Viva a crise

Parece que a mama se está a esgotar para a Microsoft: o governo decidiu poupar no software, optando por sistemas baseados em Linux nas escolas. Foi preciso uma crise económica internacional para o bom senso prevalecer.

Falamos do que se poupa em sistemas operativos, suites de escritório e antivirus, e depois se ganha em estabilidade e facilidade de instalação e actualização.

Nunca entendi como é possível uma escola utilizar produtos comerciais que pode trocar por sistemas abertos, gratuitos, e onde a cooperação entre os utilizadores é a regra.

Claro que isto vai ser o bom e o bonito. Em primeiro lugar porque, mal habituados, os professores temem o Linux. Depois porque as empresas de software (e hardware) educativo se vão queixar, não falando nas pequenas empresas que têm prestado serviços inúteis às escolas. Tudo treta: faz-se exactamente o mesmo num pc com software livre. Habituem-se, vão ver que não dói nada.

Ainda a casa de Duarte Lima

Não li a reportagem do Expresso mas vi a reportagem da SIC e, sobre a transacção desta casa para a Birdwell há uma questão interessante. Ouvi que foi feita em 2003, mas ou não ouvi ou não foi referido o mês e o dia. A importância da coisa?

A 12 de Novembro de 2003 foi aprovada a reforma de tributação do património de Manuela Ferreira Leite e apesar de há muito ser conhecida a intenção, o Dec. Lei andava a ser negociado e a sua aprovação apanhou quase todos de surpresa, mesmo quem tinha ouvidos nas salas da senhora só soube um ou dois dias antes, sendo que a maior parte das novas regras entrava em vigor vinte e poucos dias depois, a 1 de Dezembro. [Read more…]

Stôr público

Relvas e Passos: maquiavélicos

Salários Médios Anuais na OCDE

USD Euros
1 EUA 37.351 26.519
2 Luxemburgo 35.365 25.109
3 Suíça 35.365 25.109
4 Irlanda 34.617 24.578
5 Holanda 32.426 23.022
6 Noruega 31.356 22.263
7 Reino Unido 31.246 22.185
8 OCDE 31.192 22.146
9 Dinamarca 30.665 21.772
10 Bélgica 30.546 21.688
11 Austrália 30.211 21.450
12 Áustria 29.824 21.175
13 Canadá 29.792 21.152
14 França 27.068 19.218
15 Suécia 26.146 18.564
16 Finlândia 25.352 18.000
17 Japão 24.069 17.089
18 Espanha 23.896 16.966
19 Coreia do Sul 23.587 16.747
20 Itália 23.186 16.462
21 Eslovénia 22.939 16.287
22 Grécia 19.514 13.855
23 Portugal 16.463 11.689
24 Rep. Checa 14.617 10.378
25 Eslováquia 13.290 9.436
26 Hungria 13.254 9.410
27 Polónia 13.050 9.266
28 Estónia 12.173 8.643

Em complemento e sintonia com outros ‘posts’ publicados no Aventar, aqui e aqui, parece-me oportuno reproduzir o Quadro de Salários Médios na OCDE, divulgado ontem no ‘Público’ (página 2).

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Ser professor

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…para mi Weñe, que será professor….esse meu mais recente neto…

Por falar assim, o pontapé de saída para a educação, foi dadas pelos gregos, na época clássica. Foram eles que criaram o Liceu, um sítio só para homens e para o debate entre os mais velhos e os jovens efebos, como eram denominados os estudantes. O Liceu foi uma escola fundada por Aristóteles em 335 a.C.. [Read more…]

Para o ano a hora muda à segunda-feira

É mais uma ideia para aumentar a produtividade: no próximo ano a hora de inverno mudará numa segunda-feira, pelas 11h os relógios voltam para as 10h, aproveitando-se desta  forma para festejar a chegada dos dias mais curtos trabalhando mais uma hora.

Duas idiotices podem ocorrer com sucesso no mesmo dia. O desemprego e as empresas agradecem.

Curioso… no Expresso

Eis aquilo que alguns têm andado a dizer há anos e que agora encontra eco, desta vez pela pena de Fernando Madrinha. Hoje mesmo, na sua coluna no Expresso.

O caduco traste “República” – ou melhor, a baderna em que se vegeta – que se cuide.

A Economia ainda é classificada como ciência?

