Palavra dada, telhados de vidro

Luís Montenegro ressuscitou a célebre expressão no âmbito do caso Lacerda Machado. Dado o estado dos telhados do PSD, é preciso ter um moral de ferro.

Pontapear a imprensa, um padrão no seio do PSD

ZMPSD

O comportamento inaceitável de João Soares, honra lhe seja feita, terminou com alguma réstia dignidade: apesar da falta de humildade para pedir desculpa aos portugueses, o esbofeteador lá acabou por se demitir. Era o mínimo que podia fazer. Um Relvas por geração é mais do que suficiente.

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PSD e PS: as fraudes eleitorais que os unem

Fraude Eleitoral

Partidos políticos como PS e PSD são autênticas máquinas de poder, influências e dinheiro. Muito dinheiro. Vai daí, o controlo das suas estruturas, do nível concelhio ao nacional, é alvo de apetites insaciáveis e motivo de ferozes disputas internas. Controlar estas estruturas significa desempenhar o papel principal no que toca a escolher quem é autarca, deputado, secretário de Estado ou ministro o que, por conseguinte, confere aos homens e mulheres no poder a capacidade de influenciar nomeações, ajustes directos, obras públicas ou aqueles pequenos tachos com que se compram peões que abanam bandeiras, disseminam propaganda nas redes sociais, convencem familiares e amigos a votar em A ou B e se predispõem a fazer todo o tipo de trabalho sujo. E existe todo um universo de boys, trepadores e ovelhinhas para explorar. [Read more…]

Palavra dada é palavra honrada

LM PPC

Na sua intervenção da histórica tarde de ontem, António Costa usou a expressão “palavra dada é palavra honrada” e o galinheiro em que se tinha transformado a bancada parlamentar do PàF explodiu em histerismo. Uma reacção que não deixa de ser curiosa vinda da facção liderada por Pedro Passos Coelho, que se fez eleger em 2011 com um conjunto de falsas palavras dadas que não foram honradas, apesar do seu conhecimento da realidade do país.

Costa termina a sua intervenção e o senhor que se segue é Luís Montenegro. Orador perspicaz, o líder da bancada parlamentar do PSD soube dar uso à expressão e virá-la contra António Costa. Mas, perante a indignação daquele que em tempos vaticinava que “a vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor“, e longe de querer fazer a defesa do líder do PS que até mereceu alguns dos mimos desferidos por Montenegro, vou tentar aqui repetir o exercício feito pelo distinto maçon, ainda que sem o brilhantismo de tão capacitado mestre da retórica: [Read more…]

Para sublinhar o ridículo da argumentação da PAF..

… nada como ouvir Mora Amaral hoje no Fórum TSF. “Não estamos à beira de um regime totalitário”, respondeu ele quando o moderador o interpelou sobre as declarações incendiárias dos dois líderes da coligação PAF.

Diz Nuno Magalhães que “é bom termos todos, nesta fase, muito cuidado com as palavras”. E bem poderia, ele mesmo,  dar o exemplo.  Perdeu o líder parlamentar da extrema direita uma boa oportunidade para estar calado ao se entregar ao exercício da “argumentação destinada a impressionar a opinião pública”, tal como explicou o vice-presidente do PSD, Mota Amaral.

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Outra inventona

Ferro Rodrigues é o único presidente da AR que não vem do partido mais votado?
Tanto Luís Montenegro como Nuno Magalhães estão factualmente incorrectos. Antes de Ferro Rodrigues chegar à presidência da Assembleia vindo de um partido menos votado nas legislativas anteriores, já Oliveira Dias, do CDS, e Fernando Amaral, do PSD, tinham sido eleitos.
Luís Montenegro está factualmente correcto, pois refere-se ao facto do presidente da Assembleia ter sido proposto e eleito com o apoio do partido mais votado, mesmo quando não saiu das suas fileiras. Mas já por duas vezes a segunda figura do Estado emanou de uma bancada que não era a maioritária.

Cada tiro, cada melro. Eis a gente séria da PAF.

Adenda para incluir correcção no artigo citado:

Texto editado por Leonete Botelho, corrigido às 11h45 de sexta-feira, para esclarecer que, mesmo quando o presidente da AR não pertenceu, no passado, ao partido mais votado, a sua eleição foi aprovada por este e existia um governo de coligação.

Aqui não há problema em corrigir o que precise de ser corrigido. Gostava ver outros fazerem o mesmo quanto ao que escreveram sobre coisas como a devolução da sobretaxa do IRS ou da venda da TAP.

