Contas à moda do PàF: quando aldrabar os número do comício corre mal

Contas Paf

Depois de meses a aldrabar os números do défice, do desemprego e de tantos outros indicadores, as tropas da coligação dedicam-se agora a aldrabar os números dos seus próprios comícios. Segundo a Twitter do PSD, tweet que de resto foi apagado após o desmascarar do embuste, não sem antes ser detectado e partilhado por João Coelho na sua página de Facebook, estariam mais de 3000 mil apoiantes da coligação PSD/CDS-PP no comício de ontem no Parque de Exposições de Braga, cuja capacidade máxima do Grande Auditório é de 1204 lugares. Significa isso que terão ficado mais de 1796 PàFs à porta do comício. Notável.

Afunilamento Democrático: a verdade sobre o sequestro da democracia pelo bloco central

Who controls the past

É recorrente, em discussões com amigos ou conhecidos que apoiam os partidos do bloco central, ouvir da parte destes o argumento de que estamos em democracia, que o povo é livre para escolher ou para formar partidos e que todos têm iguais oportunidades de chegar ao poder. E se os dois primeiros são questionáveis, o terceiro é pura e simplesmente falso.

Trata-se de um argumento que serve essencialmente para justificar aos militantes e simpatizantes de partidos como o PS ou o PSD a sua permanência ad aeternum no poder. Porque por mais poder que as cúpulas possam concentrar, esse poder só existe e se mantém porque existe uma base de apoiantes leais, muitos deles permeáveis a qualquer tipo de propaganda e dispostos a (quase) tudo e que, regra geral, desconhecem os meandros podres e anti-democráticos por onde passa parte substancial das movimentações políticas de quem efectivamente manda. Se soubessem, PS e PSD assemelhar-se-iam mais a mafias do que a partidos políticos porque pouco mais que criminosos por lá permaneceriam. [Read more…]

Alguém viu por aí o Marco António Costa?

Estava em todas e agora ninguém o vê. Será que se tornou tóxico para a campanha? Ou andará a tratar de canetas e bandeiras na Webrand?

Olhares sobre as legislativas 2015: um não texto

A casinha da Boneca

Este é um não post, um não texto, um “não, estou farta desta gente, não mesmo”. Isto porque, sendo eu uma pessoa bem-disposta por natureza, falar de política aporrinha-me. Posso desde já confessar-me desiludida com este assunto e todos os seus intervenientes, sem exceção. E assim, recuso-me a dissertar sobre um tema que apenas me dá ganas que desapareça quanto antes da agenda. Mal posso esperar por domingo (sábado, aliás, se se cumprirem as regras) para que se calem todos de uma vez, que já não os posso ouvir. Estou desapontada com cada um deles, da esquerda à direita, passando pela casa do centro, com este sistema em que sabemos que, a cada troca, vamos ter mais do mesmo, diferente mas não tanto assim. Posto isto, reitero: recuso-me a falar sobre as eleições. Para coisas deprimentes, já basta ter um filho em pleno processo de controlo dos esfíncteres. O meu voto vai para enfiar uma rolha no puto até ele ter 15 anos.


“Olhares sobre as legislativas 2015”  é uma série de perspectivas diferentes, políticas ou não, num espaço de temática marcadamente política. Escreva-nos.

Sondagens: quando a bota não bate com a perdigota

É bem conhecida a tracking pool diária da TVI/PÚBLICO/TSF, da responsabilidade da Intercampus. Correspondem a 595 respostas (58.1% de respostas a 1025 entrevistas) obtidas por chamadas para telefone fixo (sim, parece que ainda há quem use telefone fixo). O resultado até ao momento é o seguinte:
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Boas notícias para a PAF, assim parece. Mas se olharmos para sondagem desta mesma empresa, com informação recolhida através de entrevista directa e pessoal, com base em questionário estruturado e elaborado pela Intercampus, utilizando a técnica de simulação de voto em urna e publicada a 8 de Julho, vemos que a pool diária em reflecte outras leituras: [Read more…]

Catalunha, quem ganhou?

