Uma SCUT para a china

João Salgueiro, em entrevista ao Jornal Público (versão “papel) sugere que

“Por que é a Ásia é mais central que Portugal? Portugal está no centro. O porto de Sines está no centro das rotas mundiais, entre a África, a América Latina, a Europa e os EUA. Com o alargamento do canal do Panamá ficou em frente da China.”

Ora, esta afirmação tão óbvia e já repetida por muita gente, leva-me a avançar com uma sugestão  que poder ser o nosso ovo de colombo. Abrir uma auto-estrada, em regime de SCUT, para a China.

É certo que por cá este regime especial de auto-estradas terminou, mas atendendo às vantagens económicas que esta medida poderia trazer, seria de apostar na SCUT Sines-Pequim.

No caso de ser de todo impossível, asseguramos que os chineses pagam no sentido Pequim-Sines e a saída de Portugal seria grátis, uma vez que haveria a possibilidade de a fazer coincidir com o triângulo das bermudas.

Aliás, a primeira viagem na nova SCUT Sines – Pequim seria a do Governo da nossa República, com a passagem turística no polígono referido. Não sei se vamos a tempo, mas também poderíamos considerar a substituição da Via do Infante pela nova SCUT para a festa do Pontal, que não é no Pontal. Eu trato do aluguer do Triângulo e prometo que fica mais barato que o Parque Aquático de hoje. E tem água na mesma.

José Manuel Fernandes plagiado?

José Manuel Fernandes, tudólogo praticante, escreve, também, sobre Educação, porque, por ser tudólogo, escreve, sobretudo, sobre tudo e, portanto, nada diz que se aproveite. Recentemente, tive oportunidade de comentar uma das suas pérolas, em que, usando doses gigantescas de marialvismo leviano, comentou o fenómeno do desemprego docente.

Hoje, por pura coincidência, descobri, na secção de opinião do Público e nas cartas dos leitores do Jornal de Notícias, um texto de um certo José Carvalho, professor e investigador de História. Se se derem ao trabalho de comparar as produções de ambos os josés descobrirão que metade do texto de Carvalho é igualzinho ao de Fernandes. O resto serve apenas para reforçar o habitual preconceito contra esquerdistas, professores e outros inúteis, numa visão da direita básica que prefere disparar primeiro e não fazer mais nada a seguir. Para vossa ilustração, e porque o texto de Carvalho só está disponível para assinantes, ficam aqui com uma cópia (para aumentar, basta clicar).

Provavelmente, estaremos na presença de um clone de um clown. E agora, josés?

Promessas inúteis

Os políticos em qualquer parte são os mesmos. Eles prometem construir pontes, mesmo quando não há rios. (Nikita Kruschev)

 

 

O medo das alterações às leis laborais nos trabalhos portuários – ou – Raios Partam as Greves

Os “trabalhadores portuàrios” de alguns portos Nacionais (Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Aveiro estão completamente parados) estão em greve.
Como de costume no Porto de Leixões não há greve. Talvez por isso tenha lucros e seja apetecível colocá-lo ao mesmo nível dos outros. Quem trabalha e tem sucesso não raras vezes tem guerra declarada pelos que o não fazem nem o têm.
Por causa desta greve, mais esta, já vários barcos que se dirigiam à capital, mudaram o seu destino e terão ido aportar a Espanha. Se fossem inteligentes (os mandantes) teriam ido para Leixões, onde se trabalha, já que os nosso vizinhos, que já têm a austeridade à porta, também ameaçam com greves (embora tudo não passe de manifestações de solidariedade sem fundo efectivo), estendendo-as aos portos de toda a Europa, tudo por causa, imagine-se, do Governo Português.
É verdade que sou contra as greves, embora não o seja contra o direito a fazê-las, mas isto é de doidos. Quando precisamos de trabalhar, cada vez mais, fazemos greves e damos os negócios que muita falta nos fazem aos outros.
Para os defensores deste tipo de acções, é uma medida inteligente, para mim, é uma tremenda burrice, digna de quem tem a cabeça só para criar piolhos. Mas isto sou eu a dizer, que destas coisas percebo menos que nada.

Ah, e por falar em greves, amanhã há mais … CP, Metro, Carris e STCP (também amanhã, a Metro do Porto não entra).

