Sandra Capela*
Entrevista ao Dr. Fernando Nobre por Rui Unas:
“O mundo está a ser flagelado, mas não é pelo vírus”.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Entrevista ao Dr. Fernando Nobre por Rui Unas:
“O mundo está a ser flagelado, mas não é pelo vírus”.
Depois de estudar minuciosamente o conteúdo do acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, venho esclarecer o mais popularmente possível, para entendimento por todos os cidadãos portugueses sejam eles mais letrados ou menos, sempre fazendo uso do meu dever para com a comunidade, o seguinte:
Como é do conhecimento de alguns, foi proferido ACÓRDÃO N.º 1783/20.7T8PDL.L1-3 pelo Tribunal da Relação de Lisboa datado de 11 de Novembro de 2020.
Tal acórdão corresponde a uma decisão de mérito judicial de um Tribunal Superior e não permite recurso para o STJ, pelo que se consolidou na jurisprudência portuguesa.
A título de curiosidade popular, venho indicar que, este acórdão decisão teve origem num “habeus corpus” intentado por cidadãos a que foi decretado o isolamento no Arquipélago dos Açores, em que o Juiz de Instrução Criminal local ordenou, novamente, a libertação por prisão ilegal. Tendo a Direcção Geral de Saúde recorrido para o tribunal superior competente territorialmente, o Tribunal da Relação de Lisboa. O recurso da própria DGS foi apreciado neste acórdão e pela bondade das Sras. Drs. Juízas Desembargadores, incidiu aquele em várias questões que foram suscitadas pelas partes.
Assim sendo, permitiu a aplicação a todo o território nacional e ilhas do seguinte:
“La palabra colaboracionismo deriva del francés collaborationniste, término atribuido a todo aquello que tiende a auxiliar o cooperar con el enemigo. Entendida como forma de traición, se refiere a la cooperación del gobierno y de los ciudadanos de un país con las fuerzas de ocupación enemiga. La actitud opuesta al colaboracionismo –la lucha contra el invasor– es representada históricamente por los movimiento de resistencia.
Los “colaboracionistas'” suelen serlo por diferentes motivos: por afinidad ideológica, por simpatía por el enemigo, o por coincidencia en los objetivos, aunque también pueden serlo por coacción o incluso por miedo. En otros casos, los colaboracionistas esperan obtener ganancias, enriquecimiento o favores del enemigo.”
CDC – Centers for Disease Control and Prevention
«Although mechanistic studies support the potential effect of hand hygiene or face masks, evidence from 14 randomized controlled trials of these measures did not support a substantial effect on transmission of laboratory-confirmed influenza».
Link: https://wwwnc.cdc.gov/eid/article/26/5/19-0994_article
The Centre for Evidence-Based Medicine (CEBM, UNIVERSITY OF OXFORD)
«The increasing polarised and politicised views on whether to wear masks in public during the current COVID-19 crisis hides a bitter truth on the state of contemporary research and the value we pose on clinical evidence to guide our decisions».
Link: https://www.cebm.net/covid-19/masking-lack-of-evidence-with-politics/
BMJ (British Medical Journal)
«This study is the first RCT of cloth masks, and the results caution against the use of cloth masks. This is an important finding to inform occupational health and safety. Moisture retention, reuse of cloth masks and poor filtration may result in increased risk of infection. Further research is needed to inform the widespread use of cloth masks globally. However, as a precautionary measure, cloth masks should not be recommended for HCWs, particularly in high-risk situations, and guidelines need to be updated».
Link: https://bmjopen.bmj.com/content/5/4/e006577
O Bloco de Esquerda já sabia, antes de sequer iniciar qualquer negociação, que o Governo iria fazer os malabarismos do costume para sair a ganhar das negociações para o Orçamento de Estado para 2021 a todo o custo. Fê-lo nos outros orçamentos e este não seria excepção. Tem por hábito o PS baralhar e dar a bel-prazer. Mas o BE não cedeu a chantagens ou a ameaças de crise política, quando a bola esteve sempre do lado do Governo.