Fotograma de um segmento noticioso do início da crise

Um perfeito imbecil

Miguel Relvas, o verdadeiro primeiro-ministro do governo do senhor Coelho, em entrevista à TVI, deu a entender que o corte dos subsídios de Natal e de férias pode ser estendido ao sector privado e vigorar, não por dois anos, mas para sempre. Adiantou que “muitos países da União Europeia só têm doze vencimentos”, e deu como exemplo a Holanda, a Inglaterra e a Noruega.

O senhor Relvas, ou é estúpido, ou quis fazer de nós estúpidos: ganhando 14 meses, o salário mínimo em Portugal rende anualmente 6.790 Euros; ganhando os tais 12 meses, em Inglaterra rende 11.692 Libras (13.296 Euros), e na Holanda 16.783 Euros (fonte: Wikipedia); na Noruega não há salário mínimo, os salários são fixados por negociações entre patrões e sindicatos, mas a remuneração média mínima era em 2010 de 354 mil Coroas, aproximadamente 46.138 Euros (Fonte: Statistisk sentralbyrå).

É de gente deste jaez que o governo da nação é servido. Não sabem do que falam, não sabem do que tratam, mas decidem. Sempre a favor dos negócios que os lá levaram, mesmo que isso signifique deixar os seus concidadãos na maior das misérias.

Carlos de Sá

A casa secreta de Duarte Lima ou de como eles escondem rendimentos

Uma offshore chamada Birdwells Ltd tem registada em seu nome uma casa avaliada em 5,8 milhões, na Quinta do Lago. O Expresso afirma que a casa pertence na realidade a Domingos Duarte Lima. Não consta das declarações de rendimentos que entregou quando foi deputado.

Como nem todos os ex-deputados ou ex-ministros são acusados de homicídio nunca saberemos quantos mais casos como este foram possíveis, num mundo onde esconder dinheiro ou propriedades é profissão legal: foi utilizada como testa de ferro uma empresa especializada, a Chettleburgh’s Limited, sedeada em Londres e que se apresenta assim: [Read more…]

Andas a desiludir-me, Álvaro

Ó ÁLVARO EU ATÉ GOSTAVA UM BOCADINHO DE TI, HOMEM!.

Das desilusões que a nível geral me tens provocado, talvez que por falta dos meios que não tens para gerir convenientemente tão grande Ministério, não vou falar agora.

Foste para mim, uma lufada de ar fresco na habitual politiquice Nacional, com aquela coisa de “chamem-me Álvaro, que eu gosto”.

Não é que eu entenda que os gajos todos te devam chamar assim, afinal sempre és Ministro e mereces um bocadinho de respeito, mas nós, os que em ti votamos e acreditamos (sim, que embora ninguém soubesse que irias ser tu o eleito na altura das votações, os votos devem ser-te extensivos à posteriori) podemos e devemos tratar-te como assim o queres. Somos uma espécie de amigos do peito. Os outros que te tratem por Senhor Ministro.

Mas hoje, Álvaro, meu amigo, fiquei a saber que tens desrespeitado os meus outros amigos e conterrâneos, e porque para além de amigos como tu, são conterrâneos, passam à tua frente, como facilmente entenderás. E, diga-se em abono da verdade, fiquei um bocadito aborrecido contigo. Fiquei sim, fiquei! [Read more…]

Roma só paga a quem a serve, pelos outros divide tostões

Aqui há dias, uma jovem empregada comentava, compreensiva, o roubo do 13º mês: “com o país em dificuldade todos temos de contribuir”.

Agora soube que vai ser despedida. Vou ser macabramente cínico: ainda não lhe perguntei se está feliz por contribuir tão intensamente.

O regime feudal do século XXI

Apesar da República, da igualdade e todas essas conquistas de Abril e não só, continuamos a viver num regime feudal. Tudo o que aparentemente possuímos apenas nos está temporariamente cedido até que o Estado o reclame de volta. Tal como os senhores feudais, também o Estado usufrui de nós sempre que precisa. Das expropriações aos salários, passando pelos impostos sobre impostos incidentes no que sobrou depois de pagos os impostos, sobra-nos o sol, o ar e a água que ninguém nos tirou. Ainda.

Evolução, uma ova.

O único Estado bom é um Estado morto

Pareceu-me ouvir, hoje, Miguel Relvas, a propósito da possibilidade de acabar definitivamente com os subsídios de férias e de Natal, afirmar que o “Estado não gera riqueza”, as empresas sim. Mais uma vez, confesso a minha ignorância acerca da Economia e respectiva terminologia, mas parece-me que estamos diante de uma noção absolutamente tacanha de riqueza.

