Vou emigrar :(
A situação de desemprego é a mais delicada em termos pessoais, porque é uma espécie de buraco negro da esperança que transporta para o campo da impotência a mais fortes das personalidades.
Se há quem pense que escrevo muito, sou ainda pior a botar faladura.
Quase nunca sinto a ausência de palavras, mas a presença junto da fila do Centro de Emprego de Gaia tirou-me algo que tinha como certo – é mesmo possível ficar sem palavras.
O que se diz quando alguém te diz que vai emigrar porque não aguenta mais isto?
Apetece-me GRITAR a todos os desempregados, estou aqui, quero ajudar, digam-me como!
Sigo para a Escola, olha à minha volta e vejo menos gente. Vejo os amigos de sempre, mas falta aquela gente nova, que trazia os corpos de verão, os sorrisos mais felizes do mundo, aqueles que transportavam a alegria de ter TRABALHO. Era só isso: tinham trabalho! A sua dignidade existia porque teriam dinheiro para dar de comer aos filhos.
Sento-me para a reunião. Temos mais 51 alunos na escola!
Temos menos 31 professores!
Ora nem mais! É o milagre da multiplicação dos pães: temos mais alunos e menos professores!
Para si, caro leitor, é mesmo assim: na minha escola há menos professores para mais alunos, isto é, e trocando por miúdos, há menos professores para os seus filhos: o seu filho, este ano, vai ter menos apoio na escola.
Vamos ter uma PIOR escola pública!
Cartilha “normalizada” do Estado Novo?
O texto do historiador Fernando Rosas, hoje no Público.
Não era minha intenção intervir na polémica que neste jornal tem oposto os historiadores Rui Ramos (RR) e Manuel Loff (ML), a propósito dos conteúdos sobre a História do século XX da de que o primeiro é, respectivamente, autor e co-autor. E não o faria, se o inacreditável artigo de Filomena Mónica (FM) publicado nestas colunas (1/8) a tal me não tivesse obrigado.
A 25ª Hora
Vinte anos depois da sua morte, reencontro A 25ª Hora (1949), a mais conhecida obra de C. Virgil Gheorghiu (1916-1992) e provavelmente indisponível nas livrarias…
O jornal The New York Times escreveu: “who denounced Nazism and Communism in a best-selling novel, “The 25th Hour”.
Transcrevo algumas frases da edição que tenho da Difel, traduzida por Vitorino Nemésio e cujo prefácio é dedicado a Aldous Huxley!:
– Não haverá homem livre à superfície do Globo – disse Traian.
– Definharemos então, sem culpa, nas prisões? -perguntou o delegado.
(…)
Mas não aceito que outros, a não ser eu, me indiquem a maneira como devo viver – e que julgam melhor – e me obriguem a conformar-me com ela. A minha vida é minha. A minha vida não pertence nem ao kolkhose, nem à comunidade, nem ao comissário político. Portanto, tenho o direito de a viver do modo que eu próprio houver escolhido. (…) E recuso-me a viver esta vida à moda soviética. Aqui está porque me mato.
Nora pôs-se a chorar. Traian continuava a atar a corda. Nora segurava com firmeza a outra ponta. (…) A melhor ocasião para nos evadirmos há-se ser quando as sentinelas russas renderem as americanas. (…)
Às seis horas da tarde mandaram sair Traian e Nora da sua cela e meteram-nos num camião americano com outros detidos.
(…)
Em 1967 foi adaptado ao cinema por Carlo Ponti e com a participação de Anthony Quinn e Serge Reggiani (no papel de Traian).
