Há vários países interessados em nacionalizar os CTT. Portugal não se inclui nesse grupo.
Difícil de entender…
A ver se percebo.
O anunciado corte nas pensões de viuvez dificilmente será aprovado pelo Tribunal constitucional. Certo? Assim sendo, quem é o autor da ideia? Mais, a poupança em causa nem o será. É mais um corte com efeitos de tal forma negativos na economia que em vez de ajudar na receita vai aumentar a despesa a médio prazo. Certo? Pelo que li (e vale o que vale) estamos a falar de 100 milhões de euros. Uma gota no oceano, como bem explicou Marcelo Rebelo de Sousa.
Sinceramente, não consigo perceber. Nem o alcance nem a frieza.
Roubar dinheiro aos mais pobres
Serve exactamente para quê?
Para poupar?
Vejamos – alguém que ganhe 1000 euros ou menos, no nosso país, tem dois destinos para o seu dinheiro: a economia, por via do consumo e uma ou outra aplicação bancária, quase sempre um pequeno depósito a prazo.
Percebo tanto de economia como o Major de timing para homenagens, mas parece-me que o nosso país precisa de ambos como de pão para a boca: de dinheiro na economia e de poupanças.
Assim, o motinhas e o aldrabão, só conseguem uma coisa quando tiram dinheiro aos titulares de pensões de sobrevivência: afundar ainda mais o país. É verdade que poupam uns tostões (milhões), mas como a economia vai piorar o resultado será, como se tem visto nos últimos dois anos, sempre um desastre.
Em jeito de conclusão: mais portugueses ficarão abaixo do limiar da pobreza e o país cada vez pior. E estes imbecis que não conseguem parar de escavar.
Um não, dois!
Bem atravessados!
Estacionamento ilegal para autocarros de Lisboa duas horas e meia por dia
Parece, à primeira vista, bastante peregrina a possibilidade de o estacionamento dos autocarros lisboetas ser considerado ilegal durante duas horas e meia por dia. Contudo, será mesmo disso que se trata:
Estacionamento ilegal para autocarros de Lisboa duas horas e meia por dia.
Não? Não, nem por isso.
Felizmente, como o Público não foi atrás do mito da “unidade essencial“, a mensagem não sofreu os danos colaterais causados pela base IX do Acordo Ortográfico de 1990.
Sim, há esperança.
Eureka
César das Neves descobriu o capitalismo de compadres. Só lhe falta perceber o capitalismo.
Danos colaterais
Ah pois é, Banksy anda por Nova Iorque, em residência artística, Ontem saiu este video de combate.
Viva o Rei! Abaixo a Intolerância!
Sou simpatizante da causa monárquica. Não gosto do tom provocador do meu amigo João José Cardoso. Mas gosto mais do João José Cardoso do que estou disponível para me escandalizar com o que pense. Não sou comunista nem posso ser anti-comunista.
Ao JJC é preciso respeitá-lo, amá-lo, compreendê-lo e opor-se-lhe com génio e inteligência, especialmente num âmbito muito dado às lógicas branco/preto, maus/bons, quente/frio por que certa cultura de pensar fez o seu trajecto secular.
É preciso também que tenhamos aquela tolerância editorial e aquela paciência benevolente por que se pautou a Monarquia Constitucional na maior parte do tempo e a República inicial destruiu, forjada em sangue, em jacobinice, caos, balbúrdia, acotovelamento ávido do mando, pensamento único, a baixeza indigna dos assassínios, das purgas, sangue e mais sangue, até ao cansaço-acalmia de uma Ditadura da qual alguns depois se queixaram, quando precisamente abriram caminho a ela pela morte estéril e equivocada de um Chefe de Estado. Digam-me um só exemplo de utilidade e benefício humanitário ou democrático de um tal tipo de assassínio.
Notoriamente o País pagou caro o regicídio, a desgraça desse assassínio covarde e inútil. Não será, porém, a revolução, mas a aclamação que mudará as lógicas pervertidas do actual Regime em Portugal com as suas elites viciosas. Não será talvez uma tarefa para esta geração, mas para cem ou mais anos de persuasão, comportamento exemplar, argumentos racionais e de bom senso.
Insaciabilidade
Diz-me quem te apoia… De que está à espera Machete para sair do Governo e ir gozar à vontadinha da sua reforma milionária e a sua insaciabilidade prebendística?!
