Blogs do ano 2012: resultados 1ª fase

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A primeira fase do concurso terminou e os resultados estão apurados. Obrigado aos 816 blogs inscritos pela participação nas 42 categorias a concurso.

A segunda fase, composta pelos 5 mais votados de cada categoria, tem o seguinte calendário:

  • Votações 2ª fase: 21-01-2013 a 26-01-2013
  • Resultados 2ª fase: 27-01-2013

Os jogos continuam dentro de momentos.

Mau tempo em Portugal

tempestade coimbraPonto da situação em Coimbra:  a pátria segura-se, em Coimbra uma bandeira resiste, a Europa foi a primeira a virar-se ao contrário.

Esta tempestade adverte que o uso do governo vai causar ainda mais prejuízos.

Fotografado com o alto patrocínio do pessoal do Café Montanha, gosto muito de vento mas com tanta água na cara já não vejo nada.

Como destruir uma República

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«O debate público não será dominado pelas vontades autoritárias de grupos limitados».
Luís Pais Bernardo, aqui.

Mas afinal que dívida é esta de costas tão largas?

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É já amanhã, no Instituto Franco-Português, em Lisboa, que se faz o balanço de um ano de trabalho voluntário da IAC, uma iniciativa cidadã que quer saber que dívida é esta afinal, quem a contraiu, o que vamos fazer para acabar com ela, para que não sirva de pretexto para acabar connosco. Uma primeira conclusão: o Estado sempre é opaco. Mas como até ver o Estado ainda somos nós que pagamos, queremos saber: que dívida é esta?

“Eu acuso Balsemão”

Com a devida vénia publico aqui um texto da autoria do Paulo Querido, a quem agradeço a autorização de reprodução, cujo conteúdo subscrevo, palavrinha por palavrinha, João de Sousa

“Eu acuso Balsemão de se alhear do problema da pilhagem nos jornais, que agem como se fossem donos dos acontecimentos.

Eu acuso Balsemão de se alhear do problema da pirataria nos jornais, que pilham as fotografias e os videos das pessoas na net.

Eu acuso Balsemão de se alhear da realidade: as pessoas morrem, deixando os jornais sem audiências.

Eu acuso Francisco Pinto Balsemão de parecer “alheio” aos problemas “graves” desta forma de gerir incapazmente um grupo de Comunicação Social que devia procurar fazer a transição de paradigmas em vez de abusar dos legisladores, o que não lhe trará um cêntimo de benefício.

Nos últimos tempos, Balsemão tem sido o principal artífice da falsa acusação de que os motores de pesquisa se apropriam dos conteúdos. Os conteúdos a que Balsemão se refere não estão protegidos ou sequer sinalizados de que não devem ser indexados pelos motores de pesquisa. Pelo contrário, estão OPTIMIZADOS para serem indexados. Ou Balsemão ignora, ou Balsemão está a ser hipócrita. Ou directo ao metal: o que Balsemão quer, sei eu. [Read more…]

Por falar em manipulação

ImagemA jornalista Patrícia Silva Alves, de quem já li outras coisas na Visão, no i e por aí na blogosfera (umas, com interesse; outras, nem tanto), publicou na última Sábado um trabalho sobre manipulação de dados. Sob o título “Como usar os números para enganar”, a plumitiva usa o exemplo da Argentina, onde a inflação oficial é de 10%, e peritos internacionais apontam para 25%.

A Revista The Economist terá mesmo abolido como referência nos seus indicadores os dados oficiais, sob o argumento de que “estamos cansados de compactuar com o que parece ser uma tentativa de enganar votantes e investidores”. O caso é tanto mais grave quanto é certo que o FMI deseja suspender o direito de voto do país enquanto não forem emitidos dados fiáveis.

A ser verdade o que se afirma ali, e nada nos move em contrário, a McDonald’s terá articulado com o governo um preço abaixo da tabela para o Big Mac (será o mais barato de menu), usado pela revista The Economist para medir o custo de vida em vários países. Sendo a jóia da coroa e o hambúrguer mais famoso da cadeia, aquela multinacional tenta contornar o preço baixo ao tirá-lo da circulação em muitas das suas lojas, obrigando a que se consumam hambúrgueres mais caros. [Read more…]

Sofia Galvão não queria ruído

“O tempo em que se escreve o resto das nossas vidas” não tem jornalistas.

