A Câmara de Águeda já terá manifestado vontade política em avançar para o processo de municipalização da Educação.
Gil Nadais, Presidente da Câmara de Águeda (PS)
Elsa Corga, Vereadora da Educação (PS). Professora.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
A Câmara de Águeda já terá manifestado vontade política em avançar para o processo de municipalização da Educação.
Gil Nadais, Presidente da Câmara de Águeda (PS)
Elsa Corga, Vereadora da Educação (PS). Professora.
A municipalização da Educação já integra as Grandes Opções do Plano em Matosinhos.
Guilherme Pinto, Presidente da Câmara de Matosinhos (Grupo de Cidadãos Eleitores Guilherme Pinto por Matosinhos, antigo militante do PS)
Correia Pinto, professor, Vereador da Educação (Grupo de Cidadãos Eleitores Guilherme Pinto por Matosinhos, antigo militante do PS)
Enquanto o António Fernando Nabais se ocupa do que está para vir, não nos esqueçamos do que já aconteceu com Macário Cinzeiro Lambido Correia, contra a vontade do próprio filho.
O concelho de Oeiras também integra o processo de municipalização da Educação.
Paulo Vistas, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras (IOMAF – Isaltino Oeiras Mais à Frente)
Carlos Morgado, Vereador da Educação (IOMAF)
A propósito da municipalização da Educação.
Hermínio Loureiro, Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. (PSD).
Isidro Figueiredo, Vereador da Educação de Oliveira de Azeméis e membro do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Soares Basto. (PSD)
Qual dos dois irá assinar o contrato?
Está em curso o processo de municipalização da Educação. De acordo com os agentes participantes, governo e autarcas, o objectivo é melhorar a gestão das escolas graças à proximidade geográfica. Já se sabe que de boas intenções está o governo cheio.
É curioso notar que essa proximidade geográfica era uma realidade, antes de José Sócrates ter acelerado o processo de agrupamento de escolas, processo esse que Passos Coelho aprofundou. Até aí, as escolas eram dirigidas numa lógica de proximidade, já que as respectivas direcções eram escolhidas pelos profissionais que nelas trabalhavam: próximo mais próximo não havia.
O Paulo Guinote tem escrito sobre o tema, no blogue e não só. Em resumo, as câmaras que conseguirem empregar menos professores que os considerados necessários receberão metade daquilo que se considera ser o custo de um professor. Para confirmar, basta ler a já célebre cláusula 42ª do contrato que está a ser negociado com algumas câmaras prestimosas. [Read more…]
David Rodrigues, Professor Universitário e Presidente da Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, escreve, hoje, no Público, um texto com cujo conteúdo concordo em absoluto, criticando a vigência de uma mentalidade paleo-liberal com efeitos perniciosos sobre a equidade em Educação, ou seja, sobre a Educação na vida democrática. Recomendo vivamente a leitura.
David Rodrigues adoptou o chamado acordo ortográfico (AO90). Não sei, é claro, por que razão o faz ou se tem alguma razão para o fazer. Não posso deixar de lamentar, no entanto, que alguém com opiniões tão acertadas sobre Educação opte por utilizar um instrumento cujas deficiências de concepção só podem provocar efeitos negativos na escrita e, portanto, na Educação. [Read more…]
1. A UGT fez 36 anos. Crato passou por lá, disse que a educação ia na direcção certa e ofereceu-nos um discurso absurdo, próprio do condutor que entra na autoestrada em contramão e se queixa dos outros, todos, que acusa de estarem na faixa errada. Pareceu aquele desequilibrado fundamentalista carnívoro que, da maçã, só aproveitava o bichinho.
Vejamos, em síntese, o despudor com que se elogiou.
Reforçou os conhecimentos essenciais dos alunos? Que são conhecimentos essenciais? Em que evidências se apoia para dizer isso? Há uma evidência, sim: queimou tudo o que é de raiz personalista e pública e promoveu a educação-mercadoria e privada.
Reforçou a avaliação externa? Fez os piores e mais iníquos exames de sempre, cujos resultados desmentem o que disse.
Valorizou o ensino profissionalizante? Eu digo de outro modo: elitizou o ensino, mandando crianças de 12 anos, com dificuldades, aprenderem uma profissão que não lhes dará emprego.
Aumentou o acompanhamento dos alunos com dificuldades? Como? Reduzindo professores de apoio, disciplinas, financiamento, todo o tipo de auxílios e complementos? Mesmo para a mentira há uma “ética”. Respeite-a, quando mente com tal despudor!
