A luta pela liberdade não tem donos. Há 64 anos, começava a luta do povo húngaro contra o comunismo. Aqui fica uma música italiana que homemageia quem luta por um povo livre.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
A luta pela liberdade não tem donos. Há 64 anos, começava a luta do povo húngaro contra o comunismo. Aqui fica uma música italiana que homemageia quem luta por um povo livre.
Tantos séculos a evoluir, a quebrar barreiras e a tornar as sociedade mais livres. Começamos pelas liberdade grupais, passando para as liberdades individuais. Começamo-nos a perguntar como tornar as pessoas mais livres, um mundo mais justo e menos desigual. Eliminamos preconceitos e fizemos progressos. Consideramos que os nossos antepassados estavam errados, mas não acho que seja certo dizer isso, pois eu espero que os meus netos me considerem retrógrado. É sinal que a geração deles conseguiu tornar as pessoas ainda mais livres. [Read more…]

Faz-me imensa confusão, esta comparação disparatada entre a possibilidade do governo nos enfiar uma app telefone adentro, transformando agentes de segurança em monitorizadores de telemóveis, e os dados que entregamos voluntariamente aos Facebooques da vida. Será assim tão difícil de perceber a diferença entre uma imposição coerciva e uma decisão pessoal e voluntária?
Sejamos sérios: se eu, ou qualquer um de vocês, decide entregar informação pessoal a uma plataforma digital, bem ou mal, é de uma escolha livre que se trata. Uma escolha que pode ser revertida a qualquer momento. Se um governo decide impor uma aplicação, fazendo uso de multas e de patrulhamento policial, é o espírito da democracia que está a ser posto em causa. São os nossos direitos, liberdades e garantias que estão na prancha. [Read more…]
A Polónia enfrenta vários ataques à democracia, principalmente pela forma que são tratadas as pessoas lgbt. Ao contrário de Portugal, é urgente travar esta situação. Em 2020, na Europa que sempre foi pioneira na defesa pela democracia, não podemos permitir que haja zonas livres de lgbt. Assobiar para o lado não é solução e há pessoas a verem os seus direitos renegados devido à sua identidade. Convido todos, independentemente da ideologia política, a assinar esta petição do LIVRE.
Não podemos permitir que a Liberdade e a Democracia estejam ao sabor de ideologias.