Quem quer poder mostra a fila

luismontenegro0113627bce_400x225Há homens que ficarão para a História, por feitos que os libertarão da lei da morte; outros transformar-se-ão em anedotas, a História dos mais pequeninos. Se os primeiros alcançarem algum tipo de poder, a humanidade ganhará com isso; tenham poder os segundos e será fácil perceber a política portuguesa.

Apesar de a introdução poder indicar que iria escrever sobre Duarte Marques, a verdade é que, infelizmente, há muitos que lhe disputam a palma da mediocridade e do disparate. Luís Montenegro, chefe de bancada do PSD, é um desses cómicos involuntários cujas palavras surgem no espaço público com a sensatez de uma manada de búfalos em fuga e com a delicadeza de um elefante em plena época de cio, perdoe-se-me o exagero das metáforas.

Em Fevereiro do ano passado, Luís Montenegro foi o autor involuntário de uma concepção de país que não inclui necessariamente os seus habitantes. Por isso, faz sentido ter afirmado que a vida das pessoas não estava melhor mas que o país estava muito melhor. Para folgazões como Montenegro, mais do que haver pessoas a mais, as pessoas estão sempre a mais. Se fosse guia turístico, o líder parlamentar do PSD diria aos turistas: “À vossa direita, as pessoas, que, na verdade, estão com muito mau aspecto; mas, do lado esquerdo, vejam o país, que lindo que está!” [Read more…]

Filas há muitas (2)

filas marcar consulta amadora

Junção de 2 fotogramas da reportagem da SIC, para ser ver a totalidade da fila para marcação de uma consulta no Centro de Saúde da Amadora em 31 de Março de 2015.

“Não temos de estar em filas para levantar dinheiro”, disse o líder parlamentar do PSD. E para marcar uma consulta, já conta? E para a sopa dos pobres?

Filas há muitas

montegro

No país do sucesso, há filas que o líder do parlamentar do PSD não quer ver.

[foto da direita]

Conversas encomendadas entre um caloteiro desonesto e um maçon alucinado

Passos Montenegro

Foto@Lusa/TVI24

Na foto em cima podemos encontrar um caloteiro fiscal com gosto pela mentira, um maçon que alucina com realidades sociais inexistentes e um companheiro de ambos sob investigação por ser o alegado cérebro de uma complexa rede de tráfico de influências que terá lesado o país em alguns milhões de euros, com esquemas de ajustes directos e favorecimentos variados à mistura. Os dois primeiros protagonizaram hoje, no Parlamento, um exercício de aldrabice pré-eleitoral, área em que pelo menos o primeiro é uma das maiores autoridades nacionais, ao voltar a tentar colar os seus pares socialistas aos gregos do Syriza. Isto é estúpido por vários motivos, fáceis de perceber, mas destacaria apenas o facto do Syriza ser um partido de esquerda enquanto que o PS é uma espécie de híbrido do centrão que consegue conciliar belos poemas de Manuel Alegre com o apoio envergonhado à austeridade e um programa eleitoral coordenado por um liberal.

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O que é uma susana valente?

fb11É decerto um espécime criado num dos viveiros das juventudes partidárias, o que lhe permitiu desempenhar papéis de relevo na política espinhense e no mundo das anedotas de louras. Na sua página de linkedin, usando uma língua semelhante ao português, apresenta-se:

Destaco o empenho, o rigor e a dedicação para ser bem sucedida e prestar uma efetiva e produtiva colaboração em todos os projetos que participo.
Capacidade de gestão de prazos e cumprimento de deadlines.
Organizada, responsável, capacidade de liderança, de gestão, maturidade, dinamismo, pró-atividade, de análise e de comunicação aliada a um forte espirito de equipa.

Palavras para quê? É uma mulher que participa projectos e que não só tem capacidade para gerir prazos como para cumprir deadlines. [Read more…]

“A dignidade dos portugueses não foi beliscada” (V)

A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor“.

Momento de humor: Luís Montenegro fala sobre dignidade

Luís Montenegro mostrou-se desagradado com a intervenção de José Carlos Saldanha na Comissão Parlamentar de Saúde, tendo declarado que esse episódio “não dignificou o trabalho parlamentar”.

Na minha opinião, no entanto, o que verdadeiramente não dignifica os trabalhos parlamentares é termos uma maioria de deputados, para não dizer a totalidade, que está na Assembleia da República para votar, dar a pata e rebolar, de acordo com as ordens das direcções dos partidos, quando foram eleitos para representar o povo.

O que verdadeiramente não dignifica os trabalhos parlamentares é termos deputados que conseguem afirmar que as pessoas não estão melhores, ao contrário do país, que, esse sim, está muito melhor, como se fosse possível um país ser o contrário dos cidadãos.

