Zuckerberg doa a Zuckerberg e foge ao fisco

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É impressionante a falta de sentido crítico dos nossos media na difusão da notícia da “doação” da fortuna de Zuckerberg à caridade internacional, transmitindo a ideia de um filantropo profundamente generoso, completamente desligado da volúpia do clube dos multimilionários norte-americanos, realizando um sacrifício pessoal por “um mundo melhor”.

Quando se lê com rigor a carta de Zuckerberg, percebemos que doará durante os próximos 45 anos (a doação não é imediata) 99% da sua participação na Facebook (cerca de 45 mil milhões de dólares) à fundação Chan-Zuckerberg que pertence à própria família Zuckerberg. Foi registada como uma sociedade de responsabilidade limitada, ou seja uma Chan-Zuckerberg Ltda. e não uma fundação caritativa. Este estatuto não obriga Zuckerberg a aplicar o dinheiro em ações caritativas, permitindo-lhe investir em tudo o que quiser, inclusivamente em investimentos lucrativos. Zuckerberg poderá também transferir para a fundação os lucros da sua participação na Facebook escapando aos impostos, mas ainda mais interessante é a possibilidade da sua família herdar a sua fortuna via fundação sem ser taxada.

Nada disto é novo, a fundação da família de Bill Gates funciona em moldes semelhantes e como já foi denunciado em várias peças de jornalismo de investigação, a sua atividade económica mais importante é o investimento em fundos e em produtos financeiros. A caridade é uma atividade quase de fachada financiada apenas com os juros e os dividendos da sua fortuna envolvendo quantias bem mais modestas que as transações da fundação de Gates nos mercados financeiros.

PàF contra PàF

PassosPortas

Ora deixa cá ver se entendi bem: quando há umas semanas se discutia o programa da coligação PSD/CDS-PP, que se sabia de antemão que seria chumbado, a direita parlamentar criticou António Costa por não ter participado no primeiro dia de debate e por se ter resguardado para o segundo dia, acusando-o de cobardia e de fugir ao confronto de ideias. Hoje, no primeiro de dois dias em que se discute o programa do PS apoiado pelos partidos de esquerda, Passos Coelho e Paulo Portas remeteram-se, tal como Costa tinha feito, ao silêncio. Para quando as críticas da direita parlamentar a estes dois cobardes que fugiram ao confronto de ideias e se resguardaram para considerações finais no segundo dia?

A Contra lição do NTS

Vitima de um triste episódio de violência policial em Janeiro de 2012, trazido para o Aventar pelo Ricardo Santos Pinto, o rapper NTS improvisou a sua fuga a uma possível morte prematura e é hoje um dos músicos mais aclamados na cena hip hop nacional, seguido por largos milhares de fãs e um fenómeno no Youtube, com publicações a atingir um milhão de visualizações.

Mestre na arte do improviso, a percurso deste músico fala por si. A rimar desde os 14 anos, NTS – Não Tem Significado – produz à velocidade da luz e faria corar de vergonha muitos pseudo-empreendedores pendurados no orçamento de Estado que se pavoneiam por este país. O tema que vos trago é o retracto fiel de alguns dos vícios mais enraizados na sociedade portuguesa e uma crítica certeira e assertiva à uniformização de comportamentos decorrente da cultura de massas que impõe, a cada dia, um conjunto de modelos castradores de autenticidade que arrebanham multidões. Não, a cultura hip hop não são pistolas, carros de alta cilindrada e correntes de ouro. É um wake up call para uma sociedade em estado vegetativo.

Contribuinte, o Novo Banco precisa do seu dinheiro. Outra vez.

As medidas de reforço de solidez que o Novo Banco propõe ao BCE pretendem gerar mais capital do que os 1.400 milhões detectados nos testes de stress. A folga serve para fazer face a outras exigências e a perdas futuras.
O plano de capital do Novo Banco prevê medidas destinadas a reforçar a solidez da instituição num valor acima dos 1.400 milhões de insuficiências detectadas nos testes de stress do Banco Central Europeu (BCE).