Relações SM
Merkel representa uma mulher que sobrevive e predomina nas actuais sociedades: a mamã castigadora (os alemães chamam-lhe Mutti – reparem como há tantas na imagem) que transfere para os filhos, regra geral na mais inacreditável inconsciência, as culpas que carrega – as dela, e as dos pais e avós. «Mas pensar em Merkel como essa mãe é totalmente desadequado à descrição de uma personalidade política», escreve-se hoje no Der Tagesspiegel. «A distância entre a mãe que cuida e a castradora de homens corresponde mais coisa menos coisa ao que separa uma santa de uma meretriz. Mas até mesmo a imagem da castradora é desadequada para compreender quem é Merkel. Trata-se tão simplesmente do fruto da imaginação masculina… Pois se nos dispuséssemos de uma vez por todas a fazer uma leitura de Merkel na sua qualidade de política e não de mulher (entenda-se do estereótipo feminino), poderíamos enfim ocupar-nos da sua política – com benefício para a Alemanha e para a Europa.»
Nós, portugueses e restantes povos do Sul (a que se acrescentam os irlandeses), somos os seus enteados: burros que nem portas, que aceitam todas essas culpas e culpabilizações, enquanto os alemães e os franceses nos censuram, acusando-nos de sermos esbanjadores, preguiçosos, irresponsáveis, como crianças que se recusassem a crescer, e muito embora o dinheiro que hoje falta para financiar a nossa soberania e independência se tenha essencialmente perdido na corrupção mais abjecta. Uma sorte para os alemães e para os franceses, como bem explicou Harald Schumann.
E no entanto, e como sempre (é um padrão humano, que diz muito sobre o subdesenvolvimento da consciência humana) há uma relação de amor entre o carrasco (o sádico) e a vítima (o masoquista). E não saímos das relações de poder. Manda quem pode, obedece quem quer (Salazar dizia que obedecia quem devia, lá está).
Rui Moreira, Tango e Governabilidade
Os partidos, os partidos, e os partidos. As lições aos partidos. A moralização dos partidos. É espantoso que o dr. Rui Moreira, nesta entrevista, revele demasiada permeabilidade a uma aliança com o Partido Socialista, vendo nela uma solução natural para a câmara do Porto, o que na verdade equivale a tresdizer [tresleitura dos eleitores!] o que se disse dos partidos e das dinâmicas partidárias no poder local ao longo de toda a campanha.
Para que serviu o terror caça-hereges do dr. Lobo Xavier, o pudor eremita do dr. Pacheco Pereira e os pruridos preferencialistas do dr. Costa, tudo e todos contra a putativa perigosíssima eleição do dr. Menezes, se a eleição do dr. Rui Moreira, ao que parece, já redunda nisto, nesta forma de capitulação?! Dentre todo o tipo de alianças possíveis arquitectáveis para a governabilidade do Porto, alugar agora a barriga aflita de independente inexperiente ao PS de Pizarro para que o PS cresça, lidere, federe, no Porto, não lembrava ao careca. Na prática, quem dança o Tango com o PS, leva um pontapé no cu, não tarda, secundarizando-se naturalmente.
Depois de ter ganho a autarquia sem maioria absoluta, o independente Rui Moreira, apoiado por um certo CDS e um certo PSD enrustido, entrega afinal a sua independência, o seu projecto, as suas ideias, à caução determinante de um partido, o PS?! Se um tango não se dança sozinho, ao dr. Moreira já não importa a governabilidade proporcionada por quem votou nele, por quem confiou nele e por quem o pode apoiar nas causas e batalhas da cidade?! Será preciso chamar o António, que por acaso se chama Manuel Francisco Pizarro de Sampaio e Castro?!
Não percebo como é que os eleitores do PSD-Porto interpretarão esta rendição. Nem percebo o que os eleitores do CDS-Porto ganham com isto. Do que tenho a certeza é que o tal ethos do Porto que aparentemente rechaçou Menezes, os seus porcos assados, as suas bailarinas pimba e os seus interesses nebulosos, também não suporta fraqueza ou demasiado azar na rifa. Como será, dr. Moreira?! Se não é político, vai ter de se tornar num, quer queira quer não queira.
TSU das viúvas
A Dona Maria vive ali perto e limpa escadas. Também passa a ferro na casa dos Professores. O António é o marido e ganha o salário mínimo numa empresa da baixa.
