Só se deixa enganar quem quer…

Há muito que já deveria ter ido

ISP, mais uma descarada e despudorada mentira governamental

No início do ano 2016, com o preço do petróleo em baixa e temendo a perda de receitas, o ministro Mário Centeno anunciou a subida do ISP em 6 cêntimos por litro de combustível. Em simultâneo anunciou a constituição de um mecanismo de ajuste, que permitiria avaliar e rever o nível de imposto a cada 3 meses, descendo o valor a pagar se o petróleo viesse a subir a cotação, ou mantendo caso o preço da matéria-prima se mantivesse em baixa. Há sempre quem considere poucochinho mais um agravamento de imposto, mas a verdade é que para o Estado o sector automóvel tem sido ao longo dos anos uma verdadeira galinha dos ovos de ouro. [Read more…]

Acha estranho, deputado Montenegro?

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Acho estranho que Luís Montenegro ache estranho que “o primeiro-ministro e os seus “acólitos” estejam “com tanto medo” que o Parlamento “queira descobrir a verdade” sobre o acordo com a equipa de António Domingues na Caixa Geral de Depósitos (CGD)“. Não que me pareça estranho que um primeiro-ministro e respectiva entourage se possam sentir aflitos com a descoberta da verdade, seja lá que verdade for, mas que o senhor deputado veja aqui qualquer tipo de estranheza.

Senão vejamos: esta posta começa com uma montagem, gentilmente roubada (mesmo à esquerdalho) à radicalíssima Uma Página Numa Rede Social, que nos confronta com alguns exemplos, em muito idênticos ao referido por Montenegro, de situações em que o anterior primeiro-ministro e respectivos “acólitos”, entre eles o próprio Dr. Montenegro, estariam “com tanto medo” que o Parlamento quisesse “descobrir a verdade” que acabaram por impedir que os directores da Autoridade Tributária fossem ouvidos a propósito do caso da Lista VIP, que Cavaco respondesse por escrito a propósito do caso BES, que Passos Coelho (ironia máxima) fosse ouvido sobre as suas dívidas à Segurança Social e que Maria Luís Albuquerque respondesse perante os deputados sobre os polémicos swaps. [Read more…]

Estratégia SMS

Sabotar Mário Senteno.

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Estão todos demitidos. Vamos para Eleições.

Está demitido Mário Centeno, Ministro das Finanças de Portugal, o melhor da nossa democracia, por andar a negociar a presidência da Caixa Geral de Depósitos por e-mail e SMS, prometendo aquilo que não pode dar, por ser ilegal, e por, afinal, não ter dito a verdade sobre o que realmente prometeu ao banqueiro.

Está demitido António Costa, Primeiro-Ministro de Portugal, o melhor da nossa democracia, por ter dado cobertura formal ao erro do seu Ministro das Finanças, o melhor da nossa democracia, emitindo um comunicado oficial no qual reafirma a lisura do comportamento do Governo e do seu Ministro, facto que não corresponde totalmente à verdade.

Está demitido o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, por ter diligenciado, junto do vice-presidente de um Banco concorrente da CGD, António Lobo Xavier, a obtenção dos registos de comunicações privadas entre o Ministro das Finanças e o gestor cuja contratação para o Banco Público estava a ser negociada. Isto sem o conhecimento quer de Mário Centeno, quer de António Costa, o Primeiro-Ministro em funções.

Está demitido o Conselheiro de Estado António Lobo Xavier por, objectivamente, se ter colocado numa situação de intolerável conflito de interesses, imiscuindo-se em assunto interno de um Banco Público, concorrente do Banco BPI do qual o próprio é vice-presidente e a quem aproveita a fragilidade da CGD, enquanto actuava investido em três funções distintas e só compatíveis num país que perdeu totalmente a noção da realidade: comentador televisivo, banqueiro e Conselheiro de Estado.

Uma vez que estão todos demitidos, precisamos de eleições legislativas antecipadas.