“P’rá frente Portugal!

A Escola em marcha atrás

“As medidas adotadas pelo Governo têm três objetivos: primeiro, a redução cega de custos, obtida a partir do despedimento obsessivo de professores e de outros profissionais do sistema, da concentração de alunos em agrupamentos de dimensão cada vez maior, da transferência de encargos da responsabilidade do Estado para as famílias; segundo, obter dados estatísticos favoráveis às políticas do Governo, através da desvalorização e menorização de aprendizagens – desde as atividades físicas e desportivas às artes, à cultura e à formação para a cidadania – invocando a necessidade de priorizar “saberes essenciais” e “disciplinas fundamentais”, de adaptar a Escola às “condições da sociedade”, às “exigências do trabalho” ou do “mercado”; terceiro, colocar a Escola totalmente integrada e ao serviço das ideologias neoliberais e retrógradas que sempre se hão de opor à equidade e a direitos universais e solidários garantidos a todos os seres humanos.”

Manuel Carvalho da Silva, em artigo de opinião no JN do dia 11 de agosto de 2012

Ele diz, obviamente com outra qualidade, algo parecido com o que tentei escrever aqui no aventar uma e outra vez.

O futuro está nos barcos

Na passada quarta-feira, Emanuel e Fernando davam-nos a alegria da medalha de prata em canoagem. A única medalha de Portugal nos Jogos…

No dia seguinte, Rui Tavares escreveu no Público que Portugal é um país de exclusão económica, social e política. A democracia está a degradar-se (não é novidade, reconhece). Falou em clientelismo, feudalismo e partidocracia.

Não sendo novidade o que afirmou ainda, vale a pena pôr o dedo na ferida: “um país que desperdiça gente não sobreviverá. Um sistema político que é pior do que a sociedade que representa não se mudará sozinho.”

Muito boa gente está a deixar o país porque está desempregada, era isso a que ele se referia. Deu exemplo, de um seu conhecido, um professor do ensino especial, que a esta hora pode muito bem estar a pintar cascos de barcos na Holanda.

E pintar cascos de barcos até é muito romântico, mas só  filmes como As Palavras que Nunca Te Direi, protagonizado por Kevin Costner e baseado no romance homónimo de Nicholas Sparks.

Boa sorte a todos os portugueses que, diariamente (às centenas?), saem do seu país porque o seu país não soube nem sabe aproveitar e dar valor ao que tem.

Estamos todos no mesmo barco.
 
 
Nota: O título deste post é inspirado na peça O Futuro Está nos Ovos de Ionesco, um dos grandes nomes do Teatro do Absurdo...

Pontal: a manutenção da silly season

Na política, não existe silly season, porque a silliness está no leito e nas margens desse rio de cabotinos que nos arrasta, enquanto finge que nos governa apenas para inventar novos problemas, a acrescentar àqueles que a vida, de qualquer modo, nos traria. O Pontal, a festa do PSD, é um dos momentos altos da estação tolinha, previsível como o refrão qualquer música pimba. [Read more…]

Batalha de Aljubarrota

Completam-se hoje 627 anos sobre a Batalha de Aljubarrota, a mais decisiva das vitórias portuguesas durante a crise de 1383/85.
Conhecida durante muito tempo como a Batalha Real, por nela estarem presentes os dois monarcas (D. João I de Portugal e D. João I de Castela), decorreu no Campo de S. Jorge, actual concelho de Porto de Mós e a alguns quilómetros da vila de Aljubarrota.
A caminho de Lisboa, um numeroso exército castelhano foi interceptado e completamente dizimado, em pouco mais de meia hora, graças ao local escolhido e às tácticas utilizadas por Nuno Álvares Pereira. Uma pequena Capela mandada erguer pelo Condestável marca o local exacto da batalha. Hoje em dia, o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota dá uma outra dimensão a todo aquele espaço.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Unidade 4.3. – Crises e Revolução no séc. XIV

Parada de Aguiar

Linha do Corgo, 2012.

Alô-alô? Klop!

Aguardamos ansiosamente os furibundos protestos de uma certa esquerdinha que quanto a este tipo de nefastíssima seitazita, mantém-se sempre ceguinha, surdinha e mudinha. Vá lá, expliquem-nos o que se passa e o que se pode fazer.  Não, desta vez “os sionistas” não têm qualquer culpa.

