Prevaleceu o bom senso, mas convém reflectir…

Um eventual recurso do PS para o Tribunal Constitucional, visando a anulação dos votos dos emigrantes do Rio de Janeiro, teria um efeito prático nulo, porque mesmo que a pretensão viesse a ser atendida, seria o PSD a eleger os dois deputados pelo círculo fora da Europa. Seria assim incompreensível persistir num acto, que resultaria apenas no atraso da tomada de posse do novo governo.

Prevaleceu o bom senso no Largo do Rato, mas considero que este caso não pode ser desvalorizado, pelo contrário, deve ser averiguado e politicamente debatido, por forma a reforçar os mecanismos de segurança, evitando qualquer hipótese de fraude, convém ter presente que a CNE deu razão numa queixa apresentada pelo PS, por factos que desconheço se vieram ou não a ser confirmados. Antes que um destes dias possamos ter o resultado de uma eleição decidida nos Tribunais, com o país paralisado, basta lembrar Bush vs Gore em 2000 na Florida, ou mesmo ver colocada em causa uma maioria no parlamento, na 2ª eleição de António Guterres, houve um empate, o célebre 115-115, seria interessante reflectir sobre a forma como chegam os votos dos nossos compatriotas que vivem além fronteiras. Ninguém de bom senso, contestará o direito ao voto a qualquer português, mas certamente todos queremos ver os nossos políticos eleitos sem sombra de suspeita, quer o resultado nos agrade ou não.

Ir mais além

Existe um dado curioso nas tendências de voto nas mais recentes eleições legislativas: o crescimento dos votos em branco. Nas legislativas de 2005 foram 63789, nas legislativas de 2009 foram 99161, e agora nas de 2011 cerca de 148058. Um crescimento interessante de acompanhar. Como é interessante, também, apreciar o quanto isto começa a afligir os partidos políticos.

Como falar de votos é falar de votantes, lá continuam a pairar suspeitas quanto a centenas de milhares de eleitores, que distorcem a realidade estatística do país e permite números de abstenção irreais, com as consequentes viciadas conclusões. Nada de novo, assim, que se continue a falar a cada acto eleitoral da necessidade de actualização do número de eleitores, na esteira da velha lógica do “tem que se ver isso”.

Quanto ao resto, tudo se resume à fria constatação de que a Esquerda falhou e a Direita ganhou. E de que é mais fácil a Direita unir-se do que a Esquerda entender-se. Como bem exemplifica a queda do Bloco de Esquerda que se esqueceu de atacar a Direita e centrou-se em José Sócrates e na concorrência com o PCP. [Read more…]

Primeiros resultados eleitorais

Para já ganha a abstenção.

Os políticos que ouvi comentar estes números falam apenas de eleitores fantasma. Daqui a pouco falarão do tempo. Perceber que as pessoas estão fartas desta classe política e desta forma de fazer política não lhes entra nas cabecinhas. Não aprendem, está visto.

Dia de Reflexão

Estou a reflectir, mas pouco.

Se me puser a reflectir mesmo, à séria, se pensar em tudo o que implica delegar através do voto, se pensar nesta gente que afirma representar-nos na dita democracia representativa, não voto em ninguém e mudo de país.

Legislativas 2011: meditações

meditações

Lei ou Direito? Lei ou Código? Direito ou Ciências do Direito? Lei ou sem Lei?

Cada uma destas questões tem uma resposta. É evidente que a Lei, criada pelo Império Romano antes da nossa era, é o braço armado do Direito, resumida numa frase pelos advogados do Império: dura lex, sed lex. A lei é dura, mas manda e deve ser obedecida, em português. A lei é um conjunto de prescrições, reunidas normalmente no corpo jure, denominado Código, como fez Justiniano I em Roma a partir de 535, e que perdurará até a divisão do Império em 1473. Foi a fonte de inspiração para o Código liberal de Napoleão, de 1813, até aos nossos dias. Os Códigos estão divididos por [Read more…]

Dia de reflexão. Por quem votar

É o mais pesado dia antes das eleições legislativas, esse de por quem votar e qual é o meu partido.

