A Goldman Sachs manda, nos EUA e na Europa. Veja como.
Legendado em português.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
A Goldman Sachs manda, nos EUA e na Europa. Veja como.
Legendado em português.
O homem é escandalosamente rasca. Ordinário a fazer justiça ao péssimo porte, língua viperina para a graçola de beco de doca e um espectacular baú de sempre esperadas vulgaridades, este perfeito bon à rien foi um poço de promessas e de todos os arrivismos, tudo fazendo para chegar a este resultado. Vencido à tangente por um molusco, tem a Sra. Le Pen a morder-lhe as canelas. Quanto ao resto, já se confirma aquilo que todos desconfiávamos: o fulano que tanto podia ser candidato pela extrema-direita como pela extrema-esquerda, a coqueluche do luso Bloco, ficou perto daquele residualismo que pouco conta, apenas sobressaindo entre outras ninharias presentes no cortejo.
O que a França tem visto nestes últimos 40 anos, roça a risota em pleno teatro do guignol: o Giscard dos negócios vergonhosos e do petit commerce africain, o Mitterrand das escutas, silenciamento de opositores, mortes misteriosas e semeador de sedíciais, o Chirac semi-presidiário militante e agora isto que ainda está e aquilo que talvez venha, são um panorama desolador. Ao pé disto e , por incrível que vos possa parecer, quase tudo o que temos visto em Belém, mais se assemelha a uma plêiade de arquiduques da Casa de Áustria, príncipes florentinos e grãos-duques do Sacro Império, Cavaco Silva incluído.
A ideia de um país que teve Luís IX, Henrique IV, Luís XIV, os dois Bonapartes e até De Gaulle como Chefes do Estado, ver-se reduzido a uma vitrina do bordel cor de rosa da dupla Sarkozy-Bruni, é sintomático. Enfim, c’est ça, la république.
Hollande vence primeira volta das presidenciais francesas
Se o resultado se mantiver na 2ª volta, vamos ver se apenas foram promessas vãs. Por exemplo, serão as seguintes promessas para manter?
Num país a viver apertos financeiros, veremos se a promessa fácil chegará a bom termo.
é hora de mudar? E a Europa?
Que o poema tenha carne
ossos vísceras destino
que seja pedra e alarme
ou mãos sujas de menino.
Que venha corpo e amante
e de amante seja irmão
que seja urgente e instante
como um instante de pão.
Só assim será poema
só assim terá razão
só assim te vale a pena
passá-lo de mão em mão. [Read more…]

Os campos da Duquela
As Praças-fortes portuguesas em Marrocos encontravam-se isoladas, rodeadas de inimigos, dependendo da metrópole ao nível dos abastecimentos. Portugal fazia esforços para celebrar acordos com os mouros que habitavam as áreas circundantes, garantindo-lhes protecção. Em troca, assegurava um clima de paz e cobrava tributos em espécie, não só em cereais e gado, vitais à sua sobrevivência, mas também assegurando a existência de um comércio por demais lucrativo. As tribos que aceitavam a vassalagem à coroa portuguesa eram chamadas de “Mouros de Pazes” ou “Mouros de Sinal”.
A ocupação da costa de Marrocos por Portugal divide-se em duas zonas distintas, uma a Norte e outra a Sul, que alguns cronistas chamam “Marrocos Verde” e “Marrocos Amarelo” (SANTOS, 2007, pág. 3), que se distinguem uma da outra não só pelo clima, geografia, tipo de culturas e criação de gado, como pelo próprio enquadramento político. Enquanto no Marrocos Verde o poder do Rei de Fez se faz sentir de forma centralizadora, no Marrocos Amarelo existe autonomia das tribos Berberes, que gerem de forma independente o seu território. Esta diferença nas características da administração do próprio território determina também o relacionamento entre a sociedade marroquina e o ocupante português. Enquanto no Marrocos Verde o clima de guerra “institucionalizada” é interrompido momentaneamente pelo estabelecimento do acordo de paz de 1471, com as devidas reservas que os seus termos levantavam (LOPES, 1989, pág. 26), no Marrocos Amarelo o relacionamento com os “mouros de pazes” faz-se, grosso modo, “tribo a tribo”, de forma instável, ganhando alguma estabilidade nos 6 anos da capitania do “nunca está quedo” Nuno Fernandes de Ataíde em Safim, que trouxe para o lado de Portugal um imenso território com milhares de quilómetros quadrados, que ficou conhecido como Protectorado da Duquela. [Read more…]
Como Berlusconi, em Itália, e Sócrates, em Portugal, cada qual no seu papel desastroso, Sarkozy tornou-se gradualmente odioso e desconfortável à crítica política interna e externa, apenas pela lógica que cultivou da sua inevitabilidade, coisa inoculada na opinião pública local, pela demasiada e perversa afeição ao Poder, pelo jogo sujo da batalha política e pela demarcação do Estado Francês, através de comparações oportunistas, de Espanha, Portugal, Itália, tudo para capitalizar dividendos eleitorais a par da tentativa de colagem a Merkel com o cuspo da lisonja. É como se a encalacrada republique française não tivesse senão que acomodar o neo-bonapartismo sarkozyano e dar-se por muito bem zelada e servida. Acontece que, ao contrário do tarado Berlusconi e do larápio Sócrates, Sarkozy é manifestamente mais competente e mais patriota. E, na verdade, não há mais ninguém que valha aos franceses e sinalize ao exterior o que urge sinalizar. Farsa por farsa, é preferível escolher uma apesar de tudo um tudo nada virtuosa.
