De 2006 a 2011, escrevi que me pari contra os sinais e sintomas de um rumo político despesista e palhaço que trazia na ponta boa parte das nossas desgraças. Valeu de muito pouco e uma saída veio tarde e a más horas. Ando a habituar-me à ideia de ser um desconsumidor militante: perante as bebedeiras de belo de cada dia, o dinheiro parece mesmo coisa obsoleta e desnecessária, uma loucura e uma escravidão colectiva. Viver feliz com Nada. Há momentos em que deliro de genuína felicidade e inteira liberdade, as quais só desejo prolongar. Não posso, porém, esquecer-me do meu País, dos seus Acomodados e dos seus Loucos. Ontem, apesar e para além de tudo, fiquei feliz por, na Quadratura do Círculo, Lobo Xavier ter enfiado na correcção socialista-derrotista a sua nomeação, por Vítor Gaspar, para presidente da Comissão de Revisão do IRC, a melhor notícia do mês e do ano. Bem sei que Lobo é pedantíssimo lá, onde Pacheco é ultra-rancoroso e o Costa um cínico monumental. Mas nada como mais uma Comissão para esfregar na Opinião Pública e na NinfoTroyka, agora que os gestores do ajustamento não podem falhar e tudo, mas mesmo tudo da execução orçamental, terá de decorrer pelo melhor e mais surpreendente dos mundos possíveis e sobretudo valer a pena. De resto, a Covardia e a Mediocridade varam o Regime de lés a lés, de Cavaco aos Partidos do Sistema: a Covardia tenta agradar a gregos e a troianos, faz de Presidente da República, logo, faz fretes aos que clamam pela Constituição com um fervor com que não clamaram pela Deriva Sacana da Política como forma de Enriquecer. A Mediocridade diz que há outro caminho, mas não diz qual nem se chega à frente senão para ejacular desejo de poder, tão fresca a porcaria que foi feita ao País. Sim, há horas em que a Mediocridade Técnica, Ética e Cívica é propriedade exclusiva dos Conas-Catástrofe Socialistas. Temos de suportar a maldita antena de Merdas-DesArticuladas como Ferro, Soares e Alegre, a sugerir demissões e dissoluções, quando toda a gente sabe nos cafés, nas mercearias, nas paragens de autocarro, cacilheiro ou metro, nos corredores de putas, metidas por cunha, da Galp, da PT, da EDP, que ninguém, ninguém!, faria melhor em Portugal que o imbecil de serviço.
A hora do Sul
Um novo livro do politólogo e especialista em relações internacionais Bertrand Badie (n.1950) e do jornalista Dominique Vidal (n.1950) ajuda a pensar o nosso mundo em ruptura. La cassure (editora La découverte, colecção L’état du monde, dirigida pelos dois) defende a salvação daquilo a que chamam “o soldado político”. Quem é este novo recruta? Não é novo, mas tem andado a dormir na forma, enquanto o modelo norte-americano dava cabo do contrato social na Europa, elevando o marketing e as ciências da gestão (designações mentirosas para o que nunca passou de comércio) ao estatuto de religião monoteísta dos Estados. [Read more…]
A Senhora Catalina Sabe, mas só fala quando lhe é conveniente
O que vale é que Passos Coelho não tem netos
O PSD é tão português…
[…] solicitamos a realização de um Congresso Extraordinário do PSD […] Destituição da Comissão Política Nacional (e do seu Presidente) […]
Zé Povinho na guilhotina e a fórmula do capital
Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar
bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até
que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à
falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado
Karl Marx, in Das Kapital, 1867
Não é por acaso que coloco a citação de Marx ao começo do texto. O endividamento do povo poe causa das políticas de austeridade do governo de Portugal, não têm remédio, excluindo esse de juntar famílias na mesma casa. Como diz Marx, o endividamento do povo, vai conduzir a política do governo, a gastar mais dinheiro estatizando bancos que entram em falência, pela incapacidade do povo de pagar dívidas. [Read more…]
Mulheres no Aventar
Corro o risco de ser politicamente incorrecto, mas vou procurar escrever sobre algo que, admito, poderá não ser
motivo para um texto – as mulheres no Aventar.
Não há qualquer tipo de novidade na presença feminina na web, mas parece-me que há ainda uma relação muito desigual entre os dois géneros, ou não?
Nas últimas semanas temos tido a felicidade de ver entrar na nossa equipa alguns novos aventadores, todos eles a escrever no feminino. Não creio ter havido por cá uma negociação em torno da paridade que até se encontra legislada – esta Lei de Agosto de 2006 vem estabelecer
“que as listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais são compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos.”