A riqueza de um país não se mede apenas pelo equilíbrio das contas ou pelo recheio dos cofres do Estado, o que seria suficiente para considerarmos rico o Portugal salazarista, em que a pobreza era generalizada e escondida sob a capa da alegre casinha modesta. A riqueza de um país mede-se, também, por exemplo, pela qualidade da educação ou pelo funcionamento dos hospitais ou dos tribunais.

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III – Religião, Economia e Manifesto Comunista. As pretensões da família Marx

O Manifesto do Partido Comunista combina a seriedade filosófica mais profunda com o talento mais mordaz. Imagine a Rousseau, Voltaire, Holbach, Lessing, Heine e Hegel fundidos numa só pessoa – digo fundidos e não confundidos num monte – e o meu amigo terá o Dr. Marx.

O Manifesto acaba com uma revisão da actividade política dos partidos comunistas e do socialismo em todos os países da Europa e com uma expressão de temor: Uma parte da burguesia procura remediar os males sociais com o fim de consolidar a sociedade burguesa. Nessa categoria enfileiram-se os economistas, os filantropos, os humanitários, os que se ocupam em melhorar a sorte da classe operária, os organizadores de beneficências, os protectores dos animais, os fundadores das sociedades de temperança, enfim os reformadores de gabinete de toda categoria. [Read more…]

Enviou-me um Amigo

E também enviou votos de bom fim-de-semana. Então, façam o favor.

“Cavas” em grande

É um fartote! Uma viagem até aos colorados e sai-nos uma comitiva destas. Leiam os comentários dos leitores do i, valem mesmo a pena. Realmente, ou melhor dizendo, “presidencialmente”, os famosos sacrífícios são para alguns. Ainda me lembro da chegada de Carlos e Camila a Lisboa. Chovia a cântaros e o casal britânico empunhava os respectivos guarda-chuvas, enquanto os nossos “mandarins” Aníbal e Maria, tinham serviçais que faziam o excelso frete de os proteger da enxurrada. Enfim, coisas da pequeno-burguesa república ainda portuguesa.

Caramba, se pelo menos nesta Cimeira, o homem ousasse dizer um “porque no te callas?!” Impossível, até porque estar calado é o seu “viver habitualmente”, como dantes se usava dizer.

Questão

Cromo do Dia: Procuradoria Geral da República

As coincidências começam a ser demasiadas para parecer acaso: de cada vez que há personalidades sonantes envolvidas acontecem os atrasos, os desentendidos e os emperramentos. Levar quatro meses a responder a um e-mail é falta, no mínimo, de profissionalismo. Já o procurador fazer piadas com o português que acha oriundo do Brasil é provincianismo bacoco  e faz cair a substância em saco roto.

Um cromo a rasgar e substituir por outro.

procuradoria geral da repúblicaProcuradoria Geral da República

O deputado João Almeida, o facebook e o futebol

Depois disto:

João Almeida decidiu dar um exemplo cívico de utilização das redes sociais publicando no facebook, enquanto falava o Gaspar das Finanças na Assembleia da República, esta descompressão:

«Para descomprimir… Após “censo” realizado no Grupo Parlamentar do CDS, conclui-se que existem: 12 Deputados do Benfica; 7 do Sporting; 2 do Belenenses; 2 da Académica e 1 do F.C.Porto», escreveu o deputado às 15:21. e contou a TVI24

Apanhado em fora de jogo, correu atrás do prejuízo, e rematou

Ao Económico, o deputado afirmou que “houve um atraso nos trabalhos” e que “o plenário ainda não tinha começado” a essa hora, ou seja, que não usou o Facebook durante o debate parlamentar.

Contudo não tinha havido prolongamento: [Read more…]

ROOTS: residência artística em Lagos

| A. PEDRO CORREIA | ABRAÃO VICENTE |

| FEFE TALAVERA | ISABEL LIMA | JORGE DIAS |

O LAC – Laboratório de Actividades Criativas está neste momento a desenvolver o projecto ROOTS.
Trata-se de uma residência artística, que pretende abordar o tema da escravatura através de uma visão contemporânea, criando novas rotas e fluxos transculturais, através da reflexão da diversidade cultural dos países outrora colonizadores e colonizados e as suas influências na criação de uma miscigenação global e plural, questionando e identificando as raízes desse processo.