Valorizou a qualidade da docência? Varrendo a formação contínua? Instituindo a sinistra PACC? Despedindo em massa? Promovendo um concurso de vergonha sem fim? Tratando os professores como peças de um sistema acéfalo? [Read more…]
Comecemos por colocar os pontos nos ii:
1) O ensino técnico em Portugal é tratado como um ensino de segunda, ou pior, olhado frequentemente como uma via para delinquentes e marginais. Isso está muito errado. Deveria ser a base de uma carreira digna, responsável pela introdução de mais qualidade e de novas tecnologias na sociedade. Uma oportunidade para a criação de emprego com potencial para gerar novos empregos;
2) Gosto da Alemanha. Na Alemanha há mulheres e homens com intervenções políticas fantásticas (a minha onda é o bloco de esquerda: Verdes e Die Linke) contra a austeridade. A CDU/CSU de Angela Merkel é apenas a formação política mais votada, não é mais nem menos do que isso. Por isso não me revejo e repudio gracinhas anti-alemãs a roçar a xenofobia.
O que é grave no discurso de Merkel é que a afirmação sobre o excesso de licenciados ibéricos tem a sua dose de ignorância. A percentagem de licenciados portugueses situa-se bem abaixo da percentagem espanhola e alemã (ver gráfico acima). Estamos a falar de realidades distintas. [Read more…]
Vale a pena ler, com muita atenção, o texto da Graça Barbosa Ribeiro sobre desempregados que trabalham transitoriamente nas escolas como auxiliares educativos (ou, como se dizia antigamente, contínuos). Graças a três vozes, é possível confirmar que o governo se limita a ignorar as necessidades das escolas, ao mesmo tempo que explora as necessidades dos desempregados.
As escolas, de uma maneira geral, não têm pessoal em número suficiente, o que vai arrastando os recursos humanos existentes para a exaustão e para o desânimo. Para além disso, estamos a falar do desempenho de tarefas extremamente exigentes. Alguns destes auxiliares de circunstância nunca chegam a adaptar-se; outros, depois de se adaptarem ou de mostrarem competência e dedicação, não podem permanecer em funções, o que contrasta com o discurso politicóide que defende que o mérito deve ser premiado e outros rebeubéus igualmente vazios. [Read more…]
Segundo os computadores da OCDE, Portugal ainda tem polícias e professores a mais. Nestas áreas, de acordo com o Jornal de Negócios, é necessário “um ajustamento mais substancial”. Alguns, mais ingénuos, poderão pensar que “ajustamento” é um eufemismo de “despedimento”, mas estão enganados: para haver eufemismo, os trabalhadores teriam de ser considerados pessoas, o que, felizmente, já não acontece.
Nuno Crato, o ministro mais rápido do Faroeste, já pensava que o único professor bom era um professor despedido. A OCDE, qual sétimo de cavalaria, faz soar o cornetim e vem em socorro dos ministros acossados no forte.
É fundamental, então, que polícias e professores se preparem para os tempos que aí vêm, porque é fácil adivinhar o futuro, tendo em conta o governo reformista que temos.
Não, não será suficiente despedir alguns professores e outros tantos polícias. O governo irá, com certeza, mais longe do que isso.
A solução estará na fusão de super-esquadras com mega-agrupamentos e as vantagens são evidentes.
Antes de mais, está para nascer uma nova profissão que poderá passar a chamar-se profelícia ou polissor. Alguns especialistas já se pronunciaram contra o primeiro termo, uma vez que se aproximará demasiado de delícia e convém evitar a lubricidade latente. De qualquer modo, a designação deste cruzamento entre professor e polícia está em consulta pública, pelo que a caixa de comentários está à vossa disposição, como serviço público que gostamos de ser. [Read more…]
Há pouco, na televisão, ouvi Nuno Crato vangloriar-se, diante dos deputados da maioria, de que tinha conseguido uma grande poupança no seu ministério.
Apontou como uma das razões para isso o facto de, graças ao programa de rescisões, ter conseguido afastar os professores mais velhos. A propósito destes, afirmou que alguns (ou a maioria, confesso que não me lembro) trabalhavam catorze horas por semana.
O que Nuno Crato deveria ter dito era que há professores que dão catorze horas de aulas por semana, o que decorre das reduções que foram acumulando ao longo da carreira.
