Extrema-Inflação

Pode ser uma imagem de texto que diz "CUSTODE DE VIDA Combustíveis fazem taxa de inflação disparar para oS 2,7% em março 1 SSWIS CRISEENEAGÉTICA CRUSE Linfemixina รฟ่ทุณปิว4 LoE GASOLINA GASÓLEO GASÓLEO Puchan Cacho Ruchas 25iBros M2A222 A taxa de inflação de março já efletiu subida dos produtos energéticos, fruto da crise no Médio Oriente Horacio Villalobos Getty Images"

Não é culpa dos impostos.
Não é culpa dos wokes.
Não é culpa do Estado.
Ou da comunicação social.

Também não é culpa do socialismo, que para alguns académicos da Ventura School of Palermonics é tudo o que não seja a direita mais radical ou extrema.

Mas sim, a inflação que dispara tem dedos no gatilho.

Os dedos de Donald Trump, de Benjamin Netanyahu e de todos os líderes internacionais que apoiam mais um acto de terrorismo de Estado, que se está nas tintas para libertar quem quer que seja, como se viu na Venezuela. Terrorismo esse que, incapaz de derrubar o regime iraniano, derruba as condições de vida, as finanças e a segurança do cidadão comum.

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Na guerra de Trump e Netanyahu, o vencedor é Vladimir Putin

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Uma das consequências mais interessantes da guerra lançada por Israel e EUA contra o Irão teve lugar mais a leste. Na relação de forças entre dois aliados de ocasião, com longo historial de escaramuças entre si, mas que, perante um poder maior, perceberam ser do interesse de ambos ter boas relações. Pelo menos por agora. Depois logo se vê.

Até há poucas semanas, a Rússia encontrava-se numa situação de maior dependência em relação à China. Algo que se arrastava desde o início da invasão em 2022. Moscovo viu as vendas de energia para a UE cair abruptamente, foi alvo de sanções e a sua economia foi atacada em várias frentes pelo bloco ocidental. Virou-se para oriente.

Para termos a noção do desequilíbrio de forças, a China é hoje o maior parceiro comercial da Rússia. Só nos primeiros meses de 2026, as suas compras de energia russa representaram 50% do total exportado pelo país. No total, a China é o destino de mais de 30% do comércio internacional russo. Já a Rússia representa apenas 3% das exportações chinesas. O maior parceiro comercial da China, ironicamente, são os EUA. Não menos irónico, o maior dos EUA é o México. Adiante.

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Percepções

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.

