Economia portuguesa cresce 2,4% no primeiro trimestre

Marques Mendes anunciou, está anunciado.

Sobre a Eurovisão…

Admiro a Luísa Sobral, mas quando li que tinha composto a canção vencedora do festival da canção, nem me dei ao trabalho de ouvir. Seria impossível não ter reparado nos inúmeros posts publicados no FB, passei a reconhecer Salvador Sobral através de foto e continuei sem ouvir a canção. Até ontem, Domingo de manhã, já sabendo que vencera o festival da Eurovisão, evento que não me diz rigorosamente nada, razão pela qual não embarquei na euforia colectiva, pois como poderia celebrar algo desprovido do mínimo interesse da minha parte, por não lhe reconhecer qualquer qualidade musical? Já passaram mais de 20 anos desde a última vez que gastei umas horas com tal evento e não seria agora que mudaria de atitude. [Read more…]

A ortografia do jornal A Bola

Como vimos, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade evita a adopção do AO90 em notícias do Benfica.

Contudo, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade adopta o AO90 em notícias do F.C. Porto, adulterando o nome de uma claque.

Depois de ter reagido à proibição de exibir uma tarja com «O espírito de campeão vive? Apenas nos nossos adeptos», espero que esta claque exija uma retractação ao jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade.

Crónicas do Rochedo XVII – É só uma canção?

salvador

Nem sei precisar o número de anos sem um simples “deitar o olho” a um festival de canção. Este ano foi diferente por um mero acaso: ter visto/ouvido a canção do Salvador Sobral nas redes sociais e a sua prestação nas meias finais. Ficou aquela sensação de: “será que uma música destas ganha o festival da canção?”. Ganhou para enorme surpresa minha. E depois foi o: “será que consegue o milagre de ganhar em Kiev?”.

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Educação em Gondomar: Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal

 

 

 

 

 

 

 

 

Exmo. Senhor,

Venho por este meio protestar veementemente, mais uma vez, devido às condições físicas da Escola E B 1 do Alto de Soutelo
Na última aula de Educação Física, a minha filha ficou toda esfarrapada quando caiu ao chão no decorrer de um exercício. Braço, joelho, anca e mãos muito magoadas.
Tudo porque o chão da escola é uma vergonha que não se admite num país civilizado, quanto mais num concelho, como Gondomar, que se diz desenvolvido.
Não vale a pena alegarem falta de dinheiro. Não é necessário dinheiro para pegar numa máquina e limpar aquele cascalho todo que alguém um dia decidiu lançar sobre o piso da escola.
Dinheiro não. Vontade política. Apenas e só!
Compreendo que os Centros Escolares sejam mais atractivos em tempo de eleições. Afinal, a Escola E B 1 do Alto de Soutelo é muito pequena. Rende poucos votos.
Já agora, relembro mais uma vez que a passadeira que serve os alunos da escola é uma pouca-vergonha. Uma passadeira que vai dar a uns contentores do lixo, que está sempre ocupada por carros e que, de resto, praticamente já desapareceu.
Deixo algumas fotografias para que o senhor ou alguém ponha a mão na consciência. Para que alguém pense na negligência que representa toda esta situação.
É que, um dia, a negligência transforma-se em crime.
Aqui estarei se for esse o caso.
Cumprimentos.

Startup Macron

Da necessidade de derrotar Le Pen nasceu um boneco. Mesmo tendo vencido com os votos da esquerda que o despreza e sendo o candidato que menos entusiasmava os seus próprios eleitores, o coro de papagaios que enche o eco televisivo transformou-o numa esperança. Ex-banqueiro, ex-relator de Sarkozy, ex-conselheiro de Hollande, ex-ministro de Valls, o oportunista saltitou até ao céu sem compromissos. “Eu reivindico a imaturidade e a inexperiência política”, gritou para uma plateia embrutecida pela aldrabice populista do candidato antissistema que o sistema adora. Fazer um caminho político passando por várias eleições é coisa “de um tempo antigo”, disse. E Macron é uma coisa do futuro, onde os partidos são startups e os presidentes melões por abrir. Jovem, belo, impecavelmente vestido, tudo nele é moderno. Em entrevistas sobre negócios usa, num inglês irrepreensível, os termos da moda. Tem a lábia de vendedor de oportunidades que deslumbra qualquer “colaborador” num fim de semana de team building. Faz parecer revolucionária a certeza de que tudo vai ficar um pouco pior. Tudo nele cheira bem. Cheira a Uber, que ele acredita ser uma excelente solução para os jovens desempregados, que não querem patrões, querem clientes. Macron não é um político. É uma app. Sempre em atualização.

