PSD e Iniciativa Liberal estão a estudar novas coligações autárquicas

Propaganda liberal espalhada pelo país. A/C Iniciativa Liberal.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Propaganda liberal espalhada pelo país. A/C Iniciativa Liberal.

Até há dois ou três dias, o governo considerava fundamental gastar 16 000 euros mensais com Hélder Rosalino. Depois da desistência deste, o cargo de secretário-geral do executivo será ocupado por Carlos Costa Neves, que ficará cerca de dez mil euros mais barato por mês.
No mundo da alegada meritocracia que faz corresponder o volume salarial à competência, poderemos dizer que Carlos Costa Neves é dez mil euros menos competente que Hélder Rosalino? Isso não será demasiada competência a menos? Ao contratar uma pessoa tão barata, não estará, ainda, o governo a prescindir de uma grande quantidade de competência, pondo em risco o desempenho de um cargo que, com certeza, será considerado fundamental? Entretanto, o que aconteceu para que, só passado quase um ano, um governo tenha descoberto que é fundamental criar este cargo?
Se, afinal, era possível gastar bastante menos, não será que o governo anda a brincar com dinheiros públicos? Mas há governo?

Em 2022, Fernando Medina gizou um despacho ministerial para garantir que Miguel Martín, à data na calha para suceder à Cristina Cavalinhos no IGCP, mantinha o salário que auferia na Ascendi: 15 mil euros.
À direita, muitos não perderam tempo. Acusaram – e bem – o governo de favorecer o gestor com legislação feito à medida dos seus interesses. No reino digital, a opinião era unânime: estávamos perante mais um caso de “socialismo”.
Dois anos e uns trocos depois, eis que o “socialismo” tomou conta do governo Montenegro/Melo. Hélder Rosalino, um dos nomes incontornáveis dos tempos da austeridade, era o preferido do primeiro-ministro para ocupar o recém-criado cargo de secretário-geral do governo. [Read more…]
Personagens: Montenegro, Rosalino, Voz da Decência

Montenegro: Rosi, venho convidar-te para secretário-geral, porque é preciso organizar melhor as coisas da administração pública.
Rosalino: Ou seja, acabar com a administração pública, não é, Monte?
Montenegro: É por isso que eu sabia que eras o homem ideal para o cargo.
Rosalino: Pois, ó Monte, mas há um problema.
Montenegro: Os problemas resolvem-se, Rosi. Fala.
Rosalino: É que não posso passar a ganhar um terço do que ganhava.
Montenegro: Tens toda a razão. Isso de cortar salários é inadmissível!
(Riem-se ambos, a ponto de quase chorarem)
Montenegro (recuperando o fôlego com dificuldade): Vou ligar ao Centeno, ele continua a pagar-te e pronto.
(Montenegro pega no telemóvel, caminha um pouco e desliga irritado)
Montenegro: Este gajo veio-me lá com um paleio qualquer de regras ou o carago!
Rosalino: Monte, já te disse, assim não posso. Aquele dinheiro faz-me falta.
Montenegro: Rosi, não te preocupes, a malta arranja aqui uma leizita só para ti e ficas a ganhar o mesmo.
Rosalino: Pronto, assim, já fico.
(Ouve-se a notícia de que há partidos que querem fiscalizar a lei)
Rosalino: Olha, afinal, já não fico.
Montenegro: Nunca gostei do Centeno e agora também não gosto. Tenho pena, pá, porque não estou a ver mais ninguém para fazer cortes como tu fazes. Os teus cortes são os melhores que já vi.
Rosalino: Olha, não se perde tudo: continuo a ganhar o mesmo, que é o mais importante.
Montenegro: Olha lá uma coisa!
Rosalino: O que é?
Montenegro: Não era para entrar também a Voz da Decência nesta peça?
Rosalino: Pois era, mas não ouvi nada, Monte.
Montenegro: Pois, nem eu.
Rosalino: Deixa lá. Ficas a dever-me um almoço.