 

E as boas notícias não terminam aqui. O mesmo Jornal de Negócios revelou ontem que o Novo Banco registou prejuízos de 552 milhões de euros na operação bancária em Portugal. Resta-nos saber até quando durará esta mentira e quando chega a factura. E você, também acredita que o prejuízo da venda do Novo Banco não sairá do seu bolso?

A culpa é do acordo de esquerda IX

Juros da dívida portuguesa continuam a descer” [Expresso] E o incêndio que tarda

Quando se confunde a obra-prima do mestre com a prima do mestre-de-obras

Santana Castilho*

1. Enquanto se discutiu o problema da legitimidade constitucional e política para governar, o desemprego voltou a subir, a emigração não parou, o investimento não cresceu, o débil crescimento económico estagnou e os casos TAP e Novo Banco agigantaram-se (na TAP vendem-se terrenos e prédios para pagar a factura da compra e no banco há que injectar 1400 milhões até ao fim do ano).

Enquanto se discutiu o problema da legitimidade constitucional e política para governar, António Costa foi dizendo, cá, que havia chegado o novo tempo: o da recuperação de salários e pensões, da descida de impostos, do investimento na Saúde, na Educação, na Ciência e na Cultura, do fim da austeridade. E foi dizendo, lá, em Bruxelas, que cumpriria as regras orçamentais acordadas, baixando défice e dívida. [Read more…]

Lógica secreta?

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Pelos vistos, o telejornal faz tanta questão de se pôr a milhas dos que eventualmente não guardam o segredo de justiça, que até utiliza uma lógica secreta na visualização da notícia… Ou este diagrama – talvez até com uma mensagem subliminar de organograma – faz algum sentido???

Cimeira do Clima em ano de temperatura recorde

(Publicada ontem no Esquerda.net)

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Inicia-se hoje em Paris a Cimeira do Clima coordenada pelas Nações Unidas. Espera-se que desta cimeira surjam medidas decisivas para combater o aquecimento global, particularmente para impedir que a temperatura média global se eleve a 2ºC acima da temperatura média do século XX. Acima destes 2ºC aumenta consideravelmente a probabilidade de impactos irreversíveis à escala local e global, bem como o rigor das medidas a implementar para travar as alterações climáticas e para mitigar os seus efeitos. Estas importantes conclusões decorrem dos relatórios elaborados pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, o último relatório é de 2014. Estes relatórios compilam as conclusões de milhares de trabalhos científicos (teóricos, experimentais, modelos de computação, observações por satélite, etc.) realizados por centros de investigação distribuídos por todo o planeta, publicados nas revistas científicas mais relevantes e revistos pelos melhores especialistas na matéria. Foi graças a este trabalho colossal que se concluiu com mais de 85% de confiança que o aquecimento global registado tem origem na atividade humana (produção de energia, indústria, agricultura, transportes, etc.).

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Duas curtas histórias sobre o valor do trabalho em Portugal

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Pedro Guimarães

Um grande grupo editorial do Porto, muito conhecido pela sua dimensão económica e pela sua presença no mercado dos manuais escolares, ofereceu-me em contraproposta a orçamento uns “generosos” 50 € pelo licenciamento de imagens para uso durante seis anos nos seus manuais de 5.º e 6.º ano. Educadamente recusei, reiterando o óbvio, que em vez de esmola preferiria oferecer o uso das imagens gratuitamente, exigindo em troca da disponibilização dos manuais gratuitamente a famílias necessitadas, sendo que os livros a disponibilizar deveriam alcançar pelo menos uma fracção do valor de mercado dos direitos que estes senhores procuravam adquirir. Estamos a falar de meia dúzia de livros, ou uns poucos kgs de papel se preferirem. Troca por troca. Mas não, nada disso, esmola ou nada. [Read more…]

Quem está a mentir?

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Fonte não identificada do novo governo terá admitido, segundo o Diário de Notícias, que

os novos governantes tomaram posse na quinta-feira passada, rumaram depois aos respetivos gabinetes – e repararam que do ponto de vista do OE 2016 o trabalho produzido na anterior administração foi zero – mesmo aquele trabalho orçamental que não tem nada que ver com opções políticas de fundo.