Macron é trendy, a crónica de Daniel Oliveira, no Expresso

Efectivamente, é óptimo

Exactamente. Efectivamente. Viva o Benfica.

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Quite possibly

Segundo Euan Ferguson, «Portuguese is quite possibly the loveliest language in which to sing soft, good, songs».

«Talvez devagarinho possas voltar a aprender»

Efectivamente. Parabéns, Salvador. Ah! Viva o Benfica!

Benfica Campeão


Geralmente, num campeonato longo de 34 jornadas, ganham os melhores. E o Benfica foi o melhor, por isso ganhou.
Em primeiro lugar, tem um plantel melhor do que o dos outros. Mais equilibrado. Com mais soluções para cada posição. Com grandes jogadores.
Tem também um bom treinador. Não é nada de especial, mas é bom. Atendendo a que o Porto nem treinador tem, isso é uma grande vantagem.
Tem ainda – e esta é uma grande diferença – um bom presidente. Outra coisa que o Porto já não tem. Teve durante décadas, mas há muito que deixou de o ter. Mais concretamente quando um dia disse que «A quem vier a seguir, basta não estragar o que está feito». A arrogância própria de quem estava habituado a ganhar. Muito semelhante, se virmos bem, ao «Só têm de copiar o que fazemos» mais recentemente dito pelo presidente do Benfica.
Tem ainda o controle da arbitragem, construído no reinado de Vítor Pereira. Mas não é por aí. Se todos os factores apontados contam mais ou menos, este conta decerto menos do que os outros. Também o Porto tinha o controle da arbitragem nos anos 90 e não era por isso que ganhava. Ganhava porque era melhor, da mesma forma que o Benfica hoje ganha porque é melhor. [Read more…]

Canonizem o homem!


Salvador Sobral: Isto é que foi um verdadeiro milagre! Parabéns!

Eles estão de volta…

… ainda que em formato aligeirado: Fátima, Futebol e Festival.

Sim, em tempos de geringonça tudo é possível.

Parabéns, festivaleiros

Salvador Sobral e a mana ganharam. 

فاطمة‎‎ Fāṭimah

Scarsellino_-_Driving_of_the_merchants_from_the_temple_-_Google_Art_ProjectFátima, Fátima.
Expulsão dos vendilhões do templo.
© Scarsellino – Google Art Project

«É muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa»

CYRANO. Un baiser, mais à tout prendre, qu’est-ce ?
Un serment fait d’un peu plus près, une promesse
Plus précise, un aveu qui veut se confirmer,
Un point rose qu’on met sur l’i du verbe aimer.

Edmond Rostand, “Cyrano de Bergerac

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«É muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa».

Efectivamente, parece propaganda ortográfica. Não é. Mas parece, até estilisticamente. «É muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa», de facto, neste caso, trata-se de propaganda futebolística. Contudo, vamos àquilo que nos interessa.

Em ‘reataram’ e ‘realizada’, o primeiro ‘a’ (= <a>) corresponde à vogal oral central média baixa [ɐ].  É escusado virem com o ‘reatam’, em que o primeiro ‘a’ (=<a>) não corresponde à vogal oral central média baixa [ɐ], mas à vogal oral central baixa [a], pois em em ‘reatam’, o primeiro ‘a’ (=<a>) encontra-se em posição tónica. Como diria o outro, «there’s the rub».

Exactamente.

De facto, um cê faz imensa falta.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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As aparições e os efeitos do medronho

Manuel Tão

Isto já está a tornar-se enjoativo. Em Portugal, não há notícias senão as relacionadas com videntes e aparições. Fosse eu vidente e já teria ganho o Euromilhões.
Quanto às aparições, bastam três ou quatro goladas de medronho e “vê-se muita coisa” logo a seguir.

Laranja desempregada

ANA

A dos aeroportos: subidas de preços, falhas na manutenção de sistemas fundamentais, erros de gestão, desorganização. Então eram estas as prometidas maravilhas da gestão privada?