Qual o meu partido, é claro para mim desde que me lembro, o socialista fundado por Marx: Socialismo refere-se a qualquer uma das várias teorias de organização económica advogando a propriedade pública ou colectiva e administração dos meios de produção e distribuição de bens e de uma sociedade caracterizada pela igualdade de oportunidades/meios para todos os indivíduos com um método mais igualitário de compensação. [Read more…]

Bom dia, senhor Primeiro-ministro

Olof Palme

Olof Palme, Primeiro Ministro de Suécia, assassinado em 1986.

Estamos a três dias de resolver a grande incógnita. Quem dos cinco líderes partidários será convidado ao Palácio de Belém pelo Presidente da República, para lhe solicitar que forme um novo governo ao seu nome e a nome do povo português? Cada um dos líderes partidários tem o direito a ser solicitado pelo representante da nossa Soberania, para organizar a governação do país para o povo da nossa Nação. Sem governo, a República seria uma hecatombe. O governo não reside na pessoa do Presidente da República. O governo de Portugal é a Assembleia da República, organismo que deve prestar conta, caso acontecer, ao tribunal constitucional e ao poder judicial, que fiscaliza. O nosso País é una Nação tripartida, com o Poder Executivo que manda cumprir o que acorda o Poder Legislativo ou Assembleia, que, pela sua vez, é observado pelo Poder Judicial.

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Os Erros em Política

 

Foi um erro o não se divulgar o texto final do memorando saído da reunião do Ecofin. Como foi um erro a aliança à esquerda e à direita do PS para derrubar o governo. E, o que é ainda mais curioso, aceitando todos o “tiro de partida” de Belém. É a queda do governo a originar o pedido de ajuda externa neste momento e não num momento posterior. Momento posterior em que se sabia poderem ser as condições mais vantajosas para o país. Em política todos os erros têm um preço a pagar. Dia 5 saberemos qual a repartição do seu montante.

Bem-vinda, troika

vota 2011

Campanha, dizem eles

Nem uma única palavra acerca dos compromissos assumidos com o FMI. Apenas folclore. É o que dá estas campanhas eleitorais que há muito que não são mais do que arruadas de circo de fracos palhaços, malabaristas e ilusionistas.

passos coelho e o diácono remédios

 

Felizmente a lei sobre a IVG é pacífica na sociedade portuguesa, integrando tranquilamente o nosso património social e cultural. Até alguns sectores do catolicismo mais radical acabaram por aceitar a IVG como aceitaram os métodos anticoncepcionais. Mantêm o discurso, resguardam a aparência da ortodoxia, ficam-se por aí. Levantar o assunto da IVG da forma como o fez hoje Passos Coelho aos microfones da Rádio Renascença, é uma manifestação primária de oportunismo político sublinhando o completo desnorte em que o PSD se encontra mergulhado. Para “caçar” meia dúzia de votos! É, provavelmente, o maior erro político de toda esta campanha. Lá diria o diácono Remédios: “num habia nexexidade!”.

(publicado em mais um packard em rodagem)

Amigos e companheiros na corrida às legislativas

Era o que eles queriam ser, os da corrida para as eleições legislativas, amigos e companheiros. Na prática até aconteceu. O nosso, ate agora Primeiro-ministro, a governar em minoria no seu segundo mandato, teve o cuidado de procurar apoio. Apoio que encontrou em dois dos seus colegas de parlamento e líder de um partido que as vezes ganham, outras perdem, o PSD. Como também acontece no partido que nos governa, auto denominado socialista. Digo auto denominado, pelos tipos de fracções que existem: há os fundadores, há os que entram mais tarde ao partido, e a fracção neoliberal que sustenta um comércio livre, não [Read more…]

as felonias dos nossos governantes soberanos

governares

Bem sei que escrevi um ensaio como este, tempos virados. As felonias eram e são as mesmas, pelo que pensei que era bom refrescar a memória. Aliás, nestes tempos, estamps a viver uma quase guerra cívica, pelo debate político que esqueceu a economia do país e, como tenho dito antes, apenas ficamos com a Virgem de Fátima e o Beato Wojtila.