O segredo do conselho de administração

Uns senhores fizeram uma conferência chamada “Pensar o Futuro – um Estado para a Sociedade”. Parece que foi impulsionada pelo primeiro-ministro. Não acredito. Não acredito que o primeiro-mnistro deste país tenha caucionado uma conferência sobre um tema tão importante onde haja restrições à liberdade de informar.

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A não ser… A não ser que este encontro mais não seja que uma espécie de reunião do conselho de administração de uma corporação. Daí as preocupações com as ‘frases retirados do contexto’.

Nesse caso percebe-se. Como diz um afamado ditado: O segredo é a alma do negócio. Logo, como estão a tratar de negócios…

P.S. Há sempre a hipótese dos participantes na coisa quererem dizer palavras menos agradáveis em privado e evitarem serem confrontados com elas em público. Mas não deve ser isso. Não acredito que seja uma questão de falta de carácter.

P.S.S Há sempre a hipótese de ser o clube do Bolinha ou o Clube de Combate.

Serralheiros de Pamplona

Luis Azanza (El Pais)

Iker de Carlos (Foto de Luis Azanza, El Pais)

Para o cumprimento da lei, até da lei injusta, são necessários burocratas, executores, carrascos, serralheiros. Destes homens e mulheres pode dizer-se que, mais do que cumprir a lei, executam o serviço para o qual foram contratados, e não têm que concordar com os ditames da legislação, podem até discordar da sentença que executam, porque não lhes cabe a autoria do acto. São meros executores, e como tal não recai sobre eles a responsabilidade da injustiça que concretizam.

Quando alguém perde a casa que não podia continuar a pagar ao banco, a lei manda que o banco recupere a sua propriedade e o inquilino, que teve a ilusão de que era proprietário, seja expulso. E para que essa ordem seja cumprida, para que se execute a transição de propriedade desse imóvel, é necessária a substituição da fechadura, acto simbólico que sela a mudança de propriedade. Há casos em que o inquilino, julgando-se ainda detentor de direitos de proprietário, recusa-se a sair e o cumprimento da lei dita que a porta seja arrombada e que o infractor seja expulso da casa que não lhe pertence. [Read more…]

A propósito de cães e luta de classes

Milito no partido dos gatos desde pequenino. O cão, cão, segue o dono como seguiria o líder na matilha. Há o cão inventado pelo homem para ser assassino, o cão que pastoreia, o cão que guarda, o cão que morde pouco, mas o cão, cão, lambe sempre o dono.

O gato, animal de território pouco dado a bandos, conheceu a mãe, livrou-se dos irmãos, e tem domesticamente perante quem o alimenta o trato estritamente necessário para a sua sobrevivência. Sei segredos, gatos que salvam vidas, mas os meus defuntos não entram aqui.

Por via de uma família que mantinha um cão de matar entalado entre uma varanda e uma cozinha, assunto que naturalmente rebentou na morte de uma criança, anda por aí tanto latido que ensurdece. A esquerda divide-se, a direita devota de uma pomba estúpida, citando o sábio Caeiro, resfolega e puxa para a tourada, uma arca de noé em formato babel.

Tola carnificina de palavras. Mas recordo que os animais, sendo todos iguais são uns um pouco diferentes de  outros, adoro um cão, raivoso, este do Sérgio Godinho, que tão bem o explica. E esta é para ti, Raquel Varela, essa do Hitler enferma de uma pequena descontextualização histórico-zoológica: os animais irracionais, legitimamente, defendem-se uns aos outros, não obrigando com isso os racionais a desprezá-los; e depois tens no teu título um erro gramático, não é o cão de Hitler, é sempre o cão do Hitler. Faz uma certa diferença.

Subdesenvolvimento português

Evolução da percentagem de população entre os 25 e os 64 anos com pelo menos o secundário concluído
(1993 >>> 2011)

Alemanha: 79,4% – 86,3%
França: 56,0% – 71,6%
Grécia: 39,1% – 64,5%
Espanha: 25,5%-53,8%
Portugal: 20,0% – 35,0%

