Tony Carreira no Pavilhão Atlântico: O Mesmo de Sempre

Não é uma crítica ou uma piada. É mesmo o novo nome do álbum de Tony Carreira. Chama-se «O Mesmo de Sempre».
Ou como estamos em presença de um acto de grande honestidade. Ao fim de tantos anos a enganar o pessoal, finalmente o rapaz assume que anda sempre a cantar o mesmo. O Mesmo de Sempre.
Rpaziada que gosta do Tony Carreira, querem um conselho? Ouçam Sérgio Godinho, o cantor que se reinventa constantemente. E instruam esses ouvidos.

Ver também Tony Carreira, o Plagiador

Um adesivo sem cola


Pouco após ter dito cobras e lagartos do candidato, o sr. Belmiro de Azevedo apoia o colega de “trocos”, o sr. Cavaco Silva. Não se espantem, até porque como defende o adesivo, o país precisa de “soluções expeditas”. Já se nota lá pelas bandas dos apoiantes da “4ª República”, a acessória euforia por esta gloriosa adesão. Prevêem-se já mais umas tantas sondagens coreanas, ao estilo de Pyongyang.

O que se pode perguntar, é o que fazia o entusiasta empresário em 1973? [Read more…]

Comunicado da AAP

À comunicação social:

COMUNICADO *

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) vem por este meio alertar para as intenções expressas pela Ministra da Saúde, Ana Jorge, no Encontro Nacional da Pastoral da Saúde que decorre em Fátima. Defende a Sra. Ministra que compete ao Estado garantir a “assistência espiritual” aos doentes atendidos em casa pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS). A AAP opõe-se a tal medida pela ingerência estatal em matérias do foro privado, pelo encargo adicional ao SNS, e por ferir o bom senso, um recurso especialmente precioso em tempos difíceis como os que vivemos.

A assistência religiosa, também denominada espiritual por quem assume a existência de espíritos, é um direito individual que a AAP reconhece e defende. Mas é parte integrante da vida das pessoas, e não uma técnica terapêutica. Nenhum médico vai receitar duas doses de Budismo para a garganta inflamada ou uma semana de Cientologia para tratar uma entorse. A quantidade e tipo de religião que cada um toma, se alguma quiser, não é função nem do tratamento nem da doença. Resulta apenas das suas preferências pessoais. [Read more…]

Novo Acordo Ortográfico Europeu (versão Inglesa)

COMO SE FORA UM CONTO

The European Commission has just announced an agreement whereby English will be the official language of the European Union rather than German, which was the other possibility.

As part of the negotiations, the British Government conceded that English spelling had some room for improvement and has accepted a 5-year phase-in plan that would become known as “Euro-English”. [Read more…]

Poema grande da noite mais triste

(adão cruz)

(Parido no recente aniversário de Herberto Helder)

Foi a noite mais triste
a mais negra noite mais triste do que todas as sombras
mais triste do que a noite de Orfeu
mais triste do que a sombra dos coqueiros sem lua
mais negra do que o mergulho do tarrafe nas águas fundas do Cacheu.
O homem honesto vítima de esconso agravo sozinho na noite
sem força sem amor sem atitudes
enrolou-se na torrente de lágrimas e não dormiu as longas horas dessa noite
tudo se tinha rasgado o sol a lua a paisagem os rios os braços e o sonho
em tiras de trapos que à toa foi enfiando nos sacos de lixo
sozinho na noite sem que uma espada refulgisse em suas mãos
impondo a fronte e a palavra no renascer do horizonte. [Read more…]

Uma verdadeira bomba: "Il Portogallo è Grande

Deixando de lado as misérias e mediocridades do nosso triste quotidiano, recomendamos um olhar muito atento a este importante trabalho que da Itália chega. Uma grande quantidade de textos que tem Portugal como objecto de interessado estudo e reflexão. Sem grande surpresa, deparamos com aquilo que há décadas alguns dizem sem que sejam escutados, ou pior ainda, sendo desprezados pela turba que deixa o país nesta situação desesperada.

Os próprios italianos o dizem: temos de nos ver livres daqueles que condenam Portugal a uma desnecessária canga.