Ora, dar catorze horas de aulas por semana não é o mesmo que trabalhar apenas catorze horas, como reconhecerá qualquer pessoa minimamente informada ou que queira sê-lo. Faz tanto sentido como dizer que um jogador de futebol trabalha noventa minutos por semana e, ainda assim, se for titular. Faz tanto sentido como afirmar que um actor trabalha o tempo que leva a representar uma peça. Faz tanto sentido como declarar que um jornalista só esteve a trabalhar o tempo que durou uma entrevista.
Para além disso, actualmente, dar catorze horas de aulas nem sequer é o mesmo que estar catorze horas na escola, uma vez que foi imposto que os tempos de redução sejam aproveitados para realizar outras actividades não lectivas ou alegadamente não lectivas.
Não faltará – como não falta – quem se insurja contra as horas de redução com que os professores são contemplados e haverá quem comemore o facto de serem obrigados a estar na escola, porque não são mais do que os outros.
Hoje, e para já, interessa-me realçar o facto de termos um ministro que cometeu a mesma imprecisão que qualquer ignorante sobre Educação poderia cometer. Nada disso levará a que a imprensa se interesse pelo assunto e dificilmente obrigará Nuno Crato a pedir desculpa.
O humorista João Miguel Tavares dedicou hoje a sua crónica no Público ao ensino, ou melhor, aos professores. Uma parte já a explicou o Paulo Guinote, a outra ofereço-lha eu.
Queixa-se, e com toda a razão, porque a sua filha não tem aulas de História há seis semanas, por via de o respectivo professor estar de baixa. Não é muito conhecida, mas é uma situação recorrente. Num caso de doença prolongada qualquer trabalhador tem de ser avaliado por uma junta médica, sempre foi assim e parece-me sensato que continue a ser.
Como as pessoas em baixa prolongada custam dinheiro, e esquecendo que para isso descontaram, uma ex-ministra achou por bem dar ordens para avaliações, por assim dizer rigorosas. Por conta disso três professores morreram praticamente na escola, que isso de ter um cancro em fase terminal não é nada, assunto que deve pesar tanto na consciência de Maria de Lurdes Rodrigues como o ar que sobre ela paira. [Read more…]
Todo o dinheiro que a austeridade da troika e deste governo retirou ao funcionamento da economia, à saúde, à educação e ao bolso dos portugueses, 28.000 milhões de euros, foi, quase na íntegra, para pagar o serviço da dívida, numa evidência gritante de que a austeridade nada resolveu do problema que queria resolver. Dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal mostram que, entre 2010 e 2014, a dívida conjunta, pública mais privada, cresceu 46,1 pontos percentuais por referência ao PIB, cifrando-se agora na assustadora expressão de 767.226 milhões de euros. A dependência de Portugal relativamente ao estrangeiro aumentou drasticamente pela mão da troika e de Passos, o mercador dos nossos anéis. Entre o que Portugal já vendeu ou vai vender a preços de saldo, recordo: Espírito Santo Saúde, HPP Saúde da CGD, Tranquilidade, Fidelidade, BPN, Banco Espírito Santo, agora Novo Banco, Cimpor, EDP, REN, ANA, CTT, TAP e PT. [Read more…]
Transcrevemos uma mensagem de uma encarregada de educação:
No centro escolar Mário Beirão em Beja funcionam 3 salas de pré-primária. No entanto, existem cerca de 20 crianças em lista de espera. Existe também uma educadora de infância sem turma e uma técnica de acção educativa também sem grupo. Existe disponibilidade física para o funcionamento de outra sala. Segundo a direcção da escola, essa sala ainda não funciona porque falta uma assinatura do Secretário de Estado da Educação com a devida autorização.., isto desde que o ano lectivo começou…Ora, numa altura de contenção de custos não se admite termos gastos com duas pessoas e este número de crianças em lista de espera…Nem todos temos a possibilidade de pagar escolas privadas aos nossos filhos e a falta de uma assinatura faz esta situação arrastar-se por demasiado tempo…Sou mãe de uma dessas crianças… Que chora todos nos dias que quer ir para a escola e não pode…
Hoje é dia 21 de Outubro. O ano lectivo começou há mais de um mês, nem sempre de facto.
Foi um golpe de mestre: lançar o caos nas colocações de professores contratados para obter a aprovação pública do golpe que faltava: a selecção directa pelos directores/presidentes de câmara e nalguns casos certamente será ouvido o senhor prior.
