
As noites quentes de verão chegaram hoje a Barcelos; na Assembleia Municipal teria sido debatido o tema do século: a água.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

As noites quentes de verão chegaram hoje a Barcelos; na Assembleia Municipal teria sido debatido o tema do século: a água.
José Manuel Fernandes está muito indignado porque é direito, aliás dever, de um funcionário público quando lhe é dada uma ordem ilegal exigir que tal seja feito por escrito (não é bem isto que ele cita, mas é isto que diz a lei). E pode cumpri-la sob protesto, ou mesmo recusar-se a fazê-lo, como manda o direito e os bons costumes.
A superioridade do privado em relação à função pública será então, na opinião do ilustre liberal, que um trabalhador (o que ele chamaria um “colaborador”) se lhe for dada uma ordem que infrinja a a lei a cumpra, atento, venerando e porque a tal é obrigado.
Não devo estar a ver bem a coisa, mas se isto não é uma aceitação tácita da criminalidade (que tanto pode ser fiscal como muito pior, imaginem uma empresa de segurança) é pelo menos muito parecido.
O ministro Álvaro Santos Pereira, ao anunciar as alterações ao Código Laboral, entre o café e o pastel de nata, declarou:
Não é suposto o Estado criar emprego mas sim condições para que as empresas o possam fazer.
Trata-se de mais uma denúncia contra o “monstro”. Rebelam-se contra o Estado, o Senhor Ministro Álvaro – oh Crespo, não lhe chamei apenas Álvaro – e mais um rol de outros ministros, secretários e subsecretários de estado, deputados e gestores públicos, ex e actuais, afinados pelo diapasão de sonoridades do actual governo.
Há, de facto, uma caterva de gente, sobretudo do PSD e do CDS, a condenar sistemática e contundentemente o Estado, a despeito de, anos a fio, trem vivido sob o tecto confortável e generoso desse mesmo Estado – do poder central ao local, a lista de quem, de pelintra a remediado, beneficiou da protecção e se catapultou para um estatuto socioeconómico de casta é imensa.
Começar a casa pelo telhado dá mau resultado. A ministra Paula Teixeira da Cruz está a enredar-se em labirinto abstruso quanto à metodologia da reforma do ‘sistema de justiça’.
Na cega obediência à ‘troika’, para corte de custos depressa e em força, o Ministério da Justiça está decidido a encerrar um conjunto de tribunais, em vários distritos do País – 46 tribunais, segundo o DN.
A referida extinção e a solução de um único tribunal por distrito são o cerne da proposta. Do ponto de vista do direito à justiça, correspondem ao corolário daquilo que, a nível da macropolítica, os governos dos últimos 35 anos nunca resolveram e agravaram: a desertificação do interior do País. Tribunais, escolas e unidades de saúde a encerrar é receita para esse imenso interior do isolamento e da velhice.
O pior é que as causas críticas das ineficiências do ‘sistema judicial’ não se confinam às condições de funcionamento das infra-estruturas judiciais – tribunais e Ministério Público. Derivam, em muito, da complexidade dos instrumentos legislativos, sobrepondo-se ao estatuto e papel das entidades encarregues do processo.
…e incorre numa pena que pode variar entre os dois e os oito anos de prisão.
Nunca comentei aqui processos que se encontrem em julgamento e não é hoje que vou começar. Opiniões deste tipo guardo-as para mim ou comento-as em privado, salvando o princípio de não julgar na praça pública e sem o conhecimento completo de todos os elementos.
No entanto, e partindo da suposição de que se há pronúncia e julgamento haverá elementos suficientes para isso, não deixo de saudar um facto: ex-governantes que tenham extrapolado os seus cargos e prejudicado o erário público, devem responder por isso.
Oxalá, independentemente do resultado final deste caso particular, a justiça portuguesa prossiga este caminho. Como diz o ditado, vale mais prevenir do que remediar. Esta decisão vai no caminho da prevenção, quanto mais não seja porque assim, políticos em tentação, percebem que poderá chegar o dia em que já vão tarde para remediar. E serve, desde já, de aviso aos que se encontram hoje no poder.