Reconheço ter escrito um texto semelhante, anos virados. Tempos passados de forma cronológica, têm piorado a nossa situação. Temos tornado a ser um povo pobre e sem meios por causa da atitudes da luta política travada que faz esquecer a produção, o lucro, a mais-valia. Enfim, a economia da República.

Não me é fácil escrever estas palavras, menos ainda a palavra felonia, de amplo significado: Rebelião (de vassalo para com o seu senhor), traição, crueldade. Também não me é fácil adjudicar estes adjectivos às pessoas que nos governam, no melhor

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A crise também tem coisas boas

Cartazes eleições legislativas 2009Por exemplo, ao que parece, este ano não vamos ver as nossas cidades inundadas de lixo como este. Em 2009, os gastos da campanha eleitoral  (que decorreu durante o então claro rumo à banca rota) custou ao país:

  • PS: 5,54 milhões de euros
  • PSD: 3,34 milhões de euros
  • PCP: 1,995 milhões de euros
  • BE: 993,8 mil euros
  • CDS-PP: 850 mil euros

    Fonte (inclui estimativas para 2011)

Frustração, por outro lado, para as gráficas, que perdem assim uma oportunidade adicional de muito boa facturação. É a vida…

Greve à democracia, sr. Marinho e Pinto?

Já dei várias vezes o beneficio da dúvida a Marinho e Pinto mas desta vez concluo que as suas opiniões muitas vezes extravagantes não vão além do sound bite.

Bastonário dos advogados admirado com os portugueses que ainda votam
Marinho e Pinto incita a “uma greve à democracia”
16.04.2011 – PÚBLICO
«Era a grande punição democrática para a mediocridade, oportunismo e incompetência de todos os políticos portugueses. Era envergonhá-los publicamente perante a Europa e o mundo», acrescentou.
Marinho e Pinto entende que só assim seria possível aquilo que classifica de uma “refundação da República, sem velhos recursos a estereótipos revolucionários”.

Ignora este cavalheiro que não importa a dimensão da votação para validar a eleição? E que pouco importa aos políticos quantos votaram mas sim que percentagem de votos tiveram?

Para mudar o panorama político o que se pode fazer é convencer as pessoas a inscreverem-se massivamente nos partidos políticos, esses mesmos que elas abominam, não importando em quais. O líder do PS foi eleito com uns escassos milhares de militantes (cerca de 28 mil). O mesmo se passará com o PSD e nos outros partidos ainda menos militantes escolherão quem se apresentará a eleições. É aí que se pode mudar. Escolher quem se apresenta a votos, em vez de nos queixarmos das escolhas que nos são apresentadas.

o grupo doméstico ou a construção conjuntural da reprodução social em eleições

familia20201.jpg

Conferência apresentada ao Quarto Congresso de Antropologia de Espanha. Alicante. Abril. 1987.

Antes do problema do problema científico, temos o problema político e a crise económica. Não é novidade. Faz parte da gestão que um povo faz dos seus bens e das pessoas indigitadas para os representar. É uma grave perigo estes desencontros entre políticos que podem sumis aos membros da família dentro de um patamar sem fundo. Como vamos defender os Grupos Domésticos? Quem será o grupo vencedor? Um Governo de Gestão? Para saber quem nos salva, é preciso saber como se gere um Grupo de Família ou Grupo Doméstico. Vamos a isso para saber quem será o grupo salvador da nossa Pátria ou os grupos que lutam pelo povo e não pelos seus partidos e poder. Os eleitores são heterogéneos, os grupos políticos também. Vamos analisar o assunto à luz da Etnografia e na base de uma conferência que proferi anos atrás, mas que ainda é valida. A conferência passou a livro, mas entrego a parte mais simples essa que li perante um auditório de centenas de pessoas. Passou a ser um pequeno livro en Castelhano, que vendeu cinco mil exemplares, para a Associação de Antropologia de Espanha.

