Prendas

Pronto, Ronaldo, mereces uma meia-final Portugal-Argentina. E a final com o Brasil, é claro.

A lógica do Imperador

O Expresso continua sob forte ataque por parte de poderosas forças nacionais. Depois do episódio do passado Sábado com as secretas, desta vez foi o  imperador Jardim que decidiu cortar relações com o “Grupo Expresso” (pensei que fosse um semanário, mas o imperador é um homem esclarecido, ele deve saber do que fala…).

Segundo o comunicado enviado ontem ao dito “grupo”, o Governo Regional decretou o fim de “qualquer colaboração” com o Expresso porque esses danados contrataram uma correspondente que desagrada à corte de João Jardim. Parece-me um motivo sensato: não gostamos dela, adeus!

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A prova não se vai realizar no dia 18

Outra vez a prova. Não é nem o Alfa, nem o Crato do nosso sistema educativo, mas é algo que está a mexer com a dignidade profissional, quer dos candidatos ao desemprego, quer dos professores dos quadros que olham para esta medida como uma enorme falta de respeito para com os professores, muitos dos quais com anos e anos de serviço.

Há muitas dúvidas sobre o enquadramento legal que a sustenta e por isso faz todo o sentido a dimensão jurídica que os sindicatos  decidiram desenvolver. Provavelmente, o recurso aos tribunais e as providências já aceites, irão impedir a realização da prova no dia 18. A não ser que hoje aconteça uma surpresa.

Parece-me também que a luta não se fará, no dia 18, através da falta dos avaliados. Esses, na minha opinião, têm mesmo que ir realizar a prova porque não acredito em lutas globais. Quem, no dia 18 (ou num outro qualquer dia), tem que se chegar à frente são os docentes dos quadros.

Obviamente, a GREVE anunciada pela FENPROF pode também ser um instrumento eficaz de combate a mais esta imbecilidade, mas a questão é mais complicada que isso. É que vigiar este tipo de acontecimento não faz parte do conteúdo funcional da profissão (artigo 35º). E, isto, é mais um exemplo da forma incompetente como estas coisas (não) são preparadas pelo Governo.

Pelo sim, pelo não, talvez seja bom estar atento, porque a humilhação não pode fazer parte do nosso dicionário profissional!

No entanto, a minha aposta é esta: dia 18 ninguém vai realizar a prova!

O Ensino Privado

empurrou a Ana Leal?

“O Católico Mais Javardo do Mundo”

Esse mesmo, o Abominável César das Neves

Diz o Bruno Nogueira

Que o César das Neves tem barbicha porque não gosta de ostras!

A destruição do Odeon

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Esse inimigo do património que se chama António Costa prepara-se para lançar novamente o seu cutelo sobre um edifício de elevado valor arquitectónico de Lisboa. Ao que parece, o Odeon tem os seus dias contados. Ao que parece, para ali instalar um centro comercial com o respectivo parque de estacionamento.
Porque a corrupção campeia neste país de bandidos, o palco, o tecto de madeira do Brasil, a iluminação de neon ou os varandins metálicos são elementos únicos que vão à vida.
E ninguém se indigna?

O pândego João Miguel Tavares

João Miguel Tavares sempre foi um pândego, todos o sabem. E por mais que ouvi-lo em rádio seja extremamente desagradável (certas pessoas deviam abster-se de falar na rádio), a verdade é que o seu contacto próximo com o Ricardo Araújo Pereira tem tornado o homem mais divertido, mais humorado. Mais pândego.
Hoje, na última página do «Público», o João Miguel Tavares aborda a polémica do momento e, façamos-lhe essa homenagem, dá nome ao «consultor» a que a maior parte dos que escreveram sobre o assunto se recusou a dar nome. É isso mesmo, chama-se Fernando Moreira de Sá.
Está visto que João Miguel Tavares, desatento quando o assunto não é atirar-se a José Sócrates, não sabia quem era Fernando Moreira de Sá. Acredito. Se soubesse quem era, e se o conhecesse pessoalmente, não escreveria as alarvidades que escreveu.
«Amplificar a verdade» – lemos o vómito de João Miguel Tavares e percebemos que, afinal, foi esse o crime do Fernando Moreira de Sá. Desvendar aquilo que, afinal, como o próprio pândego-mor diz, «todos já desconfiávamos».

Da garrafa para o brinquedo

Verdadeiramente brutal porque nos confronta com as nossas práticas que são solidárias com esta violência!