Pelos vistos era uma ambição antiga: os ex-ministros aplaudem de pé.
Vai ser um sossego, fazes greve não te renovo o contrato, refilas, aspas, colocas em causa seja o que for, aspas, aspas. Em termos eleitorais, ganham os caciques um seguro de voto, basta a promessa de trazerem de regresso à terrinha os filhos da mesma que, vejam lá, andam pelo país fora porque se esqueceram de estudar na faculdade e são mais novos que tantos outros.
Claro que esta aplicação da estratégia do choque nunca será comprovada. Só por milagre se provará que os caos foi propositado. Nuno Crato, um ministro bem escolhido. Maria de Lurdes Rodrigues (que foi bem mais discreta ao soltar a avaliação de professores para ninguém reparar no assassinato da gestão democrática) e José Sócrates roem-se de inveja. A privatização é já a seguir.
Para além de uma actualidade desastrosa na Educação, graças ao experimentalismo do ministro, vale a pena olhar brevemente para o futuro.
De uma maneira geral, vários ministros da Educação e alguns cúmplices mais ou menos assumidos têm declarado que o sucesso dos alunos depende exclusivamente – ou sobretudo – da escola ou, mais especificamente, do professor.
Esta afirmação pode parecer um elogio, mas, na realidade, é uma desresponsabilização e uma mentira.
Começando pela mentira, sabe-se, empírica e cientificamente, que o meio socioeconómico em que uma criança é criada tem, na maior parte dos casos, uma influência enorme ou decisiva no seu sucesso escolar. Já escrevi sobre isso, no âmbito de uma polémica em que alguns aventadores participaram. Descobri hoje mais dois textos sobre o assunto: Poor Kids Are Starving for Words e Starting School at a Disadvantage: The School Readiness of Poor Children. [Read more…]
Lugares comuns há muitos e são sempre um ponto de vista respeitável até porque, por definição, são vistos a partir de um ponto. Entendo a existência de imensos lugares comuns entre os professores porque, numa classe com cem mil pessoas, há sempre uns mais esclarecidos que outros.
E um dos lugares mais comuns é o da necessidade de existir uma Ordem Profissional para que a classe se possa mostrar mais unida. É um argumento que, por inexistência de prova, pode ser apresentado, mas a classe, sem Ordem, já deu vários sinais de unidade nos últimos anos. A greve aos Exames o ano passado foi o mais recente.
Ora, neste lugar comum da ordem, parece-me que os professores se esquecem de duas coisas: [Read more…]
O seu currículo omite quantos anos esteve destacado na Associação Nacional de Professores, uma micro-organização para-sindical criada, como muitas outras, precisamente para livrar os seus dirigentes do suplício de terem alunos.
escrevi sobre a sua sustentada procura do poder, quando tomou posse.
Agora pode acrescentar 2012-2014 – Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário ao currículo, e ocultar demissionário por motivos pessoais, despachado por plágio, deferido.
Começou por andar por aqui e por ali, mas estou certo, há uns bons anitos que o senhor Professor não dá aulas. Passou pelo CAE do Porto, ainda no tempo dos mini-concursos em papel, andou por aquela coisa que não sei bem o que é, mas que tinha uma linha telefónica e queria criar uma ordem, saltou para a DREN e depois para o Governo. Teimava em falar de professores como professor, o que não era rigorosamente verdade, mas, sobre isso, quem lhe paga as despesas que se manifeste. A mim, enquanto professor, só me apetece lembrar o pensamento:
Bem prega frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz.
Não é fácil encontrar palavras para escrever sobre o orçamento apresentado pelo Governo. Parece-me que os nomes atribuídos à mãe do Pedro Proença nos jogos do Benfica serão insuficientes para qualificar esta gentinha medíocre. E, como vem sendo habitual, a Educação é o sector com o maior corte: 700 milhões.
A esta hora a cambada larangista que passou do primeiro parágrafo estará a pensar que não há dinheiro para mais, que tem de ser, que vivemos acima das nossas possibilidades. Claro que também estão a reflectir sobre o BPN e o BES e as empresas do Relvas e do Coelho.
Mas, lamento informar, estão enganados. É mesmo possível fazer diferente e, ao mesmo tempo, fazer melhor.
Em Vila Nova de Gaia andou um senhor que fez o que queria e ainda lhe sobrou tempo para ajudar meio mundo a tratar da respectiva vidinha. A dívida consolidada da autarquia é, depois do pesadelo,superior a 318 milhões. Mas, mesmo com esta dificuldade, foi possível, num ano reduzir o prazo de pagamentos a fornecedores de 206 para 111 dias o que é fantástico para a economia local. O passivo foi também reduzido em quase 33 milhões.
