Quando «Mais vale só …»

 

(Foto: blog Dúvida Metódica)

Nos últimos dias, muito se tem falado e escrito sobre idosos que vivem sós e que morrem sós. Hoje, uma notícia no Público mostra o problema de um outro ângulo: o idoso pode estar muito só, não obstante morar sobre o mesmo teto que a família. Ou, pior, debaixo do teto de um anexo da família. 

Uma mulher de 77 anos viveu numa garagem durante um ano.  Um ato cruel e desumano levado a cabo pela própria filha, que a agredia, que a obrigava a utilizar uma lata para as suas necessidades biológicas e, não espanta, que a alimentou mal.

Esta situação só não se prolongou por mais tempo porque os vizinhos a denunciaram à PSP.

Olha pra mim a publicar uma crónica do Pacheco Pereira

Aqui está, o artigo do Pacheco Pereira no Público de hoje. Nem faço a ressalva de não concordar com tudo, o que é óbvio, a História tem o condão de unir os que a estudaram, e basta.

Os 80 magriços do calendário.

Primeiro hesitei: existem, realmente, 80 historiadores em Portugal? Depois, reflecti e, embora contente com a descoberta, pensei melhor questionando-me novamente: Portugal tem apenas 80 historiadores ? Como não tinha a certeza do rácio entre historiadores e população no resto da Europa quedei-me reflexivo sobre o assunto. Não obstante este meu monólogo, discerni que a movimentação dos 80 historiadores portugueses quanto à abolição dos feriados 5 de Outubro e 1 de Dezembro só podia ser uma cartada de mau gosto neste jogo político em que o nacionalismo é o Ás de copas que estimula desde as bancadas parlamentares do Bloco ao CDS e o cidadão comum. Se existem 80 historiadores em Portugal capazes de defender algo tão puramente simbólico e bairrista como dois dias do calendário nacional, onde estavam eles quando foi necessário defender a qualidade da investigação histórica, falar alto contra a diminuição do ensino da História no plano educativo nacional ou, mais recentemente, tomar atitude enérgica contra a perda de autonomia dos Museus Portugueses que muito em breve serão entregues a comissões de gestão regionais dirigidas por bur(r)ocratas de chinelo? Enfim, onde se escondem estes 80 historiadores nos restantes 363 dias do ano? [Read more…]

Orquídeas VI: zygopetalum de novo

Não resisto. Temos que voltar às Zygopetalum.

Zygopetalum

Zygopetalum (Manuel Lourenço, V.N.Gaia, Portugal)

A ver

Uma boa reportagem sobre os Anonymous nacionais, um fenómeno nas nossas tv´s. A sério: ouviram, deram tratamento jornalístico, e nem sequer lhes chamam piratas. Serviço público.

RTP1 [10-02-2012]

Carnaval nas escolas

As relações laborais são reguladas pelo código do trabalho ou código laboral ou pacote laboral, seja lá o que lhe quiserem chamar. Há também contratos coletivos e no caso dos Professores há um documento  – o Estatuto da Carreira Docente – que é uma espécie de contrato coletivo para quem trabalha nas escolas públicas.

Um dos pontos (artigo 91º) refere-se às interrupções letivas, isto é, às paragens previstas no calendário escolar: momentos em que os alunos não têm aulas e que são quase sempre confundidas com férias de professores por quem anda menos atento.

E, para o ano escolar 2011/2012 o calendário escolar é claro – “Interrupção letiva entre 20 e 22 de Fevereiro de 2012, inclusive.” [Read more…]

Medidas Anti-Crise: Prazo de Pagamento

(Foto de Kuzuch, CC-BY-SA 3.0)

É prática comum em Portugal, atrasar o pagamento das facturas. Pode-se ouvir um pouco por todo o país certos gestores a dizerem: “Cá na empresa pagamos mal, tarde, ou nunca!” – e é de facto o que fazem.

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Hoje dá na net: Portuguese Railways

Portuguese Railwaysum olhar inglês sobre o caminho-de-ferro em Portugal em meados dos anos 90. Muita coisa mudou nos últimos 17 anos…

Ocupar a Praça

daqui

Assembleia Municipal de Barcelos

Assembleia Municipal histórica em Barcelos.
Pela primeira vez no pavilhão municipal. Tema único em debate: água

Braga 2012

Educação de serviço público

Os exames para este ano têm calendário disponível.

O grande destaque vai para a novidade Crato – exames no 2º ciclo (antigo ciclo preparatório) a matemática e língua portuguesa.