O cardeal que discutia com Deus
Morreu, no passado dia 31, o cardeal Carlo Maria Martini (1927-2012), arcebispo de Milão.Transcrevo um excerto do texto de António Marujo, publicado hoje no Pùblico:
Depois de discutir muitas coisas com Deus e com a própria Igreja, onde chegou a cardeal. Por exemplo, sobre alguns impasses do catolicismo: “Como bispo, perguntei frequentemente a Deus: porque não nos dás ideias melhores, porque não nos fazes mais fortes no amor, mais corajosos ao lidar com as questões actuais?” Que questões são essas? Problemas de ética e moral (divorciados, homossexualidade, preservativo e contracepção) ou de disciplina eclesiástica (ordenação de homens casados,celibato, ordenação de mulheres) mereciam do cardeal observações divergentes da doutrina — ou do tom — oficial da Igreja. Na última entrevista concedida por Martini (…) o cardeal dizia: “A Igreja está cansada. A nossa cultura envelheceu, as nossas igrejas são grandes e estão vazias e o aparelho burocrático alarga-se. Os nossos ritos religiosos e as vestes que usamos são pomposos.” Mais à frente, concretizava: “A Igreja deve admitir os seus erros e encetar uma reforma radical, começando pelo Papa e pelos bispos“. (…)
Dizia ainda que “A Igreja está atrasada 200 anos. Teremos nós medo? Medo em vez de coragem? A fé, a confiança, a coragem são os fundamentos da Igreja.” (…) “Só o amor pode vencer a fadiga. (…) Na Igreja de hoje, vejo tantas cinzas que escondem as brasas que me sinto muitas vezes preso de um sentimento de impotência.
(…) a sua voz era respeitadíssima.
(…) Entre as dezenas de livros que publicou (…) destaca-se Em que Crê Quem Não Crê, um debate com o escritor e filósofo Umberto Eco.
Sobre a morte: “Talvez ao morrer alguém segure a minha mão. Desejo nesse momento poder rezar. Durante toda uma vida reflecti sobre Deus e sobre o além; neste momento não sei nada; a não ser que eu próprio na morte também me sinto acolhido. Isto é também a minha esperança.”
weblog.com.pt, enterramento e ressurreição em forma de arquivo
Cópia dos blogs weblog.com.pt em
http://weblog.aventar.eu/
O serviço weblog.com.pt fechou no passado dia 22 de Junho de 2012. O aviso aos donos dos blogs alojados nesta plataforma foi feito via mail com poucos dias de antecedência. Esta acção teve várias consequências que não tardaram a fazer-se sentir:
Muitas pessoas, quer por não terem actualizado os seus endereços electrónicos nas respectivas contas, quer por não terem tido tempo suficiente para resgatar os seus conteúdos, viram-se privadas dos seus próprios blogs. Além disto, os arquivos, que em alguns casos remontam a 2001, ficaram inacessíveis. Um dos predicados da própria Web foi posto em causa, perderam-se as ligações, perdeu-se o conhecimento acumulado, em incontáveis horas de trabalho de muitos bloguers dedicados.
Quando soubemos que ia acontecer, tentámos fazer uma cópia dos blogs alojados na plataforma. Recorremos às listas disponíveis na própria weblog.com.pt e tentámos fazer cópias integrais dos blogs alojados. Este trabalho foi iniciado dois dias antes da plataforma cessar o seu serviço, sem grande esperança, sequer, de conseguirmos obter todos os blogs das listas.
Primeiro roubam…
Governo de Atenas sob pressão para introduzir a semana de seis dias (em inglês). – Sem dúvida o nosso governo seguirá as passadas da Grécia, que tem tido tanto sucesso.
Recordando…
Em Abril de 2011, na campanha eleitoral:

“Não vamos para o Governo para enxamear a Administração Pública de quadros do PSD e não vamos meter nos gabinetes dos ministros e dos secretários de Estado um exército de gente que constitua administração paralela àquela que já existe no Estado”, Passos Coelho, citado pelo jornal i
Agora:
Era uma vez… o Homem – O Renascimento Italiano
A famosa série «Era uma vez… o Homem» aqui está, com um episódio que poderá servir de introdução a um novo tema, o Renascimento.
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.
Unidade 5.2. – Os novos valores europeus
A bicicleta como substituta do passe escolar e da Educação Física
Beatriz Pereira é professora na Universidade do Minho (podem ler um resumo do seu curriculum) e propõe que os municípios dêem uma bicicleta a cada estudante, em substituição do financiamento do passe escolar. Para além de defender que essa medida pouparia dinheiro às autarquias, acrescenta que serviria para levar as pessoas a fazerem mais exercício físico. [Read more…]
Um grande texto do grande escritor Mário de Carvalho
Mário de Carvalho, o escritor português vivo que mais habita as minhas estantes, publicou no Facebook um texto sobre a memória e sua ausência. Ali mesmo alguns comentam que isto não era nada assim. A sério. Rui Ramos tem seguidores.