Claro que Mário Centeno mentiu

Mário Centeno mentiu, obviamente. E mentiu com quantos dentes tem na boca – da mesma forma que alguns riem a bandeiras despregadas.
Não é preciso ser um génio para saber que ele mentiu, nem sequer convocar a teoria dos fractais.

28 de Julho – Governo isenta administradores da CGD de apresentarem os rendimentos no Tribunal Constitucional

25 de Outubro – O Ministro das Finanças confirma em nota oficial que a nova administração da CGD só terá de prestar contas sobre os rendimentos ao Governo.

15 de Novembro – António Domingues envia carta ao Ministro das Finanças, onde relembra que «A não sujeição da administração a esse estatuto (…) tem, para além do mais, como consequência a não submissão ao dever de entregar ao TC a declaração de património e consistia, desde o início, uma premissa essencial para o projeto de recapitalização da CGD e foi uma das condições acordadas para aceitar o desafio de liderar a gestão da CGD e do mandato para convidar os restantes membros dos órgãos sociais, como de resto o Ministério das Finanças confirmou”

Depois disto, o que falta? Uma assinatura? Um SMS?
Não são precisos óculos especiais para ver que o Ministro das Finanças mentiu. A inexplicável isenção de declaração de rendimentos esteve acordada desde o primeiro dia.
Mentiu, pronto. E agora? Não é essa a matriz de um político, mentir? Olha o Eduardo Vítor com o caso da mulher! Acaso fazem outra coisa, os políticos, senão mentir? Claro que não se vai demitir por causa disso. Aliás, ele e qualquer outro político devia demitir-se era se algum dia dissesse a verdade. Porque isso é que é defraudar o pessoal.
Posto isto, são todos uns hipócritas. [Read more…]

A importância de Centeno e a “guerra” ao Presidente da República

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Miguel Teixeira

(…) numa altura tão difícil da vida nacional em que o país se confronta com enormes desafios, em que qualquer perturbação ainda que estéril como o “arrastar” da “novela da Caixa”, pode custar caro a Portugal, Marcelo está a fazer o que deve ser feito. Transmitir uma imagem positiva do país, muitas vezes chamando a atenção para o que é preciso melhorar, mas assumindo uma posição de Estado e de lealdade institucional. Infelizmente, esta postura não tem sido compreendida por alguns ilustres que nele votaram, que não conseguem discernir o que deve ser uma postura de Estado que o PR deve assumir, dos interesses da claque ou clube de futebol da sua preferência, características que gostariam de visualizar no “modus operandi” do mais alto magistrado da nação. Tenho para mim que o país deve estar acima das “claques” sejam de esquerda ou de direita”. [Read more…]

SIC Notícias facilita acesso à pós-verdade

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Estes estalinistas não se dão nada bem com a verdade. Bloqueiam-na. Reconstroem uma sociedade cada vez sinistra, de informação manipulada, com o auxílio da imprensa em bloco. Com a excepção, claro está, da SIC, da RTP, da TVI, do Sol, do I, do Correio da Manhã, do Público Dinis, do Expresso, do JN e dos blogues disfarçados de jornais como o Observador, o ECO e o Jornal Económico. Tirando estes, está tudo ao serviço da maldita Geringonça. Conseguirá a resistência repor a verdade?

Imagem via Os truques da imprensa portuguesa

Se não, fazem o quê? Passam da guerrilha actual à guerra?

PSD e CDS fazem ultimato à esquerda: querem acesso aos SMS da Caixa até às 18h“. Eis que se chegou ao que já se adivinhava – zero de interesse nacional, 100% de jogo partidário.