No final da passada semana, a claque No Name Boys reuniu cerca de 500 elementos para um jantar de Natal, num restaurante em Sintra.
Sem surpresa, alguns membros da claque causaram distúrbios no interior do restaurante, acendendo tochas e causando diversos estragos.
Chamada ao local, a PSP foi recebida com violência, sendo alvo de arremesso de garrafas e outros objectos. Um dos agentes ficou ferido. [Read more…]

Se a ocupação de terrenos privados para prospecção de lítio, em Boticas, tivesse ocorrido durante o governo Costa, a direita radical – uma pequena parte acampada no PSD, maior fornecedor de quadros do CH, é preciso dizê-lo – diria que estamos perante um novo PREC. Falaria em URSS e totalitarismo. Talvez Venezuela e, quiçá, Coreia do Norte. Mas não se lhe ouve um pio.
O caso da greve do INEM, particularmente grave porque resultou na morte de várias pessoas, seria, no tempo de António Costa, resultado directo de um “socialismo” imaginário, criado nos laboratórios da direita radical para disseminação por neofascistas, nazis da velha guarda e idiotas úteis.
Na rede social do pastor Musk, as palavras de ordem seriam: o socialismo matou estas pessoas.
O que sucede?
Sucede que já passaram 7 meses desde a tomada de posse deste governo, pelo que importa perguntar: para quando uma atribuição de culpa ao “liberal-conservadorismo” do PSD?
Ou continuamos a fazer de conta que são social-democratas?
Ideologias e idiotas úteis à parte, uma coisa é certa: na tal comunicação social que a direita garante ser controlada pela esquerda, crucificaram-se – e bem – ministros de Costa por muito menos. A narrativa continua nas mãos dos mesmos de sempre.
Do estado a que chegámos…

Leio muita discussão à volta da expirada carteira de jornalista de Maria João Avilez, sem tocarem no ponto essencial, que é a relevância da carteira em si mesma. Que requisitos são necessários para a obter e manter válida. É apenas uma questão pecuniária? Ou algo mais exigente que afaste do jornalismo pessoas incapazes de escrever correctamente na língua nativa? Quanto mais narrar um acontecimento. Muitos nunca passam verdadeiramente de pés de microfone.
Quanto à entrevista de Maria João Avilez a Luís Montenegro nada tenho a opor, é até positivo que a senhora não tenha activa a carteira de jornalista, porque aquilo também não foi bem uma entrevista, é conhecido o alinhamento político da comentadora, o que terá levado o Primeiro-Ministro a conversar com uma cheerleader, escolhendo para tal o canal televisivo do militante nº 1 do seu partido, que atravessando graves dificuldades financeiras, foi recompensado na mesma semana que ofereceu o tempo de antena ao chefe do executivo, com o anúncio por parte do governo que iria reduzir a publicidade na RTP. Ele há cada coincidência…

Em 2023, tal possibilidade seria considerada socialismo de inspiração soviética com ascendente em Venezuela.
Isto e o aumento dos impostos sobre os combustíveis, anunciado esta semana pelo primeiro-ministro, que praticamente anula a maior descida em quase três anos.
Em princípio estamos de volta ao PREC, mas façam de conta que não vos disse nada. Para vosso bem.
Ver crianças a brincar é sempre enternecedor, especialmente quando fingem que são presidentes da república, primeiros-ministros, políticos, deputados e outros soldadinhos de chumbo.
O menino Marcelo começou por criar uma crise política, com base numa interpretação infantil da Constituição, dissolvendo um parlamento onde existia uma maioria estável.
Note-se que a estabilidade da maioria dita socialista era apenas numérica, não mental, mas, que se saiba, a demissão de um primeiro-ministro não pode ser suficiente para uma dissolução, a não ser que se ande a brincar à política.
O menino Costa já não queria brincar mais e aproveitou para sair, fingindo que estava amuado. Entretanto, já arranjou brinquedos novos: no dia 1 de Dezembro vai poder começar a brincar como Presidente do Conselho Europeu. Enquanto vai e não vai, dedica-se a brincar ao comentário político, um passatempo infantil muito praticado na comunicação social portuguesa.
O menino Pedro Nuno Santos, aliás, quando lhe disseram que não podia continuar a brincar aos ministros, também teve uma passagem pelo recreio do comentário político (que é muito mais político do que comentário). Teve de interromper a brincadeira para ir jogar ao jogo da liderança do PS, por causa da brincadeira do menino Marcelo, quando o menino Costa disse que já não queria brincar mais. [Read more…]
Já nas bancas a mais recente aventura de Anita: Montenegro na lancha.