Enquanto me vou divertindo com a raiva seven-up que se despeja sobre a minudência conhecida por acordo ortográfico, feita na maior parte dos casos por quem não tem a mínima ideia do tempo em que vive e se pensa ainda aristocrático dono da escrita, e me mantenho preguiçosamente com um único artiguito aqui deixado sobre a reforma ortográfica que há-de vir, recolhi este carta de um leitor que o Público publicou por estes dias, maltratada no título, e guardada no canto onde por ali se despeja o bom senso:
Intriga-me a sanha anti-Acordo Ortográfico (AO) que o Público não se cansa de difundir. Também sou contra, mas não pelas razões apresentadas que se fundam essencialmente na tradição, no saudosismo, na etimologia.
Tentam ridicularizar a eliminação das consoantes mudas que ajudam a abrir a vogal anterior. Ora há numerosas palavras em que tal não se verifica (actriz, actual, actividade, etc.). Acabo de ler a carta de um leitor alarmado com e eliminação da consoante muda em “ótica” por poder ocasionar confusões que levem a operar aos ouvidos quem sofre de cataratas… [Read more…]
Monangambé
O café vai ser torrado
pisado, torturado,
vai ficar negro,
negro da cor do contratado.
Negro da cor do contratado!
Perguntem às aves que cantam,
aos regatos de alegre serpentear
e ao vento forte do sertão: [Read more…]
Algumas ideias avulsas que me ocorre dizer neste dia…
A população mundial chegou aos 7 mil milhões, mas está muito envelhecida e não sabe lidar bem com isso.
Os idosos morrem sós…
O Homem ainda não aprendeu a aceitar as rugas no rosto e no resto do corpo por mais voltas que a Terra dê. Muito menos a natural morte por mais que assista à das plantas e dos animais e de tantos seres humanos ao seu redor.
A esperança média de vida aumentou, mas morremos por doenças diferentes às que matavam no passado. Doenças deste tempo: ansiedade, stress, depressão e outras bem nossas conhecidas. [Read more…]

Dekalog I: Amarás a Deus sobre todas as coisas
Krzysztof Kieślowski, realizador polaco que ficou conhecido pela trilogia das cores (Branco, Azul, Vermelho, produzidas em França em 1993/94), tinha em 1988 feito este belíssimo Decálogo, dez episódios para Dez Mandamentos, em formato televisivo de cerca de 50 minutos cada. Na pré-história da nossa televisão deu-se o fenómeno de terem passado por cá, na 2.
Como ainda há milagres acabo de os encontrar no Youtube, convenientemente legendados em várias línguas (caso o português não apareça automaticamente é seleccionar carregando em CC).
Ligação para a lista de reprodução. Depois do corte os restantes nove episódios.
O PSD iniciou com Justino e o PS de Sócrates continuou o que Passos está a retomar. Falo da constituição de Mega-agrupamentos, da fusão e extinção de escolas.Não espero grandes novidades das autarquias lideradas por estes dois partidos.
Mas, não seria já tempo do PCP, ao nível autárquico, denunciar este tipo de situação? Porque ao ler isto, ficamos com dúvidas – percebe-se o que defende a Direcção, mas depois, no terreno, nada acontece. Não bate a cara com a careta:
“A agregação de escolas, a extinção de agrupamentos e a constituição de mega agrupamentos, juntamente com o aumento do número de alunos por turma e o despedimento de milhares de professores são elementos que ilustram bem a conceção que este Governo de direita tem sobre o papel da Escola Pública.
Da Escola Pública democrática exigir-se-ia o caminho exatamente inverso.”
![By 4028mdk09 (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (www.creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)], via Wikimedia Commons](https://i0.wp.com/aventadores.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2012/04/larmfeuer_2010.jpg?resize=640%2C211)
Lisboa arde há anos. Há prédios devolutos por toda a cidade. Mas ninguém faz nada.
Participei da greve nacional de estudantes universitários, começada em Lisboa em 24 de Março de 1962, lado a lado com largos milhares de outros estudantes. A greve foi consequência da proibição, pelo governo de Salazar, das celebrações do Dia do Estudante. O aparato policial foi impressionante a cercar a Cidade Universitária. Perante o facto, Marcelo Caetano, então Reitor da Universidade Clássica de Lisboa, falou aos milhares de estudantes concentrados frente às Faculdades de Letras e Direito: verificava que, lamentavelmente, de novo o poder executivo pisava o poder legislativo e,visto isso, estavam todos os estudantes convidados a jantar no restaurante Castanheira de Moura, ao Lumiar. Ordeiramente, muitos estudantes dirigiram-se ao restaurante e, quando ali chegaram, foram violentamente espancados pela polícia de choque. Estava aberta a guerra entre academia e regime, que rapidamente alastrou a outras universidades do país. Como seria de esperar, surgiram líderes: Eurico Figueiredo, Jorge Sampaio, Victor Wengorovius, Joaquim Mestre, José Medeiros Ferreira e outros. [Read more…]
Assim cantamos e escrevemos
nas cartas e nas paredes.