A democracia alcancou hoje uma grande vitória, com o veredicto da justiça grega que ilegalizou o partido de extrema-direita Aurora Dourada. A partir deste dia histórico, para a Grécia e para todo o mundo democrático, o gangue neonazi grego passou a ser, oficialmente, uma organização criminosa.
Na foto podemos ver o arianíssimo Nikos Michaloliakos, líder do Aurora Dourada e negacionista do Holocausto, condenado por liderar uma organização criminosa responsável por homicídios, espancamentos, perseguições e outras actividades comuns entre a extrema-direita. O julgamento condenou ainda 68 outros arguidos, entre eles 18 ex-deputados do partido. Não admira que esteja com este ar de zangado.
Que a Europa ponha os olhos no berço da democracia e ganhe coragem para, de uma vez por todas, ilegalizar e julgar todos os criminosos que querem fazer do medo e da violência uma arma política. O lugar deles é na prisão.
Há pouco mais de um mês, chegava à República Checa, país que celebra hoje o dia do tão belo nome Francisco, František para os amigos, para iniciar um dos maiores desafios da minha vida: trabalhar com crianças com deficiências. Antes de começar isto, digo-vos com toda a sinceridade que há momentos hilariantes. Sim, porque eu não pertenço ao clube que confunde respeito com condescendência. Já trabalhei com duas turmas, uma de miúdos com 5/6 anos, outra com miúdos com 13/14 anos. Os mais pequenos tem uma mistura incrível entre a pureza da infância com os seus problemas. Há pequenas coisas que se tornam uma autêntica vitória. E isso é bom de assistir. Para facilitar, eles podem chamar-me Chico. Há uns dias, um miúdo chamou-me Choco. Não entendi o porquê, mas se era para escolher o nome de um prato típico português, ao menos que fosse Tripas ou Francesinha. [Read more…]
Então o Trump não estava a tomar hidroxicloroquina como medida preventiva?
(…) Trump, que primeiro apontou a droga como uma cura de coronavírus em Março, disse acreditar que funcionou “nos estágios iniciais”. [Euronews]
E agora, vai curar-se com o remédio que andou a anunciar? Ou será que se vai injectar com lixívia? Ou talvez com feixes de ultravioleta?
O mentiroso das pernas curtas caiu na sua própria demagogia. Sorte a dele que, ao contrário dos que morreram sem acesso a cuidados de saúde, tem um batalhão de médicos e abundantes meios para zelar por ele.
Trump diz que ainda acha que hidroxicloroquina funciona no tratamento do coronavírus em estágio inicial (CNBC, JUL 28 2020)
Trump foi questionado por um repórter sobre um vídeo que ele partilhou no Twitter, que se tornou viral nas plataformas de social media, onde se afirmava que a hidroxicloroquina é “a cura para Covid” e que “não se precisa de uma máscara” para retardar a propagação do coronavírus.
“Acontece que eu acredito nisso. Eu aceitaria. Como sabe, eu tomei-a durante um período de 14 dias. E como sabe, estou aqui. Acho que funciona nos estágios iniciais”, disse.
Hoje termina Setembro e, como muitos sabem, este é o mês da prevenção ao suicídio. Amanhã é Outubro e as hashtags acabarão, a preocupação imensa das pessoas desaparecerá, mas a saúde mental continuará a ser um problema. Amanhã já podemos voltar a dizer “são coisas da tua cabeça”, “estás a fazer filmes”, “vai dar uma volta, que isso passa”. Amanhã podemos continuar a achar que as doenças mentais se resolvem “sendo forte” e lendo um artigo de uma guru licenciada no Instagram. Amanhã podemos continuar a usar exemplos de pessoas que sofrem para ajudar outros. Sim, porque toda a gente sabe que quando se parte uma perna o melhor a fazer é ligar a um amigo que já tenha partido a perna.
Deixem-se de hipocrisias e de falsos humanismos em troca de pontos sociais. Além de não ganharem nada com isso, há pessoas a perder bastante. A perder a esperança. E quando se perde totalmente a esperança, sabem o que acontece? Pois. De 40 em 40 segundos.

Neste momento, eu só pensava no que iríamos ouvir se o Ljubomir estivesse ali presente.
Estes meninos checos de 4/6 anos fizeram um bolo de chocolate. O mais perto que eu estive disto, em toda a minha vida, foi quando meti um Petit Gâteau a aquecer um minuto no microondas.

O Futebol Clube do Porto é tão importante, que hoje, dia do seu 127º aniversário, é feriado na República Checa.
Parabéns a todos aqueles que todos os dias fazem do FC Porto o Clube que amamos.
Pela Cidade, pelo Clube, por nós:
Viva o Futebol Clube do Porto!

Chovem picaretas oriundas de múltiplas direcções contra o absurdo acordo de livre comércio UE-Mercosul ((Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), que foi já assinado em 28 de Junho de 2019, mas que, para entrar em vigor, depende da ratificação de todos os países envolvidos.
Um dos posicionamentos mais actuais contra o acordo provém de 22 cientistas de diversas instituições europeias e americanas que apresentaram um estudo demonstrando que o acordo é incompatível com as diretrizes ambientais da União Europeia (UE), nomeadamente com o Acordo Verde Europeu:
“Segundo os pesquisadores, os problemas centrais são que o acordo (…) não prevê sanções em caso de descumprimento de metas ambientais, não exige transparência, não traz mecanismos de rastreabilidade dos produtos e não é inclusivo – ou seja, ouviu apenas os participantes da cadeia produtiva exportadora, mas não os povos que serão diretamente impactados por ela.”
“O plano europeu objetiva preservar a biodiversidade, o meio ambiente, ser socialmente justo e inclusivo. Assim, as cadeias produtivas de alimento que abastecem a Europa precisam atender a esses critérios”. “Mas o acordo comercial pretende aumentar importações [por parte da Europa] de commodities que trazem riscos de desmatamento e de violações de direitos humanos, sem observar esses critérios de sustentabilidade, como participação [dos povos locais], consulta e inclusividade, transparência, rastreabilidade.”
Na sexta-feira passada foi a vez da comissão francesa para a avaliação do acordo UE-Mercosul, criada por Emmanuel Macron, divulgar o seu relatório. E diz: o acordo é uma “oportunidade perdida” em questões ambientais e sanitárias que irá acelerar a desflorestação nos países do Mercosul, enquanto que não inclui “quaisquer medidas eficazes para a implementação dos compromissos climáticos”.
São tantas e tão diversificadas as frentes que denunciam este anacrónico acordo – tanto do lado de cá, como do outro lado do Atlântico -, que pode ser que seja desta que o resultado venha a ser propício aos povos e ao Planeta e não ao agronegócio e à indústria química e automobilística. Macron e até Merkel já declararam que tal como está não passará e a Áustria e o Luxemburgo também acenderam o sinal vermelho. Mas nada disto é de fiar, mais jeitinho menos jeitinho.
A ver, a ver, se a fossanguice gananciosa do negócio e o seu lobby vão fazer a comissão tirar da cartola o truque da “separação” da parte comercial do acordo (retirando-a do acordo geral de cooperação mais amplo) para que possa ser ratificado por maioria qualificada no Conselho e sem passagem pelos parlamentos nacionais ou/e aquele inútil “instrumento interpretativo” que sacaram para o CETA. Tanto quanto se tem manifestado, o governo português, com especial ênfase durante a próxima presidência, tudo fará para que este acordo avance – com ou sem as chamas no Amazonas a agilizarem as alterações climáticas, com ou sem extermínio dos povos indígenas.