Não nego que votar contra o OE’21 é incoerente com o caminho que vinha sendo traçado até aqui desde 2015, com altos e baixos, mas com uma solução de esquerda para Portugal. Mas ficou claro, durante estes últimos cinco anos, que só um partido ganhou com a “geringonça” e esse foi o Partido Socialista.
Depois de reveladas as posições do PCP e do PAN, e tendo quase por certo que bastarão os 108 deputados da bancada socialista e o voto a favor de uma das deputadas não-inscritas (ou do PEV) para o orçamento passar, o Governo ficou com a certeza que não precisava do BE para nada. Posição que, aliás, sempre pareceu demonstrar. A altivez com que António Costa e outros membros do PS se referem e dirigem ao BE não mostra abertura à negociação, antes uma postura autoritária baseada no “eu quero, posso e mando”. Mas, em democracia, não é assim que funciona; e o PS devia sabê-lo melhor do que ninguém. [Read more…]
O texto seguinte foi publicado pelo utilizador /u/aleph_heideger do Reddit, reproduzo sem qualquer alteração. Sendo o Reddit uma rede social uma certa dose de pensamento crítico é necessária. Podem consultar o post original e os respectivos comentários aqui.
Meus amigos. Caso tenham paciência para algo diferente do texto diário sobre reconversão para TI ou o anúncio da próxima bolha imobiliária.
Tenho lido e ouvido, aqui e ali, uma série de críticas ao SNS e à DGS sobre a forma como está a ser gerida esta crise sanitária. Da DGS não vou falar porque não apenas têm a sua própria agenda mas também porque as decisões que são obrigados a tomar, parecendo certas ou erradas, são apenas isso: opções. E porque eu não conheço a realidade deles (mas sei que não se vivem dias felizes por aqueles lados).
Vou sim falar na resposta do SNS. Como tem sido a vida dos profissionais no terreno, algo que se calhar muito boa gente desconhece.

[Francisco Burnay]
Sou agricultor, e como tal, tenho algumas preocupações com as consequências de grandes tratados de comércio, como é o caso do acordo da UE-Mercosul.
O desenvolvimento das relações económicas entre países é algo desejável em princípio porque pode ajudar ao desenvolvimento, colmatar dependências e resolver ineficiências para benefício mútuo, criando e redistribuindo riqueza.
Por outro lado, a existência de diferenças profundas entre economias pode levar à disrupção de algumas cadeias de valor, e ao declínio de padrões produtivos que foram construídos a muito custo.
No caso da agricultura, os benefícios podem ser a criação de emprego, e a sustentabilidade das empresas agrícolas, por via da abertura do mercado e aumento das exportações e consequente aposta nas comunidades que estão empregadas na área.
Por outro lado, os riscos da competição entre bens produzidos em circunstâncias desiguais são, essencialmente, a concorrência desleal, o aumento da precariedade laboral e a manutenção de más práticas ambientais.
Na Europa, a tendência das últimas décadas tem sido a aposta na qualidade, na segurança alimentar, na qualificação profissional, na inovação tecnológica e na protecção do meio ambiente.
Ou seja, atingir níveis de elevada produtividade subindo de forma progressiva e sustentada os padrões nas várias etapas da cadeia de valor. [Read more…]
Começou ontem a disciplina de Cidadania, com a sua aula semanal de 50 minutos.
Procedemos à eleição do delegado de turma, ou seja, o representante dos alunos. Seguindo o princípio do voto secreto, ganhou o aluno que teve mais votos. A maioria, princípio basilar do sistema democrático.
No final, fizemos uma acta com o resultado e as incidências da votação.
Confirma-se. A disciplina de Cidadania é nociva para a juventude e subverte o papel dos agentes. Então não deviam ser os pais a explicar o que é uma acta e para que serve?
Atenção, muita atenção, o amish de Famalicão is watching you.