A Câmara de Eduardo Vitor Rodrigues conseguiu ainda baixar várias taxas municipais (derrama, imi, água) e investir na Educação: para além do alargamento da oferta dos livros escolares ao 2º ciclo, a Escola a tempo inteiro tem hoje uma dimensão única por estes lados. As escolas estão abertas das 7h30 às 19h30. É claro que este projecto pode colocar várias questões (o mais discutido a alternativa hiper-escola / hiper-rua) , mas estamos a falar, de um enorme investimento na Escola Pública e na qualidade do serviço prestado, até porque, como sugere David Rodrigues, estamos a falar de docentes qualificados.
Parece-me, pois, que é possível fazer diferente e fazer melhor porque um concelho da dimensão de Gaia é um território já com algum significado. É tudo uma questão de prioridades e, estou convencido, que por cá, ninguém se importará de exportar o modelo para o todo nacional. Não estamos e não podemos estar condenados a viver na miséria e a aposta na Escola Pública é a única que nos poderá tirar deste buraco onde a direita nos quer colocar.
de mais 700 milhões de euros na Educação. Isto já não é avariar o Estado: é negar o próprio desenvolvimento.
A viagem foi de transporte público e o hospital que a recebeu também. Quem a despachou foi o privado, esse reino maravilhoso dos BES e BPN’s. E, ao contrário de alguns camaradas aqui da casa, nada tenho contra o privado, desde que não funcione à pala dos dinheiros públicos o que, em boa verdade, acontece com quase todos os grupos económicos. Serve esta regra também para a Educação: se há pessoas que querem para os seus filhos uma formação com uma forte dimensão religiosa devem ter o direito de o fazer. Não podem é exigir que seja eu a pagar, isto na base do argumento da direita, o famoso utilizador / pagador.
Não era por aqui que eu queria levar o post, mas saberá o caro leitor que a competência na escrita não é uma coisa matemática. Vamos lá então colocar as palavras no eixo para que vieram ao mundo.
As confusões que Pedro Passos Coelho plantou nos concursos de professores levaram um conjunto de ignorantes a tomar como certo um conhecimento que, manifestamente, não faz parte das suas propriedades e, a ignorância é uma coisa do C….! O concurso teve uma fase nacional que correu bem, uma centrada nas escolas que correu como todos sabem e qual é a proposta que nos chega da direita? Acabar com o concurso nacional ( o que correu bem!) e ampliar o concurso local (o que correu mal).
São muitos e variados os motivos que me levam a defender um concurso nacional, único e onde a graduação seja respeitada. Aliás, partilho de tudo o que aqui foi escrito.
Mas, há uma dimensão que gostaria de desenvolver e que se prende com a autonomia do exercício da profissão. [Read more…]
Do Expresso desta semana retive esta peça. Não batia certo com qualquer coisa que tinha lido, embora coincida com a minha memória pessoal:
Hoje ocorreu-me, era isto: [Read more…]

Nuno Crato garante que no próximo ano lectivo não haverá “experimentalismos”. Portanto, deduz-se que este ano lectivo foi preparado em cima do joelho. Isto é no que dá ter mortos-vivos a usurpar o lugar de ministros.
Entretanto o grande objectivo de transformar as escolas em centro de nomeações políticas continua. MLR criou as bases, com o conceito dos directores que carecem de aprovação ministerial, e Crato dá a estocada final.
Foi ainda adiantado pela equipa ministerial que, a partir da próxima semana, serão os directores das escolas TEIP (Território Educativo de Intervenção Prioritária) e com contrato de autonomia que chamarão os professores em falta. [P]
Para completar o circo só falta o cavalheiro da fraca memória que deambula por Belém vir falar da qualidade de não sei quê.
O presidente juntou hoje umas frases sobre o concurso dos professores e confirmou, mais uma vez, que é “um génio da banalidade”, como dizia José Saramago.
Primeiro, afirmou que é preciso fazer uma “reflexão séria sobre o modelo de colocação de professores”. Todos sabemos que não há nada pior do que uma reflexão que não seja séria, como algumas que andam para aí perdidas e vão com qualquer um.