Confrontado com esta informação, o ex-secretário de Estado do Orçamento Hélder Reis veio desmentir a acusação

Todo o trabalho preparatório foi feito. A Direção-Geral do Orçamento tem toda a informação sobre os plafonds de despesa definidos em abril por ministério, bem como as perspetivas de investimento.

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Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990: perigo iminente

Sim, iminente e não *eminente. Exactamente, acontece. Hoje, no sítio do costume.

dre 1 dezembro de 2015

O incêndio que tarda

Histeria

Existe um número significativo de portugueses para quem ler jornais se resume à leitura dos títulos. Nada contra, cada um sabe de si e de como usar o tempo livre que tem. Acontece, porém, que muitos destes leitores de títulos, quando na presença de um título polémico, tendem a correr para as redes sociais e a publicar a notícia na sua totalidade, levando por vezes a situações embaraçosas ou a incitamentos paranóicos ao pânico e à histeria. [Read more…]

Os cães ladram e a caravana passa

PSD e CDS avançam com moção de rejeição ao governo de Costa” [Expresso]

Tiques e decisões: a propósito da prova final de quarto ano

critériosComecemos por algumas declarações de interesses: estou contente por ver Passos e Portas despedidos, estou muito contente por ver Cavaco com cara de quem teve uma paragem de digestão, estou satisfeitíssimo por ver Nuno Crato apeado e não estou contente por ver regressar ao governo gente sinistra como Santos Silva, membro da clique socrática que se dedicou a demolir a Educação. O meu coração de esquerda deseja, ainda assim, que se possa compensar o mais possível os desmandos de quatro anos de pressão sobre os mais fracos e sobre a administração pública, quatro anos da mais absoluta cobardia política, quatro anos em que uma maioria absoluta pisou demasiado e demasiados cidadãos, em nome de valores desumanos.

No que respeita à Educação, o meu coração de esquerda, no entanto, acaba, muitas vezes, por  sangrar. Na verdade, e graças a eventuais boas intenções (que, como se sabe, enchem o Inferno), há tiques de esquerda que levam a que se tomem decisões com base em reacções ideológicas e não numa reflexão aprofundada e abrangente. Foi o que aconteceu com a revogação das provas finais de quarto ano, medida que parece basear-se mais numa reacção alérgica às parecenças entre esta prova e os exames do tempo da outra senhora. [Read more…]

Onde estavas tu, Duarte Marques?

exame

Duarte Marques assina hoje um texto no Expresso sobre o fim dos exames no 4º ano de escolaridade, decidido pela actual maioria parlamentar através do normal exercício das suas funções, acusando-a de radicalismo e “revanchismo caviar”. Sobre o tema, relativamente ao qual não me sinto devidamente informado, não me alongarei. Não posso, contudo, deixar de referir o exemplo finlandês, considerado um dos melhores sistemas de educação do mundo, onde exames só mesmo no final do secundário e, no entanto, os resultados falam por si. [Read more…]

Francisco e a funcionária que recusava casamentos gay

Os fundamentalistas atribuem-se a si próprios uma liberdade de juízo e de acção que negam aos outros.
Antes do mais, um pouco da história, para quem a desconhece, embora não tenha encontrado uma versão que me fornecesse todos os dados a que gostaria de ter acedido.
Kim Davis, funcionária-chefe de uma repartição de registos numa cidade do Kentucky, opositora do casamento entre pessoas do mesmo sexo, direito reconhecido em Junho passado pelo Supremo Tribunal dos EUA, recusava-se a cumprir a Lei (os pormenores variam consoante a fonte), invocando motivos religiosos (Kim pertence à Igreja Episcopal, mas antes da “conversão” divorciara-se três vezes). Defendia para si o direito à objecção de consciência, mas os Tribunais não lhe deram razão. O Supremo terá alegadamente dito que um funcionário não pode “declinar agir em conformidade com a Constituição dos Estados Unidos”.

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Obrigado

Marés Vivas

maresvivas1Viver em Vila Nova de Gaia é um privilégio.

Neste cantinho onde o Douro encontra o atlântico há gente boa, gente de trabalho, que se entrega, a cada dia, à construção de um futuro melhor para os seus. Todos os dias, desde bem cedo, há muita gente que cruza as pontes para ir trabalhar, havendo, também,cada vez mais, quem o consiga fazer do lado de cá do rio. E, toda esta gente, merece o melhor.

