Hão-de cair em estrondo os altos muros

Os médicos estão em greve hoje e amanhã. Pode ler-se no Diário de Notícias que “há médicos a interromper as férias para poderem fazer greve. Um “facto inédito”, nas palavras do Sindicato Independente dos Médicos e um sinal de “quanto a revolta e o desencanto grassam entre a classe médica. Mas não é único, diz João Proença, dirigente do Sindicato Médico da Zona Sul: “clínicos mais jovens e mais antigos e até directores de serviço da cor política do Governo tencionam juntar-se à paralisação, fazendo prever uma adesão retumbante.

Também amanhã, os professores saem à rua e reúnem-se no Rossio, em Lisboa, para uma manifestação nacional: “Juntaremos nesse dia, a luta dos professores à dos médicos e, juntos, defenderemos dois pilares fundamentais da nossa Democracia e do Estado Social: a Escola Pública e o Serviço Nacional de Saúde, afirmou Mário Nogueira. [Read more…]

A classe média na rua

Resistências

Cartoon de Ferran Martin

Ferroviários em Greve

Instantâneo de Joshua Benoliel, 1911.

E se o Leiria desistir do Campeonato?

Vai ser uma grande confusão!

Greve e desemprego

“Será que este deputado se lembra que, fruto de políticas desastrosas que ele e seus pares têm defendido, mais de 770 mil portugueses e portuguesas todos os dias são impedidos de irem para o trabalho, porque estão desempregados?”

Carvalho da Silva, no JN

Greve, direita, carneiros e ladrões

Acabou a Greve Geral!

Voltemos ao Aventar.

Fazer ou não fazer Greve é uma opção de cada trabalhador – começando por ser um acto colectivo, a sua concretização acaba por ser um momento particularmente individualista.

Se a Greve resulta ou não, se é bem marcada ou não, são reflexões para outros tempos. Por agora importa ir direitinho à fonte, porque tenho sede!

Sede de dizer na cara a alguns dos que nos roubam que chega! Parem! Estamos fartos!

Que não concordem com a sua marcação, que até achem que este não é o momento ou até que não serve para nada, tudo pode ser discutido.

Agora, virem com a tanga do Direito à Greve, da sua existência ou não, da sua limitação… Vão todos para aquela parte! [Read more…]

Greve

A greve é um direito legítimo dos trabalhadores.

PORQUÊ?

Todos Contra Todos

Não Fui Eu Quem Propôs? Sou Contra!
Somos Um Povo de Rezingões
Ao longo dos dias, das semanas e dos meses, variadíssimas pessoas do governo, da oposição, das sociedades civis, anónimos cidadãos e outros menos anónimos, foram fazendo propostas para que eventualmente se melhore este ou aquele aspecto da nossa vida.
Por cada um que o faça, milhares de outros se manifestam contra.
Por cada medida que se implemente, milhares de pessoas, agrupadas ou sozinhas, dizem que não concordam, que é uma estupidez, que tudo vai ficar pior, que não pode ser feito assim, e as mais diversas opiniões e conselhos e exigências e ameaças são feitas por causa disso.
Por cada medida que se anuncie, uma greve é proposta. Por cada greve que se efective no actual estado económico do País, o País empobrece. [Read more…]

Erro do Comité Central

A cavalgada do Comité Central está mais forte do que se pensava!

O Camarada Arménio vem com a força TODA! Depois dos 300 mil, outra GREVE GERAL!

Um ERRO!

Um ERRO!

Esta era hora de ir aos locais onde está quem trabalha, ir de encontro a quem está desempregado para perceber que caminho deseja o povo! O que se ouve de quem trabalha não é o mesmo que se ouve de quem, às vezes, diz que fala em nome dos que trabalham.

Não entendo esta decisão! Não a respeito!

Um dia de greve são 150 milhões de euros… na Mota Engil?

Ter razão antes do tempo é uma coisa que acontece com frequência no Aventar. Desta vez o JJC teve a lucidez de sugerir que Sérgio Monteiro deveria ser levado em conta…

Na altura, confesso, não lhe dei a devida atenção, mas nos últimos dias fiquei com pena do professor de matemática do senhor secretário de estado, que em tempos terá andado pela Mota Engil.

Diz ele que o dia de greve custa ao país 150 milhões de euros.