Amadores everywhere

Li ontem no site do Expresso que a Irlanda recusou negociar um programa cautelar com as instituições europeias que integram a Troika por “falta de clareza” das mesmas. As palavras são do Ministro das Finanças irlandês Michale Noonan que, entre outras coisas, afirma que “manteve contactos com os parceiros de alguns países “chave” e com os responsáveis da troika e constatou que, além de obter conselhos diferentes, nenhum deles era baseado em dados sólidos: “Diziam-nos sempre, ‘olhem, decidam como decidirem, apoiar-vos-emos na mesma, porque pensamos que a Irlanda está a fazer tudo bem e que vocês estão numa boa posição'”.

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Ulrich, o político, banqueiro a tempo parcial

O caudal e o tom das declarações políticas de Fernando Ulrich, vice do BPI, sempre em defesa do PSD, tornaram-se em repugnante rotina. Trata-se de mais uma originalidade portuguesa.

Com o célebre “Ai aguenta, aguenta”, o político Ulrich, banqueiro a tempo parcial, passou a encarnar o papel de “picareta falante”, outrora desempenhado por Guterres. A despeito da evasão extemporânea, tinha outra fluência e qualidade no discurso.

Ulrich sofre de incontinência verbal e não se liberta de um sectarismo partidário (PSD), a meu ver nocivo para o próprio BPI. Nem todos os clientes do banco apoiam o governo.

O derradeiro disparate de Ulrich relaciona-se com a eventualidade de Portugal recorrer ou não ao programa cautelar. Confia plenamente no primeiro-ministro, na ministra das finanças e no governador do BdP para decidir sobre o citado programa – se a inspiração vem da Irlanda, o também economista, que jamais se licenciou, teria de ler e analisar com atenção esta entrevista.

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A Geração do Não Chega Lá

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Nos meus idos vinte anos olhava para os distantes quarentões como aqueles que tinham encontrado o lado estável da vida. Era o achar que nunca se teria uma daquelas barriguinhas dos petiscos, que o cabelo seria sempre viçoso e que a juventude era uma característica pessoal. Mas sabendo que inexoravelmente se lá chegaria e que o conforto da democracia burguesa desculparia alguma coisa.

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Um Novo Hino


Onde é que assino?

Lunaticidade em Portugal e na Venezuela

Temos rido algo sobranceiramente daquelas manias Venezuelanas de antecipar o Natal. Ora, o que se passa aqui é que o FMI vai prolongar a Quaresma. É mais ou menos a mesma coisa, [mas] em vez de [se] antecipar [, perpétua-se]. A época dos jejuns (…), dos sacrifícios, …» RAP, no Governo Sombra.

É de ouvir.

O exame não resolve, complica

Parece-me que o país começa a perceber o que está a acontecer à Escola Pública. Nas revistas de sábado alguém (tenho que voltar a procurar) escrevia sobre o desespero da e na Escola Pública. É um tema que merece uma atenção muito especial, porque a coisa complicou mesmo! Mas, por agora, vamos ao exame.

A questão do exame está longe, MUITO longe de ser uma questão central. É uma questão importante (MUITO!) para os professores, mas é uma medida completamente acessória. Ou, antes pelo contrário, é uma medida que só vem complicar.

Com Nuno Crato a sua (dele!) Escola passou a ter professores a mais: [Read more…]

Dividir para reinar

Maria do Carmo Vieira

Revejo ainda com nitidez, passados que são alguns anos, o rodopio de colegas, correndo atabalhoadamente, com um papel na mão, na direcção do Conselho Executivo, a fim de esclarecer uma série de dúvidas sobre os itens de uma suposta avaliação que privilegiava quase exclusivamente cargos, esquecendo a primordial função de um professor (ensinar), na esperança de aceder ao almejado lugar de «professor titular». Durante dias sucessivos, somaram-se pontuações, tentando-se, por vezes, ansiosamente, descobrir na Secretaria qualquer função que tivesse sido desempenhada e que correspondesse aos pontos necessários para atingir a pontuação mínima exigida. [Read more…]

Capciosa provocação do governo ao TC

Membros do governo, das mais diversas áreas e hierarquias, têm difundido a mensagem – ou quimera? – de que foram feitos ciclópicos esforços para cumprir a Constituição, nomeadamente no domínio de medidas sociais e económicas do OGE 2014.

Estava em plena fase digestiva, pós-jantar, e senti fortes perturbações gastrointestinais, embora silenciosas, quando li no ‘Público’:

Governo isenta de corte auxiliares, motoristas e secretariado dos gabinetes

Assevero, com solene palavra de honra, que nada me move contra os auxiliares, motoristas e secretariado dos gabinetes. Que se governem, aproveitando o dinheiro dos contribuintes e a generosidade dos governantes. A estes exijo apenas equidade e justiça nas medidas.

