O Sr. ministro explica a problemática da salsicha educativa, sublinhando a dificuldade do conceito e o facto de os indivíduos atingidos pelo fenómeno não terem, normalmente, consciência do que consigo ocorreu.
É-lhes opaco, por assim dizer.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
O Sr. ministro explica a problemática da salsicha educativa, sublinhando a dificuldade do conceito e o facto de os indivíduos atingidos pelo fenómeno não terem, normalmente, consciência do que consigo ocorreu.
É-lhes opaco, por assim dizer.

É uma das nossas tradições, esta dos governos terminarem manchados não apenas pela incompetência governativa, traduzida na incapacidade de sanar aquilo que eles mesmos começaram por definir como sendo os males do país”, mas igualmente pela suspeita de corrupção, tráfico de influências, abuso de poder, peculato. É o pântano e dele não saímos.
Os nossos governantes têm sido moralistas grasnantes, do alto dos seus pés de barro mal cozido, aparelhados com um discurso inchado de presunções de ética irrepreensível e integridade. As flagrantes traições às promessas eleitorais são sempre justificadas pelos números até aí debaixo dos panos, as conjunturas imprevistas. E já nem os preocupa a necessidade de camuflar a mentira, tal a fé na fraqueza de memória dos eleitores. No melhor dos casos, terminam os seus mandatos tingidos pela suspeita de serem coniventes com a corrupção instalada. Acabam invariavelmente apanhados pela contradição entre o seu discurso e as suspeitas nunca inteiramente provadas do que foi a sua prática. São criaturas formadas pelos partidos, pequenos “golem” amassados no barro do carreirismo nas juventudes partidárias, da vida profissional à sombra do partido, do parlamentarismo guiado pela obediência servil e pelo cálculo. [Read more…]
O país tem acompanhado com particular apreensão o processo de colocação de professores. É verdade que tem dado mais atenção à casa dos segredos, mas talvez a certeza de que ainda há uns milhares de alunos sem aulas ajude a perceber que deve haver um conjunto bem significativo de famílias que percebe o alcance do que está a acontecer.
Se por um lado, Nuno Crato causou prejuízos aos Professores, as consequências que todo o processo está a ter na escolas e nos alunos é difícil de quantificar. Há, por todo o país, uns milhares largos de alunos sem professor, enquanto estes continuam, desempregados e desesperados, em casa sem alunos.
Ontem tentei (juro que tentei e vi) ver uns 15-20 minutos da xaropada da TVI que se chama Secret Story 5. Epá, eu peço desculpa a todos/as os que gostam de ver isto (incluindo aqueles milhares que dizem que não vem, mas sabem os nomes daquela Gente toda..) mas eu não aguento mesmo.. Descobri que há licenciados na casa e sabem tanto da vida e tem tanto nível que me deixam siderado. Ouvi pérolas que pensava não serem possíveis a gente de tal “gabarito”. Como disse uma amiga: “ao menos ainda conseguem escrever, já não é mau”. É mau, aquilo é tudo muito mau. Tinha de ver com os meus próprios olhos para tirar as minhas conclusões. [Read more…]

O homem da chamada “salsicha educativa”, esse mesmo que andou a encher tecno-chouriços na Tecnoforma enquanto era exclusivo deputado. E agora, tadinho, sofre de Alzheimer. Vejam só, não se recorda se recebeu 150 mil euros, ninharias, especialmente no dinheiro de há 15 anos atrás, está visto. “Emigrem”, era o que ele recomendava, não era? Pois.
Passos Coelho acredita ter explicado, ontem, que os problemas do ensino em Portugal se deveram ao aumento da “chamada salsicha educativa”, expressão cuja origem anda a mobilizar os meios de comunicação social, a blogosfera e as redes sociais. Tenho, ainda, a certeza de que a indústria pornográfica não desperdiçará a oportunidade e estará para breve a estreia do filme “Quero a tua salsicha educativa toda!”
As metáforas que inventamos ou copiamos dizem muito acerca de nós e da nossa visão de mundo. Passos Coelho escolheu a salsicha.