A conferência de imprensa

Queriam muito que Centeno falasse, que fosse a comissões, que enfrentasse o que eles não se cansam de chamar o “escrutínio da comunicação social”. Ora, o ministro, pressionado pelas circunstâncias, sim, enredado em telenovela menor, sim, mas compreensivelmente farto desta feira e resolvendo despachar este expediente, foi-se a eles num conferência de imprensa. Fez uma declaração e ficou em pose de “venham eles, quantos são, quantos são”. E eles acometeram. Nas sedes dos vários canais estavam todos a postos. Finalmente a caça tinha caído na armadilha. Comentadores sortidos – sortidos de cara, não de cor – afiavam a faca sentadinhos nas suas cadeirinhas de comentar. Começou a conferência, o ministro declarou, o ministro foi respondendo, o espectáculo não dava as broncas que se esperavam. Centeno respondia a perguntas às centenas. E como a coisa não estava a dar o resultado previsto e não havia foguetório, os vários canais foram deixando cair a emissão em directo e passando a palavra aos tais comendadores, perdão, comentadores, para que eles dissessem o que Centeno queria dizer com o que disse e, sobretudo, com o que não disse, com o que deveria ter dito e, até, com o que quase disse mas não disse. O resto ficará para o falar viscoso do Lobo Xavier. [Read more…]

“Portugal à Frente” sempre tresandou a hipocrisia

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“Nós queremos que os próximos quatro anos não sejam anos de sobressalto, não sejam anos em que as pessoas não sabem o que é que vai acontecer com os salários, com as pensões, com os seus rendimentos ou com a sua vida. Queremos que os próximos quatro anos sejam anos de segurança, de estabilidade, de previsibilidade” – Passos Coelho, 4 de Junho de 2015

“Que bom para Portugal e para os portugueses não terem de viver em sobressalto à espera de novas medidas, de novos desenlaces, sem saber o que é que poderia acontecer, por causa da troika, por causa do Tribunal Constitucional, por causa da oposição. E todos passámos por isso. Não queremos voltar a passar por isso” – Passos Coelho, 4 de Junho de 2015

Agora que o país caminha para uma certa estabilidade financeira e social. Agora que até cresceu mais do que era previsto pelo governo e pela Comissão Europeia. Agora que viu alguns dos cidadãos recuperar alguns dos rendimentos que lhe foram indevidamente tirados pelos cortes cegos do seu governo, alguns deles declarados inconstitucionais pelo TC; no qual o salário mínimo cresceu e os custos com o trabalho estão a subir gradualmente, no qual os pensionistas e reformados também viram revistas (em alta) as suas pensões e reformas, o que não aconteceu no seu governo; no qual, 130 mil crianças irão receber o dobro do que recebiam de abono de família durante o seu governo, entre outras medidas que estão a melhorar paulatinamente o quotidiano de milhões de portugueses, o que é que propõe democraticamente o PSD para combater os problemas do país?

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PSD também vai querer ler a Constituição

O PSD está interessado em ler as mensagens entre Domingues e Centeno. Ao que o Aventar apurou, este súbito desejo de literatura poderá resultar do conhecido “Efeito Retardado do Plano Nacional de Leitura Entre os Nascidos em 1983”. Poderá ser esta a razão pela qual o deputado Hugo Soares veio hoje clarificar que o  PSD quer mesmo ter acesso à transcrição de eventuais mensagens  entre os dois referidos interlocutores. Até porque, repare-se na coincidência, o deputado Hugo Soares nasceu nesse ano também.

Soubemos, ainda, que este tardio desejo por literatura não se satisfaz com os efémeros “Tás bom pá?” e “LOL tá demais” que povoam as mensagens de SMS. Não!, o PSD de Passos Coelho vai, finalmente, ler a Constituição da República, aquela que ele meteu na gaveta durante o seu tempo de primeiro-ministro.

É mais um feito de Centeno. Depois de ter conseguido o melhor défice de sempre e um crescimento económico assim-assim, sem cortar salários e pensões, como o antecessor fazia, eis que também mete deputados a ler. A continuar assim, ainda veremos novamente declamação de poesia durante o plenário.

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Hugo Soares, ex-líder da JSD, em pose com livros em pano de fundo.  Foto: Miguel Silva.

A história de uma mentira, que afinal é só meia verdade, mas que mostrou mais uma vez a miséria moral deste país!

