Até quando durará esta mentira?

PPC NB

No debate de ontem com Catarina Martins, Pedro Passos Coelho voltou a insistir no conto para crianças que o J Manuel Cordeiro desmontou de forma simples e objectiva. Ficam aqui algumas citações do primeiro-ministro, que ontem voltou a negar a realidade, aumentando o stock de mentiras com que insiste em bombardear os portugueses:

Ao contrário do que a senhora deputada Catarina Martins disse, o estado não perdeu dinheiro e portanto os contribuintes não perderam dinheiro com o Novo Banco. Nem irão perder. Quer dizer, o Estado emprestou ao Fundo de Resolução 3,9 mil milhões de euros, que vai receber porque emprestou, vai receber, e vai receber com juros, como de resto fez relativamente a outros bancos.

Não há nenhum impacto directo para os contribuintes, e não há porque será a banca que irá pagar qualquer prejuízo que possa haver, se houver prejuízo. Segundo, se isso acontecer, claro que o banco público que é e CGD terá a sua parte nessa matéria. Mas, nós não podemos querer ter um banco público para muitas coisas e depois, quando se trata de serem os bancos a pagar a factura, não ter custos.

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Votem em mim mas não me chateiem

Primeiro-ministro a um dos lesados do BES:
“Diga às pessoas que estão consigo que percebo que estejam angustiadas com este problema, mas não é por virem a todas as minhas acções de campanha que vão resolver isso”.

Tal como o BPN, também o BES foi nacionalizado

fundo de resolucao

Como já referiu o João Mendes, o fundo de resolução do NOVO BANCO contou com 4900 milhões de euros, dos quais 1000 milhões vieram da banca, CGD incluída, e 3900 milhões vieram directamente do Estado.

Isto é importante por dois motivos. Em primeiro lugar, ao contrário do que o governo PSD/CDS afirma, o BES foi nacionalizado. O processo apenas teve um nome diferente. E em segundo lugar, significa que os prejuízos não serão consequência de termos um banco público, tal como afirmou a ministra das finanças, mas sim do Estado ter entrado com a fatia de leão.

Vamos por partes. [Read more…]

Pagar para não receber refugiados

é possível. [Rádio Renascença]

E você, também acredita que o prejuízo da venda do Novo Banco não sairá do seu bolso?

Se acredita não fique alarmado. Anda por aí muito boa gente que acredita no Pai Natal, na inocência de José Sócrates ou na justiça portuguesa. Mas factos são factos, independentemente do que digam as Marias Luís Albuquerques desta vida. Quando um banco rebenta, você paga, não bufa (ou bufa um pouquinho vá lá) e nem se chateia muito com isso. Se chateasse não continuava a votar naqueles que resgatam bancos com o seu dinheiro. Isto no caso de integrar o lote, cada vez mais pequeno, da maioria da população que continua a votar no bloco central que resgata banqueiros.  [Read more…]

“Plafonamento vertical”? “Cenário macro-económico”?

As palavras da linguagem técnica e obscura do actual combate político, que o cidadão comum gostaria de ver trocadas por miúdos, como bem lembraram Pedro Lopes Marques e Pedro Adão e Silva na TSF hoje ao fim do dia.

11.09.2001 – o dia que marcou o mundo para sempre.

11.09.2001

Esta foto mostra uma criança a caminhar, hoje, num parque em Winnetka, nos Estados Unidos da América, entre algumas das três mil bandeiras colocadas em memória das vidas perdidas nos ataques de 11 de Setembro de 2001.

Foi precisamente há 14 anos. O primeiro avião embatia, às 8h46, hora de Nova Iorque, contra a Torre Norte do World Trade Center. Este foi o primeiro dos quatro atentados levados a cabo nesse dia. Os outros foram contra a Torre Sul do WTC de Nova Iorque, às 9h03, um outro contra o Pentágono, às 9h37 e por fim um, às 10h03, em Shanksville, na Pensilvânia.

Em 77 minutos morreram 2996 pessoas, tendo ficado feridas 6291 pessoas, oriundas das mais diversas nacionalidades e credos. Este foi um ataque coordenado pela organização terrorista Al-Qaeda, liderada por Osama bin Laden.