Depois de “Montenegro numa lancha”, apresentamos “Montenegro num carro dos bombeiros”, seguido de “Montenegro num carro de patrulha” e finalizando com “Montenegro numa sala de partos”.
Se a moda pega…

Quando somos miúdos, grande parte das brincadeiras nas quais nos envolvemos tem que ver com a criação de realidades paralelas. Criamos os nossos próprios mundos, nos quais podemos ser quem quisermos. Sejam super-heróis, desportistas, músicos ou até um simples emular da idade adulta, fruto da ansiedade infantil de crescer.
Essa atitude vai diluindo-se à medida que vamos crescendo. Levamos a vida mais a sério, crescemos, ganhamos outro tipo de responsabilidades. E digo isto com pena, pois acredito que é saudável, sobretudo mentalmente, que essa atitude se vá mantendo. É uma questão de sanidade.
Um dos bonecos que eu tive em criança, e aquele que mais me marcou, era o Action Man. Uma figura tipicamente masculina do imaginário americano (afinal, foi uma resposta ingles , talhado para salvar o mundo, matar vilões e saltar de helicópteros. Quem melhor para me permitir evadir da vida infantil? [Read more…]
…o socialista é muito liberal – «António Costa é o melhor socialista para o Conselho Europeu.» (Luís Montenegro).
Era uma vez um primeiro-ministro muito fraquinho a que chamavam socialista e que ficou muito aborrecido por ter conseguido uma maioria absoluta, quando estava desejoso de ir para a Europa, essa região distante de Portugal, não em quilómetros mas em euros.
Era uma vez um presidente da República que vivia obcecado com a popularidade, tão carregado de opiniões, que se tornou incontinente, desejoso de estar dos dois lados da política, comentador-político ou político-comentador. Este mesmo presidente da República tinha sido constitucionalista e declarou, apesar disso, que a demissão do primeiro-ministro implicaria a queda do governo, com base num argumento próprio de um comentador e impróprio de um constitucionalista.
Era uma vez uma investigação inconsistente que deu ao primeiro-ministro a oportunidade de se demitir em direcção à Europa, demissão aproveitada pelo presidente que deu ouvidos ao comentador e ignorou completamente o constitucionalista, que uma pessoa não é obrigada a ouvir as vozes todas que tem dentro de si.
Pelo meio, um antigo ministro, que já tinha procurado emprego como comentador, voltou muito depressa à política para ser primeiro-ministro e acabou na oposição e um antigo chefe parlamentar que estava na oposição chegou a primeiro-ministro.
No ano em que o 25 de Abril comemora cinquenta anos, cinquenta amantes do 24 de Abril chafurdam na Assembleia da República.
Continuemos à escuta.
Ça posera un problème pour la Grèce parce que ça n’a pas très bien marché.
— Michel Foucault (2019: 201)
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O actual primeiro-ministro de Portugal, na ausência de comentários de antigos primeiros-ministros desse mesmo país, deveria perder alguns (poucos) minutos a reflectir acerca destes fenómenos: os One Diretion, os Artic Monkeys e o novo álbum de Lenny Kravitz (Blue Eletric Light). Poderia acrescentar os fator issues, mas são contas de outro rosário.

