Ainda a caça à multas

De acordo com os dados cedidos ao CM pela GNR, no primeiro semestre deste ano foram detectados 15 757 automóveis a circular sem o respectivo visto válido da inspecção. (…) Segundo as autoridades policiais, a falta de seguro e de inspecção dos veículos estão no topo das infracções detectadas. [CM]

Esta notícia é um bom exemplo de manipulação. Quem a ler poderá pensar que os veículos são sujeitos de forma igual a acções de fiscalização e que, dos autos levantados, a maioria das infracções consiste em falta de seguro e de inspecção. Acontece que os veículos não são seleccionados aleatoriamente.

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perigosa manifestante detida em Madrid

Ao ser detida, terá dito a um polícia:

“Quando os vossos filhos vos perguntarem que fizeram por eles, respondam-lhes que me bateram.”

Resistências

Cartoon de Ferran Martin

Terapia do riso

Eu atendi a chamada já com o carro parado em cima do passeio

Estacionar em cima do passeio enquanto se atende uma chamada telefónica, não é motivo para se passar multa, é até uma injustiça e acaba em brutalidade polícial! Isto tudo, ao que parece, enquanto se tem uma criança ao colo… Portugal no seu melhor.

Quantas vezes já vi este polícia assistir, impávido e sereno, a automobilistas a estacionarem em cima do passeio!

“Queremos o futuro”

Pedro Noel da Luz©

TODxS À FONTINHA! – DESPEJO

O projecto Es.Col.A no Alto da Fontinha (Porto) está a ser despejado neste momento pela polícia.

Provocação


No preciso momento em que o governo se atreve a abolir o feriado da Restauração, eis que temos uma inusitada presença nas ruas da capital. Andam em “giro” por Lisboa, viaturas da polícia espanhola, alegadamente em apoio dos turistas que do país vizinho se passeiam pelas nossas praças, ruas e avenidas. Certamente bem-vindos, não têm qualquer necessidade de protecção especial, estando a PSP e a GNR habilitadas para o fazer. Assim, para que servem estes uniformes estrangeiros em missão de patrulha? Um insulto, é o que parece.
Inacreditável a falta de tino do ministério da Administração Interna, do ministério dos Negócios Estrangeiros e das chefias das Forças Armadas, já que com Belém para nada se pode contar.
Perderam o juízo ou é simples provocação? A menos que nada mais seja senão um teste para “memória futura”.

Identificadores para manifes

Roupinha ligeira para manifestantes e pessoal que não se manifestando leva na mesma. Ideal para a temporada primavera/verão. Modelos aprovados pela Polícia de Segurança Pública.

Roubado no Facebook ao Paulo Rodrigues

E para rematar (ainda o dia de ontem, aquele onde tudo se estragou numa fotografia)

O Governo. Fodeu-se, e não há outra maneira de escrever isto.

O resto, não sendo o que digo não anda muito longe do que penso: luis m. jorge.

Ide lá ler, também tenho umas teorias conspirativas tipo a bófia fez de propósito, molhados, mas é poesia a mais para uma sexta-feira de primavera.

A verdade em primeira mão

O que aconteceu ontem no Chiado contado por quem lá esteve. E claro que não acredito na versão da polícia e me inclino para esta. O menino jesus é no natal.

Mais imagens do Chiado

Vê-se bem que as ordens são claras: tudo o que fotografa ou filma é para atacar. A PSP no seu melhor.

Mais imagens do Portugal democrático

Primeiros vídeos do serviço policial de hoje. Enquanto a fotografia já corre mundo (agredir uma jornalista ao serviço de uma agência internacional e ser fotografado por outro, é obra) começam a chegar os vídeos. Para quem choraminga com a imagem do país no estrangeiro, não quer confusões com a Grécia e outras pieguices, em dia de greve geral foi um serviço bem feito. Obrigado PSP, compensas largamente o que vai falhando no outro lado.

Ver mais imagens depois do corte [Read more…]

Imagens de Portugal democrático

Patrícia Melo, fotojornalista da AFP tomando contacto com a liberdade de imprensa em versão policial, esta tarde em Lisboa.

