Baralhado

Confesso que o Tico e o Teco andam um bocadinho baralhados.
Sim, uma das minhas dúvidas existenciais está resolvida  – já sei onde estão a Maria e o Burro!
Mas continuo sem perceber o que se está a passar.
Num dia é uma encomenda que rebenta nas mãos do bombista – o MEC faz a encomenda do estudo e afinal a conclusão é de que o serviço público de educação prestado pelas escolas públicas é mais barato que o serviço privado que o MEC também está a pagar. E o MEC até escreve sobre o assunto!
No dia seguinte é o Conselho Nacional de Educação que vem gritar uma verdade que é do conhecimento de todos –  “a recente criação dos chamados mega-agrupamentos “tem vindo a criar problemas novos onde eles não existiam.”
São dois momentos COMPLETAMENTE contrários a Nuno Crato e aos seus interesses! Escandalosamente contra!

Quando se fala das funções do estado, do despedimento de funcionários públicos ( 1 em cada 6 são professores) fico confuso com o que se está a passar:
– são apenas sinais da vitalidade da nossa democracia?
– são os ratos a fugir do navio que se está a afundar?
Ou antes pelo contrário?
Ajudem-me! Quero perceber o que se está a passar!

“A Dinastia do Poder em Braga”

Finda a monarquia em 1910, eis que se alevanta em Braga uma nova legião do Senatus Populsque Romanus.
Em Braga é assim. Até a Polícia Municipal cumpre as leis que interessa cumprir…

Porra para o Cavaco, porra! Pim!

 “O Cavaco pesca tanto de economia que até faz quadras populares à António Aleixo com as ligas da sua Maria Cavaca.”

Mário Viegas e o seu “Manifesto Anti-Cavaco”, de 1995, que periodicamente volta a ser actual.

Socorro!, querem voltar ao “faz-sismo”!

E não é que a coisa chega pela boca do arrependido residente em Belém?  Ora-ora, lá teremos de voltar a engolir coisas terceiro-mundistas e famélicas da fome como a Famel Zündapp, a FNAC, os Cabos d’Ávila, a Covina  fabricante e não armazém espanhol de vidros, as baterias Tudor e outras fabriquetas que tais? Canada Dry em Portugal uma vez mais? Não nos digam que lá voltarão as campanhas do trigo, o pão afarinhado de e por Portugal? Era só o que mais nos faltava voltarmos a”levar com” os fertilizantes e sabões da Quimigal e a termos os supermercados cheios de lataria assardinhada Made in Allgarve e Setúbal. Não queremos voltar a ver a branca frota bacalhoeira “do Tenreiro” despejando peixe seco mal cheiroso ali às portas do Arsenal. Nada de Lisnave e Setenave cheia de fatos-macaco  fascisto-comunas  construindo barcos a torto e a direito! Nunca mais!

Cavaco Silva quer agora re-industrializar o país e ainda não se lembrou da necessidade de voltar a encher de ouro o Banco de Portugal. Como será isso possível, se aquela montanha reluzente veio da moçambicana percentagem das minas do Rand e dos milhares de toneladas de volfrâmio e de conservas vendidas por bom preço  à Alemanha? Sonha com os campos louros de trigo e milho e verdejantes de hortaliças, alfaces e couve em barda. Para cúmulo, anda de boca aguada com a perspectiva de uma bela posta de atum fumegante no seu presidencial serviço de porcelana Vista Alegre da ida Monarquia. Tiques passadistas, ecos gloriosos de um passado extravagante. Mas não era o yuppismo o futuro garantido de Portugal? Viu-se! Vê-se…

Não Existir Para Ninguém

O que fizemos e fazemos dos nossos velhos?

Tenho tido um tempo interminável para assentar algumas ideias acerca do problema geral da divina invisibilidade particular de cada qual, sobretudo ao olhar para algumas emanações do último Censos 2011. O envelhecimento da população. Está à vista o problema de décadas de corrupção e decrepitude políticas: lá, onde as infraestruturas foram feitas, feitas duas vezes, feitas três, feitas a rebentar de luxo e redundância, as nossas gentes, os nossos velhos, os nossos!, foram envelhecendo, foram-se isolando, numa pobreza igual, pacata, horrorosa, remetendo-se a uma invisibilidade acusadora. Com reformas de duzentos e picos, ou Estado Social-Manguito!, não podiam competir com os Elefantes Brancos que os Governos, de pau feito para outros negócios de suculento retorno comissionista e eleitoraleiro, sempre priorizaram. Assim, por todo o Portugal, nasceram-nos ilhas de velhos esquecidos de todos, sobretudo dos próprios filhos, três, quatro, que deixaram completamente para trás o terem tido um pai, o terem tido uma mãe. Se isto, em Portugal, fosse um caso isolado… Não é. Parece regra. Gente enterrada e relegada pelos seus muito antes de morrer. Em plena cidade. Em plena aldeia. Conhecemos casos. Esquecidos. Impedidos de netos, de um beijo, uma palavra quotidiana. E, no entanto, sem eles nunca poderíamos sequer começar por Ser.   [Read more…]

Retrato de um governo de Cavaco Silva

Cartoon do genial José Vilhena agora mesmo encontrado no facebook

Impressionante!