Estive uma semana em Praga, numa formação, pois estou a fazer voluntariado numa terra checa chamada Karviná, e toda a alimentação foi vegetariana ou, para ser mais preciso, ovo-lacto-vegetariana. Isto num restaurante à frente de outro chamado Meat Vandals. É brincar com o menino!
Gostava de conseguir não consumir produtos de origem animal, mas obviamente nunca o irei fazer. No entanto, os ditos ativistas deveriam alterar a sua forma de passar a mensagem. De que vale haver um vegan, se há outros 10 a comer carne todos os dias? Seria mais importante todos reduzirmos na carne de forma moderada. E são dados como os da imagem que nos deveriam fazer repensar conscientemente.
Eu não vou deixar de comer carne, ovos, nem nada disso. Se calhar, estou errado, mas continuarei a estar. Porque sou boa pessoa, mas não o suficiente para deixar as minhas francesinhas e os cachorros de madrugada.

Esta semana foi bastante animada. Uma semana em que eu acabo a dizer “que é impossível este Governo bater mais no fundo”. O impressionante, e que é de dar mérito, é que nos conseguem sempre surpreender.
Foi notícia por todo o país a presença de António Costa na comissão de honra na candidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica. Gostei de ver que apenas uma situação foi capaz de expor o lixo que temos na nossa política. Por incrível que pareça, eu não acho que um político não se possa envolver no futebol. Não me parece correto limitar essa liberdade. É lançar suspeitas para uma certa área, neste caso, o futebol. António Costa não integrou a comissão de honra de um simples candidato, integrou a lista de um dos maiores devedores à banca que há em Portugal. O Primeiro-Ministro que os portugueses escolheram gozou com a cara destes mesmos, ao apoiar alguém com responsabilidade em enormes dificuldades que muitas famílias passaram e passam. Mas este raciocínio parece muito complexo, quando tens um lugar para defender. Da esquerda à direita, tivemos pessoas a defender o PM e alguns em silêncio. Sim, porque defender o povo português contra a corrupção é bonito, menos quando me pode afetar para sempre. André Ventura é exemplo disso.
O mais bonito no meio disto tudo, foi ter sido Luís Filipe Vieira a retirar o Primeiro-Ministro da comissão de honra.
Tudo isto é bastante confuso, mas há certezas que ficam. Há uma enorme promiscuidade entre o PS e o Benfica de Vieira, com o consentimento daqueles que não querem enfrentar instituições tão poderosas. A esquerda não quer perder o poleiro e por isso assiste tranquilamente a estes tiques anti-democráticos. O principal partido de direita, o PSD, é um tentáculo do PS e não é capaz de fazer oposição séria. Esta falta de representação dos interesses do cidadão leva a revoltas que se refletem no crescimento de um partido sem ideias, o Chega.
Os portugueses continuam a achar isto normal e correm o risco de um dia acordar a pensar no tempo em que era possível mudar isto. Enquanto um ministro dizer de forma inocente que tem uma aversão ao azul revoltar mais do que este despotismo da classe política, estamos mal. São estas coisas que me fazem quase querer desistir de Portugal. A diferença está no quase.
Por isso, obrigado PAOK por teres derrotado o clube que tanto mal faz ao meu país. Em 2023, é a nossa vez. (Não escondo que me ri baixinho, devido à confiança que tenho no atual país)
Antes de mais, peço desculpa. Este assunto é demasiado importante para ter esperado tanto.
Apesar de pouco se falar do assunto, há um jovem português que está detido há quase um mês na China. Este jovem integrava um grupo de 12 ativistas pró-democracia em Hong Kong. Foram acusados de “travessia ilegal”, ao dirigirem-se para Taiwan.