Carta aberta ao Director Nacional da PSP

Exmo Sr Director Guedes da Silva:

Gostaria antes de mais e na sequência da notícia em anexo de inquirir sobre o estado de saúde do polícia (ainda não identificado, pelo que desde já as desculpas de tão impessoal voto) ferido no passado dia 24. Estamos todos muito preocupados, e achamos grave a agressão ao polícia ferido no cumprimento das suas ordens, ainda que achemos as mesmas de um cariz ainda bastante pouco claro.

Mas temos boas notícias, que são imagens claras e indiscutíveis do agressor, na pessoa de um seu colega, também ainda não identificado. Por ele, e por todos os que foram feridos e violentados no passado dia 24, lembramos do compromisso constitucional que vos rege, o de justiça e de serviço ao povo português. Em nome dessa transparência, agradeço então rigor nesse processo, e pode contar comigo enquanto cidadão informado, cooperante com a reposição de justiça, e do juramento nobre que fez: o de servir e proteger o povo. [Read more…]

A provocação

Nos finais do dia da Greve Geral houve uns incidentes em S. Bento. Nada do outro mundo: manifestação, escaramuças com a polícia, um pouco de sangue e emoção para a abertura dos telejornais. Mas com uma novidade nacional: nesta fotografia vemos dois manifestantes a furar o cordão policial, não vemos?

Não, não vemos. A PSP infiltrou agentes entre os manifestantes, o que parecendo que não dá jeito quando não acontece nada e fazem falta incidentes que ofusquem uma greve geral.

Não vou ter a ingenuidade de atribuir toda a confusão a estes senhores (sei o que é uma manif e como nos tempos que correm são inflamáveis). Mas alguém tinha de acender o fósforo. [Read more…]

Ao que isto chegou

Já tinha observado a situação noutras vezes mas neste mês disparou. Da primeira vez fiquei na dúvida. Estaria mesmo o polícia no meio da estrada a olhar para a minha matrícula para me mandar parar? Entretanto a dúvida dissipou-se e agora tenho a certeza. De há uns tempos para cá, nas operações stop, a polícia manda parar os carros de forma selectiva.

Funciona assim:

  • um polícia posiciona-se num local onde possa ver bem a matrícula do carro que se aproxima;
  • se for uma matrícula que corresponda ao mês de inspecção obrigatória, manda o carro parar;
  • depois vai ao lado do condutor, como de costume, pede os documentos, seguro e documento da inspecção;
  • se tudo estiver em ordem, paciência, lá pode o condutor seguir viagem;
  • se falta a inspecção, pimba!, são 250 euros de multa.

Isto não é inventado. Ontem mesmo fui alvo deste ataque. [Read more…]

Quando os criminosos são polícias a coisa passa ao lado

Mário Brites foi acusado por dois polícias de algo que nunca se verificou. Como consequência passou cinco meses na prisão, perdeu o emprego e ficou com a vida destruída. Hoje dorme num carro e come graças à solidariedade de amigos. Por sorte, no meio de tanto azar, a Polícia Judiciária desconfiou da veracidade da acusação e desconfiou que algo não batia certo. Na origem de tudo estava, aparentemente, uma vingançazinha merdosa por questões de condomínio.

Os jornais, exceptuando honrosamente o Correio da Manhã, passaram ao largo desta história como se ela não tivesse acontecido, ao contrário do que fizeram no erro judiciário que motivou uma noite de prisão para Isaltino Morais. Trata-se dos mesmos jornais que, acertadamente, se mostram lestos quando denunciam as insuficiências do sistema judicial português. O problema, aqui, é que nunca passam de generalizações que o senso comum conhece e repete de cor, a menos que envolvam figuras públicas.

Casos particulares como o de Mário Brites são brevemente tratados como se o particular, o anónimo e a pessoa comum não fizessem parte e não fossem vítimas desta coisa arruinada que é a justiça portuguesa, na qual proliferam más práticas individuais que, somadas, perfazem o todo.

Denunciar a injustiça é, em qualquer sociedade, tarefa prioritária de cidadãos livres que assim se assumam.  Quando os media de um país olham para a prisão insustentada de um concidadão durante cinco meses e não lhe dedicam uma única linha, mais vale mudarem-se para a Correia do Norte. São tão bons jornalistas como os jornais que lá há.

O país do faz de conta – mais um take

Segundo o JN, 35 policias meteram baixa médica em protesto contra a pena de prisão aplicada aos colegas que agrediram barbaramente um estudante alemão em Lisboa.

