O Aventar vem de longe

[Paulo Guinote, O Meu Quintal]

O Aventar faz doze anos, o que em idade de blogues é certamente uma idade de respeito. O Aventar é dos tempos em que os blogues serviam para  comunicar algo de diferente, informar mais, esclarecer o que se sentia que não tinha lugar nos meios de comunicação tradicionais e não apenas para vender fraldas, cosméticos ou cera para a ponta dos bigodes. É do tempo – e assim se mantém – em que não se entrava numa página tão carregada de publicidade que dá vontade logo de sair, tamanha a dor nos olhos e na alma.

Apesar do aspecto que não hesito em classificar como “clássico” (partilho o gosto por aquele fundo branco), soube adaptar-se aos tempos, espalhando-se pelas redes sociais e até tendo agora – o tempora, o mores! – um podcast de sucesso. Ao contrário de umas teses peregrinas que por aí andam, o Aventar está muito vivo e recomenda-se. Ao contrário de outros blogues que se limitam a sobreviver para dar visibilidade a uns quantos aspirantes a assessores de grupos parlamentares ou governantes, o Aventar existe porque faz sentido em si mesmo. [Read more…]

Pela boca morre o peixe…

“Estes gajos do Porto são uns calimeros, sempre a reclamar que são mal tratados pela comunicação social do Al Andalus e tal e coisa”.

Entretanto:

 

2009 – 2021: 12 Anos a arejar

Francisco Louçã, um negacionista?

Todos nós conhecemos Francisco Louçã, atual Conselheiro de Estado. Sabemos que tem uma obsessão pelos seus fantasmas neoliberais e que faz parte de uma classe desonesta que tortura a realidade até que ela fique a seu gosto. O próprio Francisco Louçã, que em pouco dignifica o meu bonito nome, teve também momentos infelizes em que tenta colar nomes como Friedman e Hayek a autênticos facínoras, recorrendo a citações totalmente descontextualizadas. Também foi apanhado a mentir sobre a taxa fixa proposta pela Iniciativa Liberal e foi ainda desmascarado por Mário Amorim Lopes numa troca de galhardetes que foi do Expresso ao Observador. [Read more…]

Chamar os Putins pelos nomes

Joe Biden chamou assassino a Vladimir Putin, e logo um coro de virgens ofendidas surgiu a rasgar as vestes, pelos mais variados motivos que vão da vassalagem a Moscovo, que impera no leste da Europa, ao anti-imperialismo estado-unidense, passando pela fábula da diplomacia, inútil contra tiranos totalitários, ou peloa receios de que o Ocidente perca o acesso ao enorme mercado russo.

Putin é um facínora que deve ser sancionado, embargado e isolado. E a cada novo negócio que a Europa ou os EUA fazem com o regime de Moscovo, onde praticamente toda a economia está concentrada nas mãos dos oligarcas UE gravitam em torno do Kremlin e da figura do seu imperador, é mais um prego que se martela no caixão da democracia, mais um milhão que Putin transfere para os seus satélites europeus, mais um passo na legitimação da autocracia, com cada vez mais adeptos no bloco europeu.

Esteve bem, Joe Biden, ao apelidar Vladimir Putin de assassino. Porque é exactamente isso que ele é. Depois de quatro anos de vassalagem bajuladora de Trump, é tempo de chamar os ursos pelo nome e assumir uma posição de ruptura. Enquanto o Ocidente não for capaz de se demarcar deste é de outros regimes, como o chinês ou o Saudita, a democracia continuará a ser um mero eufemismo para o colaboracionismo que nos assiste. Não foi para isto que se derrubou a Cortina de Ferro. Putin é nosso inimigo e é tempo de o começarmos a tratar como tal.

Magina tu isto!