Nesse pseudo-intelectual e narcisista ‘Clube de Pensadores’, onde participam, na maior parte das ocasiões, políticos de pensamentos vácuos e/ou erráticos, Marco António Costa, essa insignificância mental ou idiota útil – escolham! – afirmou:
Em respeito pelos princípios da justiça e equidade social, até poderemos reconhecer, desta vez, razão ao impreparado Marco António, bem como ao seu Ministro, o tal “Audi” ou Mota Soares, que ratificou a declaração do seu Secretário de Estado, tendo estabelecido que “os beneficiários da Segurança Social têm 30 dias para devolver verbas e 10 para reclamar”.
Todavia, independentemente da razão que lhes possa assitir neste caso, e duvido de que a tenham globalmente!, eu replico:
“A primeira das justiças sociais é obrigar o Estado a declarar devidamente que recebeu a sobretaxa extraordinária sobre o subsídio de Natal de 2011 de contribuintes, nomeadamente de pensionistas do sector privado”
Uma tipa qualquer, a quem deu para estudar uma coisa sobre os malefícios do tabaco, encomendada sabe-se lá por que gabiru e financiada pelo dinheiro público, vem dizer que a proibição de fumar
deve estender-se às áreas circundantes de bares, restaurantes, cafés e discotecas
“Basta estar uma pessoa a fumar do lado de fora, junto à porta de um bar, para aumentar o nível de exposição ao fumo de quem está no interior”, explica a coordenadora da equipa de investigação
Acho bem, mas não percebo porquê restaurantes, cafés e discotecas. E se for uma loja, um escritório, a casa dela, já não aumenta? Acho bem, repito, mas com coerência: reposição da pena de morte, proibição de reunião, fim da liberdade de expressão, controlo de circulação, relatório diário às autoridades a contar tintim por tintim as actividades de cada cidadão e taxa de isqueiro. Mania de deixar as coisas a meio…
Ao longo de uns bons anos fui recuperando a minha discoteca em vinil no formato mp3. Estavam riscados, muito uso, e nem agulha tenho no prato há bastante tempo.
Ia comprar os cd’s? isso é que era lindo. Já paguei o que era devido aos autores, quando adquiri os LP´s. As editoras quero que desapareçam do mapa, já faltou mais para comprar directamente ao produtor como gostaria de fazer com o vinho e as batatas, infelizmente não digitalizáveis.
Paguei o devido a quem cantou, tocou, escreveu? duvido, as editoras sempre ficaram com a parte de leão. Esta proposta ainda aceito discutir: “no preço de cada CD ou livro vendido, incluam uma percentagem para permitir a cópia privada dessa obra de autor.” Mas com reticências, porque carga d’água tenho de pagar para copiar o que comprei? e se não copiar, também pago?
Uma discussão bizantina. No mundo digital mais tarde ou mais cedo não haverá direitos de autor tal como ainda os concebemos. Não é uma opinião: é inevitável. Não perceber isto é tão tolo como discutir DRM’s, falando em “limitações técnicas“: algum DRM resistiu mais de um mês a ser crakado?
Por vezes não temos nada que fazer. Como não temos nada que fazer, inventamos. Querem que vos dê a ligação para um vídeo que apareceu no youtube esta semana apelando à destruição das sedes “comunistas” no próximo dia 25 de abril? Arranjo.
Dedicarem-se a um artigo do código penal que não tem ponta por onde se lhe pegue pode eventualmente conduzir a que seja dali retirado, mas também não me parece que essa seja uma prioridade da justiça portuguesa, há coisas bem piores.
Abrir um processo a Otelo Saraiva de Carvalho, depois de ter surgido na altura a notícia de que não o fariam, só pode ser entretenimento para matar o ócio. Ora matar, mesmo o ócio, não sendo crime, fica mal a um Ministério Público que se preze.