Cidadania. O drama, o horror…
*Abílio Montalvão Nunes, Antropólogo
O Instituto Nacional de Estatística informou recentemente que em Portugal, nos últimos seis meses, morreram mais 5882 pessoas do que no mesmo período do ano passado. Destes óbitos, apenas 1852 foram atribuídos à Covid-19. Há um excesso, portanto, de 4030 óbitos em apenas seis meses, que se explica, evidentemente, pelo brutal bloqueio do acesso ao Serviço Nacional de Saúde, o qual cancelou milhares de actos médicos desde o advento da nova Pandemia decretada pela OMS e prontamente adoptada pela canalha burocrática e administrativa dos seus protectorados.
Governantes e quase todos os seus opositores limpam todos os dias os pés à Constituição da República portuguesa, suprimindo Direitos, Liberdades e Garantias de modo totalmente ilegal, estando em vigor, de facto, um Estado de Sítio não declarado nem legitimado nos termos e imposições constitucionais exigíveis a um Estado de Direito.
Há um amish em Famalicão que, enquanto encarregado de educação, tomou uma decisão radical: não deixar os seus educandos frequentar uma disciplina OBRIGATÓRIA do ensino básico.
Acho muito bem. Tão bem que decidi seguir-lhe o exemplo. Há uns dias, apanhei uma multa por circular a 130 km/hora na auto-estrada. Não vou pagar a multa. Porque acho que 130 km/hora numa auto-estrada é perfeitamente razoável. E tal como no caso do amish de Famalicão, sou eu que faço a lei e cumpro-a se quiser.
Inicialmente, não percebi o que o incomodava na disciplina de Educação para a Cidadania: É a igualdade de género? É a interculturalidade? É a sexualidade? É a participação democrática? É o bem-estar animal e o ambiente?
Acabei por perceber quando li sobre o assunto. Afinal, este católico radical, membro da Associação Portugueses das Famílias Numerosas, já em 2009 andava a lutar contra a educação sexual nas escolas; pouco depois, andou a recolher asinaturas contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo; tem como advogado João Pacheco de Amorim, do Partido Pró-Vida (hoje integrado no Chega), cabeça de lista do Chega nas Legislativas e irmão de Diogo Pacheco de Amorim, ideólogo desse mesmo Chega; esteve recentemente a manifestar-se na Assembleia da República contra um eventual referendo à morte medicamente assistida; faz parte da Plataforma Resistência Nacional (o nome diz tudo). [Read more…]
Um deputado com assento parlamentar, voltou a sugerir a deportação de Joacine Katar Moreira, pura e simplesmente por esta ser negra, pela 2ª vez na sua (ainda) curta carreira parlamentar.
Duas dezenas de racistas declarados fizeram uma vigília à porta da sede da SOS Racismo, mascarados “à lá” Ku Klux Klan, com o objectivo de intimidar, amedrontar e ameaçar quem luta, todos os dias, contra crimes de ódio racial.
Um homem, preto, de seu nome Bruno Candé foi assassinado no seu próprio bairro por causa da sua cor da pele, há duas semanas.
E nisto, parece mais fácil sacar a temperatura da água do mar em Armação de Pêra ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do que ouvi-lo condenar e intervir sobre estes acontecimentos atrozes que se vão sucedendo.
Relembro o Código Penal:
“Artigo 240.º
Discriminação racial, religiosa ou sexual [Read more…]
É unânime entre todos aqueles que se mantêm atentos e que, sobretudo, têm bom senso, de que o ambiente está a mudar. É um facto mil e uma vezes já explorado e com dados científicos que o comprovam.
Não vale, portanto, o esforço tentar desvalorizar a questão ou assobiar para o lado e fingir que nada se passa. Passa-se, é grave, e é preciso reflectir sobre o assunto mas, acima de tudo, agir sobre ele para mudar o rumo dos acontecimentos.
Ora, esta urgência climática anunciada trouxe com ela dois tipos de pessoas e, por conseguinte, duas linhas de pensamento: as que acham que isto é tudo muito, muito grave e, cegamente, defendem a causa; e as que, de forma acérrima, declaram que tudo isto é uma teoria da conspiração e que afinal não está tudo assim tão mau. Parece não haver meio termo.