Pense na heterogeneidade, que, apesar de não serem etnias, são classes sociais elitistas e proletárias. Faça uma transferência e pense que os senhores candidatos são da elite e os votantes, do povo.

Parede, 4-4-11

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Corrida às eleições: nós e Tencha de Allende

Horténsia Bussi de Allende

Horténsia Bussi de Allende

CORRIDA ÀS LEGISLATIVAS. UM EXEMPLO DE CALMA.

OIÇAM, PEDRO PASSOS COELHO E JOSÉ MANUEL SÓCRATES

Uma Breve e Querida Homenagem de exemplo de calma. Estamos em eleições, todo o mundo corre, agita-se, fala mal dos contrários, louvam os seus candidatos e nem se lembram da lei, lo que nunca foi o caso com a Tencha, que entrego como exemplo de paz e confiança!

Hortensia Bussi Soto de Allende nasceu a 22 de Julho de 1914 e faleceu em Junho, 18, 2009) Formou-se na Universidade do Chile, em Santiago do Chile em História e Geografia. Para pagar os seus estudos, trabalhou como Bibliotecária do Gabinete Nacional de Estadísticas.

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Demitiu-se

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Título: Portugal sob pressão
Título 1º gráfico: juros da dívida pública a 10 anos
Título 2º gráfico: aumento do risco associado à dívida pública (spreads em relação às dívidas públicas a 10 anos)
Fonte: Frankfurter Allgemeine Zeitung (tradução do Google)

O discurso de Sócrates em resumo:

«Bla bla bla bla bla está tudo a correr bem bla bla bla bla o défice de 2010 não vai ser nada 10% do PIB bla bla bla bla este PEC não veio ditado pela Merkel bla bla bla bla.

Bla bla bla este PEC não precisava de ir a votação bla bla bla e não foi a votação para forçar a queda bla bla bla contem comigo para trazer mais do mesmo bla bla bla bla.

Eu quero o melhor para o País. E o País sou eu.»

Umas notas a ter em conta:

  • desde Maio 2010, o BCE já comprou cerca de 77.5 mil milhões de euros da dívida portuguesa
  • para todos os efeitos, a ajuda externa já cá está há quase um ano
  • apesar do fogo de artifício sobre o “bom” desempenho dos primeiros dois meses, afinal no fim de Março nem um tostão sobrará

Aleluia, Aleluia, Agora É Que Vai Ser

VAI SER TUDO MUITO MELHOR
O PEC 4 não vai passar.
Está iminente a queda do governo.
O senhor José vai-se embora.
O senhor Presidente da República vai ficar com uma batata quente nas mãos, e nós bem sabemos o quanto ele detesta queimar-se, ou mesmo chamuscar-se, por pouco que seja. De qualquer das formas, vamos ficar, dentro de dias, a saber se temos ou não um Presidente à altura dos acontecimentos.
O senhor Silva vai ter de decidir se quer um governo de sua iniciativa, se quer tentar um bloco central ou se vai partir para eleições.
Neste último caso, qualquer um pode ganhar, seja ele o actual partido do poder ou o outro que quer ir para o lugar dele, já que os outros são pequeninos demais para que se equacionem.
Depois disso, e de se saber quem irá ganhar, precisa, o senhor Presidente, de decidir quem vai governar.
Poderá ser o actual partido da oposição, com ou sem a muleta do senhor Portas, caso os votos do povo cheguem para que, juntos, façam uma maioria.
Poderá de novo equacionar-se a hipótese de um ‘bloco central’, se os votos de cada um não chegarem para nada.
Poderá ainda ser o actual nosso Primeiro a ganhar.
E se for assim, se o senhor voltar a ganhar, como vai ser? Voltamos à estaca zero?
Se o actual governo cair, de uma coisa poderemos todos ter a certezinha absoluta. Seja qual for a solução encontrada pelo senhor Presidente, e sejam quais forem os resultados que se obtenham, Portugal vai mudar. E vai mudar para melhor, claro. E, se forem outros diferentes dos actuais governar o nosso País, a mudança vai ser mais rápida e ‘mais melhor’.
Se calhar vamos ter o FMI ou outro qualquer organismo a ajudar a acabar com esta chuchadeira, mas isso não será mal algum já que rapidamente iremos verificar que o desemprego começa a desaparecer, os ordenados a subir, a inflação a descer, a Justiça a funcionar, a Saúde de vento em popa, e as desigualdades a desaparecerem. Em muito pouco tempo, dias até, tudo vai mudar, e vamos voltar a ser felizes.
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A Bélgica e a instabilidade política