Eça dizia que Portugal era “um sítio”, ligeiramente diferente da Lapónia que nem sítio era. O rei D. Carlos achava Portugal “uma piolheira”, “um país de bananas governado por sacanas”. Alexandre O’Neill referia-se-lhe como “três sílabas de plástico, que era mais barato”, “um país engravatado todo o ano / e a assoar-se na gravata por engano.” Um sítio, uma piolheira, três sílabas de plástico – a síntese perfeita do esplendor da pátria. “No sumapau seboso da terceira / contigo viajei, ó país por lavar / aturei-te o arroto, o pivete, a coceira / a conversa pancrácia e o jeito alvar” (O’Neill). Arroto, pivete, coceira, conversa pancrácia, jeito alvar. Assim continua a ser Portugal. Um país de juízes confessadamente incompetente. Exemplos? O processo dos CTT que envolve o ex-presidente Carlos Horta e Costa – um juiz de Lisboa declarou-se incompetente para o julgar e remeteu-o para Coimbra onde uma juíza se declarou igualmente incompetente! O processo TagusPark, nascido de uma certidão extraída do Face Oculta – um juiz da 8ª Vara Criminal de Lisboa declarou-se incompetente e vai mandar o processo para Aveiro onde, é suposto, se revele publicamente a auto-incompetência de qualquer outro “meritíssimo”, passe a ironia que o adjectivo explicita. Ainda em Lisboa, dois juízes de diferentes varas declararam-se incompetentes para apreciar o processo contra três administradores da empresa gestora dos bairros sociais, a Gebalis! O julgamento do processo-crime do BCP foi adiado sine die, provavelmente à espera de um juiz que, finalmente, se possa considerar competente. [Read more…]
Na sequência do acórdão do Supremo Tribunal de Justiça datado de 16/12/2010 o SMAQ, sindicato dos maquinistas, anunciou em comunicado datado de 14/12/2011 que “FACE À RECUSA DA CP EPE/CP CARGA DO PAGAMENTO DOS DÉBITOS SALARIAIS AOS MAQUINISTAS/TRACÇÃO, O SMAQ INDICOU BENS À PENHORA NA ACÇÃO DE EXECUTAÇÃO DA SENTENÇA DA RETRIBUIÇÃO VARIÁVEL, HOJE, 14DEZEMBRO 2011: OS BENS MÓVEIS E IMÓVEIS DA SEDE DA CP; TODOS OS VEÍCULOS AUTOMÓVEIS; CRÉDITOS DA CP PERANTE A ADMINISTRAÇÃO FISCAL; DEPÓSITOS BANCÁRIOS E TODAS AS RECEITAS DE BILHETEIRA DE Lx. ORIENTE, Stª. APOLÓNIA, ROSSIO, CAIS DO SODRÉ, CAMPANHÃ, S. BENTO E COIMBRA-B.
O montante em causa, nesta primeira fase, é 152.669,43 €; atingindo até 2006 o valor de 14.000.000 € para a totalidade dos associados, acrescendo ainda juros de mora e o pagamento dos anos seguintes a 2006. Quando o Presidente da CP EPE/CP Carga afirma que cumpre as Leis da República, deve cumprir também, num Estado de Direito Democrático as sentenças do Supremo Tribunal de Justiça, como é caso/acórdão – processo nº2065/07.5TTLSB”. PONTO!


Parcela importante da urdidura do actual governo é composta e tecida por artesãos de afro-tecelagem. Passos Coelho, Miguel Relvas e Paula Teixeira da Cruz – e, por exemplo, o agora menos mediático Pedro Pinto, todavia deputado – são fios de superior meada da juventude angolana de 1974.
O facto seria despiciendo, se fosse natural desfecho da vida colectiva e não reflexivo de actos conscientes ou, demos de barato, subconscientes. Em ambos os casos, nocivos para a vida do povo português. Como é evidente, a acção é protagonizada por uma elite de retornados – palavra horrível – que sobraçou indevidamente uma causa, justa em relação a muitos, mas hipocritamente usada em proveito próprio por uma minoria.