O que é a salsicha para o primeiro-ministro? É a Educação. E o que é a Educação para o mesmo primeiro-ministro? É uma salsicha, ou seja, o pior dos enchidos. [Read more…]
-Nos últimos 30 anos, o F.C.Porto conquistou a hegemonia do futebol português. Não ganhou obviamente todos os campeonatos, “apenas” a maioria dos que foram disputados, sem perder dois campeonatos seguidos desde a época 1983-84, quando o S.L.Benfica de Sven Goran Ericksson conquistou o bi-campeonato. Esta tem sido a regra, mas lá diz o ditado, não há regra sem excepção. Aproximava-se do fim o Verão de 1998 quando Pinto da Costa contratou para os dragões aquele que ficaria conhecido como engº do penta, Fernando Santos, que acaba de ser confirmado pela FPF como seleccionador nacional. Depois do penta, veio o tenta, que tem pautado a carreira do treinador. Nada tenho contra a pessoa, que considero educada, correcta, aprecio a sua forma de estar na vida. Mas perto das 4 linhas espero outra sagacidade e capacidade. Visto por outro prisma, Fernando Santos conseguiu perder 2 campeonatos consecutivos ao comando dos azuis e brancos, um para o Sporting e outro histórico para o Boavista. Como tem boa imprensa conseguiu ser contratado para o Sporting na sucessão a Boloni que havia sido campeão. Falhou. Haveria de suceder a Koeman no S.L.Benfica. Voltaria a falhar. Mesmo na Grécia onde ouvimos regularmente dizer que é idolatrado pelos adeptos o palmarés regista apenas a conquista da Taça da Grécia em 2002. É pouco para as ambições do futebol português. No entanto não vejo qualquer voz crítica na imprensa apontar fragilidades à escolha da FPF, apesar dos 8 de jogos de suspensão impostos pela FIFA indiciarem que a escolha talvez não tenha sido a mais correcta. Oxalá me engane, mas cá estaremos para avaliar os resultados…
Ó capitalenses, importam-se de parar com a figura ridícula que fazem quando vos chove na capital e desatam a berrar que a culpa é do presidente da Câmara?
Ando a ouvir-vos com essa ladainha desde que se pode dizer mal dos presidentes da câmara, que entretanto vão elegendo, sem pararem um bocadinho para ouvir quem bem vos avisou, o Ribeiro Teles, sobre uma coisa chamada impermeabilização dos solos, praticada ao longo de décadas por patos bravos, patos mansos e as patas que os pariram.
Claro que estais condenados a enxurradas até às vésperas da eternidade, ó parolos, cada vez que a precipitação é a sério, e dessas todos temos.
Tende tino. Eu tenho-o com a autoridade pluviosa de quem vive numa aldeia onde as cheias nunca falhavam um ano, andávamos de barco pelas ruas, lá nos íamos divertindo, até que um presidente da câmara resolveu o assunto (no caso um problema de vasos comunicantes criado por um idiota qualquer), e ninguém lhe agradeceu, pior, nem repararam nisso. Se calhar temos saudades. E estava aí em 1967, essa sim, uma catástrofe com assinatura: Salazar.
António José Seguro está rendido à sorte da chuva torrencial que inundou o castelo de Costa. António Costa sente-se pungido pelo temporal. O povo está esvaído em dívidas. E Manuel Alegre está quase ofendido com as propostas de Seguro para diminuir o número de deputados. O Governo está ressentido com quem esvaziou o Citius.
Entre rendidos, pungidos, esvaídos, ressentidos, e demais “***idos”, alguém há-de escapar.
Eu próprio, mesmo com pleonasmo, sinto-me, então, comedido. Abusar, abusei ao almoço: entre uma feijoada à transmontana, com um bagaço para compor, e o Manuel Alegre que me entrou pela casa dentro, aos gritos, ofendido (quase) num comício, só me faltava ouvir o Mário Soares a perorar contra a intempérie, que é culpa da Protecção Civil, que só a previu a destempo dos políticos em campanha eleitoral. Mas esse deve estará dormir a sesta, que é o que vou fazer, já a seguir.
A conta, por favor!