Fonte: PORDATA

Um banal dia de Inverno

eu
É nestes banais dias de Inverno, nestas segundas-feiras em que pouco se dorme, que percebemos que temos tudo para ser felizes. A felicidade está ali ao nosso alcance, é só não a desperdiçar.
Acordei com 3 mulheres ao meu lado. As 3 mulheres da minha vida. Depois de uma noite em que fui empurrado, arranhado e remetido ao centímetro quadrado a que tenho direito no lado direito da minha cama.
Saí para o trabalho com um vento gélido a enregelar-me a cara. Um vento de Inverno, acompanhado por um solzinho também ele de Inverno. Que nos faz acordar para a vida, despertar os sentimentos e as emoções.
Li o meu blogue. O Aventar e o grupo de amigos que por estes dias está de parabéns. As acusações e as calúnias de quem nada faz a não ser destruir. As acusações e as calúnias que só se fazem a quem é bom. Eu e os meus amigos somos bons.
Fui buscar a minha miúda e almocei com ela. Não comi, em mais um dos meus dias de 24 horas de fasting (jejum). Não comi, mas vi-a comer. Discuti com ela. Muito. Por uma parvoíce, como sempre. Acabámos abraçados.
E o que é passar uma noite mal dormida? Levar com o vento gelado na cara? Ver críticas injustas? Discutir com a minha miúda? Suponho que seja o caminho para a felicidade. Ao lado dela (s). Da minha miúda (s).

Gestação

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Le peuple des pauvres (JF Favre 2008)

Algo novo cresce, posso senti-lo – outro mundo, os filósofos dizem-nos grávidos dele. Apesar disso, em Portugal ainda não se acabaram os ecos sobre a brandura nacional, que a ser verdade percorreria as veias do sangue do povo português, fazendo dele a negação daquela “brava gente” afinal frouxa, que come pouco e cala muito, e se não está bem muda-se lá para fora, por onde de qualquer modo está habituada a andar. Abstêm-se? É porque não merecem mais do que o país que têm. Baixam a bola e entregam os pontos? É porque são cobardes, medrosos, habituados a ser subjugados e a uma vida de revolta – já nem saberiam viver doutra forma.  Não querem saber? É porque são burros que nem portas, unidades absortas da manada, gente nascida para ser dirigida, que ainda não largou o século XIX. [Read more…]

Desejos

mala chanelImagem roubada no Facebook a André Marques Viegas

 

O princípio da incerteza

cemitério de navios na Mauritânia

Ou o fim? No porão os ratos (muitos, muitos!) remexem-se aflitos, o velho navio afunda-se, o País vai mesmo mudar, e para muitos acabou. Resta saber quanto mudará, e sobretudo como, com que custos para o povo, com que Governo (Rui Vilar?), com que orçamento para 2013, com que resultados depois das eleições de 2014 (quem? que esquerda? que líder?) No Aventar, traduzimos o relatório do FMI: queremos compreender, com as palavras da nossa Língua. Está quase. Não será a bíblia do Governo, como disse já Passos Coelho (a do povo português não é certamente), mas muito do que vai ser levado a cabo no País (falando da sua condição de Estado-membro da UE, sob assistência financeira e soberania condicionada) desenha-se por lá. A parte relativa à equidade intergeracional levanta muitas questões – para além da linguagem paternalista e culpabilizadora dirigida às actuais gerações de pensionistas. Mas também a despesa com a Saúde e com a Educação dos portugueses é matéria de análise – sempre com o objectivo de reduzi-la, claro. A publicação deste relatório (feito por um credor do Estado, não deixa de ser irónico) marca claramente o fim de um ciclo longo. Resta saber que país vamos ter, quando à austeridade brutal (para pagar, designadamente, as heranças criminosas da corrupção financeira endémica) se acrescentarem as reformas.

Já cá faltava

“E não haverá aí uma culpa colectiva?” perguntou Mário Crespo a José Gil. Crespo bem tentou levar a água ao seu moinho caduco mas Gil não vergou. Para ver mais logo na SIC-N online.

Austeridade + reformas

= morte do povo português. “Uma aberração”, segundo José Gil.  “Restitua-se a energia ao povo”, pediu o filósofo esta noite na SIC-N.

