BMW também na mira dos norte-americanos

«A Comissão Europeia é responsável por definir os limites de poluição nos automóveis e os procedimentos de teste, mas não tem controlo sobre a execução, que está a cargo das autoridades nacionais.» [Económico]

«A Volkswagen

incarnava as virtudes alemãs: precisão, probidade, sucesso económico, paz social e inovação. Agora, a esse estupendo palmarés, deve acrescentar-se uma nova qualidade: a capacidade de dar a volta às regras.» [Euro|topics]

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Avanza à Frente

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Avanza recebe 1075 milhões para gerir Metro de Lisboa e Carris
Grupo espanhol, com accionistas mexicanos, vai ficar com a subconcessão dos transportes públicos de Lisboa por oito anos.

O número que tramou Pedro Passos Coelho

Andamos há anos a penar, a pagar e a minguar pelo défice orçamental. É por ele que pagamos mais impostos (por ele e pela dívida, que é um somatório de défices anuais), é por causa dele que se corta despesa na Saúde, na Educação, na Cultura, em tudo. Mas depois, quando um défice é revisto, dizem-nos que não, que é passado, que é só contabilidade, coisa de estatística, matemática driblada. Hoje o défice de 2014 passou de 4,5% para 7,2%. E depois?

Pedro Santos Guerreiro, esse destacado militante da extrema-esquerda, no Expresso.

7.2%

7.2%

via

♠♣♥♦ *

novo banco, velhos hábitos

Recomenda-se vivamente ao PS ouvir como reagiram o BE, o PCP e…. o programa humorístico “Isto é tudo muito bonito mas…” face ao desmoronar da argumentação da PAF. Podiam, por exemplo, ter lembrado que “o Estado está a receber juros pelo dinheiro que o Estado emprestou ao Estado.” [“Isto é tudo muito bonito mas…”]

Ou então, que “três anos passados de saque ao povo e ao país, temos um défice idêntico ao de 2011 e, pasme-se, a tal dívida que Passos Coelho anda a dizer que anda a abater, afinal, tem vindo a crescer oito milhões de euros por dia, dados divulgados ontem pelo Banco de Portugal.” [Jerónimo de Sousa]

Ou ainda, que hoje “é o dia em que a campanha eleitoral da direita morreu”. [Catarina Martins]

António Costa, continuando a falar do seu programa, depois desta hecatombe, é uma boa explicação para os mentirosos  continuarem com vantagem eleitoral. Não lembra ao menino jesus este governo ter feito o que fez aos portugueses e isso não ser assunto sistemático de campanha para este partido.

* Ideograma que representa o jogo do governo com o NOVO BANCO, no que respeita a nacionalização que faz de conta que não o é, apesar do Estado nele ter metido 3.9 mil milhões do dinheiro dos “contribuintes”, como gosta de dizer a malta da PAF. Traduz, ainda, o jogo de mentiras sobre o défice que era importante até hoje e que, agora, já tanto faz.

Convite – Lançamento do livro “Inquietem-se!”

Convite

Dr. Passos Costa

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As claques do PàF festejaram durante vários dias a vitória de Pedro Passos Coelho (PPC) no debate radiofónico transmitido em simultâneo pela TSF, Renascença e Antena 1. Motivo: António Costa (AC) meteu os pés pelas mãos com os números relativos aos cortes de 1000 milhões em prestações sociais que constam no seu programa e o sucedido resulta imediatamente num triunfo absoluto do homem que abria portas na Tecnoforma. Interessante a ausência de comentários dos abanadores de bandeiras da coligação sobre o grande momento que marcou a agenda da campanha na passada Segunda-feira, quando o ainda primeiro-ministro anunciou, há hora do almoço, que o seu governo se preparava para efectuar um pagamento antecipado ao FMI no valor de 5,4 mil milhões de euros para, no final do dia, vir emendar a mão e explicar aos portugueses que afinal o pagamento diz respeito a um empréstimo obrigacionista. Costa desculpou-se no Facebook, Passos Coelho num comício, devidamente protegido pela bolha para que não se volte a encontrar com senhoras de cor-de-rosa ou a protagonizar momentos patéticos como a da subscrição pública a favor dos lesados do BES. [Read more…]

Normalidade ou anormalidade domada?

Santana Castilho *

A imagem que perdura neste início de ano-lectivo é de “normalidade”. Pelo menos, como tal se vai falando na comunicação social, na ausência dos escândalos que marcaram o ano passado. Em plena campanha eleitoral, a Educação parece ser um grande tabu, protegida por um qualquer acordo entre os protagonistas, de referir pouco, de aprofundar ainda menos.