Aliás, a ministra recordou que “já existia justiça antes do Citius e vai continuar a existir”. [P]
Este tipo de afirmação demonstra que a ministra não percebe as transformações que ocorreram na sociedade nem aquelas que ela mesma impôs à justiça. O problema da actual reforma não se limita à ausência de planeamento que conduziu ao caos informático e à inacreditável inexistente migração de processos para a nova ferramenta. É a própria reforma, com os seus tribunais especializados, que está em causa. É o que tenho ouvido por parte dos profissionais do sector e os exemplos de perca de eficiência, e de eficácia também, são vastos.
Mas veja-se o que já diziam os profissionais da justiça, em Abril deste ano, antes, portanto, do actual caos. A Gazeta das Caldas enviou um inquérito a 49 advogados da ainda comarca das Caldas da Rainha, tendo recebido oito respostas, que reproduzem. A condenação da reforma da Justiça não é unânime, mas a maioria está contra e não tem dúvidas de que os custos vão ser maiores para quem a partir de agora recorrer aos tribunais. Referem também a absoluta necessidade da ferramenta informática para assegurar o acesso aos processos.
A ministra da justiça é mais uma incompetente com capacidade de decisão. Um perigo para os portugueses, portanto.

Não espero que se demita quem não hesita em, chegado ao poder, desdizer TUDO o que disse nos anos anteriores.
Não espero que se demita porque esse tipo de gente não tem qualquer vergonha na cara. O rigor e a justiça é só para os outros. E porque no final os documentos oficiais vão desaparecer do Parlamento. E porque o pobre homem não sabia que estava a fazer mal. E porque já prescreveu. E porque a Procuradoria garantirá em tempo oportuno que não corre qualquer investigação contra o homem que desgoverna Portugal.
E da mesma forma que Pinto Monteiro foi o Cunha Rodrigues de José Sócrates, Marques Vidal será o de Passos Coelho. Tudo está bem quando acaba bem.
O governo atirou-se ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) por considerar – tal como já tinha feito um ilustre vereador da Câmara de Lisboa – que este não foi suficientemente preciso na sua previsão meteorológica para hoje. Depois de ouvir de um assessor a explicação sobre o que é o IPMA e o significado da palavra meteorologia, Passos Coelho mandou abrir concurso para que as previsões do tempo passassem a ser feitas em outsourcing. Já foram contactados para o efeitos o Prof. Karamba, a bruxa Maya, Marques Mendes e outros peritos em adivinhação com chá, borras de café, entranhas de animais, tarot, búzios, cartas de bisca lambida e outros métodos verdadeiramente científicos.
Segundo fontes geralmente bem informadas, o 1º ministro atribuiu as culpas do alegado erro do IPMA aos malefícios de uma tal “salsicha educativa”, conceito, ao que nos dizem, de uma complexidade só ao alcance de mentes superiores como a do sr. presidente do concelho. As mesmas fontes sublinharam ainda a preocupação deste alto magistrado da Nação pelo facto de um colega de governo lhe ter dito – com uma cordial palmada no ombro – “ó Pedro, nos discursos, cada vez estás mais conselheiro Acácio”. Não tendo a certeza de que se tratasse de um elogio – o tal colega é um bocado graçolas e tem a mania que é esperto -, Passos Coelho quer saber quem é esse tal Acácio. Mas nenhum assessor parece capaz de o informar, fugindo dele com caretas esquisitas e expressões de uma estranha pressa.
na sala de espera da Tecnoforma. Afinal ainda há jornalismo de investigação.
-A questão é simples. Ou existe um equívoco que urge esclarecer, pois estará a ser aproveitado para campanha política, ou Passos Coelho terá de apresentar a demissão. Não existe qualquer drama, nem justifica crise política, o governo deverá continuar em funções, o PSD nomeará o seu sucessor e teremos eleições no final da Primavera. Isto se Portugal for um país normal. Mas suspeito que uns irão levantar a tese da cabala, entrincheirando os militantes na defesa do poder, outros irão cozinhar o assunto em lume brando, para que o desgaste se torne maior. Contudo o principal responsável será sempre o Primeiro-Ministro. Ou faz prova e refuta de imediato as suspeitas, ou prestará um favor ao partido, que teria mais tempo para se reorganizar, evitando uma derrota colossal, a si próprio em defesa da honra e imagem e até ao país, saindo de imediato pelo próprio pé. Não adianta tentar branquear o assunto, a verdade virá à tona como o azeite, será uma questão de tempo. É inevitável…

O próximo entretenimento político nacional consistirá em descobrir se Passos Coelho vigarizou o estado porque era deputado em exclusividade e recebia por fora, ou se vigarizou o estado porque pediu o subsídio de reintegração e afinal não tinha estado em exclusividade.