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Hoje, mais de 77% dos eleitores da Catalunha foram votar. Que esmagadora vitória da democracia.

Sempre respeitei e admirei os povos que desejam a sua independência. Sempre. Por isso mesmo, ver nos diferentes media espanhóis, ao longo dos últimos meses e esta noite, defender que o desejo dos catalães pela sua independência é ilegal por violar a constituição espanhola é, no mínimo, surreal. Feita esta ressalva, vamos à realidade.

Os partidos defensores da independência da Catalunha venceram claramente estas eleições. A coligação de Artur Mas (actual presidente da Região Autonómica da Catalunha) obteve pouco mais de 39% dos votos e elegeu 62 representantes no parlamento. A maioria absoluta atinge-se com 68. Contudo, aos representantes da coligação “Junts pel Sí” (Artur Mas) teremos de somar os 10 da CUP (8,2%), igualmente defensores da independência e dessa forma os movimentos independentistas conseguiram obter a maioria absoluta (72 parlamentares). Contudo…

Artur Mas avançou para estas eleições procurando (e afirmando) transformar umas eleições regionais num plebiscito. Ora, enquanto eleições regionais, os independentistas venceram claramente e até conseguem ter maioria absoluta no parlamento. Porém, se olharmos como se fosse um plebiscito a confusão está lançada. As duas forças defensoras da independência somam menos de 50% e nessa matéria perderam.

Então, qual a resposta à pergunta que faço no título deste artigo? Ninguém ganhou.

1. Não ganharam aqueles que defendiam o plebiscito porque não conseguiram ter uma vitória verdadeiramente expressiva. Nem tão pouco conseguiram ter 50% dos votos expressos e nem me parece que uma independência se obtenha com resultados destes. Mais, perderam porque cometeram o erro crasso de tentar transformar umas eleições regionais num plebiscito por um único motivo: eleitoralismo primário com o objectivo de mera sobrevivência política de Artur Mas que estava em queda livre junto da opinião pública catalã (os recentes escândalos de financiamento partidário no seu partido, CiU, assim como a crise económica na região estavam a minar a sua base de apoio – note-se que mesmo com este resultado, a CiU e a ERC perderam representantes no parlamento e baixaram 10 pontos em termos eleitorais)

2. Não ganharam os partidos do “centralismo” espanhol, o PP e o PSOE que, juntos, apenas conseguiram eleger 27 representantes (em 135) e tiveram pouco mais de 20% dos votos (12,7% para o PS e 8,48% o PP). O seu discurso contra a independência da Catalunha, toda a campanha de chantagem (até os representantes dos empresários da Catalunha vieram a público dizer que mudavam as suas empresas para outras regiões sem esquecer a interferência da Comissão Europeia e até, imagine-se, de Obama!) que fizeram foi severamente castigada. Sublinhe-se o desastre eleitoral do Partido Popular que teve 8%…

Ou seja, a divisão na Catalunha vai continuar. Pouco menos de 2 milhões de Catalães votam nos partidos que defendem a independência e outros tantos votam nos partidos que querem continuar integrados em Espanha. E com quase 80% de eleitores a votarem penso que não existe outra leitura possível.

Se os movimentos independentistas querem ter credibilidade então terão de mudar. Mudar de lideranças, unirem-se em torno de um só movimento com um verdadeiro líder unificador e conseguirem obter um resultado eleitoral verdadeiramente esclarecedor (no mínimo 60%).

Se os contrários à independência da Catalunha querem ser olhados com seriedade e continuarem a defender a democracia então aprovem o referendo na Catalunha e deixem o Povo decidir.

De outra forma, ninguém ganha e a prazo quem se vai “lixar” é o mexilhão.

Campanha: Mercado do Livramento em Setúbal

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Imagem parte do vídeo com a PAF a passar no Mercado do Livramento em Setúbal

Particularmente cómico é a jotinha, de dedo em riste, a debitar o guião, enquanto se ouve “Ladrões! Ladrões”.