Domados, os professores regressaram aos seus postos, tristes, desmotivados e descrentes. Será normal que um professor possa ser contratado por uma escola, sem submissão a um concurso, quando a lei fundamental diz “que todos os cidadãos têm o direito de acesso à função pública, em condições de igualdade e liberdade, em regra por via de concurso” (artº 47, nº 2 da CRP)? [Read more…]

Nostalgia

Eu ainda sou do tempo em que a ministra das Finanças culpava o Tribunal Constitucional pela derrapagem do défice.

A luz ao fundo do penico

Desta vez, confesso que estou de acordo com Marinho Pinto. Soube que o candidato à Assembleia da República afirmou que “não vale tudo em matéria de política – e de humor também” e não podia estar mais de acordo, pelo menos quanto à primeira parte. Estas declarações do candidato vinham a propósito do sketch do programa “Isto é tudo muito bonito, mas…” do qual Marinho Pinto disse “Vi uma pessoa desconhecida a urinar na minha imagem.”

Eu também vi o sketch e acho que pecou sobretudo pela falta de graça, mas acho que já valeu a pena quanto mais não seja por ter arrancado a Marinho Pinto essa tardia, mas nem isso menos valiosa constatação: “Não vale tudo em matéria de política.”

E tomo esta declaração como um sentido mea culpa  de um político que, por exemplo, classificou a adopção e co-adopção por casais homossexuais como “disponibilizar crianças para satisfazer os caprichos onanísticos e preconceitos heterofóbicos dos gays e das lésbicas”. [Read more…]

Passos em debate… Com Passos

Não há nada como a memória. (por Vargas)

Passos Coelho hermeticamente fechado

que foge a debates e entrevistas e cuja campanha se passou a restringir a ambientes controlados e devidamente blindados pela polícia e por batalhões de jotinhas de bandeira em riste, não vá aparecer a senhora de cor-de-rosa.

Os soberanistas

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Leio num dicionário: ser soberano é ser independente. É não estar subordinado a outrem. É deter autoridade exclusiva e isso, esse poder, ser inalienável. No mesmo dicionário leio também que soberanista define aquele que é partidário da soberania. A palavra não está ainda repertoriada em português. Mas em francês sim: a palavra foi aceite pelos dicionaristas da língua francesa em 1974 – quando o partido soberanista do Québec conseguiu fazer do francês a língua oficial daquela província da confederação canadiana.

Considerando que o território francófono do Canadá tem particularidades culturais e económicas que justificam a sua autonomia, os soberanistas do Canadá foram capazes de mobilizar a sua sociedade para a realização de dois referendos: em 1980 e em 1995. No segundo escrutínio, 49,4% dos cidadãos do Québec (onde 60% são francófonos) votaram a favor da soberania daquela província canadiana. Um dia destes conseguem.

Há mais soberanistas no Mundo, como se sabe. Por exemplo, na Catalunha, onde a situação está por estes dias ao rubro. Ou na Escócia. E a tendência na Europa, perante um federalismo neocolonialista que tem gerado níveis de desigualdade que evocam os da decadente Belle Époque, será a de fazer germinar novos ensejos nessa matéria, designadamente os indesejáveis nacionalismos – em que não cabe a diversidade identitária e cultural existente num mesmo território e se desprezam os laços que ligam os diferentes Outros às paisagens e à memória dos lugares que habitam.

Há dias, em França, a palavra soberanista emergiu em força nos media quando o filósofo Michel Onfray, sozinho e desalinhado contra a esquerda bem-pensante (comprometida ou dorminhoca), deu uma entrevista ao jornal conservador Le Figaro que inflamou o jornal de esquerda Libération. [Read more…]

Não é só na Hungria que há fascismo

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[Calais Migrant Solidarity]

Em Calais, ontem de manhã, cerca de 300 sírios foram expulsos da cidade pela polícia. Como tentassem resistir, foram agredidos com matracas e gás pimenta e obrigados a seguir caminho para The jungle – um campo de refugiados situado num pântano baldio e infecto da periferia de Calais. A polícia francesa tem ordens para manter os refugiados afastados dos itinerários turísticos.

Primeiras letras

Uma das primeiras profissões que pensei que poderia vir a ter era a de preenchedora de impressos. Ocorreu-me isso quando me levaram ao serviço de identificação para fazer o meu primeiro bilhete de identidade e descobri que à porta vagueava um grupo de homens (confesso que não me lembro de nenhuma mulher), cada um munido de capinha e caneta, à espera do recém-chegado cliente com letra débil, caligrafia insegura, gramática titubeante, para de imediato apresentar os seus serviços e se ocupar de preencher os indigestos formulários estatais.