Sempre que convém, o fantasma da estabilidade política é usado para assustar os portugueses, em particular, onde mais lhes toca: no bolso, via impostos a pagar caso os “mercados” (quem?!) se assustem com a dita instabilidade.

Foi essa a abordagem recente do PS quanto à possibilidade de haver em breve uma moção de censura; igual justificação para que se aprovasse o orçamento de estado foi usada; e esta mesma linha discurso teve lugar ad nauseam na última campanha eleitoral.

Acontece que os belgas estão há 7 meses sem governo. Serão loucos os belgas? Não terão eles medo dos “mercados”? Estará o país à beira do colapso? Parece que a resposta a estas questões é a mesma, um redondo não.

Portanto, senhores políticos, deixem-se de merdas e façam o que lhes compete. A saber, governar, uns, e outros, fiscalizar a governação. E fazer cair o governo quando este não se mostra capaz de fazer o que lhe compete. O que é mais do que notório há tempo demais.

Ah!, e pelo caminho, já que tanto gostam de fazer leis para tudo e mais alguma coisa, não se esqueçam de mudar as leis eleitorais para que, em caso de queda, se possa voltar a ter governo em apenas algumas semanas e sem períodos de defeso. Não estão sempre a usar os exemplos de outros países quando vos convém? Então, que olhem para os ingleses, que num mês caiu um governo, fizeram-se eleições e entrou em funções novo governo.

Como obter o número de eleitor, e saber em que freguesia está recenseado

Nuno Godinho Marques, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, acaba de dizer em directo à TSF que não é possível obter o número de eleitor via net, recomendando uma ida à Junta de Freguesia, o que já por si é tolo, já que muita gente nem sabe em que freguesia está recenseado.

É falso. Talvez porque entre CNE e o Ministério da Justiça, responsável pela página do recenseamento eleitoral as coisas há muitos anos não corram bem, o que escrevi há bocado (para quem perdeu o cartão de eleitor, ou tem um cartão de cidadão onde ainda não se consegue ler o número de recenseamento), baseava-se na minha própria experiência pessoal, esta manhã, e funcionou.

O único problema é que o acesso à página está muito complicado, pelo que recomendo o envio do sms como expliquei e aqui repito:

enviar um sms (gratuito) para 3838, com o texto com «re», espaço, número do Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão, espaço, data de nascimento (no formato AAAMMDD), por exemplo:
re 1234567 19740425

Quanto ao porta-voz da CNE, vá ver a página da… CNE, e mais não digo. Só espero que nem senha de presença receba por um disparate deste tamanho.

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No Domingo, fico em casa

-Não me entusiasma minimamente ver Cavaco Silva na Presidência da República durante os próximos 5 anos, pior mesmo, só se o lugar fosse ocupado pela absoluta inutilidade que dá pelo nome de Manuel Alegre. Fernando Nobre desperdiçou a meu ver uma excelente oportunidade de dar uma merecida lição à classe política, mas faltou-lhe capacidade de discurso, propostas concretas centradas na acção, dentro das competências do P.R., mas a falta de experiência levaram-no a ceder à tentação de algum populismo e demagogia, fazendo promessas que não está de todo habilitado a cumprir enquanto Chefe de Estado. A forma como decorreu a campanha eleitoral, sem interesse, a par das tendências apresentadas nas últimas sondagens, levam a que não me sinta motivado a percorrer a pé no próximo Domingo, os 800 metros que distam da minha casa ao local de voto, sinceramente nenhum dos candidatos justifica que coloque a chave na ignição do automóvel, pois tal acto seria capaz de me custar uns 50 cêntimos e penso que nenhum deles merece tal esforço…