Com isto, e como não poderia, nunca, deixar de ser, a política aproveitou-se do assunto, aqui e no resto do mundo. Mas, como é sabido, Portugal é uma sociedade à parte, quase alheada do que se vai desenvolvendo no resto que há à sua volta. Todos os partidos, sem excepção, e em tempo de campanha eleitoral legislativa, pegaram no tema para dele fazerem bandeira de campanha e tentar sacar mais uns quantos votos.
E o povo, vai na conversa? [Read more…]
O pior da esquerda é a constante falta de unidade. A dar tiros nos pés somos os maiores.
Num momento em que a esquerda precisa de estar unida, debater e chegar a consensos sobre a melhor forma de reagir (não gosto da palavra, mas é a correcta neste caso) ao avanço de uns certos iluminados sem luz, eis que prefere medir a pilinha do “eu sou mais anti-fascista do que tu” com os outros camaradas do mesmo espectro político.
As sondagens que vão saindo valem o que valem (ainda para mais quando as próximas Legislativas são apenas em 2023). No entanto, são sempre sintomáticas de alguma coisa, não fossem elas… amostras representativas. E essas dizem-nos que os desventurados vão galgando terreno. Um deputado fascista na Assembleia da República é um empecilho que temos tentado combater e desconstruir; agora imaginem fazer esse trabalho com quinze ratazanas lá metidas por outros milhares de ratazanas que os elegerão. Tudo isto se torna mais urgente quando ouvimos o líder da oposição dizer que não põe de parte uma coligação com os mini-hitleres cá da rua. Não acordes, esquerda…
Unam-se. Não se arruma com um fascista atirando o tiro para o ar. Separados e de costas voltadas não se combate o presente e muito menos se constrói o futuro.
“Tudo depende da bala e da pontaria/Tudo depende da raiva e da alegria”.
Meu querido aluno,
Sei bem o que representa o ensino básico, objectivos gerais e não sei quê, mas queria dizer-te isto porque acho que há limites…
País e professores passam o ano inteiro a dizer-te, a ti que frequentas o ensino básico, que deves estudar muito se queres passar. Se não estudares, reprovas.
Olha que não é verdade. Em termos de avaliação, todo o ano lectivo é a maior mise-en-scéne que algum dia conhecerás.
Fica a saber que, estudes muito, pouco ou nada, o resultado será o mesmo. Mais uns níveis 4 ou 5, talvez, mas se te contentares com um 3, basta fazeres figura de corpo presente. Ou nem isso…
Não é o que te dizem, claro. “Estuda, vais ter negativa. Vais reprovar”.
Tretas. Os teus pais sabem que não é verdade. A menos que sejam burros.
Sabes, querido aluno, em algumas escolas os professores têm de fazer uma justificaçāo oficial quando dão menos de 96% de positivas. Numa turma de 20 alunos… é fazer as contas. [Read more…]

Um dos trabalhos mais importantes dos jornalistas é verificar a veracidade do que escrevem. Todo este artigo, do texto à imagem escolhida (convenientemente de protestantes que fazem parte do movimento Black Lives Matter) leva quem o leia a pensar que estes protestantes se estão a tornar violentos e a atacar a polícia.
Ora, eu estou cá – eu leio as notícias e vejo vídeos e conheço pessoas que por acaso até têm feito parte de algumas das manifestações.
A primeira coisa a apontar é que estas pessoas que estão, hoje, realmente a ser violentas, são de extrema direita – tendo efectivamente utilizado SAUDAÇÕES NAZIS durante as suas demonstrações. Não vejo isso a ser partilhado. Aliás, no artigo, a única coisa que dizem sobre estas pessoas é: “Alguns membros do grupo de extrema-direita Britain First foram hoje à Praça do Parlamento, segundo relatos dos meios de comunicação social, acompanhando o líder Paul Golding para proteger os monumentos.
