Um crescimento miserável…

Crescer 0.7% no PIB é mais ou menos o que vão crescer os outros parceiros, mas a má notícia é que não são as exportações a puxar pela economia, é o consumo interno.

E como é o consumo interno só serve para agravar o défice externo, o crescimento devia vir das exportações e do investimento.

Tudo que já  se sabia, o crescimento potencial da última década foi muito mau e da que vem aí vai ser tão mau ou pior, as fragilidades estruturais mantêm-se, mas o Ministro da Finanças passa pelo assunto “como cão por vinha vindimada” .

O diagnóstico há muito que está feito mas as medidas não são tomadas, tocam em interesses instalados, é mais fácil andar a deitar dinheiro para cima dos problemas, o que se “meteu” no BPN é o dobro do que se guardou para o resto da economia.

Entretanto, a Moody’s ( instituição internacional de notação financeira) já deixou o aviso, e os mercados reagiram muito mal, o crédito já esta a encarecer para o país.

Mudando ao sabor dos “tempos”, andam aí uns “pandegos” que dizem que nada disto é grave porque nos outros países a coisa não é muito diferente, é tudo resultado da crise internacional (suponho mesmo que na década de 90 já era da crise que ainda não havia), mas não conseguem explicar é porque o nosso país é o mais pobre e o mais injusto! E que por isso mesmo é imperativo que cresçamos mais que os outros, estamos mais abaixo, assim o fosso mantem-se e alarga-se.

Mas isso são tudo coisas que não interessam nada!

A inesgotável fonte jornalística

A fonte anónima diz o que pensamos, o que escutamos, o que desconfiamos, desonerando a nossa pessoa de explicar, fundamentar ou provar.
A fonte anónima facilita a vida, e dá credibilidade sem compromisso.
A fonte anónima abre segredos, viola segredos, sem responsabilidades.
A fonte anónima é indesmentível, não conhece contraditório, e é sempre investigação.
A fonte anónima transforma a fuga de informação em sapiência, e as nossas palavras em palavras dela.
A fonte anónima dá sempre jeito, principalmente quando não existe.

O americano tranquilo e os novos Vietnames

FONTE
Durante a campanha eleitoral, Obama prometeu, com entusiasmo febril de candidato, que aprofundaria a guerra no Afeganistão, como uma espécie de “compensação” pela retirada do Iraque. Hoje, está atolado no Iraque e no Afeganistão. Pior: está prestes a atolar-se numa terceira guerra.
O Americano Tranquilo é o herói do romance de Graham Greene sobre a primeira guerra do Vietname, na qual os franceses foram derrotados. Era um norte-americano jovem e ingénuo, filho de um professor, que foi bem educado em Harvard, um idealista com todas as melhores intenções. Quando chega como soldado ao Vietname, queria ajudar os nativos a superar os dois principais males que via lá: o colonialismo francês e o comunismo. Sem saber coisa alguma sobre o país no qual estava, provocou um desastre. O romance termina num massacre, resultado dos esforços desorientados do “americano tranquilo”. Comprovou-se a velha máxima: “A estrada para o inferno é pavimentada de boas intenções”. [Read more…]

Hugo Colares Pinto: reflexos (2)

Diálogos com a Ciência – A simbologia da palavra na Ciência Militar – General Loureiro dos Santos

A segunda conferência dos Diálogos da Ciência começou com a intervenção do General Loureiro dos Santos que explorou a relação entre alguma da linguagem do teatro e a guerra. No fundo a guerra é um palco onde diferentes actores se confrontam.
Nos últimos 20 anos, para além de novos actores, também surgiram novos teatros de guerra que têm vindo a reformular a “Surpreendente Trindade” que é a guerra e são estas relações que são abordadas nesta intervenção.

Duração total: 38:44
Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .
Também disponível em vídeo na TV.UP.

Ver Programa Completo das Conferências Diálogo com a Ciência.