o que espero para 2011

No meu texto Pedir, de faz uma semana antes, especifico o que desejo para este ano de 2011. O primeiro, por estarmos em eleições presidências, que o meu candidato seja o ganhador. Parece-me que corresponde. Se o nosso executivo socialista já parece social-democracia, o candidato triunfador socialista, da forma e maneira que ele é, tornará aos princípios de 1972. Confio em ele: é senhor, não insulta, não ironiza, não tem arrogância, sabe imenso de economia ciência necessária para refazer os desfeitos começados, como todos sabemos, por que nos governa, no qual enganosamente depositamos à nossa soberania. Foi uma desgraça que o poder executivo de hoje, que eu apoio pela sua valentia de enfrentar à crise com os nossos meios e sem pedir empréstimos, que cobram altos juros, foi uma desgraça, dizia antes, termos confiado em quem não devíamos e representa a Nação, e apenas por isso, faz como entende. [Read more…]

Eleições Ordem dos Advogados:

António Marinho e Pinto ganhou em todo o lado. Apenas resta saber Lisboa – para já vai na frente. O mesmo se diga quanto à lista para o Conselho Geral apoiada por AMPinto.

Está quase.

Ordem dos Advogados: Marinho e Pinto Vencedor Destacado*

Segundo informações que nos chegam, Marinho e Pinto, actual Bastonário da Ordem dos Advogados e candidato a novo mandato, lidera  a contagem de votos no Porto, Coimbra e Açores com grande vantagem. Resultados até agora.

O Aventar estará atento e actualizará os resultados sempre que possível.

* Contagem de votos a decorrer, resultados provisórios.

Eleições da Ordem dos Advogados: José Sócrates apoia Marinho e Pinto

Só pode. Era uma injustiça que assim não fosse.
Afinal, estamos em presença de uma pessoa que era radicalmente contra o(s) Governo(s) e os políticos enquanto simples jornalista e advogado (quando chamou arrogante, pesporrento e malcriado a Mário Soares) e, a partir do momento em que foi Bastonário, se tornou incrivelmente dócil. É a pesosa ideal para presidir à Ordem dos Advogados.
Quem não se lembra da forma calorosa e vigorosa como Marinho e Pinto defendeu José Sócrates no Jornal de Sexta da TVI? Quem não se lembra que só 3 ou 4 escritórios de advogados é que têm acesso às mordomias do poder? E por que não o meu, terá pensado Marinho e Pinto algures no tempo?
Quanto a mim, espero sinceramente que Marinho e Pinto sofra uma derrota estrondosa. É que, farsola por farsola, ao menos os seus antecessores nunca escondiam ao que iam e por que razão estavam naquele cargo.

Pedir ao BCE ou ao Credibom?

caramelos de vinagre

O Estado pediu hoje emprestado 1.242 milhões de euros a uma taxa média de 6,8 por cento. Mais um pouco e parece o crédito obtido junto das credibons e afins.

E para que serve este dinheiro? Para pagar, por exemplo, 33 milhões de euros estoirados em brinquedos eleitorais. E para manter o rol de boys, como estes antigos e outros mais recentes. E ainda para as empresas do regime. E ainda… e ainda para muita coisa que para nada nos servirá, já que os serviços que o Estado nos presta (educação, saúde, segurança, etc.) são cada vez mais escassos. Ou inexistentes. (Estou a lembrar-me, por exemplo, do facto de eu não ter médico de família e, querendo consulta, só gastando um dia de trabalho para a fila no posto médico ou pagando 70 a 100 euros no privado.)