Rui Naldinho

O envolvimento de Mário Centeno no processo que desobrigava os futuros administradores da CGD de entregar declarações de rendimentos tem sido o abono de família da Oposição, parca em iniciativas palpáveis que possam ajudar a melhorar as nossas vidas. PSD e CDS vêem na guerrilha ao actual Ministro das Finanças, a par de Vieira da Silva, os membros do executivo com mais influência nas decisões de António Costa, uma das raras oportunidades de fragilizar o governo, desacreditando Centeno, bem como os partidos que sustentam esta coligação.

Mário Centeno. Fotografia: MIGUEL A. LOPES/ LUSA

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Tens a certeza que queres dar lições de honestidade ao Centeno, Passos?

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Concordo com o Bruno Santos: “Se o Ministro das Finanças não mentiu, deve encerrar-se o assunto e seguir em frente. Mas se mentiu, deve sair. Um alto responsável público não pode mentir“. Tão simples quanto isto. Um alto responsável público deve ser à prova de bala, íntegro, honesto e transparente. Se quem nos governa não possui estas qualidades, estamos tramados.

E é exactamente por pensar assim que não percebo o descaramento de Pedro Passos Coelho, que por estes dias afirmou que Centeno “está muito fragilizado” porque “faltou à verdade aos portugueses”. Das duas, uma: ou o líder do PSD passou quatro anos e meio muito fragilizado na liderança do governo, o que explicaria muitas argoladas, ou não tem um pingo de vergonha na cara. Olha que a internet não perdoa, Pedro. [Read more…]

Cada vez mais claro

Que o governo mentiu aos portugueses.

É oficial: o semanário Sol mentiu ao país

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Passaram quase três meses desde que o semanário Sol publicou a capa que podem ver em cima. O jornal assegurava que Mário Centeno, Caldeira Cabral e Rocha Andrade estavam de saída do governo em Janeiro. Chegados a Fevereiro, os três governantes continuam em funções e, com a excepção da teoria da conspiração solar, nada indica que estejam em vias de ser chutados do executivo de António Costa, algo que, no caso de Rocha Andrade, se lamenta. [Read more…]

Maria Luís faz merda e o culpado é o Centeno

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É o que retiro da escolha da redacção do Público para a fotografia que ilustra este “desce”. Podia ter escolhido a senhora Arrow Global? Podia, mas não era a mesma coisa. É que, quando penso em swaps, não sei bem porquê, não me ocorre o nome do ministro das Finanças. Ocorre-me a bela merda que Maria Luís Albuquerque, e outros como ela, andaram a fazer em empresas públicas. Diz o Viriato que, ainda Sòcrates mandava nisto tudo, e já a Dona Maria andava a dar cabo dos cofres públicos. A levar o país a sério à moda do PSD.

Fonte: Os truques da imprensa portuguesa

Hoje há mais dignidade

Houve um tempo em que a segunda figura do Estado Português se curvava para receber o óbolo de uma ministra.
Hoje há mais dignidade.

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Deixem-se de merdas e cumpram a lei

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Poucos debates espelham tão bem o país em que vivemos. Discutir se um gestor público, tal como qualquer governante, deve ou não apresentar a sua declaração de rendimentos é triste, acima de tudo, porque não deveria sequer gerar qualquer tipo de discussão. É óbvio que deve. Melhor: é obrigado a fazê-lo. Se existe uma lei que a isso mesmo obriga, qual é a dúvida? Se António Domingues e a sua equipa são tão fantasticamente espectaculares, como podem supor que estão acima da lei? Será que lhes foi prometida uma excepção à regra, que obviamente violaria a lei portuguesa, e eles, tão fabulosos, não perceberam que tal não era possível? Esperava-se mais de um indivíduo que vai auferir um salário astronómico sem mostrar serviço.  [Read more…]

Quando é que o Ministro das Finanças se demite?