Tenho a certeza de que o senhor Abebe Selassie estava a ser irónico. E os risos são disso sinónimo. Ou isso ou o homem está mal im(pressionado).

Cantar para surdos

Angela Merkel explica a Passos Coelho:

Deve ter sido esquisito para quem está habituado a culpar “o Sócrates” ter ouvido a todo-poderosa Angela explicar que, por causa da crise financeira desencadeada nos Estados Unidos, e da sua propagação à Europa, os governos europeus desataram a apostar no investimento público para conter o descalabro das suas economias. Só que entretanto os investidores começaram a desconfiar de algumas economias (as mais frágeis) e a duvidar da fiabilidade de alguns para pagar as respectivas dívidas.

Dilma explica a Angela Merkel:

Questionada sobre se já manifestou a sua opinião à chanceler alemã Angela Merkel, com quem disputa a posição de mulher mais influente do mundo, Dilma respondeu que “tenho-lhe dito isto em todas as reuniões do G-20 (…). As receitas que estão a aplicar levarão a uma recessão brutal. Sem investimento é impossível sair da crise. Aceito que é preciso pagar as dívidas e levar a cabo a consolidação orçamental, mas é preciso tempo para que os países o façam em condições sociais menos graves. Não só por questões éticas, mas também por exigências económicas. [Read more…]

A vaca não sei, mas Maria e o burro continuam em Belém

Papa reafirma virgindade de Maria e diz que o burro e a vaca não estavam no presépio

Blogues que só podem dar bons livros

Parabéns Livreira Anarquista.

Cavaco Silva anda muito esquecido, Coitado!

ACTO DE CONTRIÇÃO, ANEDOTA, OU SIMPLESMENTE BRANQUEAMENTO DE ACÇÕES PRÓPRIAS?

Durante dez anos (1985/1995), o sr. Presidente de Portugal, ajudou a desmantelar as pescas, a indústria e a agricultura, a troco de alguns muitos milhões que da Europa (CEE) vieram, para torrar em cimento e alcatrão.

Hoje, o inevitável e escandaloso esquecimento veio a terreiro pela voz do próprio.
Porra que é preciso ter lata (que tem) ou/e andar muito adoentado.

Tratem-lhe da Saúde, Por Favor

Cavaco Silva sofre de amnésia política. Ainda ao menos se estivesse calado

Não martelem os dados

Santana Castilho *

Escrevo este artigo na manhã de terça-feira, 20 de Novembro. À tarde haverá uma conferência de imprensa para divulgar os resultados a que chegou o grupo de trabalho, constituído no fim de 2011, ao qual foi pedido que apurasse o custo do ensino público por aluno e por ano de escolaridade. Tenho o documento à minha frente e, embora o artigo que ora escrevo só saia amanhã, respeito o compromisso que assumi de nada referir antes da respectiva apresentação pública. Posso, todavia, relembrar factos para a tinta que vai correr. [Read more…]

Como um arco-íris

Somos as coisas que moram dentro de nós. Por isso há pessoas que são bonitas. Não pela cara, mas pela exuberância do seu mundo interno. Há a estória da linda princesinha que foi enfeitiçada e, sempre que abria a boca, dela só saíam cobras, sapos e lagartos. Algumas pessoas, quando falam, delas sai um arco-íris.

(Rubem Alves, Do Universo à jabuticaba)

Sinta-se como uma estrela

Sem sair do seu lugar!

Para português ver

58 000  visualizações em alemão.

83 000 em inglês.

308 000 em português, fora a televisão.

Boa Marcelo, lá fora o folclore não compensa mas cá dentro ainda chegas a Belém.

Mouras (6)

Em Óbidos.

«Somos mais fortes do que ele»


Esta frase, pronunciada por Rogério Pinto, autarca de Silves, ouvi-a no Domingo na TSF. E fiquei emocionada. Referia-se o autarca à luta contra os efeitos devastadores de um tornado. E orgulhava-se do esforço que muitas pessoas estavam a fazer àquela hora para ajudar a apagar os sinais da catástrofe. Quando ouvi a notícia pela primeira vez, eram cerca de 100 pessoas que tinham decidido arregaçar as mangas. Ao que soube depois, acabaram por ser mais de 1000.

