U2 – This is 40′

Foram 40 noites e 40 concertos em Las Vegas. Ou como alguns dizem, foram 40 noites no deserto.

A inauguração da Sphere foi o mote: a Sphere é a nova excentricidade de Las Vegas, uma espécie de pavilhão em forma de esfera construído para ser a melhor sala de espectáculos do Mundo. E a tecnologia da coisa não engana: um ecrã com quase 55 mil m2 que ocupa metade da esfera no seu interior (efeito 180°) e a totalidade da mesma no seu exterior, com uma qualidade nunca antes vista e o mesmo se diga em termos de som com as suas mais de 160 mil colunas de som. A capacidade ronda as 18 mil pessoas. Não existe nada igual ou parecido. E custou uma fortuna à MGM (os proprietários da Sphere), qualquer coisa como 2,3 biliões de dólares.

Para inaugurar a Sphere foram escolhidos os U2. E porquê estes irlandeses? O tempo deu razão à MGM: eram para ser só 8 concertos mas esgotaram em minutos. Passaram a mais 12 e a coisa repetiu-se. Não chegava para as encomendas e tiveram de ser 40 (e na verdade, talvez fossem precisos mais 40 para responder à procura). Vieram de todo o mundo e quando digo “todo o mundo” não estou a exagerar. Que o digam a BA, a Qantas, a Air Lingus, a Singapore Airlines ou as várias companhias aéreas da América Latina, da América do Sul ou da Ásia. Para Las Vegas foi excelente e para a Sphere foi a cereja no topo do bolo. E lá vamos outra vez a números: foram 40 concertos, mais de 700 mil espectadores e uma verdadeira fortuna ganha pela banda (4 milhões de dólares por concerto acrescido de uma percentagem sobre a bilheteira). Números de uma grandeza típica dos Estados Unidos.

A Sphere não são só números. Estes justificam apenas a “boa” loucura cometida pela MGM. Foi feita para preencher uma lacuna: ter uma sala de espectáculos pensada e construída para concertos de música e multimédia. Onde a qualidade do som e da imagem fossem excepcionais. E são. A qualidade da imagem é surreal e a excelência sonora é absolutamente incrível. Já fui a centenas de concertos e sempre me deparei com o mesmo problema: falta de qualidade do som. Não esqueço os fabulosos concerto que assisti em Portugal (e fora) de bandas como os U2, Sigur Ròs, Portishead, Placebo, Tindersticks, Bjork, Madredeus, Vetusta Morla, The National, Nick Cave entre tantos outros mas de nenhum deles posso afirmar que a qualidade do som era excelente. Nenhum. Até assistir a U2:UV na Sphere. Até a respiração dos membros da banda era perceptível. Como se estivesse a assistir com auscultadores nas orelhas. Absolutamente impressionante. E a qualidade de imagem? Nem numa sala de cinema IMAX.

Os U2 aproveitaram a “residência” para comemorar os 30 anos do seu álbum “Achtung Baby”, tocado na íntegra durante as duas horas de concerto (acrescido de alguns dos seus hits de outros trabalhos). Tudo isto acompanhado pela projecção espectacular de vídeos feitos para esta apresentação. Foram duas horas de tirar o fôlego a qualquer um em 40 noites que começaram no final de setembro de 2023 e terminaram esta madrugada (3 de Março 2024).

Se a Zoo TV Tour (1992) fez história nos anos 90 pela revolução que representou para o futuro dos concertos em estádio, a U2:UV Sphere Vegas marca o início de uma nova era para os grandes concertos do futuro. Existirá um antes e um depois, tal como aconteceu nos anos 90 e, uma vez mais, são estes irlandeses a dar cartas. Estes rapazes que caminham para os 50 anos de carreira (2026) e que agora, terminada a aventura em Las Vegas, rumam para o seu estúdio para terminar o novo trabalho (a apresentar no final deste ano) e preparar a World Tour 2025 (onde já se prevê uma paragem prolongada em Vegas num regresso à Sphere). A U2:UV Sphere terminou esta madrugada como devia terminar, ao som de “40” do álbum WAR:

