O médico e o monstro

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O turista prefere fotografar o mundo a vê-lo. Já o gestor-economista-empreendedor-consultor, mundo, nem vê-lo, apenas medi-lo.

O gestor-economista-empreendedor-consultor é omnisciente, detentor do saber universal, explicador-geral de todas as realidades, incluindo a da missa ao padre. Se não acreditam, perguntem-lhe. As relações humanas poderão existir, se puderem ser contabilizadas, medidas, reduzidas a lucro. Serão dispensáveis, se implicarem despesa ou tempo, outra despesa.

Não espanta que o gestor-economista-empreendedor-consultor pense assim, porque foi esse não-pensamento que lhe ensinaram. Não-pensamento, porque não há verdadeiro pensamento sem sentimentos, sem humanidade. Na realidade, o gestor-economista-empreendedor-consultor é um andróide que vive convencido de que é uma pessoa, porque acredita que todas as pessoas se devem comportar como andróides. [Read more…]

Zangam-se as comadres

Algo está a mudar, ou escapa-me alguma coisa?!

http://www.novojornal.co.ao/artigo/63167/marcolino-moco-ha-mortos-nos-hospitais-os-cadaveres-nao-cabem-nas-morgues-e-ela-isabel-dos-santos-abre-grandes-centros-comerciais

Tchau Querido

EC

O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Eduardo Cunha, foi suspenso pelo Supremo brasileiro e está agora afastado do exercício das suas funções para ser julgado, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito do processo Lava Jato. Trata-se de um dos mais dedicados activistas pela destituição de Dilma Roussef, que até ao momento, tanto quanto sei, não é acusada de nada no que ao processo Lava Jato diz respeito, ocupa uma posição de topo na hierarquia política brasileira – passará a ser o 2º na linha de sucessão, depois de Michel Temer, caso Dilma seja afastada – mistura política com folclore religioso e quase não se lê uma linha sobre o sujeito. Esta imprensa de esquerda…

A falta de vergonha

Miguel Torga citado na inauguração do Túnel do Marão. A falta de vergonha institucionalizada.Nada que  surpreenda.

Deputado do CDS-PP arrasa estratégia do PSD

FMdS

O PSD ainda não tem estratégia para o actual ciclo político? Olha, se calhar tem. O problema é que não parece ir pela via da democracia, mas pela via da secretaria.

Estou a falar da diminuição da representatividade parlamentar da sociedade portuguesa através da redução do número de deputados, que inevitavelmente afetaria mais, de forma desproporcionada, todos os partidos que não sejam o PSD e o PS”.

Seja como for, o PSD precisa do PS, que está acorrentado ao PCP e ao Bloco. Valha-nos isso.

Explique lá qual o magno problema da democracia portuguesa e do sistema político que exige a redução de deputados. Estou em pulgas para saber. Isto vem do mesmo espírito que levou à antecipação do congresso da JSD para que o presidente se pudesse recandidatar. Guardem essas brincadeiras para vocês.

A democracia não se aperfeiçoa punindo a democracia. Mas vá, mais uma oportunidade: qual o benefício da redução de deputados?

Como é que a redução de deputados aproxima os eleitos dos eleitores?

Na deliciosa discussão com um dirigente da JSD que se seguiu, as duas últimas perguntas não obtiveram resposta. A narrativa populista do interlocutor de Francisco Mendes da Silva sobrepôs-se ao essencial. Mas foi uma tareia bonita de se ver.

Pinóquio Coelho

Há alturas em que se quer deixar o passado para trás, mas há passados que insistem em querer ser presente. Aos poucos, vão putrificando, empestando o meio com um rasto bafiento capaz de competir com o aroma de peixe estragado.

No que me toca, preferia deixar de verter caracteres sobre Passos Coelho. Chegou-me escrever, durante mais de quatro anos, sobre as falsidades e insultos com que matraqueou os portugueses. Porém, a mentira, instrumental na sua carreira política, torna-o no passado que teima em nos perseguir, tal como neste caso das inaugurações que diz não ter feito. Os descarados são assim, nem se preocupam com a possibilidade de serem desmascarados.