O que verdadeiramente não dignifica os trabalhos parlamentares é termos deputados que pensam que os problemas pessoais dos cidadãos podem condicionar o desempenho do trabalho parlamentar, porque, para estas gravatas amestradas, esse trabalho, já se sabe, não é resolver os problemas dos cidadãos.

O que verdadeiramente não dignifica os trabalhos parlamentares é haver um deputado que pensa que os dramas pessoais não devem ser levados para o “seio do debate político”, porque, para estes cabides de fatos caros, o debate político e parlamentar deve estar o mais afastado possível dos dramas pessoais, essas coisas que levam os doentes a gritar que não querem morrer e outras incomodidades.

O que verdadeiramente não dignifica o trabalho parlamentar é termos Luís Montenegro a chefiar uma das bancadas parlamentares.

A pobreza de Passos Coelho

Pedir esmolaDados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o risco de pobreza aumentou em 2013, informação desvalorizada por Passos Coelho, sempre pronto a imitar exemplos como o de Luís Montenegro. Segundo o primeiro-ministro, esses dados correspondem a “um eco daquilo por que passámos, não é a situação que vivemos hoje. reporta aquilo que foi a circunstância que vivemos, nomeadamente em 2013, que foi, talvez, o ano mais difícil em que o reflexo de medidas muito duras tomadas ao longo do ano de 2012 acabaram por ter consequências.”

Convém relembrar, muito a propósito, que 2012 e 2013 foram considerados anos de viragem por Passos Coelho.

Em 2015, ano-mesmo-mesmo-de-viragem-agora-é-que-é, o risco de pobreza, segundo o ainda primeiro-ministro, diminuiu, o que, mesmo que fosse verdade, faria uma enorme diferença a quem continuasse pobre ou em risco de empobrecer.

Entretanto, o valor das penhoras da Segurança Social subiu 11% em relação a 2013 e foram cobrados coercivamente mais 68,8 milhões de euros que em 2011, o que só pode ser sinal de enriquecimento dos portugueses.

A vida das pessoas continua a não estar melhor

BES PSD

E porque recordar é viver e a aldrabice anda de mão dada com este governo e respectivos lacaios parlamentares, eis que chega o momento de recuperar esta frase inspiradora do maçon Montenegro, autor da célebre frase “eu sei que a vida quotidiana das pessoas não está melhor, mas não tenho dúvidas que a vida do país está muito melhor do que em 2011”. Montenegro, qual virgem ofendida, insurgia-se no início de Agosto contra demagogos que acusavam o governo de ajudar banqueiros enquanto eles, os samaritanos dos tempos modernos, isentavam os contribuintes de responsabilidades.

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Um país minguante

Está explicado o enigma de Montenegro: o país está muito melhor porque há cada vez menos pessoas.

E cortes nos depósitos das contas salário e contas reforma?

Líder da bancada do PSD garante que não haverá mais cortes de salários e pensões. Gentinha sem palavra.

Delírios da social-democracia do avental

mozart-montenegro

Apesar de residirmos todos no mesmo país, a cúpula social-democrata parece viver numa realidade distante daquela em que vive a esmagadora maioria dos restantes portugueses. Ou então, à semelhança do seu líder, são viciados na mentira. Na passada Sexta-feira, ouvi declarações do maçon que lidera a bancada parlamentar social-democrata – “eu sei que a vida quotidiana das pessoas não está melhor, mas não tenho dúvidas que a vida do país está muito melhor do que em 2011” – que não consegui interpretar, lacuna que penso decorrer da minha incapacidade de dissociar a vida dos habitantes de um país da vida do próprio país. Se calhar, como disse e bem o meu amigo Nabais, “este país não é para pessoas“.

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Tribunal Constitucional ou secção constitucional?

Segundo Virgílio Macedo,  presidente da Distrital do Porto do PSD, é provisória a decisão da Juíza de Direito, Dr.ª Cláudia Cristina Moreira Salazar, do 3.º Juízo Cível do Tribunal da Comarca do Porto, acerca da impossibilidade da candidatura de Luís Filipe Menezes à Câmara Municipal da Invicta. Definitiva será a palavra do Tribunal Constitucional, inscrita num parecer (do Tribunal Constitucional) e, obviamente, em sede própria (no Tribunal Constitucional). A minha dúvida é só uma, quanto à última palavra, ao parecer e à sede: estaremos a falar acerca do Tribunal Constitucional ou da tal secção constitucional no Supremo Tribunal de Justiça, defendida por Luís Montenegro e pelo meritíssimo Noronha Nascimento? Sim, convém saber.

Post scriptumEnquanto terminava este texto, ouvi uma doce melodia que reconheci imediatamente, embora não percebendo a sua proveniência. Acabei por encontrá-la, graças à janela aberta do Tribunal Constitucional. Se decidirem extingui-lo, espero que nos deixem o Bomtempo. Não vá o Diabo tecê-las, ficam aqui a primeira e a segunda.