Ficará guardado nas minhas memórias para sempre. Como ficará o grupo de Facebook “U2 at Sphere” onde mais de 22 mil pessoas se juntaram, de todas as partes do Mundo, ajudando quem queria ir ver o concerto partilhando informação e ajudando nas dificuldades. Fosse na aquisição de bilhetes, na escolha de voos sem esquecer aconselhamento em hotéis, restaurantes ou locais a visitar em Vegas. Uma verdadeira comunidade. E deixo aqui, para terminar, a foto de um grande fã português dos U2, o Sérgio Barbosa, um daqueles que nestas coisas dos U2 nunca falha:

48 anos de alterne…

Passar a imagem que o PS governou mal, enquanto o PSD salvou sempre o país parece ser a estratégia na campanha da AD, para a qual têm sido chamados os antigos líderes do partido. A mensagem pode vir embrulhada em romantismo, apelando ao saudosismo, mas é falsa. Lembro-me bem como terminou o governo liderado por Francisco Pinto de Balsemão, com maioria absoluta que lhe permitiria ter permanecido no cargo até 1984, mas após implosão da Aliança Democrática original, durou apenas até 1983, eleições vencidas pelo PS, que governou com o PSD liderado por Mota Pinto, o célebre bloco central, foi Ministro das Finanças que tinha por missão colocar em ordem as contas que a AD havia deixado e preparar a adesão à então CEE, que era à época o desígnio nacional. [Read more…]

Padronizados e Pobres

Standard & Poor`s sobe `rating` de Portugal que alcança nível `A` em todas as principais agências

Bem sei que esta coisa dos ratings não passa de velhos e novos-ricos, muito bem engravatados, a medirem pilinhas, mas estou a estranhar que quem tanto admira ratings ou rankings não esteja a festejar peremptoriamente esta tão magnífica vitória económica para Portugal.

Sei lá, se era para trazer os Passos, as Assunções e os Durões, ao menos que mantivessem a mesma tesão por números que mostravam ter quando governavam o país. Nem precisavam de inventar novos discursos; bastava dizerem, por exemplo, o que já disseram: as pessoas não estão bem, mas o país está melhor.

A herança da 1ª AD foi a bancarrota de 83. A desta poderá ser pior

Durão Barroso apareceu ontem num comício da AD – e não saiu a meio, espantem-se – para nos recordar que foi o PS que nos atirou para a última bancarrota.

É verdade.

Como é verdade que foi precisamente essa a herança da AD anterior, que rebentou com as contas públicas do país e o atirou para a bancarrota e para o segundo resgate do FMI, em 1983.

Foi esse o legado da AD que agora se reedita.

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A escolha de Pedro Passos Coelho

Pedro Passos Coelho entrou na campanha da pior maneira.

No Algarve, região do país que, de forma literal, não sobrevive economicamente sem os imigrantes que chegam ao país, o antigo primeiro-ministro escolheu a demagogia, associando a imigração ao aumento da insegurança em Portugal, sem um único dado ou facto que sustente a sua insinuação.

E, de uma assentada, o discurso de Passos Coelho teve 3 efeitos imediatos:

  1. Revelou a permeabilidade do espaço político da AD a uma das mais perigosas ideias populistas defendidas pelo partido de André Ventura, o que nos dá indicações preocupantes sobre o futuro.
  2. Demonstrou que o PSD está disponível para combater o CH no lamaçal da demagogia. Um erro já tentado noutros países, sempre com o mesmo resultado: com a derrota da direita moderada.
  3. Fez mais pela mobilização do eleitorado à esquerda que qualquer aprendiz de fascista. Um erro táctico.

Dir-me-ão que Passos estava só de passagem. Mas eu sou céptico e não acredito em coincidências na política. E elas começam a ser muitas.

Como a proposta de Paulo Núncio para referendar o direito ao aborto.

Caminhamos sobre gelo fino.

Quem diz é quem é

Em apenas dois dias, a coligação Aliança Democrática (AD) decidiu atacar imigrantes e mulheres e os seus respectivos direitos.