Os indecisos vão decidir a eleição

É o que apontam as sondagens. 25% segundo a Católica. 22.8% segundo a Intercampus. Quanto ao PS e à PAF, não saem do seu eleitorado clubístico.

Família, trave mestra de uma sociedade com futuro.

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Uma intervenção fantástica do Papa Francisco, durante a visita a Filadélfia, sobre a importância da defesa da Família enquanto trave mestra de uma sociedade com futuro.

O eleitorado que mudou

Uma análise de, Manuel Carvalho, PÚBLICO, 27/09/2015, para se ler com a mente despida de preconceitos.

Os perplexos com as sondagens e outros cépticos

Anda meio mundo perplexo com uma provável vitória da Coligação nas eleições do próximo domingo.

No tradicional julgamento das eleições, que ora punem ora aplaudem quem governou, os números que as sondagens apresentam não batem certo com a leitura que fazem do passado recente. Custa-lhes perceber como podem os partidos de um governo ganhar depois de imporem ao país a mais severa dieta das últimas décadas. Têm dificuldade em conceber que governantes que fizeram disparar o número de pessoas sem emprego para a casa do milhão ou forçaram a saída de centenas de milhar de jovens do país possam ser premiados com a reeleição. Não lhes cabe na cabeça como pode um governo que centrou o ajustamento económico e financeiro nos cortes de salários e pensões ou em brutais aumentos de impostos voltar a merecer confiança dos eleitores. [Read more…]

Resultados práticos da abstenção

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Era só para lembrar.

Contos para crianças

De mentira em mentira: Passos Coelho e a Segurança Social

Luís Vargas

Olhares sobre as legislativas 2015: Paulo Guinote

Paulo Guinote

Quero, com a mesma convicção que em 2011 queria o afastamento do engenheiro Sócrates da governação, que a coligação seja derrotada e afastada do poder.

Mas não o quero para regressar ao passado ou para dar ao PS uma maioria que lhe permita ficar com as mãos soltas.

Como em qualquer democracia estável, acho que os governos de coligação são mais fiéis à vontade plural da maioria dos eleitores e não gosto de truques para dar poder absoluto a quem tem 35-40% de votos expressos. [Read more…]

Os predadores são sempre selectivos

O jornalista de política da “Sábado”, Vítor Matos, que está a fazer a cobertura da campanha da PAF, vai lançar um livro intitulado “Os Predadores”.

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O Expresso, pela pena de Nelson Marques, faz uma resenha, a qual, reconheçamos, poderá não reflectir o sentido do livro, mas, tal como está, tem duas particularidades notórias:

  1. Bate em quase todos os partidos políticos – a teoria do saco de gatos e
  2. É particularmente virulenta com o PS.

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Sobreviver a um comício

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Fui a um comício. Não foi fácil. Ao meu lado estava sentado um velhote que parecia tão à rasca como eu. Várias vezes nos entreolhámos um bocado aflitos, por manifestamente não sabermos aquelas letras e aquela performance de cor. De tanto em tanto tempo, os que estavam sentados ao nosso lado levantavam-se e diziam coisas, umas frases que tinham decorado e que agora repetiam. Pareciam cidadãos iguais a nós, uns quaisquer da população, como nós ali sentados, mas eis que de repente não eram. Sentimo-nos sozinhos naquela nossa condição, que afinal não era assim tão simples.

Tudo piorou quando alguém nos entregou umas bandeiras, acompanhadas de uma ordem para as pôr no ar quando chegasse o momento. Ficámos ali com ar de parvos com as bandeiras na mão, sem saber o que fazer com elas – que ainda por cima impediam que pudéssemos bater palmas se quiséssemos. Nós por vezes até queríamos, porque se disseram coisas muito importantes naquele comício. Coisas verdadeiras, graves, que não tinham nada de festivo mas mereciam o aplauso de serem enunciadas sem medo.