Eis a síntese das datas mais significativas:

Provas de aferição do 1ºciclo (4º ano) : língua portuguesa – 9 de maio; matemática – 11 de maio;

Prova final de 2º ciclo (6ºano): 18, 19 e 22 de junho;

Prova final de 3º ciclo (9ºano): 21 de junho;

Ensino Secundário, 1ª fase: 18 a 26 de junho; 2ª fase: 13 a 18 de julho.

Para Que Serve este Senhor?

As Sondagens Valem O Que Valem (E às vezes valem bastante)

O Presidente desta nossa Repúlica, senhor Cavaco Silva, teve agora uma queda significativa no agrado do Portugueses. O senhor chefe deste Estado recebeu por parte dos portugueses uma nota negativa (6,4%) e as suas declarações sobre o valor das suas pensões não chegar para pagar as despesas terá sido uma das razões que explicam este acontecimento. O homem abriu a boca sem ter ninguém por perto que o acalmasse e … estragou a pintura.

Sobre este assunto, diz-se o senhor Medeiros Ferreira  “muito preocupado, porque o Presidente é essencial para regular o normal funcionamento das instituições”(não sei muito bem o que isto quererá dizer), acrescentando ainda que o Presidente da República tem “falta de sentido político e estratégico”(isto já sei o que quer dizer e é totalmente verdade).

Há quem considere a situação “perigosa” dado que “pela primeira vez na história democrática deste país, temos um governo completamente à solta”(também não sei o que isto quer dizer, nem sei como o PR o prenderia, mas isto são palavras de um comentador político). [Read more…]

A ode dos piegas

Cantiga dos Ais de Mendes de Carvalho dita por Mário Viegas.

Quando a Fotografia Encontra a Arte

Acontece o inultrapassável portefolio de Vidal Bizarro.

Formação contínua: os professores pagam para trabalhar (2)

A frequência de acções de formação contínua para professores dá acesso a créditos que são utilizados para a progressão da carreira, mesmo sabendo-se que essa mesma progressão tem, há vários anos, a mesma visibilidade que o monstro de Loch Ness ou que o Abominável Homem das Neves.

neste texto, deixei escapar alguns truísmos sobre o facto de a formação contínua ser um dever e um direito dos professores, fazendo parte integrante das suas funções, pelo que criar uma situação em que os professores são obrigados a pagar as acções de formação é obrigar um trabalhador a pagar para trabalhar, o que, na verdade, não é mais do que uma prática imposta por uma Europa cada mais achinesada no que respeita aos direitos dos trabalhadores.

A formação contínua formal está de rastos, devido às alegadas dificuldades financeiras, não havendo, portanto, dinheiro para pagar aos formadores. O Ministério da Educação, tentando resolver esse problema, publicou, recentemente, um despacho, permitindo que, durante o presente ano lectivo, os formadores possam receber, tal como os formandos, os créditos para efeitos de progressão.

Mesmo descontando o facto de que não se sabe se ou quando voltará a haver progressão na carreira, esta oferta é, afinal, um presente envenenado que merece, pura e simplesmente, ser ignorado, uma vez que configura mais uma falta de respeito pelo trabalho dos professores. Um formador tem o trabalho de preparar as acções e a responsabilidade de as orientar, o que implica pagamento, como acontece com qualquer trabalhador. Ora, se um formador troca o pagamento do seu trabalho por créditos de formação, está, na realidade, a pagar do seu bolso a formação contínua, logo, a pagar para trabalhar.

Qualquer formador que aceite trabalhar nestas condições está a contribuir para a criação de um facto consumado que não deixará de ser aproveitado por um governo para quem a Educação não passa de uma rubrica orçamental a abater.

Tu vens

adão cruz

Tu vens

eu acredito que vens

neste céu de cabelos soltos

e seios ao vento

nesta fome de corpo e pensamento. [Read more…]

Vai trabalhar malandro

Está-lhe no sangue, a nossa direita vende Portugal por 10 reis de mel coado. Este Gaspar vende por menos, vende pelos mercados, e demonstra aqui que a crise não passa de uma oportunidade para arrasar com direitos laborais, privatizar tudo, regressar ao pior do capitalismo português. Se o deixarmos, é claro.

Caiu do céu…

Aos trambolhões.

Depois do tsunami docente que inundou as ruas da capital vezes sem conta, houve pela blogosfera quem procurasse tornar o mundo bi! De um lado, os bons. Do outro, os maus! De um lado, os puros, os que não se vendem. Do outro os sindicalistas, os sindicatos e em especial a FENPROF.