O Aníbal, a Maria, o Pedro e a Laura

Luís Manuel Cunha

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Há descobertas verdadeiramente surpreendentes. Há dias, li no Público uma reportagem sobre a formação ministrada na Escola Superior de Polícia. Nela se dizia que aos instruendos, futuros oficiais, era obrigatória a leitura de Eça de Queirós (As Farpas) para que, através dele, tivessem uma noção do que é o Portugal de hoje. Fiquei, confesso, estupefacto. Mas compreendo bem a decisão dos responsáveis da Escola. Dizia Eça que o país vivia numa “pobreza geral”. Esta pobreza geral, continua o escritor, produz um aviltamento na dignidade que leva a que todos vivam na dependência. E, desta forma, nunca temos a atitude da nossa consciência, mas sim a atitude do nosso interesse. Ora, o indivíduo assim rebaixado, “tendo perdido a altivez da dignidade e da opinião, habitua-se a dobrar-se (…). Dobra-se sempre. Propõe injustiças e aceita-as” e, por isso, “julga o favor, a protecção, a corrupção, funções naturais e aceitáveis.” Era assim Portugal em 1871. Ontem como hoje. O país cretinizou-se. Tornou-se raquítico, medíocre, inculto, boçal. Basta atentar nas mensagens de Natal de Cavaco Silva e de Passos Coelho. [Read more…]

O relatório do FMI em poucas palavras

A palavra History surge apenas e somente fazendo referência ao historial contributivo. Democracy aparece uma única vez (!) e remetida para uma nota de rodapé relativa a uma tese norte-americana de 1962 sobre democracias constitucionais. Já politics e as suas derivações pode ser encontrada apenas 6 vezes no documento, enquanto que a palavra Constitution e familiares próximas surge quase sempre apensa ou muito próxima da palavra constrangimento.

A Myriam Zaluar vai ser julgada hoje

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A Myriam Zaluar começa hoje a ser julgada em Lisboa. Está acusada do crime de desobediência qualificada. Em Março de 2012, a Myriam foi identificada pela PSP quando tentava, juntamente com mais três pessoas, fazer uma inscrição colectiva de desempregados no Centro de Emprego do Conde Redondo, “um acto simbólico que pretendia chamar a atenção para a mentira dos números sobre desemprego em Portugal”.

A partir daí o processo desenrolou-se (mais mais rapidamente do que tantos outros, que envolvem crimes de verdade) e chega hoje à barra do Tribunal.

Percebi, nos últimos dias, que a maioria das pessoas desconhece esta história. Como desconhece muito do que está a acontecer neste país, aparentemente livre. À medida que os jornais vão despedindo os jornalistas, a realidade serve-se fria. Por isso, espalhem a notícia! É preciso contar a toda a gente o que anda a acontecer. Foi com a Myriam, poderia ser com cada um de nós.

As Janeiras cantadas a Duarte Lima

Visita guiada por Manuel João Vieira.

Portugal digital 2013

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Fui uma das primeiras pessoas em Portugal a usar a Internet, nos comecinhos da chegada da Rede mundial às casas dos portugueses. Fui também uma das primeiras jornalistas a escrever sobre o que isso representava em termos de mudança de sociedade – na web, na imprensa, e também na rádio: fui autora de um programa chamado Cibéria, nome com que acordei certa manhã, juntamente com a convicção de que tinha de fazê-lo nessa altura. Foi em 1997, estreou nas antenas da extinta e saudosa XFM, e depois transferiu-se para a TSF. A fazer esse programa de rádio, andei pelas escolas a falar com as crianças sobre a modernidade e o progresso, a tecnologia electrónica e o futuro da Era digital – o mundo que nesse exacto momento emergia, substituindo-se à já longa Era analógica, à mecânica dos átomos, e que transportava consigo utopias espantosas, como por exemplo o teletransporte – a minha preferida, espécie de excentricidade futurística, embora bastante menos importante do que a dimensão inclusiva, que assim a pensava eu no meu optimismo ainda um pouco juvenil. Esse mundo nascente seria inexoravelmente o dessas crianças que então andavam na escola, e ia ser uma coisa bestial (outra vez o meu entusiasmo pateta). [Read more…]

Tristezas

o pedro e o salazar
Gui Castro Felgas

Votar

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Uma das consequências perversas da arma de propaganda política que constituem as sondagens – falando das que se publicam para desmoralizar –, é levar as pessoas a desacreditar completamente: na democracia, na classe política (claro), mas também no próprio povo de cidadãos eleitores. Tudo fica então reduzido a essa visão do Inferno que transforma a gente a que se pertence no mais abjecto dos povos – gente burra que nem portas, incapaz de raciocinar e compreender os princípios do sistema eleitoral que, com a abstenção, premeia os vencedores, entregando-lhes ilegitimamente (falando da representatividade em que assenta o sistema) os governos da Nação. [Read more…]

Frio por Antecipação

frio2Cuidado, vai estar frio.

