Aquela altura em foste despedido e só descobriste quando o acesso deixou de funcionar

 

Alguém que avise o Governo de Portugal. É possível que Marcelo o tenha demitido.

Dados técnicos: por vezes funciona no primeiro acesso e deixa de funcionar ao refrescar a página.

À atenção do Governo: falem lá com a empresa amiga que ganhou o concurso de manutenção.

Dica: é melhor fazerem testes e meter um software de monitorização do estado do serviço. Não precisam de pagar pela recomendação.

Funcionários Judiciais, um desespero com décadas

Sem a dimensão da classe docente, sem a mediatização dos profissionais de saúde e sem a influência dos juízes, os funcionários judiciais encontram-se há décadas numa situação de congelamento salarial, redução de compensações devidas aos requisitos da profissão, como incompatibilidades e prontidão, e com cada vez menos pessoal para trabalho crescente.

Fala-se comummente no motor da justiça sem se falar no combustível que o faz mover. Sem funcionários judiciais não há justiça, independentemente de haver juízes e advogados ou não.

Isto não é novidade para o Ministério da Justiça. Mas como quem manda é o Ministério dos Buracos Financeiros, fica para trás quem não aparece na ribalta.

Resta parar. É o que estão a fazer os funcionários judiciais.

Não invocarás o santo nome de Ventura em vão

O CH expulsou José Dias, um dos seus fundadores. O motivo, ao que tudo indica, terá sido invocar o santo nome de Ventura em vão. Mas a minha dúvida é esta: sendo o fundamentalismo religioso uma das características definidoras do partido, diz-se “expulsar” ou “excomungar”?

Nogueira seca

Podia ter-se juntado à floresta, fazendo-a crescer, mas optou por ficar em isolamento no descampado.

Acordou agora, depois de um longo Inverno de quatro anos. No entanto, depois da eflorescência do passado sábado, quem vai mesmo prestar atenção a 18 brotos de greve aqui e ali?

Em defesa da luta dos professores

A foto da Lusa, com o André Pestana à cabeça da manifestação dos professores, é reveladora da dimensão do protesto. Com uma greve de risco e em condições difíceis, os professores estão a dar mostras de não querer continuar a ser engodados em processos de negociação torpes, com resultados frágeis. Se a democracia não fosse já uma miragem qualquer governo seria obrigado a negociar e a recuar perante mobilizações com esta dimensão, mas o mais certo é o caminho ser outro, nada democrático pelo que já se viu ser a estratégia judicial do ministro e do governo.

[Read more…]

Vida Justa

Com a inflação em roda livre, com uma oposição na defensiva e com um governo que não se mostra sensível ao desenvolvimento de medidas de contenção, de reversão e de emergência, sobra o protesto como campo de batalha. Em cada setor, é cada vez mais difícil pagar o preço que custa uma Vida justa.

[Read more…]

Vergonha de ser português

Vender a nacionalidade, assim lhe podemos chamar, por um apartamento no valor de meio milhão de euros! Ou 300 mil euros, no caso de imóveis mais antigos.

Agora, com uma espécie de condições postas na lei de 2022 para inglês ver, como por exemplo, a sorte grande dos vistos obrigar à compra fora de Lisboa e Porto, excepto se se tratar de imóveis comerciais.

Condições essas justificadas pelo Ministro da Habitação de então, o inefável Pedro Nuno Santos, dizendo que os preços praticados no mercado imobiliário em Lisboa e no Porto são “um crime lesa-pátria”, considerando ser “altura de retirar” os vistos gold nas grandes cidades.

Vejam só, um crime criado em 2012 pelo governo de Passos Coelho e mantido pelos governos de António Costa e que Pedro Nuno Santos resolveu transferir de Lisboa e Porto para outras localizações. É de artista!

Por cinco tostões, qualquer badameco fica com livre acesso ao espaço Schengen. Os vistos gold dão-me vergonha de ser português. Pelos vistos, não envergonham a trupe do governo nem a a clique que o apoia.

6,8 mil milhões para alterações climáticas que não existem

Exército Americano estima que o plano climático custar-lhes-á mais de 6,8 mil milhões USD em 5 anos.  Só podem estar doidos, a gastarem dinheiro em algo que não existe.