Sociopatas no comando

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Donald Trump começou uma guerra desnecessária e devastadora para a economia mundial, sem consultar os aliados europeus.
Agora, que percebeu que não controla a situação, exige a sua presença no Estreito de Ormuz e ameaça com o fim da NATO, que de resto está moribunda, graças a uma administração de fanáticos que é dúbia em relação às suas responsabilidades na organização, ameaça ocupar a Gronelândia, intimida aliados que não obedecem caninamente e estende o tapete vermelho a Putin, por quem demonstra mais simpatia do que por qualquer líder europeu. Excepto por Viktor Orbán, um corrupto que dirige uma oligarquia semelhante à sua e à russa, em ponto pequeno.
Repara que todo este novo caos é obra do presidente que há poucos meses afirmou ter “obliterado” o programa nuclear iraniano. E que lançou esta guerra sob pretexto da ameaça nuclear que o Irão, cujo programa foi por ele obliterado, pelos vistos ainda representa. E que garantia que o ataque ao Irão iria ajoelhar o regime dos ayatollahs em poucos dias.
Se isto parece conversa de um tipo que tem um plano?
Não, não parece.
E parece ainda menos de quem está efectivamente a ganhar o conflito, nos termos que o próprio inicialmente propôs. Nem a capacidade de resposta do Irão foi neutralizada, nem o regime caiu. O que cai a pique é o stock de mísseis Patriot que, como o dos iranianos, não dura para sempre. E cai também a economia mundial, que nunca esteve tão perto de reeditar 1929.
Claro que os EUA têm a capacidade de terraplanar o Irão, se decidirem fazê-lo. Pode implicar consequências inimagináveis, mas é exequível. Mas o recurso, por exemplo, ao nuclear, não afectaria apenas o Irão. Seria o fim do paraíso instagramável das monarquias absolutas do Golfo. Até Israel sofreria duras consequências dessa decisão. Decisão que, convenhamos, Israel pode tomar por conta própria, recorrendo à sua própria capacidade nuclear.
Felizmente, julgo que nenhum dos malucos com botões nucleares está disposto a usá-los. Excepto em caso de ameaça existencial. Vamos acreditar com muita força que nunca chegaremos aí.
Mas voltando ao plano, Trump não tem um. Tem gut feeling. E como podes ver, na TV, na internet e na tua carteira, está a correr muito bem.
Também não tem noção, e essa ausência vai ter um preço, quando os americanos começarem a sentir, nas suas vidas, o efeito da guerra. Se não começaram já. E tanto sacrifício para deixar tudo como está, com o regime iraniano mais acossado, logo mais repressivo, um Médio Oriente em permanente sobressalto bélico, e a incerteza que daí resulta a crashar tudo o que é mercado e, por conseguinte, a vida das pessoas.
É possível que Trump não perceba os efeitos da sua decisão. Ou que se esteja verdadeiramente nas tintas para eles. Porque vive numa bolha ultra-exclusiva, rodeado pelo topo da cadeia alimentar da finança, da defesa, da tech ou do petróleo. Uma bolha que, ironicamente, se identifica como anti-sistema. Gender issues.
O América First No More Forever Wars Affortable Groceries está a ser um enorme sucesso. De facto, a extrema-direita tem excelentes ideias para aqueles que apreciam pobreza, fome, destruição e morte. Primeiro Putin, agora Trump, sempre Netanyahu.
Eu, no lugar do Bezos, mandava já fazer um documentário.
Já tu – e eu também – vais continuar a pagar a factura de incerteza, das tarifas, das guerras e do aumento do preço do petróleo, que faz aumentar tudo à sua volta, enquanto a elite trumpista aumenta os seus lucros. Tão anti-sistema como Guerra ser Paz, Liberdade ser Servidão ou Ignorância ser Força. O Orwell era um génio, mas deu ideias terríveis a esta quadrilha de sociopatas. Seria bom que os americanos não vacilassem em Novembro.

Giorgia Meloni, esquerdalha antisemita

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz "> CONFLITO NO MÉDIO ORIENTE Meloni, primeira ministra italiana, acusa EUA e Israel de terem violado direito internacional ao atacar o Irão: "Itália não participa e não tenciona participar" E"

Quando Pedro Sanchéz constatou o óbvio e recusou envolver Espanha na guerra ilegal que Israel decidiu lançar contra o Irão, coadjuvado pelo cão laranja de Netanyahu, os marretas do costume vieram para a praça rasgar as vestes e acusar toda a esquerda de ser anti-semita/iPhone/vuvuzela, de gelado devidamente espetado na testa.

Agora, que a sua heroína Meloni constata o mesmo, e recusa envolver Itália numa guerra que tem vários objectivos, nenhum do quais libertar o povo iraniano, dos marretas nem um pio.

Nada que surpreenda. De idiotas úteis não se pode esperar pensamento crítico. É aí que reside a sua utilidade.

Henrique Raposo volta a disparatar

No seu espaço de comentário televisivo de 6 de Março, Henrique Raposo falou sobre a guerra do Irão, começando por afirmar que temos de sentir uma certa alegria pela derrota de uma ditadura, que o povo iraniano comemora a derrota de um ditador. Ficamos, então, com a impressão ou mesmo com a certeza de que as acções israelo-americanas provocaram uma derrota.

A ser verdade essa derrota (ou a ser iminente ou considerada iminente), é justo que haja alegria, mesmo que possamos criticar os meios utilizados e mesmo que acreditemos nas boas intenções de Israel e dos Estados Unidos.

É perfeitamente compreensível que haja esperança entre os iranianos, massacrados por uma teocracia hedionda e Henrique Raposo mostra um vídeo de uma iraniana que deixa essa esperança clara.

Logo a seguir, acusa a esquerda de nunca estar do lado dos que querem a democracia. Não apresenta uma única fonte, uma citação, um vídeo que prove uma ocorrência dessa generalização.

Neste segmento sobre o Irão, acaba a afirmar que não é possível fazer uma transição para a democracia e que todas as operações militares americanas no Médio Oriente que tiveram ou fingiram ter essa intenção falharam.