No entanto, os últimos acontecimentos em torno do espaço do Festival Marés Vivas mostram que no passado recente, as opções políticas em Gaia, foram tudo, menos a pensar nos Gaienses.

O Marés Vivas é uma referência no plano dos festivais de Verão, nomeadamente, pelo enquadramento que confere aos espetáculos – ali, juntinho às águas do Douro, entre a Afurada e a Reserva Natural Local do Estuário do Douro, local escolhido por imensas espécies de aves para um merecido descanso entre migrações e na época de acasalamentos. É, também por isso, um local, ambientalmente, sensível. [Read more…]

Uma vitória da sensatez: o NÃO à candidatura para acolher os Jogos Olímpicos

ARCHIV - HANDOUT - Die undatierte Visualisierung zeigt das geplante Olympiastadion auf dem Kleinen Grasbrook für die Olympischen Spiele 2024 in Hamburg. Am 29.11.2015 entscheiden die Bürger in Hamburg und Kiel in einem Referendum, ob sich die Hansestadt Hamburg um Olympische Spiele 2024 bewerben soll. Visualisierung: KCAP | Arup | Vogt | Kunst+Herbert | gmp | Drees&Sommer | WES | ARGUS | bloomimages | on3studio | Luftbilder Matthias Friedel/dpa (ACHTUNG: Nur zur redaktionellen Verwendung im Zusammenhang mit der aktuellen Berichterstattung und nur mit Nennung "Visualisierung: KCAP | Arup | Vogt | Kunst+Herbert | gmp | Drees&Sommer | WES | ARGUS | bloomimages | on3studio | Luftbilder Matthias Friedel/dpa) +++(c) dpa - Bildfunk+++

O imaginado Parque olímpico de Hamburgo   Foto: DPA

Juntamente com Budapeste, Los Angeles, Paris e Roma, Hamburgo candidatou-se à organização dos Jogos Olímpicos de 2024, conforme anunciado pelo Comité Olímpico Internacional (COI), que irá eleger o anfitrião em Setembro de 2017, em Lima.

Curiosamente, o dossier de candidatura de Hamburgo foi, porém, condicionado a um referendo popular, agendado para 29 de Novembro, cabendo assim aos habitantes da Cidade Livre e Hanseática de Hamburgo a decisão definitiva sobre a candidatura – ou não – aos Jogos de 2024. As sondagens apontavam para “uma vitória clara do sim”.

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Fórum Lisboa 2015 | Como combater a radicalização e o Terrorismo

Teresa Oliveira

Fórum Lisboa 2015 | Como combater a radicalização e o Terrorismo | dias 3 e 4 de Dezembro | Centro Ismaili, Lisboa

Nos dias 3 e 4 de Dezembro, o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, realiza a XXI edição do Fórum Lisboa, que reúne personalidades de reconhecida relevância no panorama internacional à volta do tema “Como combater a radicalização e o terrorismo: mecanismos de prevenção e conhecimento partilhado no espaço mediterrâneo e europeu”.

O Fórum Lisboa é uma plataforma de diálogo e partilha de experiências que abrirá as suas portas no Centro Ismaili, em Lisboa, sob forma de conferências com abertura oficial de Jorge Sampaio, Nazim Ahmad e H.E. André Azoulay, entre outros.

A culpa é do acordo de esquerda VIII

INE confirma estagnação da economia no 3º trimestre” [DN] Ainda o governo de esquerda não existia e já causava estragos. Esta esquerdalhada…

No Minister

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Foto via The Guardian (http://bit.ly/1Q8kXTD)

Vous avez tout à fait raison M. le Premier Ministre

François Mitterrand

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Jim Hacker: What are you doing here?
Sir Humphrey: Purely my sense of duty-free.
Jim Hacker: Duty-free?
Sir Humphrey: Er… duty, free from any personal consideration.

— Yes Minister 3.4 – The Moral Dimension

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Tudo mais calmo, nesta manhã chuvosa. Enquanto tomo um café, durante o intervalo de um artigo de Patrick Hanks, leio um texto do João Mendes e dou comigo a reflectir acerca de uma das matérias mais complicadas no exercício da minha profissão.