 

Professores em luta no Portugal sOcIaLiSta

Num Estado com tiques autoritários, ou a caminho disso, o governo dá instruções à polícia para colocar no terreno várias operações stop, com o propósito de atrasar, dificultar e evitar que uma manifestação, na capital do país, ganhe dimensão.

E diz que por lá andou que esse Estado, hoje, foi Portugal.

O tal que é socialista.

E neste Portugal socialista, perdão sOcIaLiSta, o dia da grave nacional dos professores foi recebido com inúmeras operações stop, onde autocarros foram mandados parar uma e outra vez, e os professores repreendidos (constou-me também que multados, mas não pude comprovar) por levar as carteiras no colo ou comer no autocarro.

[Read more…]

Habituem-se à miséria

Li por aí, na imprensa “de referência”, que a greve dos professores é desproporcional, entre outros argumentos diminuidores, alguns até paternalistas.

Desproporcional, para mim, é ver o Estado ser um agente de trabalho precário no país, a vestir a pele de hipócrita ao exigir aos outros o que não pratica.

O Estado tem costas largas mas há nomes concretos a apontar. Costa e os seus ministros da educação são apenas os últimos. A actuação dos ministros da educação nos últimos 18 anos tem sido clara e consequente. Desacreditação da classe docente, estabelecimento de práticas que promovem o “sucesso” educativo e desorçamentação continuada.

Por isso, fazem muito bem os professores em não se habituarem. Fosse eu professor e faria o mesmo.

Lambe-botismo em cama de humor

Ariana Cosme e Rui Trindade escrevem, hoje, dia da manifestação dos professores em Lisboa: «Está na hora de se reconhecer que este Governo e este ministro são, afinal, os melhores interlocutores que os professores e os seus sindicatos poderiam ter.»

Direito à greve, sim, mas, repetem eles

Manuel Carvalho, director do Público, é mais um dos adeptos do direito à greve, mas. No seu editorial de hoje, pretende dar lições de ética aos professores, antecipando o desagrado da opinião pública. Haveria muito para comentar, mas o naco que se segue já é suficiente:

Uma greve de um dia, dois dias ou uma semana, seria inatacável do ponto de vista dos princípios. Exporia ao país sentido de urgência e empenho num combate. Levaria os cidadãos a interessar-se pelas suas causas. A substância do protesto seriam essas causas, não os expedientes de uma paralisação às pinguinhas.

Manuel Carvalho defende, portanto, greves cujo efeito é folclórico e nulo.

Na realidade, as greves de um dia diluem-se em argumentações estéreis acerca dos números de adesão, nunca levaram os cidadãos a interessarem-se pelas causas dos professores e nunca, mas nunca, levaram o Ministério da Educação a mudar, a não ser em meia dúzia de tretas sem importância. Desde 2005, os professores (e sobretudo a Educação) têm acumulado derrotas, mantendo-se, entre muitas outras monstruosidades, um sistema de (pseudo-)avaliação que só serve para impedir que a maioria dos professores progrida na carreira, a subtracção de tempo de serviço, o abuso que consiste em não efectivar professores que andam a ser contratados há 20 anos ou contas manhosas que mantêm as escolas com défice de funcionários.

Manuel Carvalho não se preocupa com nada disso, é um cidadão que não se preocupa com Educação nem com a luta justa dos professores. Para Manuel Carvalho, como para muitos outros, lutar, sim, mas baixinho, que queremos dormir.

Operações stop aos autocarros que transportam professores para a grande manifestação

Imagem retirada do Instagram.

Há relatos de professores multados por trazerem mochilas ao colo ou por estarem a comer dentro do autocarro. Há autocarros que pararam em mais do que uma operação stop.

Eu, que tantas vezes andei de autocarro, nunca vi uma única operação stop a autocarros que saíssem de Lisboa para o Porto, nem do Porto para Lisboa. Já vale de tudo para tentar melindrar quem, há anos, luta por melhores condições e reivindica a justiça para a sua profissão. Quando, em Brasília, se fala do alinhamento dos militares com os vândalos, não se espera que em Portugal a GNR e a PSP se aliem também aos vândalos para tentar destruir a democracia: neste caso, os vândalos são o Governo português, a direita à direita do PS e a extrema-direita.