Atenção 

Quero uma paragem do Metro de Lisboa aqui na minha rua.Em Coimbra.Ouviste Cristas?

O melhor que ficou por contar

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Helena Ferro de Gouveia

Muitas pessoas inteligentes, incluindo jornalistas, derrapam na complexidade do ser-se refugiado (não apenas na sua dimensão humana, mas nas questões geopoliticas). Se há algo impossível de apreender de longe, lendo apenas ou pela internet é um campo de refugiados e os que o habitam.
É preciso entrar nele na ponta dos pés e pedindo licença, ver bem de perto e ter o cuidado para não compreender depressa demais.
O campo de refugiados é a última fronteira. Não há mais para onde ir. A única forma de quebrar a espiral, de sair da trilha da desesperança, é a educação e é disso que quero falar.
Lembram-se do Elliah, do Peter e do Malual, refugiados sul-sudaneses que adoptámos no projecto I have a dream?
Têm as propinas, o material escolar e o uniforme garantidos durante dois anos graças à vossa generosidade. A gestão será feita pelos franciscanos.

Porto e Rui Moreira sem drama autárquico

Vive-se no Porto em estado de serena normalidade, a despeito da recente quezília entre Rui Moreira e o Partido Socialista, agitada pelos órgãos de comunicação social e comentadores de assento garantido pelo poder dominante. Afinal, bem vistas as coisas pelo que se vai dizendo, não se trata de um divórcio litigioso, mas de uma transfiguração em “amizade colorida” – Moreira e Pizarro fazem questão de reafirmar isso mesmo.
Guilhermina-Rego-Rui-Moreira
Os portuenses estão serenos, atendendo a que o tema não é assunto sequer na cidade, a não ser entre nos aparelhos de partidos e de movimentos independentes, uma vez que as eleições estão à porta e estas são sempre um momento de solução, saibam os eleitos corresponder às vontades que vierem a ser expressas. Rui Moreira tem a vitória garantida e acredita [Read more…]

As competências cognitivas de uma professora


E é isto.
Argumentos a favor da tolerância de ponto? Ok, com algum esforço, embora sem qualquer convicção, posso arranjar alguns. País maioritariamente católico, milhares de pessoas a caminho de Fátima, tradição.
Mas há quem tenha outros argumentos. Há quem seja a favor da tolerância de ponto porque assim não tem de ir trabalhar. Porque não é aumentada e tem horários sobrecarregados e é diariamente sujeita a atropelos.
Sobre a questão de fundo? Não, estes argumentos são mais do que suficientes. E quem não concordar que vá para a Venezuela.
O que assusta não é a opinião isolada de uma analfabeta. Assustador é mesmo ter ouvido exactamente os mesmos argumentos da maior parte das pessoas com quem tentei falar sobre o assunto.
Medo, muito medo. [Read more…]

Julio Magalhães VS Marques Mendes: quem está a mentir?

No seu habitual espaço de revelações bombásticas na SIC Notícias, Marques Mendes informou o país, com o rigor a que já nos habituou, que Júlio Magalhães teria recebido um convite do “Partido Socialista a nível nacional” para liderar a candidatura do PS à CM do Porto, tendo a questão sido discutida com a administração do Porto Canal. Tratou-se, segundo Marques Mendes, de “um convite ao mais alto nível do Partido Socialista ao nível nacional”.

Já no decorrer desta semana, questionado pela mesma SIC Notícias, Júlio Magalhães apresentou a sua versão dos factos, incompatível com a de Marques Mendes. Segundo o director do Porto Canal, “foi apenas uma mensagem“, à qual respondeu “imediatamente que não“, tendo o assunto morrido logo ali. [Read more…]

O frenesim reformista na Educação

Uma “revolução na educação” ou uma educação como “empresa de desumanização do homem”?