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O que se diz por aí

Segundo António Vitorino, Manuel Alegre tem de conquistar o centro. Parece-me algo difícil, para quem ainda não conseguiu, sequer, conquistar o próprio PS que teima em enxotar o “disponível”.
Na banca, tudo na mesma, pois continua, coitada, a tentar sobreviver. Isto ao mesmo tempo que as taxas Euribor cai consecutivamente, o que me princípio seria bom para empresas. Em princípio, pois há quedas que se compensam com subidas de encargos e afins.
Na Austrália, Frederico Gil deu-se mal no Open da Austrália. As coisas não correram nada bem, novamente. Agora há que levantar e seguir caminho.
Já Vítor Baía foi considerado o melhor guarda-redes português, numa classificação dos melhores guarda-redes, em que ficou em 18º lugar.
Na Expo 2010, em Xangai, Portugal abandonou o projecto de recriar a Praça do Comércio. Compreende-se: para ser realista teria de ser um pavilhão sempre com obras a decorrer o que ficaria caro e pouco estético.
Por cá, somam-se os indicadores de modernidade e de bem estar em Portugal: um terço dos portugueses sem meios para ter a casa quente.

Última Hora: Treinador do benfica no Haiti

Segundo notícia do i, Jesus chegou ao Haiti.

É mais uma falta que o benfas sofre…

Memória descritiva: Manoel de Oliveira

Pode-se gostar ou não dos filmes de Manuel de Oliveira, o que não se pode é deixar de sentir admiração por um homem que tem dedicado toda a sua vida ao cinema e que, aos 101 anos (completou-os em 11 de Dezembro) continua a rodar filmes e a manter projectos em carteira. Como se tivesse 20 anos, idade em que nos sentimos eternos. Numa entrevista dada no final do ano a Gregorio Belinchón do El País, a propósito da estreia em Espanha de «Singularidades de uma Rapariga Loira», com o entusiasmo de um jovem explicou o porquê da escolha – «O filósofo Spinoza dizia que nos julgamos livres porque ignoramos que os nossos actos são comandados pelas mais obscuras forças. Ortega y Gasset, que de dia para dia mais me agrada, fala do homem e da sua circunstância. Isto define o que penso da paixão». [Read more…]

Israel: O pecado original


O pecado original, em minha opinião, foi a criação de um Estado hebraico, em parte como compensação por tudo o que se passou durante a II Guerra Mundial, embora a ideia tivesse raízes mais profundas. Um Estado completamente artificial, construído por gente vinda de todo o mundo e que serviu apenas para ocupar um lugar que era dos palestinianos, mesmo que governados pela Inglaterra.
60 anos depois, parece-me lógico que Israel ganhou o direito à existência. Não há nada a fazer!
Só não ganhou, ainda, o direito ao respeito internacional. Porque, apesar de, internamente, ser uma democracia, externamente continua a ser o mais imperialista e o mais terrorista dos Estados.
Chegados a este ponto, penso que ninguém tem razão. Nem os terroristas palestinianos, nem os israelistas que, em nome da defesa das suas fronteiras, têm sido ao longo dos anos tão terroristas como os seus inimigos.
No meio, o povo de ambos os lados. Como sempre, a arraia-miúda é que sofre, porque estão nos bastidores aqueles que realmente comandam os seus destinos.
E não ver nada de criticável na acção de Israel só demonstra a que ponto pode chegar um ser humano na defesa das suas ideologias.

Apontamentos a sépia (1)

(Eléctrico na cidade do Porto)

Lídia Sousa – Transcrição das escutas Vara / Sócrates

– É pá, os meus espiões em Belém dizem que a Manela e o Bibinho andam a dormir na mesma cama para estudarem o programa da dita.
– Ó Zé, não acredito, porque o Lima, se assim fosse, já tinha contado ao Fernandes. Tambem lá disseram que ele o bibinho queria deitar fora o Lima para meter lá a Caldense, que é inexperiente mas é boa como o milho e tem experiência da Mossad e até compraram uns aparelhos para me escutarem de dia e de noite.
– Põe-te a pau, Zé, olha que o teu telefone está sob escuta apesar de ser proibido.
– Ó Vara, isso seria demais!
– Mas infelizmente é verdade e por isso eles vão ficar todos baralhados!!