Em Agosto de 2013, o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Manuel Parente Chancerelle de Machete, delegou no Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Verdial de Castro Ramos Maçães, diversas competências.

Em Dezembro de 2013, David Lidington foi a Lisboa e encontrou-se com o homólogo português, Bruno Maçães.

No Reino Unido, o Foreign & Commonwealth Office é composto pelo Secretary of State for Foreign and Commonwealth Affairs, com uma “overall responsibility“, e por três Ministers of State, entre os quais se encontra David Lidington (Minister of State for Europe) — além de dois Parliamentary Under Secretaries of State.

Em 15 de Dezembro de 2014, o Conselho dos Negócios Estrangeiros/Foreign Affairs Council contou com a participação, entre outros, quer do Ministro dos Negócios Estrangeiros/Minister for Foreign Affairs, Rui Machete, quer do Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Commonwealth/Secretary of State for Foreign and Commonwealth Affairs (Foreign Secretary), Philip Hammond.

Apesar de Machete e de Hammond serem homólogos, a designação em inglês não é a mesma: em Dezembro de 2014, Machete era Minister e Hammond era Secretary.

Em 21 de Outubro de 2014, o Conselho dos Assuntos Gerais (General Affairs Council) contou com a participação, entre outros, quer de David Lidington, Ministro-Adjunto dos Assuntos Europeus, Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Commonwealth/Minister of State for Europe, Foreign and Commonwealth Office, quer de Bruno Maçães Secretário de Estado dos Assuntos Europeus/Secretary of State for European Affairs.

Como aconteceu com Machete e Hammond, apesar de Lidington e Maçães serem homólogos, a designação em inglês também não é a mesma: em Outubro de 2014, Maçães era Secretary e Lidington era Minister.

Uma nota da Embaixada Britânica em Lisboa, acerca do encontro entre Lidington e Maçães, é clara na distinção entre Minister e Secretary:

the UK Minister for Europe met his Portuguese opposite number Bruno Maçães, State Secretary for European Affairs.

Como este título, relativo a Philip Hammond e Laurent Fabius

Foreign Secretary speaks to new French Foreign Minister

e esta notícia

The British Foreign Secretary, Philip Hammond MP, visited Lisbon on 18 February for talks with his counterpart, Minister Rui Machete

Portanto, uma vez que não foi membro do Governo de Sua Majestade, salvo melhor opinião, Bruno Maçães tem duas opções: ou State Secretary ou Secretary of State.

Não há nenhum planeta B

cimeira clima

@MikeHudema

Quando a imprensa dava uma mão à propaganda do PàF

Expresso

Os truques da imprensa portuguesa é uma página no Facebook que, tal como o próprio nome indica, se dedica a desmontar e expor as mais variadas artimanhas que nos vão sendo servidas pela nossa comunicação social. Numa das suas mais recentes publicações, esta página faz referência a uma notícia publicada no Expresso a poucos dias das Legislativas, que vinha dar força ao embuste pré-eleitoral da “devolução” da sobretaxa, na qual era afirmado que, apesar da projecção governamental de uma “devolução” na casa 35% do valor da sobretaxa em 2015, as contas do Expresso iam mais longe e referiam que essa devolução se situaria entre os 60% e os 100%.  [Read more…]

Mais um logro curricular laranja

BMacaes

Na sua conta no Twitter, o ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus Bruno Maçães apresenta-se como “Former Europe Minister in Portugal“, cargo que não existiu durante a vigência dos XIX e XX governos constituicionais, sendo a secretaria de Estado tutelada por Maçães uma dependência do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Não surpreende esta adulteração do jovem ex-ministro ex-secretário de Estado, mas a verdade é que estamos perante um logro, na senda de outros logros curriculares com a chancela do PSD como o de Miguel Relvas, Rui Machete (o ex-ministro “patrão” de Bruno Maçães) e Franquelim Alves, tendo no caso dos dois últimos sido omitida a passagem pela SLN, dona da famosa mega-fraude BPN. Mas fica sempre muito bem na fotografia. Pena não ser verdade.