Ainda acrescenta que Trump quer, com este ataque, encurralar a China, o que, sendo verdade, afasta os EUA de um generoso combate pela democracia. [Read more…]

Irão, China e Jeffrey Epstein entram num bar israelo-americano

Why did US and Israel attack Iran and how long could the war last? - BBC News

Não choro a morte de Ali Khamenei. Um fanático totalitário a menos causa-me zero comoção. E já foi tarde.

Digo mais: por mim arranjava-se uma daquelas bombas do Gajo de Alfama, que fosse lá pelo cheiro a fundamentalista religioso, e antecipava-se o encontro com o Criador a todas as criaturas sedentas de o encontrar e de nos levar com elas. Independentemente da religião. Win-win.

O regime iraniano é execrável. E é também um produto directo da política externa norte-americana, parido pelo mesmo golpe de Estado que, em 1953, derrubou Mohammed Mossadegh. Seja como for, o fim do regime dos ayatollahs seria uma excelente notícia para qualquer pessoa que tenha a Liberdade como valor inalienável, mas a morte de Ali Khamenei não o garante.

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Coligação Epstein *

(*) Coligação Epstein

Nobel das pás

Fonte

Prometeu paz e atacou seis países em pouco mais de um ano de mandato. Dois criminosos com problemas de justiça juntam-se para largar bombas fora de casa.

E Portugal? Paulo Rangel afirmou que os  norte-americanos “podem, para qualquer operação, usar sem Portugal ter de ter conhecimento. Isso é assim que está nos tratados e é assim que está a acontecer com todas as bases europeias, dos mais variados países”. Isto não é uma operação da NATO e os EUA têm que pedir autorização prévia para a utilização de uma base que é território nacional. E não está a acontecer em todas bases europeias. Os ingleses mandaram o ogre às favas.

Rangel é um ministro mentiroso num governo de mentirosos. A ministra da saúde mentiu sobre estarem implementados todos os protocolos de actuação dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. Montenegro mentiu, no seu primeiro governo, sobre a redução do IRS, que veio maioritariamente do anterior governo de Costa. Aliás, houve vários anúncios de coisas feitas pelo governo de Costa, o que é outra forma de mentir. Lúcia Amaral mentiu sobre não haver falhas sobre a prontidão e coordenação da Proteção Civil durante a depressão Kristin – sabemos o que se passou com o SIRESP, para não ir mais longe. Miranda Sarmento mentiu sobre o estado das contas deixadas pelo PS. O Governo no geral mentiu sobre a segurança, falando em percepções, quando o Relatório Anual de Segurança Interna mostra uma descida transversal da criminalidade geral (com ligeiro agravamento da criminalidade grave, colocando-a ao nível pré-covid, e um enorme aumento de violência doméstica que o governo ignorou). Agora, o MNE firma o seu lugar na lista dos ministros mentirosos.

É o governo mais mentiroso que já tivemos, contemporâneo do presidente dos EUA mais mentiroso que o país já teve.

Comparações erradas entre armas no Iraque e no Irão

Na cacofonia do debate sobre o desenvolvimento de armas nucleares no Irão, foi lançado o argumento que equivale a inspeção de armas de destruição em massa ao Iraque em 2003 à inspeção de desenvolvimento de urânio enriquecido ao Irão em curso. Não se equivalem.
Quem leu o livro “Desarmando o Iraque” (título francês mais explícito: “Irak, les armes introuvables“) de Hans Blix, ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e diretor das inspeções no Iraque em 2003, não tem dúvidas nenhumas que o resultado das inspeções foi negativo e que a Administração W. Bush mentiu para provocar uma guerra. Para reforçar esta conclusão, Hans Blix dá o exemplo das inspeções realizadas pela AIEA em 1998 em que foram encontradas provas de uma tentativa para desenvolver armas nucleares no Iraque. Um programa então encerrado com a supervisão da Agência.
No caso do Irão, sabemos desde 2008 que o Irão está a tentar enriquecer urânio para lá dos 5% (o máximo para aplicações civis). Aliás, nos termos do Plano de Ação Conjunto Global assinado em 2015, o próprio governo iraniano admite a generalidade das conclusões sobre o desenvolvimento do seu programa nuclear. A novidade agora é que os inspetores da AIEA encontraram provas do desenvolvimento de urânio enriquecido acima dos 60%. As conclusões do último relatório (12 de Junho de 2025) são claras:

A política errática de Trump no acordo nuclear com o Irão

Em 2018, contra os compromissos assinados por Obama, Trump retirava os EUA do Plano de Ação Conjunto Global. Uma decisão que na prática matou o acordo. Era um acordo diplomático exemplar e eficiente que já estava a dar os seus frutos e que tinha a virtude de incluir a China, a França, a Alemanha, a UE, o Irão, o Reino Unido, a Rússia e os EUA.