Dizem que é sacanice dos mercados. Será? Como diz o povo, quem não deve, não teme! O que os apologistas deste assobiar para o lado (a culpa é sempre "deles") parecem procurar disfarçar é que só estamos como estamos porque o Estado gastou muito, mas mesmo muito, mais do que tem.

Chegados aqui, vamos apontar dedos a quem caros leitores? Aos políticos? Ora pensem lá em que programas eleitorais votaram nos últimos 30 anos. Pois é, as promessas eleitorais têm preço. Houve rebuçados e agora há vinagre. Como dizia o outro, é a vida…

O povo

(adao cruz)

Eu não acredito no povo, ou melhor, eu não acredito na maior parte do povo, ou melhor, eu não acredito politicamente no povo português.

Se não, vejamos o que se vai passar nas próximas eleições.

De certeza que não vão ser como as do Brasil, da Venezuela ou da Bolívia.

No dia de finados estive no cemitério em curta romagem à campa de meus pais.

Um imenso lençol de mortos jazia debaixo da terra, e um imenso mar de vivos (ou não seremos todos mortos-vivos?) deambulava à flor da terra. Os de baixo expiraram. Nós, os de cima, ainda inspiramos alguma coisa, mas não sabemos respirar, asfixiados que estamos pelo garrote do poder e pelo incenso da Igreja.

Por isso eu não acredito no povo.

Se não, vejamos o que se vai passar nas próximas eleições. [Read more…]

E a gripe A?

Conhece alguem que tenha tido a gripe A? E que se tenha vacinado?

Parece que 85% do pessoal médico e de enfermagem não se vacinou apesar da propaganda em tudo o que era sítio visível. E se alguém aparecia num hospital engripado? Seria a A? Quantos diagnósticos positivos? Mil? Cem? Mais ou menos que nos anos anteriores com a gripe vulgar?

Estas dúvidas assaltavam-me ao ler um artigo que, assim, no meio do verão,alguem se tenha lembrado das milhares de vacinas que jazem num qualquer armazém e que custaram uns milhões de euros. A gripe tinha aparecido no inverno do hemisfério Sul, havia essa experiência, não tinha havido desgraça  nenhuma, então a que se deveu aquela publicidade toda?

Vésperas de eleições, dizia o autor, desviar as atenções, não te importes com a crise  financeira, podes morrer com a gripe, seria a mensagem subliminar!

Eu, francamente, comecei a ter o nariz entupido e uma dorzinha na garganta. Eleições?

Presidênciais – Ovos no mesmo cesto?

Há quem diga que o povo português é muito intuitivo e sabichão e que será por isso que tem no governo um partido e na presidência o seu contrapeso. Um militante de outro partido.

A ver vamos, como diz o ceguinho, se é por ser prudente ou porque foi assim e ponto. É que o que aí vem é deveras engraçado e vai testar essa particularidade do bom povo. As sondagens indicam a quase maioria absoluta do PSD e, a ser assim, Cavaco não seria eleito, o que aconteceria pela primeira vez na política portuguesa, o Presidente em exercício não ser reeleito.

Há, aqui, uma janela de oportunidade para Manuel Alegre, o povo de esquerda todo à volta do poeta para contrabalançar o governo de Passos Coelho. E os vinte por cento que elegeram Sócrates e que agora lhe escapam para o PSD, vão votar Alegre, mesmo não sendo de esquerda? É que se não for assim Alegre não ganha, poderá ir a uma segunda volta, mas aí a situação será muito complicada. Ainda não haverá governo aquando das presidenciais, será muito dificil que o Presidente em exercício não seja reeleito, Alegre não obtem o pleno na esquerda, única forma de ganhar.

Mas se Cavaco ganhar os votos fogem ao PSD, atendendo à sabedoria do povo que não quer os ovos todos no mesmo cesto? Votam no PS exaurido, desgastado, sem soluções e a quem, nas sondagens, ameçam dar 26% dos votos?

Isto de porreiro não tem nada, pá!