Captura de ecrã via Os truques da imprensa portuguesa

Assis, o Coerente

Atira-se ao Costa por procurar a Unidade à Esquerda. Apoia Maria de Belém porque é a melhor colocada para unir a esquerda.

Paris en marche pour le climat

paris sapatos

@MikeHudema

Carta do Canadá: Regresso à normalidade

2015-11-26 Francisca van Dunem

oto: imago/GlobalImagens

Para compreenderem o orgulho e a alegria que senti ao ver Francisca van Dunen jurando o seu compromisso de honra como Ministra da Justiça do governo liderado por António Costa, vou explicar-vos algumas coisas. E jurou de cabeça levantada, a olhar de frente, em voz forte e serena.

Vivo há muitos anos no Canadá, um país de democracia parlamentar. Por decisão referendada, a chefe do estado canadiano é a Rainha de Inglaterra. O Canadá tem 10 províncias e 3 territórios, vai do Atlântico ao Pacífico, tem ao norte o mar Árctico. Cada província tem o seu parlamento e este elege o governo local. Na capital federal, em Otava, a Rainha está representada pelo Governador Geral, que tem guarda de honra como a soberana. É ali que está o parlamento federal, eleito por todo o país,  donde sai o governo federal.  Nas capitais provinciais a representação é garantida pelo Governador-Adjunto.  Quando os imigrantes, depois duns anos de residência e de provas dadas, requerem a cidadania canadiana, juram respeito ao país e à Rainha. As pessoas com mérito para o cargo, tenham a origem, a religião e a raça que tiverem, podem ser escolhidas.Nos anos que levo deste país, vi como governadores gerais uma senhora francófona, um ucraniano, uma senhora chinesa e outra negra do Haiti. Todos eles cumpriram com brio os seus mandatos, mas devo sublinhar que as cidadãs de Hong Kong e do Haiti, ambas jornalistas da TV estadual, respectivamente Adrienne Clarckson e Michaelle Jean, foram brilhantes e são tidas com respeito e afecto pela população.  No Ontário, tivemos um governador-adjunto negro, Sir Lincoln Alexander, um verdadeiro ícone de elegância e popularidade. É comum termos ministros e altos funcionários públicos negros, mestiços, indianos, chineses, índios. O mesmo se diga do jornalismo, audiovisual e escrito, das equipas hospitalares. Em todos os sectores da vida canadiana, há pessoas de todas as raças e credos. Viver no respeito pela diversidade, faz parte do ADN do Canadá. Ninguém refere a raça, a religião, a origem ou a orientação sexual dos outros.  Somos todos canadianos, temos todos os mesmos deveres e direitos perante a lei, prezamos a paz e a harmonia.

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Savile Row

saville row

© Yu Fujiwara (http://bit.ly/1Hv1jQy)

She’s hangin’ on his arms
like a cheap suit
— David Bowie

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Hoje, o director do Correio da Manhã escreveu o seguinte:

Vai uma enorme polémica e uma ainda maior onda de indignação nas redes sociais por o CM ter dito que uma cega é cega e que um cigano é cigano.

Lembro-me bem da polémica e da indignação que não houve, quando o director do Correio da Manhã garantiu que

A nova ortografia só se estenderá a todos os textos do jornal, respectiva primeira página e manchete, caro Leitor, quando já ninguém estranhar a palavra “facto” escrita sem cê.

Efectivamente, quer há cerca de um mês, quando voltei a passar por Savile Row – desta vez, a caminho da rua do Ziggy–, quer hoje, ao ler uma entrevista relativamente recente,

fato

lembrei-me dessa indignação e dessa polémica que não houve. Não houve polémica? Não houve indignação? Claro que não. Não houve nem polémica, nem indignação. Contudo, há fatos.

O desperdício em dia de recolha de bens para o Banco Alimentar

BA

Apesar da inenarrável Isabel Jonet, a acção do Banco Alimentar é de uma importância inquestionável, nomeadamente nestes tempos em que a pobreza avança de forma preocupante e sem precedentes na era democrática. Como vem sendo habitual nesta altura do ano, a instituição lançou uma campanha de recolha de bens junto das principais superfícies comerciais que o bom coração do português comum, como é seu hábito, decidiu abraçar. [Read more…]