O vídeo que se segue foi publicado pelo juiz Rui Fonseca e Castro. Neste vídeo, declara que irá apresentar uma queixa-crime contra Magina da Silva, Director Nacional da PSP, a quem acusa de ser maçom. No final, desafia Magina para uma luta de MMA (Artes Marciais Mistas), a fazer lembrar as ameaças que os meus colegas e eu trocávamos no oitavo ano, “lá fora vais ver”.

Do ponto de vista humano, é um documento interessantíssimo. No que respeita ao processo de selecção dos magistrados, é caso para ficarmos todos preocupados.

 

Citações: A RTP que você paga e bem

O João Gonçalves no JN a explicar como a coisa funciona:

O dr. Paulo Portas esperou pela altura que mais lhe convinha para largar uma frase, outra, no “Expresso”. Se houvesse mexidas na RTP, então o CDS tinha de rever os termos do acordo de governação. Passos Coelho, que tinha mais com que se preocupar, deixou cair o assunto numa reunião melancólica em S. Bento, no Outono de 2012, aquando da apresentação de modelos alternativos de gestão. Gaspar fez orelhas moucas. E o regime ganhou. Miguel Poiares Maduro que, meses depois, sucedeu a Relvas, criou o Conselho Geral Independente da RTP. Filtrado pela composição circunstancial do Parlamento, o CGI passou a indicar a Administração da empresa. Foi assim que, 70 mil euros depois, pagos à consultora Boyden (onde Rio trabalhou), aparece Nicolau Santos para presidente do CA da RTP. Ainda presidente da Lusa, Nicolau nem por isso deixou de comentar nas televisões e na Antena1, de forma invariavelmente favorável ao PS e ao Governo. No grupo Impresa, chegou a promover um falso “alto funcionário da ONU” que incensou no ecrã e em prosa vária. A Oposição, a começar pelo PSD, vai deixar passar o simpático Nicolau, um homem para todas as estações.

O comportamento de Cristiano Ronaldo foi vergonhoso!

Numa das três ou quatro tiradas avulsas em que despejei nas redes sociais a minha indignação face ao comportamento de Cristiano Ronaldo, pessoa amiga deixou o seguinte comentário:

Mas querias o quê?! Que ele continuasse em campo e não atirasse a braçadeira ao chão, portando-se à altura de um atleta profissional, de 36 anos, que sabe agir com desportivismo e maturidade? Tens cada uma…

Lapidar, ou seja, digno de ser inscrito na pedra – está tudo aqui: a falta de profissionalismo, de desportivismo e de maturidade.

É difícil, em qualquer jogo, com a adrenalina no máximo, manter a serenidade? É, mas aos que devem ser exemplos exige-se que façam o mais difícil. É difícil dominar uma bola que vem com força, é difícil driblar em corrida, é difícil rematar com os dois pés, é difícil saltar a 2,56 metros de altura durante 1,5 segundos e cabecear, é difícil ser o melhor marcador de sempre. É difícil não perder a compostura, quando um golo é mal anulado no último minuto de jogo.

É grave que o português mais conhecido no mundo, ídolo da juventude, abandone o campo e atire com a braçadeira de capitão, como se fosse um menino mimado e malcriado.

Também é grave que uma multidão de adultos apoie este comportamento: pais e filhos, jornalistas e cronistas, recorrendo à habitual conversa da inveja, das conspirações das arbitragens ou da necessidade de defender a tribo, elogiaram o que Cristiano Ronaldo fez ontem. O povo português talvez devesse redireccionar esta capacidade de revolta para outros assuntos e, no mínimo, não elogiar a falta de educação só porque joga por nós.

O pequeno-almoço dos comunistas

Se forem carnívoros, comem criancinhas. Se forem veganos, comem bonsais.