António Costa e o seu entediante Ministro das Finanças têm todo o direito de olhar para António Domingues como a última Coca-Cola do deserto.
O que não podem, por causa dessas suas convicções pessoais, é fazer leis à medida de uma pessoa em particular, abrir precedentes perigosos e tratar de maneira diferente situações que são iguais. A partir de agora, que legitimidade moral tem o sensaborão Mário Centeno para exigir a entrega de Declarações de Rendimento e Património a outros gestores públicos?
A forma como esta questão termina – os gestores da Caixa NÃO vão entregar a declaração porque não lhes apetece – é simplesmente humilhante. É que estamos a falar do Ministro das Finanças da República de Portugal, que não tem de baixar as calças a um banqueirozeco qualquer. Que ainda não se percebeu muito bem de que tem medo.

Contra o Orçamento do Estado para 2017

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© Rui Gaudêncio (http://bit.ly/2dhUUdi)

Well I keep seeing this stuff and it just comes a-rolling in
And you know it blows right through me like a ball and chain

— Robert Allen Zimmerman, “Brownsville Girl

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Eis um Governo que sorri e encolhe os ombros, enquanto “aguarda serenamente“, mas depois é apanhado a entregar documentos de duvidosa qualidade técnica. Aliás, na senda daquilo que aconteceu com o OE2012, o OE2013, o OE2014, o OE2015 e o OE2016.

Antes de passarmos ao Relatório do Orçamento do Estado de 2017, debrucemo-nos muito rapidamente sobre exemplos da Proposta de Lei: [Read more…]

Mário Centeno e a indignação hipócrita

Passos Publico

É raro mas não tem porque não acontecer. Tal como o PSD, também eu quero saber se Mário Centeno mentiu ou não na comissão política de inquérito ao caso Banif. E se ficar provado que o fez, quero consequências. E não as quero brandas. Soa-me estranho mas nesta estou com o PSD. Ou com o que resta dessa coisa.

Mas devo lamentar que esta indignação com a suposta mentira de Centeno não se tenha feito sentir noutras ocasiões. E não vou sequer entrar no chorrilho de aldrabices com que Passos Coelho tentou convencer os portugueses em 2011, ou perder aqui muito tempo com a forma como ele e o seu governo enganaram a população por motivos eleitoralistas, em temas como a sobretaxa ou o caso BES. Está-lhes no ADN. [Read more…]

Os milionários que ganham 2000 euros por mês

A experiência diz-me que terei muito tempo para dizer mal do Governo, do Primeiro-Ministro, do Ministro das Finanças e de muitos outros que se ocupam das funções executivas. A mesma experiência diz-me que já não deve faltar muito, porque os governos começam muito depressa a dizer e a fazer asneiras.

Hoje, vou limitar-me a apontar um dedo preguiçoso a jornais e a jornalistas.

O DN faz a chamada para uma entrevista ao Ministro das Finanças usando uma citação: “Quem tem 2000 euros de rendimento tem uma posição privilegiada.”

Não sendo eu um queixinhas, a verdade é que não me sinto propriamente um privilegiado, pelo menos no que toca a rendimentos, que privilégios há muitos.

Quando estava a preparar-me para soltar um impropério, pensei: “Deixa lá ler a parte da entrevista acerca disto dos rendimentos.” E lá me deixei ir ler.

Deixo-vos a citação completa da resposta, porque  uma pessoa lê as gordas e depois está no quentinho e não lhe apetece ir mais além. Aqui fica. Do título ao texto vai um passo gigante: é assim que se arranjam entorses e é assim que se vendem jornais. [Read more…]

Orçamento do Estado para 2016

OE2016

JOÃO RELVAS/LUSA (http://bit.ly/1PcDInQ)

 

tínhamos visto os “riscos relevantes”, as opções “pouco prudentes” e “a incerteza relativa às consequências de médio prazo”.

E agora? Agora, temos um

AO90

com:

acção social (pp. 52, 110, 118, 127 e 131) e ação social (pp. 86, 88, 128, etc.) [Read more…]

A Comissão Europeia tem reservas quanto ao Orçamento do Estado de 2016?