Os Governos do PS sempre tão lestos na tentativa de criminalizar as greves e os grevistas, têm o desplante de se dizerem de esquerda, terem socialista no nome, enganando incautos, terem liberalizado a economia portuguesa e privatizado anéis e dedos, desde 2019 que querem macronizar a política portuguesa; e ainda se ofendem muito quando alguém de esquerda lhes diz, com propriedade, que de esquerda é que o PS não é. São iguais aos liberais e dão combustível aos proto-fascistas.

Votaram nisto? Agora aguentem, lidem com isso e tentem não se deixar enganar da próxima vez. A única esquerda está à esquerda do PS (mesmo que neste caso, os sindicatos afectos ao PCP mostrem conhecer o dono e entrem na estratégia de tentar sectarizar uma luta de todos os profissionais da educação, dando combustível a este des-governo que dá combustível à extrema-direita).

Vocês são todos muito inteligentes.

Ser governante em Portugal (1)

O novel questionário destinado aos candidatos a governantes é mais um absurdo inútil que Costa inventou para prosseguir o principal objectivo do seu governo: desculpabilizar-se. Porque não tem talento nem substância para ter sucesso, procura apenas explicações que lhe desculpem o insucesso. Pelo meio vai acenando com promessas e ilusões que lhe permitam dar a ideia que o fracasso não é assim tão avassalador.

[Read more…]

“Portanto à justiça o que é da justiça, à política o que é da política, ao dinheiro o que é da política.”

diz o Der Terrorist.

Depois das greves dos Estivadores, dos Motoristas e dos Enfermeiros, chegou a vez de ilegalizar a greve dos Professores?

Todas as greves são passíveis de serem criticadas, umas são mais justas que outras, umas mais claras e outras mais confusas, umas acertadas e outras erradas seja do ponto de vista político seja sindical, mas nenhuma deve ser criticada por razões que se prendem com sua suposta ilegalidade. A greve é um direito inalienável que tem vindo a ser sistematicamente posto em causa, sobretudo quando as greves se metem no caminho do governo.

Não façam figurinhas tristes….

Porquê? A sério, porquê cantar nos directos televisivos ou pintar a tromba como se fossem o macaco dos Super Dragões. Os professores estão carregadinhos de razão, não precisam de fazer figuras tristes e deixar-nos com aquele sentimento incómodo de vergonha alheia….

Quadrilhas com moderação

Isto pode parecer pouco, e de facto é, mas eu sou do tempo em que a quadrilha cavaquista do PSD assaltou o BPN, arrombou os cofres públicos em mais de 8 mil milhões e nada de particularmente grave aconteceu aos delinquentes envolvidos. Anda tudo à solta, com boas mansões, reformas, negócios e aviões. O impoluto Passos até elogiou um deles em tempos.

Um liberal miguelista

Fotografia retirada do jornal Público

João Miguel Tavares sugeriu, no sítio onde escreve, que “num sistema democrático a polícia deve ter a possibilidade de usar força letal”, referindo-se à invasão, por parte dos apoiantes de Bolsonaro, dos edifícios dos Três Poderes e afirmando que, na sua visão, a polícia, a tal que até foi conivente com o desenrolar dos acontecimentos, deveria ter o direito de atirar a matar sobre os terroristas.

Assim mesmo, olho por olho. Dente por dente. Puxar cabelos e lutar na lama. Igualarmo-nos a quem queremos combater.

Ora, João Miguel Tavares diz-se liberal mas, como liberal que diz ser, parece não ter percebido que, num sistema democrático (e liberal), deve acontecer exactamente o oposto do que diz (isto é, a polícia não poder usar força letal, a não ser em casos em que a própria vida do profissional da polícia ou de terceiros seja colocada em perigo). A Lei e a Constituição, pelo menos a portuguesa, são muito claras a esse respeito. Não conheço os meandros da Constituição brasileira, mas com certeza também será directa e sucinta em tal aspecto. Os terroristas bolsonaristas que destruíram tudo o que se atravessava no seu caminho, durante os tristes acontecimentos do último Domingo, hão-de ser julgados dentro dos trâmites da Lei; sem fuzilamentos ou execuções sumárias. A vida não é o ‘Inglourious Basterds’.