Tsz Lun Kok, indivíduo com dupla nacionalidade, está desde então sem poder contactar a família e sem acesso a advogado. Sendo este jovem de 19 anos cidadão português, tem de ser defendido intransigentemente pelo Estado português contra qualquer ataque anti-democrático. Até agora, apenas a Iniciativa Liberal pressionou o Governo e mesmo assim soube a pouco.
Todos sabemos que é muito mais popular fazer manifestações contra Bolsonaros ou Trumps do que a favor de um adolescente com nome asiático, mas é obrigação dos partidos que constituem a Assembleia exigir a defesa do nosso concidadão.
O Governo português tem de ter coragem de colocar os interesses de Portugal e dos seus valores democráticos à frente de qualquer “boa relação secular”.
Justiça para Tsz Lun Kok!
Muito provavelmente, daqui a duas semanas, não veremos nenhum surto de Covid-19 devido à realização da Festa do Avante. Mas, também, nunca foi isso o que esteve em causa. Tanto o PCP como quem permitiu que esta festa de realizasse foram totalmente irresponsáveis. Portaram-se como se de um grupo de jovens que quer ouvir uma música e conviver com os amigos se tratasse. Fazer choradinhos a favor do Avante acusando as pessoas de ir para a praia, por exemplo, é igual a um pai chorar por não querer comer o bacalhau, acusando o filho de dois anos não comer a sopa. A responsabilidade social de um partido político é totalmente diferente da responsabilidade social de cidadãos comuns. Não tenho dúvidas de que as regras foram sempre ou quase sempre cumpridas. Afinal, o PCP não é assim tão displicente. O que aqui está errado é a falta de respeito pelos trabalhadores que estiveram na linha da frente, por aqueles que perderam familiares, por aqueles que viram as suas vidas alteradas por causa deste vírus. A não realização da Festa não seria apenas para evitar contágios, mas sim um exemplo para os demais. Apesar de não ser apenas característica do PCP, mais uma vez vemos a classe política a fazer de tudo para ser descredibilizada. Mais uma vez, vemos a ideologia e os interesses políticos a terem mais importância do que a vida do cidadão. Temos de perceber uma coisa: na política, só há um clube que queremos que ganhe, é o cidadão. Esquerda, direita, centro, por cima ou por baixo são apenas táticas para lá chegar.
A realização do Avante envergonhou-me. Até do Partido Comunista esperava mais.
Isto é tão mau, tão, tão mau que nem sei bem por onde começar. Como sempre, a esquerda a alterar a realidade para alimentar um mundo virtual onde imaginam ter uma pontinha de razão para as suas ideias sobreviverem. E a petulância, Deus Meu? Uma petulância tão insultuosa, tão patética, tão trafulha que, caso fosse necessário, bastava para definir esta senhora.
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Entretanto, numa manifestação de teóricos da conspiração contra o uso de máscaras, seguidores da seita QAnon clamam pela dupla Putin-Trump, que os salvará do deep state, das vacinas contra o sarampo, do marxismo cultural e, claro, de Satanás. São chanfrados? Sim, são chanfrados. E isso torna-os ainda mais perigosos. Já tínhamos os mujahedines, os telecurandeiros do dízimo e agora estes. Em princípio, é desta que o mundo acaba.
Segundo estas raríssimas espécies, “A Tempestade” está para breve. E o que é “A Tempestade”, perguntam vocês? É o dia em que o exército tomará o país de assalto, durante o qual milhares de membros da cabala mundial de pedófilos adoradores de Satanás serão presos e sumariamente executados, e a Terra será salva. Não é um Nineteen Eighty-Four, mas dava um bom argumento para uma série televisiva. A Netflix que abra a pestana. [Read more…]
Who did this?? 😂 pic.twitter.com/GFZYGRLUxX
— MeidasTouch (@MeidasTouch) August 25, 2020
Entretanto, na Convenção Republicana, dominada por Trump, pelos filhos de Trump e pelas namoradas e namorados dos filhos de Trump, o stock de cocaína parece ter chegado ao fim. Vivem-se tempos perigosos e alarmantes, na Land of the free.