E a nova realidade do Aventar levou-me a pensar de que modo está ou não mais igual a participação das Mulheres na nossa sociedade, no seu sentido mais amplo. Será que hoje a Mulher saiu realmente do espaço doméstico para o espaço público? Será que faz algum sentido discutir esta temática?
Há quem ache que sim: Sofia Silva apresenta na sua Tese de Mestrado um estudo nesta área e procura pensar a relação entre as vidas pessoais e profissionais sob o ponto de vista feminino.
Em diferentes espaços sociais tenho percebido que é menos fácil a participação das mulheres – nas associações de pais, nos clubes e associações, nos sindicatos, nos partidos…
Que factores concorrem para essa realidade?
Lá está, o costume! Escrevi, escrevi e não disse nada… Confesso que tinha uma ideia na cabeça quando comecei, mas com o percurso dos dedos no teclado fui-me afastando e já não consigo regressar…
Sejam bem-vindas.
Discurso do Presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, na Rio+20
Um dos mais brilhantes e lúcidos discursos sobre o mundo em que estamos e a vida que levamos.
Não podemos continuar indefinidamente sendo governados pelo mercado, e sim, temos de governar o mercado.
10 minutos – Legendado em português, inglês e linguagem gestual.
Resistir, der por onde der, ao Tsunami 2013
Cavaco tem tido os seus deslizes que o afastam preocupantemente da realidade. Não lhe caberia, logo a ele, colocar o dedo culpado na grande ferida nacional em que redundou a nossa desindutrialização e desactivação pesqueira dos anos noventa. Foi por sua mão. Dói. Mas se o problema de desconexão com a História, com responsabilidades passadas, e, logo, com a própria realidade, fosse adstrito a Cavaco, menos mal. Há, porém, mais tartamudo nefelibata no resto da esfera representativa convencional, a qual anda pela hora da morte. Por exemplo, o deputado comunista, Jorge Machado, quando se atira contra o roubo consignado no OE2013, dizendo esta mesma palavra grosseira e grotesca «Roubo», apanha logo pela frente o deputado do CDS-PP, Nuno Magalhães, o qual convoca a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, contra a suposta autorização de um vocabulário chulo por parte dos deputados, uma vez que na casa da democracia não se deveria autorizar hipérboles e desbragamentos de café, tasco e confeitaria [termos a que Louçã estava exclusivamente autorizado e os quais elevou a mito ciceroniano] argumentário perante o qual Assunção Esteves se limita a mostrar que pode ser seráfica, mas não é perfeita, pois, admitiu, estava distraída. Era uma cassete. Não reparou. Pelo que se limitou a chamar a atenção para a necessidade de evitar esse tal vocabulário rasteiro e básico, regressando à distracção ou lazer tagarela da presidência da Assembleia nos seus colóquios intestinos. De loucos. [Read more…]
A Alemanha tem um Fraquinho por nós
Confesso as minhas dificuldades para farejar caninamente um rumo para os tempos históricos que vivemos, mas esforço-me com ganas — a espaços com muitas ganas e caralhadas a mais — armado em perdigueiro pelo menos da nossa realidade política viciosa. Enquanto espécie e civilização, coleccionamos não pequenos exemplos de cegueira para o cenário macro, pois os pequenos acontecimentos que nos afectam pessoalmente retiram-nos a atenção para o que de mais crítico suceda no plano geral. Sorrateiramente, a Alemanha voltou a ditar as regras na Europa. Goste-se ou não, está numa posição de força. De novo. As coisas são o que são. Antes e para além das declarações de amor e irredutibilidade em nossa defesa por parte de Wolfgang Schäuble, coisa significativa, Pedro Passos Coelho e o seu Mastermind Mentor Gaspar tomaram partido, em nome por ventura de um tipo de prudência, jogo pelo seguro, segundo o nosso velho e ambíguo modo de defender interesses entre forças contraditórias superiores à nossa e sobretudo dada a nossa actual posição negocial vulnerável. Ambiguidade diplomática que muitos descreveriam como unívoca, Alemanha, Alemanha, Alemanha. Não o poderemos descortinar agora. Negociar bem e preservando um bem maior, não o fizéramos já nos anos quarenta do século XX?! Na altura resultou. Volfrâmio e conservas para uns, volfrâmio e palmadinhas nas costas para outros. Seguro é todo por uma esperança francesa radicada nas falinhas mansas de Hollande, ele próprio afinal a braços com medidas duras, drásticas, impopulares, e com a França por alguma razão já sob o fogo de artilharia agenciária. Não sabemos a que grau evoluirá esse bombardeamento e se recrudescerá. [Read more…]
Desnaufragar. Desesquizofrenizar
Estamos assim. É o que temos. Temos que em qualquer esquina vemos gente que estende a mão. Hoje, no Pingo-Doce, o velho que estava à frente na fila de compras não tinha moedas suficientes para liquidar nada mais que um sumo light. Enganara-se no preço para menos. Estava embaraçado. Imediatamente fomos três a estender à menina da caixa o montante para pagar aquela insignificância. Somos um só Povo. Sabemos unir-nos perante um inimigo interno ou externo. Não podemos deixar de protestar, de encher as ruas, agora mais que nunca, mas ao mesmo tempo nenhuma outra Hora reclamou tanta frieza, unidade e uma fina percepção do que construir e do que demolir, porque há muito a demolir no nosso Regime e Sistema Político. Não somos homogéneos nem unívocos, mas podemos e sabemos trabalhar pela unidade. Por ela me baterei.