Balanço Final – o acordo possível: vai à oral!


Muito se tem dito e escrito sobre o acordo entre o ME e alguns dos Sindicatos de Professores.
Devo fazer parte do grupos pró-sindicatos, isto considerando os dois campos que a Blogosfera limitou desde o dia 8 de Janeiro. Por ser Dirigente Nacional da FENPROF pode parecer um absurdo o que vou escrever, mas ao contrário de outros, nunca, em momento algum defendi o que quer que seja em função dos interesses do partido A ou B. Até por isso, fui candidato numa lista contra o Mário Nogueira no último congresso da FENPROF, movimento a que me orgulho MUITO de ter pertencido.
Estou, por isso, muito à vontade porque o rótulo de alinhado não cabe aqui, muito menos no Aventar.
Percebo as dúvidas do Paulo Guinote, porque também partilho muitas delas. Entendo o que pensa o Ramiro e o Miguel.
E, curiosamente, também percebo que o Octávio queira levar a luta para o campo do PSD – é essa a sua função. Lembro-lhe, no entanto que o PSD fez o que fez no parlamento e por isso não me parece que o seu sentimento anti-sindical deva levar a defender o que é pior para nós. Há situações para resolver no parlamento – o tempo de serviço que nos foi roubado – mas há outras, o ECD e a avaliação, que são para resolver no ME. E, ao contrário do que defendeu a FNE, não são para levar ao Ministério das Finanças.

Então e o acordo?

Nos posts anteriores argumentei sobre algumas das questões mais delicadas do acordo, mas no que é fundamental, diria que o acordo vem em contra-ciclo e surge como um farol no meio de toda a administração pública. Valoriza muito os professores mais velhos e permite que todos, com bom, possam progredir. Há um ou outro grupo que perde, claramente. Mas, creio que podemos dizer que a abertura de portas que este acordo permite é também algo que deve ser valorizado.
É o acordo possível, como quase sempre acontece nestas coisas! É um primeiro momento… Vamos acompanhar o que se segue sem rótulos, sem “Pré-conceitos”, sem encomendas… Apenas com a Escola Pública como referencial. Fica o desafio. Nota 13 a este acordo.

P.S.: Caros Blogers, o que pensam da ideia de que este acordo só se deveria aplicar a quem fosse sindicalizado nos sindicatos que o assinaram. Sim… isso, quem não é sindicalizado fica com a carreira Maria de Lurdes e os que são nos sindicatos não subscritores também… O que acham que escolheriam os professores? O ECD do acordo ou o ECD Maria de Lurdes? Fica também esta pista de reflexão!

Rambo – não o dos socos o das telas

Fazer opinião sobre uma pessoa sem a conhecer é um perigo, a maior parte das vezes um exercíco injusto, e que não aproveita a ninguem.

O actor americano Sylvester Stallone, cujos filmes eram um arraial de pancadaria e que ele próprio, era um exemplo de mal representar, deu-me uma lição de todo o tamanho. O homem em pequeno foi extremamente pobre, teve uma paralisia facial, que lhe dava aquela expressão “sem expressão” ( o que para um actor…) passava o filme todos sem um riso, sem uma careta, com o ar de ser um tipo atormentado, porque outra coisa não era capaz de fazer e ía mostrando o “cabedal”.

Pois não é que  Sly é um conhecedor e apreciador de arte e um pintor cotado a nível internacional?

Uma das mais importantes galerias de arte da Europa,  a Galeria de Arte Moderna de Zurique, expôs sete quadros seus depois de o seu curador ter visitado o artista em Hollywood. Tinham-se conhecido um ano antes em Zurique quando Stallone, convidado para o Zurich Film Festival, foi apanhado na galeria  a apreciar a arte exposta do pintor Colombiano Fernando Botero.