Em qualquer dos casos, num país distante politicamente da Guiné Equatorial, hoje demitia-se.
No Portugal a que chegámos, pede desculpa e não se fala mais nisso.

AP Photo/Francesco Bellini (bit.ly/1rfYDdV)
É verdade, admito: não acredito em milagres. Por esse motivo, não fiquei surpreendido com as ocorrências de fato e seção no Diário da República de hoje. Na sexta-feira, aquilo. De permeio, o fim-de-semana e os respectivos hífenes. Hoje, isto:
Nos termos dispostos da alínea d) do n.º 1 e do n.º 2 do artigo 37.º do capítulo V da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, torna-se pública a lista nominativa do pessoal não docente cuja relação jurídica de emprego cessou por motivo de aposentação, conforme refere a alínea c) do artigo 251.º anexo I (regime) — Capítulo VII — Seção II da Lei n.º 59/2008, de 11 de setembro, no período compreendido entre 1 de janeiro e 31 de agosto de 2014.
(…)
Os proprietários, usufrutuários, arrendatários ou qualquer indivíduo ou entidade que disponha de título válido, que legitime o uso e fruição do local de ligação, ou aqueles que detêm a legal administração dos prédios devem efetuar a mudança de titularidade dos contratos de recolha sempre que estes não estejam em seu nome. E sempre que os contadores registem a primeira contagem no prazo de 15 dias úteis, contados da data de verificação do fato, sob pena da interrupção de fornecimento de água.
Entretanto, laggiù (ou seja, no IILP e na AR), efectivamente, tutto continua come se nulla fosse accaduto.
Continuação de uma óptima semana.
***
La Manuzio era una casa editrice per APS.
Un APS, nel gergo Manuzio, era – ma perché uso l’imperfetto? gli APS sono ancora, laggiù tutto continua come se nulla fosse accaduto, sono io che ormai proietto tutto in un passato tremendamente remoto, perché quello che è successo l’altra sera ha segnato come una lacerazione nel tempo, nella navata di Saint-Martin-des-Champs è stato sconvolto l’ordine dei secoli… o forse è perché di colpo, dall’altra sera sono invecchiato di decenni, o il timore che Essi mi raggiungano mi fa parlare come se ormai facessi cronaca di un impero in sfacelo, disteso nel balneum, le vene ormai lacerate, attendendo di annegare nel mio sangue…Un APS è un Autore a Proprie Spese e la Manuzio è una di quelle imprese che nei paesi anglosassoni si chiamano “vanity press”.
Umberto Eco, Il pendolo di Foucault
Resumindo e concluindo: o Coelho queria dizer que Crato é ou faz cachorros. Concordo.
Anda para aí um processo branqueador do caso tecnoforma que é uma delícia. Sabe-se agora, vejam lá, que o homem da regisconta não tinha obrigações de exclusividade quando ocupou o lugar de deputado entre 1995 e 1999, altura em que terá recebido pagamentos da malfadada empresa. E a comunicação social não tinha maneira de saber isto antes de ter alimentado a putativa incompatibilidade que marinou na imprensa durante uns dias?
Sucede que o caso tecnoforma não tem nada a ver come ssa questão menor, mas com uma inacreditável situação de nepotismo envolvendo o governante relvas com responsabilidades sobre os fundos públicos entregues à tecnoforma e o seu técnico coelho, actual primeiro-ministro. Assim, quando transpirarem novos dados do processo de investigação aberto pelo MP a essa “joint-venture” (porque vão transpirar, passaram 3 convenientes anos e as eleições já se avistam…), o povão já estará remetido ao tecnofórmico remanso informativo.
