheiro técnico decide construir uma mini-hídrica 10 km acima. Custo: 3,5 milhões, obra já licenciada à… Mota-Engil. Bingo.

A mini-hídrica do Mondego não tem ponta por onde se lhe pegue: produzirá uma quantidade ridícula de electricidade, termina com as descidas do rio em canoa (500 000 euros/ano que vão rio abaixo) e sobretudo é um crime ambiental digno desse grande assassino de rios, de seu nome José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. Para oferecer uma obra aos amigos que se lixe a lampreia, que se trame o turismo, que se dane o maior rio português. Pode ser que o Politécnico de Coimbra ainda lhe dê um doutoramento honoris causa.

Mais informações no blogue da Plataforma Mondego Vivo e assine a petição respectiva.

2.3 milhões de euros a arder ao vento

Ventos com força de furacão (265 Km/h) colocaram em Ardrossan, Escócia, esta turbina a arder por causa de rotação a velocidade excessiva. Possivelmente, digo eu, foi o sistema de travões que falhou. No nosso panorama habitualmente planeado com primazia, há umas turbinas bem perto de zonas habitacionais – basta fazer a A8 e observar alguns exemplos. Mas a sorte protege os audazes e nós ousamos e bem.

foto e notícia: The Telegraph

A PSP, o facebook e a censura, ou de como esta gente odeia críticas e quer mesmo um Salazar de volta

Afinal a PSP não viu a sua página no facebook assaltada, como ironicamente aqui contei. A PSP é mesmo fiel ao seu passado de polícia salazarista, seu pai verdadeiro. Nada que seja de espantar mas que vem ao de cimo quando tem no poder gente com a mesma vontade, agora disfarçada de liberalismo.

Sendo causa para lembrar a velha máxima anarquista quem nos protege dos nossos protectores, coloco aqui os comentários no mural da PSP antes de almoço, e depois de almoço, quando ao mesmo tempo que apagavam escreviam isto:

A PSP agradece todos os comentários que, ao longo da manhã, foram feitos na sua página oficial. Com isso não só garantimos o diálogo que se pretende promover nas redes sociais como aumentámos ainda mais o número de seguidores. Ficou no entanto a dúvida sobre o motivo da Imagem: “eles falam, falam…” e nesse sentido justifica-se que o único propósito da imagem foi apenas garantir que o princípio do respeito é mantido nesta rede social. A PSP tem mais de 16.000 seguidores, com várias faixas etárias, dos 16 aos 80 anos de idade e temos verificado, nas últimas semanas, a utilização recorrente de vernáculo e linguagem desapropriada que, não querendo eliminar por respeitarmos todos os comentários, achámos ser altura de repudiar. Não estamos contra as opiniões, nem contra as pessoas, estamos sim contra, nestes fóruns, o uso de linguagem desapropriada com que são feitos alguns comentários. Respeitamos nessa medida, quem nos respeita!

Descubram as diferenças, e encontrem o vernáculo:

[Read more…]

Página no Facebook da PSP assaltada por pirata salazarista

Debaixo desta bela imagem escreveram:

Diariamente lemos crónicas interessantes, desabafos contundentes, opiniões inflamadas contra a PSP, contra “agentes infiltrados”, contra contradições e todos sob o mesmo mote: Todos são suficientemente conhecedores desta realidade para opinarem, para monitorizarem o trabalho policial, para dizerem o que se deve e não deve fazer. É fácil criticar, é simples escrever sobre preconceitos, difícil é passar pelos problemas e resolvê-los! No fim do dia, quando regressarem a casa, os outros, os “suspeitos do costume” estarão ao seu lado para o proteger, com as cores do costume, com a farda do costume e com a disponibilidade que lhes reconhecemos! Eles falam, falam, mas na hora do aperto, A TODAS AS HORAS, são sempre os mesmos a avançar! Consigo desde 1867, todos os dias!

Tirando o dislate de a PSP não ter sido criada em 1867 (a Polícia Cívica monárquica foi emprateleirada pela República que criou a GNR. mas naturalmente quem cometeu este atentado não percebe nada de História) esta defesa do papel da PSP ao longo de 48 anos de ditadura é obviamente obra de quem tenta denegrir a imagem da instituição. Não se tratando de um agente infiltrado do mundo do crime só pode ter sido obra de “piratas informáticos”, como usam escrever os jornais.

Há indícios de que a PSP pode ter retomado o controlo da sua página, uma vez que tem apagado vários comentários, mas ainda não conseguiu eliminar o ultraje original. Aguarda-se a todo o momento uma conferência de imprensa de Miguel Macedo.

“Não podia ser mais simples”

Por exclusão de partes, encontrar a pessoa certa.

Património Mundial à portuguesa

Património mundial

é orgulho, com certeza

falta pôr no pedestal

é uma treta à portuguesa *

* Adaptado de Sérgio Godinho

Mendigo, uma profissão com futuro

 

roubado no facebook

Amanhã, “Das Partes do Sião”

Neste resvalar identitário da nossa nação, poucos portugueses saberão que existe uma “outra Inglaterra”, na Ásia. De facto, Portugal foi o primeiro país europeu a estabelecer um Tratado de Aliança com uma potência asiática há precisamente 500 anos. Nisto também fomos pioneiros e a nossa influência fez-se sentir de forma decisiva nos quatrocentos anos que se seguiram à primeira embaixada enviada ao Sião.

Comemoram-se os 500 anos do estabelecimento de relações diplomáticas e a Biblioteca Nacional de Lisboa, inaugura uma grande exposição evocativa. O Aventar não deixará de estar participar no acontecimento, testemunhando o nosso interesse por tudo aquilo que diz respeito a uma história tão única quanto rica. O Sião está presente n’Os Lusíadas, na Peregrinação, nas Décadas de Barros e nas Lendas de Gaspar Correia. Cobra parte relevante na preciosa documentação dos séculos que seguiram à missão enviada pelo grande Albuquerque e este património da nossa diplomacia, culmina nas visitas de S.M. o Rei Chulalongkorn (Rama V, em 1897) e de S.M. o Rei Bhumibol Aduliadej (Rama IX, em 1961) ao nosso país. Para os tailandeses, não somos “uns quaisquer”.

Esta exposição honra Portugal, exalta aquilo que ainda é uma Pátria. Desde já estão todos convidados para as cerimónias da inauguração, onde a já proverbial falta de um Presidente, será compensada pela comparência do sucessor daqueles que ajudaram a construir aquilo que ainda somos: S.A.R. o Duque de Bragança. Amanhã, pelas 18.00H de 7 de Dezembro, também se cumprirá Portugal.