Pré-crime agora chama-se TrapWire

A ficção mistura-se com a realidade

Esta notícia não está a ser praticamente coberta pelos meios de comunicação social, a não ser pelo ângulo do ataque aos servidores da wikileaks. O ataque é interessante, mas o que o ataque está a querer ocultar é muito mais.

Estamos a ser vigiados minuto a minuto. Muitas das nossas acções são registadas: quando entramos num transporte público, quando conduzimos um automóvel, quando somos filmados por câmaras de vigilância, quando fazemos transacções com cartões de crédito (ou débito!), quando fazemos um telefonema, recebemos um sms, ou quando enviamos um mail. Não esquecer também as redes sociais onde pessoas sem noção do valor da informação partilham dados pessoais, por vezes ao minuto e, claro, todos os sites que visitamos, as páginas que consultamos, a que horas o fazemos e desde onde.

Todo este mar de informação, quando considerado em partes isoladas, é absolutamente inócuo. No entanto, se imaginarmos um sistema, uma máquina, que agregue toda esta informação, submetendo-a a um tratamento adequado, fazendo cruzamentos de informação entre bases pertinentes, armando-se das probabilidades condicionadas por mil eventos, então… Então talvez seja possível prever o futuro.

O grande problema é que a máquina existe, está a funcionar, chama-se TrapWire

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Cuida-te

Sim! É para Vossa Senhoria que estou a falar!

Cuida-te! Este, no chão, também é alemão!

 

Concursos de Professores por mail e pelo telefone

E as férias especiais dos professores continuam, ainda que este seja o único mês do ano em que o podem fazer. Sim, isso mesmo – o nosso patrão só nos permite férias em Agosto e mesmo assim centra todo o processo de concursos precisamente neste mês, em mais uma exemplar demonstração de respeito pelos seus colaboradores.

Nos últimos dias, os professores que pediram Destacamento por Condições Específicas receberam uma mensagem de correio electrónico com o resultado desse destacamento – sugiro leitura da nota do ad duo sobre o assunto.

Por agora e até amanhã (dia 14 de agosto) é tempo dos Directores “pescarem” da lista de DACL (Destacamento por ausência de componente lectiva) os professores para quem verifiquem ter serviço. É a angústia, não do guarda-redes no momento do penalty, mas do professor à espera que o telefone toque.

Admito que estarão todos FARTOS destas coisas dos profs, sempre a dizer mal, sempre à volta com queixas, com isto e com aquilo…

Mas, de facto, que país é este que mostra este desrespeito por quem trabalha? Que governo é este que despede aos milhares  e que continua a dizer na televisão que isso são coisas sem sentido?

Durante quanto tempo mais, Mário Nogueira, terá que desmentir o Ministro?

Retrocessos da civilização

Há 56 anos, a mulher tunisina alcançava o “mais avançado estatuto entre todas as mulheres dos países árabes: a igualdade de género“.

Hoje, o actual governo pretende a «islamização» do país e os tunisinos não estão pelos ajustes. Já houve manifestações na rua.

Os tunisinos exigem a alteração de um artigo da futura Constituição em que a mulher surge não como igual mas como «complementar ao homem». Escreveu-se já que esta posição do governo é uma “nova ditadura baseada na religião”.

Ao mesmo tempo que está em debate a alteração à Constituição, a atleta tunisina Habiba Ghribi dedicou a sua medalha olímpica (a primeira mulher na história do país a conseguir uma) às tunisinas e a uma «nova Tunísia». É preciso dizer que a Tunísia ganhou apenas 3 medalhas nestes Jogos Olímpicos sendo que, então, uma delas é de Habiba! Nada mal!

Muitas vezes as mudanças não se fazem para melhor, como é o caso.

Volta-se para trás, retrocede-se, perde-se, de um dia para o outro, aquilo que alguém (ou muitos e ao fim de muito tempo) conquistou.
Já vi isto em qualquer sítio

O problema dos alunos

Ser hoje aluno numa escola pública não é o mesmo que ter sido aluno numa escola pública ontem.