“- Portugal é um país central no complexo euro-atlântico e não pode submeter-se a orla periférica do Mitteleuropa;

– A comunidade cultural, linguística e afectiva dos países herdeiros da expansão portuguesa não é um adereço retórico; detém hegemonia económica, demográfica e política sobre a América do Sul e encontra em Angola o mais poderoso Estado da África negra após a África do Sul, posto que a Nigéria perdeu a sua grande oportunidade; [Read more…]

Cavaco e a comida

Soube-se ontem que Belmiro de Azevedo votará em Cavaco Silva na eleição presidencial. Perante a tentativa do jornalista para obter uma reacção, Cavaco Silva agradeceu o apoio dizendo “Vou jantar. Estou mesmo com muito apetite.” Uma tirada à altura da outra, mais antiga, do bolo-rei.

Cavaco já ganhou umas presidenciais sem abrir a boca e aposto que vai procurar repetir a façanha. Mas em vez de tentativas de encher a boca com bolo-rei para não responder ao jornalista ou de desculpar-se com o tirano apetite, sempre podia ter dito algo com uma réstia de maturidade. Como o clássico “não tenho comentários a fazer neste momento”.

Mais um episódio do político português (vivo) com o maior número de anos no activo mas que afirma não ser político.

Fica aqui o texto de opinião de Belmiro de Azevedo, saído hoje no Público (sem link, edição impressa).

«Indiciei há algumas semanas que só me pronunciaria sobre as eleições presidenciais depois da discussão e votação do Orçamento do Estado e da apresentação de candidaturas à Presidência da República.

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Não Corremos Esse Risco

O deputado nominalmente mais votado nas últimas eleições no Brasil vai responder pelos “crimes de falsidade material e ideológica“.

Tiririca, vem-te para Portugal! Neste paraíso descabelado, os deputados podem dizer o que quiserem, podem fazer o que quiserem (ou somente a ponta de um corno) que nós ainda lhes pagamos 12 salários mínimos por mês; aqui, os deputados são inimputáveis, perdão, para-lamentares imunes. E, como tu, riem imenso…

O novo "Philosophical Way of Sex"

Novas definições de sexo

O FMI vem aí

O FIM vem aí

O Tribunal de Contas acha que Aeroporto de Beja avançou sem garantias de viabilidade. O que eles não sabem é que essa obra de 34 milhões de euros faz parte da estratégia para evitar o FMI.

a greve do 24 de novembro fracassada

É quase um delírio. Ver essas multidões a marchar para defender os seus direitos sindicais e cidadãos. É arrepiante ver como os direitos dos trabalhadores dos trabalhadores são avacalhados. Torno a dizer é quase um delírio, porque quem deve mandar em uma República, são os representantes dos trabalhadores. Mas, qual é essa representação? Ao modo de cada partido e não à moda dos direitos que o operariado tem. Cada partido político, tem a sua quota-parte do povo, nem todos da mesma classe social. Os partidos, ou dito de outra forma: união de muitas pessoas para um determinado fim, objectivos parciais, facçãofação, bando. Um partido político é um bando de pessoas unidas pelo mesmo objectivo. Eu diria que todos eles procuram meio para que os seus apoiantes possam lucrar. Lucros diferentes entre todos eles.

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Marinho e Pinto venceu!

António Marinho e Pinto foi hoje reeleito Bastonário da Ordem dos Advogados.

Muitos Parabéns!

Eleições Ordem dos Advogados:

António Marinho e Pinto ganhou em todo o lado. Apenas resta saber Lisboa – para já vai na frente. O mesmo se diga quanto à lista para o Conselho Geral apoiada por AMPinto.

Está quase.

Ordem dos Advogados: Marinho e Pinto Vencedor Destacado*

Segundo informações que nos chegam, Marinho e Pinto, actual Bastonário da Ordem dos Advogados e candidato a novo mandato, lidera  a contagem de votos no Porto, Coimbra e Açores com grande vantagem. Resultados até agora.

O Aventar estará atento e actualizará os resultados sempre que possível.

* Contagem de votos a decorrer, resultados provisórios.

Falsidade ideológica

image Segundo o Público, Tiririca corre o risco de prisão por falsidade ideológica. Se fosse por cá havia um certo partido de esquerda que ia dentro por parecer de direita.