Assim, fica claro o porquê de Luís Montenegro dizer que não se juntará à extrema-direita: a AD está decidida a absorver a extrema-direita.

De facto, a dar tiros nos pés não há melhor do que os partidos de direita. Senão, vejamos:

1 – “Número de interrupções da gravidez continua a descer em Portugal” ou “Portugal com 11.640 abortos em 2021, o menor número desde a legalização da IVG.”

2 – “Em 2013, Portugal ocupava o 15° lugar no ranking de países mais seguros do mundo. Em 2023, ocupa o 7° lugar” ou “Existe relação entre imigração e segurança, como sugeriu Passos Coelho? Não.”

Neemias Queta

Voto útil, interessa a quem?

Uma vez mais Portugal irá votar em eleições legislativas, para elegermos 230 deputados dos quais sairá novo governo. Desde 1976 os portugueses votam maioritariamente no centrão, resultando no PS e PSD alternando a liderança do executivo e acreditando na maioria das sondagens, apesar de ser aconselhável alguma prudência face aos erros que têm acontecido ao longo da última década, um pouco por todo o mundo, incluindo o nosso país, também parece evidente que não estarão todas erradas e face ao histórico, ninguém acredita que vá acontecer no próximo 10 de Março, algo de substancialmente diferente. [Read more…]

PSP ARRASA o partido de André Ventura

No Twitter, André Ventura garante que a sua caravana foi recebida com tiros, em Famalicão.

A falange replica.

O objectivo desta farsa é óbvio: culpar os ciganos, acicatar ânimos e capitalizar com a revolta por si fabricada. Demagogia, populismo e canalhice no seu estado mais puro.

Azar do Ventura, a PSP desmontou o seu embuste e repôs a verdade. Afinal, não foram tiros. Foram rateres de uma mota que integrava a comitiva do próprio CH.

Mas a mentira está na net e por lá ficará para sempre.

O próprio Ventura não a apagou do seu Twitter.

Sim, nenhuma força política é imune à mentira ou a comportamentos menos dignos.

Mas não, não são todos iguais.

Ninguém desce tão baixo como Ventura.

E será pesada, a factura do tapete vermelho que o sistema que Ventura diz combater lhe está a estender. Mas a história não terminará aí.

Não dá para continuar

Há cinquenta anos que somos governados pela extrema-esquerda. Há cinquenta anos que regredimos; a censura maoísta, os gulags na Comporta, a expropriação de habitações privadas, a ditadura do proletariado: não dá para continuar.

Quando Álvaro Cunhal tomou o poder, acabando com mais de cinco décadas de um período próspero e feliz, depois do golpe de Estado que derrubou o estadista Marcello Caetano, herdeiro do ainda maior estadista António de Oliveira Salazar, Portugal morreu. Éramos governados por um homem à frente do seu tempo, que nos provava que era possível ter num cardeal um amigo colorido e substituir a famigerada mãe do rei por uma governanta. Mais práfrentex do que isto era impossível. Mas não; destruíram-nos o sonho. Agora somos governados pelo João Oliveira e pela Marisa Matias. Temos o que merecemos.

Podíamos ter sido governados por Soares, Cavacos, Guterres, Sócrates, Passos ou Costas. Não. Por contrário, cinquenta anos de governação de Cunhais, Carvalhas, Louçãs, Sousas, Martins. E, como se não bastasse, agora vamos ter de levar com Mortáguas, enquanto que os Raimundos e os Tavares distribuem pastas entre si. E quem não concordar, já se sabe; acaba no gulag da Comporta ou ameaçam-no com trabalhos forçados em Vale do Lobo. Podíamos ter tido empresários moralistas a encher o cu de dinheiro em offshores, políticos a sair dos partidos do arco da governação para as maiores empresas privadas do país, neo-liberais suspeitos, acusados e condenados por crimes económicos lesa-pátria… mas mataram-nos o sonho. Hoje temos todas as empresas dos sectores estratégicos nacionalizadas; da Galp à EDP, passando pela REN, pela TAP, pelos CTT ou pela Banca. Tudo do Estado e já não se pode privatizar nada.