Não sou de Direita. Não sou de Esquerda. Sou do Centro. Sou pelo bom senso e por estratégias de regeneração que têm sido traídas sucessivamente pelos Partidos, dentro e fora do Parlamento, dentro e fora dos Governos, traídas pelo Ministério Público, traídas pela Presidência da República, esmagadas e comprometidas desde o âmago paralítico do Regime. Não me incomoda que Gaspar falhe as suas previsões quanto ao nosso crescimento e mesmo quanto à caixinha de surpresas da meta dos défices de 2012 e 2013. Acho temerário até, quando mesmo o FMI hoje emite a medo, prever sequer seja o que for. Seja o tal crescimento em 2014, de 0,8%, seja o de 2015, com 1,8%, ninguém, em seu perfeito juízo, controla, domina, antevê, seja o que for da realidade europeia gripada e das várias ficções dela. Vivemos em plena esquizofrenia no âmbito da Política e no âmbito da Rua. A Rua também deveria ter objectivos concretos, regeneradores e aperfeiçoadores. Quais são eles? Pura cacofonia e bocas perfeitamente demagógicas e populistas. [Read more…]
O lugar da mulher é ao fogão
“Não há mulheres na política chinesa porque o seu lugar é ao fogão“. Este título chama a atenção a qualquer mulher.
“Quanto mais se sobe na hierarquia política chinesa, mais a presença das mulheres se torna rara. No Comité Central do partido apenas 6% dos membros são mulheres; no Bureau político, um órgão de 25 elementos, há apenas uma mulher; o Comité Permanente (o mais poderoso na hierarquia) nunca integrou uma mulher.”
Mas Mao Tsetung disse que elas são “metade do céu”!!!!!
O nosso lugar já não é ao fogão. Nunca foi. Embora eu escreva muitos posts com o computador sobre o micro-ondas!!
14N: Agora é a hora!
Para uma parte significativa do nosso povo Portugal tem que pagar o que deve. E ponto.
Existem, depois, dois grupos, minoritários que têm vindo a fazer opinião:
– para o PSD e seus boys existe um caminho para ser percorrido e que está, ainda, a começar: tornar privado tudo o que possa dar algum tipo de lucro, ou seja, depenar o país de qualquer tipo de possibilidade de se safar. Eles dizem que Nós (o país!) temos que pagar porque esse é um negócio que lhes interessa, e muito!
– para o BE, para o PCP, para uma parte cada vez mais significativa do PS e, claro, para um conjunto cada vez mais amplo de pessoas, independentes e livres, da esquerda à direita, está hoje mais claro o caminho que isto está a levar. Já perceberam qual é a agenda que está em cima da mesa. Já compreenderam o que querem os boys de serviço. Continuam, no entanto, sem apontar um caminho, sem dizer ” é por ali!”
Hoje, Silva Peneda, aponta um caminho: negociar e já!
Defendo essa exigência! É impossível continuar a pagar, quer os juros, quer a comissão à TROIKA, sem que isso signifique o fim do país.
Confesso que continuo a ter algumas dúvidas sobre o papel do CDS e de uma parte do PS que tendo percebido o que está em causa, continuam a vacilar entre o futuro do país e o futuro das respectivas carteiras – está também visto o que vão escolher quando tiverem que optar.