A partir deste dia nada mais foi igual no mundo. Foram muitas as mudanças. O terrorismo passou a ser um dos alvos mais importantes dos EUA e da grande maioria dos países desenvolvidos do mundo ocidental. As nossas vidas também mudaram. Passamos todos a ser muito mais vigiados e controlados por muito que até às vezes não pareça. Passamos a viver debaixo de um enorme ” Big Brother “,  já narrado por George Orwell no seu livro, publicado em 1949, intitulado Nineteen Eighty-Four.

Os Estados Unidos responderam aos ataques do 11 de Setembro com o lançamento de uma guerra ao terrorismo, invadiram o Afeganistão para derrubar os Taliban, que abrigavam os terroristas da al-Qaeda. O mundo reforçou a sua legislação anti-terrorismo e ampliaram os poderes para uma aplicação mais rápida e efectiva da lei.

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Cartolina prima di tornare in Italia

Ora vado e non so se torno

roma

Esta fotografia foi tirada há muitos anos – sete – em Roma. Piazza Navona, creio. Sete anos não são quase nada e, no entanto, podem ser tanto, na verdade. Em 2008 eu era feliz em Roma. Como sempre fui, aliás, feliz, em Itália (ou deverei dizer em toda a parte onde estive e estou). Não daquela felicidade absoluta e inquestionável, mas daquela que vem de um bem-estar quase permanente. Suponho que seja uma maneira de ser. E sei que a fui aprendendo, com o tempo, muito antes desta fotografia, muito antes de muitas coisas importantes que me aconteceram por viver e estar viva. Não é exatamente a mesma coisa, creio que sabem isso tão bem como eu o sei.

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Catalães querem independência

Querem mesmo. E são muitos.
catalunha_independente_11sept2015
[Huffington Post.es]

PSD e CDS responsáveis

pela vinda da troika de credores. [Lobo Xavier e Pacheco Pereira na Quadratura do Círculo/fonte: TSF]

«O mal

que levara o menino à praia eu sabia o que era, mas demasiado longe (e não só em quilómetros). Agora, reconheço o inimigo à mão. (…) Obrigado, Petra Laszlo. Há dias que me sentia desarmado.» [Ferreira Fernandes/DN]
petra_lazlo_rasteira_abjecta_hungria_setembro2015

PAF: Passos a Fugir

É vergonhosa e inaceitável a estratégia do PSD/CDS em se esconder, tanto pela fuga aos debates, como pela ausência de um programa que apresente em concreto o que pretende fazer a coligação durante os próximos quatro anos. Sabe-se que pretendem continuar a privatizar o SNS, a SS e a educação. Sabe-se que se comprometeram cortar 600M nas pensões. Sabe-se que pretendem privatizar ainda mais as águas e os transportes públicos. Sabe-se vão lançar um banco. Mas não o dizem. É um programa camuflado, a fazer de conta que estão em 2011. E depois de tudo vendido, qual é o plano para o país?  Não existe. O único plano é manterem-se escondidos, como muito bem explica o Público de hoje no seu editorial.

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BES: resolução e interesse público

«A “resolução” do BES foi injusta pois pôs nos contribuintes um encargo que devia pertencer ao BCE (pormenores). E foi, claro, uma decisão feita pela mão do Governo.  (…) Mas, afinal, ela pode ter sido bem-vinda, porque pôs a decisão do negócio nas mãos do BCE (e do BdP) [e não do Governo] (…)»
[Pedro Lains]

Sarkozy não quer refugiados em França

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O antigo PR dos franceses e potencial candidato à sucessão de Hollande acusa a Alemanha de estimular a vinda de refugiados para a Europa. E diz que há entre Merkel e Hollande un complot em favor das quotas de acolhimento na UE. Sarkozy quer centros de retenção junto às linhas de fronteira. Viktor Orban II. (Eurojournalist)

Imunes à austeridade

Banksters

Dizia-nos a propaganda, em Outubro de 2013, que “O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira, uma proposta de lei que estabelece “regras apertadas para as remunerações da administração e dos quadros superiores dos bancos sob auxílios do Estado”.“. Os rendimentos dos visados estariam limitados a uns míseros 15 salários mínimos, coitados. Chegava a dar pena. [Read more…]

Básico e em permanente estado de negação: eis Pedro Passos Coelho

JS PPC

Questionado no final do debate, Pedro Passos Coelho negou ter falado muitas vezes em José Sócrates. Tal como negou ter convidado os portugueses a emigrar ou como voltou a negar o estado lastimoso a que chegou o SNS. Da mesma forma que há quatro anos negava ser necessário cortar salários, subsídios ou pensões, aumentar impostos ou “vender património do estado como quem vende os anéis para ir buscar dinheiro.