Sonhemos com um Portugal sem o peso da repressão da extrema-esquerda. Façamos das nossas mãos os punhais que se cravarão no peito dos comunistas, para que estes nunca mais governem Portugal. [Read more…]

Trafulhas (1)

Vamos fazer um exercício de imaginação (infelizmente, acho que não é mesmo possível pôr isto em prática).

Prescindimos de uma parte do nosso território (algo proporcional ao número de “evangélicos” que ainda votam nestes gajos). Damos-lhes os correspondentes hospitais, tribunais, repartições, escolas, etc. Tudo retirado do público. Nada do privado. Porra, até lhes damos a TAP.

E vamos fazer apostas sobre quanto tempo eles vão demorar a fazer regredir aquele pedaço de terra até à Idade da Pedra.

Acabou-se-me a paciência para trafulhas. Quero que esta asquerosa extrema-esquerda comece mesmo a pagar por todo o mal que fizeram, fazem e ainda podem vir a fazer a este País. 

A Mariana “venturou”

A Mariana Mortágua mentiu no debate contra Montenegro. No dia seguinte, confrontada com a descabelada aldrabice, voltou a mentir. Hoje, a revista Sábado desmascarou a Mariana. Ficou provado que esta não é diferente do outro. É por isso que a Mariana “venturou”. Não temos pena.

Teatro, lo tuyo es puro teatro

Entretanto, na Madeira, Gonçalo da Câmara Pereira aproveita um momento de distracção dos carcereiros e consegue escapar ao cativeiro.

“Durante 10 anos, fui contratado para ser um machista na televisão, nos programas do Goucha, e transportaram isso para a política.”

Como perder um debate no primeiro minuto

Luís Montenegro perdeu o debate na primeira pergunta.

Sobre a manifestação dos polícias à porta do Capitólio – oh, the resemblance – Pedro Nuno Santos afirmou estar disponível para resolver o problema, para dialogar com os representantes das forças de segurança, mas sublinhou algo que é basilar em democracia: não negoceia sob coação.

Já Luís Montenegro fugiu à questão, divagou, viajou na maionese. Para o eleitorado à direita, apreciador da autoridade do Estado, poderá ter sido fatal.

Pedro Nuno Santos ganhou o debate, parece-me evidente, mas não foi o único vencedor da noite. Porque André Ventura, perante a frouxidão do líder do PSD, ganhou ainda mais terreno à frágil AD.

E Luís Montenegro, que teve boas prestações durante as duas semanas de debates, sobretudo contra Ventura, desapareceu em combate. Perdem-se eleições por muito menos.

Onde estava Moniz em 2019? No Vietname?

História em que não acontece nada

Era um modesto hotel de uma cidade de província. Um desses estabelecimentos semifamiliares, em que o dono parece ter conseguido desenvolver o dom da ubiquidade, não só para controlar os empregados e guardar a sua propriedade, mas também para observar com deleite a nossa cara de susto quando nos surpreendia em cada esquina. Era um homem calvo, de rosto amarelado, com um dente de ouro que reluzia em simultâneo com o relógio de pulso, uma espécie de sincronização prévia à dos smartwatches com os smartphones que me pareceu muito original. Esperava os hóspedes pela manhã, chegava a persegui-los se ousavam esquivá-lo, para indicar-lhes a salinha, mesmo ali ao lado, onde o pequeno-almoço estava a ser servido, como se estivéssemos em Xanadu e houvesse o risco de perder-nos. Desejava que estivesse “tudo de feição” e indagava detalhes sobre a nosso relacionamento com o colchão: demasiado brando, quiçá muito duro? E que tal as almofadas? A mantinha extra está na prateleira de cima do armário, favor não esquecer. Era diligente, atencioso, insuportável. [Read more…]

Como ser processado por Pedro Abrunhosa: tutorial

Quero voltar para os braços da minha mãe e cantar-lhe uma balada de Gisberta. Por um momento, se eu fosse um dia o teu olhar, apanharia um barco para a Afurada para ficar mais perto do céu. O que é preciso é ter calma, não deixar entrar o diabo no corpo e lutar por ser o rei do Bairro Alto. Até porque eu e tu somos iguais, temos a mesma fantasia: talvez foder. Silêncio! Socorro! Sexo! Será? Vem ter comigo aos Aliados, tenho uma arma e não tenho mão em mim.