Jacob Blake, cidadão americano, negro, desarmado, foi baleado por agentes da polícia de Kenosha, Wisconsin, com sete tiros, em frente aos seus três filhos. Está no hospital, paraplégico, a lutar pela vida.
Kyle Rittenhouse, cidadão americano, branco, armado com uma semiautomática AR-15, assassinou dois manifestantes que protestavam contra a brutalidade policial que vitimou Jacob Blake, dirigindo-se posteriormente na direcção da equipa SWAT no local, que não disparou qualquer tiro ou prendeu o criminoso, permitindo que o mesmo regressasse ao Estado vizinho do Illinois. [Read more…]

O grande incêndio do passado fim-de-semana, no mundo paralelo das nas redes sociais, foi o vídeo de uma escola de dança de Viana do Castelo, alusivo às festas de Nossa Senhora da Agonia, alegadamente censurado pelo Facebook, devido a denúncias de racismo.
Fui ver o vídeo, que me chegou via WhatsApp, sem ponta de racismo por onde se lhe pegasse, e, quando dei por mim, o incêndio já consumia centenas de hectares virtuais no Facebook e Twitter. Impulsionada pela extrema-direita, nas suas versões oficial, dissimulada e “still inside the closet“, a narrativa era objectiva: a extrema-esquerda antifa e anti-católica havia desferido um violento e ignóbil ataque contra as bicentenárias festas minhotas. A intolerância, o comunismo, a Venezuela e até o Estaline tinham subido à Terra para censurar as jovens bailarinas. Mais um episódio de cancel culture, marxismo cultural e mais não sei o quê. [Read more…]
Revolução Liberal, há 200 anos, no Porto.
Não esperemos pela degradação total da nossa Liberdade para voltar a agir em prol do valor mais importante.
Post editado porque uma das frases do texto, não correspondia, milimetricamente, à verdade. Pelo facto, me penitencio.
Vi nas redes uma lista (grande) de situações em que Costa perdeu a compostura e se irritou para lá do que é “portuguesmente” admissível. E, realmente, percebe-se que o homem não é boa rês.
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Entretanto, em Minsk, a onda de terrorismo de Estado avança, imparável. Um tirano, violento e decadente, que governa a Bielorrússia como se fosse sua, ordenou às forças de segurança que reprimissem os manifestantes, tendo já encarcerado, sem os procedimentos legais normais no resto (ou na maioria) da Europa, mais de 6 mil jornalistas, líderes associativos e sindicais, activistas, opositores políticos e outros “agitadores”. Isto não é comunismo, nem fascismo, nem outro ismo qualquer. Isto é uma monarquia absoluta travestida de República. E a Europa deve deixar-se de politicamente correctos e retaliar. Sanções, boicote económico, corte de relações diplomáticas, não sei. O que os decisores políticos acharem mais adequado. Mas isso obrigaria a fazer o mesmo à China ou à Rússia, só para citar dois exemplos, e seria too much. Porque produtividade, crescimento económico e competitividade e tal. E as democracias ocidentais também têm as suas prioridades. Tal como o capitalismo selvagem, que não funciona sem as ditaduras que providenciam a mão-de-obra barata semi-escrava.
O mundo real é fodido, não é?
Propositadamente deixei passar algumas semanas desde o assassinato a sangue-frio de Bruno Candé numa rua de Moscavide, para escrever estas linhas.
Ao que se sabe, a vítima tinha um cão, que incomodava Evaristo Marinho, autor dos disparos. E segundo vários relatos que tenho lido de testemunhos na vizinhança, não era Bruno Candé a única pessoa na vizinhança a ser ameaçada pelo idoso Evaristo, 76 anos, ex-combatente no ultramar, frequentemente quezilento, neurótico, pessoa descrita como tendo mau-feitio. [Read more…]
É demasiado óbvio que o aumento do número de assinaturas de 4.000 para 10.000 para que uma petição pública seja debatida em plenário na “casa da democracia” é um “sinal de fechamento na Assembleia da República, na participação dos cidadãos e na vitalidade da própria democracia”. E é-o de facto, não pode apenas “ser visto” como tal, conforme relativiza Marcelo Rebelo de Sousa.
Desta vez, o veto de Marcelo é em favor dos cidadãos e oferece uma oportunidade de apagar aquele dia negro para a democracia portuguesa em que a arrogância do PSD (que queria até aumentar o número mínimo para 15.000) e do PS quiseram abafar a voz da cidadania. Aceitam-se apostas.
“Tudo o que seja revelar desconforto perante a participação dos cidadãos não ajuda, ou melhor, desajuda a fortalecer a democracia” – Pois é. E “desconforto” é apenas um eufemismo para a falta de pachorra destes partidos em causa própria, que não valem um chavo porque os cidadãos só lhes interessam para enfiarem o voto na urna. Até a esfarrapada justificação para a alteração da lei foi desmascarada: “o número de petições desceu em 2018 e 2019, relativamente a 2017 – portanto não é válida a justificação do trabalho parlamentar”.
E depois admiram-se que o Chega suba.