O que, de facto, me desinquieta o espírito é verificar que o governo de Coelho e Portas, que move céus, terras, Berlim e Bruxelas contra a CRP, tenha o desplante de lançar tão capciosa provocação ao Tribunal Constitucional.

Efectivamente, tome-se em consideração:

  1. O princípio de confiança preceituado no n.º do 2 da CRP.
  2. O preceituado pelo n.º 2 do Artigo 13.º da CRP:

“Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”

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Sara Marujo

a132t5_3bCastro Marim, 2001 in História para Vivos

Primavera Líbia, o triunfo dos porcos

Temos de assentir que Sarkozy, Cameron e Obama, com a cooperação do títere e “bunga-bunga” Berlusconi, conseguiram em Outubro de 2011 uma epopeia de insuperável valor humanitário: mataram Kadhafi.

O povo libertado de um tirano, umas vezes amigo e em outras inimigo até à morte, pensou-se, passara a conhecer a felicidade e projectos de vida de ampla prosperidade – estes foram os argumentos de Sarkozy, Cameron e Obama. Ao nosso nível, até Paulo Portas se regozijou, pela frequência de deslocações e conversações com os novos líderes líbios. Pudera! 2 mil milhões de depósitos, titulados pelo governo de Kadhafi, na CGD não é coisa de somenos.

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Apenas um tablet… ou o Cavalo de Tróia da Internet

pc_phone_tablet_evolutionA informática, até há pouco tempo, estava longe de ser um bem de consumo. Se dava uma travadinha no computador lá de casa, ou se sabia mexer nas entranhas do bicho ou se telefonava a um amigo que ajudasse. O informático estava na mesma lista onde se metem os médicos e os advogados, aqueles de quem mais cedo ou mais tarde se precisará. [Read more…]

Venezuela a caminho do desastre

-O sucessor de Hugo Chavez, acossado nas sondagens com a popularidade em queda, resolveu aprofundar o socialismo na Venezuela, roubando os comerciantes para agradar à população. A factura será paga em breve pelos que agora aplaudem a revolução bolivariana. Uma vez mais este tipo de políticas irá conduzir um povo à miséria. Inevitável.

Bomtempo e má grafia

Há sete meses, escrevi umas inócuas linhas sobre o Tribunal Constitucional. Desde então, sempre que o Palácio Ratton vem à baila, lembro-me de Bomtempo. Ontem, a hora do almoço, no Café Portugal, com um silencioso televisor sintonizado na SIC e a discorrer sobre esta notícia, não foi excepção.

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Ao chegar a casa, decidi verificar a rectidão gráfica de uma das imagens transmitidas por esse televisor. Encontrei este vídeo e debrucei-me sobre o texto com a referência a “decisões de não inconstitucionalidade”, feita por Joaquim Sousa Ribeiro:

[O]s contribuintes para os sistemas de segurança social não possuem qualquer expectativa legítima na pura e simples manutenção do status quo vigente em matéria de pensões.

Nótula intercalar: Na citação da SIC, sem espanto meu, não surge o precioso ‘(…)’, no lugar do omitido “para os sistemas de segurança social”. Fim da nótula: siga. [Read more…]

Podia falar no Fernando Moreira de Sá?

Podia, mas não era a mesma coisa. Outros melhores e mais sabedores do que eu já o fizeram. E fizeram-no excelentemente. O Fernando Moreira de Sá é dos nossos. E dos nossos nós cuidamos.
Nisso somos exemplares.
E para cuidar de todos os leitores, aqui vai um miminho. Só precisam de ir a Matosinhos.
Espero que também lá vás, Fernando, mereces um doce 😉
Aproveitem!

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Premonições

Natália Correia

Recentemente, vários jornais deram grande espaço às premonições de Natália Correia, designadamente aquelas que anteviam a instalação no nosso país dum governo neo-liberal, o esmagamento da classe média e o cair da máscara da União Europeia.