Gosto disto. Gosto deste povo que se une e luta para limpar os destroços deixados por um tornado. Quando ouvi a notícia, recuei ao pós 25 de Abril, momento que vivi sem quase dele ter consciência. Tinha quatro anitos feitos menos de um mês antes. Tal como todos os portugueses, segundo me conta a minha mãe, também eu dei um dia de trabalho ao meu país. Andei na rua com a minha «tia» Esperancinha a apanhar ervas e limpar bermas, juntamente com muitas outras pessoas.

Recuei também ao pré 25 de Abril e à canção Índios da Meia-Praia, à imagem épica de todas aquelas pessoas, cada uma com o seu tijolo, a construírem as suas casas e as casas dos vizinhos.

Hoje, sonho com pessoas de enxada e pás, sacos de lixo e baldes carregados de entulho. Ouço a Grande Ideia do Povo da Aldeia, de José Barata-Moura, tantas vezes tocada e retocada no rádio do carro para as minhas filhas e os pais ouvirem, muitas vezes mais para os pais do que para as filhas… [Read more…]

O pormaior

Ainda não li o segundo relatório que em poucos dias desmonta a utopia de uma escola privada, cuja razão de ser é o lucro, ficar mais barata que uma escola pública, que se destina a ensinar, o que já não é pouco. Porque “foi demasiado tempo para a coisa em si“, e pelo passado de alguns dos seus membros, suspeitava-se que ia sair logro: felizmente que não foi assim, e honra aos seus autores por isso mesmo.

A partir deste momento é uma arma de peso para que os professores da minha cidade exijam a justiça a que têm direito, mesmo sabendo que isso afronta o pior dos poderes locais. Também é para isso que pago quotas a um sindicato que em tempos bem o tentou fazer, sofrendo as consequências.

Agora ele há pormenores muito pormaiores em que alguém já reparou:

por que razão um relatório com data de 31 de agosto só é divulgado a 21 de novembro?

Fica para já a dúvida se entretanto não tentaram fazer outro.

Uma discussão interessante

Será indicado professores e alunos serem amigos na Internet?

Embora baralhada pelos graus de ensino.

Desengordurar o estado no ensino em Coimbra

Constatando-se mais uma vez que o estado gasta mais quando subsidia o lucro dos privados, agora é cumprir o memorando da troika e limpar estas banhas.

A verde: colégios subsidiados em Coimbra que de um modo geral não fazem falta nenhuma considerando o número de alunos existentes. A amarelo, a rede pública que está na maior parte dos casos subutilizada (e que precisamente por causa disso inclui uma das escolas públicas mais caras do país).

Vamos lá deixar de viver acima das nossas possibilidades na capital do ensino privado em Portugal. Não sendo assim, e já no próximo ano lectivo, constata-se que a austeridade quando nasce não é para todos.

33 foram os anos

Armindo de Vasconcelos

Este grande Senhor, Prof. Doutor José Eduardo Lima Pinto da Costa, mui ilustre membro da sociedade civil portuense e figura incontornável desta cidade e do país, notável do ensino e da comunicação, e insigne vulto da medicina forense e da intervenção cívica, era, há 33 anos, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Hóquei. Na hora de passar o testemunho a outro histórico da modalidade, Prof. José Alípio Ferreira de Oliveira, não escondeu a emoção quando, homenageado pela Selecção Nacional na V Gala do Hóquei, lhe foi entregue a camisola “33” de Portugal. [Read more…]

Desnaufragar. Desesquizofrenizar

Estamos assim. É o que temos. Temos que em qualquer esquina vemos gente que estende a mão. Hoje, no Pingo-Doce, o velho que estava à frente na fila de compras não tinha moedas suficientes para liquidar nada mais que um sumo light. Enganara-se no preço para menos. Estava embaraçado. Imediatamente fomos três a estender à menina da caixa o montante para pagar aquela insignificância. Somos um só Povo. Sabemos unir-nos perante um inimigo interno ou externo. Não podemos deixar de protestar, de encher as ruas, agora mais que nunca, mas ao mesmo tempo nenhuma outra Hora reclamou tanta frieza, unidade e uma fina percepção do que construir e do que demolir, porque há muito a demolir no nosso Regime e Sistema Político. Não somos homogéneos nem unívocos, mas podemos e sabemos trabalhar pela unidade. Por ela me baterei.