Aprendizagens irrecuperáveis

Sem prejuízo de melhores opiniões e de estudos especializados, gostaria que alguém me explicasse, como se eu nunca tivesse tido ou dado aulas, de que modo é que, havendo meios e vontade, um aluno ficará

brutalmente

violentamente

extraordinariamente

irremediavelmente

prejudicado nas aprendizagens, chegando-se ao ponto de os especialistas

(ou seja, toda a gente excepto os professores)

anteverem uma catástrofe cognitiva, um atraso talvez mesmo mental, a estupidificação de uma geração inteira, uma bomba atómica que arrasará para sempre o cérebro das crianças confinadas. [Read more…]

Obrigado! Obrigado! Obrigado!

Sim, estamos entre o estado de euforia e o de espanto. E graças a todos vocês! Sim, são vocês, os nossos leitores e ouvintes os responsáveis por semelhante feito. O Aventar está a poucos dias de celebrar mais um aniversário, o 12º ano consecutivo sempre online. Nos períodos áureos da blogosfera fomos crescendo em leitores diários. Fomos marcando presença nas redes sociais (Twitter e Facebook) onde fomos amealhando audiência mas sempre com a escrita no blogue como único meio de comunicação convosco. Fomos subindo nas audiências e a partir de certa altura fomos liderando nos chamados blogues de Política (sendo o Aventar bem mais do que isso). Depois a blogosfera foi definhando mas nós seguimos o nosso caminho, um caminho das pedras por onde fomos caminhando graças a vocês. Aliás, internamente, sempre foi dito que enquanto tivermos leitores, vamos continuar. Persistir. Resistir. E vocês foram o nosso oxigénio. Nos últimos meses os leitores foram crescendo. E o Aventar respondeu com a chegada de novos aventadores, de uma nova geração (não digam a ninguém mas temos aqui na casa, de entre os mais recentes, aventadores com vinte e poucos anos de idade). Até que, em Fevereiro após muita discussão ficou tomada a decisão: avançar com o PodAventar, o podcast do Aventar que serve de complemento ao blogue.

O PodAventar não é um podcast, é o podcast do blogue. Porque o Aventar será sempre um blogue e o PodAventar será apenas mais uma plataforma do blogue, tal como o WordPress é apenas a plataforma da nossa escrita. O Aventar, como os nosso leitores sabem, é um blog colectivo e as decisões são tomadas em grupo. Demoram. São meditadas. Por isso o podcast não nasceu de um dia para o outro. Nem é uma coisa profissional: é gravado via zoom mas só aproveitando o áudio (ainda estamos na fase de ter algum pudor) e gravado onde calha, na varanda de casa, no escritório, na esplanada do café ou em locais ainda mais esconsos. E, de repente, como quem não quer a coisa e estando o blogue apenas alojado na plataforma do blog (WordPress) verificamos que eram muitos, mesmo muitos os que nos ouviam. Até perguntarem no nosso fórum interno: “Será que alguém nos ouve?”. Ao que o WordPress respondeu assim: Só ontem foram 2.514 almas. E as audiências continuaram a subir. E o nosso cepticismo com os números da WordPress também. Até hoje.

Quando hoje recebemos os dados da Apple (só estamos na Apple desde o início desta semana) ficamos sem palavras. E por isso queremos partilhar convosco. São vocês, como atrás se escreveu, o oxigénio que permitiu manter o blogue vivo mesmo quando alguns repetem aos fiéis que a blogosfera morreu. Até escrevem uns livritos sobre isso. Só que existem por aí uns teimosos a contradizer, com factos. Um deles dá pelo nome de Aventar e se as audiências do blogue estavam a subir, agora com o PodAventar triplicaram. Pelos vistos, só somos batidos (na categoria daily news e na Apple) pelos pesos pesados internacionais. Quem são estes gajos do New York Times? Ou aqueles ali do The Economist ou da CNN? Estamos em sétimo lugar, logo acima do segundo português na lista, a Antena 1 – Notícias. Ou seja, estamos em boa companhia. Como sempre. Na sua companhia.

Por isso, OBRIGADO! Muito Obrigado a si. E sigam as gravações que isto ainda agora começou.