Vejamos: com 22 dias úteis por mês, temos 264 dias no ano. Isto a multiplicar por 150 milhões dá qualquer coisa como 39600 milhões de euros. Atentendo a que o nosso PIB é o que é, há aqui algo que não bate certo nas contas do governo… [Read more…]

O “Direito” à Greve

Eu sei que esta opinião vai deixar os “saudosos” do “couraçado potemkin” a pedir a minha rápida deportação para um “gulag” (espécie de resort de férias que era muito apreciado e procurado). Mas mesmo assim, aqui vai:

Não acho que o denominado “direito” à greve faça sentido nos dias de hoje! No mínimo, seguramente que não faz sentido tal como está, presentemente, tipificado.

Em primeiro lugar, nunca achei que o reconhecimento do “direito” à greve fosse, tal como apregoaram, um avanço civilizacional (aliás, esta coisa dos avanços civilizacionais tem muito que se lhe diga e dava “pano para mangas”). Alguns destes “passos em frente” da civilização (obviamente que não todos) são facciosamente entendidos à luz de concepções transitórias e, normalmente, não subsistem à passagem das gerações.

Mais, e porque na sua grande maioria, as greves destinam-se a pedir aumentos de salários ou aumento de contrapartidas económicas, não tem qualquer lógica exigir-se mais dinheiro através de uma ferramenta que elimina, pelo menos momentaneamente, fontes de receitas. [Read more…]

Limitações do direito à greve

Devido às imposições da troica, os portugueses irão manter o direito à greve, desde que o exerçam entre as três e as três e um quarto da manhã, não podendo manifestar-se ruidosamente: no máximo, os grevistas poderão sussurrar palavras de ordem, não sendo permitido empunhar cartazes com mais de um metro quadrado. No caso dos transportes, serão impostos serviços mínimos, para que os utentes dos transportes públicos não sejam incomodados, especialmente quando saem das discotecas. [Read more…]

SOFLUSA Totalmente Parada – Grande Vitória dos Trabalhadores

NEM UM BARCO BULIA NA QUIETA MELANCOLIA DAS ÁGUAS CALMAS DO TEJO
Zangados com o Plano Estratégico dos Transportes, os trabalhadores da Soflusa fizeram greve. Pararam!
No rio, os barcos balouçam calmamente ao sabor das águas.
Nas margens os trabalhadores, os outros que não os da Soflusa, com os terminais encerrados por questões de segurança, desesperam e tentam arranjar, uma vez mais, maneira de chegarem a horas aos seus trabalhos, ou, na pior das hipóteses, maneira de lá chegarem nem que cheguem atrasados. Todos sabem que na parte da tarde, quando tentarem regressar a casa vindos dos seus trabalhos, se vai repetir a mesma situação. Felizmente a Trantejo não paralisou, mas se o tivesse feito não seria a primeira vez que se viam a braços com nenhuma alternativa. Sabem no entanto, estes trabalhadores que não são os da soflusa, que se todos conseguirem chegar a horas aos seus empregos, fica provado que os barcos da Soflusa poderão não ser precisos para nada (modo de falar) e que, a fusão proposta no Plano Estratégico, com supressão de algumas carreiras é mais do que justificada, mesmo à custa de mais algum sacrifício das gentes do Barreiro.
Por sua vez, os trabalhadores, estes que são da Soflusa, exultam com a qualidade e com a intensidade dos seus protestos. Venceram e continuarão a vencer. Pararam os barcos que fazem o transportes de passageiros, trabalhadores como eles, e entendem que fizeram muito bem.
É com esta grande vitória dos trabalhadores que se construirá um Portugal melhor, mais digno, próspero e solidário.

Natal – Imaginário adulto ou troca social

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Com Pai Natal em Greve, o povo sem dinheiro, falidos, não há Natal: apenas sopa e pão

Para o pobre povo de Portugal

1. Natal

Os leitores devem estar habituados a ver em letra escrita nos meus textos, uma ideia em que sempre teimo: qualquer grupo social tem, pelo menos, duas formas de ser ou duas culturas: a dos adultos e a das crianças. A do adulto, esse imaginário para calcular e falir sem remédio, sem a capacidade de decidir, porque não há trabalho bem dinheiro; a da criança, essa fantasia à esperassem saber. A do adulto, para calcular e decidir, porque vive no meio das finanças, dos orçamentos. Fantasia à espera, por viver

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Greves

Confesso que nunca fui simpatizante de greves. Nunca aceitei muito bem o poder negocial que se funda na capacidade de causar prejuízos. Nunca compreendi como podem os sindicatos vangloriarem-se de uma qualquer greve ter sido uma vitória quando esse triunfo se mede pela proporção do dano causado. E pior, não compreendo e não aceito quando esse dano é causado directamente à população em geral. Neste tipo de greves quem sofre não é o Conselho de Administração ou a Entidade Patronal que se quer antagonizar, mas o Povo.

