O Pai Natal e o Menino Jesus

menino jesusO PAI NATAL E O MENINO JESUS

Tenho de começar por dizer que não gosto do Pai Natal.
Desde que entrou na minha vida, já lá vão mais de vinte anos, que aos poucos a minha aversão ao personagem, foi crescendo.
Também não será para admirar. O Pai Natal chegou e destronou o meu Menino Jesus. Arrumou-o para um canto de uma gaveta, dentro de uma caixa velha, e não se ouviu mais falar dele.
Com a chegada do Pai Natal, começaram as desavenças natalícias lá por casa. E, pelo que ouço dizer, em muito mais casas por esse mundo fora.
O Pai Natal que na altura começou a andar lá por casa era um Pai Natal rico. O meu Menino Jesus, era um Menino Jesus pobre. Só por aí comecei eu a não gostar do velho de barbas e vestido de vermelho. Começou a luta dos ricos contra os pobres, e o rico ganhou. Não é que tenha ganho grande coisa, mas ganhou. Ganhou pelo menos o lugar que o Menino Jesus sempre tinha tido em minha casa. E com essa vitória começaram a desaparecer os valores que até então nos tinham norteado.
No tempo do meu Menino Jesus, e porque ele, coitadinho, era pobre, [Read more…]

O Relatório das Nações Unidas

Oiça esta entrevista ao Coordenador do Observatório Económico e Social das Nações Unidas para a Europa do Sul. A sério. Oiça uma vez e, quando acabar, oiça de novo.

O meu pedido para este Natal (a ver se é desta…)

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Natal! Ah! Finalmente chegou esta época especial em que tudo está feliz, em paz e muitos corações com mais de 12 anos se enchem de hipocrisia. É uma época em que felizes drogados moribundos e sorridentes sem-abrigo enregelados entram pelas casas quentinhas de toda a gente através das televisões em reportagens especiais de natal, entremeados por publicidade incessante a perfumes promovidos por estrelas de cinema a fazerem papéis ridículos…

Este esmagador mundo económico parece destinado a deturpar, ao longo dos anos, todos os valores, pesos e medidas, mantendo uma aparência de verdadeira preocupação com o seu próximo ao mesmo tempo que mascara o seu mais profundo egoísmo. Mas o período especial “deste” natal consegue ultrapassar tudo. Irrita-me. Irrita-me quando as pessoas ficam chateadas por terem de ir jantar – “obrigadas” – à casa de um fulano ou sicrano de família que não gostam, porque é natal e no natal têm de se estar com a família. E porquê tudo isto? Porque é natal!

Então, que se foda o natal! Ninguém liga nada a isto do natal.  [Read more…]

Moro No Porto

Sou um privilegiado

Quase todos os transportes públicos da Grande Lisboa vão estar paralisados no dia 25, dia de Natal, em cumprimento da greve aos feriados que se iniciou a 1 de Novembro

No Porto, só os STCP o farão.

Biblioteca do Gigante

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Detesto os monopólios, os grandes grupos que sufocam e esmagam os pequenos até não mais terem concorrência. É assim em diversos sectores da economia e os exemplos não são tão poucos como isso.
Já ando para escrever este post há algum tempo. Mais precisamente desde a escolha dos manuais escolares do ano passado, em que nos eram dados a escolher manuais de 3 ou 4 editoras diferentes. Olhando com atenção, todas elas pertenciam ao Grupo Porto Editora. Um dos tais monopólios de que falava acima.
Terá sido mais ou menos na mesma altura que tomei contacto com um contraponto daquilo que é hoje a Porto Editora. A Biblioteca do Gigante, da Lusoinfo, é um projecto excelente direccionado para crianças dos 4 aos 6 anos, ou seja, para o pré-escolar. E para além da qualidade, que me tem permitido muitas horas de lazer com as miúdas, o que me chamou a atenção foi o facto de ser um projecto de uma pequena editora que mostra que, apesar das políticas públicas que teimam em destruir o tecido económico produtivo português, há muita coisa boa que continua a fazer-se em Portugal.
Em breve publicarei sobre outros projectos. Projectos que têm tudo para dar certo e que espero que dêem – assim chamarei a este conjunto de posts.