Já João Miguel Tavares, dizendo-se um liberal, começa a amealhar demasiadas opiniões que o colam aos miguelistas ou não fosse ele um Miguel.

Autoridade Tributária, o homem do fraque da Brisa

Ouvi, a espaços, partes do Fórum TSF de hoje. Já tinha ouvido, lido aqui e ali, mas só naquele momento me apercebi da perversidade que é ter a Autoridade Tributária a fazer o papel de homem do fraque de empresas como a Brisa, destruindo vidas por conta de dívidas de cêntimos. À Brisa, não à AT.

A Brisa é um daqueles negócios ditos da China, que começa com o contribuinte a pagar tudo, passa para uma privatização em várias fases, durante as quais sucessivos governantes envolvidos, do PSD, PS e CDS, saltam da decisão para o conselho de administração, e termina com o privado a lucrar pesado, mas sempre com a possibilidade de recorrer novamente ao bolso dos contribuintes.

Ou, dito em português corrente, uma chulice.

[Read more…]

Continente: Missão comer as migalhas do Povo

Ontem foi noite de jogo no Dragão. Junto ao estádio existem barraquinhas que vendem bifanas, cachorros, cerveja, refrigerantes. Gente do povo. Humildes. Muitos deles com as marcas, nas mãos e na face, de uma vida dura. Vão ali para ganhar uns cobres, completar a reforma, alimentar os miúdos. Não ganham fortunas nestas quatro, cinco horas de biscate mas é qualquer coisa. Desta vez, ao lado, várias “roulotes” dessa coisa da moda chamada “street food”. A apresentação é melhor mas o objectivo é o mesmo. Uns cobres. É o povo, a nossa gente, a fazer pela vida neste país pobre. Ao lado, mais carote mas com todas as condições, o Alameda com a sua “praça de alimentação”. Até aqui, tudo normal. Tudo? Não.


No shopping Alameda (Dragão) existe um Continente. Da SONAE. Uma das maiores empresas nacionais. E na entrada do seu supermercado o que podem ver na foto: uma promoção especial por ser dia de bola. Esta malta que ganha rios de dinheiro, que matou as mercearias, que matou as perfumarias, as papelarias, os talhos, as frutarias, que matou muito comércio tradicional onde vários ganhavam uns cobres para agora só eles ganharem milhões, não satisfeita e nesse infinito de ganância que caracteriza o capitalismo selvagem dos dias que correm, toca a concorrer com aquelas almas que na rua, ao frio tentam uns cobres para salvar o mês. Uma “sandes” de pedaços de bocados de restos Continente a €1,99 e as latas já nem olhei. Que vergonha. Enfim, uns filhos da grande meretriz….

O Gabinete do Ódio

Sente-se com imaginação? Ou vai ser ultrapassado pela realidade? Ora, vamos lá.

Imagine-se que se monta uma operação que utiliza as redes sociais e ferramentas de partilha em massa, tal como o WhatsApp, para produzir conteúdos e/ou promover publicações nas redes sociais, como forma de atacar pessoas previamente escolhidas.

Imagine-se que o conteúdo divulgado inclui a propagação de notícias falsas, o uso de automatismos e de forte investimento para a promoção do conteúdo gerado.

Imagine-se que se formava um grupo a operar no seio de um governo, com elementos desse mesmo governo, alguns da própria família, e financiando-se com dinheiro público.

Imaginou isso tudo? Então, pode tirar a imaginação da cabeça, pois foi uma realidade na Presidência de Bolsonaro e chama-se Gabinete do Ódio.

[Read more…]

Montenegro engolido pelo vórtex

Quando escrevi o post anterior, ontem à noite, não imaginava que a capa do CM de hoje seria esta. Mas é mais do que merecida. O Bloco Central nunca desilude!

…e, suspeito, Luís Montenegro acaba de tirar bilhete para se transformar no António José Seguro do Carlos Moedas. Quem lhe mandou começar a campanha de 2026 em 2022?

Adolf Ben-Gvir

Ben-Gvir, um fanático sionista que nunca escondeu o seu racismo eugénico, é o atual ministro da Segurança Nacional de Israel. Confesso admirador de Baruch Goldstein, o judeu americano responsável pelo massacre do Túmulo dos Patriarcas, em Hebron, em 1994, onde assassinou 52 palestinianos desarmados enquanto rezavam.