Estamos em Janeiro, em pleno Inverno, e como notícia dos jornais e das rádios sabe-se que a partir de sábado vai estar frio. Mas não é um frio qualquer, é um frio mesmo frio. Daqueles que gelam.

As temperaturas podem vir a descer 4 a 6 graus, mais do que é costume. Caramba, que cambada de mariquinhas.

Onde vivem as pessoas que consideram isto uma notícia? Vai estar frio porque é o tempo dele!

As temperaturas descem?, ponham mais uma camisola. É que estamos a falar de temperaturas médias de 4 a 9 graus (para as mínimas) que se podem transformar em 0 a 5 graus.

E, como se nada mais houvesse para dizer, transforma-se hoje, terça-feira, em notícia, o frio que poderá chegar no sábado.

 

Sondagem ou propaganda?

Jornal i encomendou sondagem a Alexandre Picoto, director da empresa de sondagens Pitagórica e membro da comissão de honra da candidatura de Pedro Passos Coelho em 2010. Não é a primeira vez que o diário pede sondagens à Pitagórica.

Ai, se o PPC e o Gaspar descobrem esta fonte de rendimentos…

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A história é simples e resume-se em poucas palavras. É um novo passatempo que está a fazer furor em Taiwan, mais concretamente, na cidade de Taichung. Quando um idoso está com cancro em estado terminal, aceitam-se apostas que tentam acertar em que momento a pessoa morrerá. Os apostadores são, muitas vezes, familiares e até médicos! Trata-se de uma nova moda de apostas por aqueles lados e consta que já abriram mais de 10 casas de jogo à custa desta actividade. Quem são os grandes impulsionadores da expansão deste nicho de mercado? Clubes de idosos (tipo casa de repouso, estão a ver?) disfarçados de instituições de solidariedade, que assim lucram e muito (vejam os números referidos em ambas as notícias) à custa de idosos doentes, provenientes sobretudo de famílias empobrecidas.

Tá chunga apostar assim na morte de outros…

Dar manteiga?

Expresso   Revista   5 de Janeiro de 2013
Não fiquei a perceber muito bem como começou Marcelo Rebelo de Sousa a sua carreira política. Desconfio que algo entre a vichyssoise e um molho intragável.

Fonte: Expresso 5-1-2013

Blogs do ano 2012: a votação

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Com 511 blogs inscritos, as votações para a primeira fase do Concurso Blogs do Ano 2012 estão abertas. Dado o elevado número de participantes a votação na sua primeira fase, a decorrer até 19-01-2013, vai-se dividir por quatro urnas, ou seja, por quatro páginas, acessíveis a partir da página principal do concurso.

Cada leitor poderá votar em todas as 44 categorias a concurso. O controlo da votação é o das votações do WordPress/PollDaddy , impedindo a repetição do uso do mesmo IP no espaço de 24h. Sim, toda a gente pode votar uma vez por dia…

 

Ser Feliz Com Nada

sugestãoMas por que motivo e por que diabo não poderei ser feliz com Nada?! Viver de belo-árvore-flor-livro, viver de céu, sol e mar, tratar das minhas pencas, cenouras, favas, couves, cuidar das minhas árvores, restringir-me ao essencial, abrir o olhos para o ecrã da vida muito mais que para o ecrã tóxico da grande mentira virtual, cumprir com o que me incumbe nas responsabilidades de pai e depois não consumir porra nenhuma. Nada. Não consumir, não comprar, não pagar, não gastar absolutamente nada, em primeiro lugar por não fazer parte desta turma de cus sagrados, sibilas, cérebros abençoados, especializados em viver acima das possibilidades de dois ou três portugais com o resto da gente como eu por estes dias a roçar a indigência pelas esquinas, a sensação de injustiça nos precipícios de onde ainda não se atiraram. Em segundo, por desdém e desprezo assumido para com esses prazeres legítimos que assumimos como naturais, um café, um sumo, um jornal, um chocolate, uma alegria comercial qualquer dentro do miserável espectro paupero-classe média dos vinte euros. Quando estou horas à beira-mar, sinto que, sim, eu posso. Por isso declaro desde já que abdico de consumir. Uma factura por cada pão. Uma grande paz por cada dia sem aquisições minorcas nem despesas fúteis nem recreio, nem coisa absolutamente nenhuma. Esses que venderam o cu para hoje passearem o espólio de anos de saque à mama da política que olhem para mim: façam bom proveito do furto. Tratarei de ser feliz com Nada.