Marco António faz de Relvas?

Foi isso que escrevi a 16 de julho:menezes

Marco António no lugar de Miguel Relvas.

Dei por mim a pensar que a recusa do Marco António tem uma de duas razões: substituir Miguel Relvas no Governo ou então, estar prontinho para avançar como candidato ao Porto, uma vez que, ao que tudo indica, a candidatura de Menezes será mesmo ilegal.

Confesso que estando perto de acertar, palpita-me que a marcação homem a homem que o PSD tem que fazer ao Pedro Mota Soares é tão importante que começo a ter dúvidas. O sector social está a aguentar a desgraça total no nosso país e é nessa área que está parte do travão à explosão – o PSD não pode deixar tal capacidade na mão do inimigo e por isso Marco António não o pode deixar sozinho.

Dou por mim a pensar noutro nome – os sorrisos de um deputado na televisão são uma boa pista.

 

Ponto de ordem à canalhada

Ó meninos Bem, se me permitem, um ponto de ordem à mesa, pode ser?caa1

Se houver um segundo resgate é porque o vosso trabalho falhou. O vosso e o do Governo que Vossas Senhorias apoiam e aplaudem, ok?

Ou seja – não é por culpa da oposição, não é por culpa do Tribunal, nem tão pouco do povo.

Claro que no vosso entendimento, sendo este um povo tão triste e foleiro, daria mais jeito eleger um novo povo, mas…

Vejam lá este detalhe, pode ser?

Repito: É apenas e só da Vossa – Deputados e Governo – incompetência, OK?

A democracia abalroada

“Não há democracia se os representantes legítimos do povo, por estes eleitos directa ou indirectamente, forem impedidos de expressar o seu pensamento” Luís Montenegro

Certo, mas. Mas não há democracia quando os candidatos a deputados prometem uma coisa e fazem outra depois de eleitos. Não há democracia quando a promessa eleitoral tem valor zero. De contrário, como é que se escolhem os legítimos representantes dos cidadãos? Com base na cor do cabelo?

O facto é que  os “representantes legítimos do povo, por estes eleitos directa ou indirectamente”, como Montenegro disse, foram eleitos com base num programa eleitoral. Mas esse programa eleitoral não está, nem de longe, a ser cumprido. Assim sendo, estes deputados são ilegítimos representantes do “povo”. A democracia foi abalroada, sim, mas pelo governo e pelos deputados que o suportam.

Les beaux esprits…

Luís Montenegro, na Assembleia da República, elogia a grandeza de figuras como António Barreto e Santos Silva que, tal como ele, verberaram o “comportamento anti-democrático” dos cidadãos que nas fuças do Relvas cantaram a “subversiva” Grândola Vila Morena.

Dizem as eminentes criaturas que tal é uma limitação à liberdade de expressão.

Francisco de Assis, não se ficando e na passada, defendeu uma aliança do PS com o PSD e CDS. Tão fofos, tão queridos! Chiça, que isto cada vez está mais parecido com uma telenovela mexicana

Olha quem fala

Luís Montenegro, espécie de garante-moral do PSD (sempre indignado com o que de menos bom acontece ao partido onde também estão Passos e Relvas) ameaça não deixar cair a questão da reforma do Estado por não “aceitar que as regras da democracia sejam subvertidas”.

Loja Mozart vai abrir espaço no Cascais Shopping

Foi possível apurar que a Loja Mozart irá expandir o seu negócio, no seguimento da fuga recente de muitos dos seus membros, e irá comercializar os seus serviços num espaço arrendado para o efeito no Cascais Shopping.

O negócio principal continuará a consistir na compra e venda de influências, podendo estender-se ao aliciamento de árbitros de futebol e ao desbloqueamento de telemóveis. Efectivamente, Luís Montenegro declarou que “como em todos os negócios, é importante diversificar e a Assembleia da República já se tornou pequena para um negócio desta dimensão. É por isso que vamos, também, comercializar os nossos aventais, pretendendo, com isso, atingir novos targets, como, por exemplo, as donas de casa. Para além disso, estamos a pensar criar um espaço “minimaçom”, para os mais pequeninos, porque acreditamos que a iniciação deve ser feita o mais cedo possível, que estas coisas, quanto mais tarde, pior.”

Segundo algumas fontes, existe, até, a hipótese de vir a ser criado um franchising, para que a Loja venha a abrir em vários centros comerciais. Para mais tarde deverá ficar a implementação de um projecto paralelo no âmbito da restauração, onde serão vendidos pratos típicos da Maçonaria, como a deliciosa Tarte de Maçom.