Muito antes de ser actor Sly, dedicava-se à pintura e assinava com Mike Stallone, mas a pintura estava fora de questão por ter uma vida economicamente tão dificil. Teve que ganhar a vida por outros meios até ser apresentado a grandes nomes do cinema que o ajudaram a dar a volta e a recuperar a paixão e o talento pelas telas.

Ao perguntarem-lhe porque nunca se mostrou como pintor, Sly respondeu : “Acho que sempre houve um estigma em relação aos artistas-cantores, artistas-actores. Compravas um “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club band” se fosse feito por um actor?

O preconceito, as ideias feitas, fazem-nos perder coisas boas da vida!

PS: pela verdade que devo aos leitores, eu não comprava porque não sei o que é.

Anda tudo ligado…

ISTO

ISTO e ainda

ISTO

…e ao mais não parece.

O meu filho sai ao pai

Um dia o meu filho chegou aqui a casa e diz-me, é pá, levas-me amanhã ao aeroporto? Vou de férias para a Sicilia, com a Crischa. Eu nem sabia quem era a Crisha, mas como desde os dezassete anos que andava de comboio por essa Europa fora com amigos e amigas calculei que fosse uma namorada.
Passados quatro dias, como não obtinha “feed back” (estou muito liberal…) telefonei e diz o gajo, todo lampeiro: estamos bem e casados!
Quer dizer o jovem não está de modas casou-se numa pequena aldeia na pequena ilha, branca, cheia de sol e junto ao mar. E eu sem perceber nada apesar do gajo me ter pedido um casaco escuro, e uns sapatos pretos para as ocasiões “finas”.
Bem, hoje, veio cá jantar com a mulher para me ensinar a fazer “links” e mal me sento, digo-lhes com ar de “pater famílias” estilo Ricardo com a manta pelos joelhos, vão hoje ao Aventar que a Carla escreveu um texto muito importante sobre a felicidade, que vale a pena ler e matutar no que ela diz, e o Hugo Luis não está com modas, diz-me logo é, pá, ainda bem que falas em felicidade porque acabamos de saber que a Crisha está grávida, vais ser avô!
Já marquei consulta para o médico, já para amanhã e ando aqui ás voltas com uma suspeita. Os textos da Carla e do Ricardo estão “feitos” com a Crisha? Estavam a preparar-me?

A excelência na Blogosfera nacional!

“A pornografia televisiva em redor do Haiti vai no mesmo sentido. Eduardo Pitta fala do assunto — e bem. De um milhão, o número de vítimas passa a meio milhão; de meio milhão está agora em 50 mil, mas há quem avance 200 mil. Mas ajuda-ajuda-ajuda, vê-se pouco”. – uma posta fantástica, como sempre, de FJV no seu A Origem das Espécies.

Provavelmente, o melhor blog nacional “a solo”. Os seus “cantinho do hooligan” são melhores que ler A Bola, o Record e O Jogo por junto!

Ary dos Santos morreu há 26 anos

Rio Minho

Agora és rio, és calma

Nada te …

De ti digo e …

Nem todo o bem mareante

Se encontra no alto mar!

(jfvm, Pai, In Fases da Lua)

O direito à felicidade

Tinha passado pouco mais de um quarto de hora e já todos bocejavam. Era um daqueles filmes românticos, de uma época em que os melodramas de amores impossíveis faziam suspirar as audiências e as deixavam, quando finalmente irrompia o The End, chorosas e reconfortadas em partes iguais. Uma história de amores impossíveis, de amantes que silenciavam o apelo do coração e se afastavam para ir viver, cada um para o seu lado, uma vida de renúncia. Enfim, uma seca dos diabos.

Para a minha geração, não há amores impossíveis. Quem hoje está nos trintas já cresceu numa era alimentada por um mito poderoso, o mito da felicidade pessoal como valor absoluto. Atingi-la é, mais do que um direito, um dever, uma cruzada à qual cada um deve dedicar a sua vida, com absoluta seriedade e persistência. E a felicidade, como se sabe, não o poderá ser se alcançada tarde. Queremos ser felizes e queremo-lo agora.