Mais incompreensível é o facto de alguns objectivos que se pretendem alcançar com as greves serem, no mínimo, ilegítimos. Neste caso da CP, tentar através de uma acção de força sindical alterar o resultado de processos disciplinares que são pendências que, obviamente, devem ser decididas em sede disciplinar e eventualmente em sede judicial, constitui uma pressão inadmissível. A lei proíbe, manifestamente, qualquer tipo de coacção sobre quem tem o poder de julgar.

Nesta altura do campeonato em que todos devemos estar preocupados com o aumento da produtividade nacional, esta greve da CP é como ter no barco um “gajo” a remar para trás, de propósito e todo contente.

Ora uma greve que é feita durante toda a quadra natalícia e que impede as pessoas de viajarem de comboio e em muitos, mas mesmo muitos, casos vai impossibilitar aquela que é, por excelência, a oportunidade anual de estar com toda a Família, é asqueroso.

O meu primeiro desejo para 2012 é que depois de se ter vendido parte da EDP aos chineses, se venda a CP à Coreia do Norte (por mim até pode ser dada)!

Bambúrrios

1.- Acertar na combinação do Euromilhões;

2.- Ter emprestado dinheiro ao Steve Jobs ou ao Bill Gates para eles abrirem as suas empresas;

3.- Ter lá em casa um “quadrozito” esquisito que pertencia à Sogra e que se vem a descobrir que foi pintado pelo Picasso;

4.- Ir a Campanhã apanhar o comboio e não ser dia de greve na CP.

Os Controladores do Ar Fazem Greve Geral à Portuguesa

Tenho de começar por dizer que não faço greve, nunca fiz e de certeza que nunca farei.

Não concordo com greves e não acho que resolvam seja o que for, ainda para mais em Portugal e numa altura em que é preciso produzir e gerar riqueza.

A greve, direito inalienável dos trabalhadores, nunca resolveu nada em Portugal, desde que após a revolução, a implementaram.

Tinha prometido a mim mesmo e a alguns dos meus próximos, que sobre este assunto iria escrever nada, mas voltei atrás com o que disse, e isto porque a Ryanair, decidiu cancelar vários voos, entre os quais um de Paris para o Porto, no dia 23 p.f. pelas 22h, hora local, e chegada às 23h50, hora do Porto, com a desculpa da greve dos Controladoresd Aéreos Portugueses.

Mas a greve anunciada é só no dia 24 de Novembro, GREVE GERAL EM PORTUGAL, pensei eu, e o voo efectuar-se -ia no dia 23.
Não entendi e dirigi-me ao Aeroporto de Pedras Rubras, ao balcão da Ryanair.

Aí, a muito simpática, e diga-se em abono da verdade, quase bonita funcionária, informou-me que a Companhia de Aviação, não poderia fazer de outra forma já que, a  

Greve dos Controladores Aéreos Portugueses marcada para o dia 24 de Novembro,

o dia da Greve Geral em Portugal, jornada de luta dos trabalhadores contra este Governo que os oprime,

começa às 22h do dia 23.

E assim se luta pela saída da crise em Portugal.

Greve, finalmente

Confesso que ansiava pelo dia de hoje, com o sector dos transportes a fazer greve. É que já estava farto das cíclicas greves do pessoal das obras, da agricultura, da banca, das pescas, dos supermercados, das padarias, dos jardineiros, dos operadores de máquinas e de toda esse gente que usa e abusa da sua condição de emprego seguro e estável para fazer greve.

É isto que tem acontecido, não é?

o dia do trabalhador

o dia do trebalhador

O Trabalhador, escultura em bronze de Auguste Rodin, 1875-1876

No dia em que escrevi este texto, nunca imaginei que nem a grave servia para aliviar a nossa miséria, a nossa falência, a nossa fome, falta de trabalho, as lutas políticas e os gastos desnecessários. Pensava que éramos bem governados. Enganei-me redondamente. Em frente de nós, temos uma luta política que desactiva os investimentos e cada dia ficamos mais pobres. Nem a greve ajuda para o bom governo e desafiar aos que nos tratam mal. [Read more…]

Direito à greve e ao trabalho

-Muitas dúvidas podem ser levantadas a propósito da paralisação dos camionistas, desde logo porque a maioria são pequenos empresários, e não é suposto que uma empresa possa forçar um trabalhador a fazer greve, no limite se a mesma não tiver condições para funcionar, deverá cessar actividade e declarar insolvência, colocando os trabalhadores no desemprego, estes ainda gozam alguma protecção social, ao contrário dos empresários, que ficam abandonados à sua sorte e caridade de amigos e familiares.  [Read more…]

Algo medieval…

Os controladores ficaram doentes. Coitaditos.