Com efeito, e sobretudo no PSD, filtrados maioritariamente pela Secção do Campo Pequeno – Lisboa, a história, se aprofundada, é em grande parte preenchida pelas investidas vigorosas e ambiciosas dos ‘filhos privilegiados da colonização e da descolonização’. Ao tempo, os ora bem sucedidos, apresentavam-se como ‘teen-agers’ travestidos do ideário social-democrata. Francisco Sá Carneiro era, então, o supremo e admirado apóstolo, sob cujo comando e doutrina se abrigaram e encobriram.
O bastonário da Ordem dos Advogados e a ministra da Justiça gostam tanto um do outro como eu de piri-piri nos olhos. Round a round, cada um vai tentando amealhar uns pontos e fragilizar o outro. Além das tristes figuras institucionais que fazem, esquecem-se da tal justiça para a qual dizem trabalhar. É que alguns destes conflitos resolver-se-iam melhor nos locais próprios: a barra dos tribunais.
Uma auditoria levada a cabo pelo Ministério da Justiça afirma ter detectado 17 mil irregularidades nos pedidos de compensação feitos pelos advogados no âmbito do apoio judiciário e chega mesmo a falar de fraude. Num país transparente ocorreriam duas coisas: o MJ comunicaria o resultado das averiguações ao Ministério Público e a Ordem inquiriria os advogados e determinava sanções para os prevaricadores. Fora isso mantinham-se os dois caladinhos enquanto corriam os processos. Por cá não é bem assim – entre olhos negros e dentes partidos, Marinho e Paula vão dando uso às luvas de pugilismo.
Para já, e antes de apurar o que quer que seja
Em comunicado publicado na sua página da Internet, a Ordem dos Advogados acusa a ministra da Justiça de atacar a advocacia portuguesa ao “proferir afirmações gravemente atentatórias da honra e consideração dos advogados que participam no sistema do acesso ao direito” [Read more…]
Na próxima 6ª feira, dia 9 de Dezembro, 21:30 h. na Ler Devagar / Lx Factory em Lisboa.
Promovido pela Plataforma Guetto a finalidade deste evento, além da divulgação da causa e da situação de Jorge dos Santos, é também a angariação de fundos para pagar as despesas legais.
Na semana passada os EUA recorreram da decisão de não extraditação do Jorge dos Santos, pelo que se prevê uma longa batalha para manter o Jorge Santos em liberdade.
O evento inclui um debate a partir das 21h30 com Ana Benavente, António Pedro Dores (ACED) e um membro do Colectivo Mumia Abu-Jamal.
Haverá também um concerto com:
dUASSEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Chullage, Sophie Feat Lorenzo, DJ Mascarilha, Kromo Di Guetto, S For Seward, Dudu, Lord G, Souldjah, Hugo Pina, Hardcore 24, Jackpot, IPACO
É importante a tua participação. Aparece e divulga esta iniciativa de solidariedade.
Colectivo Mumia Abu-Jamal
6 de Dezembro de 2011
http://cma-j.blogspot.com
cmaj@mail.pt
Parece que um organismo internacional descobriu o que o governo da República Portuguesa anda a tentar ocultar há anos: a “corrupção no sector público” como causa da crise da dívida em Portugal. Não era preciso gastar milhões em estudos, como aqueles que foram gastos na OTA e no TGV para perceber uma coisa simples, que a corrupção, seja ela do tipo clientelista (como a cunha) ou da alta finança produz efeitos bombásticos no desenvolvimento de um país.
A cunha, por exemplo, tem semeado a incompetência na administração pública que pretere o mérito pela admissão de indivíduos ligados a famílias e partidos. Não ignoremos que a maioria dos concursos públicos estão viciados: ou são feitos à medida de um certo candidato ou o próprio júri justifica com intrincáveis preciosismos a sua escolha, frequentemente um medíocre tirado das fileiras de inúteis que alimentam as Queimas universitárias. Da administração central ao governo, do cantoneiro ao primeiro ministro, faz tudo parte de uma imensa cadeia de favores mútuos que vem do passado: uns ajudam outros e todos se ajudam.