Denegação por Anáfora Merencória
“Eu nunca fui obrigado a fazer a saudação fascista aos «meus superiores». Eu nunca andei fardado com um uniforme verde e amarelo de S de Salazar à cintura. Eu nunca marchei, em ordem unida, aos sábados, com outros miúdos, no meio de cânticos e brados militares. Eu nunca vi os colegas mais velhos serem levados para a «mílícia», para fazerem manejo de arma com a Mauser. Eu nunca fui arregimentado, dias e dias, para gigantescos festivais de ginástica no Estádio do Jamor. Eu nunca assisti ao histerismo generalizado em torno do «Senhor Presidente do Conselho», nem ao servilismo sabujo para com o «venerando Chefe do Estado». Eu nunca fui sujeito ao culto do «Chefe», «chefe de turma», «chefe de quina», «chefe dos contínuos», «chefe da esquadra», «chefe do Estado». Eu nunca fui obrigado a ouvir discursos sobre «Deus, Pátria e Família». Eu nunca ouvi gritar: «quem manda? Salazar, Salazar, Salazar». [Read more…]
Antigamente, as pessoas eram menos súbitas
Quando andava a estudar na Universidade (Aveiro), tinha a mania de fotocopiar as páginas mais marcantes de livros que ia descobrindo na maravilhosa biblioteca da instituição e outras municipais…
Hoje encontrei uma cópias de textos avulso. Cópias com mais de 15 anos! Partilho esta jóia de Pedro Alvim, um texto publicado, por certo, no Diário de Lisboa em 11 de Outubro de 1988. Ainda vou confirmar ou talvez o leitor (diga-me se descobrir).
Antigamente, as pessoas eram mais demoradas. Diziam as palavras sílaba a sílaba, sorriam com vírgulas, mostravam nos dentes um ponto de interrogação à laia de uma flor. Quer isto dizer que não faziam uma pergunta exigindo de imediato uma resposta. Esperavam esbeltas no tempo, os olhos isentos de qualquer desafio …
Hoje, não. Hoje não nos sabemos demorar (…) nas margens desta ou daquela situação.
Se alguém nos acena, quase que não lhe podemos acenar. Se alguém nos mostra um objecto que o deslumbrou, só do objecto conseguimos apreender unicamente o resquício. Se alguém se lamenta de um morto querido, nem o nome do morto nós ouvimos…
(…) perdemos a noção da existência de um tempo descontínuo, de encontros vagarosos, de festa, de entendimento. Vivemos um tempo em linha recta, súbito (…)
Estamos em fuga, ultrapassamos todos os possíveis encontros – e cada vez, embora de muitas coisas acompanhados, nos sentimos mais sós uns dos outros. Sem nos apercebermos, vamos tendo o deserto à nossa frente.
Antigamente, pois, as pessoas eram menos súbitas … e porque eram a noite e o dia, e tinham dentro de si uma longa tarde, lentas se davam, lentas sorriam, e lentas (uma a uma) entardeciam.
Deste texto, descobri um excerto num só blogue.
Pedro Alvim…
Quantos portugueses custa Catarina Furtado?
Postcards from Romania (36)
Elisabete Figueiredo
We love Bucharest, why don’t you?
O meu bairro preferido de Bucareste fica entre a rua Lipscani e a rua Smârdan. Como hoje é o último dia, e amanhã (daqui a umas horas) regresso a Lisboa, resolvo passá-lo aqui. Podia descrever-vos tudo, com detalhe, mas falo apenas da luz nas fachadas dos edifícios. Das lojinhas de antiguidades, dos teatros, dos bancos em todas as ruas, que são para peões. É uma ilha, bem sei, entre a Calea Victoriei e o Bulevardul Nicolae Balcescu. Uma ilha de bom gosto, bons cafés e sossego numa cidade que não poderei dizer nunca que fiquei a amar. [Read more…]
Tiro ao lado
Ouvi na Antena 1 a Quercus defender que a culpa destes últimos grandes incêndios é da monocultura do eucalipto. Que esta espécie é muito inflamável e que as suas folhas facilitam a propagação do fogo.