A verdade é que Passos Coelho não sabe mais. Por isso evita entrevistas, por isso arranjou uma desculpa esfarrapada para fugir ao debate a quatro, por isso se esquivou de Ricardo Araújo Pereira e por isso foi tão básico e evasivo no debate com Costa. Sem assessores, sem propaganda e Marias Luz, Pedro Passos Coelho é apenas mais um jota. E nem aí é dos melhores.

Jornalistas a mais, e logo três

Ferreira Fernandes com todas as letras sobre o que aconteceu ontem nas televisões portuguesas.

O debate: e agora?

A intervenção de Passos Coelho no debate de ontem não foi brilhante, ou, para ser um pouco mais rigoroso, esteve mais próxima do desastre do que o regresso de Relvas à antena. Confirma-se a velha teoria: ninguém ganha eleições, porque, só quem tem o poder é que as pode perder. Ontem, voltou a ser assim. António Costa esmagou e agora corre, de forma clara, para ser o próximo Primeiro-ministro.

Com o que sabemos hoje, parece-me impossível uma maioria absoluta e por isso teremos o PS com um governo minoritário ou será que haverá uma coligação? Coligação com a coligação, parece-me uma impossibilidade. Coligação à esquerda? Em função do que vamos vendo, também não estou a ver como.

Alguém tem a resposta?

O debate do passado num país de futuro incerto

Debate II

O debate entre Pedro Passos Coelho e António Costa foi um reflexo do bloco central que temos: velho, gasto, sem ideias e sempre pronto para fugir às questões essenciais. Quem ali pretendia encontrar respostas para o que será o futuro do país ficou a saber o mesmo. Quem aprecia o enchimento de chouriços terá com certeza tido um serão animado. [Read more…]

Passos quer um cheque em branco

Vejamos. Em vez de discutir o seu programa, falou de Sócrates. Para não prestar contas sobre o seu mandato, falou de Sócrates. Para não ter que ser confrontado com o que fez e com o que vai fazer, fugiu aos debates e entrevistas – ficou claro porquê: ia levar porrada, como levou e falar de Sócrates já cheira a desculpa de quem nada tem para dizer.

Costa, por outro lado, foi incapaz de desmontar os “resultados” (cof cof) de que Passos se gaba. Tem um extenso programa mas falta saber se acabará na mesma gaveta onde enfiaram o socialismo.

” Os Predadores ” políticos.

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Hoje estará disponível nas livrarias o livro intitulado ” Os Predadores ” da autoria do meu amigo e jornalista da revista Sábado, Vitor Matos. O livro aborda a temática do funciomento dos partidos políticos.

Tudo o que os políticos são capazes de fazer para conquistarem o poder e como, desta forma, os partidos políticos colocam em causa a Democracia. Um livro muito interessante que recomendo vivamente a sua leitura, ainda por cima, em tempo de uma campanha eleitoral.

O debate político do ano.


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Lamento muito dizer isto como social-democrata mas a honestidade intelectual obriga-me a reconhecer que António Costa ganhou claramente o debate televisivo. Mas atenção que ganhar debates não significa vencer eleições.

O grande dia

Hoje, segundo o Expresso, “é o grande dia”:

É o debate de ideias, de políticas, de objetivos, de perspectivas.

Efectivamente: “de objetivos, de perspectivas”.

Exactamente: “de perspectivas“.

Aliás, as ‘perspectivas’ são extremamente pertinentes, considerando que  a “perspetiva prospetiva“, anunciada nas linhas de orientação do PSD e do CDS, destrói a tese da “ortografia comum“.

Como o PS tem o objectivo de “Implementar as ações [sic] necessárias à harmonização gráfica da língua portuguesa”, convém saber se os “sectores transacionáveis” e a “adequada reafectação dos fatores produtivos” fazem parte dessas *ações.

expresso perspectivas

Serão capazes de perceber?