Neste quadro, meio estranho, onde os políticos se revelam incompetentes para resolver, tem que haver uma resposta das pessoas reais – de mim, de ti, de cada um de nós!
É um momento único este que vai ser vivido na próxima 4ª feira!
Uma EUROPA inteira a lutar!
Este é o caminho e poderá, desta unidade dos povos, das pessoas que trabalham, sair alguma coisa bem positiva.
Dia 14 participo na GREVE GERAL! E tu?
Alternativas: a CGTP
Em Portugal é um lugar comum dizer-se que não sou político e não quero ter qualquer relação com a política.
É, talvez, o maior dos nossos problemas. Se calhar esta ideia resulta da confusão entre política e partidos, até porque estes tomaram conta de parte significativa da nossa vida política, deixando pouco espaço para outro tipo de intervenções.
Querendo ou não querendo qualquer cidadão é um Político e com P dos grandes. E a afirmação da dimensão política de cada cidadão é anterior aos próprios partidos, isto é, cada pessoa antes de poder integrar um partido é um cidadão e por isso um político.
Nesta afirmação conceptual do que deverá ser a dimensão política da nossa cidadania, torna-se muito importante a intervenção nas diferentes organizações da nossa sociedade.
Os sindicatos são, também, um desses pilares da nossa democracia e têm nos últimos tempos procurado encontrar alternativas políticas ao caminho, errado, que o (des)governo de Passos Coelho insiste em percorrer.
Arménio Carlos apresentou uma conjunto de propostas alternativas à TROIKA, algo também feito há coisa de um mês.
Começa a ser hora de deixar de dizer que não há alternativas!
Há alternativas! Há outro caminho!
Sr. Presidente não permita a saída de mais nenhum jovem
Faça tudo o que estiver ao seu alcance para que nem mais um faça as malas e invista a sua vida noutro país!
Do it now!
As fundações e a cobardia do governo
Até hoje
é isto mesmo que falta ao país e, do meu ponto de vista que é, naturalmente, uma vista a partir de um ponto, o que falta ao governo: pensamento político.
São apenas um conjunto de boys sem formação política, ignorantes da história do país e do partido – recordo apenas Sá Carneiro. Os adjectivos e os insultos ficam nos cartazes das manifs de hoje. Para o Aventar trago apenas uma dúvida:
– continuas a ter fé que o caminho é o que está a ser trilhado, custe o que custar? Continuas a acreditar que o caminho é baixar os custos do trabalho e apostar forte na lógica de que a austeridade vai trazer crescimento?
Eu sugeria que o dinheiro e a aposta do governo fosse para a economia real, via salários e via aposta na produção nacional, tornando real o crescimento de dentro para fora.
Estamos com percursos de fé bem distintos. Eu reconheço que tenho uma vantagem – é que o teu já mostrou que não serve. O meu é o que o povo pediu na rua!
Promessas inúteis
A Grande Mesa da Exclusão
Vejo imperdoável permanecer vivo neste desmoronamento da esperança, trazer todos os dias as carnes laceradas de uma incerteza asfixiante para mim e para os meus próximos, observando que a espécie a que pertencemos parece sensível à hubris da palavra transgredida, mas indiferente à clandestina normalidade de um amor proclamado, que até se possa viver dele, sorrir na própria nudez e indigência, o que nem merece comentários. Eis-me de novo à mesa, à grande mesa da exclusão. Parece que a coutada que os políticos reservaram para si permitiu caçadas excepcionais, prodigiosas. Servos da gleba, para nós nem os restos – ficou estipulado.
O fosso que todos ajudamos a cavar
O fosso de que se trata neste post é aquele que “se cava” entre a política e a vida.
Não somos apenas nós, cidadãos comuns, que o dizemos (sobretudo sentimos). São também, pelos vistos, alguns políticos como o deputado do PS Francisco Assis, que escreveu ontem no Público: “Quando entre a política e a vida se cava um fosso, tudo pode acontecer”.
Eu quero e preciso acreditar que ele, enquanto agente político, está a ser sincero e a trabalhar no bom sentido ou de boa fé para o bem comum.
Ele reconhece a “profunda distância que separa o discurso prevalecente na política do mundo concreto da vida”.
Ele sabe, ou finge saber, ou isso lhe interessa (maquiavelicamente) que, para nós, homens e mulheres comuns, os discursos políticos já não significam nada, que são «montados» de “palavras ocas”. Assis refere-se sobretudo aos homens e mulheres “que se limitam a viver uma vida sem esperança, sem futuro, sem projecto, quase sem dignidade”.
