Palestina: massacre em curso

Enquanto nos entretemos com os nossos problemas de primeiro mundo, a terraplanagem de Gaza continua, a ocupação avança, crianças continuam a ser assassinadas pelos bombardeamentos indiscriminados do exército israelita e morrem recém-nascidos em hospitais à beira do colapso, à porta dos quais se empilham cadáveres. A brutalidade da resposta de Israel ao atentado de 7 de Outubro não é proporcional. É um massacre.

O incrível José Gomes Ferreira

Todos temos momentos infelizes, como, por exemplo, o guarda-redes que deixa entrar um frango. Se o mesmo guarda-redes, no entanto, começar a contribuir para a criação de um aviário, é natural que o treinador o sente no banco.

José Gomes Ferreira, em directo, agarrou um tweet de uma conta falsa de António Costa e começou a comentá-lo como se tivesse sido escrito pelo ainda primeiro-ministro. Um director-adjunto de informação de um dos principais canais de informação da televisão portuguesa talvez devesse ser mais prudente, mas comunicar e comentar são hoje actividades mais importantes do que fazer jornalismo. A chamada comunicação social está cheia de comentadores políticos que são só políticos e de alegados jornalistas que são comentadores políticos, ou seja, só políticos. [Read more…]

Porto Canal: A Lei da Rolha?

No momento em que escrevo estas linhas, 21h59, está uma multidão nunca vista de sócios do FC Porto a pretender participar na Assembleia Geral do clube. Um momento de afirmação do sentimento Portista, do ser Portista. O meu clube é detentor de um canal de televisão, o Porto Canal. Uma casa onde tenho amigos, por onde passei e  que sempre tive muito orgulho, antes mesmo do canal pertencer ao clube.

Por isso é com vergonha que escrevo estas palavras. A esta hora, neste momento importante da vida do clube, o Porto Canal está em silêncio. Estavam a dar notícias, as mesmas de qualquer outro canal de notícias, como se fossem um outro qualquer canal. Não são! São o Porto Canal e se o canal do clube não considera importante este momento, quem o vai achar? A Benfica TV? A Sporting TV? E no site do canal, nem uma palavra (conforme foto). Nada.

Fica a pergunta a quem de direito: Porquê? Está instaurada a lei da rolha?

José Luís Carneiro posicionou-se

Contra Pedro Nuno Santos, contra a Geringonça e a favor de deixar um governo minoritário PSD/IL governar, para manter o CH do lado de fora da cerca sanitária.

Dúvida (i)nocente

Olhando para todos os envolvidos na “operação influencer“,  e dos investimentos de milhões e milhões a que se reporta a matéria, será que António Costa e Silva ainda continua convencido que é Ministro da Economia?…

Boa sorte, Portugal

Marcelo fez, julgo eu, a coisa certa. Manter o governo em funções, após tantos casos, casinhos e agora este casão, seria a falência total do sistema.

Sim, apesar da maioria absoluta.

Porque a maioria absoluta, tendo legitimidade, não se sobrepõe ao normal funcionamento das instituições.

E faz tempo que as instituições não funcionam forma normal. [Read more…]

José Luís Carneiro

Fernando Medina, Ana Catarina Mendes, Mariana Vieira da Silva e até Duarte Cordeiro. E, claro, Pedro Nuno Santos. Todos eram falados, todos podiam suceder a Costa. Até que o tsunami aconteceu e o discreto José Luís Carneiro emergiu.

José Miguel Júdice: “tenho a perfeita convicção que António Costa é um homem sério”

Malhou no PM todas as semanas. Sem excepção. Ainda assim, saiu na sua defesa. O regime está estar mesmo por um fio.

Lítio, lítio, lítio, muito lítio

It is just that without stars there would be no atoms heavier than lithium in the periodic table, and a chemistry of only three elements is too impoverished to support life.
Richard Dawkins

What is wonderful is that when he is writing a piece of music and he gets to a point where he is running out of room, because he doesn’t have those extra notes, he manages so skillfully to rewrite the passage, so that someone who is unaware of the fact that there is a problem of range here that limits what he can do would never guess it.
Robert Levin

***

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Não é curto, mas é grosso

Por princípio, não leio comentários. Escrevo, egoisticamente, muito mais por mim que pelos outros. Uma espécie de processo libertador. Não necessito de validação e a maior parte das críticas, passa-me ao lado. Excepto quando, factualmente, demonstram ou até apenas indiciam que posso estar errado. E isso leva-me a repensar o que tinha concluído ajudando a reforçar um procedimento que já me é constante, o de me questionar. Permanentemente. O que pode facilmente ser demonstrado se, por exemplo, confessar que tenho uma antipatia pessoal (derivada de más experiências próprias) pelo povo Judeu (com excepção da Gal Gadot). Emocionalmente, é inegável que se tivesse de elencar os meus Povos favoritos, os Judeus estavam muito longe dos primeiros lugares. Não é, nem de perto nem de longe, anti-semitismo (expressão errada porque não são só os Judeus que são semitas), mas apenas preferências pessoais.