O mito da felicidade não é compaginável com amores impossíveis, com adiamentos, com sacrifícios, com a impossibilidade do Ter (esse outro grande valor). A felicidade imediata é uma imagem mobilizadora que faz avançar com a tenacidade e o ímpeto de uma locomotiva. [Read more…]

Esclarecimentos sobre o Magalhães com pouca memória

Há qualquer coisa que não se percebe. O negócio entre o Estado e a JP Sá Couto foi claro e transparente, garantiu já José Sócrates um sem número de vezes.

pc magalhaes-1801

A 16 de Dezembro a Comissão Europeia “abriu a primeira de três etapas de um processo de infracção contra Portugal”, considerando que o Estado infringiu as regras comunitárias que regem os contratos públicos ao adjudicar o fornecimento dos computadores Magalhães por “ajuste directo à empresa portuguesa JP Sá Couto”.

Agora, ao pedido de esclarecimento da Comissão, o Governo pede mais tempo para responder. Mais tempo porquê, se foi tudo transparente e claro como a água? Será que falta memória RAM?

Lindo de dizer!

Chaga do anti-semitismo deve desaparecer, diz papa.

Também concordo, mas como é que o papa quer que isso aconteça, mantendo-se praticamente silencioso quanto às atrocidades israelitas na Palestina? O papa não vê que a manter-se esta vergonha e este incomensurável escândalo, a chaga se agrava cada vez mais, e cada vez mais contagia mais gente, gente que nunca foi anti-semita?

Orlando Pantera, o cometa

Na sequência da morte trágica de Vadú, prometi um poste sobre Orlando Pantera, desaparecido em 2001, três dias antes partir para Portugal e para França, onde iria gravar o seu primeiro disco. Como é possível que um músico que nunca chegou a gravar um único disco seja considerado um mito no concorrido panorama musical de Cabo Verde, e um dos seus maiores criadores de sempre?

Ninguém sabe quantas canções compôs Orlando Pantera, quantas ofereceu, quantas existiam apenas na sua cabeça, sem suporte escrito ou apontamentos que permitam hoje reproduzi-las.

Grande parte dos nossos leitores nunca terá ouvido o seu nome, mas poucos haverá que não tenham já escutado algumas das suas canções, interpretadas por nomes como Tubarões, onde pontificava Ildo Lobo, Mayra Andrade, Lura, Vadú, Arlinda Santos, etc.

 

 Numa breve visita à sua página no Myspace, criada cinco anos após a sua morte, encontramos entre os seus  seguidores, por exemplo, Deolinda, Tom Zé, Lila Dows, Sara Tavares ou Oumou Sangare.

Atento a ritmos como o Batuko e o Funaná, Orlando Pantera voltou a mergulhar nos ritmos africanos para modernizar e renovar a música em Cabo Verde, marcando toda uma geração de jovens músicos, a, hoje chamada, Geração Pantera: Vadú, Tcheka, Djingo, Princezito, Lura , Mayra Andrade, entre outros. Morreu com 33 anos. 

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No Centenário: o outro Ultimatum


A tentativa francesa de criação de um império colonial teve início no século XVI, quando uma expedição fundou a França Antártica (Rio de Janeiro, 1555) e mais tarde, a França Equinocial (Maranhão, 1612). A resposta portuguesa frustraria estes planos de estabelecimento na América e assim, a par das guerras pela hegemonia na Europa, os franceses foram conseguindo ao longo de todo o século XVII, fundar entrepostos comerciais na costa hindustânica e na zona compreendida entre a Birmânia e a China. Desta forma, os emissários de Luís XIV ganharam uma desmedida preponderância no Sião, até uma violenta reacção local eliminar quaisquer veleidades em transformar o reino numa colónia. Na Índia, o inicial ímpeto de conquista esboroou-se com a derrota na Guerra dos Sete Anos que conduziu à perda de todos os territórios no subcontinente – com a excepção daquilo a que Paris passou a designar de comptoirs que se manteriam até à independência da U.I. em 1947 – e principalmente, à eliminação e conquista inglesa da importante colónia do Quebec. Desta forma, nos primeiros momentos do império de Bonaparte, a França possuía uma presença residual nas Caraíbas e na costa indiana, além de alguns arquipélagos no Índico. [Read more…]

Leixões

Ao fundo, um dos Titãs.