Para muitos, o contacto com a pesada máquina da administração pública cingia-se a renovar documentos, requisitar uma certidão, pedir um subsídio, e traduzia-se invariavelmente em impressos, formulários, requerimentos que metiam medo a quem raramente escrevia uma linha. Eram obrigados a comprar folhas que não sabiam como preencher, tinham medo de se enganar, a caneta tremia-lhes nas mãos quando se preparavam para fazer a primeira mancha, o primeiro traço de tinta no formulário impecável. Desistiam, não eram capazes. E aí estavam os solícitos preenchedores, gente calejada na tarefa e que não se atrapalhava quando se enganava numa letra e tinha de passar por cima com mais força. [Read more…]

Os sonsos

José Xavier Ezequiel

epa04865535 President of PSD (Social Democratic Party), Pedro Passos Coelho (R), greets the CDS-PP (Social Democratic Party) president, Paulo Portas (L), in Lisbon, Portugal, 29 July 2015, during the presentation of the coalition electoral programme for the upcoming legislative elections that will take place 04 October.  EPA/MARIO CRUZ

Os dirigentes do PAF ‘indignaram-se’ no último fim-de-semana com o facto de António Costa ter anunciado que, caso perca as eleições, não viabilizará o próximo orçamento de estado.

Segundo Passos Coelho, é inaceitável que um partido que pede estabilidade não aceite viabilizar o ‘seu’ orçamento, caso ganhe. Acrescenta Paulo Portas que, ainda por cima, se recusa a viabilizar um orçamento que não conhece.

Vamos lá por partes, como dizia o meu falecido primo Delfim, quando começava a ficar com um copito a mais. O PAF apresentou-se a este acto eleitoral sem programa. Ao contrário do que aconteceu há quatro anos, o PAF já nem sequer faz promessas. Limita-se a dar ‘garantias’. A mais importante de todas é a de que prosseguirá, caso ganhe as eleições, a mesma linha de governação. [Read more…]

Guerra civil, guerra fria, guerra santa

A guerra na Síria explicada em 5 minutos(*).
[Le Monde/Legendado pela Plataforma de Apoio aos Refugiados]
(*) com números desactualizados
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O autocarro de António Costa e outras coisas que o regime paga com o nosso dinheiro

Costabus

Existem autarcas que não percebem que os sites ou as contas em redes sociais de que a autarquia ou freguesia que governam dispõem não podem nem devem ser utilizadas para fins eleitoralistas que sirvam os seus partidos. Para isso existem as páginas das estruturas locais dos seus partidos ou mesmo as suas páginas pessoais. Colocar aquilo que a todos pertence ao serviço do partido A ou B é um abuso e uma manifestação expressiva de falta de maturidade democrática que ilustra bem aquilo que se passa em muitas autarquias deste país, transformadas em instrumentos ao serviço da manutenção do poder das castas do costume. [Read more…]

Heil Orban!

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Governantes radicais na Europa, como sabemos, só existem na Grécia. Aquela malta do Tsipras é uma ameaça qualquer que ainda não sabemos bem em que consiste mas é gente perigosa, não tenhamos dúvidas.

Viktor Orbán é gente boa e lidera um partido conservador que até faz parte do Partido Popular Europeu, o mesmo de PSD e CDS-PP. Por falar em PP, aposto que o ditador primeiro-ministro húngaro já deve ter tido a oportunidade de saudar Paulo Portas pela sua intervenção sobre o papel procriador e doméstico das mulheres. Haja quem defenda o respeitinho, a moral e os bons costumes. [Read more…]

Privatizações durante a campanha eleitoral

Caramba, não há uma ponta de decoro. Nem ninguém que meta a trupe na linha – literalmente, já agora.

CP-Carga-Governo-Vai-Negociar-com-4-Proponentes

Comissão de Trabalhadores diz que CP Carga foi doada e não vendida
Documento entregue no Tribunal de Contas denuncia transferência de activos. Assinatura de contrato foi feita à porta fechada.

Durante seis anos a CP Carga pagou (ou deveria ter pago) 18 milhões de euros anuais à CP pela utilização de locomotivas que eram propriedade desta. Mas pouco antes da privatização, estes activos – avaliados em 88 milhões de euros – foram transferidos para a CP Carga, pouco antes de ser vendida à MSC. Desta forma, enquanto empresa pública a CP Carga pagava uma renda à CP; enquanto privada fica isenta desse pagamento e ainda recebe as locomotivas. (…)

O documento diz ser falso que a MSC tenha pago 53 milhões pela transportadora ferroviária de mercadorias, porque o Estado só encaixa 2 milhões de euros, sendo os restantes 51 milhões destinados a capitalizar a própria empresa. Ora, diz a Comissão de Trabalhadores, a CP possuía em 31/12/2014 quase seis milhões de euros em depósitos à ordem, uma carteira de dívida de clientes a 90 dias de 11,1 milhões de euros e activos em material circulante no valor de 60,9 milhões.