Algures ali pelo fim da juventude, no arranque da década dos quarenta, o coração não aguentou e a Dona Maria ficou sozinha com as duas filhas, uma delas na Faculdade. Continuou a passar a ferro, a limpar escadas e outras coisas mais. O dinheiro, sempre muito esticado, foi chegando. Os bifes eram para as meninas porque a Dona Maria não tinha fome e a sopa até lhe chegava.
A pensão de sobrevivência foi parte importante da vida da família do António, depois da sua morte. Sem ela, a Filha não teria acabado o curso e se calhar nem poderia escrever no Aventar.
É por estas e por outras que não aguento esta gente que nos governa e lutarei com todas as minhas forças para que morram com um pinheiro bem atravessado no recto!
É possível acordar melhor?
A Comissão de Educação do Senado brasileiro resolveu “criar um grupo de trabalho destinado a estudar e apresentar proposta para aperfeiçoar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, firmado em 1990 por todos os países de língua portuguesa.”
Desse grupo de trabalho fará parte Ernâni Pimentel, criador do movimento Acordar Melhor, que visa “propor uma simplificação na ortografia para que todos a dominem e se libertem de dicionários e manuais, na hora de escrever x/ch, j/g, s/z, s/ss/sc/sç/x/xc.” O mesmo movimento combate o recurso à memorização e defende que a simplificação ortográfica dará origem à inclusão social.
Já tinha exprimido a minha opinião sobre os pressupostos deste movimento. Insisto: a aprendizagem, tal como qualquer outro processo, deve estar a salvo de obstáculos artificiais ou escusados, mas partir do princípio de que se deve facilitar para que todos possam aprender ou de que o treino da memória deva ser excluído é, antes de mais, antipedagógico e, portanto, censurável. Para além disso, sempre encarei os dicionários e os manuais como instrumentos de libertação.
Relembre-se que o senador Cyro Miranda, presidente da Comissão acima referida, já havia defendido que o início da vigência do acordo ortográfico deveria passar para 2018 e não para 2016, de modo a serem feitas alterações.
Face a isto, não me espantará que venham a surgir alguns linguistas portugueses a defender que verbos como “axar” ou “puchar” fazem todo o sentido. Vai ser o “mássimo”! Basta que haja pressões nesse sentido.
Talvez por aqui apareçam alguns iluminados a fazer referência ao meu antibrasileirismo por atacar esta coisa a que chamam acordo ortográfico ou porque me atrevo a discordar de opiniões de brasileiros, pecado capital para os seguidores da Lusofonia, cujos fiéis vociferam “nacionalista” ou “colonialista”, sempre que um português tem o atrevimento de criticar qualquer cidadão de outro país de língua portuguesa. Não me espantaria, aliás, que Millôr Fernandes viesse a ser queimado em efígie. Ou em esfinge.
Quando a Europa salva os bancos, quem paga?
Documentário do canal Arte com Harald Schumann, jornalista de investigação num diário berlinense, demonstrando quem foram os beneficiários dos resgates bancários na Europa; não foram os países, nem sequer os cidadãos que, com os seus impostos, pagam estes resgates.
Documentário extremamente sóbrio e objectivo, contêm entrevistas a vários ministros das finanças europeus (incluindo o alemão), ex-administradores de bancos, a activistas, etc. Mostra quem realmente beneficiou dos resgates e demonstra as profundas consequências destes resgates.
Toda esta informação não é novidade. Interroguemo-nos sobre os motivos de, sendo conhecida e estando bem documentada, não fazer todos os dias as primeiras páginas dos jornais. Desde o inicio da crise que é evidente o que se está a passar, pelo menos para quem acompanha estes assuntos. Em 2010 falávamos disto mesmo aqui no Aventar. Os próprios conselheiros da Sra. Merkel admitem em público que os resgates dos bancos dos países em dificuldades servem para salvar os próprios bancos alemães.
A legendagem foi feita por vários autores e leitores do Aventar. Se encontrar erros não hesite em contactar-nos.
Respectivamente, sim, mas só para alguns
O Diário de Notícias entrevistou José Carlos — futebolista que, como se depreende e bem, nunca representou a selecção brasileira.
Pois, segundo o ILTEC, ‘respectivamente’ “não é usado em Portugal”.
Contudo, se a Folha de São Paulo tivesse entrevistado José Carlos, em vez de *respetivamente, teríamos ‘respectivamente’.
Bem-vindos, de novo, ao fabuloso mundo da “unidade essencial da língua portuguesa“.