A verdadeira ética que alguns chamam republicana era acabar com a partidocracia e devolver ao cidadão o controle da política. Mas isso, claro, não convém a ninguém. Mesmo os que agora criticam o que antes aplaudiam. Quando havia dinheiro para distribuir e cunhas para agradar a todos, toda gente era pró-europeísta, votava a torto e a direito em PS e PSD. Agora, tirada a gamela, morra o Euro, morra PSD, morra o PS, abaixo os políticos e acabe-se com a corrupção.
É a cair que aprende a andar, meus amigos.
Um pequeno furto de 1,75 euros, ou 6 embalagens de chocolate furtados por um sem-abrigo, ou um frasco de descafeinado que uma reformada tentou roubar no Lidl, “podem custar aos ‘criminosos’ e ao Estado muito dinheiro”.
Como li PÙBLICO, “Pequenos furtos desencadeiam milhares de processos milhares que podem durar anos nos tribunais”.
Não está certo roubar: é crime. Mas estes pequenos furtos, de valores insignificantes, poderiam ser resolvidos de uma forma mais prática e rápida e sem prejuízos para todos nós: será necessário comunicá-los todos às autoridades? Em seis meses a PSP recebeu quase 800 denúncias de furtos.
Um sem-abrigo e o chocolate… não se compreende? Vivem na rua, não têm morada fixa, torna-se complicado notificá-los. É ridiculo, é ridículo, que a polícia perca tempo à procura do homem que roubou chocolates. Uma senhora que se quer dar a um pequeno luxo de beber um descafeinado ou de tingir o seu leite e de lhe dar sabor nos dias de dificuldade, acaba por deitar tudo a perder, condenada a «ter de roubar» para pagar as custas do processo. Um desvario de 2, 98 euros traduz-se num pesadelo de 642 euros.
Em tempo de crise que vivemos, em que o desemprego deixa muita gente na pobreza e na rua, e em que as reformas são um insulto, não haverá tribunais suficientes para dar resposta a tantos processos.
Roubar não está certo, mas o castigo tem que ser proporcional ao crime e adequado ao criminoso (é um insulto chamar criminoso a quem quer comer e não pode)…
Há crimes bem mais graves e no entanto…
Céu Mota
Segundo esta notícia do Público, a maioria PSD-CDS e PS têm estado a debater alterações da proposta do OGE de 2012, no que se refere a cortes dos subsídios de Natal e de férias de pensionistas que aufiram mensalmente uma valor bruto entre 485 e 1000 euros.
É verdade que pensões entre os referidos limites correspondem, em muitas situações, a vidas marcadas por dificuldades de diversa natureza, limitando condições de subsistência e, por se tratarem de idosos, de acesso a medicamentos e até a cuidados de saúde.
Todavia, é verdade também que quem beneficie de uma pensão de 1001 euros mensais, ou mesmo 1050 euros, valores brutos em ambos os casos, pode também enfrentar grandes dificuldades de vida, por ter a seu cargo um agregado familiar mais numeroso. Os encargos associados a filhos desempregados e até à subsistência de netos podem fazer diminuir os rendimentos ‘per capita’ para valores muito mais baixos do que aqueles que, em certos casos, são gerados por pensões inferiores em alguns euros – há quem aufira 1000 euros mensais, por exemplo, e tenha um agregado familiar menor.
Duarte Lima, disse hoje o seu advogado, mostrou-se surpreendido com a decisão de o manterem em prisão preventiva. Eu também me admiro sempre que a justiça se mexe.

“Como pode um cidadão comum compreender que um português acusado por um juiz, num tribunal de um país civilizado e nosso ‘irmão’, de matar uma portuguesa, além de outras práticas que serão crimes fiscais face à nossa lei, possa continuar a sua vida em Portugal, sem ser detido nem extraditado – enquanto o será se puser o pé logo aqui, em Badajoz…?”, interrogava-se José Carlos Vasconcelos num comentário publicado na revista Visão, a propósito de Duarte Lima.