O documento refere ainda que em 2014 a CP Carga recebeu 28 milhões de euros da Refer pela transferência dos terminais de mercadorias para a empresa gestora de infra-estruturas.  [PÚBLICO, Carlos Cipriano, 21/09/2015 ]

Afinal, se a malta da PAF anda tão confiante na vitória, qual é a pressa? Muita coisa não bate certo.

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“Eu não gosto de pagar salários.

Pago o mínimo que puder”.
Patrick Drahi, presidente da Altice, proprietária da PT Portugal.
[Económico]

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As eleições Gregas e o futuro da Europa

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Os tweets desta noite de Jeroen Dijsselbloem demonstram a abertura para o Eurogrupo continuar a trabalhar conjuntamente com Alexis Tsipras a implementação das reformas fundamentais para o futuro da Grécia.

Sinais muito importantes para o futuro da Europa.

Estes gregos são doidos

Ou seremos nós os doidos?

Observatório Do Mundo – Troika, A Nova Ordem Europeia – TVI 24

O documentário da autoria de Harald Schumann legendado pela leitora Isabel Atalaia e publicado pelo Aventar foi retransmitido pela TVI24, em versão legendada e dobrada.

Versão Aventar: [Read more…]

Estes gregos devem estar loucos II

Tsipras

Depois de semanas de sondagens a anunciar empates técnicos entre Syriza e Nova Democracia, com a excepção da imprensa afecta aos senhores do regime que afirmavam mesmo que a Nova Democracia liderava, ainda que por uma margem residual, a sondagem à boca das urnas parece indicar mais uma vitória do partido liderado por Alexis Tsipras.

Ainda é cedo para comentar resultados mas há algo que me parece incontornável: para além de toda a chantagem e manipulação, os gregos estão fartos da corrupção, má gestão e clientelas do bloco central lá do sítio. Tsipras foi empurrado para o terceiro resgate, cedeu à chantagem, percebeu que tinha colocado em causa o mandato que lhe foi atribuído e devolveu a palavra aos gregos. Os gregos parecem continuar do seu lado.

O louco da vila

O louco da vila, todas têm o seu, pediu que lhe tirássemos uma foto, e pôs-se muito sério, em pose de retrato. Quis vê-la e aprovou-a com um aceno de cabeça. Depois disso, começou a acompanhar-nos pelas ruas. Apontou a igreja, a torre sineira, o velho edifício da câmara, e fez-nos sinal para que os fotografássemos. Caminhava com passos largos, as mãos atrás das costas, o rosto fechado, uma preocupação muito sua, impartilhável. Mantinha-se a uma distância cautelosa de nós, não porque nos temesse mas porque não lhe apetecia entrar em confidências. [Read more…]

O novo banco do PSD…

… ainda não fez um chavo e já estoirou 400 mil euros. Se alguma vez isto der mesmo em banco, daqui a 10 anos cá nos encontraremos no habitual resgate. Giro, giro, será ouvir os que agora descascam na CGD virem dizer que é o preço de se ter um banco público.

pires de lima

Foto: TVI24Paulo de Azevedo não quer continuar
à frente do banco de fomento

Desde que a direita decidiu dar azo à sua reincidente vocação bancária, uns quantos artistas têm-se entretido a plantar a ideia sobre não ser a mesma coisa caso esse papel coubesse à CGD e que, coitadinha, a banca privada teria competição desleal, como se a Caixa não tivesse, até, mais obrigações do que os restantes bancos. Mas têm razão, não seria a mesma coisa. Não haveria, por exemplo, o recrutamento e as pessoas acertadas a comandar a “pipa de massa“.

Mas então, para que serve a “Instituição Financeira de Desenvolvimento, vulgo Banco de Fomento“, que assumiu para cognome a designação dessa outra destinada a operar “na metrópole e no ultramar“? [Read more…]

Depois

dos One Diretion, obviamente, o Digital Marketing *Diretor.

Começou oficialmente a campanha eleitoral

Qualquer que seja o resultado no próximo dia 4, continuarei oposição ao regime, em defesa da Liberdade individual, o que justifica a minha abstenção. Aproveito para dedicar esta música a todos os partidos, coligações ou movimentos sem qualquer excepção…