Engraxadores do Porto


Foto: Maria Monteiro
(Texto de Marcos Cruz)

Não vão muitos anos, a Praça da Liberdade no Porto exibia um brilho próprio, único, e não era apenas o dos sapatos de quem não prescindia da sua engraxadela. Era o que lhe emprestavam os próprios engraxadores, tripeiros retintos, línguas soltas, peças típicas de um ‘puzzle’ hoje a desfazer-se

“Estado civil: mouro!”, antecipou, em passo apressado, um habitué da Praça da Liberdade, quando José Almeida, engraxador surdo-mudo, mostrava à reportagem do DN o seu bilhete de identidade, substituto possível da voz sumida. Em breve, não será a única. O barulho das escovas, dos panos e, sobretudo, das apimentadas cavaqueiras dos abrilhantadores de sapatos, autênticas bandeiras do mais retinto espírito tripeiro, corre sério risco – não de ir para o olho da rua, que aí já ele está há alguns anos – de desaparecer de uma vez por todas do quotidiano público do Porto. [Read more…]

Belmiro apoia Cavaco… A Bem da Nação!

 

Perturbada, a democracia portuguesa é como a ‘Fénix’. Renasce, sempre esperançosa, após momentos de moribundo sofrimento.

Sou dos que confiam em milagreiros e curandeiros. Flutuo no limbo da tranquilidade. Ao contrário de Rui Veloso, acredito que há estrelas no céu. E ainda em mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. E os sentimentos de convicto crente, em inesperada aurora, acabam por ser gratificantes.

Com a alma impregnada de certeza e esperança, registo que o Engenheiro Belmiro de Azevedo acaba de declarar  apoio à recandidatura de Cavaco Silva. É um político, diz ele, que tem as “competências certas” – eu que andei uma vida inteira com as minhas horas e competências atrasadas ou adiantadas, compreendo e admiro a genial precisão do Dr. Cavaco, reconhecida por Belmiro. Sempre com registo certeiro e ‘A Bem da Nação’.

Diz o engenheiro que, depois de 1985 com Mário Soares, é a segunda vez que torna público o apoio a um  candidato a PR. E ainda acrescenta: a situação económica e financeira do País, no presente, é tão ou mais grave do que em 1975. Argumento rigorosamente calendarizado pelo empresário.

Porém, por instantes, fico a refletir: “Porque será que Belmiro não recua a 1973 para relembrar o que ele e o País eram nessa altura?”. Pergunta inconveniente, sujeita à abrupta reação de que isso não interessa? Também não preciso da resposta. Sabendo dos nós da complexa teia, a inquietação desvanece-se. Tudo ‘A Bem da Nação’!

Fora o árbitro! gatuno! filhodaputa!

Refiro-me a João Ferreira (AF Setúbal) e Cosme Machado (AF Braga). Os dois mete-nojo foram para a Escócia furar uma greve dos seus colegas escoceses.

É certo que João Ferreira quando chegou à Escócia desistiu da ideia, tal como o seu colega. Dizem que não tinham percebido ao que iam. O que se pode dizer de um árbitro que não viu ao que ia?

No mínimo que não vê nada à frente dos olhos. Dentro e fora do campo. No caso do amarelo da foto já sabíamos. Bem podia ter ficado na Escócia até terminar a carreira.

o debate desencontrado da greve de 24 de Novembro

a greve do 24 foi a maior dos últimos tempos

Como sabemos, as duas centrais sindicais de Portugal uniram-se para o protesto contra as felonias dos nossos legisladores. O Orçamento de Estado continua a levantar dúvidas entre os que querem aumentar os impostos e os que procuram na Assembleia alternativas para não ser a maior parte de Portugal a pagar as dívidas do Estado.
A intenção dos legisladores é conhecida por todos, leia-se um jornal num quiosque qualquer (quem pode comprar jornais hoje em dia?) e, de imediato, fica-se a saber quais os aumentos que estão projectados para os bens alimentar, para os fármacos, os impostos extras por escalão, a redução dos ordenados, o despedimento de trabalhadores da função pública e todas as outras doenças que aguardam a nossa estabilidade e divertimento fora de horas de trabalho.

O debate é aceso. Há a versão das centrais sindicais que diz que três milhões de trabalhadores aderiram à greve; há a conveniente do Governo, que fala em 28%. Mas, os que

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À Mesa com…

…Pedro Passos Coelho

Pr’á veia

estado viciado em impostos 

OE 2011 aprovado pelo PS e com a abstenção do PSD. Um Estado viciado em impostos vai receber ainda mais impostos. Diz que é para baixar o défice, ou seja para reduzir a quantidade de dinheiro que o Estado gasta. Faz sentido.