Não sou de Direita. Não sou de Esquerda. Sou do Centro. Sou pelo bom senso e por estratégias de regeneração que têm sido traídas sucessivamente pelos Partidos, dentro e fora do Parlamento, dentro e fora dos Governos, traídas pelo Ministério Público, traídas pela Presidência da República, esmagadas e comprometidas desde o âmago paralítico do Regime. Não me incomoda que Gaspar falhe as suas previsões quanto ao nosso crescimento e mesmo quanto à caixinha de surpresas da meta dos défices de 2012 e 2013. Acho temerário até, quando mesmo o FMI hoje emite a medo, prever sequer seja o que for. Seja o tal crescimento em 2014, de 0,8%, seja o de 2015, com 1,8%, ninguém, em seu perfeito juízo, controla, domina, antevê, seja o que for da realidade europeia gripada e das várias ficções dela. Vivemos em plena esquizofrenia no âmbito da Política e no âmbito da Rua. A Rua também deveria ter objectivos concretos, regeneradores e aperfeiçoadores. Quais são eles? Pura cacofonia e bocas perfeitamente demagógicas e populistas. [Read more…]

Livros digitais grátis

Em países civilizados livros cujos direitos de autor caíram, ou melhor, subiram ao domínio público oferecem-se em formato digital. Há mesmo instituições para isso.

Os que descarreguei estavam todos em pdf formato texto, permitindo pesquisa, anotação, etc.

Clássicos de Dante a Fernando Pessoa, passando por Eça ou Swift, escolha e sirva-se.

No Brasil é assim. Por cá vai-se digitalizando pouco, e normalmente por mera imagem. As grandes editoras agradecem.

De pé, ó vítimas da fome!

Há qualquer coisa de estranho nestes dias de Novembro, nas notícias que se cruzam como dentes de garfo em bifes do lombo. Primeiro vem o PSD anunciar a aurora – como aconteceu ontem – pois que, lá no país deles, “os dados começam a ser favoráveis e os esforços valem a pena“. Depois, a realidade de um outro país, que (pelos vistos) desconhecem.

Uma professora partilhou um estado de desânimo numa rede social de hoje: “Doente.Depois da desistência de dois alunos porque não têm dinheiro para o passe, hoje um aluno desmaiou na aula por fome. Num 11º ano. Em Lisboa. Portugal. 2012″. Afinal isto já não se passa só com as crianças, cujos pais o Governo empobrece mas a quem há-de mandar uma assistente social para verificar a situação e, quiçá, institucionalizar (linda, a palavra). Afinal a fome começa a ser transversal. Afinal a minha amiga A existe, e sempre é verdade: deixou de pagar a água durante vários meses para poder continuar a comer massa e atum, ao jantar, mais as duas filhas. Tantos anos a viver acima das possibilidades havia de dar nisto.

Há alguma coisa de estranho nestes dias de Novembro. E nós bem sabemos o que é. Será que alguém pode contar à tia Isabel?

Se Guilherme Tell tivesse a pontaria de Vítor Gaspar…

Primeiro, Vítor Gaspar aponta 2013 como “início recuperação económica”; depois, o governo admite que 2014 já não vai ser o ano do crescimento.

Lembrete para quando se avariar o frigorífico

Administrador da Siemens diz que Portugal precisa de “cortar 100 a 200 mil funcionários públicos”.

Bonjour la France

A Moody’s começou a morder a França.

Agora fiem-se na linha Maginot e não corram, vão ver o trambolhão que levam.

Gaia: de 1997 até 2012.

Tudo o que precisa saber sobre Gaia! from Spin Filmes Portugal on Vimeo.

Felicidade tem U

Procuro notícias interessantes no PÚBLICO de hoje…

“Tal como nós, os orangotangos e os chimpanzés são mais felizes no início da vida e quando ficam mais velhos (…). A curva da felicidade ao longo da vida tem a forma de um U, os portugueses são mais felizes aos 66 anos. (…) Acontece aos homens e às mulheres, aos solteiros e aos casados, aos ricos e aos pobres, aos que têm filhos e aos que não têm“, disse então o economista Andrew Oswald sobre a crise da meia-idade, quando divulgou os resultados do trabalho na revista Social Science & Medicine.”

“Esperávamos compreender o famoso quebra-cabeças do padrão da felicidade humana e acabámos por mostrar que não pode ser por causa de empréstimos, divórcios, telemóveis ou outra parafernália da vida moderna“, diz Oswald. “Os símios não têm nada disso, mas têm uma crise de meia-idade pronunciada.

Ideias que não passam de estatísticas e estudos para «cientista ver» e que não acrescentam nada à nossa vida.

Mas vamos lá contrariar este estudo e aquele U! E trabalhar para sermos mais felizes na meia-idade!!

P.s.- a felicidade interessa!