[Read more…]

PSD: Não Alimentar o Chega

Vejo Espinho nas televisões e jornais. No ar a ligação entre o anterior presidente de Câmara e Luís Montenegro. Já cheira a eleições internas no PSD. Não se faz oposição séria e credível com esqueletos no armário…

Sobre a normalização do fascista Bolsonaro

É bom recordar que não foi só André Ventura e o CH a alimentar a falsa equivalência entre Lula e Bolsonaro. Também no seio da IL, PSD e CDS ouvimos vozes a normalizar o extremismo. Por muito que agora assobiem para o lado, fica o alerta para o futuro.

Vórtex Central

Andei distraído com a tentativa de golpe de Estado no Brasil desde Domingo, e hoje lá decidi espreitar que tal estava a correr a implosão do PS. Descobri que foi hoje detido Miguel Reis, autarca de Espinho, acusado de corrupção. O Dream Team de António Costa está imparável, pensei eu.

Mas eis que novas notícias dão conta que o principal visado da Operação Vórtex é o antecessor de Miguel Reis, Joaquim Pinto Moreira, hoje vice da bancada parlamentar do PSD. O tal que era autarca no tempo em que o escritório de seu amigo e conterrâneo Luís Montenegro ajustou directo 400 mil euros em serviços às câmaras de Espinho e Vagos, ambas governadas pelo PSD.

De maneira que, caros amigos, habemus alternativa.

A extrema-direita e as palas que usam

Burro com palas de WhatsApp (autor desconhecido)

A título de diversão, na sequência de um comentário a obviamente tentar fazer passar mentiras, fui ver o que é dito pelo Brasil. Parei no site da Globo, onde está a lista com os nomes e data de nascimento dos presos por invasão da Praça dos Três Poderes.

O governo do Distrito Federal divulgou uma lista com 277 nomes de pessoas presas nos ataques terroristas ocorridos na Praça dos Três Poderes, no domingo (8), em Brasília […]. Os golpistas foram levados para o Centro de Detenção Provisória 2, na Papuda. Globo, 10/01/2023

Diz o “comentador” que «há cerca de 1500 pessoas, a maioria de homens e mulheres com mais de 50 anos, presas num ginásio de esporte da Polícia, sem nenhuma estrutura de higiene ou conforto. Dois idosos morreram no local. Há também crianças detidas junto aos seus pais.»

Acho muito mal que não tenham higiene nem conforto. É inadmissível que não seja disponibilizado um SPA com sauna e massagem shiatsu a quem tenha acabado de passar horas de trabalho duro a partir vidros, mobiliário e a pilhar bens.

Sobre o número de presos, idades e mortos, constata-se, sem surpresa, que se trata de uma mentira. É esta a génese da turba da extrema-direita, uns grunhos mentirosos, sem a menor preocupação em parecerem credíveis. Ao que parece, têm seguidores qb. Não tirem as palas, não.

Dediquei 5 minutos para fazer este boneco, com uma expressão regular, uma pivot table e o Excel. É mais atenção do que a que merecem estes alucinados.

I Love Bloco Central

«Poder local foi “a maior conquista” do 25 de Abril»

«O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Fernando Ruas, considera que “o poder local foi a maior conquista” do 25 de Abril de 1974, permitindo democratizar o investimento público.», JN, 25 Abril 2011

Quando o fundamentalismo cristão perde a cabeça e mete Lenine e Salazar no mesmo saco

No Brasil, o incessante dilúvio de chalupice faz as cheias deste fim-de-semana no Porto, e do mês passado em Lisboa, parecerem uma pequena poça de água. À beira desta gente, a IURD parece uma coisa séria. Pessoalmente, gosto de lhes chamar Igreja dos Bolsonaros dos Últimos Dias.

Como esta senhora temos exemplos que nunca mais acabam. São todos “autodidactas” (sim, com C de carago!), anunciam o anticristo e o apocalipse, e têm sempre este aspecto sinistro. Mas a dona Ângela tem a particularidade de meter, no mesmo saco, Marx, Engels, Lenine e… Salazar, que criou “o fascismo inspirado no socialismo”.

Deixo-vos com este episódio muito especial de Black Mirror Brasil. Se rir vai para o Inferno, socialista!