O homem do jogo

Para o jornal Record, foi a futebolista Ana Borges…

Globalização encalhada

Um porta-contentores encalhado no Canal do Suez é um símbolo certeiro do manifesto falhanço das políticas liberais da globalização que o governo português teima em promover com suspeita devoção, no caso do acordo EU-Mercosul.

P.S. E a pressão braquial que o Governo português anda a exercer na promoção do UE-Mercosul ocorre num período em que Portugal, estando na presidência do conselho da UE, supostamente deveria manter a isenção própria dessa função. Mas quando toca a fortes interesses, lá se vão as maneiras por borda fora…

 

Quo vadis, União Europeia?

Sempre fui um europeísta convicto. Acredito numa Europa de nações com parte da sua soberania partilhada, celebro os seus feitos e virtudes, que (ainda) superam as suas falhas e limitações, reconheço a necessidade de a reformar, mas, devo dizê-lo, a minha convicção já conheceu melhores dias.

Não que me tenha deixado infectar pelo vírus da conspiração reptiliana do globalismo, que me merece a mesma reacção que as 40 virgens que aguardam os terroristas islâmicos no céu deles – eles que acreditem no que quiserem, desde que não chateiem e ou rebentem com os outros – mas os factos são o que são e eles aí estão para testar a minha fé no projecto europeu.

Primeiro foi a resposta à crise financeira do final da década passada. A receita da austeridade autoritária foi um desastre, trouxe ao de cima o egoísmo e a ausência de uma verdadeira solidariedade entre os membros, e deixou a nu a incapacidade que muitos Estados têm de aceitar que estamos nisto juntos, no exacto mesmo barco, mais não almejando que poder beneficiar de uma moeda única, nefasta para as economias dos países mais frágeis, e de um mercado interno sem barreiras, para pessoas, mercadorias e, sobretudo, capitais. Sobretudo capitais.

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Ditadura sanitária selectiva

No início de Fevereiro, um homem foi multado em 200€, por estar a consumir um pacote de gomas, à porta de uma dessas pseudo-lojas de máquinas de vending que se vêm cada vez mais por aí. Como ele, centenas de outros portugueses foram sujeitos à aplicação das leis em vigor, sempre aprovadas com uma confortável maioria parlamentar, que resultaram em multas, detenções e confusões.

Um mês depois, cerca de 3 mil (so they say) negacionistas e activistas contra o uso de máscara e confinamento juntaram-se no Rossio, para protestar contra as medidas de combate à pandemia, sem máscara ou respeito pelas normas de distanciamento social, colocando em risco a saúde de milhares de pessoas e a recuperação económica, sob o olhar atento da PSP, que não conseguiu ser tão valente como o foi com o degustador de gomas e tantos outros portugueses. Uma gritante dualidade de critérios e pelo menos meio milhão de euros em multas por cobrar.

E lá andavam eles, revoltadissimos, com cartazes da ditadura e mais não sei o quê, sem que meia bastonada ou coima lhes fosse aplicada. Quando isto passar, seria importante que as farmacêuticas se dedicassem ao desenvolvimento de uma vacina contra a falta de noção. Fica a dica.

Os cifrões, ai os cifrões…

“Ao contrário do que foi dito, o ministro Matos Fernandes e o secretário de Estado João Galamba não começaram a ser investigados pelo DCIAP na sequência de uma denúncia anónima.

Os dois governantes já eram alvo de suspeitas de corrupção e tráfico de influências desde 2019, altura em que abriram caminho a uma concessão de lítio em Montalegre, um caso que foi revelado em primeira mão pelo Sexta às 9.”

“Como julgo que já toda a gente percebeu, o personagem que, entre nós, responde actualmente pela alcunha de ministro do Ambiente não é homem para essa função.”