Hospital de S. João: As enfermeiras eróticas


Vivemos tempos de crise e de austeridade no Orçamento do Sistema Nacional de Saúde, mas a Administração do Hospital de S. João não quer saber: acaba de encomendar ao estilista Nuno Gama novas fardas para os seus funcionários, num processo que deverá custar aos confres do Hospital mais de um milhão de euros.
O Aventar está em condições de apresentar em primeira mão, hoje, as novas fardas das enfermeiras do Hospital de S. João, desenhadas pelo genial lápis de Nuno Gama.
Devemos agradecer a Nuno Gama e, em última instância, à inteligente Administração do Hospital de S. João. Com estas novas fardas, não vai haver doente que não arribe de imediato, com as consequentes poupanças a nível de hospitalização. Ou não…
– Senhora enfermeira, senhora enfermeira, as minhas lentes de contacto cairam ao chão. Não se importa de apanhar por favor?(…)

Como Se Fora Um Conto – As Francesinhas na Revolução Francesa

I

Vivia-se no ano da graça de 1809 e o mês de Junho.

Soult, General e mais tarde Marechal, regressava a casa triste, acabrunhado e abalado com a derrota. A bem da verdade não tinham sido os Portugueses a vencê-lo, tinham sido os Ingleses, mas isso era ainda uma desonra maior. Perdera fama, prestígio e muita gente nesta campanha. E só fora ‘dono’ da cidade pouco mais de dois meses.

Era de noite e o General tinha fome. Apesar de a Galiza estar ocupada pelas suas tropas e no trono espanhol estar o irmão de Napoleão, José Bonaparte, há dois dias que só comia fruta dos pomares por onde passava e um caldo horroroso que Pascal, seu novo escudeiro, lhe preparava com o que ia encontrando pelo caminho. Estava a ser difícil o regresso por terras espanholas, os Galegos também lutavam contra o invasor, e os seus mais dedicados criados tinham desaparecido. E que falta lhe faziam, já que um era o seu cozinheiro particular que sabia segredos culinários que mais ninguém sabia e o outro o padeiro cujas mãos para amassar pão de diversas qualidades o levara ao seu serviço. Há já alguns anos, a bem dizer muitos, que esses dois homens o acompanhavam. Teriam morrido? Teriam sido capturados pelas gentes do Porto? Não sabia e não tinha hipóteses de os ir procurar. Que maçada! [Read more…]

Espero que na Ordem dos Advogados o bastonário não mude

Conheço o Marinho da Anop vai para mais de 30 anos. A despeito de profissionalmente os nossos caminhos se terem cruzado numa experiência para esquecer, sobre o homem testemunho a honestidade, a frontalidade e uma militância de homem de esquerda, da minha esquerda.

Enquanto bastonário da Ordem dos Advogados passou para fora uma imagem de socratista, como aqui em baixo se queixa o Ricardo. Não me meto em questões jurídicas mas nem tudo o que parece é. E no que toca à justiça pela primeira vez apareceu alguém a atacar quem impunemente dela usa e abusa, a explicar com clareza que a justiça que temos não é igual para todos, que em Portugal os ricos nunca cumprem penas e todos os dias um pobre é condenado sendo inocente, porque não teve posses para se defender, e também muito simplesmente por ser pobre. 

Achar que o Marinho ambiciona um escritório de advogados de topo está totalmente fora da realidade. O homem pode ser ingénuo, sempre foi voluntarioso, e sem dúvida que tem ambições políticas. Mas essa é outra conversa.

Espero que o resultado das eleições de hoje para a Ordem dos Advogados lhe seja favorável. Duvido muito, quem tocou nos poderes dos donos da advocacia tem tudo a concorrer contra si, mas era um excelente sinal para o país. Significaria que temos advogados livres em Portugal, e bem precisamos.

Eleições da Ordem dos Advogados: José Sócrates apoia Marinho e Pinto

Só pode. Era uma injustiça que assim não fosse.
Afinal, estamos em presença de uma pessoa que era radicalmente contra o(s) Governo(s) e os políticos enquanto simples jornalista e advogado (quando chamou arrogante, pesporrento e malcriado a Mário Soares) e, a partir do momento em que foi Bastonário, se tornou incrivelmente dócil. É a pesosa ideal para presidir à Ordem dos Advogados.
Quem não se lembra da forma calorosa e vigorosa como Marinho e Pinto defendeu José Sócrates no Jornal de Sexta da TVI? Quem não se lembra que só 3 ou 4 escritórios de advogados é que têm acesso às mordomias do poder? E por que não o meu, terá pensado Marinho e Pinto algures no tempo?
Quanto a mim, espero sinceramente que Marinho e Pinto sofra uma derrota estrondosa. É que, farsola por farsola, ao menos os seus antecessores nunca escondiam ao que iam e por que razão estavam naquele cargo.