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Hoje, volto ao embuste de continuar a haver gente que acha que português e brasileiro são a mesma língua. Este achismo tem uma explicação simples: os achistas deste achismo acham que sim, porque sim. A apoiar o seu achismo, os achistas apresentam um argumento que tem, contudo, algo de verdade: como há ainda muitas parecenças entre o português e o brasileiro, os achistas ficam-se por aqui e acham que sim, que as parecenças são suficientes para acharem que têm razão. Quanto ao facto de uma e outra língua não servir para comunicação – natural e pronta, como devem ser as línguas – fora do seu espaço original, os achistas fazem de conta que não é verdade. Mas é! E quanto mais a língua, uma e outra, serve para comunicação especializada, mais verdade é. Como vamos ver, os achistas continuam a achar que não é, e acham que resolvem o problema com “glossários”.
E hoje, o embuste vem até profusamente ilustrado por uma achista com doutoramento e tudo, Margarita Correia. Conta ela, hoje, 9 de Junho de 2020, no Diário de Notícias (“E por falar em racismo…”), o seu encontro com uma brasileira, a Juliana, e as vicissitudes desta com a língua que, como ainda tem parecenças com a sua, ela achou até que era a mesma. E mais. Achou até que podia usar livremente, e com proveito, a sua língua (numa espécie de salvo-conduto), em Portugal. E foi a realidade, que é teimosa, que se encarregou de lhe demonstrar quão errado, e perigoso, é insistir neste achismo: [Read more…]
Mário Centeno sai do Governo.

Este grupo de oferta e procura de emprego é um bom retrato do nosso tecido laboral. Mas quem é esta “senhora” que deve saber “andar de transportes”?
De facto, a empresa que geria o condomínio do prédio onde anteriormente morava, dependia de veículos próprios para “entregar” as suas senhoras por Lisboa fora, cada uma com o seu balde e o seu garrafão com 5l de água.
Tudo mulheres cabo-verdianas, na sua maioria analfabetas e incapazes de falar mais que crioulo. Obviamente incapazes de se localizarem e navegarem na rede pública de transportes. Existe ainda um mundo invisível de exploração, com um cunho racial fortíssimo, a precisar de ser desmontado.
Mas serão precisos cataclismos para trazer estas mulheres para a luz.
Até lá, 6€ por hora para ir sobrevivendo.
* título nosso
Versão portuguesa de artigo publicado no POLITICO de 30 de Abril de 2020 e actualizado hoje, 25 de Maio de 2020.
A tradução é de Nuno Bon de Sousa.
***
Linguistas definham enquanto Bruxelas adopta o distanciamento social e reuniões virtuais.
Por Maïa de la Baume 30/4/2020
(actualizada em 25/5/2020)
O coronavirus turvou a clareza e aumentou o ruído na bolha de Bruxelas.
A pandemia reduziu de forma drástica o volume de interpretação oferecido pelas instituições europeias, o que levou ao cancelamento de contratos de intérpretes freelance e deixou os representantes europeus com dificuldades de expressão.
Há duas semanas, Sandra Pereira, uma eurodeputada portuguesa da extrema esquerda, comunicou numa reunião da Comissão da Indústria do Parlamento Europeu que “lamentava” não poder falar na sua língua materna “num momento em que os tradutores e intérpretes estão a ser afastados.”
Numa reunião da Comissão de Assuntos Externos do Parlamento Europeu, o Presidente, David McAllister, pediu aos eurodeputados que falassem “na sua língua materna se for uma daquelas para as quais há interpretação.” Posteriormente pediu a um eurodeputado “que falasse inglês, porque os intérpretes já cá não estão.”
Apesar do distanciamento social e da proibição de viagens, o Parlamento afirma conseguir agora fornecer interpretação em todas as 24 línguas da UE para as sessões plenárias. Inicialmente não houve interpretação de gaélico e maltês, porque os intérpretes freelance dessas línguas não se podiam deslocar a Bruxelas.
“Os intérpretes garantem o multilinguismo da UE e são essenciais para a manutenção dos trabalhos e funcionamento das instituições” – Terry Reintke, eurodeputada alemã. [Read more…]
Despedir 400 pessoas (maioritariamente pretos e mulheres) de uma só vez, em videochamada sem direito a perguntas, com recurso a uma gravação robotizada e a um botão que desligue de imediato o trabalhador.