O governo espanhol idem.

Para grandes males, grandes remédios

o debate desencontrado da greve de 24 de Novembro

a greve do 24 foi a maior dos últimos tempos

Como sabemos, as duas centrais sindicais de Portugal uniram-se para o protesto contra as felonias dos nossos legisladores. O Orçamento de Estado continua a levantar dúvidas entre os que querem aumentar os impostos e os que procuram na Assembleia alternativas para não ser a maior parte de Portugal a pagar as dívidas do Estado.
A intenção dos legisladores é conhecida por todos, leia-se um jornal num quiosque qualquer (quem pode comprar jornais hoje em dia?) e, de imediato, fica-se a saber quais os aumentos que estão projectados para os bens alimentar, para os fármacos, os impostos extras por escalão, a redução dos ordenados, o despedimento de trabalhadores da função pública e todas as outras doenças que aguardam a nossa estabilidade e divertimento fora de horas de trabalho.

O debate é aceso. Há a versão das centrais sindicais que diz que três milhões de trabalhadores aderiram à greve; há a conveniente do Governo, que fala em 28%. Mas, os que

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a greve virada do avesso

o povo apoia ao Presidente do Chile em 1972 contra a greve dos burgueses

Confesso ter sido grevista, mas de greves viradas do avesso. Não foi por acaso, como narro em outros textos meus, que organizei sindicatos quando morava no Chile, mais de 40 anos antes de este dia de greve em Portugal. Sindicatos rurais e industriais. Todos eles contra o patronato dos proprietários dos meios de produção que pagavam mal, as vezes esquecias esse pagamento, despediam a o seu amanho, contratavam à sua laia, o operariado para eles era apenas força de trabalho. Força de trabalho não como a definida por Karl Heinrich Pembroke Marx, essa que ele associava a mais-valia dos proprietários dos meios de produção. Era simplesmente força de trabalho, serviam para todo. A Revolução Francesa não tinha passado pela América Latina, ou, si passara, foi rapidamente esquecida. A liberdade de procurar meios de produção, não existia, porque esses meios eram raros e escassos. A fraternidade, apenas nas Missões que pessoas como os membros da minha família organizava para converter aos trabalhadores em servos obedientes e submissos à divindade, porém, ao patrão que, a olhos dos que nada tinham, era o seu representante na terra. Bem sei por ter participado em missões de católicos nas terras da nossa família, apenas que eu ia falando de forma diferente ao dos padres missionários, em presença deles. Referia como o trabalho era mal pago, como não havia leis de protecção aos trabalhadores, como a divindade não punia aos transgressores donos, mas sim aos que produziam mercadorias, mal paga e sem mais valia, que era para o patrão. Os sacerdotes católicos não entendiam esse o meu discurso,

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A greve geral já está a correr bem, para começar

mal acabou a bola, e disseram logo na rtp que os bombeiros já estavam em greve.

por causa dos turnos. pareceu-me que estão à rasca, ao rasquinha e no rasquete.

Cuba – 147 presos políticos e 26 a morrer!

O  jornalista e dissidente Guilhermo Fariñas, está em greve da fome, reivindincando a libertação de 26 colegas seus que jazem doentes nas prisões cubanas. O único crime é não pensarem da mesma maneira que esse regime apodrecido que os irmãos Castro só deixarão viver em liberdade quando desaparecerem fisicamente.

Já em Junho morreu outro dissidente Orlando Zapata Tamayo, morto aos 42 anos no fim de uma greve de fome de 85 dias. Estes lutadores pela liberdade preferem morrer a ceder perante um regime tirano. A pressão internacional adensa-se e o ministro Espanhol Moratinos foi lá tentar pessoalmente convencer Castro. Ao menos que dos 147 presos políticos, libertem os 26 cuja vida corre perigo.

Não há humanismo nestes regimes de partido único, onde não há democracia, nem estado de direito. Cuba é uma imensa tragédia que nada desculpa, mesmo que todos nós já tenhamos estado do seu lado, por esta ou aquela razão, a verdade é que o regime é uma imensa prisão, onde a miséria é o denominador comum. 