Feliz Natal e um fantástico 2013

O Aventar, com quem escreve, com quem comenta, com quem aparece para ler foi parte de mim no último ano.2feliznataljp

A Todas e a Todos desejo um fantástico Natal e um 2013 cheio de coisas boas!

À falta de competência para escrever mais e melhor deixo nas palavras de Manuel António Pina o que vos quero dizer.

Obrigado por estarem por aqui!

A canção dos adultos

Parece que crescemos mas não.
Somos sempre do mesmo tamanho.
As coisas que à volta estão
é que mudam de tamanho.

Parece que crescemos mas não crescemos.
São as coisas grandes que há,
o amor que há, a alegria que há,
que estão a ficar mais pequenos.

Ficam de nós tão distantes
que às vezes já mal os vemos.
Por isso parece que crescemos
e que somos maiores que dantes.

Mas somos sempre como dantes.
Talvez até mais pequenos
quando o amor e o resto estão tão distantes
que nem vemos como estão distantes.
Então julgamos que somos grandes.

E já nem isso compreendemos.

Mas a culpa da crise não era do Estado Social, dos salários milionários dos funcionários públicos, dos portugueses que viveram todos acima das possibilidades e dos grevistas que não devem protestar mesmo que lhes apertem os testículos num torno?

Buraco do BPN pode chegar aos 7 mil milhões de euros: Reportagem Especial (SIC Notícias)

O que é a greve (a propósito da greve da CP)

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Paris, 1907 – Greve de 24 horas em luta pelo direito ao descanso semanal de Domingo

Em Paris, na antigamente denominada Place de Grève (onde depois de 1789 vários foram guilhotinados), os trabalhadores juntavam-se para encontrar trabalho à jorna, por vezes agrupados por ofícios. Assim, fazer greve (faire grève) significava apresentar-se na dita praça parisiense para tentar arranjar trabalho. No final do século XIX, os grevistas franceses lutavam ainda pela redução do tempo de trabalho – reivindicação que remontava aos comecinhos de Oitocentos, quando na Escócia se tentou reduzir as horas de trabalho diárias para dez horas, e depois para oito. Em Inglaterra, as mulheres e as crianças conquistaram o direito a trabalhar apenas dez horas em 1847. [Read more…]

RTP Porto #2:

Vocês sabiam que a RTP Porto, em termos de televisão e rádio, serve 40% da população portuguesa e que o conjunto dos seus colaboradores apenas representam 15% dos colaboradores da RTP? Ou seja, fazem muito mais por muito menos.

O plano C

E depois de tudo correr mal, o governo tem um plano que é cortar o salário dos que que gravitam na política e no estado. Ah, desculpem, era a brincar.

Os ferroviários, a CP e uma greve que me chateia

Como muitos outros portugueses que pagam mas não utilizam auto-estradas, pontes tipo Vasco da Gama, e outras parcerias para privados, sou uma queixosa vítima da greve no Natal, às suas horas extraordinárias, dos ferroviários.

Fico mesmo pior que estragado com greves assim. Um deste dias apanhei na TSF um manhoso que se gabava de ter deixado a CP pronta a privatizar. Imaginam o que fez ao serviço público? está feito.

E lá irei, de camioneta, com este governo que não fechou nenhuma das tais auto-estradas inúteis, mas já encerrou uns bons quilómetros de ferrovia, e nunca mais vai de carrinho

Os comboios sobreviverão? duvido, a ordem é fechar, e onde há lucro para todos pagarmos, privatizar, prejudicando o país.

Estou mesmo furioso com esta greve. Furioso com aqueles para quem os direitos dos trabalhadores são trucidáveis. Sem passagem de nível. E também sem paciência para essa malta minúscula que se queixa da greve sem se lembrar da última vez que andou de comboio, há tanto, tanto tempo, eras tu uma criança… alguns nem antes de nascerem, coitados, que comboio é coisa de pobre.

Pó de Arroz

2012-12-22 16.12.59António, 84 anos, barbeia há 60.

Quando cheguei, estava sentado junto à porta, à espera. Não de mim, tenho a certeza, mas de um amigo que lá iria fazer a barba.

Pedro apareceu naquele instante. Não é um cliente vulgar. Um cliente não se aguenta uma vida inteira… António corta o cabelo ao amigo “desde sempre”.