É um problema para Portugal, mas a vista grossa, pelos vistos, é feitio. Exactly. Or should I spell exatly? Mon cœur balance.
Primeira nótula: Hoje, por mero acaso (informático), fui obrigado a estar em casa durante a hora do almoço. Resolvido o problema (e terminada a refeição), liguei o televisor na RTP Internacional, em vez de ir espreitar, alhures, aquilo que se passava no Croácia-Albânia. Ainda bem.
Segunda nótula: Há pouquíssimas horas, para curar um ataque de saudade, pus-me a ouvir o Buddha of Suburbia, do David Bowie, mas na versão feat. Lenny Kravitz… Efectivamente, o Kravitz. Ele há coisas… Adiante. Siga.
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A não perder! 😂 pic.twitter.com/xqo1CEPyna
— Helena Marques 🟩🟡🟥 (@Helena_M75) April 22, 2024
Sebastião Bugalho, um jovem de 28 anos cujo percurso profissional e de vida se resume a ter andado na escola e ao comentário político que faz nas TVs e jornais, foi o escolhido por Luís Montenegro para liderar a lista da AD às Europeias.
Representa a total negação do mérito, numa lista repleta de laureados pela lealdade ao líder.
É a rendição total de Montenegro ao mediatismo e à política do espectáculo.
E é mais uma cedência à extrema-direita, colocando-se à AD disponível para esgrimir arremessos de lama na arena do espalhafato populista.
Vai correr muito mal.
Que lhes sirva de lição.

Com que então, o choque fiscal do governo Montenegro no IRS são os 1327 milhões do sOcIaLiSmO mais uns trocos. O Sá Carneiro e o Humberto Delgado vão ser pequenos para os charters de jovens emigrados a fazer fila para regressar a Portugal. Agora é que este país vai para a frente.
A linguagem é feita de uma espécie de automatismos, expressões fixas que são repetidas até à vacuidade, mesmo que pareçam cheias de significado.
A expressão “líder da oposição” é uma delas. Trata-se de uma espécie de cargo para o qual não há uma eleição, apenas uma nomeação. Normalmente, essa nomeação é feita pela própria pessoa que ocupa o alegado cargo, a fazer lembrar um elogio em boca própria, que é, como se sabe, vitupério.
É certo que a nomeação para o cargo está associada ao facto de se ser o líder do segundo partido mais votado nas eleições. Mesmo assim, nunca se percebe muito bem como é que isso implica liderar a oposição, já que esta pode ser constituída por vários partidos de diferentes ideologias que nunca obedeceriam ao dito líder da oposição, que poderá, então, ser da oposição, mas não líder.
Neste momento, o aparente cargo está a ser disputado por Pedro Nuno Santos e por André Ventura, enquanto Luís Montenegro está à janela, sabendo bem o que a Carochinha acabou viúva devido ao excesso de apetite do João Ratão.
A propósito, e em homenagem a um recente aniversariante, aqui fica um vídeo.
O facto mais extraordinário desta eleição foi a vitória de pirro de Luís Montenegro. Esteve dois anos em campanha e, ainda assim, foi incapaz de capitalizar com os problemas estruturais no SNS, na Educação, na Justiça e na generalidade da Administração Pública. Não foi além de uma vitória tangencial, apesar dos casos e casinhos que enfraqueceram o PS. E permitiu que o CH ocupasse parte do seu território natural. Quando se exigia uma vitória expressiva, não foi além dos 30%. Como diria o amigo de Ventura, “que passou-se”?
Nada ficará decidido hoje.
E será interessante perceber o que farão os protagonistas nos próximos dias.
O PS não quer acordos com o CH.
Montenegro disse que “não é não”.
Ventura já se fez à AD e até avisou, há dias, que tinha amigos no PSD. Apesar de se referir ao partido como “prostituta”.
Problema: se PS e AD se entenderem, a oposição fica entregue ao CH. E isso fará com que o CH cresça ainda mais.
Outro problema: se a AD fizer um acordo com o CH, perde a face e será penalizado no futuro.
Terceiro problema: o PS até pode ganhar, mas não tem ninguém com quem se entender.
Tenho o pressentimento que teremos novas eleições em breve.
Por isso sosseguem: isto ainda pode piorar.
Vá lá que o ADN não elegeu um chalupa. Mas faltou pouco.