Ant

É por aqui que os grunhos deveriam ter seguido, ao invés de tentarem proibir a concorrência, perceber as razões que levam muitos clientes a preferir a UBER, modernizar e oferecer novos serviços. Lavar o interior dos carros, cuidarem da apresentação e mudar de linguagem, também poderiam representar mais-valias…

A UBER sem investir um cêntimo já colhe frutos.

A carta que António Costa não escreveu

Santana Castilho *

A menos de um mês das legislativas, António Costa vai para o debate de logo à noite com uma pressão sobre os ombros bem maior que a do seu opositor. Porque a mensagem do PS não tem passado, apesar de ter um favorável cenário para que passasse: quatro anos de aplicação de uma receita de austeridade, que gerou sofrimento generalizado e famílias inteiras lançadas na pobreza e que não conseguiu cumprir um só dos objectivos.

Não foi elegante o processo que trocou António José Seguro por António Costa. Mas assentava num argumento forte: face a um Governo desgastado, a curta margem com que Seguro acabava de vencer as eleições inquietava. As sondagens mostram agora a coligação PSD/CDS-PP quase a par do PS. Para quem a tinha, o mesmo argumento deve tornar essa inquietação bem maior. [Read more…]

Por um preço de outro mundo

A coligação PSD/CDS aprovou a redução, no Orçamento de Estado de 2013, do subsídio que a Segurança Social concede para gastos com funerais. De repente, caiu de 2.515,32 Euros para 1.257,66 Euros. Metade, portanto. Acredito que o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social tenha apresentado a medida com aquela hipócrita expressão de “isto custa-me mais a mim do que a vós” que já se lhe colou à cara.

Ora, um funeral decente – sem luxos, mas digno – facilmente ultrapassa os 2000 euros. E se antes o subsídio cobria os gastos, agora é insuficiente. Por isso há cada vez mais famílias a meterem-se num crédito para enterrar os seus defuntos, afinal um adequado corolário de uma vida endividada.

Já as funerárias cobram como se os salários médios do país fossem o triplo, enquanto os funcionários se desfazem em mesuras e sentimentos postiços. Nesta história, só mesmo o coveiro, com as cinzas debaixo do braço, é que não finge o que não sente.

O título é um verso roubado ao “Coro das Velhas” do Sérgio Godinho.

Repórter agride refugiados. Vamos generalizar?

Não, esta idiota não representa nem os repórteres nem os húngaros. Representa apenas o preconceito, o ódio, a xenofobia e o racismo. Representa também a crueldade e a mentalidade fascista instigada pelo ditador Viktor Órban, o radical de extrema-direita que, por ser do PPE, a mesma família política europeia onde têm assento PSD e CDS-PP, é referido pela imprensa europeia como sendo um “conservador”, por oposição, por exemplo, a Alexis Tsipras que é, para a esmagadora maioria das mesmas entidades, um radical. Talvez se Tsipras sugerir a criação de campos de trabalho forçado ou regresso da pena de morte na Europa o discurso amacie.

A idiota, essa, foi imediatamente despedida pelo N1TV, o que demonstra que, apesar da forte presença fascista, ainda existe bom senso naquele país. Por falar em bom senso, quem é que soltou esta malta recém-radicalizada, que tem usado casos isolados ou pontuais para fazer generalizações estúpidas? Alguém se lembra de semelhante onda de preocupação com os sem-abrigo? Será desta que o PNR elege um deputado para defender a supremacia da raça ariana no Parlamento?

Submarino nuclear russo

a caminho da Síria?

TODOS

Começa amanhã, em Lisboa, a 7ª edição do festival que celebra a diversidade.

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Calados que nem ratos

Depois de anos a gritarem que o PS não tinha ideias para o país – e do PS a cair na esparrela, eis que há meses não se ouvem os ministros desastre deste governo e que o PM se recusou a mudar. Onde andam Crato, Paula Teixeira da Cruz e aquela da administração interna? E que é feito do ministro da propaganda, Poiares Maduro, quando é a altura em que esta mais se intensifica? E porque razão fugiu Passos Coelho a uma entrevista (RAP) e a um debate com todos os candidatos? A razão é simples. O governo não quer prestar contas sobre o que fez durante quatro anos nem apresenta um programa concreto para os próximos quatro.

A contra-medida para este esconder-se e esperar que passem despercebidos? É aparecer, dar entrevistas, falar e lembrar que a outra parte está calada que nem um rato. É preciso tirá-los da toca.