A FLAD de Rui Machete
Rui Machete, Junho de 1985
(c) Parlamento Europeu
Mário Soares, Rui Machete, Jaime Gama e Ernâni Lopes assinam o tratado de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia – um negócio arriscado, consideraram então os franceses e os alemães. Hoje sabemos que até nem lhes correu assim tão mal, muito pelo contrário.
O assalto às viúvas e orfãos
Corte de 100 milhões de euros nas pensões de sobrevivência.
Viva a República, seu feriado e heróis
O discurso de Cavaco pelo dia da República
Golpes de Machete
Em declarações à Rádio Nacional de Angola, Rui Machete pediu “diplomaticamente” desculpas por haver figuras do regime angolano a serem investigadas pela justiça portuguesa. Se, algum dia, vier a ser investigado, apesar de, por enquanto, não fazer parte do regime angolano, espero merecer o mesmo tratamento de um qualquer membro do governo português. Pela minha parte, estão, desde já, desculpados, mas que não volte a repetir-se.
Nessas mesmas declarações, Machete acrescenta às desculpas a declaração de impotência, lembrando que o governo português não pode intervir nas investigações. Resumidamente, o ministro pede desculpa a um país estrangeiro por haver um entidade pública portuguesa que, tanto quanto se sabe, está a cumprir o seu dever. Não deixa de ser uma novidade refrescante pedir desculpa por se cumprir um dever.
Para complementar o seu pedido de desculpas, Machete afirma que pediu informações à Procuradora-Geral da República. Posteriormente, veio desmentir as suas próprias declarações, explicando que se baseou num comunicado do DCIAP. Talvez alguém devesse explicar ao ministro que pedir informações a uma pessoa ou ler um comunicado não são a mesma coisa. Talvez não valha a pena explicar ao mesmo ministro que proferir incorrecções factuais é feio, porque já lá vai o tempo em que devia ter torcido o pepino. [Read more…]
“ Quem fez mal à República?”
E à Escola pública, a maior realização da República? Alberto Nogueira Pinto, na passagem do 5 de Outubro, dia da Instauração da República (foi numa quarta-feira, em 1910).

André Almeida e Cédric vão jogar na selecção brasileira
Segundo estes títulos do jornal A Bola, André Almeida e Cédric terão sido convocados para a ‘seleção’. Assim sendo, Felipão está de parabéns: trata-se de dois jovens muito promissores e que, obviamente, não podendo jogar na selecção, merecem uma oportunidade alhures.
Desconhece-se o que terá levado A Bola a abandonar a excelente prática de pôr entre aspas palavras criadas pelo AO90.
Aliás, para quem andar distraído, talvez valha a pena indicar que ‘dececionado’ não existe em português do Brasil.
Bem-vindos ao fabuloso mundo da “unidade essencial da língua portuguesa“.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
Novos cortes: “É na Educação
que é feita a maior poupança.” Bem digo que as palavras da política não prestam para nada.
RIP, Vo Nguyen Giap
Faleceu o professor de História que derrotou os generais de West Point. Adeus, caro colega.
Triunfo de Eros
O 24 de Abril católicocastrado, hipócrita e assexuado, chumbou no Supremo Tribunal Administrativo. A luta continua.
Bravo António Costa
A linguagem da política já não serve. As palavras da política não prestam. Não basta dizer transparência a torto e a direito para que tudo fique visível – muito pelo contrário, pois a palavra transparência, que significa a verdade límpida, é um manto grosso de opacidade lançado sobre tudo o que a acção política esconde, ou aquilo em que é omissa. Não chega escrever transparência, ou honestidade, ou competência nos cartazes para sê-lo. É que já não basta parecê-lo. Talvez a palavra mais urgente seja clareza, a palavra clareza tornada claríssima por quem a pratica por intermédio de enunciados e acções claras. Nos cartazes que mandou imprimir para a campanha autárquica, António Costa foi bastante claro: “Preciso do seu voto”, disse sem mais rodeios nem transparências. [Read more…]
Apagar o BPN
a ver se pega. Mais um caso, embora o assessor de Passos Coelho tenha trabalhado doze (12) anos para o banco dirigido por Oliveira e Costa.
Taxas Apeiam-se
Verifica-se uma descida generalizada nas taxas de juro dos títulos de dívida pública portuguesa.
Get-a-Life by Cristiano Ronaldo, Bucareste – Roménia, 2013.
















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