O Umbigo (Paulo Guinote) e o Profblog (Ramiro Marques) são disso o melhor exemplo com um anti-sindicalismo quase primário que tira, quase sempre, algum rigor na análise.

Subscrevo muitas das opiniões sobre os erros do movimento sindical e, em particular, da “minha FENPROF”, mas a militância com que batem em tudo o que mexe, desde que venha da FENPROF, até chateia.

No caso em apreço não deixa de ser extraordinário a forma como ignoram (por aqui também, nada!) um elemento central: foi a pressão da FENPROF que levou a esta conclusão!

Tal como são os primeiros a atirar pedras, talvez ficasse bem, de quando em vez, tirar os óculos, escuros ou laranja ou…

Hoje dá na net: Sunset Blvd.

Sunset Blvd, filme de Billy Wilder, com Gloria Swanson e William Holden. Este filme ganhou 3 Oscars, e foi nomeado para outros oito. Ocupa a 33ª posição no Top 250 do IMDB. Página IMDB.

Em inglês, sem legendas.

O novo Presidente da CCDR-Norte


Agora que Carlos Lage se reformou, aguardava-se com expectativa a nova escolha que o Governo ia fazer de um cargo tão importante como o de Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte. Importante por várias razões e sobretudo por causa dos fundos estruturais.
Ao que parece, o Governo já escolheu o sucessor de Carlos Lage. Trata-se de José Manuel Duarte Vieira, engenheiro de profissão e antigo Administrador do Metro do Porto (Comissão Executiva) no tempo em que Valentim Loureiro estava à frente dos destinos da empresa. Foi ainda Assistente da Faculdade de Engenharia do Porto da Universidade do Porto e Director / Administrador dos Grupos Efacec.
Em Agosto de 2011, fora nomeado pelo Ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, para acompanhar e monitorizar a participação nacional no programa do KC 390, relacionado com a constituição de um cluster aeronáutico.
É a este homem que muitos irão bater à porta a partir de agora, sobretudo quando se tratar de fundos europeus. Será que o extraordinário Carlos Martins já sabe?

Ora, saiam da zona de conforto

Passos Coelho considera que os políticos não são bem pagos, titula o Público. Eu que não sou político, sou suspeito. Mas olhando para o salário, para as ajudas de custo, para os fringe benefits e para o número de horas trabalhadas, tenho a certeza que os políticos são bem pagos. Sobretudo quando comparados com o panorama nacional – lamento, não estamos na Europa.

Mas se mesmo assim, ó políticos, se acham que são mal pagos, olhem, sigam o conselho do chefe: emigrem.

O Norte.

 

Por estranho que possa parecer, concordo com boa parte da opinião de Alberto Gonçalves (disponível na edição em papel) na Sábado de hoje, “O Norte Imaginário”. Mais, é um texto de leitura obrigatória para todos aqueles, como eu, que defendem a Regionalização. Porquê?

 

Simples, as críticas duras que aponta aos defensores da Regionalização, pelo menos a boa parte deles, é justa. O autor da prosa começou por expor o centralismo de forma correcta. Destaco: “O centralismo, velho de séculos e nas recentes décadas insultuoso, nota-se”.

 

Contudo, Alberto Gonçalves sublinha um ponto fundamental: “Graças à apropriação de uma desmesurada parcela das maiores fontes nacionais de riqueza, leia-se os impostos e os fundos europeus, Lisboa tornou-se comparativamente próspera face ao Porto e crescentemente indiferente face às lamúrias do Porto. O engraçado, para quem se diverte com o infortúnio alheio, é a ocorrência de um processo simultâneo e similar entre o Porto e o Norte de facto”. Esta afirmação final é, por muito que custe, profundamente verdadeira e explica o motivo pelo qual boa parte dos responsáveis políticos nacionais nascidos nesse “Norte de facto” a que se refere, chegados a Lisboa e alçados ao poder são os mais centralistas dos centralistas.

 

A mudança só serve se for para melhor. Para quem, como eu, acredita que a Regionalização é um caminho de mudança, mais, é “o caminho” e sendo eu nado e criado no Porto, não posso deixar de defender que a Regionalização, no que toca ao Norte, só pode ser realizada se, e só se, o Porto não representar para a Região o que Lisboa representa para o país. Trocando por miúdos: o Porto não pode nem deve ser a capital da Região.