Uma besta política, será apenas e só, uma besta!

Se parece besta, fala como besta, então é uma besta!
Não há muito mais a dizer sobre um animal, estou a ser literal, sem qualquer elogio, que pretende restringir apoios sociais a quem tendo entrado legalmente no país, cumprido a sua parte, por qualquer motivo ao qual é alheio, se viu privado do emprego. Imaginem alguém foi convidado por empresa a vir trabalhar para Portugal, só que entretanto perdeu emprego por falência da entidade patronal. Para o líder do Chega, ou terá meios de subsistência ou será abandonado à sorte, apesar de ter trabalhado, pago impostos e contribuído para a segurança social.

A propósito d’A São na campanha do PS,

de José Pacheco Pereira, regressemos a A São solidária e a função diacrítica de há uns tempos.

O nome dele é Ribeiro: Diogo Ribeiro

Diogo Ribeiro volta a ser campeão do mundo

Foto: Adam Pretty/Getty Images

A verdade anda por aí

The Parallax View (1974)

 

Nos anos marcados pelo escândalo do caso Watergate, produziu-se, nos EUA, uma série de filmes que ficou conhecida como a dos “thrillers paranóicos”, com enredos que lançavam suspeitas sobre poderes tão distintos quanto o Governo (Os Homens do Presidente, Os Três Dias do Condor), a NASA (Capricorn One), interesses económicos diversos protegidos por um sistema de justiça cúmplice (The Parallax View), a corrupção nas forças policiais (Serpico), a energia nuclear (A Síndrome da China), ou o futuro da humanidade num cenário de desastre climático e em que um império corporativo controla a produção de alimentos (Soylent Green).

Os heróis destes filmes são muitas vezes jornalistas (inspirados por Woodward e Bernstein) mas também polícias, detectives, e gente comum, que, no exercício das suas funções, descobre um segredo terrível sobre uma entidade poderosa e arrisca a vida para revelá-lo. Os finais são frequentemente negros, com as forças que manobram na sombra a esmagarem sem piedade os indivíduos que lhes fizeram frente.

Quem cresceu alimentado por semelhante substrato acreditou desde cedo que existe uma verdade ocultada por uma conspiração generalizada, que nenhuma instituição é credível, que tudo depende de alguns indivíduos, uma pequena elite de homens e mulheres corajosos, capazes de enfrentar um poder sem rosto, e que, tomando como certo que todos somos mais ou menos impotentes, é pelo menos possível aspirar à lucidez de saber que nos mentem e dá-lo a conhecer a outros. [Read more…]

Azeite, socialismo e o mercado a funcionar

Ainda sou do tempo em que o preço do azeite subiu porque mau tempo, más colheitas, imposto é roubo e socialismo. Afinal, era só o mercado a funcionar.

Marcelos e Bugalhos

Depois do debate Mariana Mortágua/André Ventura vários comentadores  em várias TVs comentaram o dito, atribuindo notas. Sebastião Bugalho, depois de dizer que  MM mentiu, diz que ela ganhou o debate. Desde que começou a escrever no Expresso, Sebastião Bugalho marcelizou-se.

O dia em que Ventura cuspiu no prato que Passos Coelho lhe serviu

No debate com Luís Montenegro, André Ventura teve a cara de pau de arremessar o memorando da Troika contra o seu adversário.

Tal como Montenegro, Ventura era militante do PSD quando o governo Passos Coelho aplicou cortes nas pensões. E não se lhe conhece uma palavra contra a decisão.