Faz a Comissão Europeia muito bem. Efectivamente, este Orçamento do Estado é péssimo.

Orçamento do Estado para 2016: irresponsabilidade, incerteza e riscos relevantes

centeno

© Pedro Rocha/Global Imagens (http://bit.ly/1VewGAx)

Efectivamente, depois de ter aguardado com serenidade, li o Esboço do Orçamento do Estado 2016 e estou de acordo com a avaliação levada a cabo pelo Conselho das Finanças Públicas. Trata-se de um documento com “riscos relevantes”, com opções “pouco prudentes” e que acentua “a incerteza relativa às suas consequências de médio prazo”.

Reflictamos acerca de alguns exemplos deste Esboço:

  1. «a política orçamental caracteriza-se» (p. 1) e «caraterizou a economia na década que precedeu a crise» (p. 12);
  2. «Compl. Reforma Transportes Colectivos» (p. 8) e  «rendimentos coletáveis anuais» (p. 8);
  3. «empresas do sector» (p. 8) e  «desempenho do setor empresarial» (p. 10);
  4. «Poupanças Sectoriais» (p. 8) e «Balanças Setoriais» (p. 4);
  5. «promover a reafectação» (p. 12) e «é afetada através das previsões» (p. 10);
  6. «submetidos em Novembro de 2015» (p. 17) e «apresentação pela Comissão Europeia, em novembro de 2015» (p. 1).

Portanto, ao contrário daquilo que diz o ministro das Finanças, não se trata de «um orçamento responsável».

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Mário Centeno: aqui está o link para a Grande Entrevista

realizada ontem por Vítor Gonçalves e emitida pela RTP3. Aqui onde? Aqui. 🙂
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Mário Centeno

é uma lufada de ar fresco no discurso económico sobre Portugal. Na entrevista a Vítor Gonçalves, em tom cordato e claro, referiu as gravosas consequências da descapitalização das famílias para o desenvolvimento do País. Mas também o desinvestimento público na educação dos portugueses. É por aí, sem dúvida.

Sem tirar e talvez pondo

«Mais de 50% dos portugueses recebem uma forma de salário inferior a oito mil euros [por ano]”. Note-se a formulação (justa) relativa à natureza vaga dos rendimentos dessa tanta gente pobre. Ruptura, sem dúvida.
[Expresso]

A reafectação dos factores

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Stephen Antonakos (1926–2013): Incomplete Circle (five-unit drawing with blue and red incomplete circles), 1975. Copyright:© 2015 Stephen Antonakos (http://bit.ly/1HIjMoX)

Como sabemos, foi recentemente apresentada a versão para debate público do Projeto (sic) de Programa Eleitoral do Partido Socialista. Entretanto, durante uma conferência de imprensa, António Costa afirmou que as medidas apresentadas num relatório coordenado por Mário Centeno “inspiram e vão motivar a elaboração do programa do Governo”.

É preocupante que determinadas opções apresentadas no relatório possam inspirar a elaboração do programa do Governo do Partido Socialista.

Na página 9 do relatório, podemos ler “adequada reafectação dos fatores produtivos”. Um forte aplauso para a adopção de ‘reafectação‘ quer nesta página 9, quer na página 65 — “reafectação territorial e funcional de funcionários públicos” e “reafectação de funcionários excedentários” — e uma vaia monumental às ‘afetação‘ das páginas 14, 25, 64, 73 e 74 .

Sejamos claros: a grafia ‘fatores‘, além de não pertencer ao repertório ortográfico português europeu, não é companhia que se recomende a uma reafectação. Em português europeu, como sabemos, “reafetação dos fatores” *[ʀjɐfɨtɐˌsɐ̃ũ̯ duʃ fɐˈtoɾɨʃ] não existe: a formulação grafemicamente satisfatória é “reafectação dos factores” [ʀjɐfɛtɐˌsɐ̃ũ̯ duʃ faˈtoɾɨʃ]. [Read more…]