Direita socialista


O socialismo dura até terminar o dinheiro no bolso dos outros. Bem sei que estamos em período de pré-campanha eleitoral e Assunção Cristas tem muito em jogo nas próximas autárquicas, talvez até a manutenção da liderança do partido, mas não é sério considerar possível um alargamento da rede do metro, nesta dimensão, para os próximos 13 anos, sem apresentar custos e financiamento. Como é possível acusar o PS de ser o partido das obras faraónicas e depois apresentar este projecto? [Read more…]

Profundamente anti-católico

Contra uma tolerância de ponto ridícula.
Contra todos os feriados religiosos.
Contra uma ditadura católica que chega ao ponto de condicionar todo o ano lectivo e um 3.º período que é incrivelmente pequeno por causa da Páscoa. Contra a existência de uma disciplina de Educação Religiosa Católica nas Escolas. Contra a existência de padres como Directores de Agrupamento.
Contra a Concordata e qualquer outro acordo entre um Estado laico e uma religião, seja ela qual for.
Contra a vergonhosa isenção de impostos da Igreja Católica e contra os Governos – este e os outros – que pactuam com esta vergonha.
Contra uma Igreja Católica que é uma das principais causas do atraso cultural de Portugal.
E no entanto, se Cristo foi aquelas coisas todas que dizem que foi, então eu sou mais cristão do que esse beatério todo que vai para a missa ao Domingo bater no peito.

Muito bem! 

Olha o PSD preocupado com com a Constituição. Agora.

Só quando foi para tentar fazer passar orçamentos inconstitucionais é que a Constituição era um empecilho. Peça-se a opinião do sr. Aníbal.

São estes golpes de rins, este fazer de conta que a anterior governação não existiu, tal como já não tinha existido a campanha eleitoral que conduziu à governação que não existiu, que trazem à superfície o desejo do poder a qualquer custo. Só falta, novamente, a célebre tirada de Marco António Costa “ou há eleições no país ou há eleições no PSD“. 

Extracto → extrato → estrato

um estrato de tomate criado em Portugal
— Expresso (Caderno Economia), 18 de Julho de 2014, p. 14, apud Paulo J. S. Barata, “Um estrato (muito) mal extraído“, Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 31 de Julho de 2014.

alunos oriundos de diferentes extratos socioeconómicos
— Dire[c]ção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.”Resultados Escolares por Disciplina, 2.º Ciclo – Ensino Público, Ano le[c]tivo 2014/2015“, apud Expresso8 de Maio de 2017, às 15h07

Talvez devagarinho possas voltar a aprender
Salvador Sobral (interpretação)/Luísa Sobral (autoria)

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Para quem não estiver a par destes temas importantes, um redactor da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência escreveu ‘extratos’ em vez de ‘estratos’ e este descuido foi notícia no Expresso. Como é sabido (embora o Expresso não acrescente a nótula), extratos constitui um duplo erro: além de neste contexto ser mesmo ‘estratos’, a palavra ‘extratos‘ não existe em português europeu. A palavra grafemicamente correcta é extractos.

É curioso que o Expresso dê tanta importância a este assunto. Percebo que um especialista como Helder Guégés o faça. Contudo, para quem, como o Expresso, adopta o AO90 de forma tão descontraída (além deste exemplo, também temos este, aquele ou mesmo aqueloutro) e para quem, como o Expresso, comete exactamente os mesmos erros (ver epígrafe) agora apontados a outrem , este excerto à laia de comentário académico

Entre tantos números, escalas, percentagens, gráficos, etc., incluídos nas 58 páginas do documento, dir-se-ia que os autores do mesmo se deixaram levar pelo lado contabilístico que marca este trabalho,

parece um bocadinho areia atirada para os olhos dos leitores (areia para os olhos, note-se, e não arena para os óculos).

Será curioso verificar se [Read more…]

Uma Volta ao Mundo em 197 livros

Há uns tempos dei com um artigo sobre uma rapariga paquistanesa de 13 anos que começou um projecto online com o objectivo de ler um autor de cada país do mundo. Isto é mais difícil do que parece dado o número de países que existem e o facto de muitas vezes não termos sequer traduções das línguas originais.

De qualquer maneira pareceu-me uma ideia extraordinária e resolvi por isso roubá-la e aplicá-la aqui no Aventar. Por razões várias, não consigo agora estar a ler todos os livros que irei publicar. Vou ter de me contentar com uma lista e um pequeno resumo.

Comecemos então pelo A:

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E porque não?

Vou pedir aos leitores uma coisa simples: a leitura de um artigo de opinião sobre a possibilidade de uma taxa de IVA de 50%. Primeiro tentem ler sem complexos, sem ideias feitas e depois tirem as vossas conclusões.

Será esta a solução? Não sei. Existe melhor? Não sei. Responda quem saiba.