ROOTS remete-nos duplamente para o significado original da palavra, quer no sentido de ter sido o escravo arrancado das suas raízes ancestrais, quer para as raízes que, com o passar do tempo e de sucessivas gerações, foram criadas nos países de destino moldando a sua identidade cultural contemporânea como, por exemplo, se torna evidente nos casos do Brasil e Cabo Verde. Remete-nos ainda para a ideia de rota, percurso e viagem, porta de partida e de chegada, de que a cidade de Lagos é exemplo e participante activo.

Já em residência artística no LAC, encontram-se Fefe Talavera (Brasil), Abraão Vicente (Cabo Verde), Jorge Dias (Moçambique), Isabel Lima (Inglaterra) e A. Pedro Correia (Portugal), num processo criativo individual e /ou colaborativo que culmina numa exposição que dará a ver as obras desenvolvidas, promovendo o contacto com as comunidades artísticas da região e com os diversos tipos de públicos.

O Programa inclui ainda Conexões ROOTS, um painel de conversas informais em torno da escravatura que inclui diversos convidados em presença e depoimentos virtuais e ,ainda no decorrer da exposição, um ciclo de cinema.

O LAC aproveita esta ocasião para lançar o seu novo website www.lac.org.pt com uma secção exclusivamente dedicada ao programa ROOTS. Acompanhe as actividades através do nosso site ou ligue-se ao LAC através das Redes Sociais ou de Subscrição de Newsletter.

ROOTS decorre no LAC com o seguinte programa: [Read more…]

Comunhão

A EDP abandonou o Facebook…

A EDP saiu do Facebook

…a ENSITEL resolveu os seus dramas psicológicos com outra maduridade, se bem se recordam.

Adenda: “Na última semana, a página deixou de cumprir os requisitos para a qual foi lançada pelo que decidimos a sua suspensão temporária para reavaliamos a nossa estratégia nas redes sociais, nomeadamente com a introdução de novas ferramentas”

Tem contrato bi-horário com a EDP? sorria, pode estar a ser roubado

Alertados por esta carta publicada pelo Paulo Guinote, e sendo a EDP uma empresa muito respeitada nesta casa, convidamos o caro leitor a verificar que horas são no seu contador:

Imaginem o nosso espanto quando verificamos que a hora que marcava o contador era de menos uma hora. (…)  Não sei se esta situação será mesmo um erro dos contadores ou se é uma forma de a EDP cobrar encapotadamente uma hora de “cheia” a mais, uma vez que no meu caso, coloco as máquinas a lavar por volta das 22.02 horas para poder estender a roupa e guardar a louça antes de ir dormir. (…)

Leia a carta completa enviada ao Paulo Guinote.

O roubo veio para ficar

Como era evidente o assalto aos vencimentos da função pública não é por dois anos e já se admite publicamente que vai ser permanente: adeus 1/7 do salário. O privado tratará de seguir o exemplo do público, de resto este anúncio bem pouco discreto é claramente um recado aos patrões para que sigam o exemplo do estado.

Repetindo que receber o meu salário anual em 12 ou 14 prestações me é indiferente, note-se aos ingénuos que não aparece nestas declarações qualquer indicação de se tratar de uma reforma na forma de pagamento, que tramando o comércio e o turismo interno não deixava de ser mais racional, mas como é óbvio de um ataque dos fundamentalistas dos salários. A demissão de Álvaro Santos Pereira é já a seguir.

Não percebo nada disto!

Da cimeira do dia 26 resultaram dois documentos, já traduzidos para português, os documentos são:

Se lermos estas magras 17 páginas (fraco resultado para uma maratona de 10 horas), vamos descobrir que, em relação à Grécia, se pretende diminuir a dívida grega para 120% do PIB até 2020. Para isso contam com uma cessação de pagamentos parcial de 50% da dívida detida por investidores privados.

Este é um default muito interessante na medida em que não vai despoletar os contratos de CDS. Na minha perspectiva isto deveria aumentar o risco de emprestar a estas economias – se eu faço um seguro para me proteger do risco e depois em face do desastre sou persuadido a não accionar o seguro, tenho de me sentir exposto à intempérie.