O que é que a Quercus terá a dizer da monocultura do pinheiro, em Portugal desde D. Dinis, e da contribuição das carumas e das resinas para a propagação dos incêndios?
Descapitalização das escolas: professores mal desempregados
Ontem, foi mais um dia negro para a Educação em Portugal. Graças a Passos Coelho e a Nuno Crato, milhares de professores absolutamente necessários vão para o desemprego. Num país que morre de sede, o governo é o responsável pelo desperdício de água.
Do ponto de vista daquilo que é fundamental para que o sistema educativo funcione, Nuno Crato é incompetente. Na realidade, e de acordo com os seus objectivos, é competentíssimo, como o foram, antes dele, Maria de Lurdes Rodrigues e Isabel Alçada.
Para esta gente, a educação dos portugueses é uma parcela a abater, numa visão que nada vê para além do défice e que não percebe que há mais défices. O capital de um país, sobretudo se subdesenvolvido, corresponde àquilo a que alguns chamam pessoas ou, como lhes chamaria o governo, “seres cuja vida é muito menos importante do que as finanças dos nossos militantes e/ou amigos”.
É tarde para combater tudo isto, mas mais vale tarde que nunca.
As aftas de Ronaldo
Afectado [ɐfɛˈtadu]. Adj. (Do part. pas. do v. afectar). Perturbado por qualquer coisa que lhe aconteceu; assaltado por um sentimento. «Ronaldo não chega afectado à selecção» (Danny, jogador de football, em declarações à TSF).
Afetado [ɐfɨˈtadu]. Adj. (Do part. pas. do v. aftar, de origem obscura, com um ‘e’ epentético, de origem também ela obscura: pace, D. Carolina Michaëlis de Vasconcellos). Indivíduo que sofre de úlcera superficial, dolorosa, em geral, na mucosa da boca ou da faringe. «Ronaldo não chega afetado à [ilegível]» (Danny, jogador de football, em declarações à TSF, segundo a transcrição que chegou à nossa mesa de trabalho).
Juntando dois mais dois…
Hoje há bandarilhas – Canadá
Em nome do governo, que de resto ficou mudo como um penedo, Passos Coelho prometeu empobrecer Portugal, cortar a eito entre os mais modestos custasse o que custasse. Cumpriu a promessa e disse, orgulhoso, que ia “além da troika”.
Temos mais de um milhão de desempregados, um número impressionante de falências e de empresas fechadas, há largas bolsas de fome no país, as instituições de beneficência estão a ter a maior dificuldade em acudir a todos os necessitados, muitos estudantes tiveram de renunciar aos seus estudos por falta de meios, é escandaloso o número de professores atirados ao desemprego, é lancinante o número de pessoas que perderam a casa, o rio para e emigração vai caudaloso,etc.etc. etc. Tudo isto foi feito por um governo que se diz português contra Portugal.
E vai agora, a troika faz saber aos parceiros sociais que o memorando não é responsabilidade dela, mas sim do governo, que o mesmo é dizer que não se sente culpada pelo total fracasso deste pouco mais de um ano de governação neoliberal e ignorante.
Das duas uma: ou Passos mentiu (o que não aconteceria pela primeira vez) ou a troika (esperta, batida) adopta teatralmente aquela tirada romana que nos diz respeito por via do Viriato: “Roma não paga a traidores”.
Postcards from Romania (35)
Elisabete Figueiredo
La revedere, Lenin!
(que é como quem diz, Adeus Lenine!*)
Vou de Bucareste uns 20 km para norte, para Mogosoaia. Há um palácio do início do século XVIII e um parque, em Mogosoaia. Não me converti em turista de palácios, ainda não. Não é isso. O meu guia de 1998, o mesmo que dizia que, na Roménia, ‘the cleanest toilet is behind a bush’, informava que em Mogosoaia, nuns terrenos a norte do palácio, jaziam duas estátuas depostas em dezembro de 1989: uma de Petru Groza (primeiro ministro do primeiro governo comunista romeno) e outra de Lenine. Devia ser verdade porque o guia tinha uma fotografia e lá estava a estátua gigantesca de Lenine caída no chão, entre as ervas, qual erva daninha ela mesma, nuns quintais atrás do palácio. O guia de 2011 diz-me o mesmo, embora sem fotografia.