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Como bater no fundo: a mentira de Passos e a revolta dos abanadores de bandeiras

PPC

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

Exposta mais uma mentira de Pedro Passos Coelho, vários foram os seus apoiantes que vieram a terreiro tentar contrariar os factos, com aquela indignação tão ternurenta de quem não perdoou uma aldrabice ao seu antecessor mas que está sempre preparado para negar, com unhas e dentes, todo e qualquer embuste do comandante. Um abanador de bandeiras será sempre um abanador de bandeiras.

Para aqueles que acham – ou foram enganados pelos abanadores – que o virtuoso Passos Coelho não mentiu, sugiro uma vista de olhos à fotogaleria do DN ou uma visita ao insuspeito Observador[Read more…]

Contratos de associação: informação

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Entrevista de ontem da Secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, à TVI. Absolutamente esclarecedora, a colocar os assuntos sem margem para nenhuma dúvida. Esta é provavelmente a melhor Secretária de Estado da Educação das últimas dezenas de anos. Muito bem!

 

“Eu é que escolho”. E quem é que paga?

No princípio do verão de 1987, o meu pai chegou a casa com uma indicação de agenda, para uma tarde na Associação da Moita do Boi. Constava que deixaria de haver transporte para a escola da Guia,  transformada em C+S depois do 25 de Abril, antigo externato privado. Além disso, estava a nascer no Louriçal “um colégio novo” – que oferecia transporte, claro – e um dos sócios dispusera-se a explicar, detalhadamente, a cada família, o projecto no seu todo. Lá fomos. Nunca me esquecerei da imagem de António Calvete, à época rapaz de sub-30, camisa e calça de ganga, sapatilhas, óculos redondos e olhar certeiro. Estava sentado sozinho, numa mesa ao cimo daquele salão de baile. Falava pausadamente, discurso estudado e fluente, abusava da bengala de linguagem “no fundo”, e no fundo eu sabia que de pouco adiantava dizer ao meu pai que não queria estudar no Louriçal, que ninguém queria passar os dias na vila, que vivia há anos na sombra do foral manuelino e do convento, mais o mercado ao domingo. Estava escrito nas estrelas, e lá fui, meses depois, para o primeiro 9º ano da vida do Instituto D. João V: 300 pessoas ao todo, entre alunos, funcionários e professores. 50 professores. A nata da nata que havia em Pombal e Figueira da Foz.
Naqueles primeiros tempos da escola fomos todos muito felizes. [Read more…]

Regresso em grande…

Aí está o muito aguardado álbum da banda de Thom Yorke… Para aqueles que como eu sabe a pouco ouvir uma música dos Radiohead, podem clicar aqui

Pedro Passos Coelho volta a mentir ao país

O presidente do PSD Pedro Passos Coelho no XXIV Congresso da JSD, 1 maio 2016, em Batalha. PAULO CUNHA/LUSA

Ou este sujeito não aprende, ou toma-nos a todos por abanadores de bandeiras com meio neurónio. Não haverá um assessor com dois dedos de testa que lhe explique que a acção e as declarações de um ex-primeiro-ministro são exaustivamente registadas?

Em declarações à imprensa sobre a inauguração do Túnel do Marão, Pedro Passos Coelho afirmou, ipsis verbis, o seguinte:

Mesmo que eu fosse primeiro-ministro, coisa que hoje não sou, e a obra fosse inaugurada amanhã, eu não estaria lá. Porque nunca estive em nenhuma obra de inauguração enquanto fui primeiro-ministro, nem de estradas, nem de autoestradas, nem de pontes, nem de coisa nenhuma.

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Escola Pública e Escola Privada? Sim. Claro! PPP na Educação? Não

O título diz tudo e mostra, de forma clara, que não há qualquer PRÉ-conceito nesta discussão. E, o único estudo realizado sobre esta questão prova que o problema é a vontade de alguns ganharem dinheiro à custa de todos nós. Vejamos esta citação no único estudo realizado sobre o assunto:

– Sobre o Colégio de Lamas (Santa Maria da Feira): “a interferência deste estabelecimento (na rede pública) é mais evidente.” (página 65).