“Tudo pode acontecer”. Tudo pode acontecer quando se cava um fosso entre a política e a vida. Já conhecemos muitos exemplos disso mesmo.
O fosso está cada vez mais profundo.
Mas nós, às vezes, damos uma ajudinha e não é só pelo voto…
Um exemplo: foram criados 1008 movimentos na sequência da iniciativa do governo «O Meu Movimento». Ideias boas e reveladoras de um interesse genuíno dos portugueses em melhorar este país.
Um apenas foi recebido pelo PM (eles a cavar com toda a força): o movimento denominado «Abolição das Corridas de Touros». Teve mais de 8000 apoiantes (a nossa ajudinha). Não havia causas mais importantes a apoiar? Porque ganhou esta? O que se passa connosco? De que estamos à espera?
Não sou contra os touros, mas os portugueses estão a precisar mais de serem ouvidos e atendidos… Foi desperdiçada uma grande oportunidade. Mais de 1000 pessoas registaram as suas preocupações através da criação do «seu» movimento, para depois ser selecionado apenas 1. Entre os 4 primeiros com mais apoiantes, 2 manifestam preocupação pelos animais…
Para quando uma audiência com os graves problemas das pessoas?
Uma vergonha.
Relvas demitiu-se.
Caramba! Outra vez. Esqueci-me de colocar o ponto de interrogação no título!
Dois ou Três Odores
Ontem, Estação da Trindade, eram seis e meia da manhã, havia um rebanho exaltado de fiscais da Metro do Porto, seguranças da Metro do Porto, a cumprir o seu dever [toda a noite e madrugada o cumpriram] e, mais discretos, postos para canto, polícias a tomar notas. Nessa gare, a essa hora, dois problemas com díspares odores: por toda a gare cheirava a uma dúzia de vadiantes romenos, homens, mulheres e meninas, com os seus lenços e as suas saias de cores demasiado berrantes para se misturarem connosco escapando ao escrutínio dos olhos e dos narizes, ora extraídos à bruta das composições, em que por hábito insistem em viajar gratuitamente, ora impedidos dramaticamente de embarcar de modo furtivo e aflito, valsa que se dançava. [Read more…]
Presidente da Assembleia Municipal recebe dinheiro das Empresas municipais
A afirmação do título pretende transportar o leitor para um exercício teórico.
Imagine, caro leitor que um cidadão (podia escrever popular, contribuinte, eleitor, mas no caso concreto preferi recorrer à antítese) não tem qualquer relação laboral ou financeira com a autarquia ou com qualquer das suas empresas municipais. Isto é, quando o cidadão foi eleito Presidente da Assembleia Municipal não recebia e não trabalhava sob qualquer tipo de forma para a autarquia.
Depois de eleito Presidente da Assembleia Municipal passou a receber dinheiro das Empresas Municipais.
O que vos parece? Ilegal? Imoral? Um caso de polícia?
Educação – os problemas da Esquerda, que a direita não resolve
A mania de mexer no que está quieto leva a que as escolas funcionem apesar dos ministros. À torrente legislativa que é vomitada das estruturas do Ministério da Educação, respondem as escolas com a sapiência da experiência: ignoram ou fazem de conta que cumprem. Querem um exemplo? Há uns “meses” os professores de matemática começaram a aplicar um programa e Nuno Crato já pensa em alterar programas. Estão a ver a ideia?
Ora, este contexto não é grande bisca para reflexões muito profundas. Mas há duas coisas que temos de resolver, sob pena de matar a escola pública: [Read more…]
Anónimos
Dedico esta reflexão a todos os anónimos: aqueles que não assinam o que escrevem, aqueles cujo nome não é conhecido, aqueles que querem manter-se desconhecidos, a todos os outros anónimos que não cabem ou não gostam desta definição copiada do Wikcionário e, finalmente, a todos os que continuam a ser anónimos no derradeiro minuto…
São os anónimos que fazem o mundo continuar a girar apesar de tudo – e o nosso país em particular. São eles (nós) que podemos fazer a diferença. É neles que acreditamos, cada vez mais.
Não é por acaso que o Governo lançou a iniciativa «O Meu Movimento» (ver portal do governo) que permite a cada cidadão, de uma forma “lúdica e simples” , fazer-se ouvir (saindo um pouco do anonimato!)… É só visto a quantidade de movimentos criados até ao momento – sintoma de muitas carências no nosso país… [Read more…]













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