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Sobre a queda de António Costa

A queda abrupta de António Costa não é assim tão surpreendente.

O que surpreende, pelo menos a mim, é ver a justiça funcionar, tendo como alvo gente tão poderosa como Lacerda Machado ou Vítor Escária. Pena não acontecer mais vezes.

O funcionamento foi de tal ordem que António Costa se apressou a apresentar demissão, prontamente aceite por Marcelo.

E, é bom recordar, Costa planou sobre todos os escândalos do seu governo, incólume e fanfarrão, a ponto de ter destruído a coabitação com Belém para defender um secundaríssimo João Galamba. Se agora não hesitou, por algum motivo terá sido. Um motivo óbvio, parece-me.

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As montanhas e os ratos

Imagem retirada do Facebook @alexandremartins

Agora, vamos falar mais ou menos a sério:

O Ministério Público (MP) não vale a ponta de um prego enferrujado e é, hoje, antes de tudo o resto, um instrumento político.

Um MP que anda há mais de 9 anos a tentar “caçar” um ex-Primeiro-ministro sem provas concretas, não me merece qualquer credibilidade.

E isto não desculpa o PS, porque não sou como o João Soares e não ponho as mãos no fogo por corruptos mais ou menos socialistas, mais ou menos social-democratas, mas deixa com ainda pior imagem o próprio MP.

Resumindo: como sempre, e graças ao sempre incompetente MP, a montanha vai parir um rato.

Siga a banda, seja com o P”S” ou com as suas derivações centristas e populares democráticas.

Nem todo o lítio é mau

Nem promove corrupção ou a destruição ambiental.

Escolha o seu lítio com moderação.

Convém aproveitar as buscas no Ministério do Ambiente e da *Ação Climática

e descobrir o que terá acontecido ao cê da Acção.

O cerco aperta-se: Lacerda Machado e Vítor Escária detidos

Lacerda Machado, consultor-in-chief da nação, foi detido. Dos muitos negócios de Estado em que esteve envolvido, terão sido os do lítio e do hidrogénio que algemaram o padrinho de casamento de António Costa.

Quem foi igualmente levado pelas autoridades foi Vítor Escária, chefe de gabinete do primeiro-ministro. Também aqui, avança a comunicação social, negócios relacionados com o lítio e o hidrogénio estarão por trás da detenção.

A informação é ainda escassa e divulgada a conta-gotas. Sabe-se que João Galamba e Matos Fernandes serão constituídos arguidos e que decorrem buscas em São Bento e em vários ministérios.

Veremos o que sobrará no fim. Uma coisa é certa: o cerco em torno do costismo está cada vez mais apertado.

A queda do império socialista segue dentro de momentos.

5 perguntas

1 Porque é que as organizações internacionais (nomeadamente as da ONU) e a comunicação social dão como credíveis os dados sobre vítimas fornecidos pelo Hamas, sabendo-se que no único caso que foi realmente esmiuçado (o rocket que caiu no parque do Hospital Al-Ahli) o número fornecido foi manifestamente multiplicado por 3 ou por 4?

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Honestidade e diferença

Conforme o que anteriormente assumi, escrevo sobre o que está a acontecer em Gaza. Em nome da honestidade. Em nome do que distingue os que pensam como eu. 

Primeiro, o que alguns não gostam ou não conseguem ouvir ou, pior, o que nem conseguem sequer admitir que seja possível, mas que não deixa de ser a mais pura das verdades. Ninguém que esteja a ler isto (estou seguro que gajos com acesso a informações privilegiadas, não perdem tempo comigo) sabe quantas são as vítimas dos ataques de Israel a Gaza. Não sabemos, ponto.

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O embaraçoso Marcelo

Foi, no mínimo embaraçosa, a forma como Marcelo Rebelo de Sousa confrontou o diplomata palestiniano Nabil Abuznaid, no final da passada semana, na inauguração da iniciativa Bazar Diplomático.