Pode sim senhor, digo eu. Desde que conheça minimamente como funciona a justiça portuguesa. E digo-o por experiência própria, que, reconheço, poderá ser redutora porque se reporta apenas ao tribunal de Barcelos. Que em tempos do ancien regime, como diria o engº. Marinho, conheci bem. Já o afirmei aqui e repito-o agora, orgulhosamente, que cheguei a ter quatro TIR’s (Termo de Identidade e Residência), nos “gloriosos tempos” dos Reis e de Mário Constantino, essa inutilidade autárquica, talentoso supra-sumo da mediocridade política. Vi e ouvi de tudo. Uma juíza absurdamente ignorante que assinou um acórdão reconhecendo explicitamente que os conselheiros Acácio e Pacheco, caricaturas queirosianas que qualquer estudante medíocre do secundário conhece minimamente, eram nada mais nada menos que escritores consagrados ao nível do seu criador! Ouvi uma procuradora adjunta afirmar que eu deveria ser condenado porque manifestava “especial perversidade”, duvidando eu dos conhecimentos semânticos da douta magistrada, a quem antes tivera de, pacientemente, explicar a diferença entre uma notícia e uma crónica jornalística. Li um relambório embrulhado em citações várias num acórdão para disfarçar uma condenação que ainda hoje entendo pré-decidida, como se num prato qualquer, a diversidade dos molhos disfarçasse a má qualidade dos alimentos. Isto eu vi. Eu ouvi. Eu testemunhei. [Read more…]
De ontem. Transcrição de reclamação em Livro Amarelo n.º xxxxx49 de um município entre o Douro, o Sousa e o Leça.
“Serviço: Estacionamento CM_X – xxx
(…)
Motivo da reclamação: Dei entrada neste parque de estacionamento pelas 18h20, viatura xxxxx. – À entrada foi protelado o suposto pagamento de eur 0,15; como me demoraria cerca de uma hora, eu e o guarda acordámos que eu pagaria aquele valor à saída. – À hora da minha saída – 20h00 – foi-me exigida a quantia de 50 cêntimos. Paguei o valor. Guarda não entrega recibo. Volto a pedir a prova de pagamento. Guarda emite novo talão n.º xxx006 – com novo valor – 65 cent.- Estou em crer que o guarda desvia fundos porquanto não quis, de todo, receber os alegados 15 cent. em falta”.
[EU] – … mas, repare, eu só paguei 50 cêntimos, quero pagar o resto, os 65, tal como vem no recibo. [Guarda]– ah, não faz mal, não faz mal. [EU] – A ver se percebi: o sr. está-me a oferecer 15 cêntimos? [Guarda] – Está tudo bem, não há problema. (…) [EU] – o Livro Amarelo, por favor. [Guarda] – Mas o que é que o senhor quer escrever lá? (…) Não sei se o tenho. [EU] – Não faz mal, se não o tiver resolve-se já o problema de outra forma. (…)
Discutindo com a primeira tentativa de democracia moderna do planeta, os EUA, é bom vermos que em Portugal a justiça às vezes funciona. Justiça não é perseguir um cidadão por pura vingança. Justiça não existe no país onde a raça determina a condenação e acima de tudo onde a pena de morte se pratica. O FBI, a polícia política que até os seus presidentes intimidou, perseguindo a sua vida privada, dançou o vira. Desapontem-se, pois então.
Bem vindo a Portugal na condição de cidadão finalmente livre Jorge dos Santos. Tu e a tua família bem o merecem.
E já agora, de quando em vez ter abraçado uma causa justa que ganha, sabe bem.
…nasceu pobre. É uma explicação que me dá jeito para manter o que escrevi ontem, confesso, mas que não anda longe da realidade. A aristocracia nunca apreciou recém-chegados. E depois acontece-lhes o azar de serem apanhados. Ainda falta perceber como num processo em julgamento há tanto tempo só agora é detido. Mistérios.
Você sabia que o caso BPN está a ser julgado desde 15 de dezembro de 2010? Você ouviu no telejornal que só Oliveira e Costa, juntamente com Dias Lourreiro um dos principais responsáveis pelo estado de Portugal, arrolou cerca de 600 testemunhas? Você sabe que ainda agora o juiz do processo pediu flexibidade aos advogados e sua carregadíssima agenda ou “o julgamento só vai acabar daqui a 10 anos“?