Difícil é educá-los

POr SANTANA CASTILHO

A epígrafe é título de livro. Simples, como o são todas as coisas importantes. O livro que David Justino escreveu não será suficiente para catalisar um debate e um compromisso social sem os quais continuaremos a estragá-los. Mas é mais um passo nesse percurso meritório a que a Fundação Francisco Manuel dos Santos se entregou. O livro é um contributo sério para que algum dia comecemos a educá-los. Recomendo a sua leitura a todos os que se interessam por eles. Eles são os nossos estudantes.
A amizade que me liga a David Justino foi construída, era ele ministro da Educação, sobre discussões longas e francas que tivemos a propósito das medidas de política que ia lançando. Muitas vezes fiquei perplexo, e assim lho dizia com frontal franqueza, face à dissonância que encontrava entre o pensamento dele e as medidas que acabavam por ganhar forma. A resposta era invariavelmente a mesma: os constrangimentos de contexto político e os estranhos equilíbrios, que nunca entendi, de que o ministro não podia dispensar o professor. Que pena tenho que David Justino, ministro, não tenha feito aquilo que David Justino, professor, hoje defende no seu livro. Estaríamos, sem qualquer dúvida, a educá-los melhor.
Na apresentação do livro, David Justino afirma haver uma pergunta decisiva por responder em Portugal: o que queremos do sistema educativo? [Read more…]

Just Wave and Smile

O ensino privado religioso e a liberdade de escolha

Ainda sobre o ensino privado, e a liberdade de cada um educar os seus filhos de acordo com as respectivas convicções religiosas, no que dizem ser um exercício de liberdade e por vezes me parece ser mais um exercício de propriedade, recordo o velho princípio de que a liberdade de cada um acaba onde começa a dos outros. Neste caso a dos filhos, que são pessoas e não uma espécie de cãezinhos para amestrar.

De uma crónica de Manuel António Pina:

A notícia revelada na passada segunda-feira pela BBC de que em dezenas de escolas inglesas se ensina hoje que a homossexualidade deve ser punida com a morte por apedrejamento (ou lançando fogo ao “criminoso”, ou atirando-o de um penhasco) e os ladrões punidos cortando-se-lhes mãos e pés (com figura junta a explicar como se faz) tem que ser antecedida do mesmo “Acredite se quiser”.
A coisa passa-se numa rede de 40 escolas privadas onde as liberais e multiculturais leis britânicas permitem que sejam ministrados os curricula escolares sauditas. Segundo a BBC, além de na homofobia, os 5 mil jovens, crianças e adolescentes entre os 6 e os 18 anos, na sua grande maioria provavelmente de nacionalidade inglesa, que frequentam tais escolas, são igualmente educados no anti-semitismo (lê-se-lhes “Os protocolos dos sábios do Sião” e ensina-se-lhes que os judeus pretendem dominar o Mundo) e na intolerância religiosa (num manual destinado a alunos de 6 anos condena-se ao “fogo do Inferno” quem não acredita no Islão).

Uma casinha caiada

casinha

Era uma vez uma casinha, trabalhadora mas com a pintura desbotada pela intempérie. Levantava-se quase às nove, já em plena hora de ponta da rotunda de Massamá, apesar do despertador diariamente fazer tiriri-tiriri-tiriri com uma antecedência suficiente para evitar correrias. Mas o Malato, depois o Espírito indomável e por fim o CSI empurram a leitura da Margarida Rebelo Pinto para tão tarde que as manhãs se colam às costas da noite.

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Espíritos e Mediums

O Espírito fala  ao Medium e diz-lhe: aqui está a minha mensagem para para o público, hoje.

O Medium responde: tá certo, sô Espírito Leocádio José Correia, o sô manda, viu? Vou já botar o anúncio.

-É, vai em paz, meu filho – sopra-lhe o Espírito ao ouvido.

Vai-se a ver e o Medium só posta no dia seguinte, ignorando a importância e a urgência do assunto. O Espírito, de lá onde está, não podia arranjar um gajo (mediúnico, está visto) mais eficiente e rápido nas coisas terrenas?