A Escola do Cerco (Porto) foi a minha casa durante uns anos e de lá saí, como muitos outros, para a Universidade. A maioria dos meus colegas, ali pelo 3º ciclo abandonou a escola, mas houve para muitos uma verdadeira oportunidade. Localizada numa das freguesias mais complicadas do Porto, a Escola do Cerco não era um problema. Foi para muitos a solução e é sempre um prazer ir ao Hospital de S. João e ver um amigo médico, entrar numa escola e ver um colega professor, etc…

Hoje, mais de vinte anos depois está tudo um bocadinho mais complicado.

A Escola Pública está a braços com uma dificuldade, que não sendo nova está na matriz conceptual que o conservador Nuno Crato tráz para a Escola. Para ele e para os seus, a escola pública deve, em primeira análise, criar trabalhadores produtivos e eficazes. Daí a “conversa” em torno das vias profissionalizantes que querem introduzir logo aos 10 anos. Se me permitem a demagogia, quantos de nós, com 10 anos, seríamos competentes para definir o nosso destino? [Read more…]

Os Portugueses, por AP, e Alberto Pimenta, por SB

Alberto Pimenta - luz, sombra, brilho. © Sandra Bernardo | Direitos reservados

 

“Os portugueses não formam uma sociedade porque não são sócios uns dos outros. Tomemos os exemplos mais corriqueiros. Na cidade velha, vai-se pela rua e pode-se apanhar com sacos de migas de pão ralado, atirados aos pombos, na cabeça. E a rua está cheia de cagadelas de cão, coisa que não se vê em mais cidade nenhuma, porque cada um entende que o espaço público se pode sujar à vontade. Lisboa é habitada por uma horda que usa fato e gravata e anda de automóvel, mas que não chegou sequer ao patamar mínimo de civilização urbana. Começa-se sempre de cima para baixo. A Lisboa 94, com a sua falta de ideia, fez várias coisas em cima sem haver nada em baixo, confundiu arte com cultura. A cultura começa nas ruas onde se pode andar, no ambiente cuidado, nos jardins tratados, que não existem.

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Insultos ao primeiro-ministro

Passos Coelho foi, ontem, vaiado, quando se dirigia à praia, o que poderá ser considerado escandaloso, compreensível ou desejável, conforme a perspectiva. Por falar em perspectiva, é interessante ler, a propósito desse acontecimento, o Jornal de Notícias, o Correio da Manhã e uma nota no facebook de Paulo Ribeiro, um cidadão que teve direito a apreensão temporária do telemóvel, com apagamento de ficheiros e ameaças de prisão por parte de um membro da segurança do primeiro-ministro.

Temos medo de viver neste fim de mundo

Uma mulher morreu na rua, na freguesia de São Romão, em Resende, porque, segundo o comandante dos bombeiros, as unidades de saúde mais próximas estão todas a uma hora de distância. Quando os governantes dizem que o país está no bom caminho, querem dizer o quê? O deputado Miguel Tiago explica, no vídeo.

Roubei o título a uma frase de um anónimo citado na reportagem: fiquei a pensar que se aplica ao país todo.

Batalha dos Atoleiros

Em Abril de 1384, os portugueses, comandados por Nuno Álvares Pereira, infligiram uma pesada derrota aos castelhanos, apesar destes serem em número muito superior. A Batalha dos Atoleiros, aqui recriada pela Companhia de Teatro Viv’Arte, deu grande moral às hostes nacionais e foi apenas a primeira de um conjunto de grandes vitórias, das quais Aljubarrota foi o expoente máximo.

Batalha dos Atoleiros from ccnunoalvares on Vimeo.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Unidade 4.3. – Crises e Revolução no séc. XIV

Tourencinho


“Onde os ferroviários levam no focinho”. Linha do Corgo, 2012.

Tragédia Americana

E já agora, também alemã.

Portugal vale a pena

Há dias, a jornalista Maria João Avillez escreveu no Público a propósito de Portugal e os Portugueses: “Nada do que vi nasceu por acaso, não foi uma sorte, nem uma oferta. Alguém – muitos «alguém» certamente – preferiu o risco e não temeu o esforço. Pensando que Lisboa, o Porto e por aí fora valiam essa pena. Pensando que o país talvez valha, Portugal tão pouco contado.”