Oito anos de governo PS. Um governo PS com maioria absoluta que não conseguiu terminar a legislatura. Uma coligação com o CDS (coisa que não fizeram nas anteriores e que teria evitado a maioria absoluta). Um PS em frangalhos. Melhor cenário era impossível. No mínimo exigia-se uma vitória robusta e, com alguma sorte, uma maioria absoluta.
A esta hora ou dá empate ou uma vitória de pirro. Pior era quase impossível. A clubite da militância dos partidos acrescida de lideranças que vivem numa bolha dão nisto. Já dizia o outro: fraco Rei faz fraca a forte gente….
Standard & Poor`s sobe `rating` de Portugal que alcança nível `A` em todas as principais agências
Bem sei que esta coisa dos ratings não passa de velhos e novos-ricos, muito bem engravatados, a medirem pilinhas, mas estou a estranhar que quem tanto admira ratings ou rankings não esteja a festejar peremptoriamente esta tão magnífica vitória económica para Portugal.
Sei lá, se era para trazer os Passos, as Assunções e os Durões, ao menos que mantivessem a mesma tesão por números que mostravam ter quando governavam o país. Nem precisavam de inventar novos discursos; bastava dizerem, por exemplo, o que já disseram: as pessoas não estão bem, mas o país está melhor.
Luís Montenegro perdeu o debate na primeira pergunta.
Sobre a manifestação dos polícias à porta do Capitólio – oh, the resemblance – Pedro Nuno Santos afirmou estar disponível para resolver o problema, para dialogar com os representantes das forças de segurança, mas sublinhou algo que é basilar em democracia: não negoceia sob coação.
Já Luís Montenegro fugiu à questão, divagou, viajou na maionese. Para o eleitorado à direita, apreciador da autoridade do Estado, poderá ter sido fatal.
Pedro Nuno Santos ganhou o debate, parece-me evidente, mas não foi o único vencedor da noite. Porque André Ventura, perante a frouxidão do líder do PSD, ganhou ainda mais terreno à frágil AD.
E Luís Montenegro, que teve boas prestações durante as duas semanas de debates, sobretudo contra Ventura, desapareceu em combate. Perdem-se eleições por muito menos.
No debate com Luís Montenegro, André Ventura teve a cara de pau de arremessar o memorando da Troika contra o seu adversário.
Tal como Montenegro, Ventura era militante do PSD quando o governo Passos Coelho aplicou cortes nas pensões. E não se lhe conhece uma palavra contra a decisão.
Aliás, o PSD que aplicou esses cortes foi o mesmo que apoiou a sua candidatura a Loures. E que não deixou cair Ventura quando o recital de racismo e xenofobia começou.
Ventura fala muito de vergonha, mas não tem nenhuma na cara. Maquiavélico, no pior sentido da palavra, não olha a meios para atingir os seus objectivos pessoais. E o PSD, se tem amor-próprio, nunca, em tempo algum, aceitará acordos com um demagogo que cospe desta forma no prato que comeu. Será o seu fim.
Luís Montenegro, como todos os líderes partidários com assento na AR, aceitou o convite e as regras dos debates.
Agora, recusa-se a debater com Rui Tavares e Paulo Raimundo.
Ou seja: palavra dada não foi palavra honrada.
E sem surpresas, claro. Não é a primeira vez que acontece.
Mas isto levanta outra questão: se não podemos confiar na palavra de Montenegro em algo tão secundário como um debate que não decide nada, será que podemos confiar no que toca a acordos pós-eleitorais?
Não sabemos.
Mas o risco de termos uma desilusão no dia 11 de Março é elevado.
E não seria, de novo, a primeira vez.
Vídeo roubado à Missão Escola Pública. Alexandre Homem Cristo é, pelos vistos, um especialista em Educação, estatuto que parece ser atingido sobretudo por gente que procura soluções para enfraquecer o poder reivindicativo dos professores.
O especialista em Educação nem sequer esconde que a concessão de maior poder aos directores das escolas serve para retirar poder aos sindicatos, como se esse poder fosse incomensurável e correspondesse a um problema. É um problema para quem gosta pouco dessas manias da democracia e dos direitos dos trabalhadores. Educação é outra coisa.

O PSD que promoveu este vulto da política nacional, que ainda há menos de um mês tecia rasgados elogios a Luís Montenegro, é o mesmo que afastou das listas André Coelho Lima, um dos melhores deputados do partido no hemiciclo. Diz que é uma espécie de meritocracia.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
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