Tenho para mim que os bons policias devem estar a aplaudir esta pena. Os bons policias preocupam-se com o prestigio da sua profissão e com a confiança dos cidadãos, não tendo objecções à punição dos abusos que tanto têm afectado a imagem das polícias portuguesas. O facto de existirem polícias a protestar contra aquela pena é extremamente preocupante. Desprestigia as forças policiais e adensa o véu de desconfiança que sobre elas se abate.

No entanto, há uma outra questão que me preocupa: as baixas são fraudulentas, e somos nós que as pagamos. A facilidade com que 35 policias da mesma esquadra as obtiveram é aterradora. Faz o país parecer uma verdadeira república das bananas.

Assim, questiono: Vai mais esta passar impune? Não acontece nada aos médicos que passaram estes atestados? Não acontece nada aos policias que dolosamente lesam o Estado desta maneira? Assim, não vamos lá.

Isto não vai passar no telejornal

Um exemplo clássico de polícias infiltrados numa manifestação pacífica, com o objectivo de provocar situações de violência. Nada de novo, excepto o flagrante de a polícia ter ido resgatar os seus camaradas

via 5 Dias

Veja mais provas de quem começou com a violência em Barcelona. Descrição pormenorizada da armadilha. Aproveite enquanto é tempo: no twitter circulam informações que apontam para um boicote do youtube à divulgação destes vídeos. E entretanto temos a versão oficial a circular nos jornais. O costume.

Actualização: o vídeo que aqui coloquei foi apagado pelo youtube. Agora meto o que o substituí. Agradeço aos leitores que avisem na caixa de comentários se for novamente retirado. Começa o jogo do rato e do gato…

Brutalidade policial no Rossio

Vinte e cinco segundos de cacetada à moda antiga. Um aperitivo para os próximos tempos.

Também pode ver a reportagem completa: [Read more…]

Tratado de Semiótica da Imagem

O que vê nesta fotografia?

 

Passos Coelho e a Democracia

 

Ao longo destes anos de Democracia têm-se conhecido os mais variados tipos de políticos e têm-se assistido aos mais variados dislates. Nem vale a pena fazer-se o rol das asneiras – dava um livro! – basta recordar, a título de exemplo divertido, o expressivo “bardamerda” do defunto almirante Pinheiro de Azevedo e o discurso de tomada de posse do Pedro Santana Lopes. Foram momentos de enorme gozo e hilariedade. Houve – e há – nesta matéria de políticos, um pouco de tudo. Uns mais fleumáticos, outros mais emotivos, até mesmo coléricos. Todavia, no meio de tantas personalidades e de tão distintas idiossincrasias, não creio ter havido – pelo mesmo que me lembre – nada de comparável ao desastrado Pedro Passos Coelho. A sucessão de erros e equívocos são contínuos e exemplares. Nunca, em tão pouco tempo, um político se desacreditou tanto. Ainda ontem, informado Francisco Louçã sobre a surpreendente posição do líder do PSD acerca da IVG, reagia este, irónico, à comunicação social: “Ai o Dr. Passos Coelho disse isso esta manhã?! Então à tarde já muda de ideias!”. E foi. À tarde já o líder do PSD amansava a posição sobre um referendo e suavizava o motivo de ter abordado o assunto, desculpando-se com o facto de uma entrevistadora lho ter perguntado. E ele, na modéstia das suas próprias palavras “que é um homem de enorme franqueza”, lhe ter confessado o que pensava. Ignorando-lhe a sinceridade o facto de estar a responder aos seráficos microfones da Rádio Renascença… e pelas razões que toda a gente percebeu. Entretanto, à noite, não fora o dia suficientemente conturbado, pegou-se-lhe outra vez a asneira à franqueza e vá de desancar no Pacheco Pereira acusando-o de “semanalmente fazer campanha contra o partido”. O que até nem é de todo mentira, só que confunde o partido com ele próprio e não era a ocasião indicada de o dizer. O que lhe vale, para já, por parte do Pacheco ofendido o epíteto de… “caluniador”. Já hoje, depois dos incidentes ocorridos num comício do PS de ontem à noite, incidentes esses que contaram com a presença de elementos ligados ao PSD como foi noticiado pela TVI, em vez de se demarcar claramente do ocorrido condenando de forma inequívoca comportamentos atentatórios da liberdade de reunião e de expressão, limitou-se ao sacudir a água do capote num simples “lamentar o sucedido”. Mais! Ainda veio implicitamente verberar o comportamento policial, tentando adoçar as provocações e o comportamento dos provocadores, travestindo-os em “manifestantes”, coitadinhos, vítimas do excesso de zelo policial. Será que Passos Coelho nunca ouviu falar em ordem democrática? Ou, tendo ouvido falar, não sabe o que esse conceito significa? Terá saltado para a história directamente do 24 de Abril? Assim não vai lá. Era o que (nos) faltava!