Dias depois, o escritor, presidente da SPA e jornalista José Jorge Letria, escrevia algo muito semelhante: “Articulada de forma criativa e apelativa com a oferta turística, a cultura gera riqueza, emprego e fortalece as identidades locais, regionais e nacionais. (…) O escritor refere-se a Lisboa que pode “tirar muito mais partido da crescente popularidade internacional de Fernando Pessoa”. Mas eu digo mais: todas as cidades têm que tirar mais partido da sua riqueza cultural. Depois, J.J.Letria acrescentou:  “Há sempre mais a fazer (…).”

Há muito a fazer pelo nosso país. Mas não podemos contar com eles. Não podemos contar com um Ministro da Cultura, porque o nosso governo não considerou importante o ministério…

Vamos contar com Portugal, vamos contar Portugal. Vamos contar com cada um de nós. Estamos por nós. Comecemos, por exemplo, a contar a beleza deste país…

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, já dizia F. Pessoa.

Usain Bolt

Os jogos olímpicos estão a acabar.

Felizmente dirão alguns. Com muita pena, digo eu. Sou um fã incondicional de Desporto e os Jogos Olímpicos são algo que guardo sempre num cantinho bem especial.

Viajo, com o youtube, no tempo, bem devagar porque o perímetro abdominal já não permite grandes velocidades,  para recordar o Carl Lewis, um americano da velocidade e do salto que era fabuloso e o Daley Thompson do Decatlo que foi o primeiro super-homem que eu vi. A equipa de Basquetebol dos Estados Unidos em Barcelona: a melhor equipa de sempre, o carisma do Dream Team.

Um Americano do outro mundo, o Greg Louganis, que saltava para a água como nunca ninguém havia saltado e um Russo que continua, ainda hoje, a ser o melhor de sempre no salto à vara: Sergei Bubka.

Este breve momento pela minha memória olímpica abre o caminho para um novo nome: Usain Bolt.

Um atleta da Jamaica cujo segredo estará, como com outros Jamaicanos, no ACTN3.

Usain Bolt é… Estou a olhar para o teclado e a tentar encontrar a palavra para o definir. Não consigo.

Nos 100 metros, nos 200 metros e na Estafeta 4 x 100 metros voou.

Usain Bolt faz, agora parte de mim. Pelo menos enquanto o alemão não aparecer por cá!

Professores: uma causa popular

O Governo já iniciou a 2ª edição da iniciativa O Meu Movimento. Todos os cidadãos podem criar o seu movimento. O mais votado será recebido pelo PM, o Dr. (ainda ninguém provou o contrário) Passos Coelho.

Enfim, parece que o Governo ainda não conhece as nossas preocupações. Precisa que lhe digam.

Na 1ª edição foram criados 1008 movimentos e o «vencedor» defende os direitos dos animais, nomeadamente, é pela abolição das touradas.

Espero que desta vez seja recebido um movimento pela defesa das pessoas. E, mais concretamente, um movimento que defende os professores e a sua valorização!

Deixo aqui uma sugestão ao João Paulo Silva: cria esse movimento. Votarei nele!

Atraso de vida

Portugal tem uma longa história e uma das suas curiosidades, decerto será a opção pela via férrea como meio de transporte moderno. Há cento e dez anos, tínhamos uma impressionante rede de caminhos de ferro. Assim, os infelizmente cada vez mais improváveis sucessores de Fontes Pereira de Melo, teriam a obrigação de colocar este transporte numa plataforma de primazia, estudando cuidadosamente aquilo que outros países fazem em matéria de mobilidade e poupança. Mas não, por aqui continuamos com a querida e velha mania do cata-piolhos, ou seja, da procura de um homem providencial em todos os escalões da sociedade, seja ele um gestor de fortunas, um “autoador” de multas que interpreta as normas a seu bel prazer, ou neste caso, um revisor que decida acerca dos direitos de um passageiro.

Esta notícia não devia existir, pois cada vez mais nos arriscamos a ficarmos a “ver comboios” em casa, brincando com um ou outro exemplar da Märklin.. De vez em quando, Portugal bem podia rever os conselhos, velhos de décadas, prodigalizados por Ribeiro Telles. Ainda vamos a tempo.