Ou seja, o Colégio de Lamas está a retirar alunos que têm lugar nas Escolas Públicas. Ninguém está a impedir alguém de escolher a Escola dos seus filhos. Escolhe, paga.

Se em Gondomar, a Escola Secundária tiver lugar para os alunos do secundário, porque é que temos de pagar o seu acesso ao Paulo VI?

E, em Gaia, se escolas como a António Sérgio ou a Inês de Castro têm condições para receber mais alunos, porque é que estes são financiados para andar no Colégio de Gaia?

Dirão que a oferta formativa desses colégios é diversa da disponível nas Escolas Públicas e que isso justificará a opção dos alunos. Estou de acordo com esse argumento. Mas, pergunto: a Escola Secundária dos Carvalhos tem as mesmas possibilidades para escolher os seus cursos como faz o Colégio dos Carvalhos? Não. Não tem. Pelo menos, não tem tido: os Colégios sabem primeiro os cursos que vão ter e podem, por isso “preencher” as necessidades formativas da população.

E, como já uma vez aqui escrevi: comparem, por favor, o número de alunos com Necessidades Educativas Especiais, das Escolas Públicas e de alguns “falsos Privados”.

Mas, reitero uma outra ideia: o ME está apenas a verificar se a Lei está a ser cumprida. Todas as turmas que começaram um ciclo vão poder continuar até ao fim desse ciclo. Não há autorização para abrir novas turmas. Isto é cumprir a lei e todos o sabem.

Além disso, cada um dos colégios tem uma área de influência. Deve cumprir-se a lei – os alunos financiados devem ser dessa área de influência.

Quanto aos Privados, nada a referir. Continuem a fazer o trabalho que têm feito.

Nota adicionar: Intervenção do Deputado Porfírio Silva no Parlamento (Vídeo)

Falência das pastelarias será paga pelos contribuintes

A1 (1)João Salgueiro, um homem que vive no sistema bancário, veio avisar que pode haver mais três bancos na linha de resgate, uma fronteira ainda mais perigosa do que a atravessada por Rambo, Chuck Norris e pelos bravos que foram à procura do soldado Ryan.

Estou admiradíssimo, porque pensava que já não havia bancos por resgatar. Por outro lado, já se sabe que, se há bancos, haverá resgates, porque é essa, actualmente, a função dos bancos: serem resgatados. Não me admiraria que o Banco de Portugal viesse a retirar alvarás a bancos que não sejam resgatados.

O termo “resgate”, neste contexto, parece-me, de qualquer modo, mal aplicado. Estamos a assistir, isso sim, a uma troca de prisioneiros: o banco é tirado da prisão da falência, lugar que passa a ser ocupado pelo contribuinte. [Read more…]

Acordaram?

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Acho-lhes uma graça: “As negociações sobre o acordo de livre comércio entre os Estados Unidos e a União Europeia devem ser suspensas devido à relutância de Washington em fazer concessões, defendeu o secretário de Estado do Comércio Externo francês, Matthias Fekl.” E ainda “Esta posição surge um dia depois da Comissão Europeia ter admitido a existência de grandes divergências entre Bruxelas e os Estados Unidos sobre a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP).“, no mesmo artigo.

Como??? “Devido à relutância de Washington em fazer concessões”??? A Comissão Europeia admite a existência de grandes divergências??? [Read more…]

Grandes temas caídos em esquecimento

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Não, não vos vos falar dos Panama Papers. Esse, apesar de já pouco se falar sobre ele, ainda vai dando o ar da sua graça, entre misteriosos suspeitos e sacos azuis com políticos e jornalistas corruptos à mistura. Há suspense, intriga e tensão. Só não acontece nada mas também ninguém esperava que acontecesse. Ainda assim uma boa novela. [Read more…]

Não percebes Cristas? A Cecília explica.