Depois, com a argúcia vácua que o distingue, declarou que “as coisas não correram bem na colocação dos professores.” Não há palavra mais reveladora do rigor de alguém do que “coisa”. No fundo, é o descanso do ignorante: Houve ali uns problemas na colocação dos professores: deve ter sido uma daquelas coisas que correm mal. Se as pessoas, ao menos, tentassem arranjar coisas que correm bem, mas não…
“Parece que está em vias de resolver-se o problema, mas até este momento já houve atrasos nas aulas e, portanto, os alunos foram prejudicados.” silvou, a seguir. Parece-me que não há como o verbo “parecer” para exprimir certezas e para mostrar que se está dentro de um assunto. [Read more…]
De manhã o camarada José Espada avançou com o mote e Cavaco logo soltou a redondilha: colocação de professores é escola a escola, cunha a cunha, município a município, e lá chegaremos ao gestor privado, o grande sonho da ora condenada e sempre visionária Rodrigues.
Alguns directores já devem ter posto o espumante no frigorífico: o dia em que a escola será quase sua aproxima-se, o dia em que a prima da prima ocupará o lugar daquele chato que no Pedagógico me passa a vida a atazanar o juízo já se vê ao fundo do túnel.
Privatize-se, estado que é estado começa por colocar nas mãos dos governantes a gestão dos recursos humanos, expressão moderna equivalente ao clássico domesticação de quem trabalha.
Entretanto fiquei a saber como ocorreu o caso da senhora que hoje fez as gordas em alguns jornais: foi a um estabelecimento privado, havia ameaça, cuspiram-na de transporte público para um hospital, e devem ter ido a correr desinfectar o atendimento.
O problema não é um vírus como o ébola, como nunca foi a colocação de professores de forma objectiva e quantificável com decência e sem canalhices: é mesmo o privado. Fosse no colégio, que teria feito o mesmo a um aluno, seja na saúde: servir o cidadão, preocupar-se com um possível contágio pelo caminho, não interessa para nada. O lucro, apenas e a todo o preço o lucro.
a construir uma sociedade democrática para o século XXI. Um colóquio dá contributos. Já depois de amanhã, em Coimbra.


Quantas vezes o nosso riso é uma substituição para a agressão pura e simples. Quantas vezes a ironia ou o humor sublimam a violência que nos vai na alma. Já o fiz aqui muitas vezes e sobre este mesmo tema. Não hoje.
Hoje quero outro modo. Visita que sou do canal AR, tenho visto momentos que arrastam para a lama o que devia ser dignificado a todo o custo, a casa da Democracia. Não me refiro à maior ou menor dureza dos debates. Penso, até, que há por ali almas demasiado sensíveis à crítica, como se fossem mais insuportáveis as palavras ditas que os actos que as motivam. Mas Nuno Crato, com a seu número bufo dos tempos verbais, produziu um dos momentos mais canalhas e estúpidos que jamais vi naquele lugar. Não, não me estou a esquecer das absurdas cenas da União Nacional que nos narravam os impagáveis “Factos e Documentos” da Seara Nova. Não me lembro de alguma intervenção que tanto desconsiderasse os destinatários, que em tão pouca conta tivesse a inteligência e o sentido de decência dos seus ouvintes. Um marco na história do nojo político.
Ser político é uma das várias maneiras de os seres humanos poderem integrar a simpática classe dos Psitacídeos. Entre um deputado e um papagaio, as diferenças não serão, portanto, muitas, porque, no fundo, um bom fato é outro tipo de plumagem, um assento na Assembleia é um poleiro e basta repetir palavras pensadas por outros. Para além disso, todos sabemos que não há piratas sem papagaio em cima do ombro.
Carlos Abreu Amorim (CAA), por várias razões, tem-se feito notar, desde que integrou a bancada do PSD, nomeadamente quando perdeu as eleições para a Câmara de Vila Nova de Gaia. Tendo escolhido a função de papagaio, é natural que tenha perdido, também, qualquer sentido de decência. Por isso, comentando os recentes e contínuos problemas na colocação de professores, declarou, num debate com Marcos Perestrello: “Temos problemas com pouquíssimas centenas de professores.”
Em primeiro lugar, não sei a quem corresponde a primeira pessoa do plural. Será o governo? Será o partido? Será o país?
Mesmo admitindo qualquer uma das hipóteses, a frase pode levar-nos a pensar que os professores são um problema. No entanto, são as “pouquíssimas centenas” de professores, entre outras pessoas, que têm problemas. [Read more…]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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