“esta semana, a propósito da iminente aprovação de um projecto de construção turística no Mouchão do Lombo do Tejo, pondo em risco a preservação ambiental do estuário do Tejo, um grupo de 11 reputados especialistas no assunto, todos com responsabilidades passadas nessa área, vieram acusar o actual ministro de “envergonhar a sua missão, em pleno século XXI, num país da União Europeia”

“É Matos Fernandes no seu melhor, no seu habitual: há sempre um serviço que atrapalha, um departamento que complica, uma lei que não é clara, um parecer que não esclarece, um grão de areia que o deixa de mãos atadas, na impossibilidade funcional de ser outra coisa que não inútil.”

Hoje, fico-me pelas citações.

Hoje, lembrei-me do “agora facto é igual a fato (de roupa)”

Assunto a retomar num Sons do Aventar, onde, como se sabe, aventamos sons.

Ah ah ah ah!

Imagem: Artigo DN

É assim que se vê força do Governo na protecção dos interesses nacionais. Isso do esquema de fuga aos impostos na venda das barragens da EDP são peaners. Esperem para ver o que acontece se algum estrangeiroco ousar imitar um das Caldas. Aí, vai tudo de enfiada.

Os prémios maravilha do turismo

Hoje, no i, Elidérico Viegas (Presidente da Associação dos Hotéis do Algarve) disse em voz alta o que muitos já sabiam mas apenas falavam em surdina:

Em relação a esses prémios, só nós é que os conhecemos, o resto do mundo não sabe. São eleições feitas por entidades privadas que se regem por princípios económicos, de rentabilidade económica e, como tal, pagamos e ficamos no lugar que queremos. Estes prémios que andamos a apregoar com frequência são prémios atribuídos por estruturas ou organizações privadas que têm como fim o lucro e que vendem lugares em função dos preços que se pagam. Jornal i, 26 de Março.

Em suma, a malta andou a festejar (sobretudo nas redes sociais e nos meios de comunicação social) que o Porto era o melhor destino da Europa, Lisboa o melhor destino do Mundo, Braga melhor destino 2020 e já nem sei quantos mais “melhores do mundo e arredores” fizeram capa de jornais, abertura ou fecho de telejornais e movimentos de #manada nas redes sociais quando, afinal, era tudo treta. Ou melhor, tudo pago. E pago por quem??? Ora adivinhem lá….É isso, foi você, fui eu. Os do costume. Maravilha.

A tudologia dos economistas ou os pedagogos de sofá

Há anos que é isto: se o tema for Educação, toda a gente sabe tanto ou mais do que os professores. Em Educação, não há leigos. A haver, são, na prática, os professores. No futebol, temos os treinadores de bancada; na Educação, os pedagogos de sofá.

Entre este tipo de pedagogos, avultam os economistas, porque não há assunto que lhes escape, numa arrogância extraordinária que vai da esquerda à direita. Há uns anos, tive uma polémica com Carlos Guimarães Pinto, a propósito de um capítulo de um livro em que os autores explicavam ao mundo tudo o que sabiam sobre Educação. Nessa polémica, sobressaiu a ignorância atrevida de quem cultiva uma ciência social que se arroga o direito exclusivo de explicar tudo o que existe no mundo.

Recentemente, alguns, vindos da esquerda, desprezando a questão sanitária, descobriram a existência de assimetrias enormes na vida dos estudantes, que o ensino à distância iria fazer sobressair os efeitos que as desigualdades sociais têm sobre as aprendizagens – e a vida, senhores, a vida – dos alunos. As escolas deveriam ficar abertas, mesmo aumentando o risco de contaminação da sociedade, para resolver esse problema. Mais uma vez, a Escola é vista como um paliativo para um problema que os pedagogos de sofá descobriram quando apareceu o ensino à distância. Entretanto, os professores têm sido obrigados a lidar (que é diferente de resolver) com esses problemas, enquanto a tutela despeja nas escolas decisões que só atrapalham, como a manutenção de um número exagerado de alunos por turma ou o eterno adiamento acerca de decisões fundamentais sobre o acesso ao Ensino Superior, entre muita outra tralha. [Read more…]

U2 Live at Red Rocks – The Virtual Tour 2021

Os U2 são os U2 por muitas coisas. Este concerto nas Red Rocks em 1983 é uma dessas. E agora, graças à pandemia, os U2 colocaram o concerto no youtube. Para recordar. Ou para descobrir. Ou então para os mais novos saberem que nos idos de 80 as suas mães eram umas grandes malucas que, como se pode assistir neste vídeo, invadiam os palcos dos concertos e tudo. Ide ver que é de borla.