Alinhado com o tratado de não-proliferação nuclear, o acordo previa a redução das reservas de urânio enriquecido em 98% e a redução das unidades de centrifugação de urânio. O processo estava a ser supervisionado pela Agência Internacional de Energia Atómica e estava a correr melhor do que pior.

Na altura ficou claro que a decisão de Trump se enquadrou num conjunto de provocações de apoio ao regime de Netanyahu, tendo o próprio primeiro-ministro israelita declarado que apoiava totalmente a decisão de Trump. Também na altura quase todos os peritos do nuclear, da diplomacia e da política internacional alertaram que esta decisão poderia ter consequências catastróficas no futuro. É onde estamos.
O Irão está a enriquecer urânio às escondidas e Israel aplica a receita bruta para eliminar as instalações nucleares.

Andrew Roth no Guardian de hoje: “Iran would not be this close to possessing a nuclear weapon if Trump and prime minister Netanyahu had not forced America out of the nuclear agreement with Iran that had brought Europe, Russia and China together behind the United States to successfully contain Iran’s nuclear ambitions.

Como o Hamas derrubou Al-Assad

Ironicamente, o atentado terrorista do Hamas contra civis israelitas, a 7 de Outubro do ano passado, foi o último prego no caixão do regime de Bashar al-Assad.

Como?

Assim: Israel reagiu com a brutalidade genocida que é conhecida, o que levou o Irão a ordenar que o seu proxy Hezbollah explorasse as (alegadas) fragilidades do exército israelita a norte.

Como essas fragilidades não existiam, Israel respondeu com a aniquilação total do topo da cadeia de comando e destruiu a infraestrutura dos fundamentalistas libaneses, deixando o Hezbollah a soro. [Read more…]

Como converter terroristas em freedom fighters

A queda de Bashar Al-Assad é uma excelente notícia. Como foram boas as notícias da queda de Saddam ou Khadafi.

O problema, derrubados que estavam os ditadores do Iraque e da Líbia, foi não haver um plano para o dia seguinte.

O resultado? Ambos os países conseguiram a proeza de se tornarem ainda mais ingovernáveis e infernais para os seus habitantes.

O Iraque de 2024 é palco de incessantes conflitos entre inúmeras facções e atentados terroristas semanais, quando não diários.

A Líbia vive um caos idêntico, com a agravante de se ter transformado num mercado esclavagista e numa plataforma giratória de tráfico de seres humanos. [Read more…]

Notas sobre o incidente israelo-iraniano

Três pontos prévios, sobre o incidente israelo-iraniano deste fim-de-semana:

  1. Israel está a levar a cabo um massacre na Faixa de Gaza. O nível de brutalidade da sua ação supera largamente o de Putin na Ucrânia. Não há justificação possível para a desproporção da resposta ao ataque terrorista de 7 de Outubro.
  2. O ataque de Israel ao consulado iraniano na Síria viola o direito internacional e a Convenção de Viena. E acontece não porque Israel se sentiu ameaçado pelo Irão, mas porque se julga acima da lei.
  3. Ao nível interno, Israel ainda é uma democracia. No plano externo é um regime desestabilizador, dos mais violentos e dos que mais desrespeita o direito internacional e as suas instituições.

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A “nova” ordem mundial

O interesse desta gente tão “moderninha” é retirar os EUA e a UE da liderança mundial para lá colocar (se não for em posição de domínio, pelo menos a par) “novos” referenciais de autoridade: China, Rússia, Índia, Irão, Coreia, etc.

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Genocídio à vista no gueto de Gaza?

Conhecendo Israel como qualquer político americano conhece, Joe Biden deixou um recado, após declarar total apoio à ofensiva.

Recordou que a guerra tem regras. Mesmo quando estamos muito zangados.

E não foi o único a dar ênfase ao direito internacional.

E porque o fez?

Porque Israel comete crimes de guerra há décadas, por questões menores, pese embora raramente se lhe aplique qualquer tipo de consequência.