Quando chegou o momento de pôr as bandeiras no ar foi especialmente doloroso. Olhámos um para o outro e juraria que pensámos o mesmo: sair dali o quanto antes. Como não fosse propriamente fácil, dada a multidão compacta que nos envolvia, nada fizemos. Limitámo-nos a ficar ali sentados, cada um a tentar livrar-se da bandeira como podia [Read more…]

Continua: Novo Banco vai-lhe ao bolso

“Governo paga mais juros ao FMI por causa do Novo Banco” [DN]. Obrigado Passos Coelho pela solução sem custos para os “contribuintes” (como se o resto do país não fosse gente).

Homem agredido por PàF’s em Espinho

Pouco antes do início da arruada de ontem do PàF em Espinho, um homem que por ali estava terá alegadamente gritado “corruptos” – e convenhamos que a probabilidade de ali estarem alguns era elevada – e, segundo o repórter da CMTV no local, atirado algumas bandeiras da coligação para o chão. O que se seguiu, e que de resto surgiu nos telejornais, foram apoiantes/militantes do PSD ou do CDS-PP que agrediram de forma, vá lá, “enérgica”, o indivíduo em questão. Num dos momentos da cena, existe um PàF que segura o homem e outros dois que lhe batem em simultâneo. No final, e após a evacuação do agredido, surge uma PàF de bandeira na mão que, num momento pedagogia parola, lhe diz “você veio para aqui provocar“. E como veio provocar é merecedor de uma série de socos, pontapés e joelhadas sem que se tenha visto uma única agressão do anónimo revoltado. Cuidado: quem se mete com o PàF leva! Já dizia o Zeca Mendonça. [Read more…]

Pacheco Pereira não votará no PSD/CDS

O argumento é o de que foi assim, porque tinha que ser assim. Mas na verdade, não tinha que ser assim, foi assim porque se foi negligente (no Citius), se perdeu o controlo (no Novo Banco) e se fizeram asneiras (no “ir para além da troika”) ou, como no caso dos Estaleiros, porque se quis que fosse assim. Os prejuízos enormes a montante a jusante de muitas das decisões negligentes, impreparadas, imponderadas deste governo, para servir interesses e amigos, por ideologia, ou pior ainda, não podem ser justificadas pelas situações de facto que foram criadas. Algumas foram travadas pelo Tribunal Constitucional ou por outros Tribunais, outras porque o protesto teve força, outras porque estavam tão mal feitas que não passaram do papel. Mas, para mal de Portugal e dos portugueses passaram coisas demais. Mas quem é que quer saber?

Não há-de ser por mim, como aliás por muitos social-democratas que ainda sabem o que designa essa classificação política, que o PaF vai ganhar. Contrariamente à pequena intriga de muitos gnomos dedicados ao dedo twitteiro e facebookiano da coligação, uns amadores, outros profissionais, todos a mostrar serviço, que se saiba ninguém mudou de partido, ninguém faz parte das listas de deputados do PS e ninguém espera cargos e lugares caso o PS ganhe as eleições. Mas são sensíveis à vergonha interior que muitos trabalhadores dos Estaleiros de Viana devem ter tido, ao ver Portas a usá-los.

Pacheco Pereira explica de forma simples os erros do governo. Exactamente aquilo que o PS tem falhado redondamente.

E mete o dedo na ferida aberta na comunicação social. [Read more…]

Só pode ser obra do Sócrates

pelos vistos há uma sondagem que coloca o PS à frente do PàF. Ainda bem que a RTP faz sondagens todos os dias.

Em defesa da extrema-direita neonazi que apregoa a pureza racial

uma salva de pelmas para Helena Matos.