Porque nem vida nem sonhos
cabem nas malhas das redes
que o inimigo nos lança.
Temos coisas na lembrança
que cantamos tantas vezes.
Ao ponto de ser mais branca
uma canção sobre os meses
que uma pomba em pleno voo. [Read more…]
O sr. FMI sugere que a resolução dos problemas estruturais profundos é a única saída para o nosso país.
E parece-me que o Homem tem razão. Podemos começar por mexer na questão do financiamento às empresas. Os contribuintes europeus entregam o seu dinheirinho ao Banco Central Europeu, que o empresta aos Bancos a 1%. Depois, cada um de nós vai lá, aos bancos, “pescar” crédito a 6 ou a 7%. Ou seja, os Bancos emprestam-nos o NOSSO dinheiro e ganham com isso. É um exemplo de problema estrutural profundo que seria importante resolver. Mas há mais. [Read more…]
Segundo o Público (versão em papel) os Pais não vão poder escolher a escola dos filhos.
A sério?
…. mas depois vê-se o exemplo que alguns portugueses dão – esses que tecem juízos de valor sobre os primeiros. Seguramente que não existia melhor escolha.
fantástica de conseguir para Gaia um dos melhores projetos de intervenção social que se viu por estas bandas.
Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
Mais um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola
Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma de uma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade
Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência [Read more…]
Vítor Constâncio descarta resgate europeu a Espanha
Constâncio, o ex-ministro sem pasta campeão dos acertos.
![By Amiralis (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (www.creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0) or GFDL (www.gnu.org/copyleft/fdl.html)], via Wikimedia Commons](https://i0.wp.com/aventadores.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2012/04/oil_barrel_graphic.png?resize=200%2C346)
A composição do preço dos combustíveis é um assunto opaco, como quase tudo o que dá muito dinheiro a ganhar em Portugal. Sempre que se fala no assunto, surge logo a ideia de que pagamos muitos impostos, o que é a mais pura das verdades. A seguir, quando chegamos à conclusão que estes impostos podem representar 115% do preço sem taxas (valor registado para a gasolina em Março deste ano), a conversa normalmente degenera em insultos aos sucessivos governos e à forma ignóbil como estes nos roubam descaradamente. Mais uma vez é tudo a mais pura das verdades.
Normalmente ignorado, é o facto do preço dos combustíveis sem taxas, em Portugal, ser consistentemente superior à média europeia, disso não se pode directamente culpar o estado:
Em «Estação Carandiru», mais um grande filme do cinema brasileiro, o médico Drauzio Varela narra a sua experiência na prisão de Carandiru, bairro de S. Paulo onde ocorreu um massacre, em 1992, que culminou com a morte de mais de 100 reclusos. As condições das prisões brasileiras, a forma como os presos são tratados e as incongruências do sistema presidiário brasileiro são explorados de forma magnífica neste filme realizado por Hector Babenco.
Carandiu é, a par do bairro, também o nome da Estação na qual o médico saía para se dirigir à prisão.


Quanto é que a banca tem ganho mesmo por emprestar dinheiro ao estado? Ora bem, SCUT, PPP, cenas, troika, mercados e coiso… bom, é fazer as contas.
Imagem: colagem a partir do Expresso de amanhã.
Não é original? Pois não. Todavia, repetida e infinitamente, em todas as semanas há uma sexta-feira para monárquicos, republicanos, democratas, não-democratas, católicos, judeus, muçulmanos e outros – cada religião vive-a à sua maneira. Hoje, com falta de empregos e abundante trabalho precário, deu-me para fazer o coro com os ‘Boss AC’: “Sexta-feira, emprego, já”. O humor é sempre um bem para o espírito.
(Jorge: tu foste o inspirador)
Sexta-feira é o melhor dia da semana, que é quando um potencial de opções aguarda a oportunidade para se concretizar. A sexta-feira não sofre da ansiedade dos domingos véspera de segunda-feira nem do desalento dos sábados meio fim-de-semana ido. Tudo é possível à sexta-feira. Basta prolongar a noite por dois dias pois, já se sabe, o relógio só avança depois de se dormir.
Receitas fiscais em queda e agravamento das contas públicas. Gaspar, de facto, é um descarado embusteiro. Agora, os números voltaram a desmentir o pastoso ministro. A síntese de execução orçamental de Março-2012 evidencia um défice de – 414,5 milhões no 1.º T de 2012, comparável com + 558,4 milhões do 1.ºT de 2011. Ó Gaspar não adianta mentir no FMI, aos portugueses e ao mundo.
“Máfias” dificultam alteração das regras de acesso dos táxis ao aeroporto de Lisboa
Por exemplo, nunca percebi porque é que só se começou a falar a sério do metro chegar ao aeroporto depois de se ter decidido pelo respectivo fecho. Deviam ser as máfias a conspirar.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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