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Assunção Cristas aproveitou a boleia das críticas que chegam de Bruxelas às contas do governo para afirmar que as medidas tomadas pelo executivo de António Costa não batem certo e não correspondem às necessidades do país. À margem de um evento social onde participou, que isto de andar de eléctrico é coisa para assessor tirar fotografias, a líder do CDS-PP disse aos jornalistas que “Infelizmente não há uma semana que passe que não haja o alerta de uma entidade independente, seja nacional, seja internacional“. A fazer lembrar os tempos em que governava, tempos de metas em constante incumprimento e de permanentes alertas independentes, nacionais e internacionais.  [Read more…]

Cuidado com o que se escreve na Internet

Um utilizador do /r/portugal foi obrigado a apresentar desculpas públicas à empresa Vipur.

Saúde vs. educação…

Sabendo que saúde e educação são bandeiras dos socialistas e compagnons de route na geringonça, alguém me explica porque razão um utente vai passar a escolher livremente um hospital público mas não a escola pública onde matricular o seu filho?

Contratos de associação: informação

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Intervenção muito clara, muito bem fundamentada, e tecnicamente muito competente da Secretária de Estado da Educação (Alexandra Leitão) sobre Contratos de Associação, no dia 19 de Abril na Comissão de Educação da Assembleia da República. Ver a partir do minuto 25:00.

Mais claro não é possível.

Pergunta: não passou na comunicação-social “main stream” porquê? É inaceitável que muitos pensem que o debate se faz sem esclarecimento e sem ouvir todos os argumentos.

 

 

Deve o Estado financiar as escolas particulares?

Santana Castilho *

1. A retoma do discurso sobre a liberdade de aprender e ensinar, para combater a recente decisão do ministro da Educação sobre o financiamento do ensino privado, obriga-me, também, a retomar o que repetidas vezes aqui tenho escrito. Porque não é essa liberdade que está em causa, mas sim saber se deve o Estado financiar as escolas particulares, cuja criação e funcionamento são livres, como mostra a circunstância de 20% da rede de escolas do país ser privada.

Esta falsa questão é uma subtileza para fazer implodir o princípio da responsabilidade pública no que toca ao ensino porque, constitucionalmente, a escola pública é uma obrigação do Estado, enquanto a privada é uma liberdade dos particulares.

É manifesto que muitos “contratos de associação” só se têm mantido por cedência dos governos à pressão do lobby do ensino privado. É manifesto que só devem persistir os que correspondam a falhas da rede pública, se é que ainda existem. É isso que faz o Despacho Normativo 1 H/2016, que respeita integralmente a lei e os compromissos anteriormente assumidos, sem interrupção de ciclos lectivos iniciados e sem sequer impedir que outros se iniciem, desde que necessários. Posto isto, apenas lamento a inabilidade e a imaturidade política com que o problema foi tratado. A triste cena da Mealhada não augura futuro fácil.

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José Rodrigues dos Prantos

JRP

era o nome da personagem do Contra-Informação que satirizava um jornalista que cresci a acreditar tratar-se de alguém imparcial e coerente mas que, com o passar do tempo, vim a perceber que é na verdade um indivíduo incapaz de separar as suas crenças ideológicas da necessária isenção que a sua função exige. Dizem que é serviço público. Agendas.

José Rodrigues dos Santos tem presenteado os portugueses com alguns episódios dignos de registo. A fábula dos paralíticos gregos, a brincadeira de mau gosto que visou o deputado Alexandre Quintanilha ou a forma nada profissional ou ética como por várias vezes se referiu aos partidos de esquerda como “extremistas” e “radicais”, quais operacionais do Daesh, são casos que ilustram a visão enviesada e facciosa do exercício das funções que o pivot da RTP exerce. [Read more…]

A cruzada pela manipulação da opinião pública

LdI

O Correio da Manhã celebrou o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa com este simpático truque. A cruzada pela manipulação da opinião pública avança, gloriosa, com pepperoni e extra-queijo. Aplausos!

Imagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa

Cu-é-cus em Gaia

Vai gira a situação em torno da construção no espaço que, nos últimos anos, recebeu o Marés Vivas. E, como muitas vezes acontece, estamos a perceber as motivações da Quercus que, como muitas outras entidades, desenvolve a sua actividade, numa área nobre da sociedade mas, respeitando muito pouco a nobreza de procedimentos.

A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, respondendo à Quercus, publicou uma série de documentos que mostram de forma muito clara o que foi a relação entre a autarquia e a Quercus nos tempos de outros senhores. [Read more…]

Uma adolescente histérica

é o que me vem à mente quando visualizo este momento anedótico de José Rodrigues dos Santos. É o jornalismo que temos.

Nenhum contrato será rasgado, mas a teta fechou

Já muita coisa foi dita e o Norberto, em especial, mostrou de forma muito rigorosa, o que está em causa. Eu sou mais afectivo e não resisto a insultar estes mamões. É assim que o povo os trata. Vejamos o seguinte: nos últimos anos, com a TROIKA, o investimento em Educação baixou para níveis do terceiro mundo. Houve uma redução de MUITOS e muitos milhões na Educação e boa parte desse roubo é hoje sentido pelos alunos, nomeadamente, com os contentores de canalha dentro de cada sala de aula.

O despedimento de docentes foi a “maior” arma que Nuno Crato usou para baixar a conta e por isso os Professores da Escola Pública passaram de quase 150 mil, para menos de 100 mil. Uma redução incomparavelmente maior que a dos alunos, isto é, a natalidade foi um excelente pretexto, mas não foi a principal causa para o despedimento colectivo de que os Professores foram alvo.

Portanto, o argumento de que as alterações no financiamento da Educação privada vão provocar despedimentos, é um argumento falso, porque haverá, na Escola Pública, necessidade de contratar mais gente para receber esses novos alunos. Os alunos deixam de ser pagos pelos meus impostos, no colégio e passam para a Escola Pública que também é paga com os meus impostos. Não morrem, não desaparecem. [Read more…]

Reorganização da Rede do Ensino Particular e Cooperativo com Contrato de Associação

 

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Ainda não tenho o estudo de 2016, anunciado pela Secretária de Estado da Educação, mas está disponível o estudo de 2011. A realidade não será muito diferente. Foi feito pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

“Reorganização da Rede do Ensino Particular e Cooperativo com Contrato de Associação”
Coordenação: Prof. Doutor António Rochette

Link: http://www.uc.pt/fluc/serv_com/ens_part_cooperativo

Região Centro: http://www.uc.pt/fluc/serv_com/pdf_docrochette/Centro.pdf

Este estudo mostra coisas muito interessantes: a rede completa, uma análise exaustiva dos vários equipamentos, de onde vêm os alunos, etc. É tudo muito claro e percebe-se bem razão desta ENORME CORTINA de fumo que tentam lançar sobre este assunto para CONFUNDIR os contribuintes.
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Pela privatização dos evadidos fiscais

Panama

Enquanto assistimos à guerra de especulação sobre jornalistas, políticos e empresários alegadamente envolvidos nos papéis do Panama, com sacos azuis e outros esquemas de trafulhice financeira à mistura, a procissão daquele que foi anunciado como um dos escândalos do século passa e nada parece acontecer. Foram só uns quantos esquemas de evasão fiscal e lavagem de dinheiro, e daí? Controlem-se é essas reposições salariais que isso é que arruína um país. Isso e a malta do RSI, esses cancros das sociedades modernas.  [Read more…]

OE2016 – Educação

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Sabiam qual foi a redução do Orçamento de Educação no OE2016? -82 milhões de euros

Sabiam que, apesar disso, o orçamento com o Ensino Particular e Cooperativo subiu? Com o OE2016 o aumento foi de 6% (14 milhões de euros), explicado com compromissos com contratos de associação.

Ou seja, aperta-se no Ensino Público (menos 82 milhões de euros) e aumenta-se no privado (mais 14 milhões de euros). De onde vem o dinheiro? Dos impostos de todos os Portugueses.