Aliás, o PSD que aplicou esses cortes foi o mesmo que apoiou a sua candidatura a Loures. E que não deixou cair Ventura quando o recital de racismo e xenofobia começou.

Ventura fala muito de vergonha, mas não tem nenhuma na cara. Maquiavélico, no pior sentido da palavra, não olha a meios para atingir os seus objectivos pessoais. E o PSD, se tem amor-próprio, nunca, em tempo algum, aceitará acordos com um demagogo que cospe desta forma no prato que comeu. Será o seu fim.

A propósito deste título: Carta de condução e cartão de cidadão no telemóvel já têm o mesmo valor dos documentos físicos

W h o
A r e  y o u
Who   is   born
In   the   next   room
So   loud    to   my   own
That  I  can  hear  the  womb
Opening   and    the    dark   run
Over the ghost and the dropped son
Behind  the  wall  thin as a wren’s bone ?
In  the  birth  bloody  room  unknown
To  the  burn  and  turn  of  time
And  the  heart  print  of  man
Bo w s   n o   b a p t i s m
Bu t   d a r k   a l o n e
Blessing       on
The  wild
Child.
Dylan Thomas

***

 

Sim,
é verdade
que a carta de
condução e o cartão
de cidadão no telemóvel
passaram a ter o mesmo valor
dos documentos que trazemos na carteira.
Mas só “em território nacional“, ou seja, só em Portugal:

Curiosamente, a alteração à Lei 19-A/2024 foi
publicada durante a semana passada, no
sítio do costume de 7 de Fevereiro,
no qual encontramos mais
provas do completo
falhanço do
AO90:

Completo falhanço “em território nacional”, sim, mas não só.

Continuação de uma óptima semana.

***

O grande roto e o grande nu económico

Vivi tempo suficiente para ouvir o Ventura dizer que a IL é o partido dos grandes grupos económicos – o que também não é mentira – quando é financiado pelos Champalimaud e pelos Mello.

ÚLTIMA HORA

Depois de o PSD ter anunciado que Luís Montenegro não irá comparecer nos debates frente a PCP e Livre, surge a notícia de que o Sporting CP, SL Benfica e o FC Porto não irão comparecer nos jogos frente a Casa Pia, Rio Ave e Portimonense.

Luís Montenegro não quer honrar a palavra dada

Luís Montenegro, como todos os líderes partidários com assento na AR, aceitou o convite e as regras dos debates.

Agora, recusa-se a debater com Rui Tavares e Paulo Raimundo.

Ou seja: palavra dada não foi palavra honrada.

E sem surpresas, claro. Não é a primeira vez que acontece.

Mas isto levanta outra questão: se não podemos confiar na palavra de Montenegro em algo tão secundário como um debate que não decide nada, será que podemos confiar no que toca a acordos pós-eleitorais?

Não sabemos.

Mas o risco de termos uma desilusão no dia 11 de Março é elevado.

E não seria, de novo, a primeira vez.

 

Operação Pretoriano: o Polígrafo estará a exagerar um bocadinho e a massacrar em demasia?

Sabe-se que

#Recorde Em muitos “tweets” há quem recorde a polémica da Tese de Mestrado do líder dos “Super Dragões” que supostamente padece de várias falhas. O Polígrafo pediu uma análise gramatical do texto a Manuela Gonzaga, consultora linguística.

Como?

Porque o Facebook do Polígrafo o disse:

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A miséria

Há dias, durante a manifestação em Lisboa que reuniu cerca de uma centena de fascistas, nazis e apoiantes do partido de André Ventura em geral, gritou-se por Salazar.

Este saudosismo, sempre presente nos comícios e conclaves do CH, é um alerta autoexplicativo sobre o que nos espera caso a extrema-direita chegue ao poder. O próprio slogan do Estado Novo, “Deus, Pátria, Família”, foi orgulhosamente apropriado pelos seus apoiantes.

Torna-se, por isso, importante recordar o que foi o Estado Novo. O que foi o salazarismo.

As vezes que forem necessárias.

E o salazarismo foi, essencialmente, um tempo de miséria. [Read more…]