Barcelona: se os filhosdaputa voassem não se veria mais o sol

O futebol como desculpa: evitar confrontos se o Barcelona ganhar a final da Liga dos Campeões. À bastonada e a tiro tentam desalojar os acampados em Barcelona, que resistem de mãos no ar.

A seguir deve aparecer uma ordem de despejo noutras cidades baseada no facto de tanto tempo ao ar livre prejudicar a saúde e provocar cancro de pele.

Como cantou o catalão Pi de la Serra, se os filhosdaputa voassem não se veria mais o sol.

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veja mais vídeos e fotos:

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Presidenciais, com pancada ou sem pancada, tudo na mesma

Com pancada ou sem ela, nada se altera na campanha e os candidatos agem como deles se espera.

Mas será mesmo assim? Vejamos:

Cavaco, igual a Cavaco, fala para dizer que não fala. Um presidente inspirador e profundo, como se vê. E não fala porquê? Porque hoje, naquele momento, usava o chapéu de PR e não o podia tirar. Usava, note-se, o chapéu deste PR, porque o próximo, está prometido, será Cavaco, lui même, versão “mais interventivo”. Nessa altura falará, atuará, criará crises políticas, está o país adiantadamente avisado.

Mas foi Cavaco – ou terá sido Silva? – quem há menos de nada apelou aos estudantes (e professores) que se manifestassem. Das duas uma:

– O que vale para estudantes não vale para sindicalistas.

– Os estudantes manisfestam-se, Cavaco põe o chapéu de PR, e fala para dizer que não fala. Estudantes atirados aos leões.

Já Alegre, igual a Alegre, não se cala, ninguém o há-de calar, como é óbvio. E condena, claro. Mas ressalva ” Atenção, muita atenção, José Sócrates não está em Portugal”, que é como quem diz, a polícia malhou na direita, correção, nos sindicalistas, mas o governo nem sonhava, não estava cá. E com esta postura de quem não se cala mostrou que, uma vez PR, perante um primeiro do PS que cá esteja, cala-se. [Read more…]

Polícia assalta sede de sindicato no Porto


Porto, 1973. O Sindicato dos Trabalhadores dos Sectores Têxteis, Vestuário, Calçado e Curtumes do Distrito do Porto apela à greve através da colocação de faixas e cartazes nas suas instalações. Como o direito à greve é proibido, a Câmara Municcipal do Porto manda retirar essa propaganda. A PSP invade o sindicato e leva consigo todo o material.
O grave de tudo isto é que não foi em 1973. Foi em 2010 – na semana passada. A PSP, a mando da Câmara Municipal do Porto, invadiu o Sindicato dos Trabalhadores dos Sectores Têxteis, Vestuário, Calçado e Curtumes do Distrito do Porto e levou todo o material de propaganda relacionado com a Greve Geral do dia 24.
É a democracia portuguesa, vista à luz dos conceitos de Rui Rio. É o Porto no seu melhor.

Não sou conhecido da Polícia, sou cigano, sou Suspeito

Ontem, enquanto trocava um pneu da minha carrinha à porta da casa da minha sogra, num bairro social na Figueira da Foz, fui interpelado por dois agentes policiais à paisana que me pediram a identificação e os documentos da carrinha.

Perguntei o porquê desse pedido, e eles “simpaticamente” disseram que não me conheciam, e que como nunca me tinham visto na cidade pediram-me a identificação que dei de seguida. Perguntei aos agentes se era prática fazerem isso com todas as pessoas que chegam de novo à cidade, e se é prática, como é que conseguem checkar no Verão as milhares de pessoas desconhecidas que chegam à cidade!? pois deve ser duro reconhecer quem está de novo ou não!
Os agentes já sem jeito, não me conseguiram responder…
Depreendo que só pedem a identificação aos ciganos, ou aqueles que têm traços físicos ciganos  ou a todos aqueles que são realojados nos bairros sociais.
Esta é a soma das forças policiais:

Cigano+  Negro+ Imigrante + habitante de bairro social= Criminosos

Estas práticas de generalização e de tendência revela a abertura da sociedade para a inclusão de todos aqueles que há muito são forçados a estar na margem da sociedade. Pois convèm que os focos da criminalidade estejam conectados com alguns…
Parabéns Portugal !