Genial

http://pqfacts.blogspot.com/

Dúvida existencial


Ontem, o meu lanche foi um chá de camomila, quentinho, com bolachas (daquelas que, na minha infância, vinham de Espanha – muito compridas e cobertas por açúcar).
Talvez por influência de um Domingo passado em família, não faltou sequer um cobertor quentinho a tapar as minhas pernas e as da minha mulher. Víamos um filme romântico enquanto a criança brincava e a lareira crepitante completava um quadro de profundo amor (não temos lareira mas fica sempre bem num texto destes).
Enquanto bebia o chá, pegava lentamente nas bolachas e enfiava-as de forma cadenciada no chá quentinho.
O mais trágico de tudo é que havia cerveja no frigorífico e não estava frio.
Dúvida existencial: será que chegou a minha hora?

É mesmo??? "Cadê o Povão"???

No blogue paramimtantofaz estiver a ler ISTO que descobri através do Carlos do Intervenção.

No momento em que o Aventar se prepara para um especial a comemorar a República, nada como uma boa polémica.

Hugo Colares Pinto: reflexos (1)

Memória descritiva: Chile – a direita novamente no poder

Já aqui tenho dito por diversas vezes que a direita se move dentro dos chamados sistemas de democracia representativa como peixe na água. Os golpes militares deixaram de fazer sentido – carros de combate nas ruas, jactos bombardeando palácios presidenciais, fuzilamentos, tortura? É caro e é feio – dá mau aspecto. Para quê tanto espalhafato – com a Amnistia Internacional à perna e os jornalistas a especularem? Em vez de tiros, votos; em vez de tanques, aviões e fuzilamentos, promessas demagógicas que toda a gente sabe que não vão ser cumpridas. E nem vou dizer que estou surpreendido com o que aconteceu ontem no Chile, pois já o esperava.

As sondagens conduziam a um empate técnico entre Frei e Piñera. Quando se soube os resultados e se conheceu a vitória de Sebastián Piñera, milhares de pessoas nas ruas festejaram a vitória do candidato da Aliança para a Mudança. Na segunda volta das eleições presidenciais, com 99% dos votos contados, Sebastián Piñera, da Aliança para a Mudança, sagrou-se presidente do Chile, com 51,61% contra 43,38% de Eduardo Frei, candidato da Concertação e ex-presidente. Quem é Sebastián Piñera?

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O que se diz por aí

No Afeganistão, a actividade dos talibãs não descansou, e demonstra que o controlo militar do território é um trágico logro que só interessa à indústria do armamento.
Nos “Globos de ouro”, a minha querida Sandra Bullock foi uma das premiadas.
Pelas contas do Eurostat somos o terceiro país da Zona Euro a receber menos á hora. Eles têm é inveja dos nossos salários serem tanto competitivos.
Em outras contas, ficou-se a saber que a Caixa Geral de Depósitos comprou as acções a Manuel Fino mas não os respectivos direitos de voto. Tem acções mas não tem votos na Cimpor. Esta aquisição da Caixa, que pagou pelas acções um preço superior ao do mercado, revela-se a cada dia, um investimento cada vez mais estratégico: ficou sem direito de voto na cimenteira portuguesa que, por acaso, anda a ser bem cobiçada. Quem é fino, quem é?
Enquanto isso Manuel Alegre permanece disponível a recolher apoios. Quando tiver tempo, espera-se que se anuncie como efectivo candidato.
Por fim, uma promissora notícia para os estudantes com uma universidade de Sevilha a reconhecer o direito a copiar nos exames. Depois do “Processo de Bolonha”, talvez o “Processo de Sevilha”.