Ter o tio Sam como padrinho tem as suas vantagens. [Read more…]

Selecção iraniana goleia o Ocidente

Os jogadores do Irão foram goleados pela Inglaterra, num jogo em que golearam as democracias liberais em prova – Inglaterra incluída – rendidas à proibição do uso de braçadeiras arco-íris e t-shirts a dizer “direitos humanos para todos”. Desafiaram um regime tão violento como o qatari e recusaram-se a cantar o hino, em protesto contra a repressão no país. Ou, escrito em bom português futeboleiro, mostraram que têm uns tomates do crlh*!

Sobre mulheres extraordinárias

Entretanto, no Irão, a coragem chegou às escolas. Não vão ser fácil, travar o “sexo fraco”…

Contra todas as formas de extremismo

A coragem saiu à rua, em Moscovo e Teerão. Numa e noutra capital, milhares de manifestantes ocuparam as cidades para enfrentar o totalitarismo e foram violentamente reprimidos, presos e torturados. Muitos acabaram mortos. Mais morrerão.

A estes protestos juntam-se outros, um pouco por toda a Europa, dos lesados do capitalismo de guerra, que começa a atirar os do costume para novos patamares de pobreza, que em breve se poderá traduzir em racionamento severos e filas para o pão, enquanto a super-elite, coadjuvada por políticos “moderados”, vê as suas fortunas aumentar para níveis sem precedentes e inimagináveis para o comum dos mortais.

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Quando as iranianas eram livres

Nunca esquecer que as mulheres iranianas já foram livres e os fundamentalistas xiitas não comandavam o regime. Foi o golpe de estado orquestrado e financiado pelos EUA contra o democraticamente eleito Mossadegh que pavimentou o caminho para os ayatollahs e para brutal subjugação das mulheres no Irão.

Afirmar a laicidade republicana, perseguir e desmantelar todas as formas de fundamentalismo religioso

Hadi Matar, o norte-americano de ascendência libanesa que há dias esfaqueou Salman Rushdie, afirmou tê-lo feito por aversão ao escritor e à polémica obra Os Versículos Satânicos, que admitiu não ter lido, em entrevista ao tabloide The New York Post.

Um fanático religioso é isto: organiza um atentado e esfaqueia a vítima para matar, movido pela aversão a um livro que não leu. Nem precisa. Um fanático não precisa de ter provas de nada. Precisa de ter fé. E a fé dos fanáticos é mais perigosa que 666 fascismos.

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A NATO e a farsa democrática que nos rebentará nas mãos

O ano de 2022 tem sido fértil em tragédias e desilusões, com a invasão da Ucrânia à cabeça, perpetrada por esse antigo investidor de referência do neoliberalismo dirigente, hoje convertido em hitleriano ditador, a quem, ainda assim, continuamos a comprar commodities.

Contudo, do Kremlin nunca esperei democracia. Daí que considere mais preocupante, no que ao nosso modo de vida e à democracia diz respeito, assistir à capitulação da Suécia e da Finlândia, que se ajoelharam e ofereceram a democracia numa bandeja a outro ditador, que só não rosna mais por não se lhe conhecer arsenal nuclear.

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Alexandre Guerreiro, o Expresso e o Aventar

Ex-espião pró-russo: como ele saiu da secreta para o Conselho de Ministros, uma viagem ao Irão e a ligação a três partidos – Expresso

Os leitores do Aventar souberam primeiro. Agora (e uma vez mais) o Expresso completa o que já se tinha dito aqui.

Era uma vez um Irão democrático

Uma das primeiras postas que rabisquei num blogue, há quase 10 anos, falava sobre Mohammed Mossadegh, o homem a quem é atribuída uma frase que diz muito sobre o homem que foi: “if I sit silently, I have sinned”.

Mossadegh foi primeiro-ministro do Irão entre 1951 e 1953. Tinha taxas de aprovação popular altíssimas e aproveitou-as, juntamente com o poder de PM, para lançar um programa de nacionalização da indústria petrolífera do seu país, ocupada pelo Reino Unido e outras potências ocidentais, que, quais sanguessugas, parasitaram os recursos do Irão durante décadas, com o beneplácito da elite local. [Read more…]

Ainda os problemas domésticos de Trump

Lê-se no PÚBLICO que Trump quer colocar termo ao processo de destituição por causa do conflito, por ele agravado, com o Irão.