A primeira vez que vi Natália Correia foi nos idos de 1959/60, pela mão de Vasco Lima Couto, poeta e actor que morreu novo. Foi num sarau literário num antigo clube perto do Rossio. Eu era então estudante universitária e os meus olhos deliciaram-se a conhecer outro poetas, outros escritores, que, viciada em leitura desde muito cedo, eu tinha lido. Não fui apresentada a ninguém, não tinha estatuto para isso, mas ainda assim fui brindada com uma briga homérica entre Lima Couto e Natália Correia que, incomodada com a irreverência do jovem do Porto, desfaleceu nos braços de Pedro Homem de Melo. Fiquei pregada ao chão. [Read more…]

Desta, Rui Tavares, liberto-me desde já

livreO Rui Tavares foi eleito para o parlamento europeu com o meu voto. Pouco depois decidiu libertar-se da canga partidária, e mudou de grupo parlamentar. Com os meios ao dispor de deputado europeu tem-se entretido, por exemplo, a pescar à linha potenciais apoiantes de um novo partido que agora vai fundar.

Não vou gastar uma linha sobre o novo partido irmão de um partido que na Grécia está no governo. Por princípio assino a legalização de qualquer partido novo e constitucional, a democracia portuguesa baseia-se em partidos, para o melhor e para o pior, cada vez mais para o pior, é certo, e todos tem o direito ao seu, vai-se a votos, uns elegem outros não.

E assim seria não fosse a escolha da papoila para logotipo. É que a papoila é um símbolo da memória, desde a I Guerra Mundial. Neste caso serviu-me de fósforo: hélas, Rui Tavares, já que não me devolveste o meu voto, ficamos quites: com a minha assinatura não contes. Nem te fará falta, qual papoila saltitante, terás muita gente de direita para assinar.

Aos trolls anónimos e outras bestas

Claro que as coisas pioram quando alguém se julga anónimo. Que nem é.

Contra-informação

O fim-de-semana começou agitado para a espionagem nacional. Eram 08:03h, ainda o dia mal tinha começado, e eis que surge uma publicação no site do Expresso a dar conta de uma colaboração (secreta) entre as secretas portuguesas e a americana NSA. A notícia refere que não houve partilha de dados relativos a escutas e que esta parceria incide, fundamentalmente, nos países africanos onde – espantem-se (ou não…) – “a intelligence portuguesa é muito valorizada”. Se eu já tinha ficado espantado com a descoberta, esta semana, do cérebro de Miguel Relvas (o de Margarida Rebelo Pinto continua a monte), não posso esconder a surpresa que foi saber que as nossas secretas são muito valorizadas lá fora. Alguma coisa do aparelho de Estado que seja!

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A tese

A pedido dos meus companheiros de blogue e de inúmeras pessoas que me fizeram chegar a vontade de a ler, pedi ao João José Cardoso que fizesse o favor de a “preparar” tecnicamente e a colocar no Aventar.

Aqui fica para todos aqueles que a queiram ler e à mercê de todos aqueles que a queiram “tresler”.

A Comunicação Política Digital nas Eleições Directas de 2010 no PSD pelo candidato Pedro Passos Coelho (pdf)

Frases que impõem respeito

 O anonimato é o estado em que se pretende ocultar a identidade. A pseudonímia é o estado em que se acrescenta uma identidade à identidade. Assim, “Miguel Torga” não pretende ocultar a identidade Adolfo Correia da Rocha, está antes a acrescentar-lhe uma nova dimensão. Isso quer dizer que o “Miguel Abrantes”, um pseudónimo, não está a impedir o acesso à identidade que o criou – está é a dominar o modo como se dá esse acesso. E é por isso que ela, a identidade primeira, é conhecida de vários cidadãos. O facto de o Fernando Moreira de Sá considerar que um autor é anónimo apesar de assinar os seus textos e ser o responsável pelo seu canal de comunicação revela algo é a respeito de si próprio. Por exemplo, que não tem pinta, ou cabeça, para sequer descobrir como ter o prazer e a honra de apertar a mão do Miguel.

Valupi, pseudónimo, em directo de Rilhafoles.

Não me venham com falsos moralismos

semabrigo
Ao ver esta foto da casa improvisada de um casal de sem-abrigo, tirada por Pedro Crispim, o consultor de moda, e partilhada no Facebook, só me apetece esfregá-la nas trombas de quem ainda se ri com a situação de pobreza a que muitos dos nossos chegaram. Apetece-me perguntar a esses papa-hóstias (nem todos os católicos são assim, sei disso, e conheço alguns praticantes que são dos corações mais puros que existem, gente de bem, que faz tudo o que pode para ajudar quem precisa) que mal é que estas pessoas ou os seus antepassados fizeram para merecer isto. Apetece-me dizer a todos os que se acham muito importantes e desviam os olhares de cada vez que se deparam com cenas destas que aquelas pessoas são infinitamente mais dignas e mais merecedoras do que eles. [Read more…]