Cuba é o exemplo, que não há alternativa à democracia! Por muitos erros e injustiças que a democracia origine, nada se compara a regimes que deixam apodrecer na prisão cidadãos que cometem o terrível pecado de terem opinião própria!

Até siempre comandante!

Um dia de crise

Foi o calor, de certeza. A temperatura subiu muito, o corpo tarda em acostumar-se. A cidade vibrou, houve um tremor, os nervos esticados ao limite. Convulsionaram-se as entranhas da terra, parecia prestes a soltar-se a torrente.  Ouviu-se um zumbido no ar, uma trepidação, qualquer coisa capaz de levar à loucura.  Mas logo vieram as primeiras gotas mornas do aguaceiro.

Foi o calor, mas também a greve que enlentecia os autocarros e os fazia chegar empanturrados, com as costas dos passageiros coladas à porta por onde já ninguém podia entrar. E talvez fossem também as notícias das bolsas no vermelho, da dívida, da bancarrota, do fim do mundo tal como o conhecemos, mentiroso e injusto, mas tranquilizadoramente familiar.

O sem-abrigo que todos os dias fica à porta do supermercado decidiu, pela primeira vez, entrar e sentar-se ao pé dos carrinhos. [Read more…]

A Galp às bombas

A Galp abastece todos os postos de abastecimento porque é a única petrolífera que tem refinação. Já aumentou, este ano, em dez ocasiões o preço dos combustíveis e vai continuar a aumentar a não ser que os camionistas façam novo bloqueio. Para já ,temos aí uma greve de três dias dos trabalhadores  que querem aumentos salariais de 2.8% e a empresa só quer dar 1.5%.

Para além disso, exigem participação nos lucros, mas segundo o porta voz da empresa os últimos anos foram particularmente maus, o lucro foi de apenas 200 milhões e ficando abaixo dos 300 milhões não há participação. Estas exigências põem em causa a solidariedade devida para com o futuro da empresa, diz o engº da “pronúncia” esquisita, devida aos muitos anos de trabalho nos petróleos da Venezuela.

As razões da greve são “injustas e ímpossiveis de satisfazer” refere o Presidente, e afirma “que os trabalhadores nos dois últimos anos tiveram ganhos reais de poder de compra”. Acresce que a greve vai ter consequências nefastas no andamento dos investimentos em curso nas refinarias e às paragens técnicas, a que os representantes dos trabalhadores respondem com um “insulto ao conhecimento e inteligência” dos trabalhadores.

É melhor testar o depósito, o presidente da empresa já ameaçou “ir às bombas” isto é, encerrá-las! Quanto ao pagarmos a um preço elevadíssimo os combustíveis, é preciso ter em conta “que antes do imposto somos muito competitivos…”

É um alívio para quem compra!

Greve aos Domingos?

Para as almas que sempre aparecem quando as greves alastram queixando-se dos prejuízos para o país, valha-me deus, dizendo dos grevistas o que não dizem dos banqueiros, sobra por vezes um argumento fantástico: os malandros marcam as greves em datas que permitem prolongar um fim-de-semana ou fazer uma ponte (heresia máxima, esta).

Tenho visto exemplos de irracionalidade maior, mas raramente tão parva.

Vamos lá ver o que é uma greve: é uma falta ao trabalho. Falta que acarreta perda do salário desse dia de trabalho.

Ora se eu prescindo de um dia de salário, porque não há-de coincidir com o dia em que me dá mais jeito não ir trabalhar? Qual é o problema de prolongar o fim-de-semana? O trabalho à segunda-feira tem alguma diferença em relação ao de quarta?

Patetas são os sindicatos que com medo desta opinião pública marcam mesmo as greves para o meio da semana. De cedência em cedência ainda acabam a marcar greves para o Domingo. Ou seja, perco um dia de salário, e nem um dia de descanso ganho. Só falta.

Enfermeiros o que quer dizer isto?

“E que tal criar um doutoramento em fazer um penso? Ou um pós-doc em medir a tensão?
Deixem-se de tangas e em vez de obrigar o estado a suportar um conjunto de auxiliares de acção médica que é obrigado a fazer o trabalho de enfermagem, trabalhem!”

Um nosso comentador deixou esta mensagem na caixa de comentários. Querem pronunciar-se, explicar ?

E que tal criar um doutoramento em fazer um penso? Ou um pós-doc em medir a tensão? Deixem-se de tangas e em vez de obrigar o estado a suportar um conjunto de auxiliares de acção médica que é obrigado a fazer o trabalho de enfermagem, trabalhem!