“Perder tanto tempo neste embuste político, neste momento da nossa história, em que eu estou tão ocupado, é triste”, disse o Presidente norte-americano. Senador republicano Lindsey Graham propõe alteração das regras para concluir o processo nos próximos dias. [PÚBLICO]

Trump, homem de poucas subtilezas e muitas caganças, apenas verbalizou o óbvio. O ataque ao Irão foi uma manobra para tentar tirar o processo de destituição do radar mediático, sem olhar para as consequências.

Entretanto, sucedem-se episódios reveladores do caos que é esta presidência, de que são exemplos a carta enviada ao Governo iraquiano que previa a saída das tropas dos EUA e a ameaça de atacar “alvos culturais” no Irão. O primeiro caso foi entretanto declarado como tendo sido um engano e, no segundo, o Pentágono afirmou, pela voz do secretário da defesa dos EUA, que é proibido por lei atacar locais históricos e que os militares não têm planos para ataques.

Urânio embrutecido

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Na sequência do assassinato do general Soleimani, eis-nos perante a primeira consequência nefasta da estupidez unilateral de Donald Trump, com o Irão a anunciar ao mundo que se afastará ainda mais do acordo de 2015 e que deixará de respeitar os limites impostos ao enriquecimento de urânio. [Read more…]

Quão patético é Trump (e a sua extrema-direita)?

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Em 2011, Donald Trump fez um vídeo onde afirmou o seguinte:

O nosso presidente vai começar uma guerra contra o Irão, porque não tem capacidade de negociar. Ele é fraco e ineficiente (…) Temos um problema na Casa Branca. Assim sendo, eu acredito que ele vai atacar o Irão, algures antes das eleições, porque acredita que é a única forma de garantir a reeleição. Quão patético é ele?

Entretanto, Obama não só não atacou o Irão como assinou um acordo histórico com aquele país e um conjunto de países europeus, que permitiu controlar os avanços nucleares de Teerão e aproximar antigos rivais, acordo esse que Trump tratou de rasgar mal se sentou na Sala Oval. [Read more…]

Problemas domésticos

Todos saberão que Trump está a meio de um processo de destituição. Nada de novo. Há provas claras do que ele fez, mas que pouco efeito terão num Senado controlado pelo seu partido, mais preocupado em manter o poder do que com esses antiquados conceitos a que chamavam de lei e decência.

O lado preocupante dos problemas domésticos dos presidentes americanos é que estes tendem a alastrarem-se a outras nações por via da guerra levada a cabo fora de casa. Foi o que agora se passou com o ataque ordenado por Trump ao Irão. E o mesmo se passou com anteriores presidentes, tais como Bush e a invenção das armas químicas no Iraque ou o ataque de Clinton ao Iraque, também, aquando da sua destituição.

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Não sei se repararam

 

Fotografia: AFP

mas a administração Trump ameaçou a Europa com “consequências terríveis“, caso insistam no acordo com o Irão. Só espero que não mandem para cá o atrasado mental do Bolton. A nível de tralha fascista, já nos chega ter que levar com a besta do Bannon a pregar as doutrinas do racismo e da violência na Europa. Bom bom era largá-los os três num barco de borracha sem remos. algures no Mar Mediterrâneo.

Quem se lixa é o mexilhão

Um dos temas da agenda da reunião do Conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) que se realiza hoje em Bruxelas é o Irão e as consequências do abandono do acordo nuclear iraniano pelos Estados Unidos.

A Europa quer, obviamente bem, demarcar-se de mais um desvario incendiário e manter o acordo. Agora, é bom sabermos o que está em jogo:

“O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, divulgou uma lista de exigências aos países europeus para que o acordo nuclear assinado em 2015 entre Teerã e seis potências mundiais permaneça em vigor.”

Segundo Khamenei, “a Europa tem que garantir plenamente as exportações de petróleo ao Irão”. (…) “Significa isto que, se os EUA impõem o seu embargo às nossas exportações de petróleo, os europeus têm de garantir o volume de exportações desejado pela República do Irão”.

Além disso, os bancos europeus terão de garantir as transacções comerciais com o Irão – transacções monetárias privadas e das empresas estatais.

Khamenei: “Se os europeus hesitarem em responder a nossas exigências, o Irã tem o direito de retomar suas actividades nucleares”.

Já se fala também em compensações para empresas europeias que investiram no Irão após a assinatura do acordo e de apoio às empresas contra as retaliações dos EUA.

É que não há volta a dar, quem se lixa é o mexilhão.