Bruno Gonçalves

Nota do Editor: mais um texto do Bruno, mais uma dúzia de comentários se aproximam.  O Bruno continuará com a porta do Aventar aberta e à sua disposição, e os que carregam 500 anos de ódio e inquisição no escasso cérebro continuarão a latir. É a vida, e a democracia também.
JJ Cardoso

Na PSP há criminosos à solta: quem os prende? quem pára Rui Pereira?

São casos a mais em tão pouco tempo. O último inclui um gravíssimo atentado à liberdade de imprensa e pode ser lido no tvi24.

Tenho plena consciência que a polícia de hoje não é a da minha infância. Sou amigo de gente que trabalha ali como poderia ter escolhido outra profissão. O que se está a passar é um reflexo da crise: os polícias também são assalariados, vivendo em condições miseráveis principalmente nas grandes cidades, e que são treinados para deixarem de ser homens, como os soldados que todos já foram.

Esta estratégia de espevitar o pior que há dentro de cada um deles, como dentro de nós existe escondido, de soltar a fera fascista, tem de ter responsáveis, dentro da hierarquia, mas sobretudo tem um: o ministro que a tutela.

Tudo leva a crer que Rui Pereira deu ordens para soltar os bichos, para amansar as feras. O pânico pela violência social que vem já a seguir explica tudo. E justifica essa mesma Grécia que cresce dentro de nós.

A carga dos quase 300 000…

Quem diz à Inês de Menezes que as mulheres polícias são gente de trabalho?

Na Jugular conta-se a versão “porreira”. Estavam acabados de chegar ao Rossio, a beber a  cerveja da praxe, quando a polícia carregou, assim, sem mais . Corre que corre, olha se eu tivesse levado a minha filha de 5 anos, mas que não levei mas podia ter levado, quase sempre a levo, olha se a tivesse levado…

O meu amigo Vitor, estava no mesmo sítio, no Largo de São Domingos a beber uma jinginha com os camaradas do partido e topam um grupo de camaradas jovens a prepararem-se para atacar dois polícias, logo os acalmaram “camaradas, não façam isso, logo nas televisões só vão falar do vosso ataque e esquecem a manifestação dos 300 000…” Entretanto os dois polícias ao verem-se encurralados já tinham chamado por socorros.,

Mas como não há duas sem três, um comentador na Jugular vem dizer que um polícia levou uma cabeçada de um dos manifestantes, eram só dois polícias tiveram que chamar reforços…

De Paula Cabeçadas a 30 de Maio de 2010 às 16:02

Olá boa tarde,
Por mero acaso, e porque, depois da Manif, estava a beber a minha imperial nas Portas de Santo Antão, como de costume assisti, desde o princípio à cena de que aqui se fala.

Tenho pena que as pessoas que não testemunharam o que se passou façam juízos de valor precipitados.

Aqui fica o testemunho: [Read more…]

Louvor à polícia do meu bairro

Andou aqui um alvoroço na minha rua com uns barbudos mal-encarados que se passeavam por aí, a olhar para cima, como que a tomar nota de cada prédio, quem sabe também a atentar nos hábitos dos moradores para saber a que horas poderiam encontrar a casa desamparada. Deu-se o alerta na esquadra aqui do bairro, e lá saíram para a patrulha os agentes da zona.

Entre os agentes policiais existem duas categorias: aquela a que no submundo se chama “a bófia” e a que ocupa a esquadra do meu bairro. Quando vejo o agente A, bigodudo, com os quadris gordos e gingões, com a arma que se vê que é velha como um bacamarte de museu a gingar, também ela, a caminho da tabacaria do comunista,  e o ouço a saudar os trabalhadores da transportadora que aguardam, à porta, a chegada do camião, com um jovial “então bom dia, meus senhores”, eu não consigo não gostar da polícia do meu bairro.

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