Sondagens minoritárias

Sondagem

Em períodos pré-eleitorais, os PS’s e os PSD’s desta vida têm dois tipos de reacções face aos resultados das sondagens: se a sondagem for de encontro aos seus objectivos, é motivo de entusiasmo e optimismo. No caso da sondagem dar a vitória ao adversário, desvalorizam-se as sondagens porque as sondagens valem o que valem e no dia da votação é que se vai ver. É conforme lhes convém. [Read more…]

Tsipras, a vitória da coragem política e do falar verdade.

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Começo este meu texto deixando claro que ideologicamente estou diametralmente no lugar oposto ao que defendem do ponto de vista político Alexis Tsipras e o Syriza, o que não me impede de fazer uma análise política ao que se passou na Grécia durante o ano de 2015, nomeadamente àqueles que foram as atitudes e os comportamentos do primeiro-ministro grego.

Tsipras e o Syriza venceram as eleições Legislativas a 25 de Janeiro. O programa eleitoral sufragado defendia um plano de anti-austeridade que previa um aumento dos impostos para os contribuintes com maiores rendimentos, o adiamento ou anulação do pagamento da dívida e um aumento do salário mínimo e das pensões.

Na impossibilidade do cumprimento do programa eleitoral fruto do  fracasso das negociações conduzidas pelo ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, com a Troika no quadro da crise da dívida grega pública foi agendado um referendo para o dia 5 de julho de 2015  para ser votada a proposta da União Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional. O referendo foi clarificador dando os gregos uma vitória ao Governo de Tsipras. O «não» ganhou com 61,31 % dos votos contra 38,69 % para o «sim».

Apesar da vitória no referendo Varoufakis demitiu-se na mesma noite. Alexis Tsipras enfrentou uma crise política no seio do seu partido motivada pelo acordo efectuado com os credores internacionais que possibilitou o terceiro resgate financeiro ao país. E foi precisamente este acordo que levou a um aumento do descontentamento no seio do Syriza, que levou Tsipras a anunciar que depois de reembolsar o BCE iria apresentar no parlamento uma moção de confiança. A votação foi um rude golpe vindo do seu próprio partido. Quase um terço dos deputados do Syriza, votaram contra ou abstiveram-se na votação da moção de confiança, um número muito superior às três dezenas de deputados que tinham votado contra as reformas.

Na sequência destes acontecimentos o primeiro-ministro Alexis Tsipras tomou a decisão de se demitir tendo sido convocadas eleições antecipadas para o passado dia 20 de Setembro. Esta demissão foi um risco para Tsipras mas foi um acto de clarificação politica e de um absoluto desprendimento pelo poder.

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O inútil

O vizinho que ficou desempregado há dois anos faz umas horitas nas lojas da rua. Meia hora na sapataria, três quartos de hora no parque de estacionamento, duas horinhas na loja ortopédica. O suficiente para que os donos, que já não têm dinheiro para contratar empregados, possam dar um saltinho às finanças, ao banco, a tratar daquele assunto que tem de ser em horário de expediente. Ele faz tudo sem ligar nenhuma a nada. Não está para vender nem para dar explicações. É só mesmo dizer que o patrão vem já, que é melhor passar depois, e garantir que ninguém deita a mão a nada. Aceita cartas e encomendas, atende o telefone para dizer que o patrão vai estar da parte da tarde. Mais do que isso não é com ele.

Assim que fica livre, vai sentar-se na cadeira de rodas que está todo o dia em exposição à porta da loja ortopédica. A cadeira está protegida por um plástico que já começou a rasgar-se, mas o dono da loja sente-se em dívida e não diz nada. Sentado na cadeira, a olhar o mundo a passar, aí é que ele se sente bem. Se pudesse dedicar-se a isso na vida… [Read more…]

Crime organizado no bloco central?

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Arregimentação de votantes, falsificação de cadernos de recenseamento, intimidação física dos adversários, votações com cartões falsos, troca de votos por cargos, roubos de urnas e outras vigarices, truques e manipulações. As eleições internas nos dois grandes partidos que se têm alternado no poder não são para gente séria. Joga-se feio e só os mais duros resistem. Reina o caciquismo e a oligarquia. No final, não há democracia que resista, conclui Vítor Matos, autor de “Os Predadores”, que é apresentado esta quinta-feira em Lisboa. [via Expresso]

Não se esqueça de votar neles no dia 4. Já consigo ouvir o hino de vitória.