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II- Religião, Economia e Manifesto Comunista. As pretensões da família Marx

O que os trabalhadores mereciam, e poderiam obter se acordassem de sua sonolência, era o controlo de seu próprio trabalho, a posse do valor que geravam com esse trabalho e, consequentemente, auto estima, liberdade e poder. Pretendia que os trabalhadores passarem a possuir o produto do seu trabalho, acabar com a alienação. [Read more…]

Duarte Lima acusado da morte de Rosalina

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Por razões ligadas à minha carreira profissional, e sobretudo ao facto de ter tido relações profissionais e pessoais com Lúcio Tomé Feteira, a filha Olímpia e a secretária Rosalina Ribeiro, tive sempre particular interesse em apurar, com verdade, o desfecho das investigações policiais e judiciais das responsabilidades do assassinato de Rosalina.

Desde o início, e em face da evolução e multiplicação das notícias, as suspeitas sobre o ex-deputado laranja, Duarte Lima, foram-se adensando, até na própria sociedade portuguesa em geral.

A falta de explicações credíveis, as contradições e os truques de vazia argumentação usados na entrevista a Judite de Sousa, na RTP1, justificaram alguns ‘posts’ no Aventar, o último dos quais este, publicado em 24 de Setembro de 2010.

Como noticiado esta noite pela SIC, mas também pelo ‘Público’, o Ministério Público do Rio de Janeiro acaba de anunciar a acusação de Duarte Lima, comunicando a decisão à Interpol para efeitos de detenção do suspeito. Portugal não tem acordo de extradição com o Brasil, o que dará a Duarte Lima margem de manobra para se eximir de julgamento em tribunal daquele país.

Seguindo o tradicional princípio de qualquer suspeito ser inocente até julgamento final pela Justiça, fico a aguardar o desenrolar do caso; sobretudo também para avaliar se o Sistema de Justiça do Brasil é mais célere, em casos de envolvimento de políticos, do que o congénere português.

Em debate: a morte da blogosfera

A esta hora, cerca das 19:30, na Almedina do Atrium em Lisboa (Saldanha), debate-se a morte da blogosfera. O evento, em que participa o historiador Luciano Amaral, é coordenado por Filipa Melo e moderado por Carla Quevedo, apresentada na imagem seguinte:

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Fonte: listal

A 150 km de distância, lamento ser-me impossível estar presente. O tema, debatido certamente ao som do ‘Requiem de Mozart’, tem profundo sentido tétrico. Portanto, se a pose fotográfica já me dizima a pouca imaginação para escrever este ‘post’; então, a moderação ao vivo da Carla Quevedo incluir-me-ia, por certo, no fulminante extermínio da blogosfera.

Privatização da RTP, uma dúvida:

Em toda esta novela da privatização da RTP existe uma coisa que ainda não compreendi.

 

Eu tenho uma empresa que se dedica a um determinado negócio. O meu vizinho lançou uma empresa no mesmo ramo de negócio. O mercado passou a ser dividido por dois. Entretanto, outro vizinho decidiu dedicar-se ao mesmo negócio e criou uma empresa. E assim sucessivamente. Hoje, como ontem, no meu ramo de negócio existem inúmeras empresas e o mercado não cresceu, infelizmente, na mesma proporção.

 

Nunca me passou pela cabeça pressionar este, ou qualquer outro Governo a criar leis de limitação do meu mercado. Por acaso era bestial! Sempre tinha o mercado na mão e podia dedicar-me, sei lá, ao golfe.

 

Por isso, alguém me sabe responder de que se queixa o Dr. Balsemão? Do mercado livre? Da concorrência?

 

Principlamente, o Dr. Balsemão. Reparem, a Impresa é uma excelente empresa de comunicação social. No mercado dos semanários é imbatível. Porquê? Por ter o semanário largamente preferido dos portugueses. Existe concorrência? Existe. O mercado é livre? É. Então, o que aconteceu? Simples, o Expresso é o preferido e, por isso mesmo, já viu morrer o Semanário, o Independente, o Liberal, entre outros e até o Sol não conseguiu nem consegue fazer grande mossa ao Expresso. A SIC Notícias é quase imbatível. Motivos? Os mesmos. Já a Visão continua a liderar mesmo com a concorrência forte da Sábado (a Focus não faz grande mossa). Existem mais exemplos.

 

Sinceramente, não consigo compreender o medo do Dr. Balsemão. Será que não acredita na sua SIC e nos seus profissionais? Ou será que é, apenas e tão só, uma questão pessoal. Tão pessoal que até está a cegar aquele que é, de longe, a grande figura empresarial da Comunicação Social portuguesa dos últimos 40 anos?