Não foi à escola – era preciso ajudar os pais. Nem à tropa, para «amparar» a mãe («amparo de mãe», foi essa a expressão que a filha usou). Sabe escrever apenas o seu nome – as filhas foram as professoras.

António Teixeira não é barbeiro de profissão. Começou a cortar barba e cabelo para ter melhor vida e fazer a sua casa e comprar um terreno. Na sua juventude ajudava o Barbeiro do lugar, que era também o sacristão. Muitas vezes António ia no seu lugar tocar o sino da igreja.

Anos mais tarde fez umas obritas na casinha onde nasceu. O anexo onde trabalha ainda hoje, o seu «salão» desde 1946, fora antes a sua cozinha e sala. Do lado de fora, na parede gravada pelo primeiro proprietário, sabemos da antiguidade deste espaço: 1838. [Read more…]

Nado morto

A prepotência de quem acha que uma língua muda por decreto continua.

Funcionários públicos, preparem-se

Conta-nos hoje o jornal Público que “caso o défice orçamental previsto para 2013 comece a derrapar” – vai derrapar -, “o Governo tem preparado um plano de contingência” – é fácil de preparar porque é sempre o mesmo -, “que passará por reduzir ainda mais a factura salarial do Estado” – eu não disse?.

O que implica essa redução? Mexidas nos salários dos funcionários públicos e outras que permitam fazer cair as despesas com pessoal ainda mais do que está previsto no Orçamento do Estado para 2013.

Na última revisão à aplicação ao plano da troika, o Governo admite mexidas que conduzam a um “aumento da eficiência no funcionamento da Administração Pública”. Nesta parte reconheço a minha ignorância. Não sei exactamente o que isto quer dizer. Mas suspeito.

Victor+Gaspar

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A hora do Sul

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Um novo livro do politólogo e especialista em relações internacionais Bertrand Badie (n.1950) e do jornalista Dominique Vidal (n.1950) ajuda a pensar o nosso mundo em ruptura. La cassure (editora La découverte, colecção L’état du monde, dirigida pelos dois) defende a salvação daquilo a que chamam “o soldado político”. Quem é este novo recruta? Não é novo, mas tem andado a dormir na forma, enquanto o modelo norte-americano dava cabo do contrato social na Europa, elevando o marketing e as ciências da gestão (designações mentirosas para o que nunca passou de comércio) ao estatuto de religião monoteísta dos Estados. [Read more…]

Câncio Sobre Passos Coelho

«Não há como negar: temos o primeiro-ministro mais aldrabão, incompetente, irresponsável e perigoso de sempre (desde que há eleições livres, bem entendido).» Em geral, a opinião de Fernanda Câncio não vale a ponta de um corno. Passe o eufemismo, um monte de merda a pronunciar-se acerca de um monte de lixo deixar-nos-á invariavelmente na dúvida quanto à pureza de intenções do monte de merda, pelo menos. Conhecida por distorcer e maleabilizar os factos, os pressupostos, as preposições argumentativas, até ao limite dos seus interesses facciosos e pontos de vista do mais tendencioso e venenoso que a imprensa nacional já conheceu, o que tem passado basicamente por suportar o socratismo, todos os seus refinados roubos, desvarios e excessos, Câncio não serve para mais nada. Especializou-se em aputalhar e debochar o debate tanto pelo que omite quanto pelos alvos que privilegia: está tudo bem com a Segurança Social Portuguesa? Bagão Félix é assim tão insuspeito? Passos é um superlativo aldrabão? Até poderia ser verdade. Tudo. Mas há um problema. Se e quando é Câncio quem o afirma, a força performativa da afirmação inverte-se. Aquele que Câncio execra ou detrai só pode ser um santo.

Participação-Crime por Atentado contra a Constituição Portuguesa

Foi apresentada ontem, pela Associação Movimento Revolução Branca, cujo líder continua em greve de fome, no DIAP de Lisboa.

Recessão? Em França não há lá disso

“Não há recessão, mesmo que saibamos que vai ser difícil, com um crescimento quase nulo, mas vamos conseguir safar-nos”, disse François Hollande, o presidente-fraude em quem cada vez mais franceses se arrependem de ter votado,
acrescentando que até ao final de Janeiro de 2013 vai ser preciso “um compromisso histórico relativamente ao trabalho. Aos parceiros sociais, e particularmente aos patrões, digo que a oportunidade não pode perder-se. Cada um deve assumir as suas responsabilidades.” E ele? Por que não assume as suas?