Fiquei a imaginar se, ao invés de um diplomata palestiniano, Marcelo usasse o argumento “foram vocês que começaram” para advertir um diplomata israelita para o perigo da radicalização. Algo como:

  • Sim, o atentado do Hamas foi uma monstruosidade, mas foram vocês que começaram quando decidiram ocupar a Cisjordânia, expulsar milhares de palestinianos das suas casas e transformar a Faixa de Gaza numa prisão a céu aberto com 2,2 milhões de pessoas lá dentro. [Read more…]

Role models

Legenda

Ismail Haniyeh – Hamas

Hassan Nasrallah – Hezbollah

Ali Khamenei – Irão

Bashar Hafez al-Assad‎ – Síria

Vladimir Vladimirovitch Putin – Rússia 

Xi Jinping – China 

Kim Jong-un – Coreia do Norte

Aleksandr Lukashenko – Bielorrússia

Não adianta muito continuar a “chover no molhado” porque comunista, esquerdista e demais nazis, para o serem, têm de cumprir o requisito essencial de “pensar pouco”, mas a esperança é a última coisa a morrer.

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A trafulhice feita ideologia

Foto: Esquerda.net

Se a trafulhice fosse só a fotografia propositadamente tirada de forma a dar ideia que estavam presentes muito mais pessoas do que aquelas que realmente estavam, enfim, era demonstrativo, mas não era grave.

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FC Porto: Limpar a(s) causa(s) do fedor

O jornalista Miguel Carvalho escreveu, na sua página de Facebook, o texto que a seguir transcrevo. Porque partilho com ele quase a 100% o conteúdo e porque esta não é hora para silêncios!

PAIXÃO E LIBERDADE
A paixão por um clube nada deve a quem o dirige. É paixão simplesmente. Quando é paixão, a grandeza e a pequenez não contam. Haverá sempre quem escolha os vencedores, os poderosos e o lado para onde sopra o vento. Eu não escolhi ser portista numa adorável família de muitos benfiquistas (de onde saiu um outro tio adorável, portista de camarote e alma grande). Aconteceu. Foi um arrebatamento. Uma mistura de afetos e circunstâncias.


O meu clube não é o do Pinto, do Sérgio, do André ou do Zé das Iscas. Quando o amo ou com ele me irrito para lá das fronteiras da racionalidade faço-o em nome de muitas memórias e cumplicidades, não a partir de uma trincheira ou da cegueira. Amar é transbordar, é uma torrente. E eu não me espremo para caber nas molduras.
Não sou Norte contra Sul, não sou Porto contra Lisboa, por muito que ache que o centralismo mora em todas as casas, afeta cérebros instalados e, sobretudo, o pensamento de alguns reciclados de província (Eça e Camilo explicam).


Pois bem: o meu Porto perdeu com o último. Nada de novo.
Mas acontece num dos tempos mais traumáticos do clube, quando o seu símbolo e as suas cores estão ligados – mais uma vez – a uma desgovernada e desavergonhada gestão financeira e às criminosas e insanas práticas de gangsters de bancada contra o antigo treinador André Villas-Boas (não se iludam: há-os por todo lado e de todas as cores).
Acresce que este é ainda um período em que, pelos vistos, a liberdade tem um preço alto para quem ousa dizer que os trapos não tapam uma certa miséria titulada (e as suas práticas). Mas é preciso avisar toda a gente: o meu clube vai nu. Segue em contramão a manchar o que há de mais devoto, popular e íntegro na sua história (e não é a primeira vez nem será a última). Sérgio Conceição e Villas-Boas não são, pois, o problema.

O problema é ter, do topo à bancada, um lastro que fede. E cheira a léguas.
Não se troca a liberdade pela servidão.
Disse quem sabe e são palavras que vestem esta cidade por dentro da sua História. Uso-as agora, como portista que também sou, para dizer: não em meu nome. A minha paixão não precisa de patentes, de cartões ou atestados de militância (já os teve, mas livrei-me deles). Bastam-me “as certezas do meu mais brilhante amor”. Também sou povo e ilusão. E com eles também se faz uma revolução. Querendo.

O anátema que faz falta

Alguém explica porque é que este Senhor continua a ter palco e a comunicação social corre para o ouvir?

Este indivíduo é o líder de um partido anti-democracia cujo objectivo é a instauração de uma ditadura. É igual que o partido se chame comunista, fascista ou nacional-socialista.

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Piers Morgan vs Bassem Youssef

Uma entrevista que vale a pena ver e ouvir com atenção. Sobre a Palestina, sobre Israel, sobre a ocupação sionista e sobre os terroristas do Hamas.

André Villas-Boas, a real ameaça aos poderes instituídos

André Villas-Boas é mais portista do que os macacos que batem no peito com muita força. Fotografia retirada do Facebook.

Os tempos do reinado de Jorge Nuno Pinto da Costa no FC Porto estão a acabar. Aliás, corrijo: os tempos do reinado de Pinto da Costa já acabaram. E já acabaram porque já não é ele quem manda.