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Pieguices

Salazar é a tua tia!

Outro almoço Aventar

Hoje domingo, dia de descanso de trabalhadores, junto à ponte do Freixo, beneficiados pela tolerância de ponto dada pelo governo vigente, reuniram-se em assembleia ordinária os aventadores do Norte, que começa no Mondego, convenientemente acompanhados pelo mais genuíno lisbonense desta casa. Representantes de várias cores, do norte ao sul de África e até da terra onde nasceu D. Afonso Henriques.

Ficou decidido, a pedido de dois ilustres portuenses que, a partir de agora, o Aventar vai deixar de bater no Governo…… aos dias feriados. Por falar nisso, a conta ainda não veio. Estamos à espera da próxima declaração do Grande Gaspar a anunciar uma descida do IVA, a pedido da Ângela.

Um de nós tem mesmo fundadas esperanças de que o seu destacamento numa escola do Grande Porto se prolongue por mais 4 anos. Para não ter de voltar a Cinfães. E nesse sentido está disposto a tudo. Nuno, amigo, esta parte do Aventar está contigo.

Para memória futura, e enquanto dura o monárquico comboio e caminho-de-ferro, demos e vamos continuar a dar o mote: metade de nós chegou cá sobre carris; não há mesmo outro meio de transporte-cultura tão amigo de almoços bem conversados e regados com Douro. Ah, o Douro…

De comboio, viajei de Lisboa até ao Porto. Uma viagem que adoro, ainda por cima até à beira do Douro. Do Tejo ao Douro, para almoçar com os amigos aventadores. Que felicidade sinto ao visitar este Porto de um Portugal sem igual.

E como já não tenho mais tempo ou espaço para escrever, por aqui me fico, depois de todos os outros o terem feito.

Todos, não. Falto eu e gostava que ficasse aqui, devidamente, registado que acho que estas “tolerâncias de ponto” ao domingo são, manifestamente, “piegas”.

Os bobos do povo.

Não sei se já repararam que, geralmente, os mais imbecis têm tendência a evidenciar-se entre os prudentes. Com frequência um imbecil faz tudo para sobressair, porque a mediocridade inibe a imaginação e, por conseguinte, a inteligência. O Bruno Nogueira e o Manuel Jorge Marmelo fizeram esta semana duas crónicas, uma lida (na TSF), outra escrita(no jornal Público), sobre a monarquia que é bem o reflexo dos seus apelidos: a noz é apetitosa, mas é preciso partir-lhe a casca e o Marmelo…bem para além do uso culinário, muito mais haveria a dizer sobre este fruto. Eu, se tivesse algum destes dois apelidos, habituar-me-ia a ser discreto e menos jocoso. [Read more…]

Os chineses tomam conta disto tudo

Por cá, entram com dinheiro.

Por lá, seguem a via terrestre.

Amásia resultará da junção da América e da Ásia junto ao oceano árctico

A direita, a traição e as putas

Em 1383 o grosso da nobreza, principalmente a detentora do morgadio, tomou o partido de João de Castela. Em 1580 repetiu-se o filme, desta vez apoiando o rei Filipe. Em 1640 saem a correr 40 aristocratas, em desespero, porque a populaça andava a fazer alterações nas ruas, não apenas contra o rei Filipe III mas já contra todo o poder que a empurrava para a absoluta miséria.

Ainda podia acrescentar uns episódios oitocentistas. É sempre assim, a nossa direita anda sempre com a pátria na boca mas trai por tradição Portugal quando chega a hora da verdade.

Recordo isto na semana em que dois pré-ocupantes alemães começaram a verbalizar o que se vai seguir: humilhação internacional de Portugal através da sua máquina de propaganda, até ao estádio grego actual e o que se vai seguir.

O silêncio da nossa direita (nem toda, é verdade, mas da maioria) tem o ensurdecedor rufar da História. Sempre as putas do costume.

Orquídeas V: Zygopetalum

Hoje vamos  sentir a Zygopetalum.

Zygopetalum, Orquídea

Zygopetalum (Manuel Lourenço, Vila Nova de Gaia, Portugal)

Sentir?

Sim, porque quando falamos de Orquídeas falamos de apelos aos sentidos, falamos de sentir, de sentimentos!

Esta Orquídea sul americana é muito especial, uma das minhas preferidas. A zygopetalum merece este clique.

História

– Alguém se lembra como saímos da crise de 1929?
– Eu, eu, senhor, eu sei.