Digam lá que não é o sonho molhado de qualquer liberal português…

Os que me conhecem melhor, sabem que não sou um adepto das redes sociais, mas hoje sinto que preciso escrever, sinto que quero partilhar com todos os que lerem estas linhas a minha sincera e sofrida homenagem ao Nuno Alpiarça.
Ao meu Amigo Nuno,
Conhecemo-nos no já longínquo ano de 1993, numa altura em que eu já treinava e competia mas em que não tinha um atleta-guia que pudesse verdadeiramente acompanhar-me nos treinos mais exigentes e nas competições.
Sem nunca teres lidado de perto com uma pessoa com deficiência visual, foste, desde sempre, empático, disponível, atento e solidário. Nunca deixaste que o facto de eu não ver fosse sinónimo de uma outra qualquer incapacidade, valorizaste sempre e sentiste orgulho pelos meus feitos, estiveste ao meu lado quando necessitava de um apoio ou de uma solução alternativa para realizar uma dada tarefa ou para ultrapassar determinado obstáculo.
Nunca te atrapalhou a minha deficiência visual, aceitaste-a com naturalidade, sem preconceitos e de mente e coração abertos. Recordas-te das pessoas que ficavam a olhar para nós porque caminhávamos lado a lado na rua e tu, muitas vezes, com a mão no meu braço, sem que as pessoas percebessem que eu era cego? Riamos e seguíamos em frente!
Recordas-te daquelas noites, em Paris, num bairro sem trânsito, em que tu e eu andámos de bicicleta, não numa bicicleta tandem, mas tu numa bicicleta e eu em outra! Falavas, tocavas a campainha e eu, pelo som, lá ia seguindo a trás de ti! [Read more…]
Ensinar e aprender em tempo de crise
Tomada de Posição do Conselho Pedagógico da Escola Secundária de Camões
23 de abril de 2020
SOBRE A REALIZAÇÃO DE EXAMES NACIONAIS NO ANO LETIVO 2019/2020
Considerando que:
O Conselho Pedagógico da Escola Secundária de Camões decide:

Um dia vamos descobrir que estes foram alguns dos melhores dias da nossa vida.
O período em que descobrimos o valor de tanto que tomávamos como garantido.
Para alguns, os dias foram melhores porque os puderam passar com as pessoas que mais amam, com todo o tempo do mundo para os amar.
Outros descobriram agora que afinal não era esta a vida que queriam. Não são estas as pessoas com quem querem viver.
Quem está sozinho sofre mais, mas quem sabe se não está mais acompanhado do nunca.
Solidários e abertos ao mundo, descobrem novas amizades à janela da casa ou nas portas que se abrem na internet.
Vamos à janela e vemos o mundo mais quieto do que nunca. Não há pressa sem sentido. As pessoas vivem o que têm de viver e não sentem a angústia de demonstrar que são úteis numa sociedade que nos força a ser o que não somos.
Uma longa aprendizagem. Como se todos sofrêssemos de uma doença grave e esperamos pela cura para que voltemos a viver, mas desta vez com os olhos abertos para o que realmente interessa.

Todos os anos, neste dia, volto aqui. E irei sempre voltar. Esta celebração deveria ser também uma celebração da independência das ex-colónias. Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Samora Machel desejavam não só a libertação dos seus povos mas também a libertação do povo português de um regime autoritário. O que nunca vimos, até hoje, foi o contrário: a grande massa do povo português, ou até alguns dos seus líderes da revolução, desejarem a independência das colónias. Vimos, sim, o desejo do fim da Guerra de África, que é uma coisa completamente diferente. As repercussões arrastam-se até aos dias de hoje. Liberdade sim, mas ainda estamos longe da plenitude dos seus valores básicos, de uma vida em democracia, para todos os que cá vivem. E poderemos começar por um pedido de desculpas diplomático às ex-colónias. Até lá, esta não será uma celebração para todos. Será apenas para os brancos. Quer se acredite ou não se acredite.