Ser presidente do FC Porto é, actualmente, um cargo figurativo. Pinto da Costa está naquela fase em que esteve Salazar, já meio tan-tan, quando achava que mandava enquanto Marcello Caetano já era presidente do conselho. Dão-lhe umas folhas para assinar, tiram-lhe umas fotografias ao lado de novas contratações e reservam-lhe um cantinho nos órgãos oficiais e oficiosos do clube, assim como um editorial (que, duvido, seja ele a escrever hoje em dia) na revista Dragões. Nada mais. Enquanto isso, tentam cristalizar a sua imagem, já polida pelas atrocidades da História, para continuarem a viver do passado de glórias e do presente de mordomias.

Aferido isto, é natural que alguns se vejam desesperados com a potencial candidatura de André Villas-Boas. O antigo treinador do FC Porto tem posto o dedo na ferida. E a sua potencial candidatura incomoda muito mais sabendo que, durante vários anos, Villas-Boas viu o cenário a partir de dentro. E quando digo “alguns”, digo aqueles que ainda hoje se vêem amarrados às vantagens de fazer parte do “núcleo” do ainda presidente. Mas indo ao que interessa… [Read more…]

Foram vocês que começaram

Imaginem a indignação dos avençados de Netanyahu, se Marcelo abordasse o embaixador de Israel, a propósito do ataque do Hamas, dizendo “sim, mas foram vocês que começaram, há 56 anos”.

Em Portimão e pelo país

Next stop: Republic of Gilead

O novo speaker da câmara dos representantes, Mike “MAGA” Johnson, é um nacionalista cristão. Em 2019 afirmou “Não queremos estar em democracia”. Pragmático.

Stop aos trans: os grisalhos estão subitamente interessados

Ouvi dizer que há pessoas preocupadas porque o Miguel Sousa Tavares disse não-sei-quê sobre não-sei-quem que é transexual e que venceu não-sei-qual prémio de beleza.

Dizia o Miguel que não-sei-quem que é trans não merecia ter vencido não-sei-qual prémio de beleza porque aquele prémio estava a premiar um não-sei-quê de operações e não um não-sei-quê com mamas e vulva. É uma opinião. E para mim não levanta qualquer celeuma. O Miguel, um espanto de homem, do alto da sua beleza arrebatadora, carão de escroto suado, não gosta de operações plásticas. Pronto. Qual é o mal? E não casaria com não-sei-quem que é trans por essa razão, porque não gosta de operações. E qual é o mal? Não casaria com não-sei-quem que é trans, como de certeza não casaria com Megan Fox, Cindy Crawford ou Nichole Kidman. Pela mesma razão, obviamente. O Miguel é um gajo coerente, quero acreditar.

Não é a opinião do Miguel que me causa estranheza. Com a opinião do filho de Sophia de Mello Breyner posso eu bem. O que me causou realmente estranheza foi aferir o ódio, a raiva e repulsa com que alguns, maioritariamente homens 50+, se manifestaram tão a favor da opinião do Miguel, quando o Miguel foi mais brincalhão, jocoso e, digamos, pacóvio, do que propriamente odioso e raivoso. Afinal, o Miguel foi casado com a Teresa Caeiro que, sabemos, não sendo um poço de beleza, não fez, certamente, nenhuma operação. Nem sequer para retirar um quisto! Pelo que, dito isto, sabe o Miguel do que fala. Mas saberão do que falam os odiosos e raivosos idosos que, desde que o Miguel expressou a sua opinião sobre cirurgias estéticas, tão solenemente se apresentaram como a guarda pretoriana da opinião do Miguel? Sabem, pois. [Read more…]

Putin e Netanyahu, farinha do mesmo saco

Vladimir Putin, que bombardeia diariamente civis inocentes na Ucrânia, disse há dias que a morte de civis inocentes em Gaza é inaceitável. E disse-o sem se rir, o excremento.

Não admira que estes dois sejam tão amigos. E que Netanyahu tenha optado, no que diz respeito à invasão russa da Ucrânia, pelo tipo de “neutralidade” que inclui um aumento do comércio entre Rússia e Israel, o reforço das relações diplomáticas e a aplicação de um total de zero sanções de Telavive a Moscovo.

Sim, eu sei que é chato e que dá cabo da narrativa que se quer verdade absoluta, mas os regimes russo e israelita são farinha do mesmo saco neofascista.

Casamentos arranjados

Esta polémica acerca do Miguel Sousa Tavares e do José Alberto Carvalho, mostra à descarada o nível da ditadura de género (uma espécie de fantasia inventada para depreciar a dualidade sexual) e da inadmissível discriminação positiva dos LG Samsung e+marcas de televisões.

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