“Réquiem para uma governação”

Luís Vargas

A negação da política

«Isto não é uma eleição para este ou para aquele partido, é uma eleição para o futuro de Portugal» Pedro Passos Coelho, 24 de Setembro de 2015

Escândalo! (ou do inadmissível… ou ainda dessa ‘integração’ chamada Praxe)

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Este papelinho foi posto a circular no ‘campus’ da Universidade de Aveiro onde, como alguns saberão, tenho o enorme gosto de desenvolver as minhas atividades profissionais de docência e investigação.

Este papelinho ilustra muito bem o que são a praxe e os ‘valores’ dos praxistas, assim como a sua elevada noção de “justiça” e de “integração”.

Os autores do papelinho usam como título a palavra ‘Escândalo’. Eu considero que é um escândalo, sim, mas não pelas razões que o papelinho expõe. O escândalo reside, entre outras coisas, no facto de alguém por isto a circular dentro do ‘campus’ universitário, utilizando o símbolo institucional da Universidade de Aveiro (de forma absolutamente indevida). O escândalo reforçar-se-á se esta instituição não responsabilizar e punir disciplinarmente estes ‘justiceiros’ do ridículo, para dizer o mínimo*. O escândalo reside ainda na promoção da discriminação de alguém com base na sua orientação sexual e nas suas escolhas pessoais. O escândalo reside na ofensa que este papelinho representa para todos os membros da comunidade académica, eu incluída.

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Golpismos anti-democráticos e inconstitucionais

«[Se o PS] tiver maioria absoluta governará, mas se a não tiver, sendo no entanto o partido com um maior número de deputados, será chamado a formar governo, podendo ser governo se as outras esquerdas se não juntarem à direita para aprovarem uma moção de rejeição do seu programa de governo.»
[Uma análise n’O grande zoo]

Défice de 2.7% em 2015? É só fazer as contas.

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Telejornal de 8 de Julho de 2015 (adaptado daqui)

Ontem o governo inventou um novo número para o défice de 2015: “abaixo de 3%”. Como se comprova pela imagem supra, do telejornal de 8 de Julho de 2015, apresentado pelo José da RTP tutelada pelo Passos, esse número é 2.7%. Para a PAF, a realidade é uma coisa tão dinâmica como o conceito de irrevogável. Tenho a certeza que o José da RTP tutelada pelo Passos para já estará a fazer uma reportagem que actualize os números da direita (direita da imagem e direita da coligação).

Ora, o INE anunciou ontem, também, que o défice do primeiro semestre de 2015 ficou nos 4.7% do PIB. E sabemos que vai piorar devido ao aumento de encargos com a dívida resultante da “não nacionalização” (cof, cof) do NOVO BANCO. Temos visto que o governo não acerta quanto a números, por isso vamos dar uma ajuda. [Read more…]

Mentir é parte da estratégia. Só a engole quem quer.

Défice

O BCE, essa organização tomada de assalto por temíveis milícias de extrema-esquerda, publicou na passada semana um estudo sobre o impacto orçamental do apoio ao sector financeiro durante a crise, que arrasa a actuação dos governos portugueses no período 2008 – 2014. O estudo refere que os portugueses gastaram 19,5 mil milhões de euros (11,3% do PIB) para ajudar a salvar os bancos das aventuras dos seus dirigentes, que continuam a usufruir de imunidade absoluta e patrimónios generosos e intocáveis. Eu sei que não teve nada a ver com estes esquemas caro leitor, mas a verdade é que já teve que desembolsar nada mais nada menos que 1950€ para limpar os danos causados pela trafulhice bancária. E se pensa que ficou por aqui desengane-se. [Read more…]