Reis de Portugal – D. Fernando

Documentário português sobre os reis portugueses. Neste episódio, D. Fernando e as causas do agravamento da crise económica do séc. XIV e a crise de sucessão que culminou com a subida ao poder do seu meio-irmão, D. João, Mestre de Avis.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Unidade 4.3. – Crises e Revolução no séc. XIV

Algarve, o Paraíso Ecológico

Ou de como a Ria de Faro é um esgoto a céu aberto…

Baralhar e dar de novo ou simplesmente fazer macete

Professores.

Este, como quase todos os meus escritos, é sobre professores e é uma espécie de ponto de ordem à mesa, na discussão que cresce na blogosfera educativa, sendo que, há algo irrefutável: ninguém foi de férias.

O Público trazia há dias um texto onde se fazia a dicotomia entre as redes sociais e a rua e onde defendi que em algum momento teremos de voltar à rua, porque, considerem ou não moderno e chique, é também na rua que se ganha o futuro.   A minha experiência como sindicalista (SPN, FENPROF), com muitos anos de trabalho em torno dos professores contratados e das questões da precariedade levam-me também a concluir que nada consegue substituir o contacto pessoal, a troca de ideias e de argumentos, olhos nos olhos – isto não vai lá só com facebook e blogues. Não vai! Como diria o outro, de bons likes está o inferno cheio.

E na rua, as vitórias são proporcionais à sua força, a mobilização de que fala o Miguel, e para isso o papel da FENPROF é fundamental. A luta dos professores na rua só acontece com a FENPROF – façam as leituras históricas que quiserem fazer, mas ou há FENPROF e temos os professores na rua ou não há FENPROF e não teremos os professores na rua. Até prova em contrário, esta é uma verdade sem contraditório.

Mesmo não o assumindo é isso que escrevem, sem escreverem, o Nuno e o Ricardo. Equacionam a necessidade de uma maior ligação entre os professores e os sindicatos, que naturalmente subscrevo. O Nuno acredita que “É possível imprimir uma nova dinâmica aos sindicatos fazendo-os sair da zona de conforto”, enquanto o Ricardo vê cada  vez com “maior dificuldade a tão necessária reaproximação dos professores aos sindicatos“, mas defende que “primeira fase de uma qualquer estratégia, passa exatamente por discutir.” [Read more…]

Canal de Estória

Desde a sua entrega aos zelosos cuidados de Madrid, o antigo Canal de História foi resvalando para o âmbito daquela antiga colecção de livrinhos malucos que nos propunham a teoria da “Terra Oca”, os “Deuses Astronautas” e a “comprovação científica” das profecias cataclísmicas.

O que temos hoje como programação histórica? Além da escabrosa publicidade ao Nutela, Kinder Surpresa – eles dizem “churprecha” -, Audi, Mercedes e a uns tantos bancos e companhias de seguros estabelecidos no país vizinho, temos algo do mesmo estilo, mas com  …”intuitos formativos”. Os Illuminati, ou a benfazeja Maçonaria que mais não é senão a preciosa herdeira dos imprescrutáveis segredos e sortilégios dos Templários. Prosseguindo, com um bocadinho de azar seremos forçados a ver o novel e milésimo episódio de A Vida Depois de Nós – não, não é uma canção da Romama -, ou uns camionistas TIR a alta velocidade razando precipícios no Alasca. No entanto, o prato forte é reservado ao Efeito Nostradamus – com um desfiar ininterrupto de loucuras ajaezadas de excelsas parvoeiras -, logo seguido dos terrores das Profecias Maias ou a recentemente inaugurada temporada acerca da Vida Alienígena. Estes aliens …”sempre viveram entre nós” e de facto não descendemos de macacas, mas sim de seres que chegaram de Orion – está provado pelo alinhamento das pirâmides egípcias e centro-americanas -, sendo os nossos prováveis criadores, exímios manipuladores do ADN ancestral daquilo que seria a humanidade.

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Pede-se um comentário à esquerda, sff.

“Sarkozy nunca nos expulsou, veio o Partido Socialista fazê-lo”

Na última semana, as autoridades francesas desmantelaram vários acampamentos em que viviam imigrantes de etnia cigana. Um grupo de 240 já foi mandado de volta para a Roménia [PÚBLICO, edição impressa, 11 AGO 2012]

É no que dá ver as coisas a preto e branco. Este processo vem de trás mas haja coerência. No governo de Sarkozy não faltou  adjectivação criativa pelo que se espera o mesmo agora.