O 25 de abril nasceu em África e esta é uma verdade que custará sempre a admitir a uma grande parte da sociedade deste país.
Celebrem a liberdade, mas não desistam da igualdade. Ainda há um longo caminho pela frente.

Trump não era apenas um ignorante, um arrogante e um irresponsável à frente da maior potência mundial. Passou a ser um caso extremo de saúde pública…e de insanidade mental.
A Sala Oval tem um homem das cavernas a gerir uma crise, que já matou mais de 51 mil americanos. O Aprendiz parece um Nero dos tempos modernos. Não sabe tocar harpa, mas o monstro come pipocas, enquanto espera que o fogo apague com lixívia. Só o Brasil roça o absurdo com o seu covid-evangelista.
A pandemia virou manicómio.
Stop the madness!

Hoje, por curiosidade, estive a ver as duas “aulas” para o 1ºCiclo na RTP Memória. Fui apanhando também, sem surpresa, a chuva de críticas às professoras que lá apareceram.
Concordo que, para actrizes, são bem canastronas, mas eu não faria melhor figura. Não sei que imagem têm vocês, os das críticas, da figurinha que fazem frente a câmaras.
O Matias viu comigo a professora Isa e gostou muito da história da Mosca Fosca; até já conhecia a história, e respondeu com ânimo às perguntas que ela ia fazendo. As crianças, em geral, identificam-se com a figura dos professores. Têm-lhes respeito e manifestam empatia, a empatia que vocês, os das críticas gratuitas a quem trabalha, não têm.
Li muitos comentários parvos por aqui, tenham juízo! A professora Isa não é contadora de histórias, também não é animadora de festas de anos, não critiquem a forma autêntica como se vestiu e como leu a história. Ela é isso mesmo, uma professora, não é a Xana Tok Tok! Mudem para o Canal Panda se querem mais ânimo amigos.
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Tenho andado um bocadinho apreensivo com a utilização que vai sendo feita das videoconferências com alunos.
Estamos a atravessar um momento que representa uma grande oportunidade para colocar em prática aquilo que uns chamam Aprendizagem ou Pedagogia Diferenciada e outros chamam outras coisas, mas que significam a mesma preocupação:
a cada miúdo uma atenção especial. Particular. Única como ele.
Porque a aprendizagem remota pode aproximar-nos, muito humanamente, uns aos outros.
Há professores a dividir as suas turmas em grupos, multiplicando as videoconferências e a sua carga de trabalho, para poder dedicar mais tempo a cada aluno.
Aplaudo sonoramente essa dedicação e profissionalismo.
A ideia de replicar um modelo magistral, unidireccional, de ensino por videoconferência, ou seja, circunstâncias em que um fala e os outros escutam é, per se, uma prática pedagogicamente muito limitada e mortalmente aborrecida. Não deve ser repetida agora em vídeo.
A utilidade de uma aula não se mede por tudo quanto um professor faz, mas por tudo quanto os seus alunos produzem. [Read more…]
Regra #1 de como sobreviver a tudo isto.
#foracomacmtv

Quem é Mark Rutte, o Primeiro-ministro holandês, que é contra os “eurobonds” (emissão de dívida conjunta dos países da União Europeia) e líder de um governo cujo Ministro das Finanças pediu “que a Espanha fosse investigada por demonstrar não estar preparada para uma crise como a do Covid 19“, irritando e levando a Itália a abandonar o Conselho Europeu?
É líder de um governo conservador de centro direita. Quis ser pianista, mas enveredou pela carreira política. A Holanda tem uma população de cerca de 17 milhões de pessoas e já 334 mortos por Covid-19. Terá também, à semelhança de outros países, acordado tarde para o problema: recentemente, numa Conferência de imprensa, na presença do Diretor de doenças infeto-contagiosas do Instituto de Saúde Pública, pediu aos holandeses para não se cumprimentarem. No final da sessão, não cumpriu o que tinha dito e cumprimentou com aperto de mão efusivo o responsável pela autoridade de saúde do seu país, a rir-se perante as câmaras.
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Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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