Não sabia? estranho. Será porque nem ao PSD, de quem o BPN foi o banco de recursos financeiros ilimitados, nem ao PS que nacionalizou os prejuízos deixando fugir o dinheiro, interessa ouvir falar neste processo? Vive num país livre onde há liberdade de expressão, não vive?. Ou vive num país de merda onde a comunicação social é propriedade e obedece aos ricos que nunca vão acabar presos?
Som obtido, com a devida vénia, através da campanha televisiva da Ordem dos Advogados.

Esta enviaram-ma hoje.
Nomes como Armando Vara, família Penedos, Oliveira e Costa – além dos tais implícitos e bem conhecidos amigos -, Isaltino Morais, Duarte Lima, etc e tal, são …“mais atacados por razões políticas do que pelos factos que lhes são imputados”. É esta a televisionada opinião do Bastonário da Ordem dos Advogados, o Dr. Marinho Pinto.
Até parece que não vivemos no país das Faces Ocultas, Apitos Dourados, Centros Culturais de Belém de preço triplicado, Freeports, aeroportos “já-mé” aqui e ali, ministros reciclados em pastagens de betoneiros ou gasolineiros profissionais, acções compradas abaixo do preço de mercado, três auto-estradas para o Porto, Lisconts, fundos imobiliários que acicatam o demolicionismo, TGV, Covas da Beira, “casos de sobreiros”, universidades de fim de semana, BPN sem SLN, BPP, forrobodós despesistas nas empresas públicas, estádios à dúzia. Enfim, a …”república é só para os nossos”.
Deve ser…, tudo isto é “por acaso, inveja ou cavilosa conspiração”, em suma, uma torpe campanha com intuitos políticos.
ALBUM DE FAMÍLIA DE KHALED AL-HAMEDI
O Secretário Geral da Nato congratulava-se, há dois dias, no twitter: “Historic. I’m first #NATO SecGen to visit #Libya. At midnight we end operation to protect #Libyans – one of most successful in NATO history”.
Trago-vos a história de Khaled al-Hamedi. É símbolo do tenebroso, assombroso y trágico que se abateu sobre as gentes da Líbia. No meu blog pessoal F-Se detive-me em alguns detalhes que não podemos ignorar. Especialmente o facto de Jornalistas de renome mundial, de agências noticiosas intocáveis na praça pública, de cadeias de televisão globalmente aferidas como imparciais Y credíveis, Y, como bem se lembram, todos insinuaram, sem contenção ou hesitação, que Saif Al-Islam forjara histórias de bombardeamentos a alvos civis, Y, que, afinal, tudo não passava de uma forma de alimentar as audiências internas da Líbia para justificar a determinação de Kadhafi em não se render à magnânima Força de Salvação Internacional, a NATO. 22 de Julho de 2011 assinala um desses muitos dias, [Read more…]
Não li a reportagem do Expresso mas vi a reportagem da SIC e, sobre a transacção desta casa para a Birdwell há uma questão interessante. Ouvi que foi feita em 2003, mas ou não ouvi ou não foi referido o mês e o dia. A importância da coisa?
A 12 de Novembro de 2003 foi aprovada a reforma de tributação do património de Manuela Ferreira Leite e apesar de há muito ser conhecida a intenção, o Dec. Lei andava a ser negociado e a sua aprovação apanhou quase todos de surpresa, mesmo quem tinha ouvidos nas salas da senhora só soube um ou dois dias antes, sendo que a maior parte das novas regras entrava em vigor vinte e poucos dias depois, a 1 de Dezembro. [Read more…]
As coincidências começam a ser demasiadas para parecer acaso: de cada vez que há personalidades sonantes envolvidas acontecem os atrasos, os desentendidos e os emperramentos. Levar quatro meses a responder a um e-mail é falta, no mínimo, de profissionalismo. Já o procurador fazer piadas com o português que acha oriundo do Brasil é provincianismo bacoco e faz cair a substância em saco roto.
Um cromo a rasgar e substituir por outro.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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