-É absolutamente extraordinário que uma empresa decida criar uma filial e como reacção os seus trabalhadores convoquem greve. Mas verdadeiramente surreal é a empresa anunciar o recuo na decisão, obtendo como resposta dos sindicatos a manutenção da greve. Não me parecem estar em causa reivindicações salariais ou direitos laborais, que poderíamos concordar ou não, mas colocariam o assunto noutro tipo de discussão. A questão é uma corporação pretender afastar potencial concorrência em nome de privilégios. A aviação cívil, nomeadamente a europeia é cada vez mais um mundo à parte, causando prejuízos a contribuintes e consumidores…
A entrada para a Universidade em Portugal depende, na maior parte dos casos, da classificação final do ensino secundário, o que inclui a avaliação do trabalho dos alunos ao longo de três anos e os resultados dos exames, que poderão ter pesos diferentes conforme correspondam ou não a disciplinas específicas escolhidas pelas instituições de ensino superior.
Assim, um aluno que queira entrar para um curso superior tem de se preocupar apenas com as classificações. O “apenas” pode parecer estranho, como se tirar boas médias fosse fácil, mas a verdade é que ter como única preocupação uma média aritmética é empobrecedor e enganoso, porque não é garantia de que um aluno fique verdadeiramente preparado e, mais do que isso, não é suficiente para ficar a saber se escolheu o percurso académico que se ajusta às suas características.
São frequentes as referências à necessidade de rever o sistema de acesso ao ensino superior, que deveria passar por um papel mais activo das próprias universidades, uma vez que, no fundo, se limitam a seleccionar os seus alunos com base no trabalho realizado no ensino secundário. As razões para esta abstenção universitária serão várias, incluindo falta de recursos para realização de provas de acesso e de entrevistas, por exemplo. [Read more…]
Assine a petição contra esta lei da cópia privada
7.669 já a assinaram
Aos 15 a 20 milhões de euros que Barreto Xavier, Secretário de Estado do Loby, afirma que a nova lei da cópia privada irá buscar às vendas de equipamentos electrónicos, acresce IVA à taxa legal, algo que os defensores da lei, convenientemente, não referem. Este valor acresce àquele que os consumidores irão pagar e gerará para o Estado 3.5 a 4.7 milhões de euros. Talvez esta fonte de receitas explique porque é que o governo não se importe com algum prejuízo eleitoral.
Ao novo imposto incidirá um segundo imposto, o IVA, num óbvio caso de dupla taxação, ilegal à face da lei. Daí a activa defesa, por parte dos pró-lei, de que não está em causa um imposto mas sim uma taxa.
A forma mais fácil de travar esta versão da lei consiste em demonstrar que em causa está, de facto, um imposto e não uma taxa. Não acaba com a saga, já que bastaria outra versão da lei sem IVA, mas recolocaria o processo na estaca zero.
Aqui fica a ideia para quem tiver os meios.
-Regozijo-me ao ver algo que na minha adolescência seria impensável, o líder religioso e chefe de Estado do Vaticano ser recebido de forma apoteótica nas terras outrora governadas pelo pérfido assassino Enver Hoxha…
nas classificações internas do secundário? claro que há, no privado.
O programa político da traficante de influências Maria de Lurdes Rodrigues era claro: privatizar a escola pública. Há quem, sobretudo à esquerda, não veja isso apesar da sua mais profunda reforma, a da gestão das escolas, e de ter aumentado a privatização concreta através do tráfico de contratos de associação, para onde o Ministério Público deveria olhar com atenção. A prova dos nove chegou agora:
Quando se institui como critérios de base para recrutar a nota de curso e tempo de carreira, isto é o grau zero da inteligência no recrutamento.
disse a condenada a pena suspensa. Ora o que faltou para essa mesma privatização, mas grandes passos anda a ser dados, é precisamente a célebre “liberdade de contratação das escolas”.