Em busca da estátua de Lenine, entre as ervas, apanho um táxi (nunca falei do custo de vida na Roménia, mas para terem uma ideia, faço 20 km, atravessando meia cidade e avançando uns 14 km para fora dela, por menos de 30 lei, isto é, mais ou menos 6 euros**) e rumo ao parque de Mogosoaia. O táxi deposita-me na entrada e eu avanço pelo caminho ajardinado, cheio de árvores frondosas, igrejinhas, torres, um lugar idílico, para quem gosta do género. Avanço e decidida, devo dizer. Entro na porta principal dos jardins. Entro no palácio. Já que ali estou vou visitá-lo. Acho que vou conseguir, depois, encontrar a estátua do Lenine, no tal quintal vizinho ao palácio. O palácio é aborrecido. Como a generalidade dos palácios. Muitos tapetes, muita mobília cheia de rococós, muita louça, muito rei, muita princesa, muito nobre. Depois vejo os mapas da europa, de várias partes da europa, do século XVIII e lá me vou reconciliando com aquilo. Os mapas são bonitos. Mas eu sou suspeita, dado que gosto de mapas. [Read more…]
Reis de Portugal – D. João III
Episódio sobre mais um rei do período expansionista, D. João III.
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.
Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo
Cavaleiro Marcelo Mendes vai avançar novamente contra manifestantes
Depois de ter avançado com o cavalo contra manifestantes, o cavaleiro Marcelo Mendes vai avançar também com uma queixa.
Postcards from Romania (34)
Elisabete Figueiredo
Uma cidade, vendida a retalho e o que calçará Lady Gaga quando está sozinha?
Do autocarro turístico vejo Bucareste de uma maneira completamente diversa. Primeiro, estou protegida, não me sinto pequena, nem excluída, o que não deixa de ser um curioso paradoxo, já que me meto de livre vontade num lugar confinado, embora em movimento.
O autocarro atravessa o centro histórico, se é que podemos apontar um apenas a esta cidade. Vai da Piata Unirii até ao Arco do Triunfo e volta por outro percurso. A primeira metade do caminho é-me já familiar. O belo e o feio, o opulento e o miserável, o pobre e o rico. Nesta primeira metade, Bucareste é uma cidade que se vende a retalho. Em todos os prédios, sobretudo nos mais altos, anúncios. Coca-cola, pepsi (não somos exclusivistas, claro, sobretudo quando nos pagam), macdonalds, mercedes, bmw, banco x e banco y, os anúncios ocupam tudo e tornam tudo mais feio, mais caótico, mais suburbano até, ou, para ser completamente parva (ou realista), mais terceiro-mundista. Vamos nisto da publicidade, como se estivéssemos a ver televisão às horas das televendas, até à Piata Victoriei. [Read more…]
Morreu Emmanuel Nunes
Muitos não saberão quem foi, é natural.
O DN escreveu «Morreu o artista mais corajoso». Ele é (só) considerado o compositor português mais relevante da música contemporânea dos últimos 50 anos. António Pinho Vargas testemunhou: “Desapareceu um artista insigne”.
Emmanuel Nunes morreu em Paris aos 71 anos onde viveu grande parte da sua vida. Privou (só) com Stockhausen, Luciano Berio, Henri Pousseur e outros maiores da História da Música.
Foi um valente. Sofria de uma doença neuromotora congénita, “o que faz da sua vida e do que alcançou uma afirmação de força vital e uma permanente vitória face às adversidades genéticas”.
«Morreu um dos maiores nomes da música erudita”. Português.
Em defesa de Cândida Almeida
Ocorre, solícito, um anónimo cavaleiro saudoso do seu príncipe exilado em Paris. Pois…
















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