Pizza diavola e telemóvel com cravos reflectidos

Talibans


Em nome do combate à pandemia, já se multa pelo consumo de gomas em Portugal…

O PodAventar já está na Apple

A partir de agora também nos pode ouvir na Apple Podcast

Brasil ultrapassa 300 mil mortes

Essa semana o Brasil ultrapassou a triste marca de 300 mil mortes e com récorde de mais de 3 mil pessoas mortas em 24hs. O país segue com escassez de vacina graças ao negacionismo fundamentalista.  Sumiço de doses, integrantes do poder público furando a fila da vácina, fome e desemprego atingindo fortemente moradores de Vilas e Favelas, uso de “tratamento precoce” (cloroquina e etc) causando necessidade de transplantes, enquanto o presidente inominável tenta hipnotizar a população repetindo o mantra que a responsabilidade não é sua.

No meio disso mais uma troca ideológica no Ministério da Saúde. Um show de incompetência, amadorismo e incapacidade (mental para álguns) em lidar com a pândemia. Salve-se quem puder.

 

Conspirai, conspiracionistas

Matthew Champion, editor da VICE, insinua que a rota do navio Ever Given, que está a bloquear o canal do Suez, levanta algumas suspeitas. Entretanto o preço do petróleo já subiu mais de 5% com o incidente, que continua sem fim à vista num dos canais mais importantes do planeta.

Problema n.º 4: António Oliveira

Como prometido, eis-nos de volta, passados alguns meses, com o problema n.º 4.

Portanto, resolvidos os problemas n.º 1, n.º 2 e n.º 3, descubra agora, sff, os elementos com os quais é nitidamente perceptível que, na redacção do Expresso, se escreveu este texto com os pés.

Mais um minutinho.

Já está?

OK.

SOLUÇÃO: [Read more…]

Podemos ficar tranquilos

Se fossem perigosos cidadãos violando as regras do confinamento, não teriam escapado às autoridades…

Em defesa do sindicalismo

 

Sou insuspeito de qualquer simpatia por Joe Biden. Estou entre os que entendem que o imperialismo não muda a sua natureza em função dos EUA serem liderados pelo Partido Democrata ou pelo Partido Republicano, mas já não seria mau que por cá esta mensagem fosse clara e assumida por quem tem poder político. Quando temos um patronato que se acha acima da lei, que de forma sistemática e em diferentes sectores condiciona de forma inaceitável a liberdade de associação e acção sindical, é urgente a defesa do sindicalismo e a consciencialização de que, sem as organizações colectivas dos trabalhadores, o regresso às catacumbas do tempo onde os direitos laborais eram uma utopia vai ser difícil de evitar. Organizados, mesmo em contextos adversos, os trabalhadores têm tudo para defender os direitos que ainda têm e avançar para novas conquistas. Divididos e desprovidos de sindicatos ficam sujeitos à impunidade de patrões e governos, expostos a todo o tipo de tropelias sem armas de autodefesa, numa espécie de ditadura do patronato com as vítimas a digladiarem-se umas contra as outras numa espiral de infinita precariedade e desumanização. Se devemos à luta organizada dos trabalhadores muitas das conquistas que hoje temos como direitos naturais, é do mais elementar bom senso defender a inviolabilidade da luta organizada dos trabalhadores.

Autárquicas 2021: No Porto está tudo alegre

O Rio está contente. O Vladimiro está feliz. O Rui Moreira está que nem pode de tanto rir. Acima de 10% é vitória…