Isto é muito simples: a nota de curso e o tempo de carreira são os únicos dados objectivos que permitem ordenar professores. E o estado não é o colégio onde se escolhem os da mesma religião, os amigos dos amigos, nalguns casos que os vi os do mesmo cartão partidário. Acabar com esta seriação é o sonho de quem quer abrir as escolas ao negócio, à cunha, ao compadrio e nepotismo. [Read more…]

Hoje na SPA festejou-se, enquanto o restante país se prepara para receber a factura (acresce IVA à taxa legal). Vitória do intermediário que fica para si mesmo com mais de 60% dos direitos dos autores. Será que um Parlamento com um diferente número de deputados já teria uma maioria de representantes que pensasse de facto pelas suas próprias cabeças?
-Obama pretende combater o terrorismo do Isis. À primeira vista parece uma decisão acertada, colocar um ponto final às atrocidades de bárbaros que manifestam completo desprezo pela vida humana, com práticas que qualquer ser racional terá de considerar inaceitáveis no sec. XXI, como a decapitação de pessoas inocentes, para fins políticos. São vermes, escória da pior que a sociedade produziu, pouco importam as motivações, justificações ou teorias sobre o seu aparecimento. Nada justifica a barbárie.
Mas será o Isis uma ameaça suficientemente credível para os EUA ou UK se envolverem militarmente? Penso que não. Em primeiro lugar porque segundo tenho lido pela imprensa, o Isis não ultrapassará algumas dezenas de milhares de membros. Serão um problema na sua zona de actuação, mas perante tal número, julgo que os exercitos dos países da área, poderão colocar um ponto final nas actividades da besta. Sabemos como começam as intervenções militares, mas nunca como terminam. O Vietnam também começou apenas com a presença de conselheiros militares e depois foi o que se viu. Mais recentemente o Afeganistão, tinha como objectivo uma intervenção punitiva visando decapitar a liderança talibã, face ao 11 de Setembro a 1ª fase poderia ser justificável, mas os objectivos subsequentes levaram ao vespeiro que ainda hoje perdura. A atracção de jovens no ocidente pelo Isis ou organizações similares, será travada pela presença dos EUA, UK ou aliados? Alguém me informa um único movimento terrorista ao longo da História que tenha sido destruído pela força militar? Eu não conheço. Longe de resolver o problema e travar o fundamentalismo, a intervenção ocidental irá agravar o actual caos existente. Não é uma questão de ser pacifista ou anti qualquer coisa, mas olhar para o passado e procurar compreender o presente.
Ontem, alguns habitantes do planeta Terra terão ficado estupefactos com esta sondagem da CNN. São coisas que acontecem — ou, como diz o Guardiola, “son cosas que pasan”. Contudo, ao contrário dos espectadores da CNN, os leitores do Diário da República já estarão tão habituados a estrangulamentos e constrangimentos, na forma de contatos, fatos e seções, que muito provavelmente já não há estupefacção que os afecte. No entanto, como o Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa garante não ter identificado nem estrangulamentos nem constrangimentos, é porque eles certamente não existem.
Sim, hoje, no Diário da República:
Curriculum Vitae atualizado, detalhado, datado e assinado, acompanhado dos documentos comprovativos dos fatos naquele descritos, nomeadamente em que contem a formação e experiências profissionais, respetivas áreas e duração (os fatos curriculares não acompanhados dos correspondentes documentos comprovativos não serão considerados);
(…)
A lista unitária de ordenação final dos candidatos, após homologação, é afixada no placard da seção de recursos humanos desta Autarquia e disponibilizada na sua página eletrónica em http://www.cm-castroverde.pt, sendo ainda publicado um aviso no Diário da República.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
No inicio deste mês, o irresponsável e patético mordomo-fantoche Barroso fez correr um boato que dava conta de uma conversa telefónica tida com Vladimir Putin, na qual o presidente russo teria referido, em tom de ameaça, que poderia tomar Kiev em duas semanas. O boato do cherne deu imediatamente origem a manifestações de reprovação por parte dos moralistas ocidentais que também gostam de invadir estados soberanos e os seus soldadinhos de chumbo na comunicação social fizeram o resto do trabalho. De um momento para o outro, Putin preparava-se para tomar Kiev em duas semanas. Era dado adquirido.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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