Os bancos não são pessoas de bem

Deutsche Bank condenado em Itália por fraude, juntamente com o norte americano JP Morgan Chase, o suíço UBS e o germano-irlandês Depfa, pelo papel desempenhado na venda de produtos financeiros à cidade de Milão. (em inglês)

Mobilização para a guerra

Num acesso de clarividência, Passos Coelho disse que “vivemos uma guerra intensa e que precisamos de encontrar em cada cidadão um soldado“.

Despedimento Sumário e Colectivo, JÁ!

cpEste governo não os tem nos sítio

É uma verdadeira vergonha. Estes gajos andam a gozar connosco. Agora, e mais uma vez, vão de férias no Natal.

Despejam para cima de nós as mais diversificadas desculpas e razões para esconder um só objectivo:
Prejudicar o País, prejudicando o maior número possível de pessoas.
Um governo a sério já os teria despedido sumariamente e recrutado pessoal no exército até que no mundo do trabalhador existissem já novos formandos, que não estivessem subjugados aos sindicatos que os vão manipulando.
Estes tipos, para não usar um termo que eles mereceriam, não fazem greves, fazem férias, prejudicando quem com o seu trabalho e os seus descontos lhes paga os salários.

Até quando vamos aguentar esta chuchadeira?

Querelle (1987)

Pop Dell’Arte, do álbum Querelle/Mai 86 (1987)

TAP: a explicação

Efromovitch Encontrado no Facebook

Da série ai aguenta, aguenta (13)

Governo vai cortar mil camas nos hospitais do SNS. Num país em que há doentes internados em macas.

Agora falo eu!

Um homem conseguiu furar o sistema de segurança e irromper nas galerias da AR esta manhã. “A democracia é uma ilusão”, gritou.

Demagogia e água benta, cada qual toma a que quer

Pedro Passos Coelho, um homem sério.

União à esquerda: PS e BE

O Bloco de Esquerda pediu uma reunião com o PS e ambos ficaram satisfeitos. Resta saber com o quê, já que admitem ter estratégias divergentes. É que não basta ter por única convergência o objectivo de derrubar o actual Governo.

A Praça do Norte saiu à rua

Foi assim que se continuou a vigília de ontem.

Confesso que já tenho alguma dificuldade em explicar o que me leva a sair à rua, numa noite de inverno, mas vou tentar mais uma vez.

No último ano (se calhar nos últimos!) não vi uma única vez o Programa Praça da Alegria. Estou longe de ser o fã número um do Jorge Gabriel ou da Sónia Araújo.

Não consigo também dizer apenas coisas boas sobre o nosso serviço público de televisão. A RTP tem muito a melhorar? Claro que sim.

Mas a minha participação, tão activa quanto possível, nesta LUTA não se prende com nenhum dos pontos acima referidos.

O que está aqui em causa é uma tentativa do “poder” (governo? administração? outros operadores?) em iniciar a destruição do parte da nossa identidade! Nossa, do Norte! [Read more…]

RTP Porto#1

Vocês sabiam que cada “Portugal no Coração” custa mais 1100 euros, por programa, que o “Praça da Alegria”? Ainda por cima, enquanto o “Praça da Alegria” são três horas em directo, o “Portugal no Coração” são apenas duas?

Se é para poupar, então o caminho é outro: o regresso do “Portugal no Coração” ao Centro de Produção do Porto.

 

A desculpa de tirar o “Praça da Alegria” do Centro de Produção do Porto por motivos económicos é completamente falsa. Além de ficar mais barato à RTP produzir o programa no CPP, se o “Portugal no Coração” regressar ao CPP, a poupança seria enorme. Em suma, vão ter de melhorar o spin pois, até agora, tem sido “cada tiro, cada melro”…

Zangam-se as comadres…

Segundo o jornal “Público”,

O ex-director de Informação Nuno Santos disse esta quarta-feira que o seu antigo subdirector Luís Castro é “um mentiroso, um miserável e uma pessoa desprovida de carácter” e que o director-geral de Conteúdos da RTP não tem “um pingo de credibilidade”.

Segundo um mestre de ioga, quando apontamos o dedo a alguém, há sempre três dedos apontados a nós. Experimentem o gesto!