Se Portugal fosse um país racista, segregacionista, as manifestações de homenagem a Bruno Candé corriam sérios riscos de serem abalroadas por contramanifestações de neofascistas e neonazis violentos. Felizmente, ainda não chegamos a esse ponto. O racismo existe, está impregnado no nosso tecido social, das mais variadas formas, mas os portugueses, é minha convicção, não são um povo estruturalmente racista.
Isso não significa que o racismo seja um fenómeno residual. Não é. E, a esse respeito, vivemos tempos perigosos, aqui e em todo o mundo democrático. Tempos de ressurgimento de forças que promovem o racismo e a xenofobia, não raras vezes com violência à mistura, e que dão voz à boa velha ilusão conspirativa da invasão árabe, que destruirá a tal democracia europeia que também eles querem destruir, e a submeterá a sharia qualquer. Tão útil que ela é, para contornar os princípios mais elementares que presidem às democracias liberais, e ir por aí fora, a atropelar direitos humanos e liberdades fundamentais, Tiananmen style. E dizem eles que não gostam dos chineses. Tomara eles, poder “governar” como os camaradas do PC Chinês (suspiro). [Read more…]

Na narrativa do fascismo do terceiro milénio, a luta por mais e melhores direitos civis, em particular de quem não os tem, representa uma ameaça à sobrevivência da nação e dos patriotas, seja lá o que isso significa para essas pessoas. Depois existem os idiotas úteis, que, não sendo necessariamente mal-intencionados, caem na esparrela da falsa equivalência, abrindo caminho para a normalização da extrema-direita. [Read more…]

Ricardo Araújo Pereira sintetizou o embuste na perfeição, numa das últimas edições do Governo Sombra: imaginem que eu tenho um quilo de maçãs, que me custou 2€, e vendo-o a uma pessoa, que eu não sei quem é, por 1€. E essa pessoa diz-me assim “tens 1€ que me emprestes?”, para me pagar o euro. Eu empresto, e depois peço ao fundo de resolução o euro que falta.
Não, não é nada estranho. Acontece todos os dias, em todo o lado onde o capitalismo é quem mais ordena. Desta vez soube-se, porque, convenhamos, o Novo Banco é um banco em decadência, desde a sua criação, e há muito dinheiro dos cofres públicos que se perdeu por lá, para não falar no Salgado, no Sócrates e nos restantes indivíduos que pilharam o GES, depois do GES ter pilhado meio mundo. E quando estamos a falar de pessoas e entidades caídas em desgraça, a coragem dos holofotes mediáticos tende a aumenta substancialmente. [Read more…]

No tempo do Salazar é que isto era um país às direitas. Literal e orgulhosamente. Reparem no exemplo das professoras do ensino primário que pretendiam casar, e que só precisavam de aprovação do pai, de um parecer positivo do director do distrito escolar e da autorização do Ministro da Educação Nacional. Nada mais. Era ter estas três aprovações e estava resolvido o problema. Nada dessas modernices vagabundas, que estão a destruir a família cristã, em que a mulher escolhe o seu caminho e faz as suas próprias opções. Com Salazar e o seu grupo de forcados, poucas vergonhas como essa não passavam.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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