Texto do relatório – página 181 (ver Relatório (Substituído em 11-02-2016)): http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=40061

Os debates fazem-se mostrando a realidade, colocando a informação em cima da mesa e deixando que todos sejam informados de forma isenta. Depois, com a informação, os contribuintes, que são quem paga todo este desnorte, devem decidir o que querem.

É altura de ver isto com olhos de ver.

Números em cima da mesa, análise da rede escolar, análise da sobreposição e decisão racional e com bom-senso.

Cortinas de fumo, não!

«Things are terrible here in Portugal, but not quite as terrible as they were a couple of years ago»

wirtschaftswissenschaften

Foto: Alamy/mauritius images (http://bit.ly/1VH8Yki)

«Quoi ! Après Auguste, Augustule ! Quoi, parce que nous avons eu Napoléon le Grand, il faut que nous ayons Napoléon le Petit !»

— Victor Hugo

«Be afraid. Be very afraid».

— Ronnie

***

Efectivamente, na actual perspectiva (ah! a perspectiva) de Krugman, “here in Portugal” e não “there”. Entretanto, houve quem tivesse pegado no artigo de Krugman, adaptando (aliás, truncando) a frase, com omissão do importante «but not quite as terrible as they were a couple of years ago» que complementa o «things are terrible here in Portugal», tendo adoptado no título a adaptação forçada — felizmente, houve quem já tivesse dado por ela.

Aliás, sobre esta plataforma, há algumas interessantes considerações feitas pelo João Mendes — o fenómeno desperta o meu interesse, há alguns anos, mas devido a razões relativas e integrantes e, porventura, desinteressantes e até mesmo, quiçá, irrelevantes.

kkkkkkkkkkkk

TTIP leaks: Catrapum TTIP!

ttip leaksFoto: greenpeace

Nem de propósito. Escrevi aqui ontem mesmo sobre um dos múltiplos aspectos inaceitáveis do TTIP – o arrasamento do Princípio de Precaução. Pois ao fim do dia rebenta a notícia como tema de abertura do Tagesthemen. TTIP leaks: O Greenpeace Holanda teve acesso a dois terços do texto da última ronda de negociações, a 13a, do Tratado Transatlântico. E lá está, confirmam-se todas as razões para o secretismo e todas as ameaças para as quais os movimentos de cidadãos europeus não se cansam de alertar: Os EUA pressionam fortemente a União Europeia para reduzir a legislação de protecção ambiental e de defesa do consumidor e querem forçar a alteração dos processos legislativos democráticos da UE.
Sobretudo o lobby agrícola exerce enorme pressão para invadir o mercado europeu com toda a sua “gama de produtos”, incluindo os produtos geneticamente modificados – para o que exige riscar-se do mapa o princípio de precaução. Mas os documentos mostram que não é só na área da segurança alimentar que os americanos querem impor as suas práticas, é uma posição generalizada, pois os negociadores do TTIP pelo lado americano expressam claramente que “toda e qualquer regulação terá que ser examinada” quanto “aos seus possíveis efeitos para o comércio”. Os secretíssimos documentos sobre as negociações, colocados hoje online pela Greenpeace, encontram-se aqui.
Ora aí está, preto no branco, o que se esconde por trás do bla-bla-bla sobre a importância geopolítica deste acordo para a defesa dos standards mundiais, o argumento predilecto dos defensores, juntamente com o ridículo crescimento económico de 0,5% e o suposto aumento do emprego – pois, pois, o precário!
A dúvida corrosiva que fica: será que enquanto as ondas do TTIP se agitam, a esperta da comissão está a preparar tudo para ratificar o CETA a alta velocidade e somente no parlamento europeu? É estranhíssimo o silêncio em volta deste tratado, cuja negociação foi dada por finalizada e se pretende que entre em vigor ainda este ano…

Na petição “Pelo debate e decisão sobre a ratificação do CETA na Assembleia da República“ poderá requerer que este tratado